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Os melhores da Primeira Liga: Médio-centro

Depois de um mercado de janeiro repleto de entradas e saídas, com a promessa de deixar os plantéis nacionais mais fortes e equilibrados, o campeonato está prestes a chegar à reta final onde todas as equipas vão definir a sua classificação.

Sendo certo que nem todas as equipas da Primeira Liga lutam pelos mesmos objetivos e, sobretudo, não dispõem dos mesmos orçamentos, o Bola na Rede vai, ao longo das próximas semanas, elaborar um top 5 para cada posição, procurando destacar as figuras do nosso campeonato.

Para o efeito, foram consideradas as qualidades individuais de todos os jogadores da Primeira Liga, mas também o seu tempo de jogo e, sobretudo, o desempenho até ao momento e a forma como contribuíram para o sucesso das suas equipas.

Foto de capa: : FC Porto

5 melhores ‘box-to-box’ da atualidade

5 melhores 'box-to-box' da atualidade- bola na rede

Antes de mais temos que entender o que um box-to-box faz. Ora bem, este jogador é um jogador versátil e completo, capaz de fazer os melhores cortes decisivos num jogo, capaz de transportar a bola para a frente, quer seja nos pés quer seja com visão de jogo, cria profundidade e participa, ainda, nos ataques da equipa e destabilizando tanto na frente como na defesa. São jogadores com muita resistência e força físicas, autênticos ‘tratores’ do futebol, capazes de palmilhar quilómetros sem acusar cansaço. É-lhes dado este nome porque jogam desde a sua grande área até à grande área adversária, mostrando assim presença em todo o campo ao longo do jogo. Este top não foi fácil, uma vez que temos muitos jogadores de qualidade a atuar nesta posição na atualidade e porque há jogadores que podem ser considerados box-to-box por umas pessoas e outras não, visto que não há nada que defina em concreto quando um jogador se torna um box-to-box.

 

Vamos seguir para o top 5 box-to-box

Uma Páscoa abençoada com o regresso dos campeonatos

Uma pausa para jogos amigáveis das seleções nacionais é sempre algo doloroso para nós adeptos, habituados aos fins de semana preenchidos com grandes partidas nos diversos campeonatos, mas a verdade é que a espera acabou e nada melhor para acompanhar esta Páscoa do que um fim de semana recheado de grandes jogos.
Estamos a chegar à altura das grandes decisões, as lutas pelo titulo, as batalhas para não descer de divisão ou as corridas por um lugar nas provas europeias. Seja qual for o objetivo, nesta fase dos campeonatos todas as equipas estão empenhadas em lutar pela vitória e claro, o espetáculo é garantido.
 

10 candidatos a “CD Tondela” europeus

Decorria a temporada 2015/2016 quando um dos maiores feitos dos últimos anos do futebol português ocorreu: não, não me estou a referir ao histórico apuramento do FC Arouca para a Liga Europa, mas sim à salvação do CD Tondela. À jornada 26, os tondelenses estavam quase com os dois pés na segunda liga, com apenas três vitórias e a onze pontos da salvação. No entanto, nas oito últimas jornadas, registaram dois empates e 5 vitórias (uma das quais no Dragão), fazendo mais pontos nestes últimos oito jogos que nos 26 iniciais! A permanência foi garantida na última jornada, quando muitos achavam que seria inalcançável.

Na época passada, o Tondela também garantiu a permanência de forma sofrível, novamente apenas na última jornada e por um golo de diferença! A partir daqui, ninguém deve considerar uma equipa como “despromovida” enquanto isso não estiver matematicamente confirmado. Faço, agora, uma gradação decrescente de equipas europeias que, apesar de habitarem na debaixo da linha de água há muitos jogos, ainda podem conseguir salvar-se. A ordenação faz-se de acordo com a crença que tenho em que estas equipas ainda se consigam salvar.

AJ Styles vs Shinsuke Nakamura: de caras da concorrência a main-eventers da Wrestlemania

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Em 34 anos de Wrestlemania, a WWE habituou-nos a que o seu principal título fosse colocado em jogo no maior palco de todos, entre duas grandes figuras da companhia (ou mais) desenvolvidas nos seus ringues. Por longas décadas, o título foi defendido ou conquistado por Superstars, que nunca conheceram um outro ringue que não fosse da World Wrestling Entertainment. Este ano, a Wrestlemania 34 oferece-nos uma realidade completamente contrária em que o WWE Championship será defendido englobado numa rivalidade histórica que começou muito longe das cordas norte-americanas, por dois lutadores que chegaram à WWE já com uma marca na história do wrestling firmada um pouco por todo o mundo.

O campeão AJ Styles iniciou a sua demanda nos humildes ringues da NCW (posteriormente chamada de NWA) até dar o salto para a WCW. Após a WWF ter avançado para a compra da WCW, AJ perdeu o seu trabalho e retornou às suas origens na NWA, afastando-se dos ringues da WWF, e iniciando o desenvolvimento da sua carreira de forma paralela ao crescimento da WWF/WWE. Styles rumaria ao Ring of Honor, uma companhia indie bastante reconhecida no meio, uma verdadeira escola para jovens atletas, onde Styles teria talvez a ascensão mais repentina da sua carreira. Após uma passagem de êxito mas envolta em controvérsia no ROH, AJ Styles assinaria contrato com a TNA, a principal concorrente da WWE. Foi na TNA que o Phenomenal One construiu o seu legado. Tornou-se a cara do wrestling alternativo. Foi campeão de todas as divisões por várias vezes. Manteve-se ativo nas rivalidades mais intensas da TNA. Com tudo isso, AJ Styles tornou-se um atleta cobiçado e reconhecido por todas as empresas de wrestling do mundo. Quando terminou o seu último contrato com a TNA, Styles fez algumas aparições no ROH como free agent. Em 2014, rumou à New Japan Pro Wrestling. E é aqui começa a nossa história.

Shinsuke Nakamura, 14 anos de legado na maior empresa de wrestling do Oriente. Entrou na NJPW em 2002, onde cedo se perspetivava que seria um caso sério de sucesso onde adquiriu logo o estatuto de “Super Rookie”. Tornou-se o campeão de pesos pesados mais novo da história da companhia. Venceu o título intercontinental da NJPW por 5 vezes e elevou-o de tal forma que o tornou no título mais consagrado da companhia. Rivalizou com Brock Lesnar e assumiu o papel de figura maior após a sua saída. Ressuscitou o “Strong Style”. E, em novembro de 2015, o King of Pro Wrestling ganharia um novo rival. Nada mais nada menos do que AJ Styles.

Foi a primeira vez que as duas estrelas indie do wrestling mundial se cruzaram. Styles procurava um novo vôo na NJPW e no caminho estava IWGP Intercontinental Champion, Shinsuke Nakamura. E assim se afixou aquele que por muitos é considerado o melhor combate da história da companhia. A 4 de Janeiro de 2016, no Wrestle Kingdom 10 in Tokyo Dome, o King of Strong Style enfrentaria, pela primeira vez, o Phenomenal One. Em jogo estaria o maior título da companhia.

AJ Styles desafiando Nakamura pelo IGPW Intercontinental Championship
Fonte: Rolling Stone

Nakamura venceria o combate. Mais importante  do que o resultado foi o espetáculo que ambos proporcionaram no ringue: abriu os olhos do wrestling ocidental àquilo que se passava do outro lado do Pacífico. Horas depois do evento ter chegado ao fim, já se especulava a saída de ambos para a WWE. Styles faria mesmo a sua última aparição na NJPW no dia seguinte, após ser atacado pela sua famosa fação, “Bullet Club”, e encenando a expulsão do grupo e, consequentemente, da companhia. Styles faria a sua primeira aparição nos ringues da WWE no Royal Rumble, a 24 de Janeiro de 2016, num momento que é visto como dos mais mediáticos da história do pay-per-view. Nakamura confirmaria no mesmo mês a sua “chamada” aos quadros da WWE e estrear-se-ia a 1 de Abril no NXT TakeOver: Dallas, vencendo Sami Zayn.

2 anos passaram. AJ Styles seguiu o seu caminho no main roster da WWE. Conquistou o título dos Estados Unidos por duas vezes. O título da WWE por mais duas, após ter rivalizado com Chris Jericho, Dean Ambrose, John Cena, entre outros. Shinsuke Nakamura teve um processo mais demorado, passando por um percurso de crescimento no NXT, onde foi campeão, antes de chegar ao plantel principal da companhia. Cresceu como superstar e tornou-se rapidamente um dos preferidos do universo WWE. Venceu o Royal Rumble deste ano e conquistou, assim, uma oportunidade por um título à sua escolha no main event da Wrestlemania 34. Título esse que escolheria o de AJ Styles.

Assim, Nova Orleães vai poder assistir ao clímax de uma rivalidade que faz parte dos pináculos da história do wrestling mundial, que transcende as fronteiras geográficas do wrestling norte-americano. Pela primeira vez, duas figuras, outrora pesadelos para a WWE enquanto principais concorrentes às suas superstars, lutarão pelo principal título da companhia, e o mundo parará para ver.

 

Foto de Capa: WWE

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Quanto FC Porto teremos no Mundial?

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Todos gostamos de ver as seleções nacionais do nosso país representadas, na sua maioria, pelos jogadores do nosso clube. No escalão sénior a tendência para que isso aconteça é cada vez menor, não só porque cada vez mais os plantéis são constituídos por jogadores estrangeiros, mas também porque a qualidade do jogador português é bastante apreciada lá fora, onde o dinheiro abunda.

No caso concreto do FC Porto, o Mundial não se adivinha uma grande montra para o jogador português, já que de entre Diogo Dalot, Ricardo Pereira, Sérgio Oliveira, Danilo, André André, Hernâni e Gonçalo Paciência, apenas o “Comendador” terá o lugar garantido na Rússia. Mesmo em relação à oportunidade de realizar bons negócios com ativos que se valorizem durante a competição, o FC Porto estará sempre dependente apenas de Herrera e, eventualmente, Corona pelo México. Diego Reyes poderia ser hipótese, mas já em final de contrato não é plausível que possa oferecer contrapartidas financeiras ao clube. Na mesma situação estará o uruguaio Maxi Pereira, que para além da situação contratual tem ainda o peso dos 33 anos que dificilmente apelariam a uma compra de milhões.

Ignorando, então, a presença quase certa de Danilo no lote de convocados por Fernando Santos, poucas são as hipóteses de termos em consideração mais algum portista para integrar a comitiva. E na eventualidade de isso acontecer cingimo-nos, muito provavelmente, a dois nomes: Sérgio Oliveira e Ricardo Pereira. A presença do lateral/extremo nos dois últimos jogos de preparação foi inviabilizada pela lesão que havia sofrido no FC Porto e que, consequentemente, lhe travou a progressão e a qualidade exibicional que vinha demonstrando até então. A seu favor jogará o facto de Fernando Santos já o conhecer e da boa época que vem protagonizando ao serviço dos azuis e brancos. Contra, terá sempre a rivalidade de nomes como Cédric, Nélson Semedo e o próprio João Cancelo.

Sérgio Oliveira e Ricardo Pereira ainda têm ténues esperanças de serem selecionados para o Mundial
Fonte: FC Porto

Quanto a Sérgio Oliveira, este vem-se assumindo como um dos pilares fundamentais, a par de Herrera, da operacionalização do meio-campo portista e tem protagonizando uma segunda volta de grandíssimo nível. Aos 25 anos parece estar no auge da carreira e, dependendo da fase final de época que conseguir fazer, pode ainda acalentar esperanças. O facto de Adrien ter estado quase quatro meses sem jogar pode ser um trunfo.

Poder-se-ia colocar ainda a questão de Diogo Dalot, que já não é promessa mas cada vez mais uma certeza. Aos 19 anos tem ainda um percurso a realizar nos sub-21, pelo que não faria sentido um batismo na Seleção AA logo numa competição com tanto peso.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

CD Aves 1-4 Vitória FC: “Show” de Edinho garante três pontos aos sadinos

O Vitória FC venceu o CD Aves por quatro bolas a uma, numa partida marcada pelas más condições atmosféricas. A turma de José Couceiro amealhou três pontos cruciais, que afastam a equipa de Setúbal cada vez mais da zona de despromoção.

A partida começou com uma hora de atraso, devido às más condições do relvado do estádio do CD Aves. A equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, deu luz verde ao início da partida após um longo período de espera. A equipa da casa, após duas derrotas consecutivas, tentou controlar as operações da partida. Amilton esteve perto de inaugurar o marcador ainda dentro dos primeiros dez minutos, mas o remate saiu ao lado da baliza defendida por Cristiano. O avançado brasileiro foi um dos mais ativos a fase inicial do encontro, tentando encontrar espaços no setor mais recuado do xadrez de José Couceiro.

A chuva não deu tréguas e intensificou-se aos 35 minutos de jogo, afetando a qualidade de jogo. Os avenses continuavam mais perigosos, graças às combinações, na ala direita, entre Rodrigo e Amilton. O destino quis que o primeiro golo surgisse do lado oposto. Ao minuto 44, Braga serviu Farina e o argentino carimbou o seu segundo golo da temporada. No meio do temporal, foram os locais que conseguiram levar a vantagem no marcador para as cabines.

Durante o intervalo a chuva parou e não voltou durante o resto da partida. As condições climatéricas já convidavam a um melhor futebol mas a desinspiração de ambas as partes não deixaram que a segunda parte começasse atrativa para quem estava presente. Um CD Aves mais encolhido contra um Vitória FC com poucos argumentos, assim foi o arranque da segunda parte.

Ao minuto 13 da segunda parte Rodrigo foge à marcação de Nuno Pinto e cruza a bola para Nildo Petrolina. O brasileiro podia e devia ter feito melhor, até porque, na jogada imediatamente a seguir, o Vitória FC empatou a partida. Se a moral “Quem não marca sofre” algum dia precisar de ilustração, este momento do jogo é exemplo perfeito.

Costinha rematou forte do lado direito da área. A bola passou por Cristiano e Edinho foi ter a certeza que a bola entrava. O internacional português foi imediatamente buscar a bola ao fundo das redes e pediu que os seus colegas se apressassem na reposição de bola, num sinal de que o Vitória FC não estaria satisfeito com este empate.

O CD Aves procurou ativamente responder ao golo sofrido e voltou a agarrar o jogo, se bem que com pouca qualidade. Ao minuto 65 Diego Galo apareceu isolado em resposta a um canto mas cabeceou muito mal a bola. Ficou o arrepio na espinha de Cristiano.

Ao minuto 72, sem que nada o fizesse prever, Edinho bisou e pôs os sadinos na frente do marcador. Ficou no estádio a dúvida se a bola teria entrado, mas Tiago Martins prontamente validou o golo.

Em desvantagem, o CD Aves mostrou-se incapaz de responder e até algo emocionalmente abatido. Prova disso são os espaços que iam dando no seu meio-campo ao Vitória FC.

Se de um lado o CD Aves estava desmotivado, do outro Edinho, embalado pelos golos, ia procurando o hat-trick. Ficou perto ao minuto 74, quando cabeceou a bola ao poste da baliza adversária, e acabaria mesmo por consegui-lo com um grande golo ao minuto 76. Um hat-trick em 19 minutos e um jogo que parecia estar na gaveta. Mas Edinho estava focado em fazer desta noite uma para um dia contar aos netos. Quando Costinha caiu dentro de área, Edinho foi imediatamente buscar a bola para bater a grande penalidade. Converteu-a com qualidade e completou assim o poker: quatro golos em 27 minutos.

Com esta derrota o CD Aves mantém os 25 pontos e pode cair para zona de despromoção ainda esta jornada. Do outro lado chegou um tão necessário balão de oxigénio: os sadinos somam agora 28.

CD Aves: Adriano, Diego Galo, Jorge Felipe, Rodrigo, Lenho (Baldé, 66), Farina (Guedes, 61), Tissone, Braga (Paulo Machado, 84), Nildo, Amilton e Derley.

Vitória FC: Cristiano, Yohan Tavares, Nuno Reis, Patrick, Nuno Pinto, Semedo, Bonilha, Teixeira (Arnold, 72), Edinho, Costinha e André Pereira (Podstawski, 75).

Alvalade, uma arena de Leões

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Ao longo da história do Sporting Clube de Portugal, os grupos organizados de adeptos dos leões sempre foram uma mais-valia para a sua equipa, mostrando o seu amor ao clube, tanto nos jogos em casa como nas deslocações, tanto a nível de competições nacionais como internacionais.

O mais recente Estádio José de Alvalade foi inaugurado dia seis de agosto de 2003, num jogo que opôs o Sporting Clube de Portugal ao clube inglês Manchester United, numa vitória leonina por 3-1. Este estádio tem capacidade para 50095 lugares, tendo sido num jogo a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões contra o colosso espanhol Real Madrid (derrota dos leões por 2-1), dia 22 de novembro de 2016, que se estabeleceu o recorde de assistência (50046 adeptos).

Os leões contam com quatro grupos organizados de adeptos, devidamente legalizados junto do Conselho Nacional do Desporto (CND).

  • Juventude Leonina (Juve Leo), criada em 1976 e tem como lema “Dos fracos não reza a história. Um dia Juve Leo, Juve Leo até morrer”. A “claque” mais antiga dos leões.
  • Torcida Verde, desde 1984 tem como lema “Na vanguarda de um ideal, Sporting 1906”.
  • Directivo Ultras XXI, através do lema “Coerência! Honra! Fidelidade! Eis a nossa mentalidade!”, apoiam os leões desde 2002.
  • Brigada Ultras Sporting, a última “claque” de apoio aos leões a ser formada, em 2004.

Todos estes grupos assinaram um protocolo com o clube, onde estão enquadrados como grupos organizados de adeptos e onde estão bem discriminados os direitos e deveres de todas as partes.

Depois de várias tentativas no passado, todas elas sem sucesso, e já com Bruno de Carvalho como responsável máximo do Sporting Clube de Portugal, foi possível chegar a entendimento com todos os grupos organizados de adeptos afetos ao clube de Alvalade para que se unissem em prol do clube, regressando assim a “Curva Sul”, onde todos estes grupos se posicionam no topo sul do estádio no apoio à nossa equipa…e que apoio.

Estes são alguns dos protagonistas de um apoio incondicional
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Uma medida que, a meu ver, foi bastante importante para o clube, incentivando também a presença de mais adeptos no estádio como mostra a média de assistência em Alvalade na época 2016/2017 (85% de ocupação do estádio). Eu próprio criei um ritual, ou melhor, segui o ritual de muitos sportinguistas em “dias de Sporting”: chegar pelo menos uma hora antes do início do jogo para comer a tradicional bifana acompanhada da magnífica imperial, permanecer dentro do “José de Alvalade” desde o aquecimento até à ovação final dos adeptos e jogadores. O resultado final garantido é ficar “afónico”.

Sprint final

Com o aproximar do final do campeonato, fazem-se contas aos pontos amealhados e àqueles ainda em disputa. À semelhança dos últimos anos, a luta pelo título ainda está por decidir, embora os clubes que participarão nas competições europeias no próximo ano já sejam conhecidos.

No entanto, a luta pelos pontos não se resume à metade superior da tabela. Antes pelo contrário, os clubes da metade inferior da tabela classificativa ainda procuram aquele conjunto de pontos que os salve da relegação ou lhes dê alguma segurança e margem de manobra. Nesta altura, apenas nove pontos separam o 10º classificado do 18º e nada está garantido.

Melhor posicionados para alcançar a manutenção e no bom caminho estão o Portimonense SC, o CD Tondela e o CF “Os Belenenses”. Os algarvios disputarão quatro jogos em casa e apenas dois serão frente a equipas que estão melhor classificadas; o GD Chaves (fora) e o Sporting CP (casa) em jornadas consecutivas. Os Beirões têm a tarefa mais complicada – mas nada é impossível para esta equipa que já se habituou a lutar até à última jornada e a alcançar aquilo a que se propôs. Apesar de estarem à porta da meta imaginária dos 30 pontos (29), as jornadas que se aproximam não se afiguram fáceis, nenhuma delas. Jogam por quatro vezes fora de portas, entre elas as deslocações à Luz e a Vila do Conde. Nas 3 jornadas que disputarão em Tondela, medirão forças com equipas próximas na classificação e para quem os pontos também são essenciais (Portimonense SC, CD Aves e Vitória SC). Os lisboetas, por sua vez, jogam quatro vezes em casa, frente ao FC Porto, Sporting CP, SC Braga e Portimonense SC. Não são, seguramente, os adversários ideais para esta altura do campeonato. Deslocar-se-ão ainda a Chaves, a Paços de Ferreira e ao Porto, para jogar no Bessa. É, por ventura, um dos calendários mais complicados.

FC Paços de Ferreira, Moreirense FC, Vitória FC e CD Aves têm 25 pontos e lutarão para evitar a descida ao escalão inferior
Fonte: CD Aves

Logo a seguir, e com 25 pontos, encontram-se 4 equipas: FC Paços de Ferreira, Moreirense FC, Vitória FC e CD Aves. O empate na classificação, a esta altura, demonstra bem o equilíbrio e a busca desenfreada pelos pontos a que vamos assistir nesta ponta final da competição. Os castores jogarão 4 vezes na Capital do Móvel frente a equipas melhor classificadas: GD Chaves, SC Braga CF, “Os Belenenses” e Rio Ave FC. Fora de portas a tarefa não será mais fácil: visitam Alvalade, o Bessa e Portimão. Os cónegos jogarão por 3 vezes no seu reduto, frente ao Boavista FC, Rio Ave FC e CD Aves, um dos adversários “diretos”. No entanto, as maiores dificuldades serão esperadas nas deslocações. A equipa de Petit viajará até Portimão, à Madeira, a Guimarães e a Lisboa (Luz). Se em casa terão de fazer de tudo para pontuar, fora terão de ser verdadeiros heróis de caneleiras. Os sadinos jogarão em Setúbal frente a SL Benfica, CD Feirense e CD Tondela, dois adversários diretos e um dos grandes. Fora de portas enfrentará o CD Aves, o Vitória SC, o FC Porto e o GD Estoril Praia (igualmente dois adversários e um dos grandes). Nada fácil… Por outro lado, os avenses disputarão quatro partidas em casa frente a Vitória FC, CD Feirense, GD Estoril Praia e GD Chaves; três delas frente a adversários diretos e, por isso, com o mesmo objetivo. As últimas viagens deste campeonato é que se mostram como grandes obstáculos; defrontam um candidato ao título (FC Porto) e duas equipas que consigo lutam pela manutenção; o CD Tondela e o Moreirense FC. Ao contrário dos outros competidores aqui mencionados, o CD Aves tem pelo meio a difícil segunda mão das meias finais da Taça de Portugal frente ao Caldas SC. Se por um lado pode atrapalhar a recuperação dos atletas e gerar algum cansaço extra, uma possível passagem à final pode dar o alento extra que os demais adversários não conseguirão obter. E caso alcancem a manutenção e a passagem ao derradeiro jogo no Jamor, a época será extremamente positiva para o clube da Vila das Aves.

A negra ou renovadora paragem internacional

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A fatídica paragem dos campeonatos para os amigáveis de seleções, está finalmente a terminar. São interrupções que grande parte dos amantes do futebol não apreciam, vendo os seus clubes suspenderem os seus jogos para que as seleções possam cumprir as suas partidas amigáveis e de preparação para o Mundial 2018 que se aproxima a passos largos. Não obstante a quantidade de grandes jogos que esta paragem nos ofereceu – houve encontros entre Inglaterra e Itália, Espanha e Argentina, Alemanha e Brasil, Argentina e Itália, Holanda e Inglaterra, Alemanha e Espanha, Portugal e Holanda -, esta pequena pausa nas principais ligas acaba por quebrar o ritmo alucinante do último terço dos campeonatos, que se preparam para decidir campeões, manutenções, descidas de divisão, lugares na Liga Europa e na liga milionária, a Liga dos Campeões. Além disso, muitos dos principais jogadores das equipas são opções dos selecionadores dos respetivos países, fazendo com que a pausa no campeonato não seja também um descanso para os atletas do clube. Posto isto tudo em conta, esta paragem será boa ou má?

Vamos abordar o ‘nosso’ Sport Lisboa e Benfica, pois este será o que mais nos interessa. Para fazer o balanço geral deste tema, terão de recorrer ao setor de Futebol Nacional. Estando este texto na secção Benfica, é precisamente do ponto de vista deste clube que vamos falar.

Dos encarnados, foram chamados Diogo Gonçalves e João Carvalho pela seleção nacional de sub-21, Samaris pela seleção grega, Seferovic pela Suíça, Zivkovic pela Sérvia, Raúl pela Mexicana, Sálvio pela Argentina e ainda Rúben Dias pela seleção nacional A Portuguesa. Estes dois últimos – Salvio e Rúben Dias -, porém, foram dispensados por Jorge Sampaoli e Fernando Santos, respetivamente, de modo a poderem continuarem a recuperar das lesões no Caixa Futebol Campus. São, portanto, seis os jogadores das águias a acompanhar as suas seleções nos amigáveis.

Rúben Dias falhou a estreia na seleção A devido a lesão
Fonte: SL Benfica

Samaris cumpriu 73 minutos de jogo, Seferovic 92 minutos, Zivkovic 55 minutos, Raúl Jiménez perfez 74 minutos e os jovens Diogo Gonçalves (172 minutos) e João Carvalho (148 minutos) foram os líderes de minutos jogados desta janela de jogos internacionais.
Deste modo, estes seis atletas não beneficiaram de descanso total como os seus colegas que ficaram por Lisboa às ordens de Rui Vitória. No entanto, apenas o sérvio é regular titular na equipa encarnada. Os outros cinco são jogadores que habitualmente são suplentes utilizados no último terço da partida.

Olhando desta forma para o espetro encarnado, no que toca a minutos utilizados, o Benfica não se viu muito prejudicado por esta paragem. Teve tempo para trabalhar com quase toda a equipa habitual nesta paragem e pôde assimilar táticas, estudar adversários e preparar-se para os jogos decisivos que aí vêm.

Por outro lado, fica a quebra de ritmo. Se foram poucos os jogadores que participaram em jogos pelas seleções, foram muitos os que viram o ritmo de jogo sofrer um corte momentâneo, pois apenas se encontraram no Seixal para participar nos treinos da equipa. Se isto servirá para beneficiarem de descanso e voltar à competição com maior ritmo, ou acabará por se tornar num amolecimento, no regresso aos relvados se saberá.

Por esta altura, já todos terão regressado às ordens do treinador português. Sábado, frente ao Vitória SC, na Luz, o Benfica recomeça a jogar para a Primeira Liga com dois pontos de desvantagem para o líder. Líder este que receberá no seu reduto dia 15 de Abril.

Fonte: SL Benfica