Início Site Página 11866

Falsos ídolos podem destruir

0

Desde miúdos, e mesmo já crescidos, ouvimos ser-nos perguntado quais são os nossos ídolos, e quase sempre sai o nome de um jogador de futebol. E quando não sai, a pergunta seguinte é “e no futebol?”. É um reflexo da sociedade em que vivemos, obcecado com futebol, sendo o único escape que encontramos para o stress do dia a dia (no nosso caso, não passa de mais um provocador de stress que influencia relações pessoais, familiares e profissionais.). Vendo bem, não será bem um escape, mas onde reflectimos as nossas frustrações, e onde tentamos encontrar vitórias, e superioridade sobre outros, que não conseguimos na nossa vida pessoal e profissional.

Mas voltando à questão inicial, sempre gostei de futebol, e sempre gostei mais de uns jogadores do que outros, essencialmente pela forma de jogar, mas também pela personalidade que pensamos terem. Ora, como não lidamos diariamente com esses jogadores, pessoalmente e intimamente, só conhecemos o que eles tentam projectar para o exterior, conseguindo ou não, conforme o seu jeito para comunicar. Ou seja, nem sempre o que pensamos de um jogador reflecte exactamente o seu verdadeiro eu. E percebendo nós como são egoístas os futebolistas, não poderemos esperar que estes sejam um modelo de modéstia e valores, apesar de esperarmos que o sejam para as gerações mais novas.

Pedro Barbosa foi acusado de forçar o despedimento de Inácio
Fonte: sporting.filtro.pt

Ainda há poucos dias, um ex-jogador e treinador deu uma entrevista onde descrevia esse mesmo cenário. E vindo de alguém que conhece tão bem os bastidores do nosso futebol, por várias vertentes e de todas a barricadas, só me leva a acreditar nisso mesmo. Dizia ele que determinado jogador, que eu sempre considerei, como capitão que foi pelo nosso clube, apesar de deixar a desejar no que tocava a entrega, que a determinado momento tudo fez para que o treinador fosse despedido, em conluio com os dirigentes de então por não haver acordo em termos de contratações. Sabendo nós que, muitas vezes, os jogadores, não estando satisfeitos com o treinador, seja por razões válidas ou não, conseguem mesmo despedir um treinador, não acho descabido acreditar nesta versão. Temos vários exemplos a comprová-lo.

Assim, em vez de ir pela via mais fácil, um presidente, o que deve fazer é entrar no balneário e comunicar ao grupo, que o treinador será aquele, e quem não gostar não joga ou é encostado. Se querem ganhar, terá que ser com esse treinador. E Jorge jesus já passou por uma situação dessas no seu anterior clube, tendo sido segurado pelo presidente. O que se passou depois, todos sabem apesar de ter sido mau para nós (ainda está a ser, apesar de sabermos que não foi apenas pelo treinador).

Não pode ser apenas o treinador a conseguir segurar um balneário, porque ninguém consegue agradar a todos, e os jogadores todos querem jogar para serem vendidos por milhões. Tem que haver apoio da estrutura, e passar para o grupo, de forma a que não passe sequer pelas suas cabeças a possibilidade de poderem boicotar trabalho de quem os comanda.

Doping à Inglesa – De que vale a Ética?

0

O Parlamento Britânico, através da sua Comissão de Digital, Cultura, Media e Desporto, liderada pelo conservador Damian Collins, publicou o relatório “Combater o Doping no Desporto”, a conclusão de uma investigação de anos – até com uma eleição legislativa pelo meio – que lança várias dúvidas sobre a posição da Team Sky e da British Cycling (a Federação de Ciclismo do Reino Unido) quanto ao recurso a práticas proibidas e pouco éticas.

Comecemos por sumariar os vários temas relacionados com o ciclismo e sobre os quais os deputados levantam questões. Em primeiro lugar, é dedicado uma grande extensão do documento ao recurso aos Therapeutic Use Exemptions (TUEs) para saber se estes são adequados ou se há um abuso destes com intenções de melhorar o desempenho desportivo. Em seguida, analisa-se o caso do “jiffy bag”, a embalagem levada para Bradley Wiggins no último dia do Critérium du Dauphiné 2011 e as dúvidas sobre o que continha e, finalmente, o uso exagerado do medicamento legal Tramadol pelos atletas da Team Sky e do British Cycling. Ao longo de todos estas situações, um tema recorrente é a falha em manter registos médicos apropriados.

Ora, o que é um TUE? Tratam-se de isenções para uso terapêutico, ou seja, o atleta é autorizado a recorrer a uma substância proibida após provar que necessita desta para tratar uma condição médica. Neste caso, a investigação surgiu devido ao revelar pelos hackers Fancy Bear em setembro de 2016 de que Bradley Wiggins tinha tido direito a TUEs nas vésperas dos Tour de France 2011 e 2012 e do Giro d’Italia 2013, provas em que pretendia disputar a Classificação Geral, para recurso a Triamcinolone para tratar a sua asma.

O conceito do TUE exige que este seja requerido pelo atleta indicando o porquê de fazer esse pedido e provando que este é necessário. Depois, será feita uma análise por médicos ligados à Agência Mundial Anti-Dopagem (WADA) ou ao órgão de governo da modalidade (neste caso a UCI, União Ciclista Internacional) que defere ou indefere o pedido. Na altura dos TUEs de Bradley Wiggins havia uma espécie de fast-track da sua atribuição, que permitia que apenas um médico analisasse o caso e decidisse. Em 2014, passou a ser sempre obrigatório que passasse por um painel de três médicos que teriam de aprovar unanimemente o TUE para este ser atribuído.

Este abuso dos TUEs não se limita ao ciclismo e foi levado à consideração da WADA por Richard McLaren, o autor do Relatório desta agência sobre o esquema de doping estatal russo e que percebeu nesse contexto que esse regime precisa der melhorado, pois ainda pode ser abusado. No caso concreto do ciclismo, um dos pontos curiosos era que no período em Wiggins usufruiu deste sistema, quase todos os pedidos apresentados por ciclistas eram tratados apenas por um médico e sempre o mesmo, o Dr. Mario Zorzoli.

O Presidente da UCI à altura, Pat McQuaid, diz ter falado com este médico e que ele lhe confidenciou que, por exemplo, na altura das Clássicas havia ciclistas que pretendiam ter bons resultados que tomavam corticosteroides em TUEs que não eram legítimos. McQuaid tem também sido um grande crítico público da Sky e do British Cycling, no entanto, há duas considerações que não podem ser ignoradas.

Lendas do “universo” leonino: Hilário

0

Hilário Conceição, uma verdadeira lenda viva do Sporting Clube de Portugal, o atleta com mais jogos com a camisola verde e branca e uma carreira repleta de títulos e vitórias.

O lateral-esquerdo, oriundo de Moçambique, deu os seus primeiros passos no futebol, ao serviço do Atlético e do Sporting de Lourenço Marques. No dia 3 de Agosto de 1958 chegou a Lisboa, para vestir de leão ao peito. No Sporting Clube de Portugal fez toda a sua carreira, contam-se 15 épocas, 453 jogos e 1 golo marcado.

Hilário é uma das figuras mais marcantes da história do futebol leonino, com a camisola verde e branca conquistou 3 campeonatos nacionais, 3 Taças de Portugal e a mítica Taça das Taças, na época 1963/1964. Recorde-se que na caminhada para erguer a Taça das Taças, os leões conseguiram a maior goleada de sempre nas competições europeias, por 16-1 frente ao APOEL. Na mesma competição, o Sporting viria a eliminar o Manchester United de George Best, Bobby Charlton e Denis Law, depois de perder por 4-1 em Old Tradford, vencendo em Alvalade por 5-0.

O senhor Hilário fez parte também de uma das páginas douradas do futebol português, tendo feito parte dos “Magriços” que representaram Portugal no Mundial de 1966. No Reino Unido, os atletas portugueses conquistaram a medalha de Bronze no campeonato do mundo. No Mundial 66, o leão Hilário jogou todas as partidas e foi aliás considerado o melhor defesa-esquerdo da competição. Hilário realizou ao longo da sua carreira, 40 jogos ao serviço da seleção.

Hilário é uma lenda do Sporting CP
Fonte: Sporting CP

O capitão Hilário terminou a sua carreira no Sporting Clube de Portugal, com mais um título. Decorria a temporada 1972/1973, quando no Estádio do Jamor os leões venceram o Vitória de Setúbal por 3-2, conquistando a Taça de Portugal. Na história de Hilário ficam as grandes exibições, o seu excelente pé esquerdo, a sua velocidade e a sua entrega em campo.

Depois de terminar a sua carreira, Hilário continuou ligado ao futebol, prosseguindo a sua carreira de treinador. Na sua carreira como técnico, mais uma vez, esteve ao serviço do clube do seu coração por várias ocasiões e desempenhando vários cargos.

Uma vida ao serviço do Sporting Clube de Portugal e do desporto português, uma das lendas! Um verdadeiro leão!

Foto de Capa: Sporting CP

WWE Fastlane: Com foco total na WrestleMania

0

A WWE apresenta, este domingo, a quarta edição do Fastlane, organizado pelo Smackdown Live. Em altura de preparação para a WrestleMania, é a última paragem antes do maior espetáculo na indústria de wrestling.

O Fastlane marcará o fim dos eventos exclusivos da marca azul, uma vez que, a partir da WrestleMania, todos os especiais passarão a ser coordenados por ambas as marcas, devido aos maus resultados obtidos em PPV´s anteriores.

As expetativas para o Fastlane não estão muito elevadas, pelo facto da WWE estar a investir na construção de um espetáculo maior, em abril. Por este motivo, espera-se um evento previsível, sem muitas novidades e surpresas.

Quanto a esta medida por parte da WWE, só o tempo dirá se é uma boa opção ou, pelo contrário, um tiro no escuro na programação da empresa. Independentemente do que aconteça, cá estaremos para toda a análise possível.

Foto de Capa: WWE

Os 10 melhores jogadores a seguir na Euroliga

A NBA é reconhecida por ter as estrelas mais mediáticas do basquetebol mundial. A hegemonia dos Estados Unidos nas competições internacionais comprova que grande parte dos talentos da modalidade pertencem de facto à realidade norte-americana, e todos os grandes jogadores dos restantes continentes procuram a NBA como palco para mostrar as suas capacidades.

Mas quererá isso dizer que todos os melhores atletas estão concentrados na NBA?
Nós discordamos. A Euroliga, como principal competição europeia de basquetebol, e a segunda liga mais competitiva do mundo, oferece-nos um leque de jogadores capazes de surpreender e mostrar que existe luxo à volta dos cestos fora da NBA.

Muitos dos seus jogadores poderiam estar a jogar na liga norte-americana. Outros já tiveram o seu momento lá e por decisão escolheram a Euroliga como passo a seguir na sua carreira.

De uma maneira ou de outra, indiscutíveis são as capacidades dos melhores basquetebolistas da competição, que decidimos apresentar-vos em mais um TOP BNR.

(Agradecimento especial ao treinador do Odisseia Basket Diogo Maricato pela ajuda na seleção da lista e contextualização do artigo)

SL Benfica 6-4 Forte dei Marmi: Águias marcam encontro com FC Porto

Na noite de sábado e numa partida decisiva para a passagem à fase seguinte da Liga Europeia, o Benfica, perante um pavilhão nº2 muito bem preenchido, levou de vencido o Forte dei Marmi, o vice-campeão italiano, por 6-4. Garantido, desta forma, a passagem aos quartos de final da liga dos campeões de hóquei em patins.

A necessitar de pontuar para passar, o Benfica entrou no jogo da melhor maneira e através de uma iniciativa individual, Nicolia abriu o ativo. Pouco depois, João Rodrigues aproveitou um ressalto para ficar isolado, mas não conseguiu aumentar a vantagem benfiquista.

Grande entrada do Benfica que, nos primeiros cinco minutos, teve várias oportunidades para fazer mexer as redes adversárias, sobretudo, por intermédio de João Rodrigues, mas acabou por chegar ao golo através de um lance de génio de “Carlitos”.

Jogados sete minutos, o Forte teve uma grande oportunidade de empatar a partida, mas Pedro Henriques negou o golo à formação italiana. Cerca de um minuto e meio depois, Davide Montaran um viu cartão azul por ter feito um enganchamento a Nicolia. Com oportunidade para chegar ao segundo golo na partida, o jogador argentino disparou de primeira, mas não conseguiu bater Ricardo Gnata.

Em situação de power play, as águias tiveram vários momentos de posse de bola. Porém, não foram capazes de aproveitar a superioridade numérica. Contudo, segundos depois do Forte voltar a ter quatro jogadores de campo, o 2-0 apareceu. Golo com assinatura de Miguel Rocha.

A perder por dois golos, o Forte necessitava de marcar para reentrar na partida e na disputa do apuramento para os quartos de final da Liga Europeia, mas o Benfica detinha o domínio da partida e apenas em situações de ataque, erros não forçados pelo Marmi, os italianos conseguiam incomodar Pedro Henriques, que ia defendendo tudo.

Com menos de sete minutos para pausa e através de uma situação de contra-ataque, resultante de um choque entre Nicolia e Tiago Rafael, Elia Cinquini fez o golo do Forte, reduzindo o marcador para 2-1.

O jogo encaminhava-se para o intervalo e apesar de não haver nenhuma equipa declaradamente por cima, o conjunto transalpino ia sendo o mais perigoso, colocando a defensiva benfiquista em dificuldades e obrigando Pedro Henriques a belas paradas. Todavia, com pouco mais de um minuto para jogar, Diogo Rafael arrancou pela esquerda e serviu Jordi Adroher que, ao segundo poste, apontou o 3-1.

Concluída a primeira parte, o Benfica vencia por 3-1 e vencia bem, pois, tinha sido a melhor equipa durante grande parte dos vinte e cinco minutos iniciais, com o Forte a conseguir equilibrar a contenda na parte final do primeiro tempo.

Nicolia apontou o primeiro golo da noite e chegou aos cinco nesta edição da Liga Europeia
Fonte: SL Benfica

Retomado o encontro, o Benfica voltou a entrar bem e depois de várias ameaças, João Rodrigues, à meia volta, disse sim a uma assistência de Nicolia e fez o 4-1. Na resposta, o Forte reduziu para 4-2, por intermédio de Giacomo Maremmani.

Perto dos trinta minutos de jogo, Gaston de Oro viu um cartão azul por falta sobre Diogo Rafael. Nicolia foi o escolhido para a conversão do livre-direto e voltou a não conseguir marcar, ao enviar o esférico à barra.

A dispor da segunda situação de superioridade numérica no encontro, desta feita, o Benfica conseguiu marcar, por intermédio de Diogo Rafael que, assim, colocou o marcador em 5-2.

O tempo avançava e embora existissem algumas oportunidades para os dois lados, poucas eram perigosas. Contudo, num lance de contra-ataque, Gaston de Oro reduziu o score para 5-3. Pouco depois, o Forte dei Marmi beneficiou de uma grande penalidade, devido a uma falta de Miguel Rocha. Oro assumiu a marcação do lance e colocou a vantagem encarnada na margem mínima. Num instante, o jogo ficou relançado para os derradeiros dez minutos.

Já dentro dos últimos dez minutos, as águias poderiam ter chegado ao sexto, mas Adroher, completamente isolado, não conseguiu bater Gnata.

A faltarem seis minutos de dez para o fim e numa altura em que o jogo estava perigoso para os encarnados, uma recuperação de Nicolia na sua meia pista acabou por resultar no 6-4. Apontando pelo capitão encarnado, Valter Neves.

O golo animou a partida e quase de seguida, tanto o Forte poderia ter reduzido, Montaran enrolou o esférico por cima, como o Benfica fazia o sétimo. Neste caso, a bola chegou mesmo a entrar, mas o golo acabou por ser invalidado.

Até ao final, o Benfica ainda teve oportunidades para fazer mais alguns golos, mas Gnata parou as intenções encarnadas e o marcador não mais se voltou a alterar.

Vitória justa do Benfica, sobretudo pelo que fez na primeira parte, que desta maneira garante o apuramento para os quartos de final da Liga Europeia. Nessa fase, os encarnados vão defrontar o Porto que venceu o grupo B. No que diz respeito aos restantes jogos dos quartos de final, o Reus, atual campeão europeu, vai defrontar o Liceo, o Sporting, que venceu o grupo D, vai jogar contra a Oliveirense e o Barcelona, vencedor do grupo C, vai ter pela frente os italianos do Follonica.

Temos talento dentro de portas!

0

Com uma semana marcada por dois jogos de elevado grau de dificuldade, o FC Porto continua obrigado a esticar o plantel como pode. As lesões e os castigos sucedem-se e, quando se pensa que se perdeu uma peça fundamental do onze, outra parece emergir com igual capacidade. Pelo meio, temos visto a “prata da casa” vir ao de cima, com jogadores da formação a carimbarem exibições de qualidade e a agarrarem as oportunidades deixadas em aberto.

O clássico da última jornada, frente ao Sporting CP, ficou marcado por uma situação pouco vista pelos lados do Dragão nos últimos anos. Entre o lote de titulares contavam-se três jogadores oriundos da formação azul e branca: Sérgio Oliveira, Diogo Dalot e Gonçalo Paciência. Apesar de os espaços na equipa terem surgido em momentos diferentes para cada um deles, foi frente aos leões que alinharam juntos pela primeira vez no onze inicial, deixando em campo a certeza de que o futuro do principal escalão tem vindo a ser bem trabalhado desde trás e que também dentro de portas se encontram soluções de qualidade para serem trabalhadas, neste caso, por Sérgio Conceição.

A lesão de Danilo, ainda em Janeiro e por alturas da meia-final da Taça da Liga, fazia prever uma dor de cabeça para o técnico azul e branco. Até então um dos indiscutíveis, teria de ficar de fora várias semanas e era preciso fazer com que a equipa não se ressentisse e continuasse no caminho das vitórias. Para isso, saltou da “lista de espera” Sérgio Oliveira. O médio, que já tinha vindo a mostrar serviço nos jogos em que era lançado por Sérgio Conceição, agarrou a titularidade, encaixando na perfeição com Herrera no 4x4x2 projectado pelo treinador. Com a ausência de Alex Telles, após lesão na segunda parte do Estoril, assumiu também as bolas paradas e tem sido um dos mais influentes em campo.

O trio oriundo da formação azul e branca alinhou junto, pela primeira vez, frente ao Sporting CP
Fonte: FC Porto

Para Gonçalo Paciência e Diogo Dalot a oportunidade chegou mais tarde. O avançado fez a sua estreia a titular precisamente frente ao Sporting CP, e foi dele que saiu o passe para o golo da vitória, marcado por Brahimi. Esteve em destaque na meia época ao serviço do Vitória FC, dando sobretudo nas vistas na final four da Taça da Liga, e conseguiu o regresso “a casa” para a segunda volta do campeonato. No entanto, com Marega em grande forma e Soares a aproveitar bem a ausência de Aboubakar, foi somando apenas alguns minutos, mas é o próprio a admitir que está em crescimento, que se encontra mais maduro e que ainda vai ajudar muito a equipa. Já Diogo Dalot viu a porta abrir-se com a lesão de Alex Telles. Realizou os primeiros minutos no Dragão, na goleada frente ao Rio Ave FC, como suplente utilizado, mas na jornada seguinte saltou para o onze inicial, no qual se manteve para o “clássico”. Com apenas 18 anos de idade é considerado um lateral promissor, com uma boa leitura de jogo, capaz de subir no terreno com qualidade e sem comprometer nas suas tarefas defensivas. O seu bom desempenho tem sido alvo de atenção na Europa, sendo já falado o interesse do FC Bayern de Munique em contratar os seus serviços.

Se o início da época fazia prever complicações para Sérgio Conceição, com o acumular do desgaste dos jogadores, os castigos e as lesões, a verdade é que a capacidade de gestão dos recursos disponíveis parece estar não só a ter bons resultados no imediato, mas também a abrir portas para opções futuras. Numa altura em que os problemas financeiros fizeram conter as despesas, é importante perceber que a formação tem sido capaz de fazer crescer atletas com qualidade, jovens talentos aptos para evoluirem e trabalharem de igual para igual com o restante plantel do escalão principal.

Foto de Capa: FC Porto

SL Benfica 2-0 CD Aves: Esforço, dedicação e…recompensa!

O SL Benfica continua a perseguir o sonho do penta. Por enquanto, é só um sonho. A equipa de Vitória começou frenética diante de um Desportivo das Aves que não arredou pé da sua zona de conforto.

Os primeiros 20 minutos foram repartidos no que concerne à posse de bola: jogo aberto, rápido e focado nas balizas.

O Benfica, desfalcado, apresentou o menino João Carvalho para suprimir a lacuna deixada por Pizzi. O jovem português fez uma partida muito pouco conseguida. Arrisco-me a afirmar que foi a pior de João Carvalho ao serviço do Benfica: faltou entrosamento com os companheiros de equipa e perdeu a bola inúmeras vezes no miolo.

O jogo não teve muita história. Foi só Benfica, Benfica, Benfica. Trocas de bola entre Fesja (que esteve imperial) e os extremos encarnados, que muitas vezes fizeram o papel de médios alas para se envolveram na criação de ataque organizado pelo meio.

A fraca disciplina tática do Aves pouco importava quando era o guardião Adriano Facchini a travar as investidas de Jonas, de Rafa, de Jardel… A formação de Rui Vitória decidiu mudar o paradigma e, ao invés, da troca intensa de bola que pecava pela previsibilidade, encorajou os seus jogadores a procurarem o confronto individual e os remates de longe. Fez-se luz na luz: Jonas, mais uma vez Jonas, servido por Cervi ao minuto 71 inaugurou o marcador – aumentou para 31 o número de tentos na liga NOS.

Um só golo não fez descansar os adeptos e os homens em campo: Fesja tenta o golo através de uma bomba fora de área e depois de o incansável Adriano defender, o central Rúben Dias fuzila a baliza do Desportivo das Aves e fecha o jogo com o 2-0.

O SL Benfica soma assim uma vitória que, não sendo tirada a ferros, não foi nada fácil. O Desportivos das Aves bateu-se bem no Estádio da Luz – a formação de José Mota defendo bem e soube ser aguerrida, apesar do mau sentido tático e das falhas posicionais nas alas e no centro do terreno.

Não é possível deixar passar a análise deste jogo sem referir algo que sucedeu logo após o mesmo. O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, veio a público, através da conferência de imprensa no final do jogo, defender a marca Benfica.

O líder máximo dos encarnados fez questão de afirmar: “O Benfica é o único clube que tem futuro”; “O Benfica é o clube mais invejado em Portugal” – de forma a justificar as motivações daqueles que estão contra o Benfica, dos que serão “punidos fortemente”. Foram as declarações de que todos estavam à espera. Fica a mensagem: “Unam-se à volta do Benfica”.

Rio Ave FC 2-1 CD Feirense: Reviravolta salta do banco

O Rio Ave bateu o Feirense em casa por 2-1. A equipa de Santa Maria da Feira até marcou a abrir, por Luís Machado, mas o conjunto da casa deu a volta no segundo tempo, com as entradas de Geraldes e Gelson Dala a fazerem a diferença.

A atravessar um mau período, com apenas uma vitória nos últimos seis encontros, a equipa de Vila do Conde recebeu o Feirense com várias alterações no onze, com destaque para a ausência de Francisco Geraldes e a titularidade de Gabrielzinho.

Já a equipa de Nuno Manta, apenas dois pontos acima da linha de água, apresentou uma formação inicial muito próxima do habitual, com a exceção do guarda-redes, Michal Miskiewicz, no lugar do lesionado Caio Secco.

A partida começou lenta, com o Rio Ave, como esperado, a tentar assumir o jogo, mas sem encontrar espaços na defesa fogaceira.

A equipa de Nuno Manta, bem organizada, ia afastando o perigo da sua área e conseguiu chegar ao golo logo na sua primeira oportunidade, por Luís Machado. Na sequência de um cruzamento pela direita, Nélson Monte alivia mal, de cabeça, e deixa a bola à mercê do camisola 7 do Feirense, que aparece nas costas de Lionn para finalizar à boca da baliza.
A formação caseira tentou reagir ao golo sofrido, apostando sobretudo no jogo interior dos seus extremos e nas subidas dos laterais, mas definia quase sempre mal no último terço, não conseguindo criar perigo junto da baliza adversária.

O jovem Gabrielzinho, a jogar sobre a esquerda, era a personificação da exibição vilacondense. Demasiado desligado da equipa, ia complicando quase sempre em demasia e acumulava perdas de bola, prejudicando a manobra ofensiva do conjunto de Miguel Cardoso.

Perante este cenário, só aos 40 minutos a equipa da casa conseguiu criar um lance digno de destaque, com Barreto a rematar de muito longe e a bola a passar ligeiramente por cima da baliza do Feirense.

O jogo aqueceu nos minutos finais do primeiro tempo e o Rio Ave ficou de novo perto de golo na sequência de um canto, mas Tarantini, por duas vezes, não conseguiu desviar com sucesso.

Na resposta, foi o Feirense que ficou perto do golo, com Crivellaro a desviar ao lado o cruzamento de Luís Machado.

Ainda antes do apito para o intervalo, Guedes apareceu bem nas costas da defesa adversária e cabeceou forte e colocado, mas Miskiewicz respondeu com uma defesa de grande nível e segurou o 1-0 até ao descanso.

CD Santa Clara 4-0 Sporting CP B: Vendaval de futebol ofensivo nos Açores

Depois de algumas polémicas envolvendo a equipa açoriana, o Santa Clara recebeu, venceu e convenceu diante do Sporting B, ao vencer por 4-0. A equipa de Carlos Pinto mostrou desde início para o que vinha e a goleada justifica-se, num jogo em que pouco ou nada se viu dos jovens leoninos.

A partida começou com o Santa Clara a pressionar muito alta e aproveitar algumas dificuldades na construção de jogo por parte do Sporting B. A equipa insular ia acumulando boas ocasiões de golo e aos 20 minutos de jogo chegaria mesmo ao golo. Na sequência de um canto, a bola sobra para Thiago Santana, que ao segundo poste só teve de encostar para o primeiro da partida. Cerca de dez minutos depois do primeiro golo, lance de alguma polémica na partida.

No espaço de três minutos, Fernando Andrade é expulso ao ver dois cartões amarelos por protestos, uma decisão que causou alguma estranheza e que se revelou injustificável. Ainda assim, o Santa Clara não acusou a expulsão e aos 35 minutos, na sequência de nova bola parada, João Reis faz o segundo da partida, acabando por estabelecer o resultado que iria acompanhar as duas equipas para os balneários.

Na segunda parte o Santa Clara baixou o ritmo de jogo e acabou por dar maior liberdade para o Sporting B poder construir jogo. Uma prenda claramente envenenada, visto que o Santa Clara aproveitava assim para usar os espaços nas costas da defensiva leonina. O Sporting B tentava atacar mas sem grande sucesso. A entrada de Kennedy Có ainda mexeu com a partida, ainda assim a equipa de Luís Martins nunca conseguiu materializar a posse de bola nesta segunda parte.

O Santa Clara aproveitou esta inoperância da equipa leonina e ao minuto 73 foi Minhoca, a sacar de um coelho da cartola e a fazer o terceiro da partida. Minutos depois, na sequência de uma grande penalidade, Clemente faz o quarto da partida e o golo 50 ao serviço da equipa micaelense.

A partir do quarto golo no jogo, pouco mais se passou em campo. O Santa Clara volta à liderança, de forma justa, com um futebol ofensivo, de posse e de muita qualidade perante um Sporting B que demonstrou demasiada apatia.