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Jogadores Que Admiro #90 – Beto “Matador” Acosta

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Dezembro de 1998. Chega a Alvalade um “desconhecido” argentino com 32 anos. Já tinha passado por três diferentes continentes e, apesar de ser ídolo na Argentina, na Europa e Ásia parecia não ter deixado saudades. Velho, lento e pesado, e com um problema de ciática logo no início, parecia mais um daqueles jogadores que estava condenado a ser um flop.

No início, as 25 internacionalizações pela Argentina e os seus mais de duzentos golos em dezasseis épocas prometiam acabar com a ineficácia do sector ofensivo leonino a quem lhe faltavam referências. Até ao final dessa época, nada poderia estar mais longe da realidade. Foram somente três golos apontados em apenas treze jogos realizados. Teve uma época difícil onde bateu no fundo no que diz respeito à relação com os adeptos. Até o grande Herman José o caricaturou nas suas rábulas.

Chega o final da época e o que se esperava não aconteceu. Na altura, para desespero dos adeptos leoninos, Beto Acosta não quis sair, nem Giuseppe Materazzi e Augusto Inácio quiseram que ele saísse. Na altura, o “matador” argentino disse “dever mais e melhor” aos adeptos leoninos e afirmou que ia ser campeão. Os adeptos verde-e-brancos desesperavam… lá iam levar com o “velhinho” Acosta mais algum tempo. Começa a famosa época de 1999/2000 e o astro argentino marca um golo no primeiro jogo… ainda pouco para convencer os adeptos e até (aparentemente) Inácio, pois perde a titularidade nos jogos seguintes. Quando regressa… volta aos golos!

Em 2010/2011 Beto Acosta dá a cara à campanha de lançamento da Gamebox do Sporting para a época. «Sem ti não há campeões. Tu és o Sporting» era o lema Fonte: Super Sporting
Em 2010/2011 Beto Acosta dá a cara à campanha de lançamento da Gamebox do Sporting para a época
Fonte: Super Sporting

Este é um exemplo perfeito da raça argentina e da vontade de ganhar e querer mais. Beto Acosta não se resignou e lutou sempre pelo seu lugar ao sol. O resto? O resto é história. Foram 22 golos no campeonato nacional, mais dois golos para a Taça de Portugal em pleno Estádio da Luz que contribuíram para a passagem do Sporting na eliminatória da Taça (teriam sido três, não fosse um anulado). Em 99 jogos oficiais foram 48 golos marcados, o que dá a fantástica média de 0,48 golos por jogo.

Na memória, além de ter sido dos que mais contribuiu para o tão desejado campeonato nacional após dezoito anos de “secura” com os seus inúmeros golos, e dos já supracitados golos no “velhinho” Estádio da Luz, fica também o “miminho” que deu a Paulinho Santos (que o mandou para o Hospital) sem ninguém ter reparado (quer dentro do terreno, quer fora), um golo ao Futebol Clube do Porto após uma assistência fantástica de Carlos Secretário. Estávamos a nove jornadas do fim do campeonato e o Sporting estava dois pontos atrás do FC Porto. A vitória fez com que o Sporting saltasse para a liderança e nunca mais a largasse. O golo também contra os dragões na finalíssima da Supertaça (após também já ter marcado nas Antas) tem um sabor especial, pois deu mais um título para o vasto palmarés dos leões.

Numa altura em que o Sporting defronta por quatro vezes o seu rival do Norte, é bom relembrar estes momentos de glória.

 

Foto de Capa: http://sporting100centenario.blogspot.pt

NXT Takeover: Philadelphia – Uma noite de regressos e rivalidades

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Cabeçalho modalidadesPhiladelphia assistiu a uma noite de muitas surpresas por parte dos futuros talentos da WWE. O cartaz prometia e os atletas estiveram à altura de proporcionar um grande espetáculo, que se revelou “extremo”, como o público pedia, e que ainda ficou marcado por alguns regressos e pelo acentuar de velhas rivalidades.

O NXT Takeover voltou a oferecer um leque de combates que não deixaram indiferente quem a eles assistiu.

Undisputed Era © derrotaram Authors of Pain (NXT Tag Team Championship)

Fonte: WWE
Fonte: WWE

O único combate de duplas de cartaz prometia uma luta muito pessoal entre as duas equipas e o seu início viria a comprovar isso mesmo. Ainda Kyle O’Reilley e Bobby Fish não tinham concluído a sua entrada no ringue quando foram atacados por Akam e Rezar pelas costas, ação que culminaria no domínio inicial dos Authors of Pain.

Os pretendentes pelo título mostraram a sua caraterística de brutalidade sobre os oponentes, utilizando diversas manobras violentas, demonstrativas da sua força física, para castigar o corpo dos adversários.

O combate teve também muita ação fora do ringue. Os AOP utilizaram as barricadas, os degraus e o pavimento exterior para causar danos que lhe permitissem tomar vantagem.

A verdade é que, após diversas trocas, os Undisputed Era conseguiram dar a volta e controlar o combate, a partir de certa altura. O’Reilley e Fish danificaram muito o trém inferior dos adversários, sobretudo a perna esquerda de Akam, utilizando diversos double team moves e manobras de submissão.

Subitamente, a luta tomaria alguma imprevisibilidade, com uma sequência de reversals entre as duas equipas, e os Authors of Pain pareciam estar próximos de conquistar, de novo, os títulos de Tag Team. Nos últimos instantes, Kyle O’Reilley conseguiu inverter uma manobra de Akam que iria contra Rezar, colocando-o fora do ringue. De seguida, O’Reilley efetuou um roll up pin que ditaria a vitória dos Undisputed Era e, consequentemente, uma defesa bem-sucedida dos NXT Tag Team Championship.

Gonçalo Dias Martins

Triplo Salto: Estes recordes estão para ser batidos há mais de 20 anos!

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Cabeçalho modalidadesNos últimos anos, em Portugal, o Triplo Salto tem ganho uma especial atenção, graças aos feitos de Nelson Évora no masculino e de Patrícia Mamona e Susana Costa no feminino. Procuramos esta semana falar um pouco do Triplo, dos seus principais nomes e dos seus recordes que teimam em não cair!

Hoje em dia já se torna menos necessário explicar a técnica do Triplo Salto e no que o mesmo consiste. Felizmente, tanto a nível nacional quanto internacional, o interesse por este tipo de Salto tem crescido bastante e é hoje uma das disciplinas favoritas de muitos adeptos e curiosos do nosso desporto. Ainda assim, explicando muito resumidamente, podemos dizer que o Triplo Salto – tal como o nome indica – é composto por três saltos sucessivos: um salto a pé coxinho (hop), uma passada saltada (step) e um salto final (jump), que terminará com a queda na caixa de areia.

O Triplo Salto Fonte: pinimg
O Triplo Salto
Fonte: pinimg

No mundo de língua portuguesa, e nomeadamente no Brasil, o Triplo Salto é uma disciplina com história. Adhemar Ferreira da Silva, Nelson Prudência, João Carlos Oliveira e Jadel Gregório, todos eles atletas medalhados em grandes competições foram importantes atletas ao longo da história, sendo que Jadel Gregório – embora nunca tenha vencido um Ouro em eventos globais – detém mesmo o recorde do Triplo entre países falantes da língua portuguesa, com 17.90.
Já em Portugal, Nelson Évora, uma estrela respeitada no circuito mundial e um dos nomes para sempre imortalizados da disciplina, detém o recorde absoluto português do Triplo (17,74), ao ar livre e em pista coberta.

Fonte: Zimio
Nelson Évora após o título olímpico
Fonte: Zimio

Foi campeão mundial (Osaka 2007), campeão olímpico (Pequim 2008) e ainda alcançou mais uma medalha de Prata (Berlim 2009) e duas de Bronze (Pequim 2015 e Londres 2017) em Mundiais. Foi também campeão europeu de Pista Coberta por duas vezes (Praga 2015 e Belgrado 2017) e alcançou um Bronze num Mundial Indoor (Valencia 2008). Aos 33 anos, ainda a um nível altíssimo e com uma carreira marcada por lesões graves, fica sempre a pergunta no ar: até onde Évora poderia ter ido sem lesões? Ficará para sempre essa interrogação que, ainda assim, em nada belisca a carreira de um dos nomes maiores da história do Atletismo português. As 32 melhores marcas da história nacional pertencem a Nelson Évora (o cenário deverá mudar com a nacionalização de Pichardo) e a seguir a ele apenas temos um único outro atleta nacional que saltou mais de 17 metros, Carlos Calado (com 17,09 em Pista Coberta).

Até ao aparecimento de Patrícia Mamona e Susana Costa, a tradição de Portugal no Triplo feminino a nível global era praticamente inexistente. Nunca qualquer atleta portuguesa tinha estado numa final olímpica do Triplo Salto (convém dizer também que apenas faz parte do programa olímpico feminino desde 1996) e para se perceber o feito destas meninas, entraram logo as duas directamente para a final do Rio, sendo Portugal o único país duplamente representado nessa final. No ano passado, em Londres, repetiram o feito e ambas marcaram presença na final dos Mundiais. Mamona é a recordista nacional (14,65), com a marca obtida no Rio e Susana Costa é a segunda melhor de sempre (com 14.35 no ano passado).

Esquecendo estas duas atletas de nível de elite, a terceira que mais saltou foi Cristina Morujão a uns distantes 13.57. Quanto a medalhas, Patrícia Mamona já conta, aos 29 anos, com um Ouro nos Europeus de Amesterdão em 2016, depois de uma Prata em Helsínquia 2012. Também conquistou uma Prata no ano passado nos Europeus de Pista Coberta em Belgrado, ano em que venceu a IAAF World Indoor Tour.

Patrícia Mamona após o título de 2016 Fonte: Zimbio
Patrícia Mamona após o título de 2016
Fonte: Zimbio

Um mercado de inverno morno

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Dois mil e dezoito chegou e segue em frente à mesma velocidade que dois mil e dezassete acabou, estando já a terminar o mês de janeiro. Isto, em termos futebolísticos significa que o mercado de inverno que iniciou no primeiro dia do mês, está a poucos dias de fechar e encerrar assim quaisquer transferências entre clubes esta temporada.

Este facto tem especial importância para o Sport Lisboa e Benfica que, devido a resultados e exibições aquém do esperado ao longo da primeira metade da época, foi extremamente criticado pela massa adepta por não ter investido no mercado de verão após as saídas de algumas peças principais do onze inicial encarnado.

Se os encarnados já tivessem feito o investimento que se pedia no mercado de inverno, o Benfica poderia ignorar que a janela de transferências encerra dentro de poucos dias. No entanto, é notória a discrição com que o clube da Luz tem abordado este assunto.

Tudo parecia indicar que a altura para investir estava a chegar quando, antes do dérbi frente ao Sporting CP para a Primeira Liga, surgiu o rumor de que os encarnados iriam anunciar a contratação de um guarda redes croata, Vlachodimos, ao Panathinaikos. A crise na baliza encarnada parecia ter merecido a intervenção da direção das águias e levado a um investimento de forma a acabar com esse problema. No entanto, tal transferência ainda não se confirmou.

Vários rumores se seguiram (falar de janela de transferências em Portugal e não falar de Benfica na comunicação social acaba por ser impossível), mas apenas Erdal Rakip, jovem sueco, se tornou uma realidade. O médio de 21 anos vindo do Malmö, porém, seguiu viagem para outro campeonato, sem fazer um único minuto pelos encarnados. Prestes a ser emprestado ao Crystal Palace, as negociações ainda tentaram ser interrompidas quando Krovinovic se lesionou no jogo frente ao CD Chaves. Contudo, Luís Filipe Vieira foi tarde demais e o sueco vai mesmo jogar pelos ingleses por empréstimo da equipa que acaba de perder uma peça fundamental do meio campo.

Krovinovic lesionou-se no encontro frente ao Chaves e não volta a jogar esta temporada Fonte: SL Benfica
Krovinovic lesionou-se no encontro frente ao Chaves e não volta a jogar esta temporada
Fonte: SL Benfica

Quanto a saídas, houve a transferência milionária do jovem de 16 anos, Umaró Embaló, que rendeu 20 milhões de euros aos cofres das águias, trocando o Benfica pelo RB Leipzig, da Bundesliga. O Benfica ainda se espera que fique com 25% de uma futura transferência do jogador. Além disso, e para deleite de muitos adeptos que não se deixaram convencer com nenhum dos dois, Filipe Augusto vai jogar pelo Alanyaspor, da Turquia, durante 18 meses, e Gabriel Barbosa vai sair das águias para representar o Santos. Na defesa, com mais tristeza do que alegria dos adeptos, Lisandro López também se despediu do clube encarnado, de forma definitiva, tendo em conta o empréstimo até ao final da temporada, no valor de 500 mil euros, e da opção de compra obrigatória no valor de nove milhões de euros.

De resto, nada se alterou e isso inquieta quem esperava que o Benfica avançasse em força neste mercado. A apenas dias do fecho da janela de transferências, o Benfica continua a fazer dinheiro com as saídas, mas continua a esquecer-se de as cobrir. Krovinovic deixou uma importante vaga por preencher no meio campo encarnado; Filipe Augusto saiu, o que retira um médio defensivo do plantel; Se havia uma crise na baliza das águias, pouco se trabalhou para a resolver; A saída de Lisandro deixa apenas Jardel, Luisão e Rúben Dias para dois lugares no centro da defesa; Douglas está longe de ser uma solução para a ala direita da defesa e pouco se falou de reforços para esta posição; Seferovic está longe de ser um jogador de área como era Mitroglou e continua-se sem sequer apontar alvos semelhantes ao grego.

Uma equipa que tem vindo sempre a beneficiar de um plantel vasto e de qualidade, onde a troca de um jogador por outro não alterava a exibição, muito menos o resultado do jogo, está a ver-se com poucas soluções e muitas delas sendo apenas o suficiente, em vez de ser o necessário. Existem muitos setores a necessitar de reforços, ou pelo menos de segundas linhas.

Embora os encarnados estejam apenas na Primeira Liga, este mercado seria bom para começar a pensar num Benfica 2018/19, iniciando jogadores a pensar no futuro, de forma a entrar bastante melhor e mais seguro na próxima temporada, sem nunca tirar a cabeça desta época para não deitar tudo a perder.

No entanto, o mercado ainda mexe. Ainda há tempo para transferências de última hora ou mesmo para jogadores em fim de contrato. A última vez que fomos buscar um jogador livre, saiu-nos um Jonas.

Foto de Capa: SL Benfica

Ele abana, mas não cai

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Cabeçalho modalidadesNum Australian Open particularmente polémico (devido a algumas acusações de que a organização terá sido “mais simpática” com Roger do que com outros atletas, no que toca a proteção do calor intenso) nada pode retirar o mérito ao que Federer e a sua entourage fizeram e fazem, ano após ano. É absolutamente magnífico.

Está concluído o primeiro Grand Slam da época 2018. O Australian Open do presente ano prometia mais do que aquilo em que se acabou por tornar. À partida, o sorteio ditou vida muito dura a Roger Federer, com uma metade inferior que contava com Djokovic, Zverev, Wawrinka, Raonic (e companhia limitada), ao passo que na metade superior, Rafa Nadal não deveria ter grandes problemas até chegar à semi-final onde provavelmente encontraria (e derrotaria, com mais ou menos dificuldade) Grigor Dimitrov. Este era o guião para mais um Happy Slam australiano. Depois de uma primeira semana de torneio agitada na metade inferior, como já referido no artigo da semana passada, o “maestro” Roger continuou a presentear os seus adversários, e todos os presentes na Rod Laver Arena com autênticas sinfonias criadas através dos movimentos do suíço e da sua raquete. Se nos oitavos-de-final o húngaro Fucsovics aproveitou, naturalmente, para se soltar dos nervos e apreciar o facto de estar a competir ao mais alto nível com o Rei da modalidade (Federer d. Fucsovics 6-4 7-6 6-2).

Já de Tomas Berdych, checo que Federer enfrentou nos quartos-de-final, alguns esperavam bem mais. Mas foi só mesmo expetativa por parte de alguns adeptos mais iludidos, pois o atual 20º classificado do ranking ATP somou apenas mais um jogo do que o húngaro da ronda transata, e viu-se “despachado” sem sequer roubar um set ao suíço (como, aliás, todos os adversários de Federer até aí): Federer d. Berdych 7-6 6-3 6-4. Até esta fase, tínhamos um Federer a passear por Melbourne Park, enquanto que no topo do quadro Nadal se mostrava bem, forte e confiante depois de ultrapassar o pequeno grande argentino Diego Schwartzman em 4 sets, num daqueles jogos em que Rafa teve de suar para vencer, marcando assim encontro com Cilic (que já vinha a impressionar desde o jogo contra o Português João Sousa) nos quartos-de-final. Aí, o espanhol viu a sua triste sina bater-lhe à porta. Tal como em 2011 – frente a David Ferrer, quando sofreu uma rotura de fibras nos isquiotibiais – e 2015 – frente a Berdych, quando se ressentiu das lesões nos pulsos que o haviam afastado de competição em 2014 – os quartos-de-final voltaram a revelar-se “amaldiçoados” para o maiorquino de 31 anos, que desta feita se viu obrigado a retirar de cena no 5º set após uma lesão no psoas ilíaco, que o incapacitou de se deslocar de forma apropriada no fim do 4º set. Cilic esperava agora Kyle Edmund na meia-final, depois de o jovem britânico ter surpreendido o búlgaro Grigor Dimitrov em 4 sets.

 Fonte: Australian Open
Fonte: Australian Open

Federer iria defrontar agora a sensação do torneio Hyeon Chung, “carrasco” de Novak Djokovic e de Tennys Sandgren (que, por sua vez, foi responsável pela eliminação de Dominic Thiem). Era muita a expectativa por parte dos media. Será que o vencedor do Masters da ATP NextGen seria capaz de se superar outra vez como havia feito frente ao sérvio? Iria Federer manter o seu registo de sets perdidos em branco? “É desta!” ouvi, por parte de vários peritos da modalidade. Não foi. Longe disso. Chung pareceu nunca ter estado em court, não desfrutou sequer da experiência, o que se viria a revelar lógico depois de o coreano descalçar as sapatilhas e desistir do encontro por bolhas nos pés. Sem perder qualquer set, lá estava outra vez Federer na Final. Cilic seguiu o mesmo caminho, e perante um resignado Kyle Edmund (que parece nunca ter acreditado verdadeiramente que poderia chegar à Final), não cedeu qualquer partida e marcou encontro com Roger Federer – uma reedição da última Final de Wimbledon.

Ao cêntimo

Cabeçalho Futebol Nacional

O mercado de transferências de inverno é visto como uma oportunidade de colmatar lesões, castigos ou posições mal preenchidas num clube, por um lado, e como uma ameaça aos melhores jogadores de um plantel, por outro. No entanto, há ainda outro lado pouco tido em conta e sobre o qual vale a pena refletir.

Equipas como o Portimonense SC, por exemplo, que alcançou a subida de divisão na época passada, tentam até ao fim das forças dos seus atletas manter o clube na Primeira Divisão. Os chamados “clubes pequenos” têm no seu orçamento um dos maiores entraves da época. Se noutros artigos critiquei o uso abusivo da desculpa “orçamento”, e mantenho, neste faz todo o sentido trazê-lo à mesa e avaliar a justiça das suas épocas e das armas de que dispõem.

Os algarvios conseguiram o empréstimo de Wenderson Galeno, Fede Varela e Rui Costa e tentarão, assim suprir a ausência de Paulinho Fonte: Instagram oficial Portimonense SC
Os algarvios conseguiram o empréstimo de Wenderson Galeno, Fede Varela e Rui Costa
Fonte: Instagram oficial Portimonense SC

Continuando no caso dos algarvios, e olhando a um dos seus últimos negócios, passaram a contar com Fede Varela e Wenderson Galeno, provenientes da formação “B” do FC Porto. Os dois jovens jogadores, médio e avançado, respetivamente, são já figuras reconhecidas da Segunda Divisão e apostas de futuro para os azuis e brancos. O valor destes dois jogadores é incontornável e a sua adaptação ao futebol português já não será um problema a equacionar, visto que tão bem jogavam ao serviço da equipa secundária dos dragões. Em sentido contrário viaja Paulinho e aí reside a grande dúvida; quão afetado será o Portimonense SC pela saída do médio brasileiro? Ainda que a qualidade dos jovens recebidos seja evidente, a equipa de Portimão, em última análise, troca uma certeza por duas ou três dúvidas.

Claro que os jogadores vão e vêm e os clubes continuam. Assim como os treinadores ou os dirigentes. Todos eles são agentes e partes integrantes de um desporto e defendem uma instituição que continuará, em condições normais, mesmo quando estes saírem. O problema, na verdade, é mais complexo do que isso. Não se trata de idolatrar um jogador e “chorar” a sua saída. Trata-se é de ter a época planeada e, de um momento para o outro, deixar de contar com ele para os seus objetivos. De certo, o Portimonense SC esperava lutar pela manutenção, alcançá-la o quanto antes e, para isso, contar com a experiência do seu treinador, do avançado Pires, do defesa Ricardo Pessoa ou das revelações Bruno Tabata, Shoya Nakajima e, claro está, Paulinho.

Piões, neve e gelo

Cabeçalho modalidadesEspetáculo foi o que não faltou na abertura do campeonato do mundo de ralis. O histórico Rali de Monte Carlo brindou-nos com estradas cobertas de gelo, neve e alcatrão limpo. Houve de tudo, carros nas valas, peões e alguns acidentes.

O Shakedown poderia prever o que teríamos durante estes quatro dias? Não. Thierry Neuville foi o mais rápido e o campeão do mundo, Sébastien Ogier, só passou em sétimo.

Primeiro dia muito acidentado. Neuville foi a primeira baixa. Nas especiais noturnas, caiu numa vala, o que fez com que perdesse muito tempo. Os seus colegas da Hyundai foram os que tiveram menos problemas e acabaram em segundo (Andreas Mikkelsen) e terceiro (Dani Sordo – o escolhido para esta ronda para conduzir o terceiro carro sul-coreano). Com piso muito difícil e o fator noite, todos tiveram problemas. Mas quem saiu em primeiro foi Ogier, apesar de um pião, mostrando o porquê de já ser quatro vezes vencedor desta mítica prova. O WRC2 viu Eric Camilli a M-Sport liderar no primeiro dia, seguido dos veteranos Jan Kopecký e do francês Stéphane Sarrazin.

Segundo dia, recuperação para Neuville, que subiu de décimo sétimo para nono, com três vitórias em especiais. Mas o dia pertenceu a Ott Tanak, piloto que se transferiu da M-Sport para a Toyota Gazoo Racing. Este levou o Toyota Yaris WRC de quinto para segundo, ficando a cerca de quinze segundos de Ogier. Ogier, que a um ponto deste segundo dia tinha uma vantagem de cerca de trinta segundos, mas mais um erro fez-lhe perder tempo. No WRC2, azar para a M-Sport, ambos os seus pilotos saíram de estrada, pondo o Skoda Fabia R5 de Kopecký em primeiro. De notar a desistência com problemas no alternador de Mikkelsen, que viria a regressar no terceiro dia sob as regras do rally2.

Fonte: WRC
Fonte: WRC

Terceiro dia de Ogier. Apesar dos pequenos esforços de Tanak, o cinco vezes campeão do mundo estendeu a sua liderança para cerca de trinta e quatro segundos, apesar de não ganhar nenhuma especial. Este terceiro dia pertenceu à Hyundai com três vitórias em cinco especiais, mostrando assim que o i20 Coupe WRC é muito competitivo.

O quarto dia, na classificação geral quase nada mudou. Kris Meeke acabou conseguindo o quarto lugar na geral e dez pontos adicionais com a vitória na Power Stage. Já Ogier venceu uma especial e Neuville com duas vitórias fez-nos pensar se não fosse o erro na primeira especial, o piloto belga teria lutado com Ogier e Tanak até ao fim.

Uma primeira prova muito interessante, onde apesar de sairmos com o mesmo vencedor, vimos a Toyota a provar o seu ritmo. A Hyundai apesar de ter tido um Monte Carlo menos favorável, acho que irá comprovar o seu valor durante esta temporada. A Citroen, apesar de ter conquistado um quarto lugar e uma vitória na Power Stage, ficou muito aquém das espetativas. No WRC2, muita má sorte para M-Sport, com Camilli e Teemu Sunninem, deixando o caminho aberto para a vitória de Kopecký.

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os treinadores que mais vezes orientaram o FC Porto: José Maria Pedroto

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Conhecido como o “mestre”, representou o FC Porto enquanto jogador e, anos mais tarde, enquanto treinador. Ocupou o cargo em três ocasiões diferentes e o seu trabalho de sucesso lançou o clube, aquando da sua segunda passagem, para o caminho das vitórias, acabando com um jejum de títulos que durava há 19 anos. José Maria Pedroto foi o treinador que, mais vezes, orientou a equipa azul e branca, com um total de 317 partidas sob o seu comando.

Destacou-se ainda novo enquanto jogador de futebol. O seu toque de bola não deixava ninguém indiferente e era fácil perceber que o talento lhe corria nas veias. Nos seus oito anos enquanto atleta portista ajudou o clube a alcançar um feito inédito até à data: corria a época de 1956/57 e o FC Porto conquistava a primeira “dobradinha” da sua história. Ao fim de oito anos a vestir de dragão ao peito, Pedroto decidiu deixar os relvados e dedicar-se a uma carreira como treinador. Numa fase inicial, no início da década de 1960, ficou-se pelas Antas, ao serviço das camadas jovens mas, dois anos depois, seguiu para Coimbra para dar início à sua aventura pela primeira divisão, ao serviço da Associação Académica de Coimbra.

Depois de passar pelo Leixões SC e pelo Varzim SC, dando sempre nas vistas pelos resultados que ajudava a conseguir, foi chamado a regressar ao FC Porto, na época de 1966/67, para aquela que seria a primeira de três passagens enquanto técnico pelo clube. Dessa vez, sentou-se no banco por duas épocas, tendo levado os dragões à conquista da Taça de Portugal, numa final ganha ao Vitória FC. Saiu em 1969, em conflito com a direcção portista liderada por Afonso Pinto Magalhães, e foi apenas em 1976, sete anos depois, que regressou, aceitando o cargo com a condição de ter Jorge Nuno Pinto da Costa como responsável de futebol.

Pedroto é um dos nomes mais marcantes da história do FC Porto Fonte: FC Porto
Pedroto é um dos nomes mais marcantes da história do FC Porto
Fonte: FC Porto

Conhecido também como “Zé do Boné”, José Maria Pedroto foi, a par com Pinto da Costa, um dos rostos da mudança no futebol nacional, lançando de novo o FC Porto no caminho dos títulos, pondo fim a um jejum de 19 anos, e conseguindo inclusivamente a conquista do bicampeonato. Acabou por sair novamente do clube já em 1980, por altura do conhecido “Verão Quente”, em que Pinto da Costa foi afastado do seu cargo por Américo Sá, mas havia de regressar apenas dois anos depois, já pela mão de um Pinto da Costa eleito presidente. Na altura, já Pedroto se sabia doente, mas ainda assim aceitou voltar àquele que era o seu clube do coração.

A batalhar contra um cancro, o “mestre” sentou-se pela última vez no banco dos dragões a 4 de Dezembro de 1983 e havia de acompanhar a primeira final europeia conseguida pelo FC Porto, a da Taça das Taças em 1984 frente à Juventus FC, pela televisão. Faleceu a 7 de Janeiro de 1985, aos 56 anos, mas o seu nome não mais será esquecido na história do futebol nacional e, sobretudo, na história do FC Porto. Será sempre recordado pelo impulso que deu na mudança de panorama no clube, lançando a equipa para um patamar europeu que culminou em 1987, com a conquista da Taça dos Campeões Europeus, frente ao FC Bayern de Munique. Também a Pedroto ficará sempre associada uma frase marcante, que coloca os adeptos à frente da equipa, numa união que vemos hoje materializada sob a forma de “mar azul”: “A massa associativa do FC Porto não é o 12º jogador, como se diz por aí. É o primeiro jogador, porque sem ela o futebol não tinha razão de existir”.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 6 melhores pontos de Roger Federer no Australian Open

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Cabeçalho modalidades

Que Roger Federer é um mágico com uma raquete de ténis na mão não é novidade para ninguém. O suíço é, provavelmente, sob o ponto de vista técnico, o tenista mais evoluído da história da modalidade e, como tal, não se estranha que da sua raquete tenham saído alguns dos mais extraordinários pontos de sempre.

O desafio não é simples, mas é de uma beleza quase ímpar: na sequência da conquista do seu sexto Australian Open, identificar os seis melhores pontos da carreira de Roger Federer no torneio. De entre tantos e tantos pontos absolutamente inacreditáveis a escolha de apenas seis apresenta um elevado nível de dificuldade, mas os adeptos de ténis no geral (e não apenas os “Federistas”), seguramente, não ficarão indiferentes aos mesmos.

Foto de Capa: ATP World Tour

WWE Royal Rumble: O início da estrada para a Wrestlemania!

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Cabeçalho modalidadesEste domingo, todos os caminhos vão dar ao Wells Fargo Center, para o Royal Rumble, que dita o início oficial da estrada para a Wrestlemania. As estrelas masculinas e femininas de Raw e Smackdown Live abrem as hostilidades para um evento que se prevê intenso e histórico. Isto porque, pela primeira vez, teremos o primeiro Royal Rumble envolvendo o plantel feminino, a que se juntam o tradicional Royal Rumble masculino – um duplo desafio para o fenomenal AJ Styles e um embate entre três dos maiores monstros da WWE.

O caminho para o maior evento de todos começa a ser construído no Royal Rumble, pelo que este se torna um evento para seguir custe o que custar. A melhor altura do ano para a WWE está mesmo à porta e a equipa BnR mal pode esperar!

Gran Metalik, Kalisto e Lince Dorado vs. Drew Gulak, TJP e Jack Gallagher

Fonte: WWE
Fonte: WWE

A divisão Cruiserweight será representada no Kickoff, com um combate de trios entre a equipa de mascarados do 205 Live: Kalisto, Lince Dorado e Gran Metalik, contra a formação composta por TJP, Jack Gallagher e Drew Gulak.

O combate é uma repetição do passado 205 Live, com a alteração de Tony Nese e Ariya Daivari por Gallagher e Gulak, e, por isso, não será muito diferente da última terça-feira. Kalisto, Dorado e Metalik levam a vitória, num combate atlético e dinâmico entre todos.

Previsão: Kalisto, Lince Dorado e Gran Metalik

Miguel Santos