Um top 10 de melhores jogos na Liga Inglesa poderia ser feito semana a semana, com a certeza que alguns bem dignos de nele marcar presença ficarem de fora. Um top 10 dos melhores jogos a partir do início deste século não me permite ser justo, porém elevam a célebres os que aqui são enunciados.
Como critério, a minha subjetividade neste capítulo consiste em golos (e/ou muitos lances de perigo), intensidade, bola cá/bola lá, excelente disposição tática, jogadores no pico de forma, determinação no sentido de arrecadar a vitória (incentivo: o contexto do jogo) e plateia ao rubro. Para mim, emoção é o que mais de belo tem este jogo. Toda a gente que gosta de futebol tem aquele(s) jogo(s) prediletos, que se emociona ao ver/rever. Para mim, esses são os melhores.
Em qualquer triângulo, um vértice une linhas. No Benfica esse vértice não une só duas linhas, mas um fio de jogo. Torna a subida no terreno de jogo um processo criterioso em que é privilegiada a posse. A da bola e do controlo do jogo.
Quando os encarnados estavam a atravessar um momento crítico, a nível de resultado, mas, sobretudo, de exibições, eis que aparece um croata que chegara a ser considerado o Modric quando estava no Rio Ave. O que é certo é que, proporcionalmente falando, e após ter vindo para o Benfica, o médio exerceu tal importância na manobra da equipa que a alcunha de Modric dos encarnados também não lhe assentaria nada mal. O verdadeiro nome é Krovinovic e o talento é muito.
Com o jovem, Rui Vitória mudou a tática. De um 4-4-2, com Pizzi a fazer a ligação defesa-ataque, passou para um 4-3-3, com Krovinovic a desempenhar essa função. A principal diferença está naquilo que o facto de ser o croata a fazer essa ligação proporcionou à construção do jogo ofensivo da equipa. E até mesmo no setor defensivo.
A entrada de Krovinovic na equipa, numa primeira fase, permitiu a Pizzi ter mais liberdade para se movimentar, seja no apoio às alas seja no miolo do terreno. Daí a pisar zonas mais avançadas no campo foi rápido. Pizzi tem sido um dos goleadores da equipa nas últimas partidas. Jonas tem o estatuto de goleador principal.
Numa outra perspetiva, que tem tanta ou mais importância que a liberdade de Pizzi no campo, o médio deu a consistência de que o meio campo benfiquista necessitava. Não a nível defensivo – ainda que ter mais um jogador a defender seja uma vantagem – mas principalmente, quando a equipa está em ataque. Com uma técnica acima do comum, tanto transporta o jogo pelo meio, sendo o próprio a progredir com a bola controlada, como aparece numa das alas como se de um extremo se tratasse. A visão de jogo do médio é também uma das suas maiores vantagens.
O jovem médio português aparece como a mais provável opção para substituir Krovinovic Fonte: SL Benfica
Porém, aconteceu o que ninguém esperava. Krovinovic lesiona-se com gravidade e os restantes jogos da temporada, vê-los-á na bancada. Rui Vitória tem novo teste de fogo – o que fazer?
Uma vez que a equipa tem trabalhado num sistema tático com três jogadores no meio campo, e tem já rotinas adquiridas nos processos, alterar a disposição no campo não iria ser benéfico. Assim sendo, terá naturalmente de ou contratar um jogador com as características especificas para a posição, ou mais fácil ainda, com a inclusão do jovem médio João Carvalho.
Certamente não terá as características de Krovinovic, mas talvez acrescente outro tipo de qualidades a nível ofensivo. O jovem tem uma capacidade de remate de fora da área interessante e uma boa visão de jogo. Rui Vitória disse mesmo que o médio via o que mais ninguém via.
Resta esperar para saber se o técnico dos encarnados vê em João Carvalho a capacidade para ocupar o lugar deixado vago pelo menino da fita no cabelo – o Modric dos encarnados. Desta forma o triângulo do meio campo benfiquista apenas substituía um dos vértices por outro que, embora com uma margem de progressão a ter em atenção, ainda está em crescimento.
Mais uma semana, mais um resumo. Resultados bastante positivos, dos quais destaco em primeiro lugar a briosa vitória (mais uma!) alcançada pelo Ténis de Mesa na Table Tennis Champions League, passando depois para a conquista da Taça da Liga pelo Futebol masculino, assim como a vitória do Voleibol masculino arrancada a ferros no reduto de um dos candidatos ao título, a AJ Fonte do Bastardo. Muito mais há para contar, por isso deixo-o com o resumo da semana de cada modalidade do Sporting Clube de Portugal:
Andebol | A formação campeã nacional venceu o CD São Bernardo, actual lanterna vermelha do Campeonato Nacional, por 36-15. Foi uma partida sem história, com a turma de Hugo Canela a deixar bem patente a diferença de valia entre os dois conjuntos. Carlos Ruesga, Michal Kopco e Cláudio Pedroso foram os artilheiros em destaque com sete, seis e cinco golos apontados, respectivamente. Os Leões totalizam agora 51 pontos, estando no segundo lugar da tabela classificativa, mas com menos uma partida disputada. O próximo jogo será frente ao Boa Hora FC no Pavilhão Fernando Tavares, estando o encontro marcado para as dezasseis horas de Sábado, três de Fevereiro.
Atletismo | As Leoas em primeiro, e os Leões em segundo, ambos se apuraram para o Campeonato de Pista Coberta a disputar no fim-de-semana de dezassete e dezoito de Fevereiro. Para já, o palco será Mira, com ambas as equipas de Corta-Mato a disputarem a Taça dos Clubes Campeões Europeus no dia quatro de Fevereiro.
Basquetebol em Cadeira de Rodas | O Sporting CP venceu a APD Lisboa por 33-44 e segue em frente na Taça de Portugal.
Carambola | O Sporting CP venceu os Dragões de Lisboa por 1-3, aproximando-se assim da liderança. Na próxima jornada, os verde e brancos defrontam o CB Amadora.
Futebol masculino | Talhados para os penáltis, assim se poderia descrever o desempenho dos Leões na final-four da Taça da Liga. Dois jogos, dois empates desfeitos nas grandes penalidades: o clássico da meia-final terminou sem golos e nas grandes penalidades Rui Patrício e Iker Casillas foram os protagonistas ao defenderem dois penáltis cada, sendo que na primeira ronda da “morte súbita” Brahimi acertou no poste e Bryan Ruiz selou a passagem dos Leões à final, final essa que foi uma reedição do derradeiro jogo da primeira edição da prova (2007/2008) e que também foi decidida nas grandes penalidades (recorde-se que o jogo terminou com um nulo e o Vitória FC acabou por levar a melhor nos pontapés da marca dos onze metros), mas agora a favor da turma de Alvalade que marcou as cinco “tentativas”, enquanto, pelos sadinos, Tomás Podstawski atirou à barra, ficando assim definido um vencedor inédito da edição 2017/2018 da prova: o Sporting Clube de Portugal. Seguem-se dois jogos para o Campeonato: recepção ao Vitória SC na quarta feira e visita ao Estoril no Domingo.
Futebol masculino vence pela primeira vez a Taça da Liga Fonte: Sporting Clube de Portugal
Futebol feminino | As Leoas bateram o FC Parada, formação que milita no Campeonato da II Divisão (denominado Campeonato de Promoção Feminino) por expressivos 18-1, seguindo para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. No dia quatro de Fevereiro regressa a Liga Allianz, e logo com jogo grande: Sporting CP vs SC Braga no Estádio José Alvalade, com o pontapé de saída marcado para as 14h30.
É com agrado que te escrevo estas breves linhas, prometendo-te que não me irei alongar muito.
Quero primeiro que nada dar-te os parabéns pala vitória de sábado passado. Depois quero só fazer uma ou outra ressalva que senti necessidade de te transmitir após ter ouvido, atentamente, as tuas palavras após o jogo.
Ainda te lembras do que é treinar clubes com o poderio económico do Vitória FC? Ainda te lembras do que é bater o pé a clubes grandes quando se tem um clube igualmente grande nas mãos, mas não tão grande quer em número de adeptos quer em orçamento?
Sei que quando vencemos as palavras saem mais facilmente. Que uma ou outra coisa pode ser dita sem ser demasiado pensada. Venceste, logo tu é que és o maior neste momento. O mundo da bola é assim. E se tu sabes encarnar algum papel, esse é o de vencedor. O fato foi feito à tua medida, porque quando o vestes ele fica melhor em ti que em qualquer outro. Ou pelo menos tu queres acreditar que sim. Mas se calhar ganhar ao Vitória “desta forma” não foi digno do maior dos vencedores que te julgas ser.
José Couceiro, parece ter ganho a confiança dos adeptos, após estes terem pedido a sua demissão Fonte: Vitória FC
Se calhar o estádio estava todo verdinho, como tu disseste, mas esse verdinho também era dos nossos maravilhosos adeptos.
Se calhar levaram um banho de futebol na primeira parte que nunca pensaste ser possível.
Se calhar essa de termos entrado melhor no jogo porque tivemos um dia a mais é uma grande tanga. Influenciou a agressividade e frescura? Querem lá ver que vocês na primeira parte andaram a poupar-se para na segunda darem o máximo. Andaram a gerir o esforço? Mesmo que isso tivesse significado que poderiam, por mais de uma vez, ter sofrido o 2-0?
Se calhar vocês, tal como toda a imprensa, acreditaram que já estava mais que ganho. Por vezes é incrível a forma como nós, clubes pequenos, somos desvalorizados. É preciso fazer algo histórico para ter a atenção mediática. Ou então, e esses são os preferidos da comunicação social, acontecer algo de nefasto para que nos “caiam em cima”.
Se calhar era o vosso dia de sorte. Ou talvez o dia de azar do Tomás Podstawski. Ou talvez eu que tenha sido muito burro em pôr o rapaz a marcar a grande penalidade depois de ele ter feito aquela “defesa” que era de todo evitável. Que me perdoem todos os Setubalenses. Perdoa-me, Tomás!
Se calhar conquistar Taças da Liga, ao serviço dos grandes, é um bocadinho mais fácil que conquistar uma ao serviço do Moreirense, do Setúbal e até mesmo do Braga, quando esta Taça está toda alinhada para que os grandes cheguem à final, quando têm dois jogos em casa na fase de grupo, que é tão somente a fase em que vocês entram nesta mesma competição.
O futebol não é justo e isso já o sei há muito tempo. Se fosse justo essa Taça seria nossa e teríamos dado essa enorme alegria a este clube que muito tem sofrido nos últimos tempos. Este clube histórico, estes sócios e adeptos mereciam isso e muito mais. Se fosse justo o Vasco teria feito o segundo golo, ou o Gonçalo, ou a bola que foi a barra teria entrado caprichosamente, e o Trigueira teria apanhado a grande penalidade do Bruno Fernandes. Mas não!
Isto tudo para te dizer que sim, é verdade: vocês ganharam e não importa como, porque o que fica é o vencedor. Portanto, no final de contas, o que tenho a fazer é dar-vos os parabéns. Parabéns para ti e para esse enorme clube.
Com isto tudo termino, enviando-te um abraço e votos de felicidades pessoais e desportivas e que nunca esqueças que esse clube, por onde também eu já andei, é e será sempre maior que qualquer pessoa ou que qualquer grupo de pessoas que possam estar a “comandá-lo”.
Já estamos em contagem decrescente para o início do Campeonato da Europa de Futsal, onde a nossa seleção parte (novamente) com o desejo de poder ser, pela primeira vez, campeã continental. O sonho já vem de edições anteriores, onde a equipa das quinas teve uma série de boas prestações que quase culminaram na vitória final, tendo como referência a única final atingida até ao momento, em 2010. Para tentar cumprir este sonho, expansível a todos os portugueses amantes do desporto em geral e de futsal particularmente, os nossos atletas terão pela frente as formações nacionais da Ucrânia e da Roménia no grupo C, num agrupamento com três seleções onde passam as duas primeiras para as rondas a eliminar, mais concretamente os quartos-de-final.
O nosso grupo irá cruzar com o grupo D, composto pela temida equipa espanhola, pelo Azerbaijão e pela estreante França. Neste caso é, portanto, vital terminar na liderança do agrupamento, para tentar evitar “nuestros hermanos”, equipa que, em condições normais, será primeiro classificado.
Atenção que a equipa “azeri” (coloquei a nacionalidade entre aspas devido à naturalização apressada de vários jogadores brasileiros, que compõem praticamente metade dos jogadores selecionados) também é uma equipa competitiva e capaz de criar muitas dificuldades aos adversários, conforme se comprovou no Mundial 2016, em que Portugal e Azerbaijão se encontraram nos quartos-de-final da competição, terminando com um equilibrado 3-2 a nosso favor. A França é a incógnita, pois cumpre a sua estreia em Europeus, logo só será possível aferir a sua qualidade quando a bola começar a rolar.
São estes os 14 jogadores escolhidos por Jorge Braz para jogar a fase final do Euro 2018 Fonte: FPF
O Euro irá começar na capital eslovena Ljubljana, mais concretamente na Arena Stozice, com um jogo bastante interessante: um duelo entre o organizador desta fase final e a Sérvia, marcado para as 17h portuguesas. Nós só começamos a participação no dia seguinte perante a Roménia, estando o segundo e último encontro português agendado para o dia 4 de Fevereiro às 17 horas. Quanto aos restantes grupos, o A promete bons jogos, uma vez que, para além da Eslovénia e da Sérvia inclui a Itália, e o B apresenta outro dos fortes candidatos à vitória final, a equipa da Rússia, uma das equipas mais fortes entre a segunda linha de candidatos, isto é, o Cazaquistão, que também apresenta alguns jogadores naturalizados. Para finalizar temos a equipa da Polónia, outra das grandes incógnitas pois já está afastada dos grandes palcos desde 2001, ano da primeira (e única) presença em Campeonatos da Europa.
Vamos então desfrutar da competição e ver se é desta que conseguimos “matar o borrego” e trazer o galardão para casa. Esta geração e todas as anteriores merecem esta conquista, por isso façam o vosso melhor e não entendam este meu pedido como uma exigência, o objetivo mínimo de acordo com o selecionador Jorge Braz é entrar numa posição medalhável, mas sem nunca parar de sonhar com o troféu de campeão nas mãos!
Contratado pelo Manchester United no verão de 2016, aos alemães do Borussia Dortmund, Mkhitaryan nunca se adaptou totalmente em Old Trafford. O médio-ofensivo arménio foi, provavelmente, contratado por Mourinho com a intenção de dar mais criatividade ao ataque da equipa. Apesar do seu perfil futebolístico contrastar em muito com o tipo de jogadores que o treinador português prefere, Mkhitaryan é também um médio que marca muitos golos, e que chega com facilidade a zonas de finalização. Neste aspeto, tem algumas semelhanças com o ex-jogador de Mourinho Frank Lampard, e essa sua característica terá sido chave para a sua chegada a Manchester.
No entanto, Mkhitaryan nunca conseguiu encontrar maneira de exprimir o seu futebol sob os rigorosos esquemas táticos de Mourinho. A sua falta de empenho em tarefas defensivas, mais a sua inflexibilidade em adaptar o seu estilo de jogo aos pedidos do treinador, fizeram com que o ex-Dortmund deixasse de contar como opção válida para o ataque do Manchester United.
Ao chegar ao seu novo clube, o Arsenal, Mkhitaryan deu um passo importante na carreira. Não só entrou numa equipa onde o seu estilo de futebol é muito bem visto, como também chega numa altura em que os gunners precisam de reforços de qualidade. Juntando tudo isto à necessidade do arménio em ter mais minutos de jogo, e relançar de certa forma a sua carreira, é possível ver que o médio pode ser uma peça-chave num regresso do Arsenal ao topo do futebol inglês.
Sem um título da Premier League desde 2004, os gunners perderam um pouco a imagem de clube grande que tinham no início do século XXI. O técnico Arsène Wenger, que orienta a equipa há mais de 20 anos, tem sido muito criticado, e a ideia que o treinador francês está ultrapassado e o clube precisa de alguém novo tem ganho força junto dos adeptos londrinos.
Mkhitaryan nunca se afirmou em absoluto no Manchester United Fonte: Manchester United FC
Se Mkhitaryan conseguir afirmar-se rapidamente no Arsenal, e o clube subir na classificação do campeonato, a tensão à volta do Emirates pode diminuir um pouco. E, mesmo que Wenger continue como treinador, os adeptos podem esquecer a sua insatisfação.
Por outro lado, a chegada dum jogador do seu nível, que vem motivado para mostrar toda a sua qualidade, serve como exemplo ao restante plantel do Arsenal, cujas exibições mostram muitas vezes uma equipa pouco aguerrida, ou interessada em ganhar. Assim, de certa forma, o arménio pode ser o jogador que transforma uma equipa, algo que não é inédito nos londrinos.
Nos primeiros anos ao serviço do Arsenal, Wenger contratou vários jogadores franceses, como Henry ou Vieira, que não só ajudaram a equipa a ganhar títulos, como foram tão influentes que mudaram a identidade do clube. Tal como Mkhitaryan, a maioria destes futebolistas chegaram ao clube com algo a provar, depois de passagens discretas por outras equipas europeias.
A situação é, portanto, a ideal para o médio-ofensivo ex-Manchester United voltar a brilhar.
Visto pelos adeptos em geral como um jogador inferior a Alexis Sánchez, mas reunindo também o consenso de ser um futebolista com um estilo à Arsenal, o arménio é das melhores contratações feitas pelos gunners nos últimos anos.
Há anos com um orçamento para transferências curto, e esforçando-se para gastar menos dinheiro que outros clubes grandes ingleses, o Arsenal tem tido, nas últimas temporadas, plantéis com lacunas evidentes. No entanto, a perda de Sánchez para um clube rival, como o Manchester United, parece ter tornado mais evidente que nunca a necessidade do clube londrino em gastar mais em reforços, sob pena de perder de vez o estatuto de candidato ao título em Inglaterra,
Ao contratar Mkhitaryan, e possivelmente Aubameyang, outro jogador que tem sido falado como reforço, o Arsenal aproxima-se mais da qualidade de outras equipas rivais, e deixa de insistir em tentar ganhar troféus sem recorrer a grandes transferências.
Se mantiver esta abertura para ir buscar grandes jogadores, e todos os reforços tiverem o perfil de Mkhitaryan, o Arsenal está no caminho certo para voltar a somar títulos.
Depois de no fim-de-semana passado o Benfica ter sido derrotado em sua casa pelo Castêlo da Maia, deixou a liderança ao alcance dos seus eternos rivais, que não parecem ter vontade de ceder o primeiro posto nesta fase regular.
Sem surpresas, o Benfica venceu por 3-1 o seu jogo desta jornada, superiorizando-se à Associação Académica de Espinho, em jogo disputado no Pavilhão da Luz.
O Sporting, galvanizado pela sua classificação neste campeonato, deslocou-se aos Açores para uma jornada dupla com a Fonte do Bastardo e com o Clube K. No Sábado, naquele que era o jogo grande desta jornada, os leões venceram na negra a Fonte do Bastardo num dos jogos, teoricamente, mais difíceis deste campeonato. Com menores dificuldades, bateram no Domingo o Clube K, por expressivos 3-0 e assumiram a liderança do campeonato, agora com três pontos de vantagem perante o campeão nacional, Benfica.
Benfica volta às vitórias, mas fica mais longe da liderança Fonte: SL Benfica – Modalidades
O Esmoriz foi a outra equipa a deslocar-se aos Açores para uma jornada dupla frente ao Clube K e à Fonte do Bastardo, não voltando satisfeita ao continente, uma vez que trouxe na bagagem duas derrotas. No Sábado, num jogo muito equilibrado, a vitória acabou por sorrir ao Clube K, que acabou por vencer o encontro na negra. Já no Domingo, a Fonte do Bastardo bateu o Esmoriz por 3-1.
Apesar da derrota de Sábado frente ao Sporting, esta vitória frente ao Esmoriz, colocou a formação da Fonte do Bastardo de novo na quarta posição do campeonato, ultrapassando o Castêlo da Maia, que não jogou nesta jornada.
A completar os lugares de acesso ao play-off de campeão está o Sporting de Espinho, que voltou a vencer tranquilamente, ao bater o Leixões por 3-0.
Nos restantes jogos, Vitória de Guimarães e VC Viana conseguiram importantes vitórias na fuga ao play-off de despromoção, ao baterem o Sporting de Espinho (3-2) e o São Mamede (3-1), respectivamente.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Voleibol
Silas, ex jogador profissional, veio substituir Domingos Paciência no comando técnico da equipa do Restelo. A equipa do Belenenses partia para este jogo com 20 pontos e em 12.º lugar. Nos últimos dez jogos, empatou sete e perdeu três – o último triunfo da equipa foi a 28 de outubro de 2017 quando venceu o Moreirense em casa por 3-0. Já o Benfica vinha de uma fase positiva, a equipa nos últimos cinco jogos ganhou quatro jogos e empatou um frente ao rival Sporting. Era o primeiro teste a uma equipa sem Krovinovic, um dos jogadores que ganhou maior destaque neste Benfica, e que na última partida sofreu uma lesão que o coloca durante alguns meses fora da competição. João Carvalho perspetivava-se como seu substituto e assim foi. Já o Belenenses alterou quatro jogadores face á última equipa a atuar para o campeonato.
O início do jogo mostrou um Benfica a querer pressionar alto, com João Carvalho a aparecer mais perto de Jonas. No entanto foi uma primeira parte em que o principal destaque foi a capacidade da equipa do Belenenses de jogar igual para igual com a equipa de Rui Vitória como demonstrou a boa triangulação do ataque do Belenenses perto do minuto 35´ que resultou num cabeceamento ainda um pouco por cima da baliza de Bruno Varela. No minuto seguinte, os encarnados responderam com João Carvalho a lançar Cervi em velocidade, no entanto um ressalto evitou o pior para a equipa do restelo. Até ao intervalo a história do jogo não se alterou. O Benfica ainda dispôs de uma boa oportunidade num livre perto da baliza de Filipe Mendes, mas Grimaldo rematou por cima.
A 2.ª parte começou e nenhum dos técnicos fez substituições. O Benfica começou melhor e em dois minutos colocou à prova a defesa da casa. Minuto 48´e boa oportunidade para a equipa do Belenenses. Canto cobrado e de cabeça o central Sasso remata não muito longe da trave encarnada. O Benfica sente a falta de Krovinovic para jogar entre linhas e ligar o jogo em zonas interiores. Pizzi continua uns furos abaixo daquela que é a sua melhor forma e João Carvalho não oferece ao jogo o mesmo que o croata. João Carvalho é substituído ao minuto 61´ por Zivkovic debaixo de um aplauso. O jovem jogador português mostrou bons detalhes.
O Benfica aproximava-se da área contrária, mas sempre sem conseguir criar real perigo. Até que a 20 minutos do fim do jogo, e numa arrancada de Cervi, os encarnados ganham uma grande penalidade que Jonas não conseguiu concretizar. Filipe Mendes adivinhou o lado para onde o brasileiro colocou a bola e, muito seguro, defendeu-a. Cervi perde uma oportunidade incrível ao minuto 77´. Isolado para o guardião do belenenses, o argentino remata muito por cima.
Os minutos finais trouxeram um Benfica a tentar chegar ao golo que resolvesse o jogo, mas sem efeito. Aos 85´minutos e já com Jimenez em campo, Rui Vitória colocou Seferovic para tentar ganhar força na área, porém, é a equipa da casa que consegue chegar ao golo. Corria o minuto 86´ quando o recém-entrado Nathan coloca a equipa do Belenenses em vantagem no marcador, num remate rasteiro de fora da área.
A equipa encarnada tentava chegar pelo menos ao empate, e conseguiu. No último lance da partida, Jonas consegue chegar ao empate num livre eximiamente cobrado já passavam sete minutos do tempo regulamentar. Até ao final do encontro o resultado não se alterou e a equipa da cruz de cristo arrecadou um ponto importante para aqueles que são os seus objetivos na temporada. Já o Benfica dificulta as contas para o único objetivo que ainda resta da temporada, o de ser campeão.
O Estádio Cidade de Barcelos foi palco de mais uma jornada da Segunda Liga Portuguesa e colocou frente a frente duas equipas a precisar de pontos na luta pela manutenção. Apesar de o Gil Vicente FC dispor das melhores ocasiões para se adiantar no marcador, viria a ser mesmo o Varzim SC a vencer o jogo num dos poucos remates enquadrados com a baliza.
A equipa de Barcelos entrou muito bem no jogo e com vontade de pôr fim à série de dez jogos sem vencer. Logo aos dois minutos, o hondurenho Jonathan cabeceia forte mas a bola encontra a trave da equipa povoense. Ao chegar aos dez minutos, os gilistas fazem a bola embater no ferro uma vez mais. Depois de uma jogada individual bem desenhada por Frederic que deixa pregado ao chão Rui Coentrão, o extremo gilista cruza bem e Gonçalo cabeceia à trave de Paulo Vitor.
A equipa de Nuno Capucho tentava conter o início forte do Gil Vicente FC e consequentemente fechou mais o seu jogo. As oportunidades eram escassas para a equipa visitante e as que existiam eram originadas apenas por lances de bola parada.
A defesa do Varzim SC enfrentou dificuldades ao longo do primeiro tempo face à rapidez da ofensiva gilista que se manifestava através de Frederic e Dimba, mas aguentou-se bem até à chegada do intervalo. O fim do primeiro tempo deixava a equipa do Gil Vicente FC com uma sensação de injustiça com a equipa da casa a dispor das oportunidades de maior perigo.
A entrada para o segundo tempo trouxe uma alteração forçada para a equipa de Paulo Alves e Tormena substituiu o lesionado Luiz Eduardo. Na segunda parte assistiu-se a um jogo bem diferente da primeira com o Varzim SC disposto a discutir o jogo e a retificar um primeiro tempo menos conseguido. Os homens de Capucho entraram pressionantes no jogo e bastaram cinco minutos para inaugurarem o marcador em Barcelos. Depois de uma excelente jogada de entendimento da equipa povoense, Rúben Macedo conclui com um remate forte e colocado, indefensável para Rui Sacramento.
James tenta controlar a bola perante oposição varzinista Fonte: Pedro Gonçalo Costa/Jornal de Barcelos
Paulo Alves tentou dar resposta ao golo do Varzim SC e lançou para a partida o extremo Aldair. O recém-entrado Aldair entrou bem no encontro e aos sessenta minutos cruza bem para Gonçalo que cabeceia muito perto da baliza.
O jogo arrefeceu em Barcelos e a equipa gilista mostrou grandes dificuldades para chegar pelo menos ao empate. Aldair e Frederic eram os mais inconformados do Gil Vicente FC e ameaçaram marcar nos últimos minutos mas sem grande perigo para a baliza de Paulo Vitor. Frederic encheu o campo e merecia o golo, no entanto o extremo estava constantemente desapoiado na frente já que os seus colegas tinham dificuldade em acompanhá-lo.
O jogo estava perto do fim e a segunda parte era marcada sobretudo por um jogo mais físico, muito disputado a meio-campo e com poucas oportunidades para golo. O Gil Vicente estava com pouco fôlego e ficava a ideia de que o Varzim SC esteve sempre mais perto do segundo golo. A partida chegava ao fim e o Gil Vicente alargava assim a série negativa para onze jogos sem vencer num encontro onde o empate era o resultado mais justo.
As ruas anexas ao Estádio Cidade de Coimbra estão cada vez mais congestionadas em dia de jogo. Sente-se o frenesim de outros tempos. Tempos em que a Briosa sentiu a brisa da Europa ou o orgulho de estar entre a elite do futebol nacional. Como num ciclo vicioso, a Académica pode estar de volta a esses tempos, e metade do caminho faz-se da crença. A crença dos adeptos que, apesar de dia e horário aparentemente impróprios (segunda-feira, dia de trabalho, à tarde)e acorreram, em bom número (4432 espectadores), ao Cidade de Coimbra.
Foi, talvez, essa força que não permitiu o desânimo dos estudantes após o golo inaugural do União, apontado por Tiago Almeida aos 14 minutos (servido por André Carvalhas), ajudando, provavelmente, na reacção imediata da Briosa, que fez o empate no minuto seguinte por intermédio de Djoussé (assistido por Marinho) e deu a cambalhota no marcador dois minutos depois, num cabeceamento de João Real, a corresponder da melhor forma ao canto batido por Chiquinho.
A Académica fez o 1-1 por Djoussé Fonte: Rafael Ferreira
O União da Madeira, porém, não quis ter nada a ver com o estado de graça da Académica e conseguiu crescer no jogo ao ponto de conseguir mesmo a igualdade – Sylla, num bom trabalho individual, restabeleceu a igualdade aos 33 minutos… mas mais uma vez, a Académica reagiu bem e voltou à liderança do marcador, já nos descontos da primeira parte, através de uma grande penalidade convertida por Djoussé.
Ricardo Ribeiro está batido e o remate de Sylla vai restabelecer a igualdade em 2-2 Fonte: Rafael Ferreira
O União foi ferido, mas não morreu. Longe disso. Veio vivíssimo para o segundo tempo e prova disso foi o remate perigoso de André Carvalhas aos 40 segundos da etapa complementar. Os madeirenses tentaram manter a tendência de crescimento, sempre sob a batuta do médio português, e voltaram a criar perigo, num cabeceamento de Rudy, que passou a centímetros do poste direito da baliza defendida por Ricardo Ribeiro.
A Académica apercebeu-se que não se podia aventurar no ataque, solidificou processos e conseguiu estagnar a reação unionista. O jogo foi-se arrastando para o fim sem que houvesse perspectivas de mais golos. Mas eles surgiram. Aos 88 minutos, Ricardo Dias, aproveitando uma confusão na área, sentenciou o resultado.
Ricardo Dias, num lance confuso, fez o 4-2 final Fonte: Rafael Ferreira
O resultado, não sendo inesperado, acaba por ser importante na luta pela manutenção. A Académica ganhou pontos a pelo menos duas das nove equipas que se abeiram, consigo, da promoção à Primeira Liga. Uma vitória que a crença ajudou a construir. Mais um bloco no edifício que se ergue a jeito da Primeira Liga.