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Portugal 27-27 Polónia: Agora, vamos fazer o que há muito não é feito

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Cabeçalho modalidadesNum dos meus anteriores artigos tinha referido que a diferença de golos poderia ser decisiva neste acesso ao Play-off para o Mundial de 2019. Tal como eu “previ” esta diferença de golos foi decisiva na derradeira jornada no nosso grupo.

Em primeiro lugar, devo realçar a excelente moldura humana presente na Póvoa do Varzim, que de certeza deu ânimo e força aos nossos jogadores na altura em que eles mais precisaram. Apesar de ainda faltar muito para se equiparar aos ambientes frenéticos dos países com mais tradição no Andebol a presença de adeptos nos Pavilhões é o primeiro passo para lá chegar.

Vamos, então, ao jogo. Portugal entrou bem na partida, confiante, e aos cinco minutos de jogo já vencia 4-2. O jogo continuou morno e quando a Seleção das Quinas ganhou mais um golo de vantagem o treinador polaco parou o jogo para tentar impedir que o seu adversário se adiantasse no resultado.

A equipa de Paulo Pereira manteve-se no comando da partida e a Polónia só conseguiu causar problemas a Portugal quando se encontrava em superioridade numérica. Aos 20 minutos da primeira parte já só vencíamos 11-10 e Paulo Pereira pediu time-out. Nesses dez minutos finais Hugo Figueira fez algumas intervenções importantes e Portugal saiu para o intervalo a vencer 15-13.

Era esta a moldura que se encontrava no Pavilhão na Póvoa de Varzim Fonte: Federação de Andebol Portugal
Era esta a moldura que se encontrava no Pavilhão na Póvoa de Varzim
Fonte: Federação de Andebol Portugal

Seis minutos após o descanso a Polónia chegou ao empate (17-17). A Polónia ganhou confiança e poucos minutos depois passou para a frente. Este resultado não agradava a Portugal e todos sabiam isso. Paulo Pereira uniu as tropas, os jogadores motivaram-se e os adeptos deram-lhes força.

Depois de algumas alterações em termos defensivos conseguimos voltar a alcançar a Polónia e passar para a frente (25-24). Ainda deixamos que a Polónia empatasse a partida a 27, mas sendo este o resultado final.

Portugal garantiu a presença no Play-off de acesso ao Campeonato do Mundo de 2019. Nessa fase poderá encontrar: Áustria, Bielorrússia, Croácia, Eslovénia, Espanha, Hungria, Islândia, Macedónia, Montenegro, Noruega, República Checa, Sérvia e Suécia. Deste lote de equipas certamente seria preferível que nos saísse em sorte uma destas quatro: Áustria, República Checa, Montenegro ou Sérvia. Seja quem for será um adversário muito complicado.

CD Santa Clara 1-0 CD Cova da Piedade: Nas asas do maestro Minhoca

Cabeçalho Futebol Nacional

Num dia frio de Inverno, no meio do atlântico, vivia-se mais uma disputa intensa do futebol português entre o CD Santa Clara e o Cova da piedade. As equipas vinham de fases diferentes. A equipa da casa contava já com sete partidas sem conhecer o sabor da vitória, enquanto que o Cova da Piedade assinalava uma notável recuperação com Bruno Ribeiro ao leme.

Surpresas de parte a parte. O Santa clara a jogar num esquema tático diferente, um 4-2-3-1 com Clemente como referência atacante e com Minhoca a jogar como um 10 clássico. Já no Cova da Piedade a principal surpresa acabou por ser a saida de Dieguinho dos convocados que ao que tudo indica estará de malas feitas para a equipa do Belenenses e também Miguel Rosa que se lesionou antes da partida.

A primeira parte mostrou um Santa Clara com mais posse de bola mas num ritmo lento. Já o Cova da Piedade tentava jogar de forma fechada, com as linhas juntas e num bloco médio-baixo, tentando sair em contra-ataque, ainda que sem grande sucesso.  Ainda assim, o Santa Clara dispôs de boas ocasiões para chegar ao golo ainda na primeira parte, com Pedro Alves a estar em evidência com duas defesas de grande nível. A primeira parte acabou com o Santa Clara numa fase melhor da partida. A equipa da casa mostrou alguma impaciência na primeira parte fruto do mau momento na época perante um Cova da Piedade que mostrava vir jogar para o empate.

A segunda parte trouxe um Santa Clara mais agressivo na luta pela posse de bola, sendo que as recuperações eram zonas altas do terreno foram uma constante. Quando a segunda parte ainda estava a começar, ao minuto 51 surgiu Minhoca. Com um livre exemplarmente marcado o camisola 10 da equipa açoriana abriu o ativo e colocou justiça no marcador. Nos minutos posteriores ao golo, o Santa Clara tentou chegar ao segundo golo na partida. A equipa da casa continuou a ter mais bola e as ocasiões sucediam-se perante um Cova da Piedade incapaz de criar perigo.

Já nos últimos 15 minutos de jogo,  a equipa visitante começou a ter mais bola , jogando mais próxima da baliza adversária. O Santa Clara optava também por baixar linhas para tentar controlar melhor a iniciativa da equipa piedense, com sucesso, diga-se de passagem. Apesar da maior inaciativa da equipa forasteira, a bola esteve sempre longe de beijar as redes da baliza de Serginho.

A vitória do Santa Clara ajusta-se no jogo. Viu-se pouco Cova da Piedade perante um Santa Clara determinado a vencer, ciente de que este jogo era providencial na luta pela subida. Já o Cova da Piedade esteve longe do nível exibicional demonstrado a meio da semana para a Taça de Portugal frente ao Sporting.

FC Arouca 1-0 FC Famalicão Uma Fortaleza Leal

Cabeçalho Futebol Nacional

Duelo de candidatos à subida no Municipal de Arouca, partindo o Famalicão com um ponto de vantagem sobre o adversário de hoje, que procurava vingar a derrota sofrida em Vila Nova de Famalicão na jornada inaugural. Nota de destaque para a ausência de Rui Costa, figura dos famalicenses, que, ao que conseguimos apurar, estará de saída para a equipa B do Futebol Clube do Porto.

Os minutos iniciais foram de estudo, com as equipas algo encaixadas e a apostar muito na bola longa para as costas da defesa, também devido ao degradado estado do terreno. Mesmo assim, nos minutos iniciais, os melhores esboços de oportunidades pertenceram aos visitantes. A equipa da casa foi mais pragmática e, na primeira oportunidade digna de registo, balançou as redes adversárias. Bela incursão de Bukia pela esquerda, que cruzou para um corte incompleto de João Faria que serviu de assistência para Barnes Osei rodar e rematar rasteiro para o único golo da partida.

O Famalicão acusou o golo e, animada pela vantagem, a turma arouquense começou a controlar o jogo e a ter algumas investidas interessantes, que podiam ter dobrado a vantagem. No entanto, a única ocasião antes do intervalo foi a melhor do Famalicão em toda a partida, com uma tentativa de chapéu de João Mendes a ser travada por Bracali.

O golo de Barnes fez toda a diferença num jogo muito disputado Fonte: FC Arouca
O golo de Barnes fez toda a diferença num jogo muito disputado
Fonte: FC Arouca

Ao intervalo estava mais desagradado Dito, que não perdeu tempo e trocou um defesa-central (João Faria) por um avançado (Anderson). Apesar de muita vontade, o ataque famalicense foi quase inconsequente, não pondo nunca verdadeiramente à prova Bracali. A segunda parte foi de domínio permanente do Arouca, que podia ter ampliado a vantagem numa combinação sublime entre Roberto e Palocevic que o primeiro desperdiçou. Também Ernest, na primeira vez que tocou na bola, podia ter picado o ponto, mas o remate saiu ao lado. O jogo caminhava para o fim e, sempre com mais coração do que com cabeça, o Famalicão despejava bolas que, invariavelmente, a defensiva caseira aliviava. Até final, os ânimos aqueceram, com o árbitro Manuel Oliveira a querer também ele ser protagonista, ao expulsar dois elementos da equipa técnica do Arouca e ao dar uns exagerados seis minutos de compensação, que, na prática, se transformaram em onze.

Vitória muito importante para o Arouca, que tem em sua casa uma autêntica fortaleza, atravessando uma serie de sete vitórias consecutivas no seu reduto, todas com Miguel Leal ao comando, estabelecendo um recorde do clube. Com esta justa vitória, ultrapassa o oponente de hoje, mas fica em desvantagem no confronto direto. Já o Famalicão vai em quatro derrotas seguidas, que o atrasaram na luta pela subida.

Num jogo muito disputado, um erro defensivo fez a diferença. As duas equipas continuam na luta pela promoção e assim será até bem perto do final do campeonato.

CF União 1-1 SC Braga B: Justiça ao cair do pano

Cabeçalho Futebol Nacional

Na jornada que marcava o início da segunda volta da Segunda Liga, o CF União recebia o SC Braga B, em jogo da 20.ª ronda, no Centro Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava.

Desde a entrada de Ricardo Chéu, a equipa azul e amarela não tinha ainda perdido nenhum encontro para a competição, somando por vitórias os embates contra FC Famalicão (3-0) e CD Cova da Piedade (1-0), o que lhe valera a ascensão até ao 15.º lugar. A formação madeirense encontrava-se, ainda assim, numa fase difícil, com um plantel extremamente desfalcado por lesões e castigos, apresentando-se para este encontro com apenas 16 jogadores. Quanto aos forasteiros, a equipa B arsenalista já não vencia há seis jornadas e encontrava-se no 18.º posto da tabela classificativa.

Apesar das contrariedades, contudo, foi mesmo o União a adiantar-se no marcador. Logo aos seis minutos, Flávio Silva respondeu da melhor maneira a um cruzamento rasteiro de Sylla, a partir da direita. Com pouca oposição, o ponta de lança surgiu praticamente isolado na cara de Filipe e atirou para inaugurar o marcador.

Na resposta, foi Chastre a mostrar-se com duas defesas seguidas. Na recarga, Luther Singh ainda atirou por cima, mas bem perto das malhas unionistas.

Laércio foi mais uma das vítimas da onda de lesões na equipa madeirense, saindo condicionado ainda antes do intervalo Fonte: CF União da Madeira
Laércio foi mais uma das vítimas da onda de lesões na equipa madeirense, saindo condicionado ainda antes do intervalo
Fonte: CF União da Madeira

Depois de um arranque promissor, a qualidade de jogo diminuiu bastante e o ritmo tornou-se menos emotivo. A espaços, as duas formações procuravam atacar, embora sem grande clarividência.

No regresso das cabines, a iniciativa pertencia cada vez mais aos arsenalistas, que corriam atrás do prejuízo da forma que podiam. Com vontade, mas pouco engenho, as iniciativas raramente tinham o melhor seguimento.

Na área contrária o filme era semelhante, tendo o União ainda desperdiçado duas boas ocasiões para dilatar a vantagem, uma por Flávio Silva e outra por Mendy. O resultado, no entanto, era favorável aos insulares, pelo que os comandados de Ricardo Chéu procuravam, sobretudo, gerir o jogo.

Já depois dos 90’, Chastre precisou de ser assistido, transformando os cinco minutos extra em quase nove. A demora acabou por beneficiar a equipa de João Aroso, que apostava tudo no empate ao cair do pano. O golo da igualdade chegou quando a defensiva madeirense não conseguiu resolver uma investida visitante, tendo a bola sobrado para Dinis, central convertido em finalizador.

No final, o empate afigurava-se como um resultado justo, face à superioridade bracarense, em contraste com a passividade do União, que jogou durante larga parte do encontro na expectativa.

SL Benfica 5-2 Sporting CP: Eficácia encarnada garante conquista da Taça da Liga

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Cabeçalho modalidadesO jogo, relativo à final da Taça da Liga e disputado em Sines, ficou pautado pelo grande equilíbrio, com o Sporting CP a ter mais posse de bola e mais remates, mas o SL Benfica a criar mais ocasiões claras de golo. A equipa leonina também as criou, no entanto o guardião encarnado, Diego Roncaglio defendeu sempre com eficácia e mestria a sua baliza.

No fim dos primeiros 20 minutos, o resultado marcava uma vantagem de 2-0 a favor do Benfica, com golos de Deives e Fernandinho, que fez a diferença através da eficácia junto da baliza de Marcão. O Sporting estava invicto até este jogo e entrou na segunda metade disposto a mudar o rumo dos acontecimentos mas continuava em branco no marcador, ao passo que o Benfica aproveitava para ir ampliando o marcador, já numa fase em que os leões apostavam no guarda-redes avançado.

Esta altura do jogo permitiu alargar a vantagem encarnada para cinco tentos sem resposta, sendo que perto do fim o Sporting ainda compôs o marcador com dois golos, claramente insuficientes para perigar a conquista do troféu por parte dos comandados de Joel Rocha. Ao quarto jogo desta época, depois dos jogos da Supertaça, Taça de Honra da AF Lisboa e campeonato, surge a primeira vitória dos encarnados, algo que lhes valeu a inédita conquista da Taça da Liga na sua terceira edição, aliás, nunca tinha sequer vencido qualquer jogo nesta taça, acabando sempre eliminado nos quartos-de-final pela AD Fundão, uma vez que as anteriores tinham sido conquistadas pelos comandados de Nuno Dias.

O pavilhão de Sines acolheu a final 8 da Taça da Liga
 Fonte: Sporting CP
O pavilhão de Sines acolheu a final 8 da Taça da Liga

Fonte: Sporting CP

O Benfica acaba por justificar a vitória pela forma matreira com que se exibiu na quadra, pela excelente organização defensiva apoiada pela exibição magistral de Diego Roncaglio, e pela maneira rápida e inteligente com que aproveitou algumas perdas de bola dos adversários, contando para isso com os excelentes executantes ao seu dispor, nomeadamente Robinho, Deives, Fernandinho ou Bruno Coelho, entre muitos outros.

Com esta derrota, chegou ao fim a brilhante série de vitórias consecutivas por parte da turma verde e branca, mas ainda há muitos mais objetivos por cumprir, nomeadamente o campeonato, a Taça de Portugal e a UFC, algo válido também para as águias, com exceção do troféu europeu. O Benfica entrou assim neste novo ano civil de 2018 com o pé direito, levando assim este troféu.

Liverpool FC 4-3 Manchester City FC: Ganhou o futebol-espetáculo

Cabeçalho Liga Inglesa

Após uma primeira ronda onde o Manchester City destruiu completamente o Liverpool no Etihad Stadium por cinco bolas sem resposta, os “reds” procuraram vingança em casa. Os dois melhores ataques da Premier League prometiam um jogo animado e não desapontaram. Um espetáculo de jogo, sem lances polémicos, recheado de golos e pormenores de qualidade inquestionável.

O primeiro jogo do Liverpool sem Coutinho não podia ter sido melhor, o Liverpool a bater o Colosso Manchester City que após esta derrota ainda se encontra sem páreo na liderança da liga. A onda invicta dos citizens findou assim perante um Liverpool que esteve motivado o tempo todo.
Apesar de Van Dijk não jogar por problemas físicos não apresentou uma falta assim tão grande com Robertson e Joel Matip a mostrarem ser uma autentica muralha para a equipa de Manchester.

O Liverpool que já não perde desde outubro fez um jogo à Liverpool, com uma capacidade ofensiva inequívoca, mas com uma defesa que equilibra o rácio de golos marcados\sofridos. Com uma supremacia sobre o Manchester City durante quase toda a partida, o Liverpool mostrou mais uma vez a sua garra, encostando uma das melhores equipas do mundo na atualidade. Oxlade-Chamberlain trouxe vantagem ao Liverpool nos primeiros minutos de jogo, mas aos 40 minutos, Leroy Sané marca um golo de encher o olho, tornando a partida empatada novamente. Foi preciso começar a segunda parte para a verdadeira chuva de golos começar, Firmino, Sadio Mané e Salah deixam o Liverpool com uma confortável margem de 4-1 no encontro.
A sensação dada é que Guardiola mexeu na equipa muito tarde e que Bernardo Silva tinha que ter entrado mais cedo. Aos 71 minutos de jogo Bernardo Silva entra e pouco depois marca mesmo para o Manchester City, substituindo Sterling que não esteve no topo da sua forma e foi inclusive bastante assobiado sempre que tocava na bola, mas por razões diferentes. Por fim, Gundogan reduz novamente para os citizens tornado assim o resultado final de quatro bolas a três, dando a vitória à equipa da casa.

Foto de capa: Liverpool FC 

“Felipe Vale-Tudo”: Falsos moralismos

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fc porto cabeçalho

O defesa brasileiro, que foi apelidado de “Felipe Vale-Tudo” pelo SL Benfica (sim, o mesmo clube que considera “inadmissível a pressão e coação sobre árbitros”), sentiu a necessidade de, em dezembro, explicar a sua agressividade, mas na verdade não havia necessidade alguma de explicações. No SC Corinthians Paulista o defesa foi apenas uma vez expulso (por acumulação de amarelos) em 115 jogos disputados, não tendo nunca visto um cartão vermelho direto.

Felipe tem qualidade no jogo aéreo, na antecipação e velocidade. Acaba por perder na abordagem dos desarmes onde, por vezes (menos vezes do que os rivais tentam fazer acreditar), acerta no adversário de forma imprudente.

A agressividade de Felipe não é "maldosa" como os adversários tentam fazer crer Fonte: FC Porto
A agressividade de Felipe não é “maldosa” como os adversários tentam fazer crer
Fonte: FC Porto

Outro aspeto, talvez ainda mais pertinente, será a falsa moral do SL Benfica. O clube que repudiou (e bem, diga-se) os comentários dos diretores de comunicação do FC Porto e do Sporting CP, não teve problemas em entrar no mesmo jogo que os rivais de “grave coação e intimidação sobre os árbitros”. Ou será que só é coação quando são os rivais a fazer queixa?

Ao “Felipe Vale-Tudo” juntaram-se as declarações no sentido de que, sem castigos, o FC Porto não precisaria de mexer no mercado de inverno e, em menos de duas semanas, a equipa de Sérgio Conceição viu três jogadores serem expulsos (Danilo, Herrera e, admire-se, Felipe(!)). Para encontrar registo de três expulsões consecutivas é preciso recuar à primeira época completa de Pinto da Costa como Presidente do FC Porto. Coincidência?

Temos visto esta época erros de arbitragem por todo o lado, em alguns lados mais do que noutros. Ora, tentando ser o mais imparcial possível, o FC Porto tem sido bastante prejudicado com algumas decisões menos felizes das equipas de arbitragem. É, no entanto, impossível ignorar certas entradas de Felipe.

Esta agressividade de que Felipe se orgulha é (ou pode ser) um ponto a seu favor, desde que exercida com zelo. O defesa precisa de mais prudência em alguns desarmes, mas não é algo que deva pôr em causa o seu lugar na equipa, principalmente tendo em conta todas as suas qualidades e a diferença que ele consegue marcar no jogo.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os 10 piores avançados do Benfica nos últimos 10 anos

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Em tempos que o Benfica tem tido nos seus plantéis jogadores como Jonas, Mitroglou, Lima, Rodrigo Moreno, Óscar Cardozo e Saviola, por exemplo, exímios marcadores e avançados de alta qualidade, não deixaram de haver aqueles que passaram completamente ao lado ou deixaram a desejar muito mais do que aquilo que prometeram quando foram contratados para vestir a camisola do Benfica. São estes últimos que vou enumerar, nomeando, por ordem cronológica, os dez piores avançados do Benfica dos últimos dez anos.

Gil Vicente FC 0-1 FC Porto B: Dragão meteu a quinta

Cabeçalho Futebol Nacional

Um golo solitário de André Pereira acabou por desequilibrar um resultado que merecia outro desfecho, tendo em conta o que se passou durante a partida. O Gil Vicente, com a inclusão das caras novas no onze inicial, registou algumas melhorias, mas continua sem vencer e vai já numa série de nove jogos consecutivos sem saborear os três pontos. O FC Porto B é cada vez mais líder e de à cinco jornadas para cá só sabe ganhar. Diogo Costa, pela segunda vez consecutiva, defendeu uma grande penalidade nos instantes finais.

Frente a frente no Estádio Cidade de Barcelos duas equipas que lutam neste momento por objetivos bem distintos. Os homens da casa tentam sobreviver à despromoção e, sem qualquer vitória nos últimos nove encontros da Segunda Liga, ocupam neste momento a 16ª posição, com 22 pontos. Numa situação bem mais agradável e confortável surge o FC Porto B, atual líder destacado, com seis pontos de vantagem sobre Académica e Académico de Viseu. Os bês portistas vão, aliás, numa série vitoriosa impressionante, não dando oportunidades à concorrência nas últimas cinco jornadas.

A partida começou com os portistas a tomarem conta das operações, com o Gil Vicente, sempre muito bem organizado e a tapar todos os espaços na sua defensiva, a espreitar, de quando em vez, saídas rápidas para o ataque. Neste particular, destaque para Fréderic Maciel, a cara nova dos galos que foi sendo um perigo à solta pela ala direita. Ainda não estava decorrido o primeiro minuto de jogo e já o luso francês metia em sentido a defesa portista, com um remate muito próximo do poste da baliza de Diogo Costa. Cinco minutos volvidos e Fall, a beneficiar de uma bola perdida na área, a rematar para excelente defesa do guardião portista, com os pés. O controlo dos dragões, nesta fase do jogo, não se materializava em oportunidades claras de golo e só perto da meia hora é que Fede Varela, após transição rápida de Galeno, conseguiu colocar à prova Rui Sacramento.

Com o intervalo não chegaram novidades no que a alterações nos onzes diz respeito, mas os gilistas reentraram claramente mais intensos e dispostos a dividir o jogo com o líder. Perto da hora de jogo mais uma vez Fréderic a permitir a Diogo Costa, outra vez com o pé, a melhor defesa da manhã. Estava em grande o guardião dos azuis e brancos e a sua exibição teve o ponto alto já no último minuto da partida. Antes, porém, aos 70 minutos, a equipa B portista haveria de obrigar o Gil a provar do próprio “veneno”, quando Galeno, ainda antes do meio campo, arrancou de forma explosiva, passou por três adversários e serviu André Pereira, que bateu o desamparado Rui Sacramento.

Diogo Costa foi a figura da partida, ao defender uma grande penalidade Fonte: Pedro Gonçalo Costa/Jornal de Barcelos
Diogo Costa foi a figura da partida, ao defender uma grande penalidade
Fonte: Pedro Gonçalo Costa/Jornal de Barcelos

Era o melhor período do Gil, mas quem inaugurara o marcador haveria de ser quem melhor aproveitou as oportunidades de que dispusera até então. A partir daqui, e com alterações efetuadas por Paulo Alves no sentido de procurar incessantemente o empate, o Gil carregou imenso e quase viu os seus esforços serem compensados já no tempo de descontos, quando Luis Mata cortou um cruzamento de Gabriel com a mão, dentro da grande área. Aqui, no entanto, emergiu a qualidade do jovem guarda redes dos portistas, cada vez mais, tido como um especialista nestas decisões, a travar a festa de James.

Como jogou o Gil Vicente:

Titulares – Rui Sacramento, Gabriel, Tormena, Luiz Eduardo, Luis Tinoco, James, Alphonse, Ricardinho, Frederic Maciel, Fall e João Vasco.

Suplentes não utilizados – Júlio Neiva, Sandro, Reko e André Fontes.

Amarelos – Gabriel aos 30’

Vermelhos – Nada a registar

Substituições – Jonathan por Alphonse aos 64’, Dimba por Fall aos 73’ e Camara por Ricardinho aos 83’.

Golos – Nada a registar

Como jogou o FC Porto B:

Titulares – Diogo Costa, Musa, Jorge Fernandes, Diogo Queirós, Luís Mata, Bruno Costa, Luizão, Rui Moreira, Fede Varela, Galeno e André Pereira

Suplentes não utilizados – Mbaye, Bidi, Rui Pires e Madi

Amarelos – Luizão aos 56’

Vermelhos – Nada a registar

Substituições – Moreto por Luizão aos 72’, Irala por Fede Varela aos 92’ e Chikhaoui por Luis Mata aos 93’

Golos – André Pereira aos 71’

Nuno Espírito Santo: o que mudou?

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Cabeçalho Futebol InternacionalAcho que nenhum fã de Futebol pode negar que a escola de treinadores portugueses é das melhores do mundo. E, como tal, têm sido vários os treinadores nacionais que têm e/ou estão a dar cartas no estrangeiro. Nesta temporada, houve mais um treinador luso a juntar-se ao rol: falo de Nuno Espírito Santo. O antigo guarda-redes parece estar a reencontrar-se como treinador em Wolverhampton, depois das experiências frustradas no Valência e no FC Porto.

O clube da região de West Midlands lidera de forma isolada o Championship com 61 pontos em 21 jogos, tendo mais 12 pontos do que o segundo classificado (Derby County) e mais 14 do que o terceiro (Cardiff City), possuindo ainda o melhor ataque e a melhor defesa da competição. Mas, afinal de contas, o que terá mudado para que Nuno Espírito Santo tenha começado a mostrar bons resultados num campeonato muito competitivo e num dos campeonatos que movimenta mais dinheiro na Europa?

Primeiro que tudo, há que analisar o Futebol praticado pelas equipas de Nuno Espírito Santo. Um futebol conservador e expectante, cuja prioridade é a anulação do jogo do adversário e que está assente em dois aspectos do jogo: consistência defensiva e transição ofensiva.

Este estilo de jogo não resultou no FC Porto, que se mostrava consistente do ponto de vista defensivo, mas que apresentava um défice de produtividade a nível ofensivo, embora este tenha melhorado com a chegada de Tiquinho Soares, em janeiro. Sem esquecer as suas gritantes falhas de comunicação. O célebre episódio dos desenhos é a prova de que saber elaborar uma mensagem é uma coisa e saber transmiti-la é outra.

Ora, ao ver este Wolverhamton em acção, vejo que o clube tem vários jogadores que têm qualidade para jogar em vários patamares acima, como os casos dos portugueses Rúben Neves e Diogo Jota e do ex-Estoril Léo Bonatini. E, talvez por isso, fosse expectável que os Wolves tivessem uma palavra a dizer na luta pelo acesso à Premier League, depois do modesto 15º lugar obtido na época passada.

Na minha opinião, o segredo está no sistema táctico. No FC Porto, Nuno Espírito Santo alternava entre o 4-3-3 e o 4-4-2. No Wolverhampton tem optado pelo 3-4-3. E, na minha opinião, o 3-4-3 é a táctica mais compatível com o Futebol de transições rápidas do treinador português.

O Wolverhampton tem dominado o Championship desde o início. Fonte: Wolverhampton Wanderers FC
O Wolverhampton tem dominado o Championship desde o início.
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Porque vejamos: o 3-4-3 contempla a existência de dois alas que perfazem todo o corredor, dando assim profundidade ao jogo da sua equipa. Depois, os extremos (Ivan Cavaleiro e Diogo Jota) são, na verdade, avançados interiores que flectem muito para zonas centrais do terreno, oferecendo, assim, linhas de passe aos médios e aumentado, assim, a probabilidade de haver situações de vantagem numérica nessa zona do terreno. Depois, uma táctica com três centrais  e com dois alas bastante ofensivos também promove que a equipa jogue com uma linha defensiva bastante subida, aumentando as possibilidades de recuperar a bola ainda no meio-campo adversário. E, ao contrário do que se verificava no FC Porto, a equipa não tem tido um défice de produtividade no ataque, como comprovam os 50 golos marcados em 26 jogos, com Léo Bonatini a ser o principal artilheiro da equipa.

Sendo assim, só mesmo uma catástrofe irá impedir o regresso dos lobos de West Midlands ao campeonato mais competitivo do mundo e Nuno Espírito Santo está a mostrar que consegue mostrar serviço num clube de menor dimensão onde pode fazer validar a sua ideia de jogo. Será, certamente, um treinador a seguir nos próximos tempos.

 

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão