Prestes a iniciar-se o primeiro torneio do Grand Slam da temporada, as expetativas são muitas acerca da forma como os principais tenistas dos circuitos WTA e ATP se irão apresentar. Para os aficionados pela modalidade este é sempre um dos momentos mais entusiasmantes do ano, sobretudo pelo fator surpresa que lhe está inerente, pelo que se começam a fazer as primeiras apostas.
A equipa de redatores de ténis do “Bola na Rede” não poderia ficar indiferente a esta ocasião e, como tal, decidiu também fazer uma antevisão daquilo que poderá ser o Australian Open na vertente feminina e masculina. Como tal, para cada uma das vertentes, fizeram-se apostas. Quem poderá sair de Melbourne com o troféu em mãos? Quem poderá surpreender? Quem serão as desilusões do torneio?
Depois de um empate a seis golos na Itália, Sporting Clube de Tomar e Hockey Valdagno reencontraram-se na segunda mão dos oitavos-de-final da Taça CERS, na cidade templária. Ao contrário desse jogo em território transalpino, este não viu tantos golos, muito pelo contrário – não houve qualquer tento até ao desempate pela marca das grandes penalidades, onde o Tomar foi mais forte, ao vencer por três golos a um.
Em relação ao encontro desta tarde, pouco há a dizer. O maior domínio territorial foi da equipa da casa, com o Valdagno mais na expectativa, sem descurar um eventual contra-ataque caso existisse algum erro defensivo dos nabantinos. E, de facto, o conjunto italiano criou variados sobressaltos junto da baliza do SCT, sempre defendidos com mestria e segurança pelo guardião tomarense.
Há que assinalar que o Sporting de Tomar teve duas ocasiões soberanas, através da marcação de dois livres diretos, a castigar a décima e a 15.ª faltas da equipa que viajou da província de Vicenza, só que tanto Ivo Silva como Hernâni Diniz não aproveitaram a oportunidade, atirando ao lado da baliza do Valdagno.
Nos 50 minutos regulamentares e nos 10 minutos do prolongamento, ninguém conseguiu introduzir a bola na baliza contrária, pelo que tivemos que avançar para o desempate através da marcação de penalties, onde o representante português foi mais forte e feliz, avançando para os quartos-de-final da Taça CERS.
O jogo nem sempre foi bem jogado, mas o público compareceu em bom número nesta partida importante Fonte: Sporting Clube de Tomar
O público afeto a equipa tomarense está de parabéns pelo ambiente fervoroso criado no pavilhão, com especial destaque para a claque “legião templária”, que foi incansável na forma apaixonada e incondicional como puxava pelos atletas nabantinos, que, no fim, celebraram junto da torcida, num festejo tornado famoso pela seleção islandesa no Euro 2016 de Futebol.
Na fase seguinte, o Tomar tem pela frente o emblema catalão do Lérida, responsável pela eliminação dos também catalães do Igualada nesta fase anterior. Os jogos da primeira mão estão marcados para os próximos meses de Fevereiro e Março, sendo um facto não inédito mas igualmente histórico neste regresso às competições europeias, mais de 20 anos depois da última presença.
Aguardemos pelos próximos capítulos desta aventura do Sporting: se este clube ainda consegue escrever mais uma página dourada ou se fica por aqui. Mas, no próximo mês, veremos.
Para já, resta-me felicitar jogadores, equipa técnica e demais colaboradores por mais um passo dado. Foi sofrido, é certo, mas já estamos entre as oito melhores equipas desta competição, e isso já ninguém nos tira!
A figura do capitão de equipa há muito tempo que é valorizada, sendo das mais importantes num plantel. É a extensão do treinador em campo, é a constante lembrança de “marcar” aqui, “pressionar” ali e “deixar jogar” mais além. A vaidade e alegria que se verificam nos miúdos quando utilizam a braçadeira de capitão pelas primeiras vezes é próprio da inocência da idade e são substituídas pelo orgulho, responsabilidade e sentido de liderança que mais tarde se adquire ao desempenhar este papel.
Em declarações depois do jogo FC Porto – CF “Os Belenenses”, no mês de novembro, Sérgio Conceição revelou que se viu surpreso ao perceber que o capitão dos dragões era Hector Herrera e que rapidamente compreendeu o porquê desse facto (“Quando cheguei ao FC Porto pensei com os jogadores: um mexicano capitão do FC Porto?! Mas compreendi porquê. Além de bom jogador, é uma excelente pessoa e muito respeitado no balneário”).
Mas, afinal, como se escolhe o capitão? Compreendendo a surpresa e o ponto de vista de Sérgio Conceição, terá a nacionalidade alguma coisa que ver com este papel de extrema importância num plantel? Continuando no âmbito dos azuis e brancos, Herrera assume-se esta época como um dos capitães e, até esta altura, sem críticas a esse facto. O médio de 27 anos é o típico caso que compensa a falta de qualidade técnica acima da média com o esforço e dedicação em campo, qualidade que vem aprimorando ao longo dos anos de dragão ao peito e muito apreciada pelos adeptos portistas. Além disso, o seu treinador complementou com o respeito que colhe junto dos colegas e levanta, assim, outro ponto importante: mais do que fruto de um consenso geral, o capitão é muito pelo que não se vê, é muito para além do que se vê nos estádios ou televisões, ao fim de semana.
Luisão é um dos pilares simultaneamente mais fortes e importantes do atual SL Benfica Fonte: Facebook Oficial de Luisão
Mais do que para agradar o público (algo que nunca deverá ser assim), o capitão é escolhido no seio de um grupo de trabalho com o mesmo objetivo e é, até ao final da época, pelo menos, o representante daquela equipa que, jogo após jogo, entra em campo e procura atingir a meta a que se propôs. Exemplo disso é o capitão do SL Benfica. No último jogo frente ao SC Braga, Jardel foi o escolhido para entrar em campo com a braçadeira, mas ninguém tem dúvidas de que o jogador que capitaneia os vermelhos e brancos é, há vários anos, Luisão. O experiente central brasileiro tem aquilo que poucos conseguem e que o torna tão indiscutivelmente capitão: 14 dos seus 36 anos foram jogados de águia ao peito e vai agora para a 15ª época no clube da Luz. Esta lealdade – se é que tal existe no futebol – agrada profundamente aos adeptos e permite integrar novos jogadores que chegam ao plantel. Apesar de estar de fora há seis jogos, devido a lesão, não é difícil imaginar Luisão a apoiar os seus colegas.
Rui Patrício, juntamente com William Carvalho, são os resultados da Academia mais recentes e amados pelos adeptos leoninos Fonte: Instagram Oficial de Rui Patrício
No mesmo nível de importância está Rui Patrício. O guardião campeão europeu de seleções partilhava a braçadeira com Adrien Silva, mas, quando este se transferiu para Inglaterra, assumiu-se como o principal capitão da equipa de Alvalade. Colhe elogios ano após ano e é, unanimemente, reconhecido pelos adeptos portugueses como o melhor atleta daquela posição. Junta a baliza do Sporting CP à da Seleção Nacional e o seu desempenho só tem melhorado – recorde-se a eleição como o melhor guarda-redes do passado Campeonato Europeu, que venceu. Mais uma vez, o papel de capitão ultrapassa os limites do terreno de jogo: treinador após treinador e ao longo de vários anos, o Sporting CP sempre contou com Rui Patrício no seu plantel no onze inicial. Todos lhe reconhecem qualidade desportiva e, certamente, humana. Não seria possível de outra forma. À semelhança de Luisão, “S. Patrício” conta com largos anos no mesmo clube (são 11 anos no plantel sénior, está no 12º) e acresce o facto de ter feito toda a formação ali. Não é estranho, por isso, perceber o carinho que qualquer adepto leonino nutre por ele e toda esta imagem de “menino da casa” contribui para a liderança do balneário, enquanto extensão de Jorge Jesus.
Mais do que uma vaidade ou uma mera formalidade do jogo, o capitão é essencial para a sua realização. Mais do que escolher o campo ou a bola, o capitão é a voz de comando durante a partida e é em função dela que a equipa reage. É claro que a nacionalidade pode ter alguma influência na escolha do representante deste papel. Mais pela falta de identificação com o país e campeonato onde se joga do que pela língua que se fala. Uma vez adaptado e ultrapassado esse problema, o capitão pode vir de qualquer ponto geográfico, é irrelevante. Se o treinador pudesse, entrava em campo para corrigir a sua equipa ou até dar o seu contributo. Como tal não é possível, conta com o capitão de equipa nesse aspecto e isso diz muito da sua importância.
Décima oitava jornada da Liga NOS e foi no relvado do Estádio AXA que o Braga recebeu o Benfica numa partida onde os minhotos tinham a oportunidade de igualar as águias ou os campeões nacionais podiam distanciar-se da equipa de Abel Ferreira. O Braga entrou em campo com o esquema tático de 4-2-3-1 enquanto que o Benfica jogou em 4-3-3 com Fejsa a regressar ao 11 inicial. Nota para o frio e chuva que se fez sentir na casa do Braga mas que não interferiu com quase casa cheia de adeptos dos dois clubes.
Cinco minutos de jogo e o Braga causa os primeiros problemas aos defesas visitantes, lance pela direita a colocar Fábio Martins sozinho mas o jovem jogador a não conseguir chegar a tempo ao esférico. Ficou o aviso às redes de Bruno Varela. Nem dois minutos depois, foi a vez de Danilo aquecer as mãos de Varela com um forte remate de fora de área. Resposta encarnada com Salvio a destacar-se na direita e a obrigar Matheus aquela que foi a primeira defesa do brasileiro. Dez minutos da primeira parte e é de realçar acima de tudo muito jogo de meio-campo com a dupla bracarense a conquistar mais bola que o trio encarnado. Nem um minuto decorrido e o Benfica faz o primeiro da partida. Salvio a aproveitar uma desatenção da defesa minhota e a rematar com calma e rasteiro para dentro da baliza da equipa da casa. Excelente movimentação do extremo argentino a supor o possível passe de Cervi e a não desperdiçar.
Do lado do Braga a resposta voltou a ser de Fábio Martins: o criativo aproveitou o passe de Danilo, cruzou em trivela, apanhou o ressalto e rematou para cima da baliza do Benfica. O golo sofrido fez Abel Ferreira reagir ao nível da tática e a pedir a Danilo, parceiro de Vukcevic, para jogar em terrenos mais adiantados, quase ao lado de Fábio Martins. Os segundos dez minutos de jogo trouxeram mais do mesmo com o Braga a ser a equipa com jogadas de ataque mas o Benfica a responder bem às movimentações do adversário e a tentar, com “caixinhas”, a chegar mais perto da baliza do Braga.
Por três vezes, o Benfica apanhou o Braga em contrapé para chegar ao golo Fonte: SL Benfica
A primeira meia hora de jogo é o exemplo do discurso de Rui Vitória, um Benfica a jogar inteligente e a ganhar com eficácia máxima (ou quase): dois remates, um golo. Do lado do Braga viu-se até ao momento a equipa também quase ideal (não fosse o golo sofrido), jogo de ataque e um meio-campo forte e unido. Este meio-campo do Braga, se até agora elogiei, tenho agora que criticar pois não foram uma nem duas nem três as vezes que perderam bolas fáceis de controlar e adiantar no terreno (últimos quinze minutos do primeiro tempo).
Trinca e quatro minutos de jogo e o Braga, após queda de Grimaldo, subiu pela direita e criou talvez o lance de mais perigo para a equipa da casa: a bola rasou a linha da baliza de Bruno Varela com grande velocidade, mas não encontrou ninguém para finalizar. Dois minutos depois e disparam os alarmes no banco da equipa lisboeta com Varela caído e a pedir a aproximação do arbitro e Grimaldo a pedir assistência e troca de chuteiras.
Jogo bastante físico nesta reta final da primeira parte com bastantes faltas para apenas avisos de Artur Soares Dias. E por falar em senhor do apito, Ricardo Esgaio recebeu o primeiro cartão do jogo aos quarenta minutos por agressão. Nota para a continuação das faltas constantes nestes últimos minutos do primeiro tempo e para um pormenor interessante: a dupla ofensiva do triangulo do meio-campo da Luz a subirem bastante no terreno e a complicarem os movimentos ofensivos da defesa e meio-campo da equipa da casa. Foram, em muitos momentos, parceiros de Jonas (quase vá).
Dois minutos de compensação e pouco houve mais na partida, as equipas regressaram aos balneários com o Benfica a vencer por 1-0 e, aos poucos, travar as tentativas de ataque do Braga. Do lado da casa, bom inicio de jogo mais ao longo desta primeira parte perderam alguma qualidade ofensiva e pouco ou nada assustaram a defesa campeã nacional. Resume-se assim a primeira parte deste jogo e com muita vontade que a segunda parte traga tanto ou mais espetáculo.
No Palau Blaugrana foi disputado o principal encontro da quarta jornada da Liga Europeia de Hóquei em Patins e o Barcelona, equipa que tem tido algumas dificuldades para vencer jogos na OK Liga, conseguiu derrotar o Benfica, atual campeão do mundial da modalidade, por 2-0. Resultado que apenas começou a ser construído a seis minutos do fim, ou seja, quando conseguiu bater Pedro Henriques pela primeira vez.
O Benfica entrou de maneira assertiva, a assumir as rédeas da partida, mas sem conseguir chegar muitas vezes com perigo à baliza espanhola. O Barcelona, por sua vez, respondia de meia distância, procurando ter sempre alguém pronto para fazer a recarga em cima de Pedro Henriques ou através das rápidas mudanças de direção dos seus atletas, com o objetivo de provocar desequilíbrios na defensiva encarnada.
Passados os minutos iniciais, o Barcelona começava a estar por cima e a obrigar o guardião benfiquista a trabalhar. Apesar dessa situação, o Benfica também tinha os seus tempos de posse e estava a conseguir criar espaço para chegar à “porteria”, defendida por Sergi Fernandez.
O jogo estava bom, a ser disputado a um grande ritmo e intensidade. Porém, o Benfica, embora estivesse a conseguir tapar os caminhos da sua baliza, por vezes, tinha dificuldades em sair, devido à alta pressão exercida pelos Blaugrana. Quando conseguia sair para o ataque, tinha a posse do esférico durante um tempo bastante reduzido.
À entrada para os últimos dez minutos do primeiro tempo, a equipa da casa estava bem melhor. Anestesiando o Benfica com o seu estilo de jogo virtuoso e de trocas posicionais e “obrigando” Pedro Henriques a dar seguimento ao seu grande momento de forma. Travando, não só, stickadas de meia distância como lances dentro da grande área. Mesmo em dificuldade, os encarnados iam conseguindo ter algumas chances de golo e, em cima da marca de três minutos para a pausa, Diogo Rafael ficou perto do 1-0, mas a bola foi à barra.
Se as defesas de Pedro Henriques contassem como golos, o Benfica tinha vencido todos os jogos que disputou esta temporada por muitos. Contudo, isso é algo que ainda não está legislado e o guardião das águias continua a ser “apenas” a grande razão pela qual o Benfica chega aos intervalos dos grandes jogos ainda dentro deles. Sendo que a visita a Barcelona não é exceção. Não é verdade que os encarnados não tiveram oportunidades de marcar, mas as mesmas são em número inferior e com muito menos perigo. Contudo, a verdade é que, ao intervalo, catalães e portugueses continuavam com o marcador a zeros.
Pau Bargalló, o futuro da seleção espanhola, selou o triunfo do Barcelona com uma “picadinha” Fonte: FC Barcelona
Foi um retomar equilibrado, aquele que Barcelona e Benfica ofereceram a todos os que estavam ligados à partida, com ambos os conjuntos a ter hipóteses para marcar, mas sem que conseguissem fazer mexer o resultado.
A jogar em casa, o Barcelona era quem assumia o controlo do jogo. Jogo esse que estava muito intenso, a ser disputado a um bom ritmo e com grande combatividade das duas equipas. Fosse na luta para criar oportunidades de golo ou na luta pela posse de bola.
Junto à marca dos dez minutos da segunda parte surge a grande chance do Benfica. Triangulação entre Vieirinha, Carlos Nicolia e Tiago Rafael, que o mais “experiente” dos irmãos Rafael não conseguiu concretizar. Pouco depois, foi a vez do Barcelona ficar perto de marcar, mas Xavi Barroso não conseguiu concluir um lance começado atrás da baliza das águias. Os Blaugrana iam “apertando o cerco”, mas a muralha benfiquista continuava sem ceder. Logo a seguir, novos três lances de golo certo, mas nem Lucas Ordoñez, Matías Pascual ou Xavier Barroso conseguiram passar por Pedro Henriques. A exibição de top teve seguimento quase no imediato, quando Henriques parou as intenções de Pau Bargalló.
Ultrapassada a fase de sufoco, o Benfica procurava ter bola, assim como criar problemas a Sergi Fernandez. Diogo Rafael foi exemplo disso, com uma bola enrolada ao primeiro poste, travada pelo atento guarda-redes espanhol.
Com pouco mais de cinco minutos para final, a resistência encarnada chegou ao final. Bela jogada coletiva do Barcelona, finalizada com uma bela stickada lateral de Lucas Ordoñez, jogador sobre o qual se diz estar certo no Benfica na próxima temporada. As águias podiam ter chegado ao empate logo a seguir, mas uma “picadinha” de João Rodrigues, atleta que fará o percurso inverso de Lucasc Ordoñez, saiu ao lado.
O Benfica foi atrás do prejuízo e, a três minutos e meio do fim, surgiu a 10ª falta do Barcelona devido a uma infração de Lucas Ordoñez sobre Diogo Rafael. Como seria de se esperar, Jordi Adroher foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas acabou por enrolar o esférico por cima e na recarga não conseguiu bater Sergi Fernandez com uma “picadinha”.
A vencer e com o Benfica à “bica”, o Barcelona ia usando e abusando dos seus tempos de posse de bola, procurando a 10ª encarnada. Algo que acabou por aparecer logo a seguir e Pau Bargalló, irmão mais novo de Jordi Bargalló, fechou o marcador com uma bela “picadinha”.
Vitória do Barcelona por 2-0 sem qualquer tipo de contestação, pois foi a equipa que mais procurou o golo e stickou à baliza adversária. Este resultado faz com que os catalães já tenham garantido a qualificação para os quartos-de-final da Liga Europeia. Pedro Henriques efetuou mais uma extraordinária exibição na baliza dos encarnados, tendo cedido apenas a seis minutos do final, perante uma stickada indefensável de Lucas Ordoñez. No âmbito ofensivo, o Benfica ainda conseguiu ter alguns lances de perigo, mas é pouco para uma equipa que pretende voltar a conquistar a Liga Europeia.
Depois da vitória frente ao Chipre, desta vez Portugal defrontou o Kosovo, uma equipa que, em princípio, não causaria problemas, mas à qual não podia ser dada muito espaço.
A entrada da Seleção das Quinas no jogo não foi a melhor. Nos primeiros minutos os empates sucederam-se e Portugal não conseguiu assumir o jogo como pretendia. O jogo não se encontrava fácil e, aos nove minutos, o Kosovo vencia 6-3, obrigando Paulo Pereira a pedir o primeiro time-out do jogo. Depois da paragem de jogo, Gilberto Duarte, Rui Silva e Sérgio Barros assumiram a reviravolta e, alguns minutos depois, a Seleção Nacional já vencia 7-6. Portugal conseguiu anular os pontos fortes da equipa do Kosovo e impedir que a equipa chegasse à nossa baliza com facilidade. O jogo dos comandados por Paulo Pereira melhorou e ao intervalo o resultado era 17-11.
A equipa portuguesa tem de estar mais unida do que nunca para ultrapassar a Polónia Fonte: Andebol Portugal
A entrada na segunda parte foi ainda melhor do que o final da primeira e Portugal fez um parcial de 5-0, passando a vencer por 11 golos. Como seria de esperar, assumimos o controlo do jogo e gerimos o resultado. Seria importante fazer melhor do que a Polónia, ou seja, vencer por mais de 11 golos. E assim foi. Portugal acabou por vencer o Kosovo por 36-22. Com este final da partida, há dois resultados frente à Polónia que permitem que Portugal alcance o play-off de acesso ao mundial de 2019: o empate ou a vitória. A verdade é que a Polónia é uma grande figura do Andebol Europeu, mas encontra-se em processo de renovação, portanto esta é a oportunidade para Portugal superar esta seleção. De realçar que, caso Portugal chegue ao play-off, poderá encontrar equipas muito fortes, inclusive algumas que se encontram a disputar o Europeu.
Foram dois Sportings – o de Portugal e o da Covilhã – que se encontraram hoje, 13 de janeiro de 2018, no Estádio Aurélio Pereira, para um encontro alusivo à 20ª jornada da segunda Liga Portuguesa. As duas equipas partiram para este jogo em posições próximas na tabela classificativa: os forasteiros ocupavam, antes do jogo, a décima posição, com 27 pontos, e o Sporting Clube de Portugal B ocupava o décimo segundo posto, com 25 pontos.
A equipa do Sporting B entrou nesta partida mais esclarecida, com mais posse de bola e procurando o golo. Os lances ofensivos da equipa foram uma constante durante toda a partida, explorando os flancos, quer o esquerdo quer o direito.
A equipa de Luís Martins atacou num sistema clássico de 4x4x2, com Bruno Paz a funcionar como médio mais defensivo e Wallyson, na posição 8, a funcionar como médio box-to-box, envolvendo-se na manobra ofensiva da equipa e descendo várias vezes no terreno para “ligar” a engrenagem ofensiva do Sporting B.
Foi, de facto, pelo pé de Wallyson que o Sporting B mais atacou: das três grandes oportunidades de golo dos lisboetas na primeira parte, Wallyson destacou-se em duas delas com remates fortíssimos e com faro de golo. Um desses remates, ao minuto 17, culminou mesmo no poste direito da baliza defendida pelo guardião serrano Igor Rodrigues.
O Covilhã viu o Sporting B jogar durante toda a partida. Sempre de bloco muito baixo e compacto, de linhas muito juntas, os serranos iam aproveitando as falhas da equipa do Sporting B para ameaçar a baliza de Vladimir Stojkovic. Foi assim que, ao minuto 26 da primeira parte, ameaçou com grande perigo a baliza dos leões de Portugal com um cabeceamento ao lado de Reinildo, após um bom cruzamento na esquerda do ataque do Covilhã por parte de Paulo Henrique.
O técnico José Augusto montou um esquema tático muito defensivo para a sua deslocação a Lisboa. Algo que se revelou extremamente frutífero para os objetivos serranos Fonte: SC Covilhã
A ameaça serrana veio mesmo a concretizar-se em golo ao minuto 46 da primeira parte: a equipa aproveita uma falha de Paulinho no meio-campo e lança um contra-ataque perigoso, isolando Fatai que, fugindo dos defesas leoninos, fuzilou o guardião sérvio Stojkovic. É caso para dizer que Fatai foi “fatal” neste encontro, pois o marcador jamais se alterou a partir do golo serrano.
As duas formações entraram para o segundo tempo sem qualquer tipo de alteração. A segunda parte correu tal qual a primeira: por um lado, os pupilos de Luís Martins continuaram na mesma senda da primeira parte, jogando um futebol sempre muito ofensivo, projetando-se na frente do campo; por outro lado, uma equipa do Sporting Clube da Covilhã que manteve a mesma postura defensiva da primeira parte, com linhas muito baixas e próximas, esperando um erro da equipa da casa para lançar os seus homens mais rápidos.
Em resumo, a supremacia do Sporting Clube de Portugal B em campo não se traduziu no marcador: o SC da Covilhã foi mais matreiro e frio durante os 90 minutos e isso traduziu-se na conquista dos três pontos no Estádio Aurélio Pereira. Esse resultado fez com que a equipa serrana se distanciasse mais da equipa do Sporting B na tabela classificativa.
À entrada para a época 2017/18, muitas dúvidas pairavam no reino do dragão. Com a saída de Nuno Espírito Santo, o FC Porto estava uma vez mais sem treinador, depois de mais uma época sem títulos ganhos em que a maldição parecia inquebrável. O nome que se seguiu para o comando técnico já era uma cara conhecida: Sérgio Conceição. Apesar de o técnico português ter realizado uma campanha excelente ao serviço do FC Nantes, muitos adeptos portistas partilhavam da minha incerteza relativamente à sua escolha. Para a massa adepta ficava a sensação de que para o FC Porto voltar aos tempos de glória teria de se fazer uma mudança radical, pelo que a simples mudança de técnico não deveria ser suficiente. Aos poucos, Sérgio Conceição foi conquistando os adeptos portistas com um estilo de jogo intenso e “à Porto” e, nesta altura, são poucos aqueles que ainda não se renderam ao técnico.
Apesar de o FC Porto ainda não ter ganhado nada esta época, é importante valorizar o excelente trabalho até agora realizado. Sendo assim, numa altura em que estamos praticamente a meio da época desportiva, julgo ser pertinente fazer uma comparação entre a primeira metade desta época face à primeira metade de 2016/17. Em comparação com a época passada, o FC Porto ainda prossegue na Taça da Liga e na Taça de Portugal. Por esta altura, na Liga Portuguesa, os dragões estavam com menos sete pontos e a cinco pontos do SL Benfica. Na Liga dos Campeões, tal como aconteceu esta época, o FC Porto qualificou-se para os oitavos de final e teve pela frente a Juventus FC.
Fonte: Bola na Rede
Assim sendo, o que mudou? A resposta mais acertada terá de ser uma: o treinador. Sérgio Conceição conseguiu pegar num grupo desfeito e dividido em peças e conseguiu construir o puzzle perfeito: uma equipa. A personalidade de Nuno Espírito Santo e a de Sérgio Conceição não podiam ser mais contrastantes. Enquanto Nuno é um treinador mais calmo e racional, Sérgio é mais intempestivo e agressivo. Essa mesma agressividade saudável passa para dentro de campo e os jogadores praticam um estilo de jogo intenso até ao último minuto.
Em relação a Nuno Espírito Santo, só tenho a dizer que o respeito muito. A sua qualidade nunca deverá ser posta em causa e a sua postura também não. Afinal de contas, nunca foi pecado ser-se bem-educado. A sua única época ao serviço dos dragões foi feita de altos e baixos e, apesar de ter sido eliminado das taças internas precocemente, a verdade é que lutou pelo campeonato Português até ao fim. Talvez este não fosse o momento certo para ele ter assumido o comando técnico do FC Porto. Os adeptos sentiam impaciência e urgência em “ir para cima deles” e a postura pacífica de Nuno Espírito Santo não terá agradado à maioria. Ao atual técnico do Wolverhampton Wanderers FC só resta desejar boa sorte naquele que é um desafio aliciante e com boas perspetivas de subida à Premier League.
Voltando ao presente, Sérgio Conceição é, sem dúvida, um treinador “à Porto”, ou seja, só respira e vive para o FC Porto e os adeptos gostam disso. É um treinador genuíno e autêntico a si mesmo, que prefere ser odiado por aquilo que é do que amado por aquilo que não é. Contudo, esta postura irracional pode muitas vezes levar a arrependimentos e pedidos de desculpa mais tarde, algo que já aconteceu.
Em relação ao plantel, mudou pouco mas muito ao mesmo tempo. As mexidas foram quase inexistentes, mas, muitas vezes, os mesmos jogadores com a dose certa de motivação fazem toda diferença. Os regressos de Ricardo Pereira e Aboubakar têm sido essenciais para o atual momento da equipa. Também o centro da defensiva composto por Marcano e Felipe apresenta uma solidez e entrosamento que não se verificava na época passada. O caso mais flagrante de mudança de um jogador em relação à época passada terá de ser o de Yacine Brahimi e, nesta situação, Nuno Espírito Santo terá de ser considerado culpado. Qualquer adepto que acompanhe o desporto-rei sabe que quando Brahimi está em forma é um dos melhores ou até o melhor jogador a jogar em Portugal; no entanto, durante parte da época passada, Nuno Espírito Santo afastou o extremo argelino do onze e não lhe dava a confiança devida. Felizmente, esta época, Sérgio Conceição dá ao jogador a confiança e motivação que Brahimi merece e, como tal, o argelino retribui com os excelentes jogos feitos até ao momento.
Brahimi está mais confiante e motivado do que na época passada Fonte: FC Porto
Podemos assim concluir que, apesar da época desportiva ainda só estar a meio, verificam-se já significativas melhorias em relação à temporada passada. O FC Porto está inserido em mais competições e, logo aí, as possibilidades de vencer os títulos tão ambicionados pelos adeptos aumentam. A juntar a isso, os dragões têm ganhado bastantes jogos e com qualidade, e quando se conseguem aliar estes dois ingredientes a receita sai sempre melhor.
Mais de seis mil espectadores presenciaram um espetáculo entre dois candidatos à subida que dignificou a Segunda Liga. Pela competitividade do Académico de Viseu, capaz de vir a Coimbra bater o pé à Académica, pelo empenho dos estudantes… e pelo grande ambiente no Cidade de Coimbra.
Como tem sido habitual em casa, a Académica começou a mandar no jogo e esteve perto de materializar em golo esta superioridade através de Chiquinho, porém, seria o Académico a adiantar-se no marcador ao minuto 13. Numa bola aparentemente inofensiva, Tiago Duque falhou o alívio e Avto aproveitou para fazer um chapéu a Ricardo Ribeiro.
A Académica tentou reagir, mas esbarrou na forte pressão viseense e na intensidade que os elementos do clube da beira-interior colocavam nos duelos individuais. Uma forma de jogar que deu resultados, já que pertenceu ao Académico as situações mais flagrantes de golo até final da primeira parte. Rui Miguel, numa primeira instância, tentou o chapéu, mas Nélson Pedroso* salvou sobre a linha de golo e, na sequência do canto, Fernando Ferreira de cabeça, atirou ao lado.
A Mancha Negra esteve sempre no apoio à Académica
No segundo tempo, e sem substituições de parte a parte, manteve-se o contexto da primeira, com um Académico bem organizado e a travar a progressão dos homens da casa, a quem ia pertencendo a bola… mas não as oportunidades de golo – N’Sor, isolado, esteve perto de ampliar o resultado.
Ricardo Soares, treinador da Académica, não satisfeito, foi ao banco. Tirou de lá, primeiro, Marinho, e depois Guima e Tozé Marreco. Passou a jogar com três defesas, dois extremos e dois pontas de lança de raíz. Mas as coisas ficaram na mesma. Era preciso um herói. E ele apareceu. O de Coimbra não veste capa nem é robusto. É baixinho, e em vez da capa tem o número 7 nas costas. Mais uma vez, salvou a Académica da aflição que sentia e empatou o jogo sobre o minuto 90, resultado que não se viria a alterar até final.
Este resultado serve, obviamente, mais o interesse do Académico de Viseu, que, para além de ter conseguido um ponto na casa de um rival na luta pela subida, fica, também, em vantagem no confronto direto com a Académica depois de ter derrotado a Briosa em Viseu. Quem também pode aproveitar isto são as outras 6 (!) equipas que estão dentro da luta pela subida, principalmente o Leixões que se pode juntar ao topo da classificação entre as equipas que podem subir de divisão.
Nota: Fonte da Académica revelou ao Bola na Rede que uma adepta foi atingida por pedras arremessadas por adeptos ligados ao Académico de Viseu. A jovem foi transportada para o hospital mesmo depois de suturada. Este comportamento foi lamentado pela fonte do clube. A direcção do clube viseense viria a reagir, afirmando que “Segundo Dinis Almeida, Chefe da Policia de Segurança Pública do Comando Distrital de Coimbra, foram os adeptos afetos à Associação Académica de Coimbra, que terão inclusive sido identificados no local, que desencadearam desacatos e arremessaram pedras na direção dos autocarros que transportavam os adeptos do Académico de Viseu, e que na verdade vieram a culminar com ferimentos de uma jovem que se encontrava no local e ainda outros eventuais danos em viaturas estacionadas junto do Estádio Cidade de Coimbra”.
Nos anos 80, Laurent Fignon e Bernard Hinault eram os grandes voltistas do ciclismo e a França, como habitual na história da modalidade, a mais forte das nações. O Tour de 1989 marcou o fim de uma era. Quando tudo parecia encaminhado para Fignon chegar à vitória e o próprio já não acreditava que o pudesse perder, deu-se a reviravolta nos Campos Elísios, com o americano Greg LeMond a vencer pela menor margem da história da prova, uns meros oito segundos.
Começou aí um período negro para os gauleses, que foram perdendo o seu estatuto de potência do ciclismo e começaram o novo milénio consignados à categoria de ‘combativos’ e de só marcar as grandes provas pelas suas presenças em fuga. Quando promessas como Coppel ou Sicard não corresponderam às grandes expectativas, o desespero e ânsia por um grande campeão francês adensou-se ainda mais.
Finalmente, os anos mais recentes trouxeram uma onda de jovens talentos franceses que estão a confirmar as suas credenciais, Thibaut Pinot e Romain Bardet nas Grandes Voltas, Julian Alaphilippe nas Clássicas e Arnaud Demare e Nacer Bouhanni nos sprints. Um terceiro nome deveria surgir na lista dos sprinters, o de Bryan Coquard, mas aquele que era considerado o mais promissor dos três está a ter dificuldades em se afirmar definitivamente no panorama internacional, especialmente devido às equipas em que se insere.
Logo a seguir a alcançar a prata na prova de fundo dos Mundiais de Estrada Sub23 de 2012, entrou, ainda muito jovem, na Europcar, uma das melhores equipas francesas com Thomas Voeckler e Pierre Rolland à cabeça e começou logo a vencer a um bom ritmo. Ele que havia também chegado à prata nas Olímpiadas de Londres na pista, na disciplina de Omnium, no seu segundo um ano de profissional já estava a estrear-se no Tour de France e dando boa conta de si, alcançando sete lugares entre os 10 melhores da etapa e acabando em terceiro na luta pela camisola verde. No ano seguinte foi menos regular ao longo dos 21 dias, mas os dois podiums de etapa deixavam adivinhar que estava próxima tão ansiada vitória de etapa.
2016 foi ano da confirmação de todo o potencial do velocista de Saint-Nazaire. Com 13 vitórias ao longo da temporada e sendo claramente o mais forte sprinter do calendário francês, no tour esteve outra vez tão, tão perto. Na verdade foi preciso recorrer ao photofinish para estabelecer que o francês tinha ficado a milímetros de Marcel Kittel. Mesmo tendo ficado aquém da vitória na La Grande Boucle, havia algo que todos se apercebiam: a sua equipa – entretanto renomeada Direct Energie – era demasiado pequena para tão grande talento.
Com Voeckler já a acusar a idade, Rolland a já ter abandonado o projeto e um orçamento cada vez mais reduzido, a Direct Energie perdia espaço e importância, tanto internamente com a AG2R – La Mondiale e a FDJ a assumirem uma qualidade muito superior, como internacionalmente, marcando cada vez menos presença em provas fora de terras gaulesas. Para Coquard havia dois grandes problemas, a falta de gregários de qualidade que lhe dessem o apoio que necessitava e o calendário restrito que o impedia de, como fez Bouhanni, consolar as derrotas do Tour com vitórias no Giro e na Vuelta e mesmo em outras provas mais pequenas do World Tour.
Coquard está habituado a vencer longe dos grandes palcos Fonte: Direct Energie
Assim, a meio de 2017, Coquard confirmou o que todos esperavam e anunciou que não renovaria com a Direct Energie. Se tal era esperado, o líder da equipa não gostou e decidiu, por isso, deixá-lo de fora do Tour e acabar a ligação de anos ao ciclista de forma azeda. O que acabou por surpreender foi a escolha de nova equipa de Coquard que seguiu para uma equipa Pro Continental recém-criada, invés de subir para o escalão World Tour, ingressando na Vital Concept do antigo ciclista Jerôme Pineau.
O resultado mais negativo foi agora conhecido: voltará a falhar o Tour em 2018. A ASO, entidade organizadora da prova, anunciou os Wildcards para as três provas por etapas francesas do World Tour e a Vital Concept apenas recebeu convite para o Critérium du Dauphiné. Ora, este é um grande revés para o ciclista e a equipa que tinham como um grande objetivo ir ao Tour e fazer boa figura. Deste figurino, há duas circunstâncias a merecer um maior escrutínio: a decisão da ASO e o futuro de Coquard.
Quanto ao primeiro ponto, há que dizer que a organização da maior prova do fundo adiantou-se aos acontecimentos e anunciou cedo demais a sua decisão, correndo o risco de o desempenho desportivo das equipas durante a época fazer com que se arrependa e se sujeite a ainda maiores críticas. A verdade é que nenhuma das selecionadas tem argumentos que a tornem insubstituível e, por isso, só com o desenrolar do calendário e o aparecimento de resultados se podia chegar à conclusão sobre quem realmente merecia estar presente no Tour.
Já quanto a Coquard, espero que este percalço acabe por não ser impeditivo de desenvolver todo o seu potencial. Sabe-se que o ciclista foi abaixo emocionalmente com a disputa com o seu antigo patrão e esta situação poderá desmotivá-lo ainda mais e dar lugar a um ciclo negativo, mas Coquard e os seus terão de encarar este momento difícil com a motivação de provar na estrada à ASO que estavam errados em não os levar ao Tour. Para isso, tem de se afirmar finalmente entre os melhores do pelotão internacional e se a qualidade está lá, a partir de agora também passa a ter uma equipa ao seu nível com apoios como Kevin Reza e Jonas Van Genechten e a Vital Concept, apesar de criada do zero, parece ser bem melhor estruturada que a Direct Energie.