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‘Águia’ de olhos num só alvo

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sl benfica cabeçalho 1Não há Europa, nem há taças. Ainda antes do final do ano civil, o Benfica foi eliminado de todas as competições em que estava inserido. Resta agora apenas o campeonato nacional. Mas será que a equipa treinada por Rui Vitória oferece as garantias necessárias para a conquista do tão desejado ‘penta’? Depois do empate a um golo no dérbi lisboeta, que opôs Benfica e Sporting, na Luz, as contas ficaram na mesma e as ‘águias’ continuam a lutar pelo topo da classificação, a três pontos do eterno rival da 2.ª Circular e a cinco do FC Porto.

O futebol pouco inteligente do Benfica desta época fazia todas as previsões apontarem para uma derrota frente aos ‘leões’. Mas a verdade é que o banho de bola que o Benfica deu em casa devolveu as esperanças goradas aos ‘Benfiquistas’. Esta segunda volta do campeonato pode ter uma reviravolta. Porque, no fundo, isto é futebol. E o futebol é feito disto.

Estando atrás dos dois grandes adversários, o Benfica depende especialmente dos seus próprios resultados para não deixar escapar o único e tão desejado título da temporada. E há que fazer melhorias. Muitas melhorias. É que, parecendo que não, já estamos na segunda ronda do campeonato e não há nenhuma melhoria no plantel: não há dispensas de jogadores sobejantes (Luisão alguma vez irá pendurar as botas ou vai jogar até já nem ter força para segurar a braçadeira de capitão?), não há acertos na equipa técnica, não há nada.

Haverá sequer a consciência de que é necessário haver mexidas no atual plantel neste mercado de inverno? Hermes, Ola John, Gabigol, Douglas, e Pedro Pereira são para dispensar; Chrien e Willoch beneficiariam provavelmente com um empréstimo, porque, se é para apostar a longo prazo, a equipa B não dá o rendimento pretendido; Samaris (ainda que vá safando quando Fejsa não pode), Filipe Augusto e Lisandro são para vender enquanto é tempo; depois há os jovens Kalaica, Keaton Parks e João Carvalho, que têm, de facto, qualidade e merecem uma aposta consistente.

São precisas melhorias no atual plantel, se o Benfica quer vencer o ‘penta’       Fonte: SL Benfica
São precisas melhorias no atual plantel, se o Benfica quer vencer o ‘penta’
Fonte: SL Benfica

Ora, analisemos. Primeiro, Gabigol não faz nada no Benfica. Foi mais um empréstimo tonto, um daqueles empréstimos à Benfica. É para despachar. Segundo, Douglas é mau. Não tem competência para suprimir as ausências de André Almeida e o camisola 34 não dá para tudo. Há que repor o stock da direita. Terceiro, Filipe Augusto foi uma nódoa de contratação, quando há tantos miúdos com qualidade para o lugar dele (Keaton, por exemplo)… Quarto, João Carvalho é bom! O miúdo merece ter minutos e não ser o Bernardo Silva da era Rui Vitória.

Depois, há também os casos de Pizzi e de Diogo Gonçalves. O médio ainda nem recuperou o cansaço acumulado nas pernas da época passada e este ano também não para. Sem sentar no banco para recuperar das limitações físicas óbvias, Pizzi não vai conseguir segurar as pontas soltas entre os dois lados do campo. E onde anda Diogo Gonçalves? Foi uma das grandes apostas na primeira volta do campeonato (foi até titular na Champions), mas os regressos de Cervi e, escassas vezes, de Zivkovic e de Rafa fizeram o extremo de 20 anos apagar-se. A melhor opção seria mesmo um empréstimo a uma equipa da Primeira Liga, para que não quebrasse o bom rendimento que tem.

Posto isto, o Benfica precisa de mudanças. E terá claramente de aplicá-las, se não quiser ficar para trás e em maio quiser ver o indestronável Luisão a levantar o ‘caneco’. Não pode haver passividade nem apatia na hora de decidir. O Benfica não é um clube qualquer. O Benfica vive de títulos. Mas é preciso lutar.

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting rumo ao Jamor

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Esta quarta-feira, o Sporting Clube de Portugal defronta o surpreendente Cova da Piedade, nos quartos-de-final da Taça de Portugal, no Estádio do Bonfim.

Para esta partida, Jorge Jesus tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com excepção de Jonathan Silva, Mathieu e Cristiano Piccini, devido a problemas físicos. Assim, o Sporting deverá alinhar com Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Ristovski, Coates, André Pinto e Fábio Coentrão. No meio-campo, deverão alinhar Bruno Fernandes e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Bas Dost e Daniel Podence.

O Cova da Piedade, liderado por Bruno Ribeiro, foi uma das surpresas dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, tendo eliminado o Marítimo, na Madeira. Pelo caminho, a equipa de Almada deixou ainda o Minas Argozelo, o Anadia e o Sp. Ideal. Na Ledman LigaPro, o Cova da Piedade ocupa o décimo terceiro lugar, somando 24 pontos.
É no estádio do Bonfim que os adeptos querem ver carimbado o acesso às meias finais da Taça Fonte: Sporting Clube de Portugal
É no estádio do Bonfim que os adeptos querem ver carimbado o acesso às meias finais da Taça
Fonte: Sporting Clube de Portugal
Por sua vez, os leões, para chegar aos quartos-de-final da Taça de Portugal, deixaram pelo caminho o Oleiros, o Famalicão e o Vilaverdense. Sendo este um dos objetivos do Sporting, estar na final no Estádio do Jamor e conquistar a Taça de Portugal.
Este é um encontro em que o Sporting é naturalmente favorito, mas tem de o provar dentro das quatro linhas. Será uma partida em que o Cova da Piedade irá jogar com o bloco recuado, explorando as transições rápidas, para tentar surpreender o Sporting. Por isso, para vencer esta partida, os leões têm de pressionar alto, ter a iniciativa de jogo, procurando desmontar o bloco defensivo do Cova da Piedade.
O Sporting entra no Estádio do Bonfim, com um objetivo claro: vencer e carimbar o passaporte para a meia-final da Taça de Portugal.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Invictus

fc porto cabeçalhoFinda que está a primeira volta da Primeira Liga, importa fazer um primeiro balanço. É certo que resta ainda muito campeonato por disputar e que tudo está longe de estar decidido, no entanto, algumas conclusões e considerações podem ser feitas acerca do percurso do FC Porto de Sérgio Conceição nos primeiros 17 jogos de principal prova do nosso futebol.

Numa perspetiva mais “resultadista” podemos afirmar sem pejo que a primeira volta do FC Porto roçou a perfeição. Se tivermos em conta os 45 pontos conquistados (liderança isolada com 2 pontos de vantagem sobre o Sporting CP) em 51 possíveis e que 4 dos 6 pontos perdidos foram nos empates (com sabor a derrota diga-se) nos confrontos diretos com os rivais na luta pelo título, seria difícil pedir mais a uma equipa que não viu chegar qualquer reforço no mercado de Verão e que foi construída com o recurso a matéria prima que se encontrava espalhada um pouco por toda a Europa e que o FC Porto teve o condão de recuperar. Jogadores como Ricardo Pereira (Nice), Aboubakar (Besiktas), Diego Reyes (Espanhol) ou Marega (Vitória SC) estavam emprestados e são, hoje, figuras de proa do clube. Resta, portanto, o empate na Vila das Aves como resultado mais dececionante da temporada. O saldo fica-se, então, pelas 14 vitórias (das quais destacaria as deslocações aos sempre difíceis terrenos de SC Braga e Rio Ave) e os, já abordados, três empates.

Dragões têm tido razões de queixa das arbitragens Fonte: FC Porto
Dragões têm tido razões de queixa das arbitragens
Fonte: FC Porto

Recorrendo ao saldo de golos marcados (melhor ataque com 45 golos apontados) e sofridos (melhor defesa com nove golos concedidos), é possível perceber que o FC Porto tem sido a mais forte e mais acutilante equipa da Primeira Liga. As exibições têm sido autoritárias, como o comprova a superioridade evidenciada nos jogos frente a Sporting, em Alvalade, e Benfica, no Estádio do Dragão (pese embora os empates obtidos nessas partidas). Na minha opinião, este FC Porto tem vivido, essencialmente, de três grandes virtudes: a procura da profundidade (Aboubakar e, principalmente, Marega têm espalhado o pânico nas defesas contrárias), a bola parada ofensiva e, acima de tudo, a reação à perda de bola. A agressividade no pressing e uma rápida e inteligente ocupação dos espaços após a perda da posse de bola têm sido fundamentais para o sucesso do Porto e têm servido para maquilhar algumas dificuldades no ataque posicional e na construção de jogo a partir da defesa. As deficiências na construção de um meio campo composto por Danilo e Herrera (Óliver dá outro perfume neste capítulo do jogo) têm sido compensadas com altas percentagens no ganho de duelos físicos e de segundas bolas, o que permite ao FC Porto queimar linhas, recuperando a bola em zonas mais adiantadas do campo. Aqui, importa reconhecer o infinito mérito do treinador e elogiar a disponibilidade física e mental dos jogadores para colocarem em prática tão exigente plano de jogo.

Tour de Ski: O regresso de Cologna e o bi de Weng

Cabeçalho modalidadesO Tour de ski é uma prova de cross-country por etapas criado em 2006 e inspirado no Tour de France. A edição desta época contava com três etapas na Suíça, duas na Alemanha e duas em Itália. À partida, o russo Sergey Ustiugov era o grande favorito no lado masculino, depois de vencer de forma autoritária em 2017, liderando desde o primeiro dia e vencendo cinco das sete etapas disputadas. Já do lado feminino, também a vencedora do ano anterior, Heidi Weng, era a maior candidata. Com a jovem Stina Nilsson, terceira em 2017 e dominadora das primeiras provas da Taça do Mundo de cross country desta época, a não participar por estar focada apenas na preparação para as Olímpiadas, cabia a Parmakoski, Ostberg e Diggins dar luta a Weng.

A primeira etapa consistiu de um sprint de 1,5 Km e viu Laurien van der Graaff vencer nas senhoras, com a Diggins a ser quinta e ganhar alguns segundos às adversárias. Já nos homens, Ustiugov parecia lançado para mais uma prova dominadora e voltou a vencer logo no primeiro dia como havia feito no ano transato e com esquiadores com possibilidades de estar na luta pela Geral como Cologna, Sundby e Magnificat a perder já por volta de um minuto.

A segunda tirada trazia o primeiro grande teste com uma prova individual em estilo clássico de 15 e 10 Km, respetivamente, para homens e mulheres. Foi a vez do veterano suíço Dario Cologna, triplo vencedor da prova em 2009, 2011 e 2012, marcar uma posição e aproveitar o dia menos bom de Ustiugov, que não foi atém de décimo na etapa, para se colocar a apenas 1,6 segundos da liderança. No sexo oposto, as norueguesas Ostberg e Weng fizeram primeira e segunda e tomaram de assalto os mesmos lugares da geral, deixando Diggins como terceira.

A última jornada na Suíça reservava uma prova de perseguição em estilo livre com as mesmas distâncias do dia anterior. Partindo praticamente ao mesmo tempo, Ustiugov e Cologna ainda esquiaram algum tempo em conjunto, mas o suíço desferiu o seu ataque na segunda das quatro voltas ao circuito e chegou à liderança, com o russo a minimizar perdas e a ficar a 22 segundos na Classificação Geral, com quase todos os restantes perseguidores já na casa do minuto de distância, salvo Bolshunov a 55 segundos. Por outro lado, Weng recuperou na neve alguns segundos para Ostberg, mas perdeu-os nas bonificações. Se entre as três primeiras não houve grandes alterações, Parmakoski foi a maior beneficiada do dia, saltando de oitava para quarta.

De seguida, os esquiadores viajaram para a Alemanha, preparados para dois dias de competição em Oberstdorf, mas tiveram direito a apenas um, já que a quarta etapa, de sprint, foi cancelada devido às condições climatéricas extremas. No dia seguinte, um evento de partida em massa, também de 15 e 10 Km, acabou ao sprint e com quedas. Ustiugov caiu três vezes durante a etapa, a última delas na reta da meta e não só perdeu bastante tempo com se lesionou. A vitória do dia foi para Iversen, com Cologna a aumentar a sua liderança ao ser quarto e com Sundby e Harvey a ultrapassarem Bolshunov na luta pelo podium. Quem também foi ao chão foi Heidi Weng, a poucos metros do fim quando disputava taco a taco a etapa com Ostberg. Assim, a líder acabou por ficar ainda mais líder, mas Weng rapidamente se recompôs e minimizou as perdas.

Heidi Weng poupou-se para fazer a diferença nos últimos dos dias Fonte: FIS
Heidi Weng poupou-se para fazer a diferença nos últimos dos dias
Fonte: FIS

A decisão dos vencedores ficava então para Itália, em Val di Fiemme com uma etapa de partida em massa e a tradicional escalada ao Monte Cermis em perseguição, com o primeiro a chegar ao topo a levar de vencido o Tour de Ski. No lado masculino, a etapa seis viu um grupo de quatro disputar a vitória na etapa que sorriu ao cazaque Poltoranin. Bologna foi quarto e defendeu-se, partindo para o último dia com uma confortável vantagem, especialmente porque Ustiugov acusou as lesões, perdeu bastante tempo e já nem partiria para a última etapa. Como previsto, Dario Cologna confirmou o seu regresso aos grandes triunfos. Sunday seria o mais rápido do dia para finalizar em segundo da Geral, relegando Harvey para terceiro. Confirmando a decepção dos russos, Bolshunov ainda cairia para sexto.

Já no lado feminino, a penúltima etapa podia ser decisiva e assim foi. Com Weng de longe a mais forte a subir do pelotão, Ostberg precisava de ganhar tempo ou, pelo menos, manter a vantagem para equilibrar a balança para o último dia. No entanto, foi Weng quem se lançou ao ataque para vencer a etapa e recuperar quase toda a desvantagem para Ostberg. Na subida final, partindo apenas 2 segundos depois, Weng rapidamente alcançou e ultrapassou a compatriota e, tal como na edição anterior, lançou-se para uma vitória larga na etapa e na Geral. Ostberg teve de se contentar com o segundo lugar, enquanto Diggins foi terceira e tornou-se na primeira atleta dos EUA a subir terminar o Tour de Ski no podium.

Chegou assim ao fim mais uma edição desta prova diferente do habitual no cross-country, com o renascimento de Dario Cologna, que volta a ganhar a prova vários anos depois e torna o primeiro esquiador a vencer a prova por quatro vezes, como nota principal. Para o próximo ano, com Ustiugov de novo na melhor forma, já se perspetiva uma intensa batalha. Também impressionante foi a gestão de Heidi Weng de dia para dia, sabendo aproveitar os seus pontos fortes para marcar a diferença.

Foto de Capa: FIS

EHF Euro 2018 Croácia – Antevisão (Grupo C)

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Cabeçalho modalidadesO início da maior competição de Nações a nível Europeu está marcada para dia 12 de janeiro. Mas o que devemos esperar desta competição? Quem são os favoritos? A equipa surpresa? Os melhores jogadores? O jogador revelação? A resposta a tudo isso vai estar presente neste artigo. (Podes ler sobre os restantes grupos aqui: Grupo A; Grupo B; Grupo D).

Grupo C

Alemanha

Seis jogos e seis vitórias. É este o record dos atuais Campeões Europeus em título na fase de qualificação. Apesar do novo treinador, o núcleo duro da equipa mantém-se, portanto estarão um passo à frente de todos os adversários. No entanto, os maus resultados da equipa em 2017 colocam um pouco de pressão no lado germânico. A fase de grupos não será fácil, já que defrontarão equipas com tradição neste desporto.

Novo treinador, mesma equipa. Esta é a Alemanha versão 2018 Fonte: Facebook Handball International
Novo treinador, mesma equipa. Esta é a Alemanha versão 2018
Fonte: Facebook Handball International

Jogadores Chave:

Uwe Gensheimer: Um dos jogadores mais carismáticos do Andebol Mundial. Após falhar o último Europeu por lesão está de volta para tentar conquistar o título que a maioria dos seus colegas já venceram. Já foi o melhor marcador da Liga dos Campeões duas vezes, mas ainda não a venceu.

Andreas Wolff: O herói do título de 2016. A base da sua equipa. O jogador revelação que surpreendeu o mundo inteiro com as suas exibições de cortar a respiração. O Campeonato Europeu na Polónia mudou a vida do guarda-redes alemão. Na final, contra a Espanha, apresentou uma eficácia de defesa de 48%. Números fantásticos para uma final. Forma, com Niklas Landin, a melhor dupla de guarda-redes no seu clube, THW Kiel.

As revelações de Ciclismo em 2017

Cabeçalho modalidadesDepois de ter analisado as prestações menos boas de ciclistas em 2017, é agora hora de olhar para os que me surpreenderam pela positiva, tanto a nível nacional como internacional.

2017 vai ser um ano que tão cedo não irá esquecer. Aquele que para mim é a revelação deste ano teve uma evolução muito boa em função dos resultados que obteve.

De ciclista apontado a top-10 em provas de três semanas,o holandês é hoje visto como um candidato a disputar a vitória numa grande volta, fruto da sua vitória no Giro de Itália.

Com um início de época dentro das expectativas, Dumoulin teve resultados razoavelmente bons no pré-giro, o holandês conquista um top-3 no Abu Dhabi Tour, fazendo 6º na geral na prova seguinte, o Tirreno-Adriático.

Dumoulin acabaria por participar ainda nos monumentos Milan – San Remo e Liege – Bastogne – Liege  mas com exibições discretas.

O ponto alto de Tom Dumoulin na época de 2017 iria iniciar-se a 5 de Maio, com o início do Giro d´Itália.

Nunca esperei vencer o Giro d'Italia Fonte: La Flamme Rouge
Nunca esperei vencer o Giro d’Italia
Fonte: La Flamme Rouge

Esta afirmação de Dumoulin diz muito daquilo que se passou no Giro de 2017. Com Quintana, Nibali Thomas, Zakarin e Pinot, poderia esperar-se no máximo que o holandês lutasse pelo pódio. E as coisas encaminham-se para isso. Com o 6º lugar na etapa do Etna, o 3º lugar na subida ao Blockhaus e a vitória no contra-relógio individual na primeira metade da prova, as prestações do holandês foram melhorando e começaram a dar nas vistas, tanto que os seus adversários começaram a pôr-se em sentido porque na etapa 14 Dumoulin consegue sacar uma importante vitória que cimentaria melhor a sua liderança alcançada desde o contra-relógio individual.

Mesmo com o contratempo vivido na 16ª etapa, (Dumoulin teve que sair da bicicleta directamente para fora da estrada devido a uma diarreia), e quase perdendo a liderança da prova, o holandês não deixou fugir a liderança e consegue mesmo a sua maior vitória na carreira contra todas as expectativas, até as do próprio.

O resto da época pró-Giro também foi produtivo, dentro da regularidade que apresentou no início de época, o holandês foi campeão holandês na especialidade de contra-relógio, 4º classificado na renomada Clásica Ciclista San Sebastian, venceu depois a BinckBank Tour, tudo resultados dentro do esperado antes de se apresentar nos campeonatos do mundo em Bergen na Noruega.

Aí, o holandês consegue ganhar duas medalhas de ouro quer no contra-relógio por equipas, quer no contra-relógio individual, nesta prova por exemplo ficou à frente de Chris Froome.

Dumoulin medalha de ouro nos Campeonatos do Mundo de contra-relógio individual e por equipas Fonte: SocialPeloton
Dumoulin medalha de ouro nos Campeonatos do Mundo de contra-relógio individual e por equipas
Fonte: SocialPeloton

Como encaixará Coutinho no FC Barcelona?

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Cabeçalho Liga Espanhola

Está aí a grande transferência do mercado de inverno. O longo namoro sempre se concretizou e Philippe Coutinho e o Barcelona iniciaram a desejada relação. 120 milhões já foram pagos e 40, por objetivos, ainda podem chegar a Liverpool.

Dizer que é o jogador mais caro do Barcelona e do campeonato espanhol são, entre outras, estatísticas que não vão nortear este artigo, pois pretende-se que o mesmo seja um exercício objetivo, um raciocínio coerente sobre como Coutinho se pode encaixar no 11 de Ernesto Valverde.

Partindo da base 4x3x3 muito móvel que se aproxima ao mesmo tempo de um 4x4x2 em losango, já reconhecemos há anos este sistema com alta mobilidade na forma de jogar blaugrana.

Neymar saiu no verão, encerrando (com Messi e Suárez) a era MSN. A pergunta feita na apresentação a Coutinho era inevitável: “Achas que pode substituir Neymar?” “Não, somos jogadores diferentes”. Óbvio. Todavia, depois de MSN, está iminente a era MSC?

Terminada há alguns meses a era do MSN, estará iminente a do MSC?  Fonte: Goal.com
Terminada há alguns meses a era do MSN, estará iminente a do MSC?
Fonte: Goal.com

O brasileiro natural do Rio de Janeiro é mais versátil do que Neymar. Como salientou já Ernesto Valverde, joga bem por dentro (a 8 ou a 10) e também por fora (quer na extrema esquerda ou direita).

Deste ponto de vista, e voltando a citar a mobilidade do Barça, creio que Coutinho encaixará como uma luva. É verdade que a concorrência é muita. Se a 6 o lugar está reservado a Busquets e na frente há dois postos cativos para Messi e Suárez, sobram outras quatro posições do meio-campo para a frente. E Coutinho pode fazê-las todas com a mesma eficiência.

Sem poder jogar a Champions, o treinador espanhol também pode usar o elemento rotatividade como trunfo, dadas as luxuosas opções que tem ao dispor. Nessa lógica, e olhando a esta meia época, Coutinho será uma aposta constante para as competições domésticas…ainda para mais com o conforto pontual que o Barça tem nesta altura no campeonato.

Voltando à concorrência: Iniesta, Rakitic, Paulinho, Dembele e Deulofeu serão os mais fortes concorrentes ao brasileiro, mas, e não querendo tornar-me repetitivo, Coutinho vai vingar pela versatilidade. E não será um novo Neymar até porque nem sempre será trio com Messi e Suárez na frente. Muitas vezes será motor de ataque a meio-campo. Talvez tenha sido esse o grande motivo para tanto namoro! Tem tudo para funcionar! O jogador certo no habitat certo.

Foto de capa: FC Barcelona

A “alma” de Bryan

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Cabeça levantada e bola no pé, magia e perfume no toque e no passe. Estes seriam somente alguns dos atributos com os quais Bryan Ruiz poderia ser descrito no mundo do futebol.

Um mágico como ainda existem poucos no futebol e que fazia e faz falta ao Sporting. De alguma forma desentendeu-se com Jorge Jesus, mas manteve a sua postura sempre: calma e profissional, nunca desistindo do “seu lugar ao sol” no plantel principal do Sporting Clube de Portugal. Penou durante quatro longos meses na academia do Sporting a treinar à parte e sem “luz ao fundo do túnel” (aparentemente).

Até que Jorge Jesus voltou atrás (e bem) e deu-lhe uma segunda hipótese. Apesar de ainda sem ritmo, o perfume e a magia continuavam lá… mas menos veloz, que os 32 anos já pesam um pouco. Mas apesar de tudo, a menor velocidade é apenas aparente pois sem dar muito nas vistas a verdade é que o capitão da selecção Costa-Riquenha tem aparecido em todo o campo, quer no ataque, quer (mais agora) na defesa.

O jogador costa-riquenho tem motivos para voltar a sorrir em Alvalade. Regresso à titularidade no campeonato coroado com um regresso aos golos. Bryan ainda vai dar muitas alegrias aos sportinguistas Fonte: camaroteleonino.blogs.sapo.pt
O jogador costa-riquenho tem motivos para voltar a sorrir em Alvalade. Regresso à titularidade no campeonato coroado com um regresso aos golos.
Fonte: camaroteleonino.blogs.sapo.pt

Creio que aprendeu a fazer somente o que o treinador leonino lhe pede, o que se por um lado lhe faz perder alguma da magia, por outro torna-o num jogador mais de equipa. E agora é comum ver Bryan a correr mais rápido para trás a defender do que a “cavalgar” para o ataque. A postura nos cerca de quatro meses de afastamento da equipa do Sporting manteve-se sempre inabalável: calma e profissional.

E que bom que foi ver o mágico costa-riquenho a regressar aos golos em Alvalade, oito meses após o seu último golo e a sua última titularidade no campeonato português. Os festejos foram iguais a si mesmo: calmos e profissionais, rodeado dos seus colegas, com um sorriso rasgado na cara. Bryan mostrou que é opção e que tal como Jesus revelou de uma conversa sua com o jogador: “quer (mesmo) ser campeão”. Tu mereces… e nós também!

GD Estoril-Praia 0-2 CD Feirense: O gelo da despromoção

Cabeçalho Futebol NacionalCom duas alterações no XI Inicial (Abner e Pêpê nos lugares de Lucão e André Claro), o Estoril Praia recebeu, em jogo a contar para a décima sétima jornada, o Clube Desportivo do Feirense, que, depois do embate frente ao Futebol Clube do Porto, operou duas substituições (Kakuba e Edson Farias nos lugares de Tiago Gomes e de Babanco).

Com uma diferença pontual de dois pontos, as duas equipas tentavam fugir, ao máximo, da zona mais funda da tabela.

Ao contrário do que seria de esperar, devido ao facto de ambas as equipas apresentarem, por norma, um futebol positivo e ofensivo, a primeira parte foi, de todo, pobre e bastante cinzenta. Foi, assim, um início frio em que as equipas não desfrutaram de oportunidades de golo.

A partida via-se como tão fraca, que a primeira oportunidade de golo gerou logo, de facto, golo. Aos vinte minutos de jogo, depois de um contra ataque rápido da equipa nortenha, deu-se o tento do Feirense: já dentro de área, Hugo Seco, extremo dos azuis, driblou Moreira e, tentando assistir um companheiro, acaba por acertar em Pedro Monteiro, defesa central dos canarinhos, que tem o infortúnio de colocar a bola na própria baliza.

Respondendo à desvantagem, a equipa da casa não baixava os braços. Contudo, as oportunidades de perigo pertenciam à equipa adversária. Etebo, depois de um cruzamento milimétrico pelo lado direiro, remata à queima roupa. Moreira não estava a dormir e agarrou o esférico.

Ainda houve a oportunidade, antes dos 45 minutos, do Estoril tentar o empate. Kyriakou, num livre frontal, bate rasteiro. A bola passa por baixo da barreira e sair a rasar o poste. O cipriota merecia, de facto, melhor desfecho.

Terminava assim a primeira parte deste encontro. Sem muito para contar, a equipa de Santa Maria da Feira ia para os balneários a vencer.

Nem no aquecimento o jogo aqueceu Fonte: Bola na Rede
Nem no aquecimento o jogo aqueceu
Fonte: Bola na Rede

Esperava-se uma segunda parte animada, com a equipa do Estoril Praia por cima e à procura da vitória. Contudo, os 1081 adeptos presentes no Antónia Coimbra da Mota (grande maioria do Estoril) ficaram desiludidos e nada contentes com a sua equipa.

Os canarinhos demonstravam pouca vontade em ficar com os três pontos e a saída do lesionado Kléber matou, por completo, a escassa vontade ainda existente nos jogadores estorilistas.

Perto da hora de jogo, novo infortúnio para a equipa da linha. Edson Faria cruza do lado direito e novo autogolo contra o Estoril, desta feita de Kyriakou.

O jogo estava tão frio que nem os jogadores aqueciam. Numa grande jogada de Allano, a resolução do lance espelhou a desinspiração estorilista: Aylton, à boca da baliza, tendo só de encostar, falhou escandalosamente; na ressaca do lance, Lucas Evangelista, que estava do outro lado, também não conseguiu melhor do que um cruzamento facilmente resolvido pela defesa do Feirense.

Por volta do minuto oitenta, Lucas Evangelista arregalou os olhos aos poucos espetadores presentes no estádio. Após um bom cruzamento do lado esquerdo, atirou, num perfeito pontapé de baliza, pouco por cima da barra.

Mesmo a terminar, o Estoril beneficiou de uma grande penalidade. Eduardo desperdiçou-a e atirou muito por cima.

A segunda parte foi assim tirada a papel químico da primeira. O jogo pobre sem nenhuma das equipas a superiorizar-se. É ainda de realçar que até o golo foi semelhante ao da primeira parte: um autogolo.

O ano do SSC Napoli… se a Juventus deixar

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Cabeçalho Liga Italiana

No comando da Serie A, mas com apenas um ponto de vantagem em relação à segunda classificada Juventus, o Nápoles está numa situação complexa. Se, por um lado, é de realçar o facto de se ter já cumprido mais de metade do campeonato e ainda estar em primeiro, por outro tem-se desvalorizado o quão mínima é a distância que o separa dos rivais de Turim.

Conhecido por praticar um futebol de ataque, e pela grande qualidade individual dos seus jogadores da frente, o Nápoles é, também, uma equipa que tem revelado grande irregularidade ao longo dos anos. Talvez por alguma inexperiência, a equipa de Sarri tem falhado nalguns momentos decisivos. Agora que lidera o campeonato, vai ter de enfrentar toda a pressão inerente à posição que ocupa.

A Juventus por sua vez, é hexacampeã. Mais que habituada aos grandes momentos, o clube do Norte de Itália está tanto preparado para manter a concentração a gerir um primeiro lugar, e uma grande vantagem, como a disputar o campeonato até à última com outras equipas. A diferença, desta vez, é que os Bianconeri estão a lutar pelo campeonato numa posição de desvantagem. Mas por mais que o foco seja posto na excelente temporada do Nápoles, neste momento são os napolitanos que têm que estar mais preocupados, e não a Juve.

Afinal, ao longo das últimas temporadas, mais que dominar a Serie A, a Juventus impressionou pela sua regularidade, e a forma como foi dominante em momentos-chave da temporada. A Roma, por exemplo, que tem sido a equipa que mais tem desafiado a Juventus na luta pelo título nos últimos anos, não possui a mesma mentalidade vencedora. O conjunto da capital italiana tem grandes períodos durante a época, chegou até a estar em primeiro lugar algumas vezes na Serie A, em certas temporadas, mas não consegue ter a organização e determinação necessárias para se manter no topo uma época inteira.

Olhando para a equipa do Nápoles, é notório que não tem o mesmo rigor que a Juve. E isso pode-lhe custar caro, na disputa pelo título. Estando num patamar inferior em termos psicológicos, ou de gestão de emoções, em relação aos rivais da Juventus, o que torna difícil a consistência de resultados necessária para triunfar em Itália, ao Nápoles resta-lhe fazer aquilo que melhor sabe fazer: jogar bom futebol. Se continuar a disputar o campeonato jogo a jogo, sem perder a identidade ofensiva que o caracteriza, o Scudetto é possível.

 

Hamsik tornou-se recentemente o melhor marcador da história do Nápoles Fonte: SSC Napoli
Hamsik tornou-se recentemente o melhor marcador da história do Nápoles
Fonte: SSC Napoli

É a partir da segunda metade da temporada que começam a surgir os jogos decisivos. Muitas vezes, encontros fora de casa, com equipas pequenas, são aparentemente insignificantes. Mas com a necessidade crescente destas equipas em fugir à despromoção, torna-se obrigatório para as equipas que ambicionam chegar ao título não perder pontos.

O Nápoles tem de estar particularmente atento. O seu futebol, por muito que encante adeptos e críticos, é menos estruturado e funcional que o da Juventus. E, portanto, está muito mais dependente da inspiração dos seus principais jogadores. Conseguir vitórias, mesmo quando a equipa não estiver a jogar bem, e os futebolistas estiverem fora de forma, é fundamental.

A diferença mínima que separa Juventus e Nápoles significa que a Serie A se poderá decidir no jogo entre ambos. Esse jogo, em Turim, assume grande importância, sobretudo para a equipa de Sarri, que procura finalmente afirmar-se como um conjunto ao nível da Juve.

Para poder conquistar o título, os napolitanos têm que se esforçar ao máximo para não perder pontos, e tentar, pelo menos, chegar ao jogo com a distância de um ponto intacta. Aumentá-la é difícil, e perdê-la seria provavelmente um golpe demasiado duro para a equipa poder recuperar.

Para a equipa de Hamsik, Mertens e Insigne, vencer a Juventus em Turim é o desafio mais importante da sua história. Mas, mesmo que o seu futebol e as suas prestações pareçam heróicas, a equipa não se pode deslumbrar. Nesta corrida ao Scudetto, cada vez mais reduzida a dois, o Nápoles ainda é o menos favorito, mesmo que esteja em primeiro.

Para a Juve, este campeonato é só mais um título, o sétimo Scudetto consecutivo.

Caso o Nápoles consiga juntar mais um pouco de entrega ao seu futebol, estão reunidas todas as condições para que os gli azurri possam fazer frente ao campeão do Norte de Itália.

É que, ainda que mais fraco, o plantel napolitano já conquistou um apoio e simpatia incondicionais por toda a Europa do futebol.

 Foto de capa: SSC Napoli