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Moussa Marega: A Técnica da Força

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Se há dois anos lhe disséssemos que Moussa Marega iria ser uma peça fulcral do FC Porto duas temporadas depois, marcando, até ao fim da primeira volta, 15 golos e assumindo-se como titular indiscutível na equipa azul e branca, com quase toda a certeza não acreditaria. Diria quase certamente “Marega nunca vai ser jogador para o FC Porto” ou “Marega não tem técnica para jogar aqui”, ou até mesmo “Vocês não percebem nada de futebol, o Marega nunca mais volta a jogar pelo FC Porto”. Não o condenaríamos por isso. Aliás, por alguma razão não nos atrevemos a dizer que Marega viria um dia a fazer o que está a fazer hoje em dia de dragão ao peito, mas a verdade é que o maliano tem ao longo desta temporada calado tudo e todos aqueles que o criticavam e afirmavam convictamente que este não tinha qualidade para jogar numa equipa como o FC Porto.

Depois de uma boa época no Vitória SC, Moussa Marega regressou ao FC Porto para tentar afirmar-se no plantel de Sérgio Conceição e conseguir continuar o bom trabalho que havia realizado em Guimarães, após uma época desastrosa no Estádio do Dragão. As dúvidas eram muitas em relação ao avançado, mas desde cedo se percebeu que este poderia estar diferente, com outras qualidades ou, pelo menos, com as que tinha, um pouco mais evidentes e trabalhadas. O seu primeiro jogo da época, frente ao GD Estoril Praia, no qual marcou dois golos, mostrou logo quais seriam as principais armas do ex-Vitória SC ao longo da temporada, as armas com as quais lutaria por um lugar no plantel azul e branco e na equipa inicial: a força e a velocidade.

O maliano leva já 14 golos no campeonato e é, assim, o terceiro melhor marcador da Liga  Portuguesa Fonte: FC Porto
O maliano leva já 14 golos no campeonato e é, assim, o terceiro melhor marcador da Liga Portuguesa
Fonte: FC Porto

Os jogos foram sendo jogados e cada vez se acreditava mais – Marega estava outro jogador. Mais aguerrido, mais inteligente na forma de abordar os lances e de aproveitar as suas capacidades em cada lance. Mas noutro aspeto, o africano continuava e continua sem grande evolução. Falamos da sua técnica com bola. Marega continua um pouco trapalhão e em muitos lances parece não ter noção do que quer fazer com a redonda nos pés, razão pela qual é um dos jogadores da Liga que mais vezes perde a posse de bola. No entanto, os adeptos percebem que a vontade do avançado é muita em fazer as coisas bem e que se peca no aspeto técnico compensa na velocidade e, principalmente, na força.

Mesmo sem a técnica de jogadores como Aboubakar, Corona ou Brahimi, Marega faz estremecer as pernas de qualquer jogador que se atreva a colocar à sua frente e cada vez que a bola chega aos seus pés no ataque a massa adepta entusiasma-se na esperança de este fazer uma arrancada implacável e desequilibrar a defesa adversária. Nem sempre isso acontece, mas a probabilidade é sempre muito elevada.

A técnica da força é, então, a principal qualidade deste renovado Moussa Marega, que agora é capaz de a colocar em prática mais e melhor do que nunca, e Sérgio Conceição tem percebido isso, mantendo o maliano a jogar com grande regularidade – tem já 25 jogos realizados, tendo sido suplente utlizado em três jogos e tendo sido substituído em apenas quatro. Para estas estatísticas tem contribuído também e muito a sua parceria com Aboubakar na frente de ataque, que muitos danos tem causado nas defesas contrárias ao longo da temporada.

Resta saber se Marega conseguirá manter este nível para o que resta da época… Para o bem do FC Porto e do futebol de ataque esperamos que sim e, se possível até, que melhore. Para o FC Porto ser campeão todos terão de contribuir, e a contribuição do maliano será fundamental rumo a esse objetivo. Com ele, este dragão é mais forte e tem mais técnica – a técnica da força.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Benfica – Sporting: Reflexão pós dérbi

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sl benfica cabeçalho 1Começo desde já por parabenizar com a cadência mais que justa o dérbi lisboeta que muitas alegrias me deu: desde o apoio que ambas as equipas sentiram vindo das bancadas; desde a coerente arbitragem do Sr. Hugo Miguel; ao bom futebol jogado, quer pelo Benfica, quer pelo Sporting.

A minha posição no que diz respeito aos lances polémicos é simples e cognoscível. O árbitro esteve bem ao ajuizar o lance de Fábio Coentrão: o lateral-esquerdo português altera a trajetória do esférico, mas, em todo o caso, de forma involuntária. O remate de Jonas é violento e vai de encontro à face de Coentrão, que, por reflexo, levanta o braço esquerdo.

No caso de Piccini, o mesmo acontece: o italiano, no momento em que desloca o seu braço de uma posição exterior para outra interior, é tocado pelo esférico no braço. Sucede algo um pouco diferente com William Carvalho, nesse caso é óbvio que a disputa do lance com Raúl Jiménez  fez com que o médio do Sporting tocasse na bola com o braço – Jimenéz empurra o braço de William.

Apesar de tudo, o empate foi pior para as águias que para os leões Fonte: SL Benfica
Apesar de tudo, o empate foi pior para as águias que para os leões
Fonte: SL Benfica

O lance do penálti que originou o golo do SL Benfica é claríssimo. Não há muito a dizer. Rafa remata à baliza e a bola é desviada, com a mão, intencionalmente por Battaglia. Penálti justo. O futebol, enquanto entidade divinizada por todos, só se pode queixar do golo dos leões precedido de fora de jogo – de Acuña. Contudo, o lance é de análise difícil.

O SL Benfica foi superior no que concerne ao esteticismo do futebol praticado e à posse de bola. O Sporting foi mais eficaz e, é importante referir, muito coeso taticamente.

Resumidamente, parafraseando Jorge Jesus, o empate foi pior para as águias do que para o Sporting CP.

Foto de Capa: SL Benfica

O Passado Também Chuta: Caldas SC – Um centenário de História

o passado tambem chuta

Quem é afinal aquela equipa que está surpreendentemente, e pela primeira vez, numa fase tão avançada da nossa querida Taça de Portugal? Pois bem: esse clube é, nada mais nada menos, que o Caldas Sport Clube. O clube está localizado nas Caldas da Rainha, tendo sido fundado no dia 15 de Maio de 1916.

Após 40 anos a militar nos escalões inferiores do nosso Futebol, o Caldas SC teve o seu primeiro grande momento histórico no ano de 1955.

Sem dúvida que a década de ouro do futebol deste clube centenário foi a década de 50/60. Em 1951/52 o clube sobe à 3ª Divisão Nacional, tendo subido depois à 2ª Divisão Nacional na época de 1953/54.

Na segunda época a militar na 2ª Divisão Nacional, o Caldas SC atinge um notável 2.º lugar, vendo-se assim “obrigado” a disputar com o Boavista FC – penúltimo classificado do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 1954/55, uma eliminatória de acesso à 1ª Divisão Nacional.

As partidas das duas mãos, jogadas uma em casa do Caldas SC e outra no Boavista FC, terminaram empatadas, pelo que houve necessidade de disputar um jogo decisivo de desempate em campo neutro. O dia 26 de Junho de 1955 iria então tornar-se um dia histórico para o Caldas SC. O palco do jogo foi o Estádio Municipal da cidade de Coimbra, onde a equipa orientada pelo antigo internacional português Mariano Amaro venceu convincentemente os axadrezados por 4-1, garantindo assim um lugar entre os maiores clubes do Futebol Nacional, lugar onde permaneceu quatro épocas, de 1955/56 a 1958/59.

Esta era a equipa do Caldas Sport Clube que em 1956 atingiu a subida à 1ª Divisão Nacional Fonte: Caldas SC
Esta era a equipa do Caldas Sport Clube que em 1956 atingiu a subida à 1ª Divisão Nacional
Fonte: Caldas SC

No Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1957/58, o Caldas conseguiu a sua melhor classificação de sempre, com um sensacional décimo lugar.

Outro dos resultados históricos do clube foi o triunfo sobre o SL Benfica no Campo da Mata na época de 1957/58. Sensacionalmente, depois de estar em desvantagem por 0-2, a equipa caldense conseguiu suplantar os encarnados, vencendo por 3-2.

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Vários foram os resultados positivos, mas esta semana o destaque maior pertence inequivocamente ao Voleibol masculino que alcançou uma importante vitória no reduto do campeão nacional. A única derrota da semana veio do Porto, com a equipa de Pólo Aquático a não conseguir levar a melhor sobre o CDUP.

Basquetebol em Cadeira de Rodas | Os Verde e Brancos bateram a APD Lisboa por 57-36, conquistando assim o seu terceiro triunfo consecutivo. Na próxima jornada, o Sporting CP defronta o GDR Joanita.

Futebol feminino | As Leoas contam por vitórias os doze jogos já disputados da presente edição do Campeonato Nacional, isto porque venceram o Clube Albergaria por 3-0 na jornada que marcou o arranque da segunda volta. Ana Capeta (2) e Carole Costa foram as autoras dos golos com que as campeãs nacionais reforçaram a liderança. Na próxima jornada a turma às ordens de Nuno Cristóvão desloca-se ao Minho para defrontar o Vilaverdense, estando o encontro marcado para Sábado, treze de Janeiro.

Futebol Feminino segue líder invicto da Liga Allianz Fonte: Sporting Clube de Portugal
Futebol Feminino segue líder invicto da Liga Allianz
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Futebol masculino | Um empate e uma vitória é o saldo da semana: divisão de pontos na Luz (1-1) e goleada imposta ao Marítimo (5-0) no fecho da primeira volta do Campeonato Nacional. A formação às ordens de Jorge Jesus segue assim no segundo posto da tabela classificativa, a dois pontos do líder FC Porto. Na próxima semana há duplo confronto, mas agora para duas competições distintas: Taça de Portugal, frente ao Cova da Piedade, e Campeonato, diante do Desportivo das Aves.

Futsal feminino | As Leoas bateram o CRC Quinta dos Lombos por 1-5, reforçando o segundo lugar da tabela classificativa. Na próxima jornada, a formação orientada por Carlos Reis recebe o CR Golpilheira.

O que não podes perder em 2018!

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Cabeçalho modalidadesChegamos a 2018, arranca uma nova época e, verdade seja dita, as saudades da pista já são mais do que muitas. Já por várias vezes aqui confessei que não sou um grande fã do calendário actual do Atletismo de elite, que parece ultrapassado para as exigências actuais. Se é verdade que devemos ter em conta a disponibilidade física dos atletas, não podemos atrair um público maior, um público mais imediatista como o de hoje, um público sedento de novidades (como são ainda mais as novas gerações que importa “o presente” e o “presente é hoje”) com um calendário onde os atletas de pista, as estrelas, não se mostram durante 5 meses por ano (se considerarmos os eventos Indoor) ou até de quase 8 meses (se tivermos em conta que muitos atletas abdicam da temporada indoor). Isto não se compadece com o crescimento do desporto e muito menos com o que o público deseja.

Para piorar a situação de 4 em 4 anos não temos um grande evento global outdoor (Mundiais ou Jogos Olímpicos), o que torna um ano como 2018 num ano pouco apetecível para fãs mais casuais. Claro que as entidades competentes têm procurado atenuar a situação, tentando alinhar calendários e colocar eventos em “datas mortas”. Ainda assim, o trabalho a fazer é muito como se constata pelos meses em que os atletas estão fora dos olhares do público (não dizemos de férias, porque o trabalho dos atletas, esse não pára). No primeiro ano pós Usain Bolt, será também curioso observar como a IAAF procurará cativar os fãs mais casuais, porque os verdadeiros fãs esses estarão cá sempre.

Vamos então ao que interessa. Para os verdadeiros amantes da modalidade e da pista em si, de Fevereiro até Agosto motivos de interesse não faltarão. Começaremos logo a 3 de Fevereiro com a IAAF World Indoor Tour, um conjunto de 6 meetings, em formato indoor, pontuados ao estilo da Diamond League (o formato antigo sem apuramento para a final) e onde Patrícia Mamona no ano passado brilhou e arrecadou o troféu final no Triplo Salto. Este ano, pensa-se que mais estrelas ainda poderão fazer parte deste evento, uma vez que se realiza em ano sem eventos globais ao ar livre e imediatamente antes…dos Mundiais Indoor!

O palco dos Mundiais de Pista Coberta – National Indoor Arena (Birmingham, Reino Unido) Fonte: IAAF
O palco dos Mundiais de Pista Coberta – National Indoor Arena (Birmingham, Reino Unido)
Fonte: IAAF

Os Campeonatos Mundiais de Pista Coberta decorrem no início de Março, de 1 a 4 desse mês e prometem 4 dias de emoções fortes. Mais uma vez é uma cidade inglesa, neste caso Birmingham, a escolhida para receber grandes eventos internacionais da nossa modalidade, o que é facilmente explicado pelo entusiasmo que o Atletismo desperta no país. Recorde-se que os Mundiais de Londres foram os campeonatos mais bem sucedidos da história no que ao público diz respeito, com recordes absolutos de assistência. Em Birmingham, capital britânica do atletismo, espera-se mais uma edição recheada de emoções fortes, depois da cidade já ter acolhido o mesmo evento em 2003, edição em que alguns dos mais famosos vencedores foram Justin Gatlin, Haile Gebreselassie, Maria Mutola ou Gail Devers, entre outros.

EHF Euro 2018 Croácia – Antevisão (Grupo B)

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Cabeçalho modalidadesO inicio da maior competição de Nações a nível Europeu está marcada para dia 12 de janeiro. Mas o que devemos esperar desta competição? Quem são os favoritos? A equipa surpresa? Os melhores jogadores? O jogador revelação? A resposta a tudo isso vai estar presente neste artigo. (Podes ler sobre os restantes grupos aqui: Grupo A; Grupo C; Grupo D)

Grupo B
França

França é a principal candidata à conquista do Europeu Fonte: EHF Euro Croatia 2018
França é a principal candidata à conquista do Europeu
Fonte: EHF Euro Croatia 2018

Pouco mais há a acrescentar a tudo o que se sabe sobre a maior potência do Andebol Mundial. A alcunha Les Experts diz tudo sobre esta geração que é uma das melhores de sempre. Nos últimos 23 anos, venceram todos os trofeus da sua história: seis Campeonatos do Mundo, três Campeonatos Europeus e dois Jogos Olímpicos. São a única equipa da história vencedores das três principais competições ao mesmo tempo. Dos jovens Remilli e Fábregas até os experientes Karabatic e Sorhaindo, a França é a principal candidata à conquista do Europeu. Este é também um ano especial, porque será a primeira vez em muitos anos que Daniel Narcisse e Tierry Omeyer não estarão presentes numa Competição Internacional, já que se retiraram em 2017.

Jogadores chave:

Nikola Karabatic:Melhor jogador do mundo em 2007, 2014 e 2016. Isto era suficiente para descrever a importância e a qualidade do, para muitos, melhor jogador Francês (se não do Mundo) da história. Os seus 52 títulos são mais uma prova da sua qualidade.

Cedric Sorhaindo: Jogador do Barcelona, é um dos melhores pivots do mundo. Juntamente com Nikola Karabatic formam uma defesa central de grande nível e que todos invejam. Desde 2009, que é um membro fulcral dos Les Bleus, sendo o capitão da seleção desde 2017.

FC Porto 4-2 Vitória SC: Liderança Reforçada com Reviravolta no Dragão

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O FC Porto recebeu esta noite o Vitória SC para a última jornada da primeira volta do campeonato. Os dragões ainda estiveram a perder por uma bola a zero na primeira parte, mas foram capazes de dar a volta na segunda metade e fechar o resultado em 4-2, conquistando os três pontos que permitiram o regresso à liderança isolada na classificação.

Depois de verem os adversários directos na luta pelo título vencerem os seus jogos os dragões entraram em campo conscientes de que precisavam de conquistar pontos para se manterem na liderança da tabela, ocupada entretanto, ainda que à condição, pelo Sporting CP. No onze inicial o regresso de Óliver Torres foi a principal novidade, com o espanhol a voltar à titularidade quatro meses depois. Do outro lado, também os vimaranenses precisavam de pontuar para tentar uma aproximação aos lugares europeus e aproveitar as derrotas de Rio Ave FC e CS Marítimo.

Numa primeira parte pautada pela falta de oportunidades flagrantes junto a qualquer uma das balizas, foi mesmo o Vitória SC que conseguiu ser mais eficaz e chegar ao golo. À passagem dos 20 minutos de jogo Raphinha apareceu solto para responder ao cruzamento de Vítor Garcia e abriu o marcador no Estádio do Dragão. Estava feito o 0-1. Com um FC Porto a falhar muitos passes nas suas transições ofensivas, Douglas acabou por ter uma primeira parte tranquila, com pouco trabalho na sua área. Brahimi ainda desequilibrou perto do intervalo com um cruzamento perigoso junto à linha final, mas não apareceu ninguém para finalizar a jogada junto à baliza e os dragões saíram mesmo para o descanso a perder por uma bola a zero.

Aboubakar fez o golo do empate do FC Porto, que lançou a equipa para a reviravolta no resultado Fonte: FC Porto
Aboubakar fez o golo do empate do FC Porto, que lançou a equipa para a reviravolta no resultado
Fonte: FC Porto

Com os cerca de 40000 adeptos presentes no estádio a puxar pela equipa o início da segunda parte trouxe mudanças no jogo e no resultado. A formação às ordens de Sérgio Conceição entrou pressionante e com vontade de alterar o resultado e, logo aos 50 minutos, Aboubakar obrigou Douglas a uma boa defesa. O avançado camaronês desperdiçou a primeira mas não falhou à segunda, sete minutos depois, e fez mesmo o empate na partida ao desviar um cruzamento de Corona. Aos 62 minutos a reviravolta no marcador foi assinada por Brahimi, numa jogada com nota artística elevada para o argelino que, após receber de Alex Telles, fintou um adversário e, na cara de Douglas, picou a bola sobre o guarda-redes para fazer o 2-1.

Depois de Aboubakar e Brahimi foi a vez de Marega fazer mexer o marcador. O avançado maliano recepcionou um cruzamento do recém-entrado Hernâni e não precisou de muito esforço para cabecear e fazer o 3-1. Marega foi contido nos festejos, depois de ter representado o Vitória SC na época passada por empréstimo dos dragões, mas havia mesmo de ser ele a fazer o quarto golo do FC Porto, aos 83 minutos, desta vez a responder a cruzamento de Ricardo Pereira. Os vimaranenses ainda conseguiram reduzir, perto dos 90 minutos por intermédio de Heldon, mas tal já não foi suficiente para alterar o cenário de derrota. O resultado ficou mesmo fechado em 4-2.

O FC Porto garantiu assim a conquista dos três pontos num jogo cujo resultado pode dar a ideia de que houve mais facilidades do que o que realmente aconteceu. Embora com mais posse de bola durante toda a partida os dragões tiveram uma primeira parte em que foram incapazes de criar perigo, conseguindo no segundo tempo marcar os quatro golos que garantiram a vitória.

Sporting CP 5-0 CS Marítimo: Depois dos Reis Magos reinou o Leão

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Em Domingo de Reis, o Sporting CP venceu ao final da tarde o CS Marítimo por 5-0, em jogo a contar para a décima sétima jornada da Primeira Liga. Pressionado pela vitória do SL Benfica, que venceu esta tarde o Moreirense por 2-0, o clube de Alvalade precisava obrigatoriamente de uma vitória frente aos insulares para não perder o ritmo. Depois do sofrido empate no dérbi da Luz, na passada quarta-feira, Jorge Jesus alterou algumas “peças” da equipa titular, trocando Mathieu – lesionado – por André Pinto, Piccini por Ristovski, Battaglia por Daniel Podence e Acuña por Bryan Ruiz. Do lado do Marítimo, Daniel Ramos fez o mesmo que o treinador leonino, alterando três jogadores do onze inicial face ao último jogo, frente ao GD Chaves: saíram Eber Bessa, Borges e Valente para entrarem, respetivamente, Fabrício, Diney e Oliveira.

Para combinar com o frio que se fazia sentir, o jogo arrancou com ritmo lento e muitas faltas, com as duas equipas hesitantes no que respeitava ao seu fluxo ofensivo. O último passe saía mal, constantemente, à equipa leonina, algo que ficou espelhado, por exemplo, no excesso de altruísmo de Bas Dost, que, com espaço para rematar cruzado já na grande área, tocou mal para o centro. A tendência, de resto, manteve-se, sendo os primeiros vinte minutos de jogo fracos em situações de golo – apenas uma tentativa para cada lado, com Fábio Coentrão para os “leões” de Lisboa aos oito minutos e Diney para os da Madeira aos dezassete.

Até que à passagem do vigésimo minuto o jogo mexeu: Gelson Martins é lançado por Coates pela direita e numa corrida de esforço, mesmo com a bola a pisar a linha final, cruza para remate certeiro de Bas Dost, que isolado não falhou. Décimo quarto golo do holandês no campeonato e quinquagésima vez que balança as redes em competições oficiais em Portugal.

Ainda assim, o ritmo da partida voltou a abrandar depois do golo. Notava-se alguma falta de velocidade no setor atacante da equipa leonina, que apesar de estar por cima no jogo continuava presa a golpes individuais de Gelson Martins. Se essa falta de criatividade e indecisão poderiam surgir do menor poder explosivo de Bryan Ruiz – hoje à esquerda –, a verdade é que o Marítimo também tinha muito mérito na forma como defendia, aproveitando depois o contra-ataque para ganhar vários livres e cantos.

Desta forma, até ao final da primeira parte, o Sporting esteve perto do golo por apenas mais duas vezes: primeiro por Bas Dost, isolado, a chegar tarde a um cruzamento de Ristovski aos 36 minutos; cinco minutos depois, por Bruno Fernandes, num livre ensaiado em que o português rematou muito por cima. 1-0 ao intervalo, vantagem para os “leões”.

Apesar de uma primeira parte de “paciência”, o Sporting abriu a segunda com o golo de Bryan Ruiz Fonte: Sporting Clube de Portugal
Apesar de uma primeira parte de “paciência”, o Sporting abriu a segunda com o golo de Bryan Ruiz
Fonte: Bola na Rede

Já a segunda parte começou com a promessa de ser mais mexida do que a primeira: logo a abrir, William Carvalho assustava com um cabeceamento perigosíssimo, na sequência de um canto. Na resposta, em contra-ataque quase perfeito, Fabrício levou tudo à frente pela direita e já dentro de área rematou para defesa de Rui Patrício, a primeira da noite. Um susto que foi apenas isso mesmo, já que os adeptos leoninos puderam descansar logo de seguida: grande passe do inevitável Bruno Fernandes, que isolou Bryan Ruiz, bastando ao costa-riquenho atirar para golo. Primeiro golo de Bryan Ruiz desde a sua reintegração no plantel e vantagem de dois golos para o Sporting.

A partir daqui e até ao último quarto de hora do jogo, o Sporting soube conservar bem a posse de bola e a vantagem. Gamboa ainda teve uma oportunidade para a equipa do Marítimo, com um remate perigoso que saiu ao lado aos 59 minutos, mas ficava a sensação de que os insulares não queriam forçar a saída para o ataque, deixando a equipa da casa dominar o jogo, mesmo sem um ritmo altíssimo. Mas como mandar na partida ajuda sempre, o Sporting acabou por materializar o domínio nos últimos quinze minutos da partida: final avassalador dos “leões”!

Aos 74 minutos, Bas Dost bisava no jogo, em mais um grande trabalho de Bruno Fernandes, com mais uma assistência – tão boa, que o holandês tocou para a baliza quase “sem querer”. E se esse golo soube a pouco, bastou esperar apenas quatro minutos para sentir de novo a sensação. A dupla, essa, foi a mesma: Bruno Fernandes remata na esquina da área com grande potência e Charles defende para a frente, direitinho para Bas Dost, que cabeceou para o terceiro golo do jogo. Mais um hat-trick para o ponta-de-lança leonino – sexto ao serviço do Sporting –, que soma agora dezasseis golos nesta edição do campeonato.

Mesmo a fechar a partida, ainda houve tempo para mais um golo: grande confusão na área madeirense, e após mais uma defesa de Charles para a frente, Marcos Acuña concluiu o resultado com uma “manita” para o agora líder provisório do campeonato. O Sporting vence assim o Marítimo por 5-0 no primeiro jogo em casa de 2018, esperando agora pelo jogo do FC Porto, que defronta o Vitória SC, para saber se mantém a distância pontual quanto ao rival nortenho ou se começa o novo ano no lugar cimeiro.

Moreirense FC 0-2 SL Benfica: Vitória tranquila fora de casa

sl benfica cabeçalho 1O Benfica deslocou-se a Moreira de Cónegos para disputar um jogo a contar para a 17ª jornada. Com um onze muito idêntico ao utilizado frente ao Sporting, apenas Samaris foi a novidade.

O clube da Luz entrou muito bem na partida, começando a ameaçar a baliza de Jhonatan desde cedo. Pressionante, o Benfica acabaria por chegar ao golo aos 23 minutos. Depois de um bom centro de Jonas, Pizzi, sem deixar a bola tocar no chão, remata de primeira para o fundo das redes. Estava inaugurado o marcador no Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas. O Moreirense não conseguiu inverter o resultado e começou a jogar “duro”, deixando Samaris queixoso após diversas faltas sofridas.

Já os encarnados, não se encostaram ao resultado e foram em busca do segundo golo. A melhor oportunidade foi de Pizzi que, depois de um excelente trabalho de Krovinovic, rematou para grande intervenção de Jhontanan. Já em cima dos 45′, Cervi poderia ter feito o zero dois, após cruzamento de André Almeida. Ao intervalo, Samaris acabaria por não regressar ao relvado, queixoso do joelho esquerdo, dando o seu lugar ao jovem Keaton Parks. Também Schons, que há muito arriscava levar cartão, ficou no banco na segunda metade, entrando para o seu lugar Peña.

Pizzi inaugurou o marcador em Moreira de Cónegos e mostrou que está de volta Fonte: SL Benfica
Pizzi inaugurou o marcador em Moreira de Cónegos e mostrou que está de volta
Fonte: SL Benfica

As águias não arrefeceram e voltaram dos balneários com vontade de alargar a vantagem.  Assim, Jonas poderia ter feito um grande golo, não fosse, uma vez mais, a excelente intervenção do guardião do Moreirense. Com muitas dificuldades em avançar no campo, a equipa da casa fez um melhor trabalho na defesa que no ataque, mas deixando sempre o Benfica perto do segundo golo. Em Moreira de Cónegos, foram poucos os momentos em que se temeu o empate.

Aos 53 minutos, Franco Cervi fez um passe fenomenal para Jonas, que realizou um grande trabalho individual, e atirou a bola para dentro da baliza de Jhonatan. No entanto, o golo foi anulado e bem, pois Jonas encontrava-se ligeiramente avançado no momento do passe do camisola 22. Apenas 20 minuto depois “Pistolas” teria o seu trabalho recompensado. Depois de um centro de João Carvalho, o camisola 10 das águias não perdoou e conseguiu, finalmente, concretizar.

O Benfica teve sempre na frente do jogo, foi a equipa mais pressionante, e o resultado revelou-se justo. Mérito aos homens de Sérgio Vieira que, apesar de tudo, se bateram bem frente ao tetracampeão. E nota positiva para as águias, que parecem estar a entrar na linha e voltaram a realizar um bom jogo.

As provas e os momentos que marcaram o ciclismo em 2017

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Cabeçalho modalidadesA distinção de melhor prova do ano tem de ir para La Vuelta, a última Grande Volta da temporada. Foi uma corrida repleta de espetáculo, com emoção todos os dias e o extra da retirada de Alberto Contador. Foi a prova de três semanas mais interessante de acompanhar dos últimos anos e trouxe uma boa luta entre Froome e Nibali e a confirmação de alguns jovens valores como Miguel Angel Lopez e Wilco Kelderman.

Em segundo lugar, fica a Ronde van Vlaanderen, a Volta a Flandres, um dos Cinco Monumentos e conhecida como a prova com os melhores e mais fanáticos adeptos na borda da estrada. Infelizmente, acabaria por ser um dos adeptos que, com um casaco mal colocado, levaria à queda de Sagan, Naesen e Avermaet, colocando ainda mais drama na cavalgada épica de Philippe Gilbert para a vitória. E que melhor que o campeão belga a vencer a solo a maior das provas belgas para culminar um belo dia de ciclismo de ataque.

A fechar o podium fica o Criterium du Dauphiné, a tradicional prova de preparação para o Tour de France. Na edição de 2017, houve espetáculo e ataques nas montanhas, bem diferente do que veríamos no mês seguinte na maior prova do calendário. Richie Porte foi claramente o mais forte, mas um Froome que até apresentou debilidades mostrou-se mais aguerrido que o costume e foi incansável no ataque ao seu antigo escudeiro, com benefício para Jakob Fuglsang que teve um renascer da sua carreira e acabou por levar de vencidas duas etapas e a geral.

A luta inglória de Richie Porte marcou o Critérium du Dauphiné Fonte: Critérium du Dauphiné
A luta inglória de Richie Porte marcou o Critérium du Dauphiné
Fonte: Critérium du Dauphiné

Já em Portugal, a prova com mais emoção de acompanhar foi o Troféu Joaquim Agostinho, em que Amaro Antunes levou o triunfo final, depois de uma demonstração de qualidade de José Neves com o Sub23 a dar luta cara a cara aos elites. Numa prova em que todas as etapas trouxeram algo de interessante, o poder da W52/FC Porto esteve mais uma vez à vista, desgastando a jovem e inexperiente Liberty Seguros – Carglass até levar Amaro à vitória final, feito ainda maior já que o trepador azul e branco havia caído no prólogo, perdendo aí tempo importante.

Outra prova marcante foi, como habitual, a Volta ao Algarve. A única prova portuguesa a conseguir presença de algumas das maiores figuras mundiais da modalidade é sempre especial para o público português e, este ano, foi ainda mais pela boa exibição das equipas portuguesas com, mais uma vez, Amaro Antunes à cabeça. Os estrangeiros também estiveram à altura e Roglic e Kwiatkowski presentearam-nos com uma luta pela Classificação Geral com interesse até aos últimos metros.

Finalmente, o pódio fica completo com o GP Jornal de Notícias. Além da presença em forma de nomes maiores do pelotão nacional como Daniel Mestre e Raul Alarcon, que venceria a Geral da prova, o que mais faz esta prova de escalão inferior se destacar é a capacidade da organização de inovar no percurso e dar um espetáculo diferente aos adeptos que acompanham a prova. O contrarrelógio coletivo noturno do primeiro dia ou a utilização da subida ao Alto da Franqueira são bons exemplos da importância que um bom desenho das etapas pode ter no sucesso ou falhanço de uma prova.