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5 razões que fazem desta uma época especial na NBA

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Dezembro é o mês do basquetebol nos Estados Unidos. O dia de Natal é passado em frente à televisão e quando soam as doze badaladas no último dia do ano, já várias equipas entenderam qual será o seu papel até aos playoffs que se iniciam em abril. Por estes motivos e muitos, muitos mais, a NBA é, acima de tudo, entretenimento. E é nisso mesmo que nos focamos hoje.

O inverno de Minnesota: os Timberwolves são a equipa que mais alterou a sua posição na tabela da temporada passada para esta. Porém, esse facto não se traduz em maior excitação e alegria em Minnesota. Talvez porque o crescimento já era esperado. Ou apenas porque entre as habitações dos adeptos e os pavilhões, está um frio de rachar. A verdade é que, para uma equipa que não vê playoffs ao vivo há treze anos, é estranha a quase indiferença de Minnesota em relação ao quarto lugar no Oeste e ao potencial dos jovens Timberwolves.

Simmons e Embiid: foram vários anos de sofrimento em Philadelphia para poderem chegar até aqui. Equipas sem qualquer qualidade para a NBA e derrotas aos molhos, tudo para que um dia os Sixers pudessem juntar dois dos atletas mais especiais que o desporto já viu. Ben Simmons é um base gigante, que faz todos à sua volta jogarem como ele quer, com momentos de autêntica genialidade de bola na mão. Joel Embiid é um poste com uma capacidade de movimento anormal, mesmo para a NBA de hoje. O australiano já vai sendo comparado a LeBron James. O camaronês tem tudo e um pouco mais ainda. Os Sixers perderam no passado para que hoje pudessem ter estes dois juntos. E o futuro só poderá assegurar momentos ainda melhores.

The Knicks are fun!: ainda no verão passado os Knicks pareciam, mais uma vez, sem rumo. Phil Jackson saiu, Melo foi trocado e Kristaps Porzingis ameaçava bater com a porta. Os Knicks gastaram demasiado dinheiro para voltar a contar com Hardaway Jr. (que tinha sido escolhido no draft pelos mesmos Knicks) e Frank Ntilikina era demasiado “verde” para a NBA. Mas quando os jogos começaram, algo estava diferente: vale a pena ver os Knicks novamente! Esta não é uma equipa para ganhar até se fartar, mas os adeptos nova-iorquinos têm todas as razões para irem ao pavilhão. Ntilikina é um defesa incrível, Porzingis pode finalmente comandar, Beasley está a adorar a vida em Manhattan e Enes Kanter é uma adição excelente a esta equipa. Há, finalmente, bom basquetebol em Nova York!

Porzingis é a estrela principal e a grande esperança dos Knicks Fonte: NY Knicks
Porzingis é a estrela principal e a grande esperança dos Knicks
Fonte: NY Knicks

Tens um minuto para falar dos Raptors?: é verdade que eles estão no Canadá e não nos Estados Unidos, mas não se esqueçam dos Toronto Raptors. Em segundo na Conferência Este, à frente dos Cavs, DeRozan, Lowry e companhia vão colecionando vitórias na sombra de outras equipas com maior atenção por parte da imprensa. O rookie OG Anunoby foi uma excelente adição para uma equipa que muitos acreditam já ter atingido o seu pico, quando há uns anos chegaram às finais do Este.

Oladipoooooooo!: não está só a (finalmente) confirmar aquilo que se esperava dele quando chegou à NBA. Está a ultrapassar completamente as expectativas e é um dos favoritos para chegar ao jogo All-Star. Trocado para Indiana, onde frequentou a faculdade, depois de um ano complicado ao lado do MVP Westbrook, Oladipo decidiu começar a dar nas vistas. O seu jogo ofensivo ganhou consistência e o ex-Thunder ganhou ainda o “clutch gene”. São vários os jogos em que assume o comando e torna uma derrota numa vitória para os seus Pacers nos últimos minutos. É, até agora, a surpresa da temporada.

Foto de Capa: NBA

Jogadores que Mais Vezes Vestiram Azul e Branco: João Pinto

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João Domingos da Silva Pinto, ou apenas João Pinto, foi um dos maiores futebolistas que jogaram com a camisola do FC Porto e da Seleção Portuguesa. Natural da acolhedora cidade de Vila Nova de Gaia, o ex-jogador dedicou toda a sua carreira ao FC Porto e é considerado uma lenda no Dragão. João Pinto era lateral direito e tinha como caraterística principal a determinação com que se doava para a equipa dentro do relvado. O ex-atleta chegou ao clube aos 14 anos e profissionalmente jogou entre 1981 e 1997. Podemos dizer que João Pinto começou a sua carreira no mesmo período em que começava e reinar uma nova Era no FC Porto.

A década de 1980 foi uma “virada de página” no futebol do clube. Começava nesse período uma certa hegemonia do FC Porto em Portugal e o emblema portista era o representante português mais efetivo nas competições europeias. Tanto crescimento teve como consequência o título da Taça dos Campeões Europeus 1986/87 (atual Liga dos Campeões) e o ex-defensor teve uma participação brilhante naquela conquista que, até aquele momento, foi a maior glória da história do clube. João Pinto foi o capitão do FC Porto na decisão de Viena contra o poderoso FC Bayern de Munique. A braçadeira de capitão ser de João Pinto ao invés de ser entregue para outras figuras importantes na história do clube, como Paulo Futre ou Rabah Madjer, significava que o ex-jogador tinha uma personalidade de liderança importante dentro do balneário.

João Pinto (587 jogos) e Vítor Baía (566 jogos) são os dois futebolistas que mais vestiram a camisola do FC Porto Fonte: FC Porto
João Pinto (587 jogos) e Vítor Baía (566 jogos) são os dois futebolistas que mais vezes vestiram a camisola do FC Porto
Fonte: FC Porto

Durante toda a sua trajetória no clube João Pinto conquistou nove Ligas Portuguesas, oito Supertaças, quatro Taças de Portugal, uma Taça dos Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental. Mas talvez a maior conquista do ex-lateral não seja um título e sim o de ser o futebolista com o maior número de partidas disputadas pelo FC Porto. Com o manto sagrado azul e branco João Pinto disputou 587 jogos e marcou 20 golos. O adepto portista sabe o quanto isso é importante e, por esse motivo, respeitam o ex-atleta até hoje. João Pinto teve uma carreira brilhante, mas para o delírio dos adeptos as suas qualidades não terminam por aí.

João Pinto cresceu portista e seguiu sendo portista por toda vida. Nunca vestiu outra camisola e em dias de “clássico” contra o SL Benfica o ex-jogador sabia da responsabilidade que tinha ao entrar em campo. Sentir essa intensidade de emoção que se exige ao entrar no relvado contra o SL Benfica faz com que os jogadores sejam diferentes uns dos outros. Alguns jogadores entram na história, outros não; João Pinto entrou. Até nos dias atuais o ex-jogador sente que os dias de “clássico” são diferentes. “Há um bichinho a moer cá dentro para estar nestes jogos, mas agora sinto-me mais um adepto de bancada do que um ex-jogador. Sofro muito mais do que quando jogava. Vive-se o jogo de uma forma diferente e sofre-se também de maneira diferente”, revelou João Pinto ao fcporto.pt.

Campeão nacional, campeão continental, campeão europeu, campeão mundial, jogador com mais jogos pelo clube e verdadeiro adepto do FC Porto. Esse é o eterno capitão do FC Porto, João Pinto.

Foto de Capa: FC Porto 

artigo revisto por: Ana Ferreira

Carta ao Pai Natal

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Querido, Pai Natal,

Neste Natal quero pedir-te algo que, muito provavelmente, nunca te pediram. Quero pedir-te algo desejado por muitas pessoas neste mundo. Quero pedir-te o que muita gente evita, sem o querer evitar. Quero, querido Pai Natal, pedir-te futebol.

O ano de 2017 não correu nada bem. Foi um ano pobre e triste aqui para os “tugas” que tanto gostam de “bola”. E é por isto mesmo que te peço isto: futebol, “bola”.

Chega de assobios à toa, de filosofias baratas que de sábias não têm nada, de fanatismo, de estádios vazios, de ofensas, de inutilidades, de ”bla bla blas”. Chega de árbitros incompetentes, de corrupção e de choradeiras só porque sim.

Já que ninguém superior o quer fazer, fá-lo tu, Pai Natal. Por favor! Dá-nos a “bola” de que nós tanto gostamos. Dá-nos a verdadeira “Bola na Rede”. Dá-nos aquela “bola” em que discutimos horas a fio com o nosso melhor amigo, que por acaso até é do nosso rival, mas que nunca deixa de ser o nosso melhor amigo. Dá-nos aquela “bola” que nos faz custar (ainda mais) levantar da cama à segunda-feira porque sabemos que toda gente a gente vai falar da derrota do nosso clube. Dá-nos a verdadeira essência do futebol.

O futebol que nos faz gastar dezenas de euros para ver um único jogo do nosso clube, aquele jogo que tanto marca a época do clube que tanto amamos. Dá-me o futebol do domingo à tarde que enche qualquer estádio. O futebol que reúne famílias, que vai do oito ao oitenta, aquele em que, em direção ao estádio, vai o meu pai a conduzir, o meu avô a seu lado e o meu irmão no banco de trás junto a mim.

E, Pai Natal, não quero que me dês isto sem razão aparente. Eu sei que este é um pedido bastante difícil e pouco exequível mas, por isso mesmo, quero explicar-te o porquê do mesmo. Pai Natal, eu não gosto daquilo em que o futebol se tornou. Custa-me muito dizer isto mas é a triste realidade. “Isto já não é como dantes”, diz o meu avô. Dá-me isso, Pai Natal. Dá-me, por favor, aquilo de que o meu avô tanto fala. Todos nós sabemos como era o futebol e é, exatamente por isso, que o queremos de volta.

Em suma, querido Pai Natal, eu sei que já foste verde e que agora és vermelho, mas achas que conseguias ser um bocadinho de todas as cores? Só mesmo para agradares a todos, tal como queremos que o futebol nos agrade.

Ah, e se não for pedir muito, dá-nos neste natal a felicidade de ter muitas bolas na rede!

De um amante de futebol,

Feliz Natal, Pai Natal!

Águias muito aquém do rumo desejado

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A atual situação do Benfica é para muitos uma crise convulsiva, que gera contrações involuntárias, movimentos desordenados e perda de consciência mas para mim é muito mais que isso, porque está visto que não se trata de uma fase mas sim de uma época em que não se pode dizer que o tetracampeão esteja a conseguir praticar bom futebol.
Nos últimos cinco jogos, o que conseguiu foi a proeza que o Sporting conseguia todos os anos, perder quase tudo até ao Natal, pelo que tenho a sensação que o cavalo paraguaio que o Júlio César falou, esta época, se aplica mais ao Benfica.

Ora bem, nestes tais últimos cinco jogos, como referi, o Benfica saiu humilhado da Liga dos Campeões, com um resultado histórico num mau sentido de seis derrotas em seis jogos, dois golos marcados e 14 sofridos, o que para um clube de tamanha dimensão é catastrófico.

Daí passaram-se quatro dias e o que se observou foi mais um jogo pouco conseguido em casa com o Estoril apesar da vitória por 3-1, pois continuamos a ver uma equipa descoordenada e com muita falta de ambição. A mudança para o 4-3-3 trouxe, ao pouco futebol que o Benfica tem vindo a praticar, a magia do Krovinovic mas tirou a fantasia de Jonas, que apesar de estar a marcar, percebe-se que não é ali o seu lugar.

Voltando ao histórico, mais quatro dias decorridos e dá-se outra eliminação na Taça frente ao Rio Ave, num jogo em que o Benfica até entrou bem mas acabou por perder e sair da prova mais carismática do futebol português. E como se já não bastassem todos estas desgraças, deslocou-se a Tondela, uma equipa que luta para não descer de divisão, ganhou por 1-5 e o treinador faz um discurso em que tenta convencer-nos que afinal está tudo bem e que a crise de resultados já tinha passado e a equipa respirava saúde, só que não.

Há poucos motivos para sorrir no SL Benfica Fonte: SL Benfica
Há poucos motivos para sorrir no SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Os problemas da equipa continuam iguais aos que existiam em agosto e Rui Vitória simplesmente não os está a conseguir solucionar. Para quem vê os jogos e percebe de futebol, sabe que se trata de uma grande hipocrisia. E a prova disso mesmo não tardou, bastando mais um jogo em casa para a Taça da Liga com o Portimonense B para se ver, pois os algarvios vieram ao Estádio da Luz com um onze que não é o titular e mesmo assim conseguiram empatar com a equipa que quer ser penta campeã. Esta, foi mais uma competição em que as águias ficaram de fora e como não podia deixar de ser, o discurso é que o objetivo sempre foi o campeonato.

A minha pergunta é: podem ambicionar ser mais alguma coisa este ano? Tenho sérias dúvidas a manter-se assim. O treinador que não continue a dizer que está tudo bem que até é desrespeitoso para os adeptos que amam o clube.

Assim e porque também esta época natalícia se veste de vermelho e branco, os meus desejos a este nível são ver melhor futebol, menos lenços brancos e mais vitórias.

Foto de Capa: SL Benfica

A luta por um sonho – Entrevista a Kelly Pereira

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Largar tudo e correr atrás do sonho. Este podia ser o lema de vida de Kelly Pereira; licenciada pela Escola Superior de Comunicação Social, a jovem saiu de Londres rumo a um objetivo bem definido no sudeste asiático. Uma entrevista especial e que mostra a importância da força de acreditar.

Bola na Rede (BnR): O que aconteceu em Londres? O que te fez mudar a procura de algo relacionado com o teu curso de Relações Públicas para um ringue de boxe?

Kelly Pereira (KP): Na altura estava a trabalhar na área de Marketing e business development. Londres é uma cidade muito competitiva e alguns dias eram um pouco stressantes no trabalho o que me fez sentir a necessidade de libertar alguma energia. Bater em alguma coisa era de facto o que estava à procura e por sorte encontrei uma escola de boxing e muay thai perto de mim – BAMA The Boado Academy of Martial Arts & Fitness. Fui a uma aula e apaixonei-me. Desde aí experimentei já diferentes disciplinas e embora de momento não tenha tempo para as praticar, uma vez que estou dedicada ao muay thai, existem várias que gostava de fazer.

BnR: E a apresentação ao Muay Thai, ainda foi em Londres?

KP: Sim, comecei por fazer western boxing e rapidamente me apaixonei pelo deporto. Depois de uma luta amigável em prol da Cancer Research (onde se juntaram no ringue duas paixões, o desporto e a área social) comecei a fazer Muay Thai um pouco por acaso. Adorei e sempre achei uma arte marcial bonita de assistir – elegante até – e decidi experimentar. O que me manteve sempre motivada foi o desafio, o facto de ser tão má ao início e querer melhorar a minha técnica.

BnR: Para além das diferenças óbvias do boxe, qual a grande diferença queiras destacar?

KP: Tendo em conta que comecei pelo western boxing, tive grandes dificuldades em sair dos meus “hábitos” quando vim para a Tailândia. Diferenças em alguns pequenos detalhes fazem com que exista uma diferença gigante entre ambas as disciplinas. Diria que a principal diferença está na posição central e na forma como o equilíbrio do corpo e distribuído. No western boxing assumimos sempre uma posição mais narrow de modo a defender a zona central, ombros e cabeça têm um movimento constante e muito próprio. No Muay Thai, muitos dos movimentos de cabeça e ombros (shoulder roll, slip e duck under) são demasiado perigosos tendo em conta a possibilidade de usar o joelho e o pontapé. Além disso, muitas das técnicas no Muay Thai são executadas na ponta do pé o que requer equilíbrio e boa postura – o roundhouse kick, knee, push kick, etc. Finalmente, no Muay Thai há também uma série de movimentos no ar – jump knee, jump elbow, flying kick e superman punch. Tudo coisas giras para aprender.

Fonte: Kelly Pereira
Fonte: Kelly Pereira

BnR: Como começa o sonho de viajar para a Tailândia?

KP: Na altura estava em Londres, com três trabalhos e a treinar oito vezes por semana. Fui convidada para ser Assistant Boxing Coach pelo meu treinador e percebi que era isso que queria fazer. Longas horas e poucas horas de sono a tentar alcançar o nível que queria, não só em termos físicos, mas também para eventualmente lutar.  A certa altura apercebi-me que dois dos trabalhos serviam apenas para pagar contas e que a melhor parte do dia era quando estava a dar aulas de boxing ou no ginásio a treinar. Comecei a pensar o que podia fazer para treinar mais e ter que trabalhar menos para pagar contas. Uma vez que o Muay Thai é o desporto nacional da Tailândia, este pareceu-me o melhor destino para vir aprender a arte na sua forma mais pura. Decidi juntar algum dinheiro durante uns meses para poder vir para a Tailândia. Inicialmente o plano era ficar apenas três meses mas consegui arranjar trabalho para poder prolongar a minha estadia.

BnR: Tinhas algum lutador como referência?

KP: Embora não seja a mesma disciplina, sempre admirei imenso a Telma Monteiro. Pelo que representa, pela força, pelo espírito, por ser a mulher que é: um exemplo para todas as mulheres. Adorava fazer um pouco mais de judo e mesmo outras disciplinas mas de momento quero apenas focar-me no Muay Thai. Mais recentemente considero Vasyl Lomachenko um dos melhores pugilistas e sigo várias atletas no MMA.

Azul, Branca, Indomável, Imortal

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fc porto cabeçalho

Chegamos ao Natal e resta apenas um jogo ao FC Porto neste ano 2017. Numa altura em que todos começam a rever as suas acções e pedem desejos, não só para a noite de consoada mas também para o futuro, achamos importante rever o percurso azul e branco até ao momento, o percurso de uma equipa que iniciou a época com muitas promessas e que, até agora, não tem desiludido.

O “Universo” portista anseia pela conquista do campeonato! É certo, sempre o admitimos, não temos medo de o dizer em voz alta. Queremos o FC Porto campeão e para isso é preciso uma estrutura forte, capaz de se aguentar às investidas externas, capaz de vencer em campo, jogo após jogo. Depois de mais uma desilusão na época passada, com Nuno Espírito Santo no comando técnico, o Verão trouxe-nos Sérgio Conceição. Mais um homem da casa, mais um ex-jogador, mais um exemplo da raça e mística do clube. Só que, para além de Conceição, não chegava mais ninguém, nenhum reforço. No ataque, um dos sectores mais carenciados em 2016/17, perdeu-se André Silva e havia a consciência de que era preciso alguém, mas o anúncio de contratações tardava em chegar. Em vez disso, regressos! Olhámos com desconfiança para a integração de Aboubakar e Marega na pré-época, conscientes de que estes estavam a ser preparados para ser opções recorrentes na equipa principal. Um tinha dito publicamente que não queria regressar ao Dragão, o outro não tinha deixado, de todo, boas memórias. Agora, olhamos para trás e vemos duas apostas ganhas.

A impossibilidade de contratar levou a um mercado como nunca antes vimos, um mercado que obrigou a recuperar jogadores que haviam sido emprestados e que fechou deixando a sensação de que o plantel tinha ficado curto para atacar todas as frentes. Feitas as contas, a época arrancou com o FC Porto presente em quatro competições: a Liga Portuguesa, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e a Liga dos Campeões. Agora, cinco meses depois e prestes a deixar 2017 para trás, continua presente em todas elas.

O primeiro objectivo estabelecido era a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Inserida num grupo bastante equilibrado, a equipa entrou em falso no primeiro jogo, frente ao Besiktas JK mas, mesmo sem carimbar uma fase de grupos brilhante e regular, garantiu a presença na fase a eliminar da prova, goleando o AS Mónaco FC no Estádio do Dragão. Pelo meio houve um deslize na Alemanha, uma vitória segura no Principado e uma boa resposta na recepção ao RB Leipzig. Pelo meio também, foi lançado José Sá. O guarda-redes assumiu a baliza frente aos alemães, na Red Bull Arena, e parece ter vindo para ficar, sendo agora aposta recorrente no onze titular, deixando Iker Casillas no banco de suplentes.

A sintonia entre equipa e adeptos tem sido a imagem do FC Porto às ordens de Sérgio Conceição Fonte: FC Porto
A sintonia entre equipa e adeptos tem sido a imagem do FC Porto às ordens de Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Nas competições internas, com jogos a meio da semana a intercalar taças e campeonato, o FC Porto tem no seu percurso na Taça de Portugal duas goleadas, frente ao Lusitano GC e, mais recentemente, frente ao Vitória SC. Pelo meio, um teste complicado em casa, frente ao Portimonense SC, com os dois golos que garantiram a vitória a chegarem já em período de compensação. No final dessa partida, a 17 de Novembro, ouviam-se rumores de que a equipa começava a perder o gás. E, nos três jogos seguintes, três empates. O primeiro deles, quatro dias depois, não podia ser considerado um mau resultado. O 1-1 na Turquia, frente ao Besiktas JK, deixava a decisão dos oitavos para a última jornada do grupo e independente de terceiros. No entanto, os dois que se seguiram foram a contar para o campeonato, fazendo a vantagem na liderança da tabela encurtar até se tornar novamente nula e voltar a divisão do primeiro lugar.

Primeiro, a noite de 25 de Novembro, na Vila das Aves. Era, em menos de 10 dias, o terceiro jogo que o plantel fazia e a exibição foi condicente com a noite: fria e cinzenta. Depois, no feriado de 1 de Dezembro, chegou ao Porto o primeiro clássico da temporada, frente ao rival da Luz. Todos esperavam a vitória mas a sorte, Marega, e a interferência de terceiros não o permitiram. Nessa noite, o Dragão assistiu a uma grande falta de inspiração do avançado maliano, que falhou três ocasiões claras de golo, mas também a uma péssima exibição da equipa de arbitragem, que (e discussões sobre penáltis à parte!), anulou um golo limpo a Aboubakar, um golo que permitiria a conquista dos três pontos. Nessa noite, ainda assim, o FC Porto demonstrou que não estava acabado, abatido pelo cansaço. Pelo contrário, nessa noite todos saímos do estádio, ou da frente da televisão, conscientes de que estamos prontos para tudo, com total capacidade para demonstrar superioridade em campo, no jogo jogado.

Olhando para as estatísticas do campeonato, e não havendo mais jogos para disputar este ano, vemos um domínio azul e branco: com 39 golos marcados e apenas seis sofridos a equipa tem o ataque mais concretizador e a defesa menos batida. A juntar a isso, 39 pontos valem a liderança, ainda que partilhada em igualdade pontual com o Sporting CP. Para terminar 2017, apenas mais uma partida pela frente, em Paços de Ferreira, a contar para a Taça da Liga. O primeiro encontro da competição, com o Rio Ave FC, valeu mais uma vitória segura, por três bolas a zero, com Soares, Marega e Aboubakar a mostrarem serviço e a deixarem claro que, este ano, podem contar com o FC Porto activo e na luta em todas as frentes.

Para tudo isto, tem contribuído um treinador de ideias fixas, capaz de as transmitir aos seus jogadores, um treinador que sente o clube e quer, junto com os adeptos, a conquista de títulos. Para além dele, uma defesa segura liderada por Marcano e Felipe, imperiais no centro, uma frente de ataque com veia goleadora, com Marega e Aboubakar a brilharem no pódio dos melhores marcadores do campeonato e Danilo Pereira, um gigante no meio-campo.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O Bola na Rede já é um Órgão de Comunicação Social

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O facto de sermos reconhecidos por tal entidade é fruto do nosso trabalho, que é feito por e para todos vós: os nossos leitores são a razão pela qual existimos e alcançámos este patamar.

Esperamos ter a oportunidade de continuar a crescer do vosso lado. Em nome do Bola na Rede: muito obrigado!

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Os Treinadores que Mais Vezes Orientaram o FC Porto: José Mourinho

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José Mário dos Santos Mourinho Félix, ou simplesmente José Mourinho, nasceu a 26 de janeiro de 1963, em Setúbal, e estava destinado a ser um vencedor. Poucos ou ninguém imaginava, no início da sua carreira de técnico de futebol, que este viria a tornar-se num dos melhores treinadores de sempre do FC Porto e do futebol mundial.

José Mourinho começou a sua carreira como treinador principal no SL Benfica, em 2000/01, mas foi apenas na época 2001/02 que começou a dar sinais do que poderia vir a ser o seu futuro enquanto técnico, quando, em janeiro de 2002, foi apresentado como novo treinador do FC Porto e prometeu, logo no primeiro dia, que na época seguinte a equipa portista seria campeã nacional sob o seu comando. O clube azul e branco atravessava, na altura, um jejum de três temporadas sem qualquer título de campeão nacional, razão pela qual essa promessa de Mourinho foi considerada, no mínimo, arrojada.

A época de 2001/02 terminou com o FC Porto no terceiro lugar, como já era esperado, mas logo se deram início as preparações para a época seguinte, que viria a ser de glória. Para além de cumprir a promessa de ser campeão nacional, algo que conseguiu com 11 pontos de avanço sobre o segundo classificado, José Mourinho não ficou por aí e ainda conquistou a Taça de Portugal e a primeira Taça UEFA do clube da Invicta e do futebol nacional, na famosa final de Sevilha, na qual bateu o Celtic FC por 3-2 após prolongamento.

Só por isso José Mourinho já ficara na história do clube, mas, uma vez mais, isso não bastava para um homem com grandes ambições. Na época que se seguiu venceu a Supertaça, o bicampeonato, e elevou a fasquia europeia conquistando a segunda Liga dos Campeões da história do FC Porto, vencendo o AS Mónaco FC em Gelsenkirchen, por 3-0, numa das caminhadas europeias mais épicas alguma vez realizada por um clube.

A conquista da Liga dos Campeões, em 2004, foi o ponto mais alto da passagem de José Mourinho pelo FC Porto Fonte: UEFA
A conquista da Liga dos Campeões, em 2004, foi o ponto mais alto da passagem de José Mourinho pelo FC Porto
Fonte: UEFA

Naturalmente, tal como em 2003, foi considerado pela UEFA como o melhor treinador do ano e colocou o seu nome para sempre na história do futebol mundial. Findada a época gloriosa azul e branca José Mourinho optou por sair do FC Porto, pela porta grande, e rumar ao Chelsea FC de Inglaterra, onde continuou a sua carreira recheada de títulos.

A sua saída do clube não foi muito bem aceite no seio dos adeptos portistas e a popularidade do técnico desceu bastante nas horas e nos dias seguintes à conquista da Liga dos Campeões, mas nunca ninguém poderá negar que José Mourinho foi um dos melhores treinadores, senão o melhor, que alguma vez passou pelo banco portista. A ele devem, todos os portistas, um dos melhores e mais gloriosos momentos da história do clube.

Foto de Capa: UEFA

artigo revietompor: Ana Ferreira

Boa noite, Jesus

sporting cp cabeçalho 1Olá, Jorge.

Sei que não é a melhor noite para te chatear, mas, para mim, é a melhor noite que me ocorre para te elogiar. Sei que hoje muito provavelmente deverás estar com um olho no bacalhau com couves e outro nas prendas que queres que o nosso Presidente te dê, e, como tal, todas estas linhas te irão passar ao lado. Ainda assim, irei escrever; considera este texto como a minha paz de espírito natalícia.

Dois anos e meio depois, e apesar de todos os teus defeitos, continuo a achar que és a melhor opção possível para o meu – desculpa, nosso – Sporting. Dois anos e meio depois, tenho orgulho de te ter aqui connosco e, dois anos e meio depois, não há email algum que me faça querer-te longe daqui, longe de casa.

Por falar em comunicações eletrónicas, tenho de te dizer também que fico feliz por ver um sportinguista longe de toda aquela confusão, por seres o Dr. Henry Jekyll e o Soares de Oliveira o Edward Hyde. Contudo, se souberes quem roubou as bolachas à pobre Magda, por favor diz.

Voltando ao que interessa… Obrigado, Jorge, por me fazeres sonhar; obrigado por transformares o nosso clube numa equipa que ombreia com Real Madrid CF, FC Barcelona ou Juventus FC como se fosse o SL Benfica ou o FC Porto. No jogo com o Barça, estava a mais de 9500 quilómetros de Lisboa e ainda assim orgulhei-me de todos aqueles que se bateram estoicamente contra a equipa do Baixinho + 10. Soubeste recuperar o que é “Ser Sporting”, soubeste trazer de novo o orgulho de ir a um jogo e gritar contigo que farei tudo pelo emblema que trazemos no coração.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Sei que não é tudo mérito teu, sei que estás rodeado de malta com qualidade que luta pelos objetivos e que, de vez em quando, atura os teus defeitos – Obrigado, Raúl e restantes – e que esses mesmos defeitos por vezes me enervam. Porém, tal como em qualquer relação, os defeitos só te tornam mais humano, mais capaz – e, aprendendo com eles, cada vez mais o nosso futuro será risonho.

Ver-te de gorro de Pai Natal, com um sorriso de felicidade como uma criança antes de abrir as prendas, fez-me sorrir também. Mereces, finalmente, vencer algo em tua casa, no teu clube e com os teus pares.

Não te irei pedir o título, porque, infelizmente, cada vez mais sabemos que nem só com pontos em campo se ganham campeonatos, uma vez que os pontos dados aos árbitros ou os pontos finais de certos e-mails também ajudam. O que te peço é que continues a fazer o que tens feito: fazer-me acreditar que o melhor Sporting ainda está para vir…

Um bom Natal, Menino Jesus.

Artigo revisto por: Ana Ferreira

As prendas dos três grandes em Portugal

Cabeçalho Futebol Nacional

Janeiro é, normalmente, sinónimo de mexidas no mercado, de entradas e saídas e de reforços importantes para que se possam atingir os objetivos propostos pelos clubes no início da temporada. Neste mercado de janeiro é expectável que os 3 grandes possam estar bem ativos. O FC Porto, apesar de estar a fazer uma brilhante carreira poderá ter um plantel curto para aguentar os embates até final da temporada, acrescendo o fator “Champions”, o Sporting que também tem estado muito bem, necessita de reforços para o ataque uma vez que Alan Ruiz, Iuri Medeiros e Doumbia estarão de saída e o Benfica precisa de reforçar a defesa: Luisão está parado por lesão, Lisandro continua na calha para sair, Douglas não convence.

Ora, o que apresentamos é uma lista de possíveis “prendas” que os 3 grandes poderão encontrar dentro de portas.

1. 

Fonte: CS Marítimo
Fonte: CS Marítimo

Charles (CS Marítimo) – Guarda-redes canarinho quando chegou a Portugal em 2015 era um completo desconhecido da maioria dos adeptos portugueses e dos adeptos verde-rubros, em específico. Do guarda-redes o que saltava à vista era a participação no Mundial sub-17 pelo Brasil e a passagem por grandes clubes do Brasil como o Vasco ou o Cruzeiro. Na temporada passada o guarda-redes começou a temporada como suplente de Gottardi. O ex guarda-redes do Nacional acabou por contrair uma lesão e desde aí Charles não mais largou as redes da equipa madeirense. Seguro entre os postes, seguro nas saídas, é um guarda-redes que dá garantias, mesmo sem ser muito vistoso. É um guarda-redes competente, que não compromete e que tem sido uma das peças-chave para a brilhante campanha do Marítimo nesta temporada. A acrescer a isto, há que dizer que o guarda-redes tem apenas 23 anos, o que garante grande margem de progressão.