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A situação de João Mário

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Cabeçalho Liga Italiana

Tendo sido uma das transferências mais faladas no verão de 2016, João Mário foi contratado pelo Inter de Milão, a troco de 40 milhões de euros, após ter feito uma boa época ao serviço do Sporting e ajudado a Seleção Nacional a conquistar o Euro´16, que se jogou em França. Cerca de um ano e meio após a mudança para Itália, o atleta português está a ser fortemente associado a uma futura saída da equipa comandada por Luciano Spalletti, com o abandono possivelmente a acontecer já na reabertura do mercado. Mas o que pode explicar a atual situação difícil vivida pelo número 10 dos “Nerazzurri”?

Certamente, quem acompanhou de perto os primeiros tempos do jogador na Serie A, não esperava que se falasse na sua saída do Inter, uma vez que foi um elemento importante nas primeiras jornadas do campeonato. Contudo, a instabilidade técnica que o clube de Milão sofreu na época transata (tiveram no comando técnico 3 treinadores), acabou por prejudicar João Mário na sua adaptação ao futebol italiano.

Com a chegada de Spalletti a San Siro este ano, pensava-se que o médio de 24 anos poderia entrar facilmente nas opções iniciais do treinador italiano, mas mais uma vez houve um engano: a sua participação nos jogos tem sido inconstante, sendo que tanto é titular como suplente utilizado, ou simplesmente não é convocado por opção técnica.

É inegável que João Mário está num cenário complicado, tanto que o próprio já afirmou em público que caso não tenha mais tempo de jogo, irá pedir para deixar o Inter e rumar a outras paragens, visto que o jogador deseja participar no Mundial da Rússia do próximo ano.

João Mário não tem tido muito protagonismo ao serviço do Inter, e poderá abandonar o campeonato italiano Fonte: FC Inter Milão
João Mário não tem tido muito protagonismo ao serviço do Inter, e poderá abandonar o campeonato italiano
Fonte: FC Inter Milão

Ora, atendendo a essa possibilidade, tem sido noticiado o interesse de vários clubes europeus, entre eles o Arsenal e o Valência. Este último parece ser o mais forte candidato a garantir os préstimos do atleta português, o que seria um reforço de qualidade para Marcelino Toral, que está fazer uma boa campanha no campeonato.

Atendendo às qualidades técnicas de João Mário, creio que uma ingressão no Mestalla pode ser uma solução ótima para o jogador, na medida em que encaixaria perfeitamente no 4-4-2 adotado pelo técnico espanhol, tanto atuando no lado direito ou no “miolo”, um pouco à semelhança do que se verifica na Seleção Nacional. Resta agora é saber se se concretiza a mudança, que, caso aconteça, será uma boa notícia não só para Fernando Santos, mas também para os adeptos que apreciam as qualidades do jogador formado em Alcochete.

Foto de Capa: FC Inter Milão

Suplentes de luxo: O XI combinado dos três grandes

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Cabeçalho Futebol Nacional

Numa semana de pausa natalícia no campeonato, a Taça da Liga foi o principal foco de atenção dos clubes portugueses.

Concluída a segunda jornada, o Grupo A é o único já resolvido, com o surpreendente apuramento do Vitória de Setúbal. Os sadinos ultrapassaram o Benfica e o Braga e garantiram já a presença na final four da competição.

Esta eliminação do Benfica, aliada às saídas da Taça de Portugal e das competições europeias, pode, contudo, ser peça importante do campeonato. Os encarnados vão realizar apenas mais 20 jogos esta temporada, número que pode tornar-se significativamente mais pequeno do que o dos rivais.

Porto e Sporting, ainda a disputar todas as competições, vão, na segunda metade da época, disputar eliminatórias europeias, jogos a meio da semana e, muito provavelmente, encontrar-se mais vezes, com prováveis duelos nas meias-finais das Taças.

Neste cenário exigente, e com o desenrolar da época, aumento do número de jogos e, eventualmente, o aparecimento de lesões, os suplentes poderão ter um papel muito importante na decisão de um campeonato que se prevê equilibrado e disputado a três.

Assim sendo, o Bola na Rede decidiu comparar os plantéis dos “três grandes” e, descontando da equação os jogadores atualmente titulares, elaborar aquele que é o onze combinado dos suplentes de Porto, Sporting e Benfica.

Juventus FC 1-0 AS Roma: Rumo ao Hepta

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Cabeçalho Liga Italiana

Naquele que foi o jogo grande da 18ª jornada, Juventus FC e Roma AS defrontaram-se com várias alterações nos XI´s iniciais comparando com a partida referente à Taça de Itália, na qual a equipa da casa venceu e seguiu em frente tranquilamente, o que não aconteceu com os romanos que foram eliminados da competição ao perderem diante o Torino. Este é um clássico do futebol italiano e um dos jogos grandes na Europa que só por isso teria bastante interesse, contudo, o desta noite assumiu especial destaque fruto da elevada e estranha competitividade que se assiste esta época na Série A, aliado a este facto está a particularidade deste duelo ter colocado frente a frente o melhor ataque contra a melhor defesa da prova.

Não fugindo muito ao que é a normalidade do futebol italiano, as equipas entraram em campo sem grandes entusiamos ofensivos, com um jogo assumidamente contido em que a beleza tática italiana sobressaiu porque as equipas anularam-se mutuamente, como se diz na gíria desportiva, estavam “encaixadas uma na outra”. Nem sempre esta abordagem italiana é sinónimo de maus jogos, prova disso foi o espetáculo desta noite!

A Vecchia Signora apesar da toada geral do encontro foi a equipa que minimamente assumiu o controlo do jogo e assim que teve uma oportunidade clara de golo, aproveitou. Aos 17 minutos, após canto, Chiellini surge sozinho no centro da área e cabeceia forte para uma bela defesa de Alisson, na recarga Benatia com um remate potentíssimo obriga o guarda-redes da Roma a outra defesa, com este a desviar a bola para a barra que viria a sobrar novamente para o marroquino que “de bico” inaugurou o marcador no Allianz Stadium. Os visitantes reagiram bem ao golo, reequilibrando a partida, mas mantendo sempre a tal constante de jogo passivo, com poucos ataques e principalmente oportunidades com exceção para um lance aos 26 minutos em que Perotti surge sozinho na ala esquerda romana e cruza para o remate de El Shaarawy ao qual Szczesny correspondeu com uma excelente defesa.

No segundo tempo assistimos a um jogo muito mais aberto e atrativo, muito por força da mudança de atitude dos comandos de Massimiliano Allegri, o que ficou patente nos primeiros 20 minutos da segunda parte com o aumento dos ataques e jogadas de perigo, mantendo sempre os elevados índices de coesão defensiva, os lances de perigo  foram surgindo, primeiramente, aos 54 minutos Gonzalo Higuain, falhou isolado dentro da área romana, enviando a bola por cima da baliza, de seguida Matuidi ao desviar um cruzamento de Mandzukic obriga o brasileiro, Alisson, a nova defesa e por último, aos 68 minutos, Higuain desperdiça  mais uma oportunidade de aumentar a vantagem para a sua equipa, ao rematar para fora novamente.

A Roma “voltou ao jogo” e dominou até final,correndo atrás do prejuízo teve que meter “a carne toda no assador”, ação na qual o treinador Di Francesco teve papel determinante, na medida em que procedeu a alterações, na minha opinião, bastante inteligentes, com isso conseguiu lançar a sua equipa para a frente e teve várias oportunidades claras de golo , aos 72 Dzeko com um remate perigosíssimo de fora da área, aos 80 Florenzi a receber dentro da área e a rematar à trave e aos 88 minutos com o turco Cengiz Under já em esforço a tentar encostar para o golo mas mais uma vez Szczesny a manter a sua baliza inviolável.

O período de descontos foi, sem dúvidas, o momento mais interessante desta partida com uma oportunidade para cada lado. Primeiro com Pjanic, aproveitando o facto da equipa da Roma estar totalmente balançada na frente de ataque, conduziu a bola ao longo de 50 metros e rematou à barra, não conseguindo assim sentenciar a partida. A última oportunidade do jogo, foi também a última hipótese da Roma pontuar, resultou de uma falha dos dois centrais da Vechia Signora e permitiu que Patrik Schick ficasse cara a cara com o guarda redes da Juve com a possibilidade de garantir o empate à sua equipa, a verdade é que Szczesny estava em dia sim e brilhou mais uma vez.

A verdade é que o empate justificava-se, mas a eficácia reinou, até houve bolas na barra para os dois lado mas só a Juventus conseguiu meter a “Bola na Rede”.

Manchester United FC: Os títulos ainda são possíveis

Cabeçalho Liga Inglesa

A derrota no dérbi de Manchester, frente ao City, tem sido vista como a estocada final na pretensão do Manchester United em conquistar a Premier League. No entanto, a equipa de Mourinho está longe de poder ser descartada, pois ainda é uma candidata séria a vencer as várias competições em que está inserida.

Se é verdade que o campeonato está muito difícil, com um Manchester City em primeiro lugar, e a 11 pontos de distância, também é um facto que o United tem algumas vantagens ao seu dispor. A sequência de jogos no Inverno, em Inglaterra, é muito complicada. Com vários encontros para disputar, e poucos dias de descanso entre eles, a equipa de Guardiola tem uma missão mais complexa do que as restantes equipas, já que a grande vantagem que tem em termos classificativos, mais o facto de ainda não ter perdido no campeonato, torna-a no principal alvo a abater, sobretudo para as equipas mais pequenas, que tentam obter pontos para fugir à despromoção. O United, por sua vez, não tem a mesma pressão, e na Premier League espera apenas por um deslize dos rivais do Etihad Stadium. Para além disso, conta com um técnico muito experiente, que conhece todas as especificidades do futebol em Inglaterra.

Algo também importante é o estilo de jogo do Manchester United. O futebol defensivo, pragmático, e muito calculado da equipa não é apelativo para os adeptos, mas é eficiente. Atualmente, o conjunto de Old Trafford tem apenas 12 golos sofridos na Premier League, e, contrariando um pouco as críticas, é o segundo melhor ataque da competição. Mesmo não impressionando nas suas exibições, o Manchester United tem sido uma equipa consistente, e que continua inserida, também, na Taça de Inglaterra e na Liga dos Campeões.

A recente eliminação da Taça da Liga, frente ao Bristol City, não deixa de ser um ponto negativo na temporada do United. Afinal, são os detentores do troféu, e deixar escapar a hipótese de renovar o título, sendo eliminados por uma equipa do Championship, pode afetar os níveis de confiança em Old Trafford. Mas, curiosamente, a derrota colocou o clube exatamente no estado em que Mourinho queria: criticado, com dúvidas a surgir de todo o lado, na expetativa na Premier League, mas com boas hipóteses de qualificação nas restantes competições a eliminar.

 Manchester United saiu derrotado frente ao City, no jogo que opos os dois primeiros classificados da Premier League Fonte: Manchester United FC
Manchester United saiu derrotado frente ao City, no jogo que opos os dois primeiros classificados da Premier League
Fonte: Manchester United FC

O treinador português tem usado a mesma estratégia em todos os clubes por onde passou: para unir o grupo, Mourinho cria polémicas com clubes rivais e imprensa, até estar isolado o suficiente para considerar que está tudo contra si e o seu clube. A consequente mentalidade de guerrilha, que consegue muitas vezes incutir nos seus jogadores, é uma das grandes características das equipas mais vitoriosas de Mourinho.

A qualidade tática do treinador ex-Real Madrid, aliada à sua aptidão para vencer os jogos mais importantes, tornam-no num especialista em situações desportivas adversas. Estando o Manchester United numa dessas situações, é justo considerar o clube um sério candidato na FA Cup e na Liga dos Campeões. Por outro lado, a estadia de Mourinho em Old Trafford tem sido diferente da passagem do português por outros clubes: mais que obcecado por vencer, o treinador parece estar a tentar devolver o clube ao topo do futebol inglês de forma gradual, sem seguir por atalhos que se poderiam tornar prejudiciais à equipa a longo prazo.

Com sorteios acessíveis na Taça de Inglaterra e na Liga dos Campeões, frente ao Derby County e ao Sevilha, respetivamente, o United tem ainda muito para jogar para além do campeonato. E, com a recuperação de Zlatan Ibrahimovic, a equipa tem finalmente uma referência para os jogos mais complicados.

É injusto achar que Mourinho possa estar ultrapassado, ou que Guardiola e as suas ideias sejam invencíveis. Tal como foi o português a acabar com o reinado de Pep em Espanha, quando poucos lhe davam crédito, também desta vez o experiente técnico do United parece ter ainda uma palavra a dizer. A época futebolística é muito longa, e nem sempre se consegue ganhar jogos a praticar um futebol ofensivo, e a marcar 4 ou 5 golos. Ganhar de forma mais esforçada, arrastando jogos e frustrando o adversário, muitas vezes obtendo vitórias por 1-0, também tem o seu  mérito. E ninguém faz isso melhor que Mourinho.

Por isso, mesmo que pareça mais fraco que outros clubes rivais, e que o seu futebol ou a sua abordagem aos encontros não agrade aos críticos, enquanto o Manchester United estiver presente numa competição, será sempre candidato a vencê-la.

Foto de capa: Manchester United FC

Afinal o Coração é Vermelho ou Azul e Branco?

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fc porto cabeçalho

A imagem de um jogador de futebol a beijar o emblema do clube é já recorrente no leque de celebrações de cada atleta. É um gesto bonito, que enternece e derrete o coração do adepto ao ver o jogador do seu clube a fazer juras de amor eterno. Mas toda a gente sabe que não é assim tão simples! A carreira de um futebolista é curta e, eventualmente, o jogador acaba por sair do clube que anteriormente representava. O pior cenário possível acontece quando o futebolista troca o seu clube diretamente por um clube rival.

Há dias li uma notícia que alegava que Iván Marcano poderia rumar ao SL Benfica a custo zero. Apesar de ser algo improvável de acontecer, a verdade é que o FC Porto ainda não renovou com o central espanhol e, a juntar a isso, os rivais de Lisboa têm dificuldades gritantes no setor mais recuado, sendo que Marcano seria a contratação ideal. Para além destes factos junta-se ainda a componente histórica, que nos mostra que as transições do Dragão para a Luz e vice-versa já decorreram no passado, mas já lá vamos.

Iván Marcano termina contrato com o FC Porto no final da presente temporada e correm rumores de que o processo de renovação não está fácil. O defesa espanhol não teve uma adaptação fácil no Dragão mas nas últimas duas épocas afirmou-se categoricamente no setor defensivo dos “Dragões” e, para além de fazer parte do núcleo duro dos azuis e brancos, é também um dos capitães de equipa. O que leva então um jogador com um papel-chave no plantel a equacionar sair no clube? A resposta é simples: dinheiro! Com 30 anos de idade é normal que o jogador procure o “contrato da sua vida” e, caso a exigência do salário seja demasiada para os cofres portistas, as “Águias” podem assim avançar já que é conhecida a necessidade da compra de um central, de preferência para se afirmar de imediato no onze.

A possibilidade de ver Marcano de vermelho assusta mas, como já referi anteriormente, esta troca de emblemas e espécie de “traição” já aconteceu no passado. O último jogador a trocar um clube pelo outro foi Maxi Pereira, na época 2015/16. Ainda está fresco na memória o duro golpe que foi para o SL Benfica perder um jogador que alinhou nos seus quadros durante oito anos e os adeptos encarnados fazem questão de demonstrar esse descontentamento sempre que defrontam o lateral uruguaio. 

Real Madrid CF 0-3 FC Barcelona: Xeque-mate real!

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Cabeçalho Liga Espanhola

 

Xeque-mate! Ao vencer o Real Madrid no Santiago Bernabéu, o Barcelona hipotecou, praticamente, as hipóteses do rival chegar ao bicampeonato, deixando-o a 14 pontos da liderança, por si ocupada. Como foi isto acontecer? Há explicações que vão de Messi a Suarez, e que passam por Carvajal, mas já lá vamos.

Comecemos pelo início. O Barcelona entrava em campo tranquilo, o Real Madrid tinha urgência em ganhar. Ainda assim, Zidane preferiu tirar rasgo  e criatividade ao meio-campo (Isco e Asensio ficaram no banco) e dar-lhe maior capacidade de pressão, com Kovacic. Pensou que o Barcelona começaria a anular-se no seu ataque. E pensou bem. O croata “colou-se” a Busquets e os blaugrana tiveram dificuldades em sair a jogar, pertencendo ao Real a iniciativa de jogo durante os primeiros vinte minutos, ainda que sem oportunidades de grande realce (Cristiano Ronaldo chegou a aparecer em posição prometedora… mas falhou a bola).

Porém, este Barcelona é inteligente e maleável, tal como o seu treinador. Perante este contexto, Ernesto Valverde mandou compactar o seu bloco, fazendo recuar os médios de construção e Messi e a equipa começou a respirar melhor perante a pressão merengue. A partir daqui o jogo dividiu-se, e houve oportunidades de perigo para ambos os lados. Paulinho, por duas vezes (uma delas isolado por Messi em zona mais recuada), esteve perto do golo; Cristiano Ronaldo e Benzema (atirou, de cabeça, ao poste), também. A primeira parte terminaria, porém, sem que o placard fosse colorido.

CR7 esteve perto de inaugurar o marcador na primeira parte Fonte: La Liga
CR7 esteve perto de inaugurar o marcador na primeira parte
Fonte: La Liga

A segunda parte conheceu um Barcelona mais criterioso na hora de sair a jogar e um Real Madrid algo adormecido, deixando de conseguir exercer a pressão ofensiva que efetuou na primeira parte. O corredor central madrileno ficou livre para ser explorado pelo rival, que agradeceu a generosidade. Rakitic começou a mover-se como quis e a gizar o jogo blaugrana com um certo à vontade. Foi assim que proporcionou oportunidades de perigo aos seus colegas, nomeadamente Suarez, que desperdiçou a primeira oportunidade criada por Rakitic, mas não a segunda, inaugurando o marcador à passagem dos 10 minutos da segunda parte.

O Real Madrid não conseguiu reagir, o Barcelona continuava a crescer no encontro e chegou mesmo ao segundo golo, através de uma grande penalidade, convertida por Messi, aos 65 minutos, que se revelou como lance capital para o desfecho do encontro. Não só porque resultou no segundo golo blaugrana, mas também por significar a expulsão de Carvajal, que se opôs com a mão a um cabeceamento de Paulinho para a baliza deserta.

Em superioridade numérica, com dois golos de vantagem e com 25 minutos para disputar, O vencedor estava encontrado. O Real tentou dar mostras de incoformismo e até esteve perto do golo por Bale (entrou, juntamente com Isco, para os lugares de Kovacic e Casemiro) e Sergio Ramos, teve razões de queixa da arbitragem (duas mãos na àrea blagurana), mas foi o Barcelona a ampliar a vantagem, sob o apito final, por Aleix Vidal, que confirmou a 93ª vitória do Barcelona em Classicos e que significa, também, o adeus madrileno ao título. Recuperar 14 pontos (podem ser 11, sim, se o Real conseguir vencer o jogo que tem em atraso) a um Barcelona tão regular e tão inteligente parece tarefa impossível.

Foto de capa: Real Madrid CF

Como nunca perder o mercado?

Cabeçalho Futebol Nacional

Ora, quem acompanha o futebol português, deve ser a perfeita noção que o mercado sul-americano sempre foi bastante apetecível para os clubes nacionais., principalmente devido às questões financeiras, e também porque o com aparecimento de jogadores como Paulo Futre, Rui Costa, Paulo Sousa, Fernando Couto e Luís Figo, o futebol português começaria a ser visto como uma escada para o topo. E foi através da exploração do mercado sul-americano que alguns clubes da Primeira Liga ganharam visibilidade do mercado.

Nesta década, o Sport Lisboa e Benfica potenciou alguns jogadores desse mercado, tais como Ramires, Dí Maria, Garay, Enzo Pérez ou Nico Gaitán, bem como potenciou alguns jogadores europeus, tais como Javi Garcia, Rodrigo, Axel Witsel e Matic.

No entanto, o Futebol Clube do Porto é que foi o grande pioneiro da exploração do mercado sul-americano no futebol português. Foi essa política de contratações que permitiu ao clube azul e branco manter o domínio do futebol português durante anos a fio. Através do recrutamento, potencialização e valorização de jogadores sul-americanos, o FC Porto conseguia manter uma equipa forte e competitiva ano após ano.

Só que a uma certa altura, essa estratégia de mercado deixou de surtir efeito. Porquê? Porque, muitos clubes espalhados pela Europa fora começaram a aperceber-se daquilo que o FC Porto fazia, e passaram a adoptar a mesma estratégia. E tendo em conta o maior poderio financeiro desses clubes, o FC Porto acabaria por perder o mercado, e esse é um dos motivos pelo qual, o clube azul e branco viria a perder a hegemonia do futebol português.

Diogo Dalot é dos laterais-direitos mais promissores da Europa Fonte: Football Talent Scout
Diogo Dalot é dos laterais-direitos mais promissores da Europa
Fonte: Football Talent Scout

Dadas as circunstâncias, os três grandes teriam de pensar numa solução de se manterem actualizados no mercado, sem perderem a competitividade em relação aos principais campeonatos europeus, nem correrem o risco de terem grandes quebras de lucro com vendas de jogadores. Por incrível que possa parecer, a solução para isso está bem mais perto do que se imagina: está na cantera.

Como muitos devem saber, o Sporting CP foi o primeiro dos três grandes a destacar-se no futebol europeu pela produção dos seus próprios jogadores e com isso, conseguiu também fazer boas vendas nos casos de Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma e Nani. Isto não acontecia por acaso. Isto acontecia porque o Sporting é o clube que investe nas camadas jovens há mais tempo.

A teimosia Samaris

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sl benfica cabeçalho 1

Rui Vitória tem deixado os adeptos encarnados algo apreensivos face ao seu discurso após resultados menos positivos da equipa. Olhando também para as opções tomadas ultimamente, essa apreensão não se prevê que melhore. Falo nomeadamente do caso de Samaris – não da sua qualidade – mas sim da sua utilização no decorrer das partidas.

Aquando da colocação de Krovinovic a titular a intenção foi reforçar a linha média em termos defensivos, mas, sobretudo, ter mais jogadores para encurtar o espaço no meio, criar linhas de passe mais próximas e transportar a bola com maior critério até aos jogadores da frente. Desta forma evita a lateralização do jogo, que consistia na esperança de que um dos dois homens da frente estivesse no sítio certo para fazer golo.

Visto por este parâmetro, e uma que a equipa necessitava de uma mudança no paradigma tático, o treinador foi perspicaz e percebeu a necessidade de ter mais um médio que transportasse o jogo – esta época Pizzi não tem sido capaz de o fazer com a qualidade a que habituou os adeptos encarnados.

A questão ganha maior peso quando em jogos em que o resultado está razoavelmente confortável – lembro-me desde já deste do jogo do passado fim de semana contra o modesto Tondela – para a equipa Rui Vitória decide substituir Fejsa por Samaris. Certo é que Samaris, em relação ao sérvio, é um trinco de características vincadamente mais ofensivas, mas a verdade é que esta substituição nada acrescenta ao jogo e especialmente à equipa.

Caso a intenção seja segurar um resultado ou ter mais um jogador a defender entende-se a colocação do jogador, mas abdicando de um dos jogadores de ataque e colocando o grego a atuar junto a Fejsa. Então nessa situação Samaris tem a tarefa de auxiliar o sérvio. No entanto, e como se verifica nos jogos do Benfica esta situação não se comprova.

Vamos em dezembro, o quarto de nove meses de competição, e a equipa já foi eliminada das provas europeias e da Taça de Portugal. Não é aceitável que a colocação de Samaris seja para poupar Fejsa ao desgaste físico. Caros leitores, adeptos, ou fanáticos apenas, – a distinção foi propositada – os jogadores ganham hoje quantias absurdas de dinheiro, o cansaço deve ser parte dos seus dias. No mínimo, significa que diariamente se esforçam e trabalham para alcançar os objetivos a que se propõem no inicio de cada época.

Samaris perdeu espaço nos últimos anos Fonte: SL Benfica
Samaris perdeu espaço nos últimos anos
Fonte: SL Benfica

Também é verdade que Fejsa é um jogador que se lesiona com alguma regularidade, contudo se a questão é evitar lesões então algo está muito mal com o departamento médico e com o departamento físico da equipa. Relembre-se que só nestes quatro meses de temporada existe já um vasto leque de jogadores que se lesionaram.

Caracterizando-se por ser um homem honesto e de palavra – o que, de todo, não corroboro – fico com a ideia de que Rui Vitória está demasiado cauteloso face às situações que lhe aparecem, este é um desses casos. Talvez seja essa a razão pela qual desde que chegou ao clube, e no primeiro ano em que a equipa não joga um futebol altamente eficaz, o técnico tenha dificuldade em reagir com a força necessária para que a equipa ganhe novo rumo face ao que ainda falta da temporada e ambicione a conquista de mais um campeonato.

Foto de Capa: SL Benfica

O futuro do Atletismo: As Próximas Campeãs

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Cabeçalho modalidadesCada vez mais próximos do começo da temporada 2018, para final de ano decidimos falar um pouco de alguns dos principais jovens promissores para os próximos anos. Seguimos apenas dois critérios:

  • Atletas sub-23
  • Atletas que ainda não conquistaram a medalha de Ouro em Eventos Globais ao ar livre: Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos

Esta semana apresentaremos 12 nomes no feminino, acrescentando uma “Aposta Certa” de um nome que será difícil falharmos em antever que conquistará um evento global no futuro. Na próxima semana, o mesmo exercício será feito para o masculino e para breve publicaremos também um artigo referente às promessas nacionais.

Embora tenhamos procurado fazer uma escolha abrangente, não deixámos de focar as disciplinas que normalmente geram mais expectativa (especialmente a velocidade) e que como tal têm mais jovens talentos facilmente identificáveis, pelo que não procurámos limitar promessas de acordo com a prova em que são especialistas. Muitos outros nomes poderiam ser acrescentados e não foi fácil chegar a apenas 12 nomes a nível global (ou 13, se contabilizarmos a aposta certa), o que só demonstra o nível cada vez maior do Atletismo a nível de escalões jovens.

Carta Sportinguista ao Pai Natal

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cartaaberta

Querido Pai Natal:

Na minha escola só há meninos portistas e benfiquistas. Conto pelos dedos de uma só mão – e acredita que ainda me sobram dedos – os meninos que são, como eu, do Sporting. Mas isso, Pai Natal, não me deixa triste. Antes pelo contrário: só dá mais força ao amor que tenho pelo meu clube. Para esses que me insultam de “Lagarto” durante todo o ano apenas lhes solto uma frase, com indiferença: “Vocês sabem lá…”.

É costume que nos dias antes do Natal os meninos como eu escrevam algo para ti, pedindo presentes e justificando por que é que os merecem. Deves receber por esta altura centenas, milhares de cartas de outros meninos e meninas, pedindo as coisas mais diversas: Playstations, Xbox’s, livros, bonecas, pistas de carros, mochilas e outras coisas que todos os meninos e meninas gostam e desejam. Eu sou um menino igual aos outros mas que, este ano em especial, apenas te pede uma coisa. Presta bem atenção ao que te vou pedir, Pai Natal.

Abdico de todas as prendas que se dão por esta altura aos meninos como eu: os brinquedos, as roupas, os livros e tudo o mais. Peço-te apenas que faças o meu Sporting campeão em 2018 em Futebol Sénior Masculino. Digo-te assim por extenso para que não te enganes, Pai Natal: não é feminino, é masculino. Não é sub-15 ou sub-17, é Sénior.

Todos os sportinguistas querem que a prenda chegue em maio Fonte: Bola Na Rede
Todos os sportinguistas querem que a prenda chegue em maio
Fonte: Bola Na Rede

É pedir muito, Pai Natal? Acho que não. Durante todo o ano fui sempre um menino bem-comportado, tu sabes disso: escrevi todas as semanas aqui no Bola na Rede na secção Sporting, dando uma forcinha para que aquilo dentro do campo dê em vitórias; sou sócio do clube com um orgulho leonino enorme e moro a cerca de trezentos quilómetros de distância da “casa-mãe” dos Leões; não perco um jogo durante a época e se o perco é por circunstâncias que me ultrapassam completamente. Quando isso acontece, ando mal, muito mal.

Se não vou aos estádios fico a admirar cada jogada do Gelson, cada passe do Bruno Fernandes, cada golaço do Bas Dost. Vejo aquilo e o coração aperta-se, o que queres que faça, Pai Natal? Sei que na altura em que o coração me aperta durante os jogos, eu estou, nesse momento, em campo com os Leões. Sei que os jogadores também sabem disso. Nunca contei nada a ninguém, por isso peço-te segredo, Pai Natal. Acho que se algum adulto soubesse de tal coisa, mandar-me-iam logo falar com o psicólogo da escola…

Por isso, Pai Natal, peço-te com todas as energias possíveis e imaginárias que faças o meu Sporting campeão em 2018. Se isso acontecer, prometo, vou olhar para o Céu numa noite limpa e focar-me-ei numa estrela. Ela brilhará mais do que as outras, eu sei que sim. Depois fecharei os olhos, soltarei uma lágrima do fundo do peito (porque é aí que estão as lágrimas das pessoas) e direi assim baixinho, apertando as mãos com força: o Sporting é novamente Campeão.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal