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O Clássico Que Marca

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sl benfica cabeçalho 1Esta semana há festim do bom lá para os lados do Porto. Consta, no calendário da Liga Portuguesa, que Benfica e FC Porto vão discutir a liderança do campeonato. Isto, se não der empate e o Sporting saltar lá para a frente, mas isso já são consta para daqui a uma semana.

Falar de jogos entre estes dois é debater história. Salta à vista a inconsistência do Benfica para ganhar jogos no estádio do Dragão e o azar, também do Benfica, para ganhar jogos em casa aos portistas.

Feitas as contas podíamos arrumar a crónica desta semana por aqui e esperar, ou melhor, rezar para que Jonas, ou Jiménez, ou Seferovic encarnassem a pele de Lima, em 2014, ou de Nuno Gomes, em 2006, em mais uma rara vitória do Benfica no Porto por 0-2.

Porém, a minha missão desta semana é falar-vos do clássico que mais me marcou. Sem dúvida nenhuma que os 0-5 na era de Jesus e de David Luiz a lateral-esquerdo foram dos mais marcantes. Ou o ano em que o Kelvin decidiu dar o campeonato ao Porto quando o empate entregava o título ao Benfica. Todos nos lembramos de Jesus a ajoelhar-se e de Vítor Pereira a fazer a minimaratona em círculo, mais tarde vingada por Eliseu em cima de uma acelera.

Estes jogos são feitos de momentos marcantes como os que referi. Tinha muito mais sentido recordar um clássico jogado no Dragão visto que o desta sexta-feira será lá disputado. Contudo, o jogo que mais me marcou entre estes dois foi disputado na Luz.

Dia 2 de Março de 2012 o Benfica perdeu 2-3 frente ao FC Porto, no estádio da Luz Fonte: FC Porto
Dia 2 de Março de 2012 o Benfica perdeu 2-3 frente ao FC Porto, no estádio da Luz
Fonte: FC Porto

No dia 2 de Março de 2012, pelas 20:15, foi dado o pontapé de saída num Benfica vs Porto, apitado por Pedro Proença. Vítor Pereira era o treinador dos dragões e Jesus ainda orientava as águias.

A coisa começou logo mal quando Hulk, aos 7 minutos, decidiu espetar uma buja de ângulo apertado na baliza de Artur Moraes. 0-1 Para o Porto, mais do mesmo. O Benfica reagiu e foi para cima de um Porto que tinha Maicon, peça importante desta crónica, e Rolando na defesa. Sim, esse Rolando que hoje anda por Marselha a treinar, jogar e fazer serviço comunitário com argelinos.

Uma defesa frágil para uma equipa que tinha James, Hulk e Moutinho na parte mais adiantada do campo. Maxi ainda era nosso, Javi Garcia jogava a médio-defensivo e era o fio condutor entre a defesa, ao encargo de Luisão e Garay com um menino a quem o Benfica tinha prometido ajudar num acordo com a Cercica chamado Emerson, e o ataque.

Engraçada a história de Emerson. Fez uma época inteira a lateral-esquerdo e foi, no melhor dos elogios, horrível. Quando jogou a central, em Stanford Bridge, para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, fez o jogo da vida dele e foi o mais próximo que o Brasil teve de ter um Maldini.

Os Treinadores que Mais Vezes Orientaram o FC Porto: Joseph Szabo

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fc porto cabeçalhoJoseph Szabo nasceu a 11 de maio em Gonyu, na Hungria. Iniciou o seu percurso no futebol português como jogador no Nacional da Madeira em 1926.

O treinador húngaro chegou ao FC Porto no início da década de 30, vindo do CS Marítimo, e trouxe consigo o melhor jogador português de então, Pinga. Orientou o FC Porto por 103 vezes sendo o oitavo treinador que mais vezes esteve no “comando” dos portistas. Nesses 103 jogos obteve 56 vitórias, 16 empates e 30 derrotas.

Inicialmente, Szabo começou por ser treinador-jogador. Foi nessa condição que conquistou o campeonato de Portugal (competição que antecedeu a Taça de Portugal) de 1931/32 (vitória do FC Porto sobre o CF Os Belenenses, por 2-1, na finalíssima disputada em Coimbra).

O treinador húngaro foi jogador do histórico Ferencvaros TC (Hungria) e veio para o nosso país com fama de técnico disciplinador e exigente. No entanto, ao caráter autoritário também juntava um perfil competente e ganhador. É de sua autoria uma velha máxima que privilegia a vertente física em prol da criatividade:

 «No futebol, o sucesso faz-se com 90% de transpiração e 10% de génio».

A passagem de Szabo pelo FC Porto ficou marcada pela conquista da primeira edição do campeonato nacional, na época 1934/35. Esse campeonato foi uma luta «ombro-a-ombro» até à última jornada, que ficou marcada por um escaldante Sporting CP-FC Porto. O resultado foi um empate a duas bolas que confirmou o “nosso” primeiro Campeonato Nacional. O FC Porto terminaria o campeonato com dois pontos de avanço sobre o Sporting CP e três sobre o SL Benfica.

Szabo deixou a sua marca no FC Porto Fonte: ogol.br
Szabo deixou a sua marca no FC Porto
Fonte: ogol.br

Apesar de ser muito respeitado, o treinador húngaro acabaria por entrar em conflito com a Direção e com os jogadores, o que originou a sua demissão em fevereiro de 1936. Szabo justificou a sua decisão com a falta de apoio da Direção. Segundo relatos da imprensa, terá até chegado a agredir um diretor por este lhe ter chamado “maluco”.

Quase 10 anos depois, em 1945, o treinador húngaro acabaria por regressar ao FC Porto mas sem o sucesso que marcou a sua primeira passagem pelo clube. Foi um treinador marcante que “deixou” nas vitrinas do Dragão sete títulos: um Campeonato Nacional, uma Taça de Portugal e seis campeonatos do Porto.

Para além disso, Joseph Szabo foi também um treinador marcante no futebol português visto que passou por várias equipas, tendo tido muito destaque no Sporting CP onde também conquistou vários títulos. Faleceu a 17 de março de 1973 com 76 anos.

Foto de Capa: Pinterest

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os emails não revelados: Lito Vidigal “atira-se” a Sérgio Conceição

Cabeçalho Futebol Nacional

Escrevo-te após ter vencido a Final de uma Liga dos Campeões. Afinal tu é que acreditavas e acreditas que tens valor para ganhar uma “Champions”, mas parece que eu é que a ganhei primeiro. Uma vitória sofrida mas que também me parece merecida. Foi com garra, entrega e organização que conseguimos bater a tua equipa até então invencível no nosso Campeonato.

Tem de ser dado mérito a este pequeno milagre: uma tão diferente capacidade financeira e de investimento no futebol, resultou num embate tão equilibrado, tendo em alguns momentos a minha equipa sido até superior dentro das quatro linhas. Eu sei que a vossa expulsão ajudou, mas o que é certo que não foi só a partir daí que o jogo se tornou equilibrado.

Sérgio: acho que quase toda a gente simpatiza contigo e com a tua frontalidade. Que encontram em ti um homem que não renega nunca aos seus valores e aos seus ideias na luta pela obtenção dos objectivos. E eu gosto disso. Mas não te ficaram bem aquelas palavras sobre a festa que protagonizámos por termos empatado. Sim, a parte inicial do que escrevi era uma pequena brincadeira. Não ganhámos. Mas empatámos!

Sérgio Conceição assumiu o comando da nau portista no inicio da presente época Fonte: FC Porto
Sérgio Conceição assumiu o comando da nau portista no inicio da presente época
Fonte: FC Porto

Não te ficou bem porque também tu já andaste por clubes mais pequenos e deverias ainda lembrar o que é treinar um clube pequeno: as dificuldades que se sentem, as condições que se queriam ter e não se têm, a felicidade que é fazer das fraquezas forças e saborear “vitórias” como a de sábado passado. E essa ninguém nos pode tirar. É assim que se vive num clube pequeno, ou, pelo menos, neste pequeno grande clube.

Porque fizemos uma festa daquelas? Não foi por termos recebido dinheiro “extra” vindo de lado algum. Quanto a isso podes ficar tranquilo Sérgio.

Estou aqui há pouco tempo. Encontrei um clube em dificuldades, e o que é certo é que com o passar dos dias a motivação e a confiança cresceram e com elas a qualidade futebolística e os resultados começaram a andar de mãos dadas. Tem sido um esforço de todos e uma dedicação que muitas vezes passa despercebida aos demais. Dá-se demasiadas vezes pouca importância aos clubes mais pequenos como nós. Porque este clube quase que estava condenado por muita da opinião pública. Porque estas pessoas merecem mais e melhor. Porque unidos crescemos e transformámos as dificuldades em forças. Porque só quando os resultados contra os grandes aparecem é que a crítica parece perceber que há um mundo para além dos principais clubes portugueses. Porque estes jogadores merecem respeito, consideração e admiração.

O reviver da equipa de Eibar

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Cabeçalho Futebol Internacional

O SD Eibar tem traçado um caminho diferentes nestes últimos jogos, a equipa ganhou um novo ânimo e voltaram a praticar o futebol positivo de outrora.

Começou com um inicio pouco fugaz na liga espanhola, um clube que estava a competir na época passada por lugares europeus estava neste momento nos últimos lugares da tabela classificativa, e, apesar de estarmos praticamente a meio da época são lugares que nunca se desejam estar. Os “armeros” estavam sem “munição” para a liga espanhola e esse desânimo chegou aos jogadores, que o diga Paulo Oliveira e Bebé, os internacionais portugueses que jogam pelo clube. Praticamente impotentes nesta situação pouco conseguiram fazer para impedir que a equipa atingisse o fim da tabela. No entanto uma nova luz surgiu na equipa treinada por José Luis Mendilibar.

Paulo Oliveira tem sido parte estrutural do coração da defesa de Eibar Fonte: SD Eibar
Paulo Oliveira tem sido parte estrutural do coração da defesa de Eibar
Fonte: SD Eibar

Uma expressiva vitória frente ao Real Bétis por 5-0 trouxe um novo brio à equipa. A verdade é que uma equipa como o Bétis que teve um inicio de época muito interessante e com um futebol capaz de agradar até aos adeptos mais exigentes perder por 5-0 com o SD Eibar não pode ter sido unicamente desleixo por parte dos “verdiblancos”. Um novo brio nasceu em Eibar e isso nota-se na maneira de jogar e na motivação empregue.

No dérbi de Mendizorroza, o Eibar teve a sua segunda vitória consecutiva frente ao rival Alavés, 2-1 foi o resultado favorável ao SD Eibar que contou com Paulo Oliveira no onze inicial. Uma maior capacidade tática e uma posse de bola mais acrescida, permitiram dar o controlo do jogo à equipa de Bebé que não tem sido titular nos últimos jogos da liga.

O avançado português não tem sido opção no onze inicial de Mendilibar Fonte: SD Eibar
O avançado português não tem sido opção no onze inicial de Mendilibar
Fonte: SD Eibar

Já nesta última terça-feira para a Taça do Rei de Espanha, o SD Eibar foi afastado da competição pelo Celta de Vigo nos 16-avos-de-final, num jogo em que, apesar da derrota, mostrou que o futebol a ser praticado pelos “armeros” é determinado e organizado. Sendo que os 17 remates contra os 4 do Vigo, os 58% de posse de bola e o dobro dos cantos, mostraram o poderio desta motivada equipa que vai agora aplicar todos os esforços na liga e tentar manter o registo das últimas jornadas, uma vez que não se dá por contente, Mendilibar já disse que a equipa tem que continuar a lutar por melhores posições na liga e deve continuar a praticar o futebol que tem aplicado.

Esperamos assim que, com o apoio de Paulo Oliveira e Bebé, a equipa de Eibar continue a subir na liga Espanhola e cumpra o objetivo da época passada, os lugares europeus.

Foto de Capa: SD Eibar

Do mito ao Petit borrego

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sporting cp cabeçalho 2

Mais uma vez, usurpamos o universo Grego com uma vitória sem espinhas à moda do “Deus” Bas. Enquanto Jesus rodava o espeto, Bruno César ia deliciando os adeptos com tamanha aptidão para devorar o Olympiacos. O brasileiro tem demonstrado que, na Champions, mais depressa avia uma picanha de qualidade do que José Sócrates querer mostrar inocência.

Mathieu, William e Piccini voltaram com grande fome e com a qualidade que muitos Deuses desejam. Se os italianos já andam a “namorar” Piccini para a linha direita da squadra azzurra, os Dildo Brothers não se cansam de encher as paredes da zona de East London com os posters de Sir William. Mathieu disse há poucos dias que acabar a carreira no Sporting dependia do Presidente. Eu suplico ao central francês que o faça com o consentimento –  unânime -, do povo verde e branco. Até André Pinto se torna “delicioso” junto a tanta supremacia. Aquele meio-campo com William, Battaglia e Bruno Fernandes é uma melodia reconfortante para qualquer ouvido e juntar o matador Bas Dost é a sinfonia perfeita para entrar em qualquer Olimpo. Ir a Barcelona discutir o apuramento com um tubarão chamado Juventus é estar no pódio e ser tão grande como os maiores da Europa.

Bas Dost marcou o terceiro golo desta forma Fonte: Sporting CP
Bas Dost marcou o terceiro golo desta forma
Fonte: Sporting CP

Da mesma maneira que um assistente de bordo olha para mim quando lhe peço um copo com água, olhava para Petit com o mesmo ar de desprezo e total desconfiança neste Paços de Ferreira. Jesus conseguiu matar o borrego e venceu, finalmente, uma equipa de Petit, como treinador leonino. É com grande ânimo que se vê Coentrão fazer o segundo jogo consecutivo e deixar para trás o pulmão condicionado pelos consecutivos cigarros. É com grande esperança que se vêem antigos fantasmas fugirem.

Vencer estes dois jogos traz a sensação e esperança que antigos “demónios” foram sequestrados nos emails e fruta fresquinha de outras épocas. O Sporting venceu um Paços atrevido e aproveitou o empate do FC Porto na Vila das Aves. Mais depressa chegará o Sporting à liderança do que Sérgio Conceição ao fim do campeonato sem esmurrar a cara de um árbitro. Provavelmente, foi isso que disse, em Alvalade, aos seus jogadores: “Malta, ou somos campeões ou eu dou uma pêra ao próximo árbitro que não nos ajudar a somar pontos”. O treinador portista não se lembrou que a época da fruta fresca só passou enquanto foi jogador. Foi uma vitória justa no regresso de Bryan Ruiz à armada do Leão.

Gelson Martins estava no sítio certo para aumentar a vantagem leonina Fonte: Sporting CP
Gelson Martins estava no sítio certo para aumentar a vantagem leonina
Fonte: Sporting CP

Bryan, se estás a ler este texto, lembra-te que me deves um golo e um campeonato. Espero sinceramente que esta história tenha um final tão feliz como a paixão dos sete anões pela Branca de Neve. O mais importante foi, sem dúvida, conquistar os três pontos e esperar por um clássico bem sentadinho na poltrona com uma chave inglesa que não necessitou do manual de instruções para desmontar um móvel na sua plena capital.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

Entre Gasol e Fizdale, a escolha era óbvia. Mas foi a correta?

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Cabeçalho modalidadesOs Memphis Grizzlies anunciaram esta segunda-feira o despedimento do treinador David Fizdale, após oito derrotas consecutivas. A última delas, em casa, frente aos Nets, parece ter sido a gota de água. Fizdale já não podia contar com uma das suas estrelas, Mike Conley, devido a lesão, e decidiu deixar a outra, Marc Gasol, todo o quarto período no banco. Marc desabafou aos jornalistas, que noticiaram que os problemas entre o espanhol e Fizdale já eram antigos, e a direção da equipa do Tennessee terminou o contrato com o ex-assistente de Erik Spoelstra nos Miami Heat. Porém, agarrar-se a duas estrelas já mais perto do fim da carreira do que do seu auge, em vez de continuar com um jovem treinador a fazer um bom trabalho no geral, é uma boa ideia?

Quando Chris Wallace assumiu o cargo de diretor geral dos Memphis Grizzlies, afirmou que queria trazer um título para a cidade. Escolheu Mike Conley no draft, trocou Pau Gasol pelo irmão Marc e conseguiu dar a Memphis os melhores anos da sua história, mesmo sem títulos. Mas esses tempos parecem ter chegado ao fim, principalmente depois das saídas de Zach Randolph e Tony Allen, mesmo que Wallace ainda não se tenha apercebido. Colocar a culpa e desistir de um treinador tão facilmente como se fez com David Fizdale não aparecerá certamente na capa dos manuais “Como gerir uma organização?”. Ainda para mais um treinador que tem visto a sua equipa perder qualidade e cuja maior estrela está constantemente lesionada.

Porque não foi Fizdale quem ofereceu 94 milhões a Chandler Parsons ou escolheu Hasheem Thabeet ou Xavier Henry cedo na primeira ronda do draft. Nem foi ele que trocou Kevin Love por OJ Mayo, deixou sair Baldwin ou Zagorac um ano depois de terem sido escolhidos pela equipa ou que constantemente trocou jogadores importantes para a equipa por nada. Tudo isso é culpa de Wallace, que decidiu dar a um Gasol que não gostava do treinador e a jogar abaixo do que sabe, demasiado poder. E isso é perigoso. Um jogador saber que tem mais poder dentro de uma organização do que o seu treinador é uma jogada de risco.

 

Em pouco mais de uma época de trabalho, uma chegada aos playoffs não foi suficiente para Fizdale manter o lugar Fonte: Memphis Grizzlies
Em pouco mais de uma época de trabalho, uma chegada aos playoffs não foi suficiente para Fizdale manter o lugar
Fonte: Memphis Grizzlies

Restam agora aos Grizzlies duas opções: ir com este grupo até ao fim, seja com um novo treinador ou subindo um dos assistentes (o que parece ser a opção que Wallace vai seguir) e arriscar viver na mediocridade do meio da tabela, onde nem se luta por títulos nem se constrói para o futuro através do draft. Ou destruir a equipa, tentar arranjar quem queira os enormes contratos de Conley, Gasol e Parsons e construir a partir do draft, apesar de a equipa só ter em Dillon Brooks um jogador com perspetiva de futuro (e nunca como estrela) e de não fazer sentido despedir Fizdale se esse fosse o caminho a seguir. O sonho de um título em Memphis que Chris Wallace trouxe para os Grizzlies, em 2007, está cada vez mais longe e não parece que venha a tornar-se realidade num futuro próximo.

Foto de Capa: Memphis Grizzlies

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

NHL: À procura de culpados

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Cabeçalho modalidadesNão há nada mais humano do que procurar culpados quando as coisas correm mal. De certa maneira, é terapêutico, sentimo-nos em controle da situação se formos capazes de explicar os motivos do fracasso. É também inteligente, porque, apesar de muitas vezes incitado pela emoção, este é sempre um momento de análise, que pode servir como tónico de mudança.

No entanto, essa atribuição de culpas é, muitas vezes, mal direcionada. Na NHL, há a tendência de apontar o dedo à estrela da companhia, quando os resultados não aparecem. “Uma equipa só é tão boa quanto o seu melhor jogador” é uma frase muitas vezes repetida neste desporto. Mas será justo? Por muito bom que ele seja, será um único homem suficiente para causar o colapso de uma equipa?

Primeiro Período: Quem merece que lhe apontem o dedo?

Connor McDavid e Jack Eichel são dois gémeos separados à nascença, desportivamente falando. Selecionados um a seguir ao outro no draft de 2015, chegaram à liga com a responsabilidade de retirar Edmonton Oilers e Buffalo Sabres da lama. Dois anos passaram e tudo está na mesma. Oilers e Sabres deambulam pelo fundo da tabela. Quem fica com as culpas? As estrelas, pois claro, ainda por cima miúdos, neste caso. McDavid tem 20 anos e Eichel tem 21. É justo? Não. É fácil apontar o dedo, mas o que é fácil quase nunca é certo.

Os Sabres são um daqueles casos de eterno potencial adiado. Desde 2015 que andamos a dizer “cuidado com os Sabres, este ano é que é” e nada. Os números de Eichel não são extraordinários. Sete golos em 24 jogos dá uma média inferior à da época passada, quando marcou 24 golos em 61 jogos. Ainda assim, a sua produção em 5-contra-5 não mudou muito, o que caiu radicalmente foi o powerplay. Na época passada, Eichel fez 24 dos seus 57 pontos no powerplay. Este ano tem apenas um até ao momento. Mas este não é um problema individual. Quem tem que responder por isso é Phil Housley, o treinador da equipa desde junho, que conseguiu transformar o melhor powerplay da liga na época passada (8.7 golos/60 minutos) no segundo pior (4.3 golos/60 minutos).

Fonte: NHL
Fonte: NHL

Connor McDavid está na mesma posição, com o peso adicional de ser um dos melhores do mundo. Já tínhamos falado dos Oilers na semana passada, eu sei, mas o circo continua. Mais uma semana, mais duas derrotas embaraçosas, uma goleada por 8-3 em St. Louis e uma derrota por 3-1 frente aos Sabres de Eichel. Pelo meio, ganharam outros dois jogos, mas isso não chega. Os Oilers precisam de ganhar terreno rapidamente. Mais uma vez, McDavid foi o principal alvo das críticas, principalmente o seu jogo defensivo. A crítica até é justa em momentos, mas este não é um problema fundamental. A verdade é que os Oilers estão mais fracos que o ano passado. McDavid está a caminho dos 100 pontos, tal como na época passada, mas a produção ofensiva da equipa piorou (passou de 2.96 golos por jogo para 2.67). Adeptos e media deviam olhar mais para cima, para quem manda. Desde de que chegou a Edmonton, Peter Chiarelli trocou Taylor Hall, Jordan Eberle, Nail Yakupov e uma primeira ronda no draft (que acabou por ser Matthew Barzal) para reforçar uma defesa que mesmo assim é a quinta pior da liga. Hall lidera os New Jersey Devils em pontos, Eberle vai a caminho dos 60 pontos, Yakupov tem tudo para passar a barreira dos 20 golos pela primeira vez na sua carreira e Barzal é um dos mais fortes candidatos a rookie do ano. Com estes quatro, talvez McDavid não tivesse que marcar ou assistir em quase metade dos golos dos Oilers.

Chapecoense, um ano após a tragédia

Cabeçalho Liga BrasileiraEsta semana a tragédia do vôo da Chapecoense completa um ano. Um ano que não foi capaz de diminuir a dor dos que ficaram, em especial das famílias dos atletas, dos demais funcionários do clube e dos jornalistas que se faziam presentes naquele fatídico vôo. A semana será de homenagens. Justas homenagens aos “Guerreiros de Condá”, aos campeões da Copa Sul-Americana 2016. O mundo se entristeceu e solidarizou-se com todos do Brasil e em especial com todos da cidade de Chapecó. Atualmente a cidade do oeste catarinense convive com as marcas deixadas pela tragédia. Entretanto, nem tudo é tristeza. A saudade dos que partiram sempre existirá, mas a cidade, o clube e os torcedores deram continuidade nos seus sonhos e a Chape continua mais forte do que nunca.

No futebol a atual temporada tinha tudo para ser a mais complicada de toda a história do clube. De fato foi. Mas a capacidade de superar obstáculos e grandes desafios – que sempre existiram na vida do clube – fizeram apenas expor a grandiosidade que é a Associação Chapecoense de Futebol. A Chape terminou a última temporada sem jogadores, sem comissão técnica e sem alguns membros da sua diretoria, ou seja, a equipe terminou a temporada de 2016 “sem nada” e tendo apenas dois meses para formar uma equipe para competir em 2017. Sem jogadores e sem grandes recursos para investir o destino da Chape parecia ser sombrio no futebol. A atual direção do clube recusou a possibilidade da Chapecoense ter três anos de anistia no Campeonato Brasileiro, com a anistia o clube não poderia ser rebaixado mesmo se terminasse o Brasileirão no Z-4. Uma atitude nobre, mas considerada inapropriada por alguns torcedores e jornalistas.

O atual elenco fez bonito na temporada e prosseguiu com as conquistas alcançadas pelos elenco da última temporada Fonte: foxsports.com.br
O atual elenco fez bonito na temporada e prosseguiu com as conquistas alcançadas pelos elenco da última temporada
Fonte: foxsports.com.br

Nesses dois meses entre a tragédia e a estreia no campeonato estadual a Chapecoense formou o seu elenco utilizando a mesma estratégia de contratação que sempre deu certo no clube. A maioria dos jogadores contratados estavam disponíveis no mercado e vieram a custo zero ou baixo. Apesar do momento difícil as contratações foram realizadas com paciência e o resultado foi incrível.

A Chapecoense sagrou-se campeã catarinense, classificou-se, em campo, às oitavas de final da Libertadores – mas foi eliminada da competição na Justiça Desportiva devido a escalação de um jogador irregular – e no Campeonato Brasileiro o clube tem real condição de conseguir uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores da América. Conquistar uma vaga na Libertadores parecia imaginável no início do ano. No Brasileirão a Chape consegue fazer uma campanha melhor que muitos clubes que possuem um poder de investimento muito maior e que já possuíam uma base de elenco para essa temporada.

Times tradicionais como o São Paulo, o Atlético Mineiro e o Fluminense estão atrás do clube catarinense na classificação geral. O ano de 2017 foi surpreendente e incrível para o futebol da Chape. O clube se reergueu com união e todas as conquistas alcançadas esse ano forma merecidas. No percurso tiveram alguns problemas no departamento de futebol, algumas demissões de treinadores, mas compreensível pois a atual temporada também foi de aprendizado. E demissão de treinador no Brasil é uma prática corriqueira que até time que está disputando uma final de competição nacional está suscetível a isso, como aconteceu na temporada passada com o Atlético Mineiro que demitiu o seu treinador entre os dois jogos da final da Copa do Brasil.

A Chapecoense continua forte como sempre. A palavra impossível não faz parte do seu dicionário. O clube é orgulho do Brasil e dos moradores da cidade de Chapecó. Em 2018 devemos ver uma Chape mais organizada e mais forte dentro e fora de campo.

 

Foto de Capa: Associação Chapecoense de Futebol

 

Pólvora Seca

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fc porto cabeçalhoO FC Porto vive um jejum de títulos que perdura há já mais de quatro anos e enfrenta uma época fundamental a todos os níveis. A sustentabilidade financeira e do projeto desportivo do clube estão intimamente ligadas ao sucesso ou insucesso da equipa orientada por Sérgio Conceição. Raras vezes, nos últimos anos, vimos o líder da SAD azul e branca falar, e nem mesmo para explicar ou comentar o fracasso do FC Porto na temporada transata Jorge Nuno Pinto da Costa usou da palavra.

O paradigma parece ter mudado. À boleia dos recentes bons resultados, o presidente e máximo responsável pela estrutura do clube tem aparecido para deixar alguns recados e bicadas ao SL Benfica. Embandeirar em arco nunca foi metodologia preferencial no clube mas, o que é facto, é que contas no vermelho e insucesso desportivo também não.

Embora jovem, ainda vivi o tempo em que o meu presidente apenas respondia a outros presidentes e jamais ousaria falar aos microfones para responder a “moços de recados” da BTV. Pois bem, os tempos mudaram. Para pior, na minha opinião. Pinto da Costa foi acusado, num programa da televisão do canal do clube rival e num exercício ou ato de desespero para repelir o tão proclamado caso dos emails, de ser o cérebro de uma operação que visa manipular os resultados dos jogos em Portugal. Em vez de se remeter ao silêncio o presidente do FC Porto preferiu sair da toca e atacar a fonte e o mensageiro de tais afirmações. Sobre o conteúdo, nem uma palavra. Na minha opinião, a menos que as acusações viessem de Luís Filipe Vieira, teria sido sempre preferível deixar o tal comentador a falar sozinho. Para além disso, importa realçar outras duas declarações infelizes (mais uma vez numa opinião meramente pessoal): uma pelo timing e outra pelo conteúdo.

Pinto da Costa protagonizou declarações infelizes Fonte: FC Porto
Pinto da Costa protagonizou declarações infelizes
Fonte: FC Porto

Primeiro, pareceu-me cedo para dar o Benfica como moribundo. Atacar e gozar os resultados do SL Benfica nas provas europeias a poucos dias do clássico foi manifestamente exagerado e demasiado cedo no tempo. Nas frentes nacionais (aquelas em que os clubes competem entre si) o SL Benfica continua bem vivo e, após o empate do FC Porto na Vila das Aves, chega ao Dragão com a possibilidade de igualar os azuis e brancos na classificação. Não é tempo de cantar de galo, é tempo de reunir esforços e atenções nos grandes desafios que se avizinham e no final, com as contas todas feitas, haverá tempo para falar. Espera-se que a ânsia para aparecer em frente às câmaras seja a mesma no caso de os resultados não igualarem as expectativas dos adeptos.

Depois, confesso que me causou alguma estranheza ver Pinto da Costa utilizar o ataque a Julen Lopetegui para realçar a competência de Sérgio Conceição. Sobre o técnico natural dos arredores de Coimbra pouco há dizer. Já serão escassos aqueles que duvidam da qualidade do timoneiro da equipa principal de futebol do FC Porto. No entanto, o presidente da SAD parece esquecido que o atual selecionador espanhol foi uma opção pessoal sua e que mesmo depois de uma época fracassada (pese embora o bom percurso na Liga dos Campeões), voltou a dar-lhe um voto de confiança e vários milhões em contratações para iniciar uma época desportiva que acabou por não ser mais do que calamitosa. Portanto, um tiro no próprio pé no meu entender. Como as coisas mudaram no Reino do Dragão!

Importa ressalvar ainda que sou a favor de que os presidentes falem. Num futebol como o português é importante desmistificar os truques da imprensa portuguesa e a predominância do SL Benfica no que concerne à opinião pública e publicada do nosso país. No entanto, já vi o presidente do FC Porto utilizar as palavras com um grau superior de mestria.

Para finalizar, deixar o já habitual apelo para que todas as pessoas envolvidas no dia a dia do clube coloquem o máximo rigor, paixão e competência no desenvolvimento da sua atividade e que possamos, a começar pelo fundamental jogo da próxima sexta-feira, colocar o FC Porto no lugar onde merece estar e no trilho do sucesso.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O adeus do Imperador

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sl benfica cabeçalho 1Júlio César confirmou esta terça feira a rescisão do seu contrato com o Benfica.  Quase três anos e meio e sete títulos depois, o guarda redes encarnado decidiu que tinha chegado o seu tempo. Tudo indica que este se vai retirar dos relvados, mas tal ainda não foi confirmado. De qualquer maneira, é bom relembrar os momentos por cá vividos com Júlio César.

O guarda redes então responsável pela baliza da seleção brasileira chegou ao clube da Luz no verão do 7-1 frente à seleção alemã. Depois de uma saída atribulada de Oblak, Júlio César foi o escolhido para ser dono e senhor da baliza encarnada. E que prazer poder contar com um guarda redes destes em Portugal.

A sua primeira temporada foi exemplar e ninguém pareceu sentir falta do guarda-redes esloveno. Em 30 jogos, Júlio sofreu apenas 17 e conquistou a Taça da Liga e foi campeão. Que mais podíamos pedir? Outra época igual. E então a segunda temporada de águia ao peito manteve o mesmo registo, voltando a ser campeão e a conquistar a Taça da Liga. No entanto, dia cinco de Março de 2016 Júlio César lesionou-se já no aquecimento do jogo frente ao Sporting em Alvalade, onde Ederson assumiu a baliza. A partir desse momento, o guarda-redes veterano, que procurava um clube onde a titularidade fosse quase certa, regressou para o banco. Ainda assim, prolongou o seu contrato com o Benfica.

Júlio César anunciou hoje que vai deixar de ser jogador do SL Benfica Fonte: SL Benfica
Júlio César anunciou hoje que vai deixar de ser jogador do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Ederson, o miúdo brilhante, conquistou o treinador dos encarnados e assumiu as rédeas, tendo Júlio César passado a ser apenas o segundo guarda redes. Muito prejudicado pelas lesões, o veterano não voltou a assumir a titularidade.

No início da presente época, com a saída de Ederson e a contratação de Bruno Varela para tapar a falta de um outro guarda redes, tudo parecia favorável para Júlio César retomar ao posto de guarda-redes titular, mas, mais uma vez, as lesões traíram o Imperador e levaram-no de volta ao banco, para dar lugar a Bruno Varela.

Não surpreendentemente, o ex-sadino não foi convincente o suficiente e o “menino” Svilar foi o novo escolhido para as balizas da Luz. Trocas e mais trocas, lesões e gripes, levaram Rui Vitória a alternar entre os dois jovens recém chegados. O Imperador foi atirado para o posto “Paulo Lopes”.

Lesões e “não presenças” nas convocatórias terão, provavelmente, levado Júlio César a tomar esta decisão.

Assim, hoje, o Imperador disse adeus ao Benfica, tendo rescindido amigavelmente com o clube, e deixou presente a forte possibilidade de terminar aqui a sua carreira.

Resta agradecer a Júlio César tudo o que fez durante os seus 20 anos de carreira.