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UFC 218: José Aldo ainda tem samba?

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Cabeçalho modalidadesDepois da viagem por Xangai, a UFC está de volta. Na edição 218, que será realizada dia 2 de Dezembro, Dana White e os seus conselheiros prepararam uma desforra, que muitos consideram desnecessária: Holloway vs. Aldo

Este não era o cenário idealizado pela administração da UFC. No entanto, a lesão facial de Frankie Edgar, aliada à ausência de referências na divisão Featherweight, precipitaram o regresso de Aldo à rota do título. O brasileiro pediu, e muito, uma desforra com Max Holloway, depois da derrota por knockout no terceiro assalto frente ao havaiano.

Os fãs desconfiam da capacidade de José Aldo em atingir os níveis de desempenho do passado. Por incrível que pareça, essa desconfiança não se deve ao surpreendente knockout de 13 segundos sofrido às mãos do já mítico Conor Mcgregor, mas sim devido à última performance no combate de disputa pelo título, realizado precisamente frente a Holloway. Nessa ocasião, Aldo surgiu apático, com falta de ritmo e sem aparentes soluções para contrariar a vivacidade e astúcia do atual campeão..

Legenda: Inicialmente o evento teria Frankie Edgar e não Aldo Fonte: MikeSwick
Legenda: Inicialmente o evento teria Frankie Edgar e não Aldo
Fonte: MikeSwick

Este evento poderá ser decisivo para Aldo. Uma derrota nos moldes semelhantes à da de  Junho deste ano, deverá renegá-lo para uma posição menor no ranking da divisão. Uma vitória poderá abrir caminho a um conjunto de  histórias entusiasmantes para os responsáveis da UFC. Imaginem uma trilogia Aldo vs Holloway. Ou então, Mcgregor vs Aldo 2.

Suposições à parte, o brasileiro terá de provar a Dana White e a todos os fãs de UFC que ainda tem samba dentro de si.

Foto de Capa: UFC

 

Um castelo irregular

Cabeçalho Futebol NacionalNesta época, a equipa do Vitória SC era uma das equipas que eu tinha mais curiosidade em observar. Depois do emblema vitoriano ter realizado uma das melhores épocas da sua história, em que bateu o record de pontos e de vitórias consecutivas no campeonato, e ainda chegou à final da Taça de Portugal, as expectativas eram altas e a fasquia estava mais elevada do que nunca.

Apesar disso, a época que o clube da cidade-berço tem-se destacado pela intermitência. O actual sexto lugar que o clube ocupa na tabela classificativa (em igualdade pontual com o Rio Ave FC) não espelha os sobressaltos que a equipa orientada por Pedro Martins tem tido. A prova disso é o saldo que o clube tem actualmente em jogos oficiais nesta época: oito vitórias, quatro empates e dez derrotas. E alguns maus resultados também já geraram alguma contestação por parte da fervorosa massa associativa vimaranense.

Agora vejamos uma coisa: será que era expectável uma época inconstante por parte do Vitória SC? Francamente, logo no início da época achava que muito dificilmente, o Vitória SC realizasse uma época tão boa como a anterior, visto que, com a participação na Liga Europa, um calendário mais congestionado e a perda de vários jogadores influentes (alguns deles nos últimos dias de mercado) fizeram com que Pedro Martins tivesse de gerir e de construir uma equipa praticamente nova.

Com as saídas de Bruno Gaspar, Josué, Zungu, Hernâni e Marega, o técnico da equipa vitoriana tem tido alguma dificuldade em estabilizar um onze fixo devido às dificuldades que alguns jogadores têm tido em afirmar-se. No centro da defesa, o brasileiro Jubal e o português Marcos Valente têm alternado entre si na parceria com o capitão Pedro Henrique.

Heldon tem sido um jogador importante na equipa vitoriana Fonte: Vitória SC
Heldon tem sido um jogador importante na equipa vitoriana
Fonte: Vitória SC

No miolo também têm sido várias as alterações entre João Aurélio, Celis, Wakaso, Rafael Miranda e Francisco Ramos. E no ataque também falta a afirmação de um goleador, tendo em conta o desempenho inconstante de Rafael Martins (5 golos em 18 jogos) e a desilusão que tem sido Óscar Estupiñán. E na baliza, também tem havido muita alternância, sendo que o jovem João Miguel Silva tem estado longe do nível que o fez entrar no mapa do futebol português.

Entre os jogadores mais influentes, na defesa, têm estado o capitão de equipa Pedrão e o costa-marfinense Konan, um jovem em ascensão no nosso campeonato e, mais na frente, a manobra ofensiva está entregue ao tridente constituído por Héldon, Hurtado e Rapnhinha.

Agora uma questão: será que esta irregularidade é motivo para medidas drásticas? Sinceramente, nada disso. Esta situação é relativamente frequente no futebol português e Pedro Martins é um técnico que já deu provas da qualidade e competência. Como tal, estou convicto que mais tarde ou mais cedo, a equipa irá estabilizar e o Vitória irá ficar mais próximo dos bons resultados da época anterior tornando a sua casa num verdadeiro… Castelo?

 

Fonte: Vitória SC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Atlético de Madrid: Um empate a cada dois embates na Liga e a Champions por um fio

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Cabeçalho Liga EspanholaEmpates. Empates predominam no histórico de jogos do Atlético de Madrid esta temporada. Os colchoneros somam seis em 13 partidas a contar para a La Liga. E são precisamente os nulos que, muito provavelmente, irão carimbar a sua queda para a Liga Europa. Dois empates injustificáveis frente ao Qarabag não são aceitáveis num grupo com Roma e Chelsea! Porém o último jogo que terminou num empate foi como um beliscão que colocou os comandados de Simeone na senda da vitória. O empate frente ao Real Madrid.

Após o derby, o Atlético jogava tudo. Recebia a Roma, oponente direto na luta pelo apuramento. Venceu por 2-0, mas ainda há muita improbabilidade de seguir em frente. Mas, pelo menos venceu e seguir em frente ainda é possível. O possível traduz-se em vencer o Chelsea (já apurado) em Stanford Bridge, e esperar que a Roma não vença o Qarabag, no Olímpico de Roma. Parece estar tudo certo para que Chelsea e Roma, respetivamente, avancem para os oitavos.

Eu vejo este Atlético com um plantel recheado de talento e qualidade assinalável. Contudo, a razão pela qual esta primeira metade de temporada não está a ser condizente com este talento e qualidade, a meu ver, são os perfis dos jogadores que estabelecem o onze-tipo. Thomas foi uma excelente aquisição, a sua polivalência tem suplantado alguns problemas físicos de jogadores como Juanfran. O lateral até se mostrou surpreendido pela boa prestação do ganês numa posição que nunca tinha jogado (lateral direito). Gabi não vai para novo, já não vai e vem área a área como outros tempos, e essa quebra na profundidade, na pressão efetuada pelo meio campista, tem obrigado o Atlético a não contar tanto com essa característica do seu capitão.

O Atlético de Madrid de Simeone é conhecido como uma formação com um elevado espírito de combate, de sacrifício, de equipa. A política de contratações mais recente do clube contrasta um tanto com este espírito incutido nas táticas do seu treinador. Isto porque a contratação de jogadores com uma grande ambição de serem líderes de uma equipa, reconhecidos pelas suas qualidades individuais, de quererem, legitimamente, verem as suas aptidões traduzidas ou em golo, ou em assistência, ou em desarme ou recuperação, seja qual for a posição em que atuam, conduzem a uma série de problemas.Temos Griezmann, que esperava, honestamente, já ter abalado do Atlético. Sinceramente pensei que o jogador tivesse sido mais assediado por parte de outro clube. Esta época não vejo consistência no seu jogo. Apagado em alguns jogos, voltou agora frente à Roma em grande estilo. O marco do retorno do Atlético à boa forma competitiva pode muito bem passar pelo francês!

União e entreajuda são alguns dos ideais caracterizadores do jogo do Atlético Instagram: Clube Atletico de Madrid
União e entreajuda são alguns dos ideais caracterizadores do jogo do Atlético
Instagram: Clube Atletico de Madrid

Gaitán e Carrasco são excelentes futebolistas. No Benfica e Mónaco, respetivamente, eram estrelas e o seu passe era valorizado jogo após jogo. No Atlético, Gaitán ainda não vi, Carrasco vejo a espaços… Os problemas de adaptação ao Atlético? Não sei responder. Os dois jogavam na ala esquerda, os dois defendiam na sua ala… No Atlético, como se sabe, defende-se e ataca-se em bloco. Achava que os dois iam ser muito bem sucedidos no clube madrileno, mas não, antes pelo contrário…

Koke, Saúl Ñiguez são os jogadores que destaco. Não sabem jogar mal. Refletem na perfeição a filosofia do seu técnico. Sempre muito bem posicionados, sempre concentrados, e são aqueles que, em condições adversas, dão a cara à luta e correm contra o prejuízo. Sou fã desses dois!

Correa é um jogador que aprecio neste Atlético. Não é o melhor da equipa, mas apresenta-se sempre disponível e infonformado. Dá muito à equipa!

Kevin Gameiro tem sido a surpresa mais recente. Não muito utilizado, o francês com origens tugas esteve bem nos jogos mais recentes, tem facilidade em criar chances de faturar e aproveitar as mesmas. Dava-o como transferível no mercado de Verão, mas hoje pode ser uma opção para o ataque a ter em conta!

Um Atlético que nesta década chegou ao topo do futebol mundial sem tantos recursos financeiros como os seus pares, marcando uma era no futebol com Simeone como impulsionador da dita. Um futebol à base do trabalho de equipa requer onze jogadores completamente entrosados e comprometidos com o ideal promovido pelo treinador argentino. Há algo que escapa ao ex-jogador e agora técnico do Atleti, e acredito que o carismático líder colchonero tenha insónias a matutar no que realmente está a falhar esta época. Não deve estar a ser fácil para a sua companheira aturar isto…

Foto de Capa: Instagram Oficial do Wanda Metropolitano

artigo revisto por: Ana Ferreira

Antevisão: FC Porto – SL Benfica

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fc porto cabeçalhoO Clássico está mesmo aí à porta, os típicos nervos já chegaram. O maior jogo dos jogos grandes em Portugal é muito mais do que futebol. A rivalidade presente dentro e fora das quatro linhas fazem deste um jogo em tudo especial. Os três grandes têm três pontos de diferença entre si: FC Porto na liderança com 32 pontos, Sporting CP com 30 e SL Benfica com 29. Sendo ainda demasiado cedo para o clássico ser completamente decisivo na corrida para o título, o resultado pode ser bastante benéfico/prejudicial para o psicológico das equipas.

Histórico de confrontos
Num total de 236 jogos, o FC Porto venceu 91, empatou 59 e perdeu 86 vezes.
Em casa, o FC Porto conta com 66 vitórias, 28 empates e 16 derrotas, 225 golos marcados e 116 sofridos.

Momento do SL Benfica
Os encarnados chegam em terceiro lugar ao clássico com uma época, até ao momento, cheia de altos e baixos: estão fora das competições europeias, contam com 29 golos marcados (mais do que na época passada na mesma altura), mas com 8 golos sofridos e uma frágil defesa. Chegam ao Dragão depois de uma motivadora goleada frente ao Vitória de Setúbal por seis bolas a zero. Rubén Dias, a recuperar duma cirurgia à apendicite aguda, e Filipe Augusto, a recuperar dum traumatismo no pé direito, são as únicas baixas do lado da equipa encarnada.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Momento do FC Porto
Por sua vez, os azuis e brancos chegam à 13ª jornada invictos, com 31 golos marcados e 5 sofridos, a melhor defesa e o melhor ataque do campeonato. Enquanto o Benfica festejava a goleada no Estádio da Luz, o Porto lamentava o empate em Vila das Aves que, embora não particularmente motivador, não foi excessivamente desanimador. Do lado dos dragões, a única baixa é Jesús Corona, por castigo.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

No fim das contas, ao som do apito inicial as equipas estarão equilibradas, sem nenhuma grande vantagem em qualquer dos lados. Não há grandes favoritismos, como Sérgio Conceição fez questão de sublinhar na conferência de imprensa, embora possa cair sempre um bocadinho para o lado de quem joga em casa. Ao FC Porto cabe fazer o que tem vindo a fazer nos últimos meses, com exceção do jogo em Vila das Aves. Jogar para ganhar e mostrar que em nossa casa mandamos nós.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Jogadores que Admiro #86 – Pauleta

jogadoresqueadmiro

Pedro Miguel Carreiro Resendes, sabes quem é? E se te perguntar por Pauleta? É verdade, esta edição do Jogadores que Admiro é sobre o antigo ponta de lança da seleção portuguesa.

Como açoriano que sou, não podia deixar de admirar Pauleta. O milhafre dos Açores foi sempre um mal amado pelos portugueses, sendo muitas vezes criticado. No entanto, antes de aparecer um tal de Cristiano Ronaldo, era mesmo o jogador da ilha de São Miguel o melhor marcador da nossa seleção, com 47 golos em 88 jogos.

A carreira de Pauleta é diferente da da maioria dos jogadores portugueses de topo (sim, Pauleta foi um jogador de topo!). O ponta de lança nunca jogou na primeira liga portuguesa, e apenas fez 30 jogos (com 19 golos marcados) ao serviço de equipas fora dos Açores (no Estoril), antes de rumar ao estrangeiro.

Espanha foi o destino seguinte, com passagens pelo Salamanca e pelo Deportivo da Corunha. Foi precisamente neste país que se tornou uma referência. Na primeira temporada, conseguiu colocar o Salamanca na primeira divisão, ao marcar 19 golos em 37 jogos, para na segunda temporada marcar 15 golos na primeira divisão. As boas prestações valeram-lhe a transferência para o ‘Super Depor’, onde viria a ser campeão espanhol em 1999/2000, contribuindo com 11 golos para o título.

Pauleta foi, talvez, o único português a brilhar no Mundial de 2002 Fonte: uolesporte
Pauleta foi, talvez, o único português a brilhar no Mundial de 2002
Fonte: uolesporte

No entanto, foi na França que se tornou rei, ou melhor, Imperador, foi assim que ficou conhecido no Parque dos Príncipes, casa do PSG. Mas antes, três temporadas no Bordéus, com 90 golos em 130 jogos e duas vezes a ser considerado o melhor jogador do campeonato.

A passagem para a capital deu a notoriedade que lhe faltava, não era o PSG que hoje conhecemos, mas aquando da minha passagem por Paris, de férias, deu para perceber que era ‘Deus na Terra’ para os parisienses. Pauleta estava presente em todos os cantos da loja do clube, era o mais adorado em campo, e ainda hoje se pode ver isto. Mesmo com tantas estrelas a passarem pelo clube depois de Pauleta, em 2016, foi eleito pelos adeptos do clube como o melhor jogador que já passou no PSG.

Por Portugal, o sucesso foi enorme, mas um Euro 2004 totalmente falhado ficou na memória de todos. Se Pauleta tivesse estado bem, talvez em 2016 tivéssemos celebrado o segundo título europeu… Nunca saberemos.

Pauleta é a prova de que nem só de títulos vive um jogador, e ele também os ganhou, quer pela equipa, quer individualmente. O que me fez admirar Pedro Miguel Carreiro Resendes ‘Pauleta’ foi a sua capacidade de lutar e de nunca desistir. O retorno está em todo o lado por São Miguel, fora a sua escola e o torneio com o seu nome, todas as crianças sonhavam, e sonham, um dia ser como o Pauleta.

Foto de Capa: Fundação Pauleta

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Competições de Esports em Portugal

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Cabeçalho modalidadesAinda há pouco tempo aqui escrevi sobre os clubes e os esports. A forma como estes vão abrindo os seus horizontes para o mundo dos esports, procurando cativar as equipas e sobretudo as audiências não passa despercebida. Há pouco tempo atrás, os Dallas Cowboys, uma conhecida equipa de futebol americano, adquiriram os Complexity Gaming, uma equipa de esports com representação em Gwent, Counter-Strike: Global Offensive, Dota 2 e Hearthstone. As razões que levam uma equipa bem sucedida de futebol americano, com mais de 9 milhões de seguidores nas redes sociais a adquirirem uma equipa de esports? Planear para o futuro.

E o futuro passa – ou prevê-se que passe – por uma coexistência entre os desportos convencionais e os electrónicos. Considerando o mercado interessante e um bom investimento, os Dallas Cowboys optaram por aproveitar uma equipa já com sinergias criadas, com uma base de fãs, para engrossar as fileiras da sua própria comunidade e, mais que isso, para singrar noutros mercados.

Decorreu há alguns dias uma mostra desses novos mercados, o Lisboa Games Week. O festival – o maior de videojogos em solo nacional – promove várias competições de esports além de toda a mostra dedicada aos videojogos em geral, desde os últimos blockbusters às produções independentes, desde as poderosas internacionais ao mais pequeno one-man-studio nacional. Desta feita, a Federação Portuguesa de Futebol marcou presença por lá, promovendo uma competição de esports. Quase um terço da área total do evento esteve alocada a esports, com jogos como FIFA a ombrearem com Counter-Strike: Global Offensive ou League of Legends. É um palco privilegiado, num evento com 55 mil pessoas. E não há sinal mais óbvio do interesse destas nos esports do que ver, torneio após torneio, as plateias cheias de espectadores a acotovelar-se por um lugar que lhes garantisse a melhor visão sobre o palco e a acção.

Fonte: K1ck.com
Fonte: K1ck.com

Também no Lisboa Games Week foi feito o anúncio daquele que tem tudo para ser um marco nas competições e no mundo dos esports em solo nacional. O Moche XL esports coloca para já um pote de 100 mil euros em disputa no palco do Altice Arena já em 2018. É certo que este valor será para dividir por várias competições – por enquanto foram avançadas competições de League of Legends, Counter-Strike: Global Offensive, FIFA 18 e Clash Royale, devendo juntar-se-lhes mais brevemente. De notar que, além de este ser já um valor recorde para eventos em Portugal, há ainda a hipótese de ver este valor ser incrementado, caso surjam novos apoios. E todo o mercado nacional terá bastante a ganhar com isso, se o objectivo é o crescimento.

CA Lanús 1-2 Grêmio FB Porto Alegre: Soy Loco Por Tri, América

Cabeçalho Futebol Internacional

Lanús e Grêmio entraram em campo na noite desta quarta-feira para decidir quem seria o campeão da Copa Libertadores da América de 2017. O jogo foi disputado no Estádio La Fortaleza, localizado no município de Lanús na província de Buenos Aires. Essa foi a primeira vez que a equipe argentina chega à uma final de Libertadores. As maiores conquistas do clube Granate foram as conquistas da Copa Conmebol de 1996 e da Copa Sul-Americana de 2013. O clube também possui dois campeonatos argentinos (2007 e 2016). Já o Grêmio entrou em campo em busca do tri campeonato da Libertadores. Campeão em 1983 e 2005, a equipe gremista jogava por um empate para levantar a taça. No primeiro jogo o Grêmio venceu o Lanús por 1 x 0 no Estádio Olímpico, em Porto Alegre.

O Lanús entrou em campo do 4x3x3, com dois atacantes mais abertos pelas pontas – Silva e Acosta –  e com o centroavante Sand mais fixo na área. O Grêmio começou o jogo no 4x5x1 tradicional do treinador Renato Gaúcho. Nesse esquema tático o paraguaio Lucas Barrios joga mais enfiado na área, mas conta com a aproximação do Fernandinho e do Luan.

Aos nove minutos o Grêmio deu o primeiro susto no goleiro Andrada. Barrios recebeu a bola e abriu o lance para a ponta esquerda. Fernandinho recebeu a bola e chutou cruzado. Mas o remate saiu fraco e o goleiro argentino segurou a bola com segurança.

Os primeiros 10 minutos de jogo foram de posse de bola do time brasileiro e de pressão no campo ofensivo, não permitindo que a equipe argentina saia jogando tocando a bola, que é uma das principais características do Lanús.

Só dava Grêmio. Aos 14 minutos bela trama no ataque gremista. Arthur ajeita de cabeça a bola para Barrios que rematou para longe do gol. O Grêmio se sentia em casa em plena La Fortaleza.

GOL DO GRÊMIO. Aos 27 minutos a defesa argentina falha ao tentar sair jogando e o veloz atacante Fernandinho pegou a bola no meio de campo, partiu rumo ao gol e fuzilou o arqueiro Andrada. Alegria dos cinco mil gremistas que estavam presentes no estádio. O gol fazia justiça com o resultado da partida. Até aquele momento apenas a equipe brasileira se propusera a jogar futebol.

Aos 29 minutos o Lanús teve seu primeiro lance de mais perigo. Velázquez cobrou falta no ângulo do gol gremista, mas Marcelo Grohe se estica todo para espalmar a bola para escanteio.

A estratégia de atuar com as linhas avançadas estavam fazendo a diferença a favor do Grêmio. Dessa maneira conseguiram recuperar a bola no lance do gol e impedia o Lanús de trabalhar as suas jogadas. O Lanús jogava em casa, mas era o Grêmio que mandava em campo. A equipe argentina estava se sentindo desconfortável em campo.

GOL DO GRÊMIO. Aos 41 minutos Luan recebe a bola na intermediária, avança, dribla o time inteiro do Lanús, a torcida argentina, o presidente e até o Maradona, antes de encobrir o goleiro marcando um verdadeiro golaço em La Fortaleza. Com dois a zero no marcador o tri parecia muito próximo do Grêmio.

O primeiro tempo terminou com total domínio gremista. Tanto domínio em campo surpreendeu. O Lanús entrou na partida precisando vencer, mas não conseguiu fazer nada. Dois a zero para o time brasileiro ainda ficou de bom tamanho para os argentinos.

Renato Gaúcho armou um Grêmio letal para a decisão em La Fortaleza. Fonte: ESPN
Renato Gaúcho armou um Grêmio letal para a decisão em La Fortaleza
Fonte: ESPN

Os 10 minutos iniciais do segundo tempo foram equilibrados. O Lanús tinha mais a posse de bola, mas sem efetividade alguma. O tempo passava e o título se aproximava do Brasil. O volante gremista Arthur – que é pretendido pelo Barcelona – saiu lesionado e deu lugar para o também volante Michel. Aos 11 minutos o esforçado atacante Sand disputou a bola dentro da área com a defesa adversária e chutou para fora. A bola passou perto do gol do Marcelo Grohe.

Aos 22 minutos o técnico Jorge Almirón foi para o tudo ou nada. Sacou do time o zagueiro Marcelo Herrera e colocou em campo o atacante Marcelino Moreno. Apesar de ter colocado o “pé no freio” no segundo tempo, o Grêmio contralava bem o jogo. O Lanús não pressionava. A equipe brasileira abaixou as suas linhas de marcação e o Lanús não conseguia intensificar o jogo.

GOL DO LANÚS. Aos 25 minutos Sand recebeu na área e foi derrubado por Jaílson. O juiz assinalou o pênalti. Na cobrança o próprio Sand bateu com categoria – deslocando o arqueiro Grohe – e descontou para o Lanús. Lanús 1 x 2 Grêmio. Agora a equipe argentina tinha mais 20 minutos para fazer ao menos dois gols para levar a decisão à prorrogação.

Apesar de ainda ter o controle do jogo, o Grêmio recuava de maneira perigosa e deixava o Lanús trabalhar com a bola. Analisando essa questão o treinador Renato Gaúcho promoveu a segunda substituição na equipe. Saiu o atacante Lucas Barrios e entrou o meio campista Cícero. A intenção do treinador era deixar o meio campo mais encorpado e ter mais a posse de bola.

Aos 37 minutos o meio campista Ramiro se envolveu em uma confusão e foi expulso pelo árbitro. O Grêmio tinha 10 jogadores em campo e mais oito minutos para levar o título. A expulsão empolgou a torcida do Lanús e os jogadores tentavam o milagre dos dois gols para levar o jogo à prorrogação.

Mesmo com a expulsão de um jogador o Grêmio manteve a sua postura estratégica em campo e “cozinhava” o jogo. A equipe fez o jogo que devia fazer. Os minutos foram passando e ninguém tirava mais o tricampeonato do tricolor. Aos 50 minutos o juiz terminou o jogo e a nação gremista soltou o grito de TRICAMPEÃO!!!

Não podemos deixar de mencionar o comandante gremista. A conquista também coroou o trabalho do treinador Renato Gaúcho. Vice campeão da América em 2008 pelo Fluminense, o técnico teve a sua redenção na noite de hoje. Realiza um trabalho fantástico a frente do Grêmio e é o único brasileiro campeão da Libertadores como jogador e como treinador.

Foto de Capa: ESPN

Carta aberta ao plantel que tudo consegue!

cartaaberta

Olá tetracampeões,

Vivemos tempos conturbados, não é verdade? Isto anda um pouco “meio lá, meio cá”. Até me faz lembrar o primeiro ano do nosso mister Vitória, quando começamos a perder contra o Arouca e todos duvidaram de nós. Depois perdemos 3-0 na Luz contra o Sporting e deram o campeonato por entregue logo aí. Derrotados daquela maneira, as coisas só podiam melhorar. E melhoraram.

Começou a cavalgada para a revalidação do que é nosso! Em todos os jogos que fizemos depois disso, para a Primeira Liga, só perdemos um e empatamos outro. São 23 vitórias em 25 jogos! Que consolo foi ganhar aquele campeonato. Foi tão bonito, tão gratificante. Mostrar que não caímos mesmo depois de uns abanões.

Agora, estamos com dois empates e uma derrota. É tão estranho pensar nisto, que nos deixámos inferiorizar daquelas maneiras, naqueles jogos. Mas as coisas parecem estar a mudar, é verdade. E se o resto da época for como aquele jogo contra o Setúbal, os outros que tenham cuidado, porque o campeão voltou!

Só espero que não se acanhem. Não pode acontecer o que costuma acontecer quando nos vemos frente aos ditos grandes cá em Portugal, não nos podemos inferiorizar e ficar receosos de enfrentar os outros na casa deles, cara a cara!

Entendo que cheguem a pensar que não estamos tão fortes como o ano passado. Saíram alguns dos nossos companheiros que faziam as coisas tão bem. Mas se vestem essa camisola, é porque servem para o lugar, amigos! Sabem porque é que o manto sagrado pesa tanto? Porque se realmente o merecerem envergar, os milhões de adeptos dividem o seu peso entre todos e fica leve como uma mera t-shirt banal. E se lhe sentem o peso é porque não estão a merecer, é um aviso de que têm de fazer mais e mais até não sentirem nada por cima da pele. De vez em quando fazemos isso: deixar o manto cair sobre vós um pouco mais, ficando ligeiramente mais pesado, apenas para que não se esqueçam do que representam. Mas logo estamos lá para o ajudar a carregar, principalmente agora, agora que vamos jogar a casa do rival de azul.

Os adeptos têm sido um apoio incansável apesar das exibições menos boas Fonte: Facebook SL Benfica
Os adeptos têm sido um apoio incansável apesar das exibições menos boas Fonte: Facebook SL Benfica

Amigos Svilar, Varela, Paulo Lopes: se acham que não são tão bons quanto o Ederson para lhe ocupar o lugar, experimentem tentar acreditar que sim! Verão que vos pegaremos ao colo para vos ajudar a voar e defender aquela bola que ia ao ângulo!

Amigos Rúben Dias, Luisão, Lisandro, Jardel, Grimaldo, Eliseu, André Almeida, Douglas: se acham que não são o mesmo quarteto sem o Nélson Semedo ou o Lindelöf, experimentem dar o máximo e deixar-nos pegar na camisola encarnada por vós e verão que vão cortar aquele lance de golo ou correr tão rápido como ninguém pensava que o Eliseu conseguia!

Amigos Pizzi, Fejsa, Samaris, Krovinovic, Filipe Augusto: pensam que não conseguem ser o meio campo da temporada passada? Mas têm tudo para o ser. São os mesmos, mas parece que acreditam um pouco menos que há um ano atrás. Experimentem acreditar e verão que construir o jogo bloco a bloco será mais fácil!

Amigos Diogo Gonçalves, Rafa, Cervi, Zivkovic, Salvio: será mesmo verdade que só sabem correr e ficar agarrados à bola demasiado tempo, ou apenas desaparecer do jogo sem qualquer interferência? Não acredito nisso, e vocês? Acreditem que conseguem fazer aquela jogada e tocar a bola para o avançado marcar, rematar de longe, em jeito, para fazer a bola tocar as redes adversárias. Acreditem e chutem, passem, corram que nós indicamos o melhor caminho e desviamos a bola para o melhor destino!

Amigos Jonas, Seferovic, Raúl, Gabriel: será mesmo que não rendem como quando o nosso amigo Mitroglou cá estava? Tentem acreditar que aquela bola já entrou antes de vos chegar, gritar que estão isolados, correr e fazer diagonais que nós pegamos em vós e ajudamos a cabecear a bola demasiado alta que afinal não era, a esticar o máximo para chegar à bola demasiado longa que afinal não era, a correr mais depressa para ultrapassar o defesa mais rápido que vocês que afinal não era!

Amigos, este é o Grande Clássico, o nosso. Ganhar é um passo em frente a conquistar de novo o nosso título, a fazer o inédito na nossa história, revalidar o que é nosso por direito. E o que é nosso, é Portugal!

Acreditem, meus amigos, porque se o fizerem, nós acreditaremos convosco e o manto ficará mais leve e tudo correrá melhor. Acreditem, caramba! se acreditarem farão aquilo que nunca pensaram ser possível fazer, correr um pouco mais rápido, mais um minuto, saltar mais um centímetro, jogar um pouco mais, gritar MAIS ALTO!

Acreditem. Dêem-nos alegrias contra os azuis neste primeiro dia de dezembro. Acreditem e faremos tudo, porque nós, Benfica, com qualquer plantel, somos o plantel que tudo consegue!

Saudações Benfiquistas!

Fonte: SL Benfica

Três clientes habituais e uma surpresa na final four

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Cabeçalho modalidadesNeste último fim-de-semana ficaram conhecidos os quatro apurados para a final four da UEFA Futsal Cup. Para além do nosso representante Sporting CP, um nome que não é surpreendente face a todo o histórico europeu que os leões possuem, há mais três nomes a figurar nesta lista, na qual já sabemos de antemão que não contaremos com o SC Braga que, apesar da excelente imagem deixada na época de estreia, caiu na ronda de Elite.

Por falar no grupo do Sporting de Braga, apresentamos o primeiro classificado do grupo, que… dispensa apresentações. Falamos, pois claro, do Inter Movistar, indubitavelmente um dos conjuntos mais fortes de todo o mundo e que é “apenas” o campeão em título desta competição. A equipa madrilena apresenta uma mistura interessante de jogadores brasileiros e espanhóis, com apenas uma exceção: o nosso Ricardinho, pois claro! Vários jogadores internacionais pelo seus países, uma qualidade de jogo incrível, enfim… Claramente um adversário a evitar, pelo menos na meia-final.

Continuamos com equipas espanholas para apresentar mais um possível adversário do nosso representante, neste caso o FC Barcelona, vice-campeão espanhol em título e uma formação fortíssima, que recentemente jogou a Masters Cup, em Portimão, na pré-temporada, competição que acabou por conquistar após empatar com o SL Benfica (1-1) e levar de vencida o Sporting CP (4-3). Também por o ano passado só ter tombado no quinto jogo do play-off contra o Inter, num jogo emocionante que terminou com a consagração do clube madrileno como campeão no seu reduto (2-1) e de ter uma equipa fenomenal, com a maioria dos jogadores oriundos do seu país, mas com cinco jogadores brasileiros que acrescentam muita qualidade ao plantel blaugrana.

 Sem dúvida a grande surpresa entre os quatro melhores, os húngaros do Gyori ETO
 Fonte: Eto Futsal Club

Sem dúvida a grande surpresa entre os quatro melhores, os húngaros do Gyori ETO

Fonte: Eto Futsal Club

Por último, temos a grande surpresa nesta fase final, o Gyori ETO. A equipa campeã da Hungria surpreende ao entrar nesta fase decisiva da competição, num grupo com o Shalitsa Minsk (BLR), Kherson (UKR) e o grande favorito a passar em primeiro, a equipa italiana do Luparense. O feito do conjunto magiar ganha ainda mais destaque quando observamos que esta formação passou em terceiro lugar na Ronda Principal da UFC, atrás do FC Barcelona e do … Luparense. Desta feita, ganharam os húngaros e seguiram para uma fase completamente nova para eles, sendo que “correm por fora” e teoricamente é o adversário mais desejado pelos restantes clubes, Sporting incluído. No seu plantel contam com um jogador português, o luso-brasileiro Fábio Aguiar e somente mais três jogadores estrangeiros, todos eles de Espanha.

Numa perspetiva idílica, o Sporting calhava contra o outsider húngaro, um adversário teoricamente bem mais acessível quando comparado com os dois representantes espanhóis, mas esse favoritismo tem que ser provado em campo. Esta final a quatro só se disputa lá para Abril, em local ainda a designar pela UEFA no dia sete de Dezembro, de entre Zaragoza (Espanha) e Budapeste (Hungria). Será desta que os verde e brancos conseguem quebrar a maldição e vencer a competição europeia? Veremos, mas eu pessoalmente gostaria de ver outra equipa portuguesa a dominar a Europa do futsal.

Foto de Capa: Sporting CP

Não merecemos nada

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Nas últimas semanas, o autor deste pequeno texto esteve ausente de Portugal. Foi o tempo de descansar e tirar uma pausa do quotidiano, mas foi também, como é recorrente quando se viaja, tempo de ganhar novas perspectivas sobre a vida. Ou, pelo menos, redimensioná-las. Compreender quais são as preocupações que merecem esse termo, e quais as que não merecem metade do tempo habitualmente perdido. Perceber o que vale a pena, e o que não vale. Se tivéssemos sempre essa noção da dimensão das coisas, muito provavelmente a nossa vida – seja pessoal ou profissional – seria muito mais objetiva, ou se quisermos, muito menos dispersa do que costuma ser. Ainda assim, é humanamente impossível desligarmo-nos de absolutamente de tudo que nos rodeia no nosso dia-a-dia habitual. Seja a família, os amigos, ou as coisas que mais amamos. O futebol e o desporto costumam, na questão do autor, incluir-se nesse lote.

Portanto foi com alguma regularidade – e passo agora este texto para a primeira pessoa, se me permitem – que fui acompanhando o que se passava no nosso pequeno mundo. No nosso pequeno Portugal. Verifico as manchetes dos jornais com um triste riso de quem percebe de que nada irá mudar, como quem observa aquele amigo que faz continuadamente asneiras ao ponto de se tornar inevitavelmente engraçado. Desde os exaustivos discursos de Bruno de Carvalho, passando pelas repetitivas picadas de Pinto da Costa, até aos mandamentos de Vieira, que se tentam passar por mais puros e inocentes do que realmente são, terminando na vergonhosa orgia de insultos dos diretores de comunicação dos três grandes, mostrando uma personalidade mais fraca e vazia que a própria Federação, também ela ausente e guiada pelas forças atuais do futebol português.

Questionava Pepa esta semana, treinador do Tondela, se no nosso campeonato manda quem berra mais alto. A minha pergunta é: mas ainda alguém duvida disso? O futebol português vive numa casa onde a autoridade define-se por quem mais verbaliza, não por quem mais lidera. Basta observar as últimas décadas do futebol português para perceber isso. Seja por capas de jornais, seja por escutas telefónicas, seja por correio electrónico. E quem devia realmente mandar, não tem força nem coragem suficiente para se impor, porque está acorrentado aos seus aliados e consequentes regalias.

A guerra entre os três grandes está a ficar insustentável Fonte: Cortina Verde
A guerra entre os três grandes está a ficar insustentável
Fonte: Cortina Verde

Num mundo de egos, hipocrisias e vale-tudo, ninguém sairá vencedor. Ninguém. E quem sair, vai ser rapidamente ofuscado com conspirações e acusações de controlo e favoritismo. E isto é tão óbvio, não só para mim mas para qualquer acompanhante do nosso futebol, que já se torna completamente redutor fazer qualquer observação quanto a isto. Um conjunto de verdades a “la palice” que toda a gente sabe e ninguém faz por mudar. Porque o que realmente importa, no final, é quem fica na frente da tabela.

Para terminar este mar de críticas já por todos conhecidos, e já escrevendo estas palavras em solo lusitano, observo a notícia de Ernesto Valverde, treinador do Barcelona, no nosso país vizinho, a admitir que o clube foi beneficiado num lance determinante há umas jornadas atrás. Aqui, os treinadores queixam-se que o adversário festejou demasiado um golo. Que mais posso dizer? Não merecemos nada. Cada vez mais o nosso futebol, habituado a grandes portugueses, se vai tornando proporcional ao tamanho do nosso país.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal