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O Futebol Como Cultura: Em Portugal e em África

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Cabeçalho Futebol Nacional

De massa, para as massas e das massas. É assim que se pode descrever o desporto. Durante os anos, o desporto foi ganhando uma importância fulcral no quotidiano das pessoas. O futebol, e é deste que nos vamos cingir, é um dos exemplos de como o desporto modifica e faz parte da vida das pessoas.

Em Portugal, o futebol leva milhares de adeptos ao estádio Fonte: Coimbra Jornal
Em Portugal, o futebol leva milhares de adeptos ao estádio
Fonte: Coimbra Jornal

Ao longo dos séculos, principalmente no século XX, este desporto afirmou-se na Europa, na América do Sul e mais tarde no continente asiático e na África. A letra da música “É uma partida de futebol”, da banda brasileira Skank, é um espelho do futebol, não só no Brasil, mas no mundo todo. Nesta lê-se:

“Bola na trave não altera o placar 
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”

O futebol tornou-se um veículo de expressão da identidade de cada membro da nossa sociedade e de cultura ganhando importância nos media ao redor do mundo. Como é que o futebol representa cada um de nós? Vamos pensar no caso de Portugal.  Em Portugal temos os 3 grandes clubes: SL Benfica, FC Porto e o Sporting CP. Os adeptos destes clubes são catalogados como: os adeptos do Sport Lisboa e Benfica como sendo parte do clube mais popular, os do porto fazem parte apenas de implantação a nível regional e os adeptos do Sporting com “elitistas”, porque possuem pertenças sociais próximas das classes de maiores literacias e rendimentos. No entanto, se viajarmos por Portugal à procura de outros exemplos vemos o caso do Vitória de Guimarães que ser adepto é quase que uma célula do ADN, ou seja, inerente a quem aí vive. Dessa forma a opinião, ideais e outros aspetos vão estar formatados consoante a pertença esse clube.

A nível nacional acontece o mesmo. E neste caso os media acabam por ter um papel fundamental na implantação do futebol como forma de cultura. A afirmação identitária nacional comprova-se através do que aconteceu durante o Europeu de 2004 e no Mundial de 2006 em Portugal. Segundo um estudo relacionado com o telepatriotismo de Eduardo Costa Torres, Durante o Europeu de Futebol de 2004 mais de 85% da população portuguesa viu jogos da selecção nacional na televisão e 30% passou a seguir com mais regularidade, nos anos seguintes, os jogos transmitidos (Cardoso, Espanha & Gomes, 2006).

GP Brasil: Faltou samba a Bottas

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Há quem diga que agora já é a feijões. Mas a verdade é que ainda falta decidir o vice-campeão do Campeonato Mundial de Fórmula 1 2017. Sebastian Vettel e Valtteri Bottas estão na corrida e o alemão deu hoje um passo importante para que esta temporada não seja um deserto total para a Ferrari.

Bottas foi mais forte na qualificação. Saiu à frente de Vettel, com Raikkonen logo ali atrás dos dois. Lewis Hamilton, por sua vez, já estava condenado ao último lugar do grid – depois de um acidente logo na Q1 – mas acabou por arrancar mesmo da pitlane, já que a Mercedes decidiu trocar alguns componentes do monolugar.

A primeira volta no circuito de Interlagos foi logo animada. O Haas de Grosjean foi novamente protagonista e empurrou Esteban Ocon para fora da pista, acabando por provocar o abandono do Force India; em 27 corridas, esta foi a primeira vez que Ocon desistiu. Stoffel Vandoorne e Kevin Magnussen também ficaram pelo caminho, num arranque em Ricciardo fez um pião mas conseguiu regressar ao pelotão.

No meio do caos, Sebastian Vettel arrancou melhor do que Bottas e saltou para a liderança do GP – sítio de onde só sairia para ir às boxes. Lewis Hamilton aproveitou o safety-car e começou aquela que viria a ser uma prova de escalada.

Tal como já tinha sido notório na qualificação, os Red Bull estiveram alguns pontos abaixo daquilo a que nos têm habituado. Verstappen passou despercebido e nunca conseguiu chegar perto dos homens da frente; Ricciardo perdeu ímpeto com o pião das primeiras curvas e fez uma corrida morna. O holandês terminou em quinto, o australiano logo a seguir, em sexto.

Sebastian Vettel não largou o primeiro lugar e não deu espaço a Valtteri Bottas. Kimi Raikkonen garantiu a última posição do pódio – nas últimas voltas, Lewis Hamilton ainda mordeu os calcanhares do finlandês e chegou a ser líder enquanto os três da frente foram às boxes. O já campeão do mundo acabou por passar a linha da meta a menos de um segundo de Raikkonen.

Nota positiva para Sebastian Vettel que tem agora 22 pontos de vantagem para Valtteri Bottas e está numa posição confortável para garantir o segundo lugar na classificação geral. De realçar, também, o oitavo lugar de Fernando Alonso: parece que agora que a McLaren decidiu largar o motor Honda é que ele começou a corresponder. Nota assim-assim para a Red Bull, que esteve todo o fim-de-semana desadaptada ao circuito de Interlagos e não soube intrometer-se entre a Mercedes e a Ferrari. Nota negativa para Romain Grosjean, que voltou a provocar um abandono alheio.

Felipe Massa despediu-se do circuito de Interlagos Fonte: F1
Felipe Massa despediu-se do circuito de Interlagos
Fonte: F1

Há coisa de um ano, escrevi um parágrafo de homenagem a Felipe Massa, por se ter despedido da pior maneira do seu público: em 2016, o brasileiro não terminou aquele que era, supostamente, o seu último GP do Brasil. A verdade é que Massa não acabou a carreira e agora, um ano depois, podemos reescrever a história de uma maneira mais bonita. Felipe Massa despediu-se hoje do circuito de Interlagos, do público brasileiro, e despede-se daqui a duas semanas do mundo da Fórmula 1. Ficou em sétimo e tem um final mais feliz para contar.

Sebastian Vettel ganhou depois de três meses sem subir ao lugar mais alto do pódio. Valtteri Bottas perdeu a corrida no arranque e Lewis Hamilton, mesmo saindo da pitlane, voltou a mostrar porque é que já é campeão. A Fórmula 1 regressa no fim-de-semana de 24 a 26 de Novembro para o Grande Prémio de Abu Dhabi, naquele que é o último GP da temporada.

Foto de Capa: Scuderia Ferrari

Marc Márquez é campeão do mundo de MotoGp

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Cabeçalho modalidades

O piloto da Honda conquistou pela quarta vez o titulo mundial de MotoGp, tornando-se assim o mais jovem piloto a conquistar quatro títulos na classe rainha, com apenas 24 anos.

Na ultima prova do mundial as contas eram faceis, Andrea Dovizioso tinha de vencer e Márquez tinha de  ficar em 12º.
Mas para começar, Márquez saiu da primeira posição e o italiano em nono, e com o decorrer da corrida dava para perceber que o espanhol já tinha aprendido com o passado e ia ter uma corrida mais contida, alias, como seria de esperar.

O que não se esperava era que Andrea Dovizioso não conseguisse arriscar mais. E de nada vale culpar o seu companheiro de equipa, por ter ignorado todas as indicações (colocar mapa 8 na moto foi uma constante, sendo que era uma informação para ceder a passagem). Mas Dovizioso não conseguia estar se quer perto de Lorenzo. Se numa fase inicial conseguiamos ver Dovizioso colado, com o passar do tempo dava para perceber que não tinha andamento para os homens da frente.

Marquez volta a conquistar o título mundial de MotoGP Fonte: MotoGP
Marquez volta a conquistar o título mundial de MotoGP
Fonte: MotoGP

Numa corrida algo aborrecida, Zarco tomou a liderança e com os seus pneus macios parecia mesmo que ia vencer finalmente uma merecida corrida. Atrás dele vinha Marc Márquez confortavelmente num segundo lugar, e Pedrosa fechava o podio.

Dovizioso continuava em 5º atrás do seu companheiro Lorenzo.

Até que a sete voltas do final, Marc Márquez percebeu que conseguia aumentar um pouco mais o ritmo e ia deitando tudo a perder. Novamente foi necessário puxar os galoes para não cair, mas saiu de pista e voltou apenas na quinta posição, neste momento atrás do Dovizioso. Realmente são as “saves” de Marc Márquez que ficam para a historia deste campeonato.

Mas na volta seguinte, ficou tudo decidido, Lorenzo cai, para poucas curvas a seguir ser o seu companheiro também a cair. Dovizioso estava fora da luta do titulo. Ainda tentou voltar, mas acabou por desistir nas box’s devidamente homenageado por toda a equipa da Ducati.

ATP NextGen Finals: afinal foi um sucesso ou um falhanço?

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Cabeçalho modalidades

Está concluída a edição inaugural do ATP NextGen Finals, prova que consagrou o coreano Hyeon Chung como o primeiro campeão de sempre desta prova que reúne as maiores promessas sub-21 do circuito profissional. Porém, esta é capaz de ter sido uma das provas em que o resultado final era, porventura, um dos temas menos aguardados e comentados por todo o mundo.

Começando pela escandalosa sessão de abertura, os jovens atletas foram convidados pela organização a selecionar top-models e recorrer a técnicas um pouco controversas para descobrir qual seria o seu grupo. Tudo correu de forma notavelmente constrangedora e rapidamente se fizeram ouvir as vozes do ténis como Alizé Cornet ou mesmo Amélie Mauresmo reprovando a iniciativa veementemente, levando até a organização a um pedido oficial de desculpas.

Dentro do campo também foram muitas as alterações ao formato comum do ténis executadas pela ATP. A opinião dos jogadores relativamente a estas foi (tem sido) de certa forma consensual. Relativamente ao relógio que, qual jogo de basquetebol, obriga os jogadores a jogar os pontos impreterivelmente de 25 em 25 segundos, e à substituição dos juízes de linha por chamada automática (através da utilização do sistema Hawk eye em todas as linhas do court) a maioria dos jogadores apreciou a mudança, tendo Marin Cilic (que começará hoje a sua prestação no ATP Finals dos “graúdos”, em Londres) reconhecido até que estas alterações poderiam ser implementadas no circuito profissional imediatamente, sem grande prejuízo.

Sistema de comunicação (Shapovalov) Fonte: Sky Sports
Sistema de comunicação (Shapovalov)
Fonte: Sky Sports

As críticas vêm no que toca às restantes regras principais: a utilização de short-sets (até aos 4, com tie-break aos 3-3), à melhor de cinco, sem Let nem vantagens. “Com estas regras um jogador que nem esteja a fazer as coisas da maneira correta, até pode nem ser profissional, chega ao jogo e tem boas chances de ganhar, mesmo quando defronta grandes jogadores em grandes torneios, e eu acho que isso é injusto” disse Andrey Rublev, primeiro cabeça-de-série do evento, que saiu derrotado na Final.

Também Roger Federer se juntou ao coro de críticas ao novo sistema de pontuação, assumindo que não é fã das mesmas: “O sistema de short-sets é de certa forma interessante, mas sets normais permitem aos jogadores prolongar a liderança e experimentar coisas novas, trabalhar novos recursos. Se forem assim tão curtos, todos os pontos têm uma importância extrema e não há espaço para mais nada.

Short-sets Fonte: Reuters
Short-sets
Fonte: Reuters

Já acerca da permissão para haver comunicação entre jogador e treinador entre sets, para o público se movimentar nas bancadas laterais em qualquer momento e demais alterações menos relevantes, os jogadores não se revelaram demasiadamente incomodados em geral, assumindo que apreciaram estes novos desafios.

Fica para a História a primeira real tentativa de mudança relativamente às muito comentadas regras do ténis, não havendo, para já, muita esperança no que toca à transferência das mesmas para o circuito profissional a nível global, pelo menos a curto-prazo.

Foto de Capa: ATP NextGen Finals

O estado de graça de De Bruyne no City: constrói, organiza e define

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Cabeçalho Liga Inglesa

Muito peculiar é o caso de Kevin de Bruyne. Foi contratado pelo Chelsea pela sua valia a médio-longo prazo, mas não encheu os olhos ao nosso José Mourinho. Num clima de crispação, acabou por tomar a decisão de abandonar o clube londrino e procurar jogar.

Procurou jogar e agora faz jogar. De Bruyne é, claramente, um dos melhores médios ofensivos da atualidade a jogar e a fazer jogar no líder do melhor campeonato do mundo. Provou que Mourinho estava errado e hoje essa demonstração de capacidades converge diretamente com o português: primeiro, porque são vizinhos; segundo, porque ambos almejam ficar em primeiro lugar na classificação. A isto acresce o Mourinho vs Guardiola. Coisas de novela, mas coisas como esta cobrem todo o acontecimento relacionado, neste caso específico, com a Premier League.

Como mero espetador de futebol, De Bruyne desempenha um papel escrito e encenado por Pep Guardiola. O seu perfil faz-me lembrar o de Frank Lampard. Defende, controla, aparece facilmente em zonas de finalização e tem uma excelente e potente longa distância. Fugindo a quaisquer comparações, reitero que a sua envolvência no jogo é bastante semelhante à do antigo capitão do Chelsea.

Uma das suas variadas virtudes é a inteligência. Sabe ler, processar e contemporizar cada lance, cada jogada. É claramente um jogador de classe mundial, mas que ainda tem algo a provar. Títulos. Um jogador atinge uma marca de renome quando se começa a encher de títulos, ou será que não? Primeiro, responderia que não necessariamente. Ocorreu-me o nome de Steven Gerrard, mas logo depois lembrei-me de que ergueu uma Liga dos Campeões e umas quantas Taças. Depois, lembro-me de Ronaldo Nazário, Ibra, Totti, que nunca venceram essa competição, mas as conquistas domésticas ou correspondentes a provas de índole internacional (Seleções), acabam por complementar o jogador. Ou seja, depois de me debruçar sobre a importância dos títulos, percebi que realmente são indispensáveis para que um jogador atinja a marca de elite. Um jogador que seja protagonista num campeão é automaticamente reconhecido, e ganha aquela reputação ímpar.

Este City parece estar disposto a arrecadar tudo o que estiver em disputa. De Bruyne tem um peso tão grande no futebol dos citizens que nem ele o sente. Está numa completa zona de conforto. Zona essa que requer nunca se sentir confortável! Parece contraditório, mas num meio campo, em qualquer jogo da Liga Inglesa, a atenção tem de ser constante. Para um centro campista, a missão é ser mais um na retaguarda quando necessário ou conveniente; assumir um papel de construção; e liderar uma saída rápida na transição ofensiva. De Bruyne é isto tudo no City, e ainda deixa o seu nome na lista dos marcadores. Neste momento, em que muito provavelmente a sua progressão como futebolista já não terá muito mais continuidade, será a aprimoração das suas qualidades a fazê-lo melhor jogador. Como dizem os entendidos, o difícil não é chegar ao topo, mas manter-se por lá…

O seu selecionador Roberto Martinez vincou bem recentemente bem o final do último parágrafo. Pegando no facto do seu jogador estar a ter um início de época deslumbrante, diz que poderá chegar ao mais alto nível se se mantiver bastante ativo nos jogos que realiza, que se torne uma chave, uma referência na equipa, chegando ao ponto de a liderar. Em artigos que tive a oportunidade de ler, de forma a conhecer um pouco a personalidade de Kevin de Bruyne, saltou-me à vista algo interessante.

Gabriel Barbosa: Uma estrela que ainda não ascendeu

Cabeçalho Futebol Internacional

O atacante Gabriel Barbosa foi considerado a maior revelação do futebol brasileiro após a Era Neymar. Conhecido como “Gabigol”, o jovem atacante sempre mostrou muita potencialidade quando atuava no Santos. Com apenas 18 anos era titular da equipe e mostrava que poderia se tornar o novo ídolo dos torcedoes santistas. No futebol brasileiro o atacante concorria com outro jovem atacante para ser a maior revelação da temporada. Gabriel Barbosa do Santos e Gabriel Jesus do Palmeiras – atualmente no Manchester City – enchiam os olhos dos torcedores e dividiam opiniões de quem era o melhor.

Gabriel Barbosa demonstrava ser um atacante diferenciado. Habilidoso, rápido e com faro de gol. O atacante tinha no Santos uma movimentação no ataque muito forte. Com a camisa alvinegra o atleta disputou 149 jogos e marcou 56 gols. O destino do jogador parecia certo e uma transferência à Europa era questão de tempo. E foi um tempo bastante curto, pois na janela de transferências de verão da temporada passada a Inter de Milão contratou o jogador junto ao Santos por 29,5 milhões de euros.

Na Itália a expectativa sobre o jogador eram as melhores possíveis. Chegou no clube de Milão com status de ser o “Novo Ronaldo” e a titularidade da equipe era dada como certa. Porém, as coisas não ocorreram muito bem para o atacante. Pouco utilizado pelos treinadores que assumiram a Inter na temporada 2016/17, o atacante atuou em apenas 10 partidas e fez somente um gol. Além do fraco desempenho dentro de campo o jogador colecionou problemas extra campo. O episódio mais marcante foi quando o atacante abandonou o banco de reservas – no jogo da Inter contra a Lazio – ao ver que não entraria mais em campo.

O então treinador da equipe de Milão, Stefanno Vecchi, disse na época: “Esperava entrar? Talvez, como todos aqueles que estavam sentados no banco. Ele provavelmente tinha grandes expectativas, assim como o clube e os fãs tinham sobre ele. Nem sempre é culpa do treinador, ele tem algumas boas qualidades que devo colocar a serviço do time. Por que não encontrou espaço com nenhum dos treinadores  nesta temporada.”

Jogadores que Admiro #84 – Luís Figo

jogadoresqueadmiro

Luís Figo será sempre recordado, por mim, como um dos melhores da sua geração. Com uma carreira marcada pela polémica troca entre dois clubes rivais, Barcelona e Real Madrid, Figo sempre se destacou por qualquer clube onde tenha passado.

Tudo começou no pequeno clube dos arredores de Lisboa, mais concretamente de Almada, os Pastilhas, onde, e apesar dos resultados desnivelados da sua equipa, cedo se destacou entre os demais, o que chamou à atenção do Sporting CP. Com a sua aquisição para o futebol jovem dos leões, Figo começava assim uma das mais bonitas histórias que o futebol português já viveu, tornar-se-ia um ídolo português e acima de tudo um ídolo internacional, algo que Portugal não tinha desde os tempos de Eusébio, uma estrela que se assumisse perante a equipa.

Nascido naquela que foi apelidada de “geração de ouro” e que venceu o Campeonato do Mundo de Sub-20 em 1991 em pleno Estádio da Luz frente ao sempre poderoso Brasil, Figo foi seguramente o jogador dentro desta excelente geração que mais o nível individual elevou, talvez muito subestimado na sua altura como jogador por coabitar num futebol onde jogavam Ronaldo, Zidane, Rivaldo, Beckham, Shevchenko etc…

Mas nunca subestimado dentro do seu país, em Portugal ninguém tinha dúvidas da qualidade e da diferença que o astro português fazia na nossa equipa, Figo com Rui Costa num patamar ligeiramente inferior marcavam o futebol da nossa seleção e começaram assim a sequência de ouro para Portugal que culminou com a conquista do Euro 2016, infelizmente Figo acabou a carreira sem qualquer titulo internacional pela seleção A, o mais perto que esteve foi na final do Euro 2004 , mas engane-se quem pensa que a geração de ouro não abriu e muito as portas a esta sequência que foi vivida em seguida e ao contexto em que a nossa seleção se colocou no paradigma do futebol internacional.

Fonte: Instagram Oficial de Luís Figo
Fonte: Instagram Oficial de Luís Figo

Dono de um pé direito poderosíssimo, quem não se lembra do magnifico golo frente à Inglaterra no Euro 2000? Luís Figo nunca foi um extremo que marcasse muitos golos, as suas melhores época foram em 1990/2000 no Barcelona e 2000/2001 em Madrid com 14 golos, o que lhe valeu a merecida distinção individual em 2000 com a conquista do Ballon d’Or, o “Pastilhas”, como era carinhosamente apelidado pelos seus colegas, via assim a sua qualidade individual ser reconhecida no panorama internacional, numa altura em que vários talentos individuais se sobressaiam, nada fácil.

ATP World Tour Finals: Federer e Nadal encabeçam torneio com três estreantes

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Cabeçalho modalidades

O último torneio da temporada de 2017 começa segunda-feira em Londres, com os oito primeiros do ranking a lutarem por este cobiçado troféu. É um elenco que não terá sido previsto por ninguém no início do ano, com ausências de peso como as dos lesionados Novak Djokovic, Andy Murray, Kei Nishikori, Stan Wawrinka, Milos Raonic… e três estreantes nesta competição: Alexander Zverev, Grigor Dimitrov e Jack Sock.

Federer e Nadal partem como favoritos à conquista do título e se tudo correr como esperado enfrentar-se-ão na final do próximo domingo, mas os restantes seis jogadores não vieram propriamente de férias a Londres. Federer conta no seu grupo com o recente campeão do Masters de Paris Bercy Jack Sock, contra o qual jogará o encontro de abertura do torneio. Todos os encontros anteriores entre os dois acabaram em vitórias relativamente simples do Suiço mas Sock estará seguramente muito motivado depois do inesperado sucesso em Paris que o fez carimbar a qualificação.

Uma selfie de milhões Fonte: ATP World Tour
Uma selfie de milhões
Fonte: ATP World Tour

Zverev e Cilic também estão neste grupo e com legítimas ambições a ganhar o torneio: ambos já ganharam títulos importantes na sua carreira e, aliás, tiveram de vencer Federer para o fazer (Zverev, no Canadá, este ano, Cilic, no US Open, em 2014). Ambos têm sentido dificuldades nos últimos meses do ano, quiçá devido ao cansaço de uma longa época, mas são dois jogadores que quando clickam conseguem vencer qualquer adversário.

Nadal começará o torneio contra Goffin, o belga que se conseguiu qualificar apesar duma lesão terrível em Roland Garros, que estragou uma parte significativa da sua temporada. O único encontro disputado pelos dois até à data foi uma vitória fácil de Nadal este ano em Monte Carlo, mas em piso duro, indoors, espera-se muito mais equilíbrio. Dimitrov e Thiem completam este grupo; o austríaco tem tido um fim de época de pesadelo, perdendo encontro após encontro, e parece ser à partida o jogador mais fraco no torneio e com menos probabilidades de atingir as meias-finais.

Previsões:

Grupo Pete Sampras:

1.Nadal

2.Goffin

Grupo Boris Becker:

1.Federer

2.Cilic

Meias finais:

Nadal 2-1 Cilic

Federer 2-0 Goffin

Final

Federer 2-1 Nadal

Foto de Capa: ATP World Tour

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Sporting CP 34–27 Besiktas Mogaz HT: Sonho europeu continua vivo

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Cabeçalho modalidadesRealizou-se hoje no Pavilhão João Rocha a primeira jornada da segunda volta do grupo D. A equipa da casa sabia que tinha de ganhar para manter vivas as esperanças que conseguir um lugar que dê hipóteses de lutar pela passagem à próxima fase da EHF Champions League.

Apesar de o primeiro golo da partida ter sido marcado pela equipa forasteira, o Sporting rapidamente assumiu o controlo da partida. Muitas vezes, no mundo do Andebol, dizemos que é na defesa que se ganham os jogos. No entanto, desta vez, o ataque “verde e branco” merece todos os elogios. Frankis Carol e Edmilson Araujo mostraram-se muito eficazes da primeira linha e Nikcevic voltou a demonstrar o porquê de na semana passada ter feito parte da Team of the Week. Estas três performances foram absolutamente determinantes para a equipa portuguesa ganhar uma vantagem inicial. Pedro Portela também causou estragos pela ponta direita. A equipa de Hugo Canela conseguiu aproveitar a largura do campo, sendo “elástica” nas suas combinações ofensivas, desmontando por completo a defesa turca.

Tal como o ataque, a defesa do Sporting CP esteve muito forte e melhorou desde o último jogo frente ao Montpellier. Aljosa Cudic foi determinante para esse facto, fazendo defesas muito importantes que permitiram que a equipa mantivesse a vantagem no marcador. O guarda-redes eslovaco terminou a partida com 24% de eficácia.

 

Aljosa Cudic foi decisivo no começo da segunda parte Fonte: Ricardo Rosado Fotografia
Aljosa Cudic foi decisivo no começo da segunda parte
Fonte: Ricardo Rosado Fotografia

Tirando o começo da partida os campeões nacionais estiveram em vantagem toda a partida. O apoio dos adeptos, que estiveram mais uma vez em grande, foi fulcral para que a sua equipa mantivesse o alto nível durante os 60 minutos. O Besiktas nunca se encontrou e esteve mal durante toda a partida, mas principalmente no segundo tempo. A organização ofensiva da equipa foi inexistente e isso resultou em várias falhas técnicas. Ramazan Done foi o mais inconformado da sua equipa marcando sete golos, sendo o melhor marcador da sua equipa e da partida.

O Sporting CP subiu ao terceiro lugar e está a três pontos do segundo classificado. O Besiktas cumpriu o seu quarto jogo seguido sem vencer.

As grandes decisões de Pinto da Costa: Mourinho, o treinador especial!

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fc porto cabeçalho

Costuma dizer-se que “as pessoas passam, o clube fica”. Foram muitos os treinadores e jogadores que passaram pelos dragões e conquistaram os mais variados títulos, entre eles os mais importantes da nossa história. Mas há um nome que atravessa todos estes anos e que se mantém como fio condutor de todos os sucessos do FC Porto. É ele, Jorge Nuno Pinto da Costa e é o presidente do FC Porto há 35 anos.

Ao presidente cabe-lhe, todos os anos, contratar (bem) os jogadores e claro, escolher (bem) o treinador. E terá havido escolha mais acertada para o comando técnico dos dragões do que José Mourinho a meio da época de 2001/2002? Não. Mourinho é único, Mourinho é especial!

José Mourinho chega ao FC Porto depois de uma excelente campanha ao serviço do UD Leiria e apesar de na altura não ser um treinador conceituado, a verdade é que já era figura sobejamente conhecida dos dragões não só por ter sido adjunto/tradutor de Bobby Robson, mas também por ter tido uma breve passagem pelo rival SL Benfica.

O jovem treinador português chega ao comando técnico dos dragões e depressa prometeu mundos e fundos, afirmando que “na próxima época somos campeões” e a verdade é que fomos isso e muito mais. Bicampeão nacional nos anos imediatos, Mourinho superou a promessa, trazendo para cá todos os troféus europeus em disputa. O FC Porto de Mourinho era capaz de tombar gigantes e de jogar de igual para igual em qualquer campo da Europa e do Mundo.

Apesar de ser considerado por muitos como arrogante, José Mourinho é sem dúvida o melhor treinador português da atualidade e enquanto esteve no Dragão foi o protagonista de glórias sucessivas e até então impensáveis.

Em 2003/2004 o FC Porto viria a vencer contra todas as expectativas a Liga dos Campeões e José Mourinho consagrava-se assim como o melhor da Europa. Nos dois anos e meio que esteve ao serviço dos dragões, Mourinho venceu dois Campeonatos, uma Taça Uefa e uma Liga dos Campeões.

Fonte: Chelseanews24
Fonte: Chelseanews24

Todos estes feitos notáveis do jovem treinador não passaram despercebidos aos tubarões europeus e foi o poderoso Chelsea de Roman Abramovich que garantiu a contratação do “Special One”. Apesar de não ter sido no Dragão que ganhou a alcunha imortalizada, a verdade é que foi ao serviço dos dragões que aprendeu tudo e se tornou verdadeiramente especial. José Mourinho senta-se na cátedra de um dos melhores técnicos de sempre do FC Porto. Para mim, hoje e sempre, é o melhor de todos os tempos. Marcou-me e continua a marcar até aos dias de hoje.

Apesar de ter sido ele o protagonista de todas as conquistas nacionais e europeias do FC Porto, convém não esquecer quem foi o responsável por tornar tudo isto possível: Pinto da Costa. Foi o presidente que viu naquele jovem arrogante e determinado o que ninguém, nem os rivais, viu: um campeão, à imagem do clube. As pessoas passam, mas o clube e Pinto da Costa ficarão para sempre.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira