Começa a festa da Taça de Portugal para o Benfica, este fim de semana, frente ao Olhanense, em Olhão. Numa altura em que muitas dúvidas existem em torno daquilo de que este Benfica é capaz esta temporada, e em que Rui Vitória recupera do fogo cerrado que teve à sua volta até à paragem para seleções, este jogo poderá ser crucial para o desenvolvimento de toda a época do Benfica.
É de esperar uma resposta positiva, dada a teórica facilidade do encontro para as águias, mas, se corre mal, pode deitar abaixo o grande plano B, caso a época vire mesmo para o torto para a turma de Vitória. Assim, com um Benfica a cinco pontos da liderança da Liga NOS, dois jogos sem pontos na Liga dos Campeões e uma dita ‘crise’ interna para atenuar (ou evitar), a prova rainha seria a verdadeira chance de salvar uma época em que, a continuar assim, tudo pode correr mal.
Vejamos, se hipóteses ainda existem para os encarnados continuarem na Liga dos Campeões após a fase de grupos, esta temporada, as odds não estão favoráveis. Numa casa de apostas online, por exemplo, a qualificação em segundo do Benfica está com odd de 4,50, e, caso as águias consigam voar para o primeiro lugar do grupo, sobe para 35,00. Em ambas as condicionantes, o Benfica é a equipa que mais paga em caso de sucesso, fazendo prever que é o maior candidato a ficar atrás nesta fase.
Quanto à Liga NOS, embora ainda num ponto da competição exageradamente precoce, o Benfica é o mais atrasado dos três grandes e, com as exibições que demonstrou até o início de outubro, será difícil recuperar a desvantagem que já tem. No entanto, basta regressar a exibições qualitativamente mais elevadas para que consiga aproveitar possíveis percalços dos rivais e recupere pontos, relançando ainda mais (porque não está acabada para ninguém) a Liga.
Apesar de tudo isto, há sempre a possibilidade de as coisas não correrem tão bem como isso, e é neste ponto, no caso de a Liga, da forma competitiva como aparenta estar, acabar por fugir às garras da águia ao fim de cinco anos, que a Taça de Portugal pode ser o trunfo e a salvação dos encarnados.
Apesar de o Sporting ter perdido, no passado fim-de-semana, a segunda edição da Elite Cup em Hóquei em Patins para o eterno rival Benfica, em Coimbra, a equipa leonina mostrou qualidades que permitem antever uma boa temporada. Essas qualidades referem-se sobretudo a uma série de aspetos de natureza técnico-tática já adquiridos numa altura tão precoce ainda, mas também a uma série de individualidades que se pautam pela qualidade de jogo dentro dos ringues.
De facto, o Sporting apresenta para esta época 2017-18 um plantel cheio de qualidades: além de manter as “estrelas” da época passada (casos de Pedro Gil, Ferran Font, Ângelo Girão, entre outros), apresenta este ano contratações de elevado quilate. Uma delas é o argentino Matías Platero, que veio dos espanhóis do Reus. Vejamos mais de perto a qualidade deste jogador argentino e a mais-valia que representa para este plantel dos Leões, orientado por Paulo Freitas.
Platero é um jogador que se sagrou campeão europeu ao serviço da sua antiga equipa, os catalães do Reus. Mas o seu histórico permite perceber passagens por vários clubes do hóquei europeu, nomeadamente no campeonato de Itália. Essas passagens valeram-lhe uma panóplia de títulos. O site Mais Futebol refere o seguinte a propósito do hoquista argentino: “No currículo conta com um Mundial de Clubes, um Campeonato de Espanha, duas Taças de Itália, um Mundial de Sub-20 e um Campeonato do Mundo a nível Sénior”.
Matías Platero tem um extenso currículo, até pela seleção argentina Fonte: Facebook de Matías Platero
A qualidade do jogador, a tarimba dentro dos ringues, levou o Sporting neste defeso a bater a cláusula de rescisão do atleta no valor de 41 mil euros, um número que, no universo hoquístico, é de elevada monta. O site espanhol Mundo Deportivo dava conta desse resgate leonino de Platero ao Reus, referindo no seu site: “El argentino Matías Platero se desvinculó este lunes del Reus Deportiu tras pagar su cláusula de rescisión para marcharse al Sporting de Lisboa portugués”.
O hoquista argentino é, tal como outros, mais um campeão de Leão ao peito. Mas será que essa tarimba terá reflexos nos ringues portugueses e internacionais ao serviço dos Leões já esta época? Porque a qualidade individual não basta; tem de existir compromisso leonino e, sobretudo, o esforço, a dedicação, a devoção e a glória que deve sempre caracterizar qualquer atleta que represente qualquer equipa de qualquer modalidade do Sporting Clube de Portugal.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Hóquei em Patins
A SAD do FC Porto registou um resultado negativo de 35,3 milhões de euros em 2016/2017, um prejuízo 39,5% inferior aos -58,4 milhões do exercício anterior. Para efeitos do cumprimento do fair-play financeiro da Uefa, o prejuízo foi de 25,4 milhões, inferior aos 30 milhões estabelecidos com o organismo que tutela o futebol europeu. A SAD azul e branca confia, de resto, que vai voltar, esta temporada, a ir além dos “pedido” pela Uefa. “Nós vamos para além do acordado com a Uefa e vamos voltar a fazê-lo”, indica o administrador financeiro, Fernando Gomes.
O FC Porto anunciou que está a superar as metas de desempenho económico previstas no acordo que o clube assinou, em junho último, com a Uefa no que diz respeito ao fair-play financeiro. A SAD dos “Dragões” registou um resultado líquido negativo em 35,3 milhões de euros no período de 1 julho de 2016 e 30 de junho de 2017, mas para efeitos do acordo houve uma subtração de 9,9 milhões, perfazendo 25,4 milhões de prejuízo, valor abaixo dos 30 milhões estabelecidos com o organismo que tutela o futebol europeu.
Fonte: FC Porto
O montante que a Uefa permite retirar aos prejuízos contabilizados prende-se com custos relacionados com as atividades das camadas de formação, amortizações (excluindo as de passes de jogadores), imposto sobre o rendimento e ainda os custos relacionados com o próprio acordo.
“Nós vamos para além do acordado com a Uefa e vamos voltar a fazê-lo”, indicou Fernando Gomes, administrador da SAD, aos jornalistas.
A SAD do FC Porto prevê na época em curso baixar o prejuízo para nove milhões de euros (o acordo permite chegar aos -20 milhões) e entrar no plano positivo em 2018/2019, com sete milhões de euros de lucro (limite da Uefa são -10 milhões). Quanto a 2019/2020, o último ano do acordo, a administração da SAD prevê um resultado positivo de 14 milhões de euros, com o acordo a obrigar ao “break-even” (sem lucros ou prejuízos).
O mesmo responsável disse que a proposta feita pelo FC Porto à Uefa para “normalização” até 2019/2020 “foi aceite sem condições”.
“O nosso objetivo é desportivo. O que não pode é olhar-se com ligeireza para os resultados financeiros, pois isso tem resultados negativos também nos plantéis, já que obriga a realizar muitas vendas, o que ‘parte’ o plantel e obriga a constantes reconstruções profundas. Uma coisa é ter de realizar vendas de 20 ou 30 milhões, outra é ter de fazer 100 milhões de vendas”, afirmou Fernando Gomes.
O dirigente portista avançou que o clube rescindiu, até 30 de junho, com 26 futebolistas que tinha emprestados, o que representa, segundo a mesma fonte um corte de 20 milhões anuais em custos com jogadores profissionais.
O administrador da SAD azul e branca afirmou ainda que a Uefa não colocou qualquer limitação à contratação de jogadores por parte do clube. O que a SAD colocou, “por opção de gestão e não por imposição” do organismo que gere o futebol europeu foi nunca ultrapassar em compras o valor relativo a vendas. Por essa lógica, o clube poderia, na última janela de transferências, ter investido até perto de 50 milhões de euros (vendas de André Silva e Ruben Neves). A única contratação foi, porém, o guarda-redes Vaná, por um milhão de euros.
Diogo Schaefer largou o ténis para se dedicar aos estudos mas a paixão pelo desporto falou mais alto: entrou no mundo do Padel e, neste momento, ocupa o número um do ranking nacional da modalidade. Ao Bola na Rede confirmou a ambição de continuar em grande forma e partilhou a certeza de que o Padel está em Portugal para ficar.
Bola na Rede:Começaste por jogar Ténis de competição e é sempre interessante perceber o porquê da mudança. Quando foi o teu primeiro contacto com o Padel? O que te fez deixar o Ténis e enveredar pelo Padel? O que te cativou? O que mais gostas no Padel que o Ténis não oferece?
Diogo Schaefer: É verdade. Joguei ténis quando era novo e comecei muito cedo. A mudança foi um processo natural. No ano seguinte a ter jogado o Estoril Open, optei por seguir os estudos e “largar” a competição. O primeiro contacto com o Padel foi no Lisboa Racket Centre. Foi o primeiro clube a ter campos de Padel e como sempre estive presente na vida do clube, jogava na brincadeira. É um desporto muito giro e muito fácil de começar, o que me levou a evoluir rapidamente e como sempre tive o instinto de competir, foi fácil cativar-me e começar a fazer uns torneios com os meus amigos. A grande vantagem do Padel em relação ao ténis é sem duvida a vertente social que o desporto oferece.
BnR: Sentes muita diferença, em termos de ritmo de jogo, do Ténis para o Padel?
DS: Sim, sem duvida. Ténis é um desporto mais rápido e na minha opinião mais intenso. São dinâmicas diferentes até porque o Padel é sempre jogado a pares o que faz com que nem sempre sejamos solicitados durante um ponto. Os estímulos são diferentes, assim como a movimentação, a táctica e a componente técnica e física. São muito diferentes.
BnR: A que achas que se deve o brutal crescimento que a modalidade teve e está a ter em Portugal? Achas que tem a ver com o facto de não ser uma modalidade difícil de começar a praticar? Ou com a dimensão de convívio que permite?
DS: O Padel, em Portugal, cresce de uma forma incrível. Não me recordo de uma febre tão grande com nenhum outro desporto nos tempos recentes. É uma modalidade viciante. Fácil de aprender e em pouco tempo qualquer pessoa consegue divertir-se dentro de um campo sem ajuda de um professor ou grande performance física. Penso que é o grande segredo do Padel. A sua facilidade (inicial). Assim como a componente social. Permite jogar com amigos, família, colegas de trabalho, com diferentes idades e até níveis de jogo distintos que continuamos a passar bons momentos dentro do campo. É uma característica singular do Padel. Por fim, tudo o que foi criado à volta da modalidade. Os torneios, os convívios, os eventos, os níveis. Tudo faz com que o Padel continue a crescer sem sinais de paragem. Muito pelo contrário: hoje em dia, todos já ouvimos falar e praticamente todos já tiveram com uma raquete na mão.
O jogador português ocupa, actualmente, a primeira posição do ranking nacional Fonte: Diogo Schaefer
BnR: Estás num grande momento da tua carreira, a nível nacional. Ocupas, actualmente, o número dois do ranking, apenas atrás do Diogo Rocha. Sentes que é possível, neste momento e tendo em conta o também grande nível de jogo que o número um apresenta, alcançar o primeiro posto? É um objectivo a curto prazo?
DS: No momento em que respondo a esta entrevista, já ocupo o número um nacional. Já em Setembro tinha alcançado essa marca: o topo do ranking nacional. Com a actualização dos pontos, regressei a número um. Não vivo em função de rankings, nem me tira o sono, mas é um reconhecimento de todo o esforço que tenho feito. Muitos e muitos treinos e horas dedicadas a uma causa. Ao ver estes resultados, deixa-me orgulhoso assim como às pessoas que me rodeiam. Fico contente pelos meus alunos, pelo meu clube Lisboa Racket Centre, pelo Benfica, família e os patrocinadores que me apoiam em todos os momentos. Sem eles, nada disto seria possível e deixa-me feliz poder retribuir todo o apoio com resultados. Mas isto não fica aqui – Quero mais! [N.D.R: Quando a entrevista foi feita, o número um era ainda ocupado por Diogo Rocha]
BnR: A nível internacional, ocupas a 252ª posição do ranking WPT, numa modalidade que é, ainda, bastante dominada pelos jogadores argentinos e espanhóis, dada a tradição da modalidade nestes países. Sentes que Portugal, a longo prazo, poderá vir a figurar em lugares mais altos do ranking WPT?
DS: Sem duvida. Já estou a projectar a próxima época e quero voltar ao circuito mundial. Este ano, por vários motivos, apostei mais a nível nacional e cumpri com todos os objetivos a que me tinha proposto. Agora é tempo de traçar novas metas. Já estive melhor colocado (top 120) mas chegar ao top 100 é uma vontade que tenho. Espero reunir todos os apoios para que possa apostar a 100%.
BnR: Quais são os teus principais objectivos para o que resta da temporada, nacional e internacionalmente?
DS: A nível nacional, o Campeonato Nacional que se disputa no meu clube, o Lisboa Racket Centre. Quero jogar bem “em casa”, assim como vencer as restantes etapas do circuito em que vou participar. A nível internacional, quero estar presente no Campeonato da Europa e ajudar o meu País a conseguir o melhor resultado possível. De referir que o Europeu é jogado em Portugal, no final do ano.
BnR: Achas que a aposta dos clubes grandes, como é o caso do Sporting e Benfica, é uma força extra para o Padel nacional? Sabemos que é uma modalidade em grande crescimento, em Portugal, mas certamente esta adesão dos grandes clubes ao Padel trará mais visibilidade à modalidade…
DS: Acima de tudo bem trazer visibilidade e promoção a um desporto que ainda é recente. Credibilidade igualmente. São grandes instituições e trás algum prestígio ao Padel ter clubes com forte tradição nas modalidades associados à modalidade. É um orgulho enorme para mim, ser atleta do Sport Lisboa e Benfica.
BnR: Quem são as tuas maiores referências no circuito mundial?
DS: Certamente não será surpresa nenhuma dizer que aprendo a ver o Bela, Pablo Lima, Juan Martín Diaz, Sanyo e tantos outros que nos fazem querer treinar mais e melhor. Para isso, é preciso ir treinar para perto deles.
Diogo Schaefer representa agora o SL Benfica, no Padel Fonte: Diogo Schaefer
BnR: Na tua opinião, o crescimento que o Padel está a ter em Portugal é indicador de que a modalidade se vai implantar no país ou pode ser apenas uma moda?
DS: O Padel veio para ficar. É mais que uma moda, é uma certeza. Prova disso é o número de clubes, o número de praticantes, o número de filiados, de norte a sul de Portugal. Como referi anteriormente, não acredito que o crescimento pare tão cedo. Ainda há muito para fazer e trabalhar.
BnR: Este ano contamos com dois torneios do circuito mundial em solo nacional: a segunda edição do Lisboa Challenger, em maio, e o Portugal Padel Masters, em Setembro. É um reconhecimento para o Padel português?
DS: Quero acreditar que sim. São grandes provas, grandes eventos que são muito importantes e um privilégio que se realizem no nosso país. Temos de aproveitar. É uma oportunidade para os praticantes em Portugal verem de perto os melhores do mundo. Mas é sempre importante referir que já tínhamos tido provas WPT em Portugal – em 2013 e 2014, o Open WPT no Racket e em 2016 e 2017, também tivemos mais eventos WPT.
BnR: Perdeste na segunda ronda da pré-prévia do Portugal Padel Masters, ao lado do Francisco Neves, frente à dupla Ignacio Otero/Javier Martínez Vázquez. O que correu mal? Esperavas um resultado melhor?
DS: Não se trata de correr mal. Vínhamos com pouco ritmo competitivo (a nível internacional naturalmente) e sabíamos que tínhamos de estar ao nosso melhor. Primeiro jogo exemplar e segundo jogo muito parecido onde estivemos sempre por cima no primeiro set, inclusive a servir para fechar o mesmo. Mas o Padel é assim. Por vezes vira. Mas tivemos óptimas sensações e ficámos contentes da forma como jogámos e foi uma ocasião para treinar para o Campeonato Nacional.
BnR: O Padel tem, em Portugal, uma grande adesão a nível de praticantes, mas não conseguiu ainda conquistar, entre o público, a popularidade desejada para uma modalidade com este potencial de crescimento. O que pode ser feito para levar mais pessoas a ver Padel? Os torneios e a modalidade em si precisam de maior divulgação?
DS: Uma melhor projecção resultante de um trabalho mais profissional ao nível da comunicação e gestão dos clubes também. Ainda é visto como uma novidade e aspectos importantes são deixados de lado. A comunicação é tudo nos dias que correm. Eu bem sei que integrei uma equipa na minha própria agência de publicidade. As marcas precisam de entrar com mais força também. São elas que fazem mexer o mercado. É uma tema extenso.
O português não chegou tão longe como gostaria no Portugal Padel Masters Fonte: Diogo Schaefer
BnR: Ainda neste campo, esperavas um melhor desempenho dos jogadores portugueses?
DS: Sinceramente, penso que está ajustado ao nível de empenho que existe em Portugal. No meu caso, adorava ter os apoios necessários para ir treinar e jogar para Espanha.
BnR: Para terminar: num jogo de sonho, podes escolher à tua vontade, a nível nacional ou mundial, um par e dois adversários, quem seriam?
DS: Eu e Juan Martín contra Bela e Lima. Ganhávamos seguramente.
O Campeonato Europeu de Ralis (ERC) terminou no passado fim de semana com Bruno Magalhães a sagrar-se vice-campeão, igualando o melhor resultado de sempre de um português no ERC, quando, em 2003, Miguel Campos foi também segundo.
Bruno Magalhães, já três vezes campeão nacional de ralis, foi acompanhado por Hugo Magalhães ao longo dos oito ralis da temporada e, contra equipas com outros meios, começou da melhor forma possível esta campanha europeia, em março – data da realização do Rali dos Açores, a primeira prova do ERC -, terminando com a vitória. Esta vitória tem vários motivos para ser histórica, desde logo porque o piloto de Lisboa não competia em ralis de terra desde outubro de 2015 e não fazia um rali desde agosto de 2016. Foi uma vitória brilhante e que lhe abriu o caminho para continuar no ERC.
Continuar a campanha europeia foi algo que, durante toda a temporada, foi muito complicado. A dupla lusa teve sempre muitas dificuldades em arranjar apoios, tirando em dois dos oito ralis (Chipre e Letónia). Em Maio, no meu artigo sobre o Rali das Canárias, escrevi o seguinte:
Bruno tem qualidades, está a mostrar agora, mas sem os apoios arrisca-se a ficar parado para a próxima prova, algo que só em Portugal poderia acontecer. Ter uma marca exposta na Eurosport, presente em quase todo o mundo durante mais de 10 minutos por fim de semana de corrida só pode ser negativo, pelo menos é o que devem pensar os responsáveis por cá e, como tal, quero agradecer aos dois patrocinadores que o deixaram sonhar até agora. Pena não existir mais ninguém com a coragem para o ajudar. No estado em que as coisas estão, mesmo que consiga ir a todas as provas, dificilmente conseguirá ser campeão, porque não terá maneira de treinar, enquanto os outros dois pilotos, que já falei, passam a vida a fazê-lo. A dupla Bruno Magalhães/Hugo Magalhães merecia mais, muito mais…
As Canárias foram palco do segundo rali do campeonato, e, no final, Bruno Magalhães continuava na liderança, mas perdeu um dos seus grandes patrocinadores, a Delta, para o que restava da temporada. Um duro golpe nas aspirações da dupla lusitana que se teve de socorrer na Grécia, país do terceiro rali do ERC.
Fonte: ERC
A Seajets tornou-se um parceiro de luxo para os dois portugueses, uma vez que acompanhou a equipa nos restantes seis ralis da temporada, apesar de ter sido sempre difícil para Bruno Magalhães garantir os apoios necessários para estar em todas as provas. Isto prejudica o trabalho da equipa, pois, enquanto Kajetan Kajetanowicz podia passar os dias a treinar, por ter assegurado desde logo toda a temporada, ainda antes do início do campeonato, dado que tinha um forte apoio da M-Sport polaca e um patrocinador com muito dinheiro, a dupla portuguesa tinha de andar a contar trocos para continuar na luta. A meio da temporada, escrevi o seguinte:
Em Portugal, não parece existir interesse na conquista de um título europeu, nunca conquistado, e que apenas por uma vez esteve próximo, quando Miguel Campos, em 2003, foi segundo, num saudoso Peugeot 206 WRC da equipa portuguesa da marca do leão. Acho totalmente inconcebível que em Portugal não se dê apoios a um piloto que é líder de uma competição deste nível a meio do calendário. Assim sendo, tem de ser a empresa grega Seajets a apoiar o nosso piloto, tal como fez nos dois últimos ralis. A juntar à armadora grega estão três secções da ERA, onde destaco a da Expo, por estar sempre ao lado do piloto.
As provas na Polónia e na Republica Checa correram mal, pela falta de treinos e de conhecimento do terreno, apesar do piloto português já ter participado na prova checa em 2014. Seguiu-se Itália, onde mais uma vez esteve até à última para garantir apoios, tendo-se verificado o regresso da Delta, para acompanhar a ERA e a Seajets. O regresso a um lugar no pódio foi muito positivo, mas não o suficiente para encurtar distância para a liderança.
A época e o sonho terminaram na Letónia. Era muito complicado para a dupla Magalhães ser campeã europeia, era preciso vencer, ou pelo menos andar muito perto disto, e esperar que Kajetanowicz tivesse um rali para esquecer. Não aconteceu, e o rali acabou de uma maneira bastante má: um forte acidente contra uma árvore, que danificou fortemente o carro e obrigou Bruno Magalhães a ir ao hospital – felizmente apenas por precaução.
Terminou, assim, uma temporada muito positiva para a dupla Magalhães a nível de resultados, mas infelizmente não tão positiva a nível de apoios e estabilidade. A FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) pouco ou nada fez para ajudar a dupla portuguesa a ser campeã europeia; esperemos que em 2018 tudo isto seja diferente, e, claro, que o piloto português consiga fazer novamente todo o ERC, mas com ainda melhores resultados.
Depois de um primeiro ciclo sobrecarregado de jogos, a equipa do Sporting precisava de alguma calma e tempo para poder descansar física e psicologicamente. Podem dizer-me que o Sporting não se pode desculpar já com cansaço, quando equipas inglesas e espanholas têm a mesma sobrecarga e conseguem manter-se competitivas. Pois eu pergunto se essas mesmas equipas não têm também, muitas vezes, as escorregadelas pós-competições europeias? Têm, apesar de conseguirem ter jogadores de banco quase equivalentes em qualidade aos titulares.
Acho que temos excelentes alternativas no banco, mas nem todas conseguem entrar em campo para fazer a diferença, e algumas delas insistem em desperdiçar oportunidades de afirmação (não é que não tenham qualidade, são simplesmente pouco consistentes e isso não mudará), o que torna o plantel mais curto em relação ao que a equipa técnica e os próprios adeptos e sócios pensariam e desejavam.
Bruno Fernandes foi dos que mais correu no jogo contra o Barcelona Fonte: UEFA
Para agudizar isso, nos últimos quatro encontros tivemos como adversários duas das actuais melhores equipas da primeira liga, e uma das melhores equipas do mundo. E apesar de, contra o Marítimo, termos conseguido rodar quase totalmente a equipa, nos jogos contra FC Porto e Barcelona fomos obrigados a apresentar praticamente a mesma formação, em dois jogos de exigência máxima. O jogo contra o Barcelona desgastou muito os nossos avançados e médios, tendo como prova disso os doze quilómetros percorridos pelo “centrocampista” mais avançado do nosso miolo. Juntando a isso o facto de termos perdido o jogo com um ressalto, desmotiva um pouco mais.
No jogo que se avizinhava, iríamos jogar contra um adversário que havia ganho de forma folgada a um Mónaco que pouco trabalho deu e que permitiu que a segunda parte fosse apenas de contenção e controlo. Para além disso teria mais 24 horas de descanso. Ora isto pesa no fim das contas, porque a confiança e frescura são diferentes, e não nos permitiria pressionar alto, como nos pressionaram a nós. A segunda parte seria mais equilibrada apenas porque as pernas dos adversários passaram a pesar quase tanto como as nossas. Não se poderia falar de banho táctico, até porque as equipas estavam muito equilibradas e encaixadas, com a única diferença de maior capacidade de pressão do adversário na primeira parte. O facto de tal equilíbrio poderá também ter sido razão para que Jorge Jesus não optasse pelas substituições mais cedo, até porque os jogadores que estavam no banco dificilmente iriam acrescentar ofensivamente (Alan Ruiz não, Iuri Medeiros também não) e poderiam desequilibrar a equipa defensivamente, o que é muito perigoso em jogos tão equilibrados e tácticos. Muitos pediram Podence mais cedo, mas perderíamos poder de jogo aéreo contra a melhor equipa do campeonato nesse aspecto.
Semana com nota bastante positiva, onde se destaca o Voleibol com um simbolismo bastante vincado, o Futsal masculino e a Supertaça de Carambola conquistada ante uma prestigiada equipa.
Andebol | O regresso aos triunfos em duas frentes. Na EHF Champions League, a vitória tangencial (31-30) sobre os russos do Chekhovskie Medvedi permitiu uma aproximação ao segundo classificado. Destaque para mais uma boa prestação defensiva do jovem guardião Manuel Gaspar, assim como para o facto de sete elementos leoninos terem inscrito o seu nome na lista de marcadores, com especial relevo para os sete golos de Frankis Marzo, um dos melhores marcadores do encontro, a par de Maxim Kuretkov e Roman Ostashchenko. No Sábado, diante do lanterna vermelha CD São Bernardo, os campeões nacionais não defraudaram as expectativas, construindo desde cedo uma vantagem suficientemente confortável que permitiu uma gestão de esforço nos vinte minutos finais, tão essencial nesta fase de sobrecarga de jogos. 20-30 foi o resultado final, com Carlos Carneiro e Felipe Borges a serem os artilheiros do encontro (sete golos) . Seguem-se mais dois compromissos, primeiro para o Campeonato Nacional diante do CF Os Belenenses, e depois para a EHF Champions League, frente a um Montpellier que somou quatro vitórias nas quatro jornadas já disputadas do grupo D.
O andebol leonino conseguiu uma importante vitória na EHF Champions League Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol
Futsal feminino | Duas derrotas em dois dérbis escaldantes e polémicos. Começando pela Taça de Honra, derrota na final perante um Benfica que começou a segunda parte na máxima força, marcando dois golos. Reagiram as leoas que viriam a reduzir para a desvantagem mínima por intermédio de Catarina Pinheiro, o que viria a empolgar a turma de Alvalade, contudo sem efeitos práticos. Nota para um critério disciplinar totalmente díspar que protegeu a equipa encarnada. No dérbi do Campeonato, a história repetiu-se, no sentido em que o Benfica viria a chegar a uma vantagem de dois golos ainda na primeira parte, no entanto Débora Queiroz reduziu ainda no primeiro tempo. Na segunda parte, Débora Queiroz voltou a faturar e a empatar a contenda a dois. Foi então que a equipa de arbitragem sobressaiu: com as duas equipas “tapadas” por faltas, foi vislumbrada uma falta inexistente contra o Sporting, livre direto para o Benfica e 2-3 com que terminou o encontro. O próximo jogo será em Évora, diante da recém-promovida AAU Évora.
Esta quinta-feira, o Sporting Clube de Portugal desloca-se a Oleiros para disputar a terceira eliminatória da Taça de Portugal.
Os leões iniciam assim o caminho rumo ao Jamor, no Estádio Municipal de Oleiros. Depois de todos os esforços realizados pela autarquia e pelo clube, ARC Oleiros, a Federação Portuguesa de Futebol viabilizou que se realizasse a partida na casa da equipa do distrito de Castelo Branco. Uma excelente notícia, a possibilidade de se realizar a Festa da Taça de Portugal, em casa do Oleiros.
Num jogo em que vai ter cariz solidário por parte do Sporting. Numa região muito fustigada pelos incêndios, os leões vão doar a receita do jogo aos Bombeiros locais e deixarão ainda duas camisolas autografadas pelo plantel para deixar a uma instituição e outra para ser leiloada, revertendo os proveitos igualmente para os Bombeiros de Oleiros.
O Oleiros-Sporting vai abrir a 3ª eliminatória da Taça de Portugal Fonte: Sporting CP
No sintético de Oleiros, para esta partida, Jorge Jesus deverá apresentar várias alterações ao “onze”. Assim, o Sporting deverá alinhar com: Romain Salin, Stefan Ristovski, André Pinto, Tobias Figueiredo, Jonathan Silva, Radosav Petrović, Mattheus Oliveira, Iuri Medeiros e Bruno César, Daniel Podence e Gelson Dala.
Numa partida em que o Sporting é claramente favorito, servirá para dar minutos aos atletas menos utilizados ao longo desta época. Recorde-se que a Taça de Portugal é um dos objetivos do clube leonino, por isso há que entrar em campo para vencer.
Que seja um bom jogo, e se realize a verdadeira Festa da Taça de Portugal, com o Sporting a iniciar a sua caminhada até ao Jamor, em Oleiros.
Foto de Capa: Associação Recreativa e Cultural de Oleiros
Comunicação e Sporting Clube de Portugal, ora aqui estão duas coisas que não combinam. A comunicação é o nosso ponto mais fraco, e falo de todo e qualquer tipo de comunicação que possam pensar.
Comecemos pelo líder da comunicação, Nuno Saraiva. Cada vez que sai um post do Diretor de Comunicação do Sporting, já gelamos a temer qual o disparate que vai aparecer desta vez na página. Pode, e deve, defender o clube, óbvio que sim, mas o que se passa hoje em dia é totalmente ridículo e, em vez de defender o Sporting, está a ridicularizar o mesmo. Já ninguém tem paciência para ler os posts e os comunicados quase diários. A comunicação nas redes sociais do clube falha, falha por excesso e não por escassez. Arrisco mesmo dizer que Nuno Saraiva foi a pior coisa que aconteceu ao Sporting desde de que Bruno de Carvalho chegou à presidência do clube.
Na mais recente Assembleia Geral do clube, na passada sexta-feira, o Presidente Bruno de Carvalho disse aos sócios e adeptos para saírem do Facebook e irem angariar mais sócios para o clube. Apesar de nós podermos fazer este papel, esta não é uma obrigação só nossa. O clube tem de ser capaz de cativar as pessoas a serem sócias, uma comunicação cuidada é capaz de ser uma boa solução. No entanto, não deixa de ser irónico que Bruno de Carvalho nos peça para sair do Facebook, quando o próprio não o conseguiu. Entrar em guerras de palavras com outros clubes não nos leva a lado nenhum, ainda há duas épocas vimos os resultados disto. As guerras de palavras devem ser entre os adeptos, nós podemos picar os adversários. Os dirigentes, jogadores, treinadores, não. Estes devem-se focar no seu trabalho, que é fazer o melhor possível pelo clube, e não dizer que o clube adversário X ou Y está em crise ou algo do género. Focarmo-nos em nós e no nosso trabalho é fundamental, os outros que falem sobre si e, se quiserem, sobre nós.
A comunicação dos jogos também é lamentavelmente má. Os jogos de futebol da equipa sénior têm uma comunicação boa, mas se formos a falar de todo o resto… Há jogos que são anunciados pelo clube apenas um ou dois dias antes, o que é totalmente impraticável no mundo em que vivemos hoje. Na sociedade de hoje, a comunicação é feita ao segundo e é preciso que exista uma maior antecedência. Nós, sportinguistas, tal como as outras pessoas, temos vida, temos família. É verdade que a família sportinguista é importante para todos nós, mas é muito complicado dizerem numa segunda-feira à tarde que existe um jogo na quarta-feira seguinte – as pessoas já organizaram a sua vida sem contar com este evento, e poucas a poderão mudar tão em cima da hora. É certo que existe uma agenda no site, mas a mesma muitas vezes está desatualizada e, na minha opinião, algo confusa; mas não deixa de ser um excelente ponto de partida para algo melhor.
As ‘saraivadas’ estão descredibilizadas. Fonte Nuno Saraiva
Falando das modalidades, que é onde isto acontece com maior frequência, é preciso existir muitas mudanças. Muitos de nós pensámos que com a inauguração do Pavilhão João Rocha algumas coisas iam mudar, mas não, pouco mudou. Além da situação já falada do tardio anúncio dos jogos/venda dos bilhetes, chegamos ao ridículo de num mundo totalmente digital apenas se venderem bilhetes no Estádio… Nem bilhetes à venda no Pavilhão, nem no site do clube. Pior, a Gamebox Modalidades teve das piores promoções de sempre, foi ridículo o que se fez com este produto. Tanto se podia ter feito, mas existiu uma comunicação péssima, com o mesmo problema dos bilhetes – foi anunciado em cima da hora, poucos dias antes do primeiro jogo oficial em casa.
Eu já trabalhei dentro do Sporting, numa área que em nada tinha a ver com a comunicação, apesar de também ter ajudado nesta área dentro da secção. Quando cheguei ao clube, o que me disseram foi: “o nosso objetivo é ser o mais parecido possível com o Futsal, é a única secção do clube que trabalha, nem o Futebol trabalha corretamente”. Dois anos depois desta conversa acredito que pouco tenha mudado.
Nem só de Futebol se faz o desporto e, de igual modo, nem só de Futebol se fazem os clubes. No caso do FC Porto, muitos foram os atletas de elite que, ao longo dos anos, foram passando pelos azuis e brancos. Entre esses atletas, podem contar-se nomes como o de Dale Dover (no Basquetebol) ou Cristiano Pereira e Vítor Hugo (no Hóquei em patins). Porém, nenhum deles terá deixado uma marca tão inapagável no desporto nacional e mundial como Fernanda Ribeiro.
Maria Fernanda Moreira Ribeiro, atualmente com 48 anos, foi a atleta portuguesa mais medalhada de sempre. Sendo as provas de fundo a sua especialidade, nos 10.000 metros, Fernanda Ribeiro foi medalha de ouro nos Campeonatos Europeus de Helsínquia (1994), medalha de prata nos Campeonatos Europeus de Budapeste (1998), medalha de ouro nos Campeonatos Mundiais de Gotemburgo (1995), medalha de prata nos Campeonatos Mundiais de Atenas (1997) e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney (2000). Já nos 5000 metros, a atleta penafidelense foi medalha de prata nos Campeonatos Mundiais de Gotemburgo (1995) e medalha de bronze nos Campeonatos Mundiais de Atenas (1997). Estas são apenas algumas das suas principais conquistas, numa carreira com muitas mais vitórias alcançadas.
Pese embora este palmarés invejável, foi no dia 3 de agosto de 1996 que Fernanda Ribeiro impressionou o mundo e colocou o coração dos portugueses a saltar de alegria. Jogos Olímpicos de Atlanta, 1996: numa noite quente e húmida de verão, iniciava-se a prova dos 10.000 metros. A grande favorita? Wang Junxia, à data, recordista mundial dos 10.000 metros e, aparentemente, imbatível na distância. Embora a chinesa nunca tivesse sido apanhada em qualquer controlo anti-doping, muitas eram as suspeitas, na época, de um programa sistemático de dopagem na China, que levou a que as atletas do país dominassem por completo todas as provas de meio fundo e fundo. Mas Fernanda Ribeiro, com a resiliência que sempre a caraterizou, acreditou até ao fim!
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Fernanda Ribeiro, uma lenda do atletismo Fonte: Blog “BiBó Porto”
Numa prova com um ritmo alucinante, a 400 metros da meta já se sabia que apenas uma das duas poderia vir a ganhar a prova. A 250 metros da chegada, Wang Junxia acelerou e Fernanda Ribeiro parecia irremediavelmente batida perante o ataque fortíssimo da chinesa. Quando já ninguém julgava possível, a atleta portuguesa foi ao fundo das suas reservas de energia e, com uma ponta final absolutamente extraordinária e inesquecível, ultrapassou Junxia a caminho da meta. Vitória para Portugal, vitória para Fernanda Ribeiro – a terceira medalha de ouro conquistada por atletas portugueses em Jogos Olímpicos.
A atleta do FC Porto impressionava pela sua capacidade de sacrifício, pela consistência do seu ritmo de corrida e pela capacidade de acelerar de forma avassaladora nos metros finais. Após deixar o clube, e já com idade de veterana, Fernanda Ribeiro ainda conseguiu baixar das 2h30m na maratona. Com 40 anos de idade, a atleta correu a Maratona do Porto e conseguiu ainda atingir os mínimos para o Campeonato da Europa de Barcelona de 2010 onde, contudo, viria a desistir devido a uma lesão no pé.
O atletismo português tem alguma história e, no mesmo, contam-se grandes nomes, como os de Carlos Lopes, Rosa Mota ou Nélson Évora. Porém, nenhum atleta conseguiu atingir o nível apresentado por Fernanda Ribeiro que, exceto se fosse forçada a desistir, era quase sinónimo de medalhas conquistadas em qualquer prova na qual participasse. Para recordar a atleta portuguesa, nada melhor do que rever as imagens da última volta da sua vitória nos Jogos Olímpicos de Atlanta; quem não se arrepiar e não sentir um tremendo orgulho não é seguramente um bom português!