Inaugurado a 28 de Setembro de 2013, dia do 120º aniversário do clube, e aberto ao público desde 26 de Outubro do mesmo ano, o Museu FC Porto vai além da exposição de troféus, tendo um papel cultural muito importante com a partilha da identidade e património não só do clube mas também da Cidade.
Através da visita é possível perceber a ligação da história do clube à história da cidade. Os primeiros corredores sombrios e com soalhos cinzentos contam a história do clube e das primeiras conquistas azuis e brancas. Após 1974 e o fim do regime Estado Novo, o espaço alarga-se e pinta-se de azul e de brilhos refletidos nas centenas de troféus.
Fonte: FC Porto
Exposto está muito daquilo que faz parte da história do clube, desde os mais conhecidos momentos de glória a objetos pessoais de algumas das suas maiores figuras, como a bola com que Zé Maria marcou o primeiro golo portista nas competições europeias, as Botas de Ouro de Fernando Gomes e até mesmo o boné de José Maria Pedroto. Citando o presidente Pinto da Costa, “o Museu tem um discurso emocional.”.
O Museu proporciona ao visitante uma experiência fora do comum que impressiona pela coleção de troféus e pela exposição tecnologicamente avançada e interativa.
O museu foi distinguido com o Prémio Inovação e Criatividade pela Associação Portuguesa de Museologia em 2015, esteve nos 49 finalistas para o Prémio Museu Europeu do Ano (EMYA) de 2016, entre mais de 20 mil espaços, e é o primeiro museu do mundo a pertencer à Organização Mundial de Turismo (OMT), agência das Nações Unidas, fazendo do FC Porto o primeiro clube do mundo representado na OMT.
O 11 inicial do Manchester United FC era composto por: De Gea, Valencia, Jones, Smalling, Darmian, Ander Herrera, Matic, Young, Mkhitaryan, Martial e Lukaku, ficando no banco Romero, Blind, Lindelof, Tuanzebe, Lingard, Mata e Rashford.
O 11 inicial do Liverpool FC era composto por: Mignolet, Gomez, Matip, Lovren, Moreno, Henderson, Wijnaldum, Can, Salah, Coutinho e Firmino, ficando no banco Karius, Alexander-Arnold, Klavan, Milner, Oxlade-Chamberlain, Sturridge e Solanke.
Aguardava-se um excelente jogo, perante duas das melhores equipas de Inglaterra, onde uma tem somado vitórias atrás de vitórias, o Manchester United FC e o Liverpool FC com jogos menos regulares.
Ainda antes de a partida começar, um belo momento de homenagem a um antigo jogador do Liverpool FC, bem como treinador, Kenny Dalglish, que agora passar a ter uma parte da bancada do estádio de Anfield, com o seu nome.
E pelos seis minutos de jogo, fica a primeira jogada de interesse do jogo, por parte do Liverpool FC, com uma bela arrancada e uma defesa fácil para De Gea. Estava neste momento a ser um jogo emocionante e aberto para ambas as partes, ora atacava um, ora atacava o outro, ainda assim estava mais dominante nos minutos iniciais o Liverpool FC.
Por volta dos 14 minutos de jogo, há o segundo lance do jogo, por parte da mesma equipa, no entanto foi mais uma defesa fácil para De Gea, aguardavam-se os golos nesta partida.
Aos 26 minutos de jogo, continuava o domínio por parte do Liverpool FC, e continuavam a faltar os golos ou pelo menos lances de perigo.
Aos 34 minutos, finalmente uma grande jogada por parte do Liverpool FC, Firmino faz uma excelente jogada individual e centra passando pelo remate de Matip e De Gea faz uma excelente defesa com o pé, a impedir realmente uma jogada brilhante.
Lukaku pouco tempo depois tem uma entrada feia, mas escapa-se com um aviso do árbitro, certamente estava cansado de ver a equipa a não construir fio de jogo, para ele concretizar.
Aos 41 minutos de jogo, Coutinho abre as alas por entre 3 jogadores, mas o cruzamento não teve o mesmo seguimento, o Manchester United FC, nesta primeira parte, precisava mais de fechar as alas, de outra forma continuaria a ser fácil passar, com jogadores desta qualidade.
Pouco tempo depois o primeiro remate do jogo com perigo, por Lukaku mas Mignolet mostrou que estava presente.
Faltavam então os golos nesta primeira parte, para animar os adeptos e o jogo em si.
Começava a segunda parte, e com um erro da equipa do Manchester United FC, embora o lance em si tenha sido fora-de-jogo, no entanto a defesa manteiga continuava a acontecer.
Aos 55 minutos de jogo Can tinha tudo para fazer o golo, mas falhou uma concretização que parecia simples, talvez um bocado mais de técnica e teria sido um belo golo. A continuarem assim, o Manchester United FC arriscar-se-ia a sofrer um golo.
Aos 64 minutos entrava Lingard, saindo Mkhitaryan, para talvez dar algum ânimo atacante ao Manchester United FC, ou assim esperava José Mourinho que fosse. Já aos 66 minutos, tirou Martial e deixou entrar Rashford, realmente estava a querer opções diferentes no ataque.
A diferença de outras ligas de futebol, é que apenas aos 74 minutos de jogo, houve o primeiro cartão do jogo, neste caso o amarelo para Smalling, isto sim é futebol e deixar jogar futebol, assim dá para ver um jogo de futebol, sem tantas interrupções, por faltas e mini faltas.
Era a vez de Klopp mexer na partida, entrada de Oxlade-Chamberlain e Sturridge, saindo Salah com grande desgaste e Coutinho, aos 79 minutos de jogo. E Oxlade-Chamberlain fez uma arrancada sem ninguém o parar, cruzando, e apenas Smalling a cortar a bola, de outra forma, certamente teria sido golo garantido, Darmian iria ter ainda mais dificuldade em parar o extremo, até porque já se encontrava com dificuldades físicas.
Young levou, aos 87 minutos, também a cartolina amarela, por uma entrada desnecessária a Moreno, ainda no mesmo minuto de jogo, saiu Firmino que fez uma bela partida e entrou Solanke, uma nova promessa do Liverpool FC.
Nos últimos minutos de jogo, só dava Liverpool FC, ainda entrou aos 90 minutos Lindelof, para defender este empate, vantajoso para o Manchester United FC.
O Liverpool FC, apesar de ter feito um dos melhores jogos da sua época, pecou na finalização. De Gea e Smalling impediram algumas das suas excelentes oportunidades, e estiveram bem, ao contrário dos seus restantes colegas em campo, que estiveram desinspirados. OManchester United FC ficará certamente contente pelo empate, dada a partida que fez.
Será que podemos continuar a falar em crise? Cinco jogos consecutivos sem ganhar para uma equipa com a grandeza do Benfica não pode tratar-se só de uma crise.
Para o coração de muitos benfiquistas isto é uma doença, quase fulminante até, que tira a vontade de comer, beber ou ver qualquer jogo de futebol que seja porque desanima e contamina o estado de espírito. Mas está doença tem cura: é só preciso ganhar e assim o Benfica cura mais de 6 milhões de adeptos.
Queremos voltar a ver este grupo a festejar Fonte: SL Benfica
No entanto, não se pense que vencer o próximo jogo sarará todas as maleitas, não será o desafio com o Olhanense que irá mudar o chip dos Benfiquistas. Precisa-se, não de uma vitória mas de várias, e recuperar a confiança na equipa para voltar a ser rolo compressor, como nos tinha habituado.
Olhando para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, que se vai realizar sábado, entre o Olhanense e o Benfica no Estádio do Algarve, antevejo a apresentação de um onze encarnado com mexidas e testes do treinador a alguns jogadores, após duas semanas de treino em conjunto e com uma grande parte do plantel ao dispor. Normalmente, estas paragens são benéficas para aumentar a carga física e ter tempo para treinar esquemas táticos mas também, a verdade é que jogos de 3 em 3 dias, com deslocações internacionais incluídas, acabam por não trazer grande vantagem.
Contudo, acho que vamos encontrar um Benfica com os jogadores mais integrados e cientes do que o treinador espera deles. Acho também, que o esquema tático se alterará para um 4x3x3, com Svilar na baliza, no meio campo, Krovinovic, mais recuado que o habitual, de forma a ter condições de arrancar com a bola e decidir bem o último passe para a frente de ataque, juntamente com Fejsa e Pizzi. Acredito que Rui Vitória aproveite ainda a oportunidade para ver em condições físicas em que se encontra Douglas e, no ataque, creio que apostará num tridente muito móvel composto por Cervi, Zivkovic e Raul.
Falando um pouco da prova rainha, que tanto valor tem para o Benfica pela sua mística, faz exatamente um ano, Olhanense e Benfica disputaram jogo em que as águias saíram vitoriosas. Quanto aos algarvios, o campeonato tem-lhes corrido bem, apesar de virem de uma derrota, a primeira da época, com o Oriental, e garantidamente, que entrarão em campo para lutar pelo resultado.
Em suma, mais do que um pontapé na crise, o jogo com o Olhanense é um exame que vai demonstrar se os testes efetuados pelo Rui Vitória nestas duas semanas serão um passo para a mudança no caminho da glória ou mais um passo para o abismo
Depois do sucedido durante estes últimos dias, e se dúvidas ainda existissem, creio que a NBA é verdadeiramente a liga milionária, destronando a Champions League. O dinheiro posto em cima da mesa nas extensões contratuais de Andrew Wiggins e Joel Embiid sobretudo, mas também de Gary Harris por parte dos Denver Nuggets, comprovam a afirmação.
Mas vamos por partes, e centrar atenções particularmente no jogador dos Minnesota Timberwolves primeiro e depois no atleta dos Philladelphia 76ers. Em primeiro lugar, Andrew Wiggins. No papel, quando uma equipa tem uma ex primeira escolha do draft no seu plantel que na última temporada apontou 23.6 PPG, não se pensa duas vezes na possível extensão nem no facto de serem 146,5 milhões ao longo de cinco anos. Mas na prática as coisas são bem diferentes. O small-foward dos lobos ainda não provou que merece todo este dinheiro e a sua alta pontuação acaba por ser enganadora. Na altura de atirar ao cesto, Wiggins têm uma má escolha de tiro, várias vezes. E em termos defensivos o jogador não evoluiu o que se esperava, mesmo sob as ordens de Tom Thibbodeau, uma das mentes mais brilhantes da liga neste capítulo. A chegada de Jimmy Buttler pode ajudar bastante no progresso de Andrew Wiggins, tornando o mesmo o jogador completo que se esperava enquanto que, numa equipa com mais soluções ofensivas esta temporada, a sua escolha na altura de atirar ao cesto deve igualmente melhorar.
Na última temporada o extremo conseguiu juntar ao seu jogo algum tiro de três pontos, mas que ainda não é suficiente. Transformar-se no tipo de jogador que causa impacto nos dois lados do campo é o grande objetivo para a presente temporada e aí sim, os 146,5$ milhões terão sido pouco para o que ainda pode vir a fazer nesta liga.
Mesmo com o grande historial de lesões, “The Process” vai receber muito dinheiro ao longo dos próximos cinco anos Fonte: NBA
E agora um caso ainda mais bicudo, o de Joel Embiid, poste dos Philladelphia 76ers. Embiid tem apenas 11 minutos nesta pre season. Em 11 minutos “The Process” fez 22 pontos, agarrou 7 ressaltos e ainda fez um bloco. Assustador. E olhando para estes números, mais as médias de produção na época passada, tornam os 148 milhões de dólares pagos em cinco anos pelos Philladelphia 76ers pouco para a produção do jogador. Mas há um senão em Joel Embiid, um grande senão. O historial de lesões é bastante forte. O ano passado, na época de estreia na NBA apesar de ter sido draftado em 2014, o poste jogou apenas 31 jogos antes de nova lesão terminar com uma época na qual estava a impressionar toda gente.
É assim possível concluir que esta aposta por parte da equipa de Philladelphia é no mínimo arriscada, apesar de se falar numa cláusula do contrato que envolve as lesões do center. A época que aí vêm vai dar algumas luzes sobre se a escolha foi ou não certa, ou se a equipa da Atlantic Divison simplesmente enterrou dinheiro. Não há dúvida que Joel Embiid vale todo este dinheiro, se pelo menos conseguir estar em 60-70 jogos por ano, e com fulgor para ajudar na post-season.
O que é possível concluir destas duas extensões é que tanto Minnesota Timberwolves como Philladelphia 76ers jogaram um pouco com a sorte e com a esperança, de maneiras diferentes é certo, mas a realidade é que jogaram.
O FC Porto estreou-se esta sexta-feira na Taça de Portugal com Sérgio Conceição a promover um onze com oito alterações numa espécie de “mini revolução” mas a manter algumas das peças chave como Marcano, Ricardo, Brahimi e Aboubakar. Do outro lado o adversário Lusitano de Évora a jogar na sua casa emprestada no estádio do Restelo e a tentar aproveitar ao máximo a festa da Taça. Numa competição em que Sérgio Conceição já declarou publicamente querer conquistar, FC Porto teria assim de ultrapassar bastante inferior mas que, segundo o treinador do Lusitano: “Ninguém é derrotado à partida”. Os eborenses viriam no entanto a ser derrotados e com estrondo, num jogo sem história e de sentido único, a ser resolvido em dois minutos na primeira parte e a ganhar contorno de goleada nos primeiros quinze minutos do segundo tempo.
Fonte : BnR
Com um onze completamente renovado e improvisado para este compromisso da Taça, o FC Porto procurou desde cedo evitar surpresas e isso manifestou-se sobretudo numa avalanche ofensiva dos dragões. Brahimi e Hernâni eram os principais desequilibradores dos azuis e brancos, com o extremo português a tentar mostrar a serviço e a conseguir cruzar três vezes com perigo para a área adversária em menos de dez minutos.
O Lusitano GC Évora procurou manter-se fiel ao seu estilo de jogo mas demonstrou desde cedo grandes dificuldades em manter a posse de bola permitindo o FC Porto assumir por completo o ritmo de jogo. Os eborenses continuavam a facilitar e a ceder bastante espaço nas alas e os dragões aproveitaram esse descuido para desmarcar os seus extremos que continuavam a criar grande perigo. Era uma questão de tempo! Viria mesmo a ser dos pés de um dos extremos, neste caso Brahimi, que iria nascer o primeiro golo dos portistas, com o extremo argelino a assistir Aboubakar que finaliza com facilidade ao minuto 20’. O Lusitano ressentiu-se e de que maneira! Apenas um minuto depois, o mesmo Aboubakar a bisar no encontro. Assistência do estreante Dalot com um cruzamento teleguiado para a cabeça do camaronês a fazer o 10º golo nesta época ao serviço dos dragões e deixando a eliminatória bem encaminhada.
Os eborenses tentavam aos poucos alguns contra-ataques esporádicos mas sem grande perigo naquele que foi um primeiro encontro com raríssimas oportunidades para os homens de Duarte Machado.
Chegava ao fim o segundo tempo, num jogo controlado e de sentido único para o FC Porto, com Aboubakar a “resolver” o jogo em apenas dois minutos.
No segundo tempo adivinhavam-se alterações para o lado do FC Porto tendo em conta o compromisso europeu de terça-feira com o Leipzig. Assim sendo, Brahimi a ceder o lugar a Galeno.
Fonte: BnR
O extremo brasileiro recém-entrado a entrar com tudo e num espaço de cinco minutos conseguiu imprimir grande velocidade na ala esquerda. Foi numa dessas investidas, com a conquista de um pontapé de canto que o FC Porto chegava ao terceiro golo, desta vez pelo pé de Marcano. O placard assinalava o minuto 50’ quando através de um canto cobrado por Otávio, Marcano finaliza com facilidade, dando aos dragões uma vitória ainda mais confortável.
Sérgio Conceição continuava a gerir, desta vez a poupar Aboubakar para a entrada de Luizão com Galeno a assumir o papel de ponta de lança.
O quarto golo surgia de forma quase natural. Desta vez era Otávio a dar “o ar da sua graça” numa excelente iniciativa, com o brasileiro a furar de fora para dentro da área e a rematar colocado para o golo.
E com o quarto segue-se o quinto golo com apenas quinze minutos de segundo tempo. Otávio a lançar Galeno e o brasileiro a conseguir o remate que ainda sofre um desvio enganando Nuno Laurentino. O extremo brasileiro já estava a merecer o golo e conseguiu aproveitar da melhor maneira esta oportunidade deixando uma boa impressão aos adeptos para o futuro.
Com a goleada já assegurada a única incógnita do jogo era saber por quanto é que o FC Porto iria vencer. Os dragões que não tiravam o pé do acelerador na procura incessante de mais golos com o estreante Luizão ainda a cabecear à trave e com Galeno insaciável a desperdiçar a oportunidade de bisar.
O Lusitano GC Évora ainda procurou o golo de honra a cinco mutos do fim com um livre perigoso a sair ao lado da baliza de José Sá. Mas o golo não iria mesmo surgir. Para o Lusitano pelo menos, já que em cima do minuto 90’ o FC Porto através de Hernâni chegava à meia dúzia de golos. Remate “á escorpião” de Hernâni num golaço sem hipóteses para o guardião Laurentino.
O jogo terminava assim como o sonho dos eborenses, com o FC Porto a carimbar a passagem na eliminatória depois deste “massacre” dos dragões no Estádio do Restelo. Deu para tudo neste encontro! Estreias, poupanças e golos, muitos golos.
Fazer forte, fraca gente: este viria a ser o lema daquela que é a instituição desportiva mais antiga e conhecida do Alentejo. Foi fundado a 11 de Novembro de 1911 por uma colectividade de estudantes e marçanos, aquele que viria a ser inicialmente designado de Luzitano Futebol Clube.
O Lusitano de Évora era um clube ligado ao poder político e militar, contrastando com as origens humildes do rival Juventude. Noutros tempos, a maioria da população do Alentejo vivia do trabalho no campo. E foi também o trabalho no campo que fez com que o Lusitano de Évora fosse sobrevivendo ao longo dos anos visto que grande parte das fontes de rendimento do clube, vinham dos investimentos feitos pelos lavradores e agricultores.
Foram também estes investimentos que outrora, fizeram o Lusitano de Évora pertencer ao convívio entre os grandes nas décadas de 50 e 60. Esse foi inclusive, o período mais dourado da história centenária do emblema eborense, com o Lusitano a jogar na primeira divisão entre as temporadas de 1952/1953 e 1965/1966.
No entanto, seria ainda na década de 50 que o clube eborense alcançaria os melhores resultados desportivos. A sua melhor classificação se sempre foi um quinto lugar obtido na época 1956/1957, sob o comando técnico do brasileiro Otto Bumbel. Nas temporadas de 1952/1953 e 1958/1959, o clube eborense chegou às meias-finais da Taça de Portugal, sendo em ambas as ocasiões eliminado pelo FC Porto. Porém, em 1954/1955, seria o Lusitano a levar a melhor sobre o FC Porto na Taça em pleno estádio das Antas, embora fossem posteriormente eliminados pelo Sporting nos quartos-de-final.
Uma equipa do Lusitano GC na Primeira Liga Fonte: alentejosport.blogspot.pt
Nesses 14 anos entre a elite do futebol português, o seu estádio, o célebre Campo Estrela, também se tornaria famoso pelo facto de ser uma das maiores “fortalezas” do futebol português. Os três grandes tinham sérias dificuldades em jogar naquele estádio. O Sporting e o FC Porto perderam lá várias vezes, e o Benfica, na única vez que lá perdeu, foi logo com uma goleada por 4-0, tendo inclusive havido um jogo em que ganharam nos descontos com um golo precedido de falta sobre o guarda-redes eborense.
Ao recordar os tempos de menino, uma parte do meu cérebro futebolístico dirige-se imediatamente para o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, “casa” do clube da capital do distrito onde vivo: a União Desportiva de Leiria.
São várias as recordações que tenho do “antigo” Magalhães Pessoa: o primeiro jogo “in loco” a que assisti foi ao UD Leiria – SC Espinho, no ano de 1994, jogo que o Leiria venceria por 2-0, celebrando assim o regresso ao convívio dos grandes do nosso futebol, o que acontecia somente pela terceira vez até então. Lembro-me vagamente de o jogo ter acontecido numa tarde de festa, de o estádio estar cheio, e sobretudo lembro-me do fogo de artifício.
Recordo-me igualmente de alguns jogos nocturnos no Estádio. Quase que consigo visualizar e sentir o cheiro das nuvens de fumo advindas dos grelhadores das zonas de comida exteriores ao estádio que, quando o vento estava de feição, se misturavam com o ambiente “interior” daquele “aconchegante” estádio, mesmo que com lugares em cimento.
A minha memória sempre me traz à baila o Dinda, um jogador que jogava no meio campo atacante e que tinha um grande pontapé. Que criava aquele suspense que ocorre sempre que há uma bola parada para a nossa equipa. Lembro-me perfeitamente do estádio, das palmas, do balanço que o médio tomava, do pontapé canhão do médio leiriense.
Dinda era, com certeza, um dos mais desejados pelos adeptos do Leiria em 98/99 Fonte: Caderneta de Cromos
Recordo-me igualmente daquele jogador muito alto que jogava no ataque da equipa do Liz de seu nome Reinaldo – não era assim tão alto como eu achava, mas quando somos crianças achamos sempre os outros um pouco mais crescidos do que realmente o são. Tenho a ideia de que ele não fazia grandes jogatanas, muitas vezes nem se via muito, mas volta e meia pumba: golo do Reinaldo!
Recordo-me do Ferreira na baliza, do Bilro ano após ano ser o capitão, do João Paulo ser um jovem no Leiria, do Paulo Duarte ainda jogar à bola na defesa leiriense. Lembro-me do saudoso João Manuel, do Luís Vouzela, do Silas a orquestrar, do Maciel, do Douala, do Duah e do Fua tão rápidos quanto esguios. Lembro-me do Morgado, do Sérgio Nunes, do João Armando, do Mário Artur, ou do Hugo.
A maioria destes nomes fazia parte da equipa que em 97/98 venceu, pela segunda vez, a 2ª Divisão Nacional de Futebol, na altura já apelidada de Divisão de Honra. Antes, na época de 80/81, a União de Leiria havia vencido, pela primeira vez, o Campeonato Nacional da 2ª Divisão.
Seria este o início dos melhores anos da equipa leiriense. Um clube que havia sido criado em 1966, tendo subido pela primeira vez à 1ª Divisão em 1979, descendo no ano imediatamente a seguir e que, trinta anos após o seu nascimento, estava agora na sua fase adulta, consolidando no final do século passado e início deste, um lugar de destaque na Primeira Divisão Nacional.
Com um total de 18 presenças na 1ª Divisão, entre 1994/95 e 2011/2012, só em duas épocas o clube do Liz não marcou presença no campeonato dos grandes.
Para além dos já citados anteriormente, pela União de Leiria passaram alguns jogadores bem conhecidos da maioria de todos nós: Hélton, Costinha, Renato, Fernando Aguiar, Leão, Alhandra, Nuno Valente, Derlei e Hugo Almeida foram alguns dos nomes que representaram o clube. Também a nível de treinadores, os mais felizes em Leiria foram Manuel José, Manuel Cajuda e José Mourinho, de entre uma série de nomes bem conhecidos que treinaram o clube, que com mais ou menos sucesso, fizeram a história recente do clube da capital de distrito.
Faltam menos de duas semanas para o início oficial da temporada da NBA, com as equipas já em modo de pré-época, a realizarem vários jogos de modo a estarem prontas para os jogos “a sério”.
Finalizamos a nossa ronda de previsões na Conferência Este e mais propriamente na divisão Southeast. Atlanta Hawks e Charlotte Hornets sofreram várias alterações nos seus plantéis, enquanto que os Miami Heat, os Orlando Magic e os Washington Wizards apostam na continuidade.
Periodicamente esta discussão reaparece e num ano em que a estrela maior da modalidade se retira das pistas, é claro que este é um assunto na ordem do dia. Usain Bolt alcançou níveis nunca antes vistos em termos e mediatismo e existe entre muitos o receio que o Atletismo venha a sofrer com a sua retirada.
O Atletismo irá sentir a falta de Bolt. Isso é um ponto assente e incontornável. O mediatismo de Bolt e a sua personalidade única dentro e fora das pistas dificilmente poderá ser colmatado. Mas é claro que o Atletismo irá sobreviver. Estrelas não faltam, nomes grandes não faltam. O que faz falta é sabermos vender os nossos nomes maiores, as nossas estrelas. O Atletismo continua a promover-se pouco e continua a ser um desporto que embora abranja todas as camadas da população e que seja de camadas mais baixas socialmente que vêm muitas vezes os heróis, continua a ter um público tendencialmente elitista em algumas zonas do globo. Nada tendo contra o público em questão, é preciso chamar e educar todo o tipo de público para o nosso desporto, se queremos que o mesmo cresça popularmente. Abaixo deixamos 5 sugestões que pensamos poderem ser positivas para o futuro do Atletismo. São ideias. Algumas originais, outras inspiradas no depoimento de atletas ou pessoas ligadas ao desporto. Algumas em desenvolvimento, outras em estudo, outras nem nessa fase andarão ainda:
Uniformização de horários e expansão: O modelo da Diamond League melhorou bastante este ano, na nossa opinião. O modelo com finais revelou-se um sucesso e foi bastante mais emocionante do que vinha sendo hábito, no que parecia ser apenas uma sucessão de meetings. Ainda assim há ajustes que poderão ser feitos. As provas deverão abranger outros locais, em outras zonas do globo. O ideal será procurar regiões que até já têm as suas estrelas e que gostam do desporto, como a Jamaica, o Quénia ou a África do Sul e outros locais com potencial de crescimento e onde hoje pouco se aposta. Adicionalmente, as provas devem ter uma regularidade constante em termos de calendário. Os fãs de futebol sabem sempre quando se realizam os jogos da Liga dos Campeões e em que horários. Os fãs da NBA sabem a regularidade com que podem contar com jogos e os seus horários. Os fãs do Atletismo, pelo contrário, têm sempre que estar a olhar para a agenda porque não parece existir uma mínima preocupação em uniformizar o calendário da modalidade. No mínimo, os meetings da Diamond League deveriam todos realizar-se à mesma hora no mesmo dia da semana, de forma a criar um hábito no consumidor/espectador.
Poderiam existir provas no Hemisfério Sul durante o inverno no Hemisfério Norte Fonte: fhkous.com
Mais Atletismo: Os amantes da pista sabem que existe um período muito grande sem nada a ocorrer ao ar livre: desde setembro até abril pouco acontece com as maiores estrelas mundiais. Se é verdade que há desportos onde isso é usual (alguns desportos americanos), não o pode ser num desporto que deve ser o mais globalizado possível. Até que ponto não seria positivo alargar o calendário utilizando no nosso inverno, regiões do globo que nessa altura estão na estação mais quente? É uma ideia. Sem pedir, logicamente, que a temporada de pista ao ar livre dure 10 meses, a verdade é que o modelo actual parece curto para corresponder às exigências de um público sedento por competição. Há vida para além da Diamond League e existem outros tipos de competições que se podem pensar para alargar o calendário geral. O Atletismo não pode ser apenas lembrado, às vezes, durante o verão.
É um dos mais promissores talentos do andebol português e atualmente defende a baliza do Sporting Clube de Portugal. Tem feito um início de época de sonho mas isso promete ser só o começo de uma grande carreira. Aos dezoito anos, já se estreou na equipa principal e jogou a mais importante competição de clubes de andebol, a EHF Champions League. O nome já está gravado na memória dos sportinguistas e os adeptos e sócios leoninos estão rendidos a tanto talento. Eis Manuel Gaspar.
De que forma e quando é que o andebol entrou na tua vida?
Aos onze anos praticava futsal, mas numa equipa sem competição, apenas com treinos, num clube onde o andebol era o maior destaque e, num Sábado em que o andebol jogava depois do treino de futsal, o treinador de infantis abordou-me para entrar na equipa de andebol e aceitei de imediato.
Qual foi o teu percurso até chegares ao Sporting?
Joguei no Grupo Musical e Desportivo União e Progresso durante quatro anos.
Em que fase é que começaste a ser chamado para as camadas jovens da seleção?
No meu primeiro ano de juvenil, ainda no GMD União e Progresso.
Fizeste o teu jogo de estreia na Taça Challenge em 2016. Com dezassete anos, como é que se lida com a pressão de chegar à equipa principal e, ainda por cima, num jogo europeu?
Felizmente estou numa equipa onde os meus companheiros e a equipa técnica transmitem-me sempre tranquilidade e me dizem sempre para me divertir e esquecer a importância dos jogos.
O que representam para ti os teus dois colegas de posição, Matej Asanin e Aljosa Cudic?
O Asanin e o Cudic são grandes companheiros, estão sempre a ajudar-me, a dar-me dicas e a ensinar-me novas coisas todos os dias. Dentro de campo são dois exemplos que eu tenho a seguir.
Com as tuas últimas exibições, achas que estás mais perto da chamada à seleção principal de andebol?
É algo muito difícil, em Portugal temos guarda-redes de topo com grande experiência de andebol, eu ainda sendo novo só espero manter-me nos quadros da seleção júnior, mas com o passar dos anos é um objetivo que gostaria de cumprir.
Manuel Gaspar é internacional pelas camadas jovens da seleção nacional Fonte: Facebook de Manuel Gaspar
No teu jogo de estreia no Pavilhão João Rocha marcaste um golo de baliza a baliza. Foi algo de momento ou já costumas tentar fazer esses golos com regularidade?
Com a nova tática de jogar sem guarda-redes na inferioridade numérica ou até mesmo como sétimo jogador, a qualquer momento pode haver oportunidade de golo de baliza a baliza, felizmente este ano já tive duas oportunidades de golo que se concretizaram.