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Sporting CP 0-1 FC Barcelona: Azar de Coates foi a sorte do Barcelona

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O Estádio José Alvalade recebia um jogo de estrelas: o Sporting enfrentava o Barcelona, para jogo da segunda jornada da Liga dos Campeões. Frente a frente, estavam as duas equipas que haviam vencido os seus compromissos na jornada anterior: os Leões foram a Atenas bater o Olympiacos por 2-3, ao passo que os Culés bateram por 3-0 a vice-campeã europeia Juventus.

Quanto aos onzes iniciais, Jorge Jesus mudou em relação ao jogo anterior (empate 1-1 frente ao Moreirense) e decidiu por repetir a fórmula usada em Atenas, trocando apenas Jonathan Silva por Fábio Coentrão, que havia falhado esse encontro devido a lesão. Na formação da Catalunha, Ernesto Valverde fez três alterações face ao último jogo (vitória por 0-3 em Girona), colocando Piqué, Nélson Semedo e Sergio Busquets de início, por troca com Mascherano, Aleix Vidal e Paulinho.

Perante Alvalade bastante cheio de público, o jogo começou a um bom ritmo, com o Barcelona a querer impor o seu estilo de passes sucessivos por todos os elementos da equipa, o famoso “tiki-taka”, mas com o Sporting a tentar impedir a progressão no terreno da equipa adversária. O primeiro remate da partida surgiu aos 15’, por intermédio de Luis Suárez, contudo a bola saiu longe da baliza de Rui Patrício. No minuto seguinte, Piccini tentou a sua sorte num remate de longe, mas não foi feliz. O Barcelona teve uma dupla oportunidade aos 27’: primeiro Suárez e depois Messi tentaram marcar, mas Patrício esteve à altura e impediu que a bola entrasse na sua baliza. O Sporting viria a responder logo a seguir, mas Bruno Fernandes não conseguiu bater Marc ter Stegen. Até ao momento, quem ia tendo o protagonismo pela negativa era o árbitro romeno Ovidiu Hategan, devido ao seu critério pouco igual para os dois lados. A equipa visitante ia tentando abrir espaços na defesa leonina, mas a atenção do setor recuado do Sporting fazia com que Messi e companhia não conseguissem criar grande perigo a Rui Patrício. Aos 43’, surgiu a primeira contrariedade para Jorge Jesus: Doumbia saiu lesionado e Bas Dost foi lançado a jogo. Até ao intervalo, não houve grandes oportunidades e as duas equipas foram empatadas a zero para o descanso.

Sporting e Barcelona chegaram ao intervalo empatados a zero Fonte: Bola Na Rede
Sporting e Barcelona chegaram ao intervalo empatados a zero
Fonte: Bola Na Rede

 

A segunda parte começou sem alterações táticas nos dois lados, mas com o marcador a mexer: aos 48’, na sequência de um livre, Coates faz autogolo, a meias com Luis Suárez. O golo ajudou a equipa visitante a tranquilizar o seu ritmo de jogo. O Sporting tinha agora de correr atrás do prejuízo, sendo que o árbitro parecia não estar a ajudar: após lance entre Piccini e Iniesta, com o lateral dos Leões a ver amarelo, o que levou os adeptos a protestarem ruidosamente com as decisões do juiz do encontro. Aos 56’, Messi quase fez o 0-2, mas um corte sensacional de Mathieu impediu o golo do jogador argentino. À segunda tentativa, Messi de livre direto voltou a não conseguir marcar golo.

A equipa de Jorge Jesus teve uma belíssima oportunidade para marcar aos 70’, embora o guardião alemão se tenha oposto bem ao remate de Bruno Fernandes. A partir dessa oportunidade, o Sporting começou a pressionar o Barcelona em busca do empate, embora sem o efeito desejado. Nota para o tremendo aplauso para Iniesta por parte do público leonino, aquando da sua substituição por Paulinho, aos 79’. O Barcelona, aos 85’, podia ter ampliado a sua vantagem e terminado com as dúvidas em relação ao vencedor do jogo, contudo Rui Patrício voltou a defender bem. Ainda houve tempo para um adepto invadir o campo e abraçar Lionel Messi, embora tenha sido logo retirado pelos seguranças. O jogo ainda teve mais três minutos de compensação para além do tempo regulamentar, mas o marcador não se alterou e o Barcelona levou os três pontos para Espanha.

O resultado final ficou a dever-se à frieza dos visitantes e à desconcentração leonina no início dos segundos 45 minutos. O infortúnio de Coates valeu a vitória e liderança isolada no grupo D ao conjunto de Ernesto Valverde.

O melhor treinador de sempre do FC Porto: José Mourinho

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“Tenho a certeza de que vamos ser campeões nacionais para o ano. Tenho a certeza absoluta.” Foi com estas palavras que, no dia 23 de janeiro de 2002, José Mário dos Santos Mourinho Félix se apresentou como treinador do FC Porto. Provindo da União Desportiva de Leiria, clube no qual havia alcançado um histórico 5º lugar na Liga Portuguesa, Mourinho impressionou desde o primeiro momento pela sua determinação e autoconfiança, confundida por alguns com arrogância.

Depois de uma anterior passagem bem sucedida, embora relativamente breve devido a conflitos com a Direção, por um clube dito “grande” (o SL Benfica), foi no FC Porto que José Mourinho teve a rampa de lançamento para uma carreira que ficará para sempre marcada na história do futebol. Para a cidade invicta o setubalense levou jogadores da sua confiança (como Derlei e Nuno Valente), outros de clubes secundários da Liga Portuguesa (como Paulo Ferreira), e outros ainda que haviam sido dispensados dos planteis que integravam (como Maniche). O grupo de futebolistas ao dispor parecia algo limitado na sua qualidade individual, mas rapidamente José Mourinho tratou de provar que tal julgamento não correspondia à realidade.

Desde cedo deu para perceber que o modelo de jogo definido por José Mourinho estava num patamar qualitativo totalmente diferente de todos aqueles que existiam, na época, em Portugal. O FC Porto tinha uma organização coletiva próxima da perfeição em todos os momentos do jogo. As zonas de pressão asfixiantes marcavam o momento defensivo da equipa e, ofensivamente, esta tanto conseguia ser letal em transição (pela sistematização dos processos) como em organização (pela qualidade na posse de bola). O FC Porto de Mourinho tinha “fome de bola”, guardava-a durante tanto tempo quanto possível e, quando não a tinha, procurava a sua rápida recuperação. Eram essas as ideias do seu treinador, e essas ideias eram inalteráveis, mesmo que o adversário fosse o Manchester United FC ou que o FC Porto se visse reduzido a 10 jogadores. A somar à qualidade coletiva, a qualidade individual (sobretudo ao nível da tomada de decisão) desde cedo deu mostras de ser muita mais do que aquela que parecia existir a priori: à exceção de Costinha, todos os futebolistas do meio-campo do FC Porto eram prodígios ao nível técnico e da compreensão do jogo.

Os festejos efusivos de José Mourinho eram uma das suas imagens de marca  Fonte: Daily Mail
Os festejos efusivos de José Mourinho eram uma das suas imagens de marca
Fonte: Daily Mail

É curioso que, atualmente, José Mourinho seja um resultadista, um treinador que adapta as suas equipas aos contextos e aos adversários procurando explorar mais as suas fraquezas do que as forças da sua equipa. Na época em que treinava o FC Porto, Mourinho afirmava taxativamente que o essencial é que a sua equipa mantivesse sempre a mesma identidade, que em 90 minutos seria impensável passar mais tempo em organização defensiva do que em organização ofensiva, que ter bola é essencial para controlar o jogo, que a reação à perda de bola deve sempre ser asfixiante (com recurso a um pressing zonal alto), e que os 11 jogadores em campo devem, todos eles, ter qualidade para jogar em posse. E eram estes os princípios de jogo do FC Porto, eram estas as caraterísticas que marcavam a identidade da equipa em todos os jogos, em todos os campos, contra todos os adversários.

Previsão da Época 2017/18: Northwest Division

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As equipas da NBA já arrancaram os trabalhos para a nova temporada, o que significa que o início da melhor liga de basquetebol está aí ao virar da esquina.

Finalizámos as previsões da Conferência Oeste para a nova época com a divisão onde aconteceram mais mexidas. Minnesota Timberwolves, OKC Thunder e Utah Jazz sofreram grandes mudanças, ao passo que Denver Nuggets e Portland Trail Blazers mantiveram a sua base e acrescentaram uma ou outra peça em falta.

Olheiro BnR – Gonçalo Paciência

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Os exemplos de filhos de antigos jogadores que tentaram seguir as pisadas do progenitor são muitos, no entanto, nem sempre “filho de peixe sabe nadar”. No caso de Gonçalo Paciência, foi desde cedo apontado a grandes palcos, só que o filho de Domingos Paciência tarda em comprovar o potencial nele depositado. Más opções de carreira e falta de oportunidades têm adiado a afirmação e esta temporada pode ser decisiva.

Domingos Paciência fez a bola beijar as redes 142 vezes com a camisola do FC Porto e foi durante muitos anos a referência ofensiva dos azuis e brancos, pelo que as expectativas em torno do seu filho foram sempre muito elevadas. Gonçalo nasceu em 1994 e depressa se juntou à formação dos dragões, tornando-se figura de destaque tanto no clube como nos escalões jovens da seleção nacional.

As duas primeiras temporadas como sénior na equipa B dos azuis e brancos até correram bem, sendo que na segunda chegou mesmo a estrear-se pela equipa principal. O passo seguinte era lógico, sem espaço no plantel, estava na altura de ir para a Liga NOS. As portas da primeira abriram-se através da Académica. A escolha dificilmente podia ter sido pior. O clube de Coimbra jogava mal, muitas vezes optando por bater direto, com Gonçalo sozinho na frente, um jogo que não favorece, de todo, as suas características. O clube acabou por descer e o jovem avançado foi várias vezes preterido em função de Rafael Lopes.

Enquanto Gonçalo estava em Coimbra, no Porto apareceu como uma bomba André Silva, que acabou por ocupar a vaga de Paciência no plantel principal. Seguiu-se o Olympiakos, naquela que se revelou outra péssima escolha de carreira. Praticamente não jogou e nem sequer foi inscrito na Liga dos Campeões. Em janeiro trocou os gregos pelo Rio Ave. Lá, convenceu Luís Castro e conquistou a titularidade, ainda assim só conseguiu marcar um golo.

Fonte: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência
Fonte: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência

Chegamos então ao início da presente temporada. André Silva saiu para o AC Milan e Aboubakar tinha o futuro incerto, mas nem assim Gonçalo foi opção para Sérgio Conceição. Novo empréstimo, desta feita ao Vitória de Setúbal. José Couceiro costuma lançar e moldar os jogadores jovens, o que juntamente com o tipo de futebol que as suas equipas praticam, são duas razões para este ser o clube certo. Para já começou como suplente, entretanto ganhou a titularidade e leva já um golo, marcado na vitória frente ao Sp. Braga.

Gonçalo Paciência é um avançado extremamente evoluído tecnicamente, mas falta-lhe uma maior veia goleadora. É também um jogador alto, ainda assim não impressiona fisicamente e é razoavelmente rápido. Futebol apoiado e ataque planeado é o tipo de jogo que mais o beneficia, sendo que uma parceria numa formação com dois avançados também pode ser uma solução interessante (chegou a fazer dupla com André Silva na equipa B do FC Porto). Certo é que está com 23 anos e ainda não se conseguiu afirmar, dando até ideia de estar descartado pelos dragões e tem aqui uma última oportunidade para confirmar todo o seu potencial e fazer jus ao apelido.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência

O que pode o VAR aprender com o ténis?

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Cabeçalho modalidadesA lenda norte-americana John McEnroe tinha perfil de futebolista (no mau sentido, obviamente). O mundo do ténis sabe quão bem jogava, mas muitos por todo o mundo apenas o relembram como um jogador rezingão e mal-educado, que discutia e quase chegava a ameaçar os árbitros depois de jogadas que terminavam com uma bola duvidosa. Quando o juiz gritava “fora”, já se sabia que o americano protestava e ficava largos minutos a dizer “dentro” – bem ao mau estilo futebolístico. Hoje, porém, as figuras que McEnroe faria seriam apenas escusadas – bastaria ao americano pedir ao árbitro um Challenge e o Hawk-eye (ou Olho de Falcão) encarregar-se-ia de dar o veredicto final: dentro, ou fora. Sem discussões, sem perdas de tempo desnecessárias.

O público do ténis não é menos conservador do que o do desporto-rei, e quando a Associação de Tenistas Profissionais (ATP) propôs a utilização do Hawk Eye como espécie de Vídeo-árbitro choveram críticas, críticas essas semelhantes àquelas que oiço hoje, recorrentemente, dirigidas ao VAR: “vai quebrar o ritmo de jogo” ou “desvirtua o desporto” são as mais comuns.

Há, primeiramente, que fazer uma grande distinção entre as tecnologias utilizadas no ténis e no futebol: o VAR continua a depender da interpretação do árbitro, enquanto que a imagem transmitida pelo Hawk Eye é sempre inequívoca (se a bola toca na linha é dentro, se não toca é fora). E isto faz toda a diferença.

Fonte: Ontennis
Fonte: Ontennis

Pessoalmente, considero que as entidades competentes deveriam repensar as funções atribuídas ao VAR de forma a proteger simultaneamente a equipa de arbitragem e o próprio jogo. Situações como dúvida se a bola entrou ou não na baliza, foras-de-jogo, troca de identidade de jogadores sancionados e agressões puníveis com expulsão direta são passíveis de ser analisadas exclusivamente com recurso a imagens televisivas, de forma inequívoca. Situações como a escandalosa mão de Thierry Henry (ou mesmo “La mano de Dios”, no Mundial de 1986), ou agressões como a do murro de Samaris, no fim da época passada em jogo do Benfica contra o Moreirense, seriam analisadas a tempo e horas e inequivocamente punidas de acordo com o ocorrido.

O problema e polémicas associadas ao VAR vêm com a simples distinção entre o que é ou não considerado um “erro grosseiro” – e, por isso, ser objeto de análise da tecnologia auxiliar. Casos como faltas (ou não) a meio-campo, que terminam em golo para uma das equipas, e outros exemplos semelhantes deitam por terra a ideia de o VAR tornar o jogo o mais claro e limpo possível. Deve decidir-se o que fazer nesses casos, de forma a procurar sempre uma decisão tão inequívoca quanto possível, uma vez que o futebol é um jogo de contacto e no qual o juiz tem, desde sempre (e continuará a ter), de tomar decisões que podem mudar o rumo da partida: é parte do jogo tal e qual como as equipas de 11 jogadores. Estas decisões devem, no entanto, ser sérias e rigorosas, ainda mais quando se tem o apoio de imagens televisivas, e falhas na marcação de foras-de-jogo ou falhas como atribuição de penálti quando a falta é, na verdade, cometida fora da área (ou vice-versa) são absolutamente imperdoáveis hoje em dia.

O argumento da quebra de ritmo de jogo é, para mim, no mínimo irónico, num desporto que tantas vezes sai mal na fotografia por causa de autênticos mestres na arte performativa (as famosas “cãibras” a partir dos 80 minutos, guarda-redes que perdem vastos minutos sem motivo aparente ou mesmo os típicos “mergulhos para a piscina”) que, esses sim, deveriam ser criticados e, se possível, erradicados do futebol. Nisto, o ténis pode orgulhar-se de ser um desporto em constante evolução e, para combater estas perdas de tempo (que também existem nos courts), a Federação Internacional de Ténis (ITF) implementou, pela primeira vez na qualificação do US Open 2017, um relógio que, à semelhança do basquetebol, cronometra os segundos entre os pontos, dando aos jogadores noção do tempo que têm até disputar o ponto seguinte. Também este ano vai ser testado no ATP Masters Sub-21 um sistema que dispensa todos os árbitros exceto o juiz de cadeira, dando ao Hawk Eye toda a responsabilidade no que toca a assinalar bolas dentro e fora, em todos os pontos. 
Muitas são as opiniões e ideias apresentadas até aos painéis da FIFA, como as famosas (e aos dias de hoje estranhas) ideias de Marco Van Basten como acabar com os prolongamentos, acabar com os foras-de-jogo, parar o cronómetro quando o jogo para (à semelhança do basquetebol) e reduzir a partida a 60 minutos úteis, etc.  O que é certo é que a introdução do VAR não só não acalma como ainda consegue acicatar alguns ânimos, não só por parte dos adeptos mas também de (ir)responsáveis técnicos por este mundo do futebol fora.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Bas Dost: de AC/DC para Coldplay

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Na temporada passada e época de estreia (em Portugal) do jogador holandês, o ponta-de-lança marcou 34 vezes, fazendo ainda quatro assistências. Uma época de sonho para qualquer avançado, numa temporada em que, ainda assim, o Sporting esteve aquém do esperado, em termos globais. Depois de uma época de luta pelo título até ao final, e com bom futebol, o segundo ano de Jesus resultou num decréscimo de qualidade, porventura até em termos de plantel (depois de uma pré-época muito mal gerida em termos de mercado).

Bas Dost foi a grande excepção, e num futebol muito afunilado para a finalização deste, de muitos cruzamentos de Gelson e pouco mais, o holandês teve a possibilidade de se destacar e voltar à ribalta do topo dos goleadores europeus (discutiu a Bota de Ouro com Messi até final da época), num estilo felino e eficaz onde poucas oportunidades bastavam para deixar a sua marca no resultado de cada jogo.

Nesta nova época, o Sporting alterou e muito a base do seu plantel, que resultou, por exemplo, em maior profundidade na ala esquerda (Acuña) e criatividade na zona central do terreno (Bruno Fernandes). Duas virtudes que obviamente trazem também consigo mais variantes ao jogo ofensivo da equipa leonina. Acuña sabe segurar bem a bola e entrar em zonas de remate com perigo, e Bruno Fernandes trouxe um poder de remate (e finalização) que há muito não se via no relvado de Alvalade. O próprio Gelson surge muito mais em zonas de finalização, o que mais uma vez, varia as opções para a definição de cada jogada ofensiva.

O avançado holandês faturou por 34 vezes na época passada Fonte: Sporting CP
O avançado holandês faturou por 34 vezes na época passada
Fonte: Sporting CP

Em suma, Bas Dost perdeu algum protagonismo nesse momento do jogo, e tem-se visto inclusivamente o holandês a pisar outros terrenos do campo para combinar e assistir os seus companheiros. Provavelmente irá marcar menos golos este ano? Provavelmente. Era mais confortável para ele jogar ao estilo da última época? Obviamente que sim. Mas o Sporting precisa de manter os seus processos de jogo que construiu para esta época, de modo a não cair – como aconteceu no ano passado – no “manto da previsibilidade”.

É caso para dizer que, e pegando na referência feita em cada festejo de um golo de Bas Dost, o avançado holandês deixou um pouco a intensidade e a irreverência dos seus AC/DC, e passou para um estilo mais instrumental, para uns Coldplay. Mais suave, mais ligeiro… mas está sempre lá quando é preciso. Setúbal e Feirense que o digam.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Olheiro BnR – Manuel Gaspar

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O nome Manuel Gaspar passava despercebido para muitos sportinguistas e amantes do andebol português até há umas semanas atrás. Com a lesão de Matej Asanin, o treinador Hugo Canela viu-se “obrigado” a recorrer ao jovem português para ter uma alternativa a Cudic. Com apenas 18 anos de idade, Manuel foi o titular da baliza na estreia da equipa de andebol no Pavilhão João Rocha e surpreendeu todos com a sua grande exibição ao ponto de ser considerado a figura do encontro.

No Sporting desde o ano de 2014, quando entrou para os escalões de formação, o seu percurso tem sido marcado por um crescimento e evolução bastante assinaláveis, facto que na temporada passada já tinha levado Hugo Canela a convocar o jovem português e a dar-lhe minutos na Taça Challenge.

A primeira característica que salta à vista é a maturidade competitiva que já é possível ver em Manuel Gaspar apesar da sua curta carreira enquanto profissional de andebol. Esta época, já competiu na Supertaça e no Campeonato, bem como na consagrada EHF Champions League. Em todas elas, demonstrou sempre uma grande qualidade e segurança que, nesta idade, só estão ao alcance dos futuros grandes jogadores.

Manuel Gaspar chegou aos escalões de formação do Sporting em 2014 Fonte: Facebook Manuel Gaspar
Manuel Gaspar chegou aos escalões de formação do Sporting em 2014
Fonte: Facebook Manuel Gaspar

Para além disso, fisicamente é um jogador muito interessante, devido aos seus 190cm de altura e aos seus 85kg que lhe permitem encher a baliza e dificultar (em muito) a tarefa ao adversário. Manuel Gaspar tem uma grande noção do espaço que ocupa e isso é muito importante na hora de defender.

Como se viu no primeiro jogo do campeonato frente ao Fafe, o jovem português também tem os olhos postos na baliza oposta e, sempre que a oportunidade surgir, tem a capacidade de tentar o golo de longe. No seu primeiro jogo no novo pavilhão, o golo de baliza a baliza foi a cereja no topo do bolo que tanto deliciou os adeptos leoninos.

Manuel Gaspar é também internacional sub-18 pela seleção portuguesa, o que lhe deu certamente outra experiência europeia onde foi competindo com os melhores da sua geração, algo importante no crescimento de um jovem jogador. As qualidades estão reunidas para que no futuro seja o dono da baliza do andebol do Sporting.

Foto de Capa: Facebook de Manuel Gaspar

AS Mónaco 0-3 FC Porto: Noite de Gala

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Segunda jornada da fase de grupos da UEFA Champions League: o calendário dita a deslocação do FC Porto ao Estádio Luís II para defrontar o campeão francês: Mónaco.

Com três Supertaças Europeias perdidas naquele recinto, o FC Porto procurava quebrar o enguiço e recuperar os três pontos (mal) perdidos na primeira jornada do grupo frente ao Besiktas.

Importante ganhar, fundamental não perder. Era esta a palavra de ordem no reino do Dragão e os comandados de Sérgio Conceição não defraudaram. Exibição soberba do FC Porto.

Mas já lá vamos.

Leonardo Jardim, timoneiro da equipa monegasca, fez alinhar o seguinte onze: Benaglio, Sibidé, Glik, Jemerson e Jorge, Fabinho, João Moutinho, Ghezzal, Lemar e Diakhaby, Falcao. Surpreendentes as ausências do português Rony Lopes e de Jovetic, sendo de ressalvar o reencontro de Falcao e João Moutinho com a equipa portuguesa.

No FC Porto, as grandes novidades foram a inclusão de Sérgio Oliveira (que não tinha nenhum minuto de competição até à partida de hoje) e a alteração do sistema habitual (aposta, desta feita, no 4 x 3 x 3). Assim, o Porto apresentou-se com Casillas na baliza, secundado pelo já habitual quarteto defensivo composto por Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles. Trio de médios composto por Danilo, o já mencionado Sérgio Oliveira e Herrera. No ataque, figuraram Brahimi e Marega nas alas e Aboubakar como ponta de lança. Notas para as relegações de Óliver e Corona ao banco de suplentes.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Apresentadas as equipas, vamos ao filme do jogo. Primeira parte marcada pelo equilíbrio e pouca agressividade no ataque à baliza. Sem grandes oportunidades e com a posse de bola dividida nos primeiros quinze minutos, foi já quando o Mónaco ganhava algum ascendente territorial que, aos 31 minutos, Aboubakar, à terceira, abriu o marcador a favor dos azuis e brancos. Apesar de alguma pressão dos franceses, nada de relevante há a acrescentar no que ao capítulo das oportunidades diz respeito, até ao apito para o intervalo.

Na segunda metade, quando se esperava uma resposta forte do Mónaco após o descanso, foi quando vimos o FC Porto de Sérgio Conceição explanar todo o seu (bom) Futebol. Com mais espaço para jogar, fruto dos riscos que o Mónaco foi correndo, o FC Porto foi dono e senhor do jogo. Sem nunca criar um número elevado de oportunidades (Marega falhou a melhor na cara de Benaglio), foi sempre o Porto a estar mais perto da baliza francesa e do 2-0 do que os comandados de Leonardo Jardim de chegar ao empate.

O dilatar da vantagem surgiu aos 69 minutos, numa lição de bem contra-atacar. Brahimi, após jogada individual ainda no meio campo defensivo, lança Marega na profundidade e este isola Aboubakar, que não desperdiça a oportunidade de bisar no encontro. Após o segundo golo, dá-se um período de, sensivelmente, 10 minutos de desnorte do FC Porto, aproveitado pelo Mónaco para ganhar superioridade e enviar uma bola à trave de Casillas por intermédio de Radamel Falcao. Com a entrade de Diego Reyes (já depois das entradas de Corona e Layun para as saídas de Aboubakar e Brahimi) para o lugar de Sérgio Oliveira, o FC Porto foi capaz de recuperar a sua organização e colocar, aos 89 minutos, a cereja no topo do golo e chegar à goleada por Layún. Missão cumprida com brilhantismo. Noite de Gala.

Sérgio Conceição prometera mostrar a força do FC Porto a nível europeu e cumpriu na plenitude. É dele grande parte da responsabilidade por este triunfo. Os Dragões ganharam por completo a batalha do meio campo sem nunca perder profundidade e largura e reentram, assim, na luta pelo apuramento para a fase seguinte.

Resta pedir e exigir que não se exagere nos festejos e concentração máxima para a deslocação do próximo domingo (dia de eleições autárquicas) ao Estádio de Alvalade, para defrontar o Sporting.

Borussia Dortmund 1-3 Real Madrid CF: Madrileños impõem-se de forma natural

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Cabeçalho Futebol Internacional

O 11 inicial do Borussia Dortmund era composto por Bürki, Piszczek, Papastathopoulos, Toprak, Toljan, Sahin, Castro, Götze, Yarmolenko, Aubameyang e Philipp, ficando no banco Weidenfeller, Bartra, Zagadou, Weigl, Kagawa, Pulisic e Dahoud.

O 11 inicial do Real Madrid CF era composto por Navas, Carvajal, Ramos, Varane, Nacho, Ronaldo, Kroos, Modrić, Bale, Casemiro e Isco, ficando no banco Casilla, Lucas, Llorente, Achraf, Asensio, Mayoral e Ceballos.

O Borussia Dortmund, vinha de vários jogos bem-sucedidos, vitórias atrás de vitórias, mesmo com muitas baixas por lesão. Já o Real Madrid CF vinha de resultados e exibições menos conseguidas.

Curiosidade futebolística: era o jogo número 150 de Cristiano Ronaldo na Liga dos Campeões.

O Borussia Dortmund começou com bastante pressão sobre os jogadores do Real Madrid CF, forçando-os a perder a bola diversas vezes, tendo ainda o apoio dos seus adeptos, que, sempre que a equipa adversária tinha a bola, eram assobiados.

A primeira falta do jogo foi por volta dos três minutos de jogo, a favor do Borussia Dortmund, continuando o Real Madrid CF sem conseguir sequer construir fio de jogo, perdendo muitas vezes a posse de bola. Aos 6 minutos, Bürki fez o papel de libero, cortando uma possibilidade do Real Madrid CF. Ainda assim, não estavam a construir qualquer perigo. Aos 7 minutos,Navas arrisca-se a fazer habilidades,e foi mesmo um risco,porque Aubameyang não brinca em serviço, mas acabou por lhe correr bem.

E,aos 18 minutos, o primeiro golo da partida, e que golaço de Gareth Bale, mas excelente passe de Carvajal.E assim o jogo começava a ganhar ainda mais vida, embora fosse contra a maré do jogo criada pelo Borussia Dortmund, num jogo que já estava a ser interessante.

Neste momento,o Real Madrid CF começava a controlar mais o jogo e o Borussia Dortmund começava a dar mais espaços. O mesmo protagonista colocou novamente à prova o guarda-redes do Borussia Dortmund, numa defesa a dois tempos, aos 22 minutos de jogo.

Aos 29 minutos sai o primeiro cartão amarelo do jogo, por ter usado o cotovelo, considerando assim o árbitro, embora o galês não tenha atingido o adversário.

Por volta dos 30 minutos de jogo, a equipa do Real Madrid CF pressionava cada vez mais a equipa do Borussia Dortmund, embora fosse o Borussia Dortmund a ter mais ataques, mas sem o golo. Aos 39 minutos, Carvajal leva a cartolina amarela, quase à entrada da área, por puxar a camisola, apesar de reclamar, foi bem mostrada a cartolina e não se ficava por aqui, Modrić levou amarelo aos 40 minutos de jogo, por ter saído da barreira antes do apito do árbitro. O livre em si não teve perigo, bateu na barreira e saiu pela linha lateral.

O habitual do costume, Cristiano Ronaldo teve um potente remate, mas sai ao lado, e nisto estavam 44 minutos decorridos de jogo, tendo-se jogado até aos 45+1, terminado assim a primeira parte, que se encontrava animada. Esperava-se que o Borussia Dortmund fizesse mais na segunda parte.

 

Adeptos sempre a apoiar a equipa, mesmo a perder Fonte: Football Finance
Adeptos sempre a apoiar a equipa, mesmo a perder
Fonte: Football Finance

Não houve qualquer substituição ao início da segunda parte. E Varane faz um corte essencial, quase tão bom quanto um golo, aos 46 minutos de jogo -que grande jogada do Borussia Dortmund, numa combinação de vários passes, até ao momento da quase finalização.

Cristiano Ronaldo,aos 49 minutos de jogo, voltava aos golos na Liga dos Campeões- uma boa combinação entre Kross, Isco e Bale,que faz o último passe e Ronaldo encosta para golo: o seu 112º na Liga dos Campeões, puro campeão. Toprak leva a cartolina amarela, numa entrada um pouco fora de tempo, aos 52 minutos de jogo.

E o melhor marcador do Borussia Dortmund deixa a sua marca em jogo aos 54 minutos de jogo: Aubameyang mais rápido do que Ramos, antecipando-se, marcou o primeiro golo do Borussia Dortmund. Esperava-se que este golo arrebita-se a equipa.

Aos 60 minutos,entraram Weigl e Dahound,saindo Sahin e Toljan na expectativa de trazer mais velocidade ao jogo, coisa que estava a ser precisa para o Borussia Dortmund, até para dar a volta ao jogo. Aos 63 minutos, Weigl teve uma entrada a Cristiano Ronaldo, mesmo nas canelas,e mereceu o cartão amarelo, dando a possibilidade de Toni Kross marcar o livre, que bateu na barreira.

Aos 66 minutos em diante,o jogo estava aberto para ambos os lados: ora atacava uma ora atacava a outra equipa. Estava alucinante e esperava-se mais golos, para além das oportunidades, que já eram várias.

Aos 74 minutos, Isco coloca à prova o guarda-redes, num grande remate e grande defesa por parte do suíço. Ainda a terminar o minuto 76,entrou M. Asensio e sai Isco, assim como M. Gotze sai e entra Pulisi, onde teria 14 minutos para arrebentar com os rins da defesa do Real Madrid CF.

Aos 79 minutos de jogo, Cristiano Ronaldo tirava as possíveis aspirações do Borussia Dortmund querer empatar: grande disparo, sem qualquer hipótese para o guarda-redes e que grande passe de rotura por parte de Lukas Modrić, e assim se fazia a primeira vitória do Real Madrid CF em casa do Dortmund.

Aos 85 minutos de jogo entrou Lucas para o lugar do Gareth Bale,que já se encontrava completamente esgotado do jogo, muita pedalada por parte do jogador, tanto em trabalho ofensivo, resultando num golo, como no caudal defensivo, tendo cortado pelo menos 5 lances de pontapé de canto por parte do Borussia Dortmund.

Aos 90+1 entrou Ceballos e saiu Modrić, que muito deu ao jogo de meio campo do Real Madrid CF, com passes precisos e a defender de forma impecável. Pouco depois dessa entrada em jogo, Sergio Ramos coloca novamente à prova Bürki, que acabou por ser o melhor jogador por parte do Borussia Dortmund. O jogo terminou aos  90+3.

Assim,o Real Madrid CF tem seis pontos no grupo,com seis golos e um sofrido; já o Borussia Dortmund tem zero pontos: espera-se que venha a fazer melhor nos próximos jogos, de outra forma arriscam-se a ficar em terceiro lugar ou até em quarto. O Real Madrid CF não começou da melhor maneira, mas,mal abriram o marcador do jogo, controlaram em si o jogo, especialmente no meio campo e no ataque.

Foto de capa: Real Madrid CF

Carta Aberta à “Dupla” Federer / Nadal

cartaabertaCaros Roger Federer e Rafael Nadal,

Escrevo-vos hoje em nome de todos os amantes de ténis que convosco aprenderam a amar a modalidade ou que, após a retirada de outros grandes nomes da mesma (como Pete Sampras, Björn Borg, Jimmy Connors, Rod Laver, Ivan Lendl, John McEnroe ou Andre Agassi), encontraram em vós novas referências no desporto que tanto nos apaixona. Escrevo-vos hoje pouco após o término da Laver Cup, o torneio “a feijões” que durante três dias nos colou aos ecrãs, para vos descrever aquilo que senti quando vos vi abraçados a festejar uma vitória que nada valia como se fossem dois meninos acabados de vencer o primeiro torneio das vossas vidas.

O ténis é, todos sabemos, uma modalidade especial. O fair play está cristalizado nos hábitos dos jogadores e a integridade é caraterística basilar nos mesmos. Sempre assim o foi, desde os primórdios, mas se ainda assim o é muito se deve a vós. “Caramba, como é possível num desporto individual haver respeito e, imagine-se, amizade entre os dois maiores da atualidade?”, perguntarão alguns. “Porque somos tenistas”, responderão vós. A Laver Cup foi apenas a expressão máxima dessa realidade e foi, permitam-me dize-lo, uma chapada de luva branca em todas as modalidades nas quais a mediocridade fora de campo chega a sobrepor-se à arte com a qual os seus executantes nos brindam dentro do mesmo.

Federer e Nadal divertem-se a fazer aquilo de que mais gostam Fonte: Laver Cup
Federer e Nadal divertem-se a fazer aquilo de que mais gostam
Fonte: Laver Cup

Roger e Rafa, tantas e tantas batalhas depois, tantas e tantas horas dentro dos courts a lutar até que a força mental se sobrepusesse à força física, tantas e tantas emoções! No final, faz-se hoje a mesma pergunta que sempre foi feita: quem é o melhor? Vocês certamente riem e pensam para vós mesmos: o que interessa isso quando ambos fazemos aquilo de que tanto gostamos? Todos sabem que tu, Roger, és um prodígio técnico, que és poesia em movimento, que te moves no court como se estivesses num bailado de Tchaikovsky. E todos sabem que tu, Rafa, és a personificação perfeita de “la furia española”, que sempre figurarás na história como um dos maiores guerreiros da história do desporto.