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Carta Aberta a Alberto Contador

Cabeçalho modalidadesAlberto,

Este que agora te escreve não é um dos teus apoiantes de longa data. Pelo contrário, passei anos a vibrar com vários dos teus adversários. É verdade que, ainda que fosse um jovem que acompanhava o ciclismo esporadicamente, me apaixonei, como tantos outros, pela história de vida do vencedor do Tour 2007. Mas, com o passar dos anos, a promessa de Andy Schleck, o retorno de Lance Armstrong ou a minha adorada Team Sky eram quem povoava o meu imaginário e tu não passavas do Grande Vilão, aquele que tinha sempre mais um truque na manga.

E não penses que só no Tour assim se passava, também no resto do calendário tu eras o animador, decidias a corrida e criavas histórias, fazendo o mundo do ciclismo girar à tua volta. Ainda hoje me lembro bem do dia em que o Luis Leon Sanchez te “roubou” o Paris-Nice 2009 e das tuas tantas tentativas no Criterium du Dauphiné (no tempo em que ainda era Liberé). Era tanta importância e qualidade, que, quer nas vitórias, quer nas derrotas, eras tu o personagem principal.

No meio do teu período dourado, saiu o choque dos “bifes”. Alberto Contador, ‘El Pistolero’, um verdadeiro super-herói do ciclismo, ficava de fora das estradas por uma suspensão por doping. Uma mancha na tua carreira, exacerbada por ser tão mal explicada, ainda hoje há quem debata se foste culpado ou injustiçado. Verdade seja dita, pouco importa, num desporto com tão negro historial, não se renegam os ídolos por uma falha dessas.

Depois veio a relação com Tinkoff, que tanto te desgastou publicamente. Começavas a perder a tua aura de dominador e, atacado pelo teu próprio patrão, o teu enorme manancial de desculpas pelos resultados não fazia jus ao que conhecíamos de ti.

Todos sentiremos falta da pistola mais famosa da história do ciclismo Fonte: Alberto Contador
Todos sentiremos falta da pistola mais famosa da história do ciclismo
Fonte: Alberto Contador

Mas este ano trouxe-te a redenção, já não eras o Contador de outros tempos, que subia montanha a cima e deixava os adversários irremediavelmente para trás, mas deste-nos a perceber o porquê de seres uma lenda do ciclismo. Mesmo quando todos sabíamos que não ia dar, tentavas. Mesmo quando todos jogavam à defesa, atacavas.

E então, vergado pelo passar dos anos e pela diminuição da tua força, anunciaste que estava na altura de acabar a tua carreira. Eu estive lá, como todo um país que saiu à estrada para se despedir de ti, e tu não deixaste ninguém arrependido, foste igual a ti mesmo e, dia após dia, tentaste a tua sorte. Foi preciso chegar ao penúltimo dia e à mais mítica das 21 etapas para dispares a pistola uma última vez. Nós, adeptos, ficamos todos tão felizes de te ver alcançar um prémio merecido e tão tristes por sabermos que era o fim de uma era que tanto nos deu.

Que tolos fomos. Tomámos-te por certo. Pensamos que eras para sempre, que tinhas passado do teu auge, mas que continuarias lá a ensinar que se hoje somos derrotados, só nos resta tentar ainda mais amanhã. A tua coragem em cima da nossa amiga de duas rodas ficará para sempre na memória de quem teve o prazer de acompanhar a tua carreira.

Gracias, Alberto!

Foto de Capa: Alberto Contador

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Sporting CP 2-0 CD Tondela: Um golo em cada parte vale triunfo verde e branco

sporting cp cabeçalho 2

Sporting e Tondela tinham encontro marcado para o Estádio de Alvalade, para o encontro da 6.ª jornada da Liga NOS. Os Leões procuravam alcançar a sexta vitória no campeonato, frente a um adversário que nunca tinham vencido em casa.

Quanto aos onzes iniciais, Jorge Jesus mudou 4 peças que tinham atuado de início frente ao Olympiakos, na passada terça-feira: Coentrão, Alan Ruiz, Iuri Medeiros e Bas Dost foram titulares. O treinador da equipa visitante, Pepa, não fez qualquer mudança em relação ao jogo anterior – empate 2-2 frente ao Paços de Ferreira.

O jogo começou a um bom ritmo e com o Sporting a querer impor o seu controlo, como seria de prever. Só aos 11’, é que surgiu o primeiro lance de perigo para a equipa da casa e deu logo golo: Mathieu inaugurou o marcador num belo livre direto. O 1-0 ajudou o Sporting a estabilizar o seu jogo e a manter o ritmo controlador sobre o adversário. Aos 22’, Iuri Medeiros esteve perto de ampliar o resultado, mas o seu remate saiu ao lado do poste da baliza de Cláudio Ramos. O primeiro remate dos visitantes surgiu três minutos depois, embora não tenha causado dificuldades à defesa leonina. Aos 28’, a equipa de Pepa sofreu um duro revés: o defesa Ansell saiu lesionado e entrou Junior Pius para o seu lugar. O Tondela beneficiou de um livre perigoso aos 36’, contudo a bola desviou na barreira e não levou o destino desejado por Hélder Tavares. O Sporting voltou a ter uma boa oportunidade para fazer o 2-0, com o Bruno Fernandes a rematar ao poste, após um remate de Alan Ruiz e defesa incompleta do guardião visitante. A seguir, Mathieu voltou a tentar marcar de livre direto aos 43’, mas desta vez a bola não entrou na baliza do Tondela. Até ao intervalo, não se verificou qualquer mudança no marcador e o Sporting foi para o descanso a vencer pela margem mínima.

Sporting foi para o intervalo a vencer por 1-0, com grande golo de Mathieu
Sporting foi para o intervalo a vencer por 1-0, com grande golo de Mathieu

Já a segunda parte começou com o ritmo lento, sem alterações nas duas equipas e com as claques do Sporting a cantar por Cristiano Ronaldo, que se encontrava nas bancadas a assistir à partida. Mas se Jorge Jesus e Pepa não mexeram ao intervalo, depressa o fizeram na segunda parte: o técnico dos Leões trocou Alan Ruiz, que não teve uma noite inspirada, por Rodrigo Battaglia, e minutos depois colocou Gelson Martins no lugar de Iuri Medeiros; já o treinador tondelense retirou Pedro Nuno do jogo para dar entrada a Zachara.

Até ao minuto 71’ o jogo quebrou ainda mais do que na primeira parte, até que apareceu o suspeito do costume: Bruno Fernandes fez jus ao Prémio de Melhor Jogador do Mês de Agosto e voltou a fazer aquilo a que já habituou os adeptos do Sporting, marcar golos com nota artística. Remate de meia distância, colocadíssimo, do número oito leonino, sem hipóteses para Cláudio Ramos. A partir daqui, o jogo ganhou alguma dinâmica e foram os Leões a assustar novamente, e mais uma vez por Bruno Fernandes, de fora de área, mas a bola saiu ao lado da baliza dos beirões. Ao minuto 83’, William Carvalho protagonizou o momento insólito do jogo: em trinta segundos, na sequência de dois cantos, o médio do Sporting atirou duas vezes aos ferros da baliza do Tondela – primeiro com remate à barra, e logo de seguida com cabeceamento ao poste. O melhor que a equipa tondelense conseguiu fazer até ao final da partida foi mesmo um cruzamento diretamente para as mãos de Rui Patrício, que não teve trabalho na noite de hoje.

Vitória por 2-0 para a equipa leonina, num jogo sem grandes dificuldades, mas com ritmo lento e poucas ideias. Sexta vitória em seis jogos para os Leões, que reforçam a primeira posição com 18 pontos, enquanto os Beirões mantêm o 13º lugar, com cinco pontos.

Terceira vitória garante nova final!

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Cabeçalho modalidades

Foi a partir do sempre apetecível duelo ibérico que se definiu o primeiro finalista da liga europeia de futebol de praia. Portugal esteve por cima durante grande parte do encontro e apesar da melhoria de “nuestros hermanos” nos últimos doze minutos, a seleção portuguesa venceu por 4-3 e garantiu, pela terceira época consecutiva, a presença na final do europeu de futebol de praia.

A Espanha foi a primeira seleção a dispor de uma grande oportunidade para marcar, mas 10 Llorenc não conseguiu aproveitar um livre em boa posição. Pouco depois, novo livre para os espanhóis que Cintas também não aproveitou.

Aos quatro minutos de jogo e na primeira vez que Espanha deu espaço a Andrade, o guarda-redes português aproveitou e obrigou Pablo a uma enorme defesa. No respetivo canto, Portugal voltou a ficar perto de marcar, mas Coimbra cabeceou à barra.

Os minutos passavam e Portugal era a seleção que tinha mais posse de bola e assumia o jogo. Porém, não conseguia transformar esse controlo em golos. Nem mesmo de livre. A pouco mais de cinco minutos da pausa, Ricardinho dispôs de um livre em zona bastante favorável, mas rematou ao lado.

Com menos de três minutos para jogar, um desequilíbrio criado por Jordan terminou numa enorme defesa do guarda-redes espanhol, mas na recarga, Bê Martins não deixou escapar a oportunidade e abriu o ativo.

Concluído o primeiro período, o marcador indicava Portugal na frente por 1-0. Vantagem que se ajustava bem ao que se viu nos doze minutos iniciais. Mesmo sem conseguir um montante enorme de chances de golo, as que conseguiu construir foram perigosas e o pé quente de Bê Martins fez o resto.

Antonio, o capitão espanhol, esteve em grande ao assinar um hatrick. Fonte: Beach Soccer
Antonio, o capitão espanhol, esteve em grande ao assinar um hatrick.
Fonte: Beach Soccer

Jogado um minuto na segunda metade, um lance iniciado através de um lançamento de Andrade, terminou num toque de primeira de Jordan para Léo Martins que, solto de marcação, fez o 2-0.

A seleção portuguesa regressava bem da pausa e o controlo de jogo que já havia feito anteriormente, parecia estar a começar a dar mais frutos, ou seja, oportunidades de golo. No que toca à defesa, os comandados de Mário Narciso também estavam bem e iam fechando os caminhos da sua baliza.

Em desvantagem no marcador, a Espanha tentava mudar o rumo dos acontecimentos, mas não conseguia incomodar Andrade. Quem ia estando perto de marcar era Portugal que, que aos cinco minutos e meio do período, precisamente através de um remate de Andrade desviado pela areia, viu Zé Maria ficar isolado e quase a fazer o terceiro. Pouco depois, novamente Zé Maria, mas desta vez de livre, obrigou Pablo a uma grande estirada.

A cerca de cinco minutos de novo intervalo e após muita paciência na circulação de bola, Jordan ganhou espaço e servido por Bê Martins, apontou o 3-0.

Boavista FC 2-1 SL Benfica: Tetracampeão Volta a Cair

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sl benfica cabeçalho 1Era um jogo cheio de incógnitas. Jorge Simão assumia o comando da equipa do Boavista apenas há dois dias. Já o Benfica, depois das últimas más exibições no campeonato e na Liga dos Campeões, deslocava-se ao Bessa para perseguir os rivais na classificação. Mas a falta de garra das ‘águias’ ditou o desfecho contrário.

Os tetracampeões entraram em campo com um registo de pressão forte, tendo a primeira ameaça de golo saído dos pés de Pizzi. Mas foi Jonas quem abriu o marcador. Após uma recuperação de bola por Luisão, Zivkovic, na esquerda, cruzou e o brasileiro, na área, marcou de cabeça o seu sétimo golo da Liga NOS nesta temporada. Aos 8 minutos estava feito o primeiro golo da partida.

O Boavista reagiu bem à desvantagem e rapidamente subiu as linhas de ataque e o nível de rendimento. Mas os remates surgiam maioritariamente do lado do Benfica, que podia ter alargado a vantagem no marcador, enquanto Grimaldo e Zivkovic iam pintando o melhor da exibição ‘encarnada’.

Boa entrada do Boavista na segunda parte, aproveitando a passividade da defesa do Benfica e fazendo o golo do empate num remate de Renato Santos sem hipóteses para Bruno Varela. As ‘águias’ bem iam tentando lutar contra a inércia, mas os ‘axadrezados’ ganhavam novo fôlego e pressionavam na recuperação da bola.

Tanto assim foi, que aos 73 minutos surgiu o 2-1 para o Boavista. Num livre batido por Fábio Espinho, a bola caiu numa zona perigosa e Bruno Varela facilitou demasiado, cedendo um frango gigantesco!

Rui Vitória esgotava agora as substituições. Jiménez já tinha entrado para o lugar de Seferovic, e agora Gabriel entrava para render Zivkovic. Numa luta contra o tempo, nem os seis minutos de compensação foram aproveitados pelo clube da Luz.

O Benfica volta para Lisboa com a primeira derrota no campeonato, depois de ter tido o jogo na mão durante a primeira parte. Os jogadores nem agradeceram aos adeptos o apoio dado durante mais de uma hora e meia de jogo e recolheram aos balneários sob uma chuva de assobios face a uma exibição vergonhosa de um clube que quer ser penta campeão nacional.

GP Singapura: Vettel esmaga concorrência e conquista 49ª Pole

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Cabeçalho modalidadesDepois de há 15 dias Lewis Hamilton ter assumido a liderança do campeonato em Itália pela primeira vez este ano, e de tornar o campeonato ainda mais acesso e um dos mais quentes dos últimos anos, o circuito citadino de Singapura era o ideal para Vettel e Ferrari voltarem à carga e a máxima força. O inglês saiu de casa da Ferrari na liderança do campeonato, e apesar dos restantes circuitos na teoria favorecerem a equipa alemã, a Ferrari já demonstrou inúmeras vezes este ano, de que, a teoria pouco ou nada é relevante. Hamilton lidera apenas com mais 3 pontos que Vettel.

Os treinos livres deste Grande Prémio de Singapura que é realizado na parte da noite, foram todos liderados pela Red Bull, ainda que com uma pequena margem face à Ferrari. Destaque ainda para a Mercedes que nunca se conseguiu impor perante este domínio, a ter bastantes dificuldades em acompanhar os homens da frente. Ao que tudo indicava e seguindo as classificações, podia-se concluir que algo estava mal na Ferrari ou então era jogo escondido.

Vettel optou por realizar simulações de corrida, quer com pneus soft quer com super soft, daí que os treinos livres nunca podem ser levados em conta, sobretudo a nível de tempos. Ricciardo e Verstappen justificavam porquê que a Red Bull tem asas, pois Singapura é um circuito citadino com muitas curvas e poucas rectas, e este tipo de traçado favorece os motores com maior aerodinâmica e menor velocidade de ponta. Contrariamente, a Mercedes encontrava-se com muitas dificuldades de adaptação, ainda que os resultados abafassem esse facto, a verdade é que os germânicos estavam fora da luta pela Pole Position desde início.

Em relação à qualificação, os pilotos eliminados quer na Q1 quer na Q2, foram como sempre, a Sauber, a Haas, e as restantes são as que têm unidades motrizes Mercedes, ou seja, a Williams e a Force India. Destaque para a Mclaren, conseguiu colocar os dois carros na Q3, o que há uns meses atrás era impensável! Na luta dos 10 mais rápidos, Hulkenberg da Renault e Carlos Sainz da Toro Rosso a serem os outsiders dos crónicos da frente. Nota para um facto no mínimo curioso, tanto Vettel como Raikkonen fizeram praticamente os mesmos tempos na Q1 e Q2, quase até nas milésimas!

Verstappen a criar uma imagem espectacular com o seu Red Bull Fonte: Fórmula 1
Verstappen a criar uma imagem espectacular com o seu Red Bull
Fonte: Fórmula 1

Qualificação marcada pelo equilíbrio entre Ferrari e Red Bull, com a Mercedes a assistir de longe a sentir-se impotente. Quando se pensava que a Pole e respectiva primeira linha seriam para os homens da Red Bull, eis que sai um coelho da cartola para o alemão da Ferrari. Quando teve que realizar voltas rápidas, realizou-as de forma implacável. Os tempos de Vettel eram inalcançáveis, Red Bull e Mercedes nada podiam fazer para contrariar este cenário.

Ainda assim, Verstappen irá partir ao lado de Vettel, e Ricciardo em 3º, parte à frente do finlandês da Ferrari. Longe dos lugares da frente e sem poder de impulsão, Hamilton parte do 5º posto e Bottas da 6ª posição. Na liga dos outros, Hulkenberg conseguiu obter o 7º, Alonso o 8º e Vandoorne o 9º, com Sainz a fechar o Top-10.

O campeonato está cada vez mais equilibrado e ao rubro, a juntar-se à festa neste Grande Prémio temos a Red Bull, que está claramente superior à Mercedes em todos os níveis. A Ferrari pode aspirar da corrida de Singapura uma vitória e talvez uma dobradinha, mas mais importante do que isso, é puder contar com a Red Bull para ganhar mais pontos a Hamilton e à Mercedes. Certamente que teremos um campeão do mundo apenas em Abu Dhabi.
A Mclaren no circuito citadino está com um bom ritmo e dada a qualificação, pode muito bem surpreender tudo e todos, e talvez obter o melhor resultado da época. Será interessante ver uma Ferrari a voar e uma Red Bull a acompanhar o voo, e uma Mercedes que nunca desistirá mas a sensação que pode reinar na box germânica era a de deixar as flechas de prata penduradas para a Malásia.

Sebastian Vettel fez 2 voltas canhões, esmagou a concorrência, contrariou as previsões, superou as expectativas, não deu as mínimas hipóteses, e pode contar com a Red Bull para ganhar mais pontos a Hamilton, que partirá de 5º lugar.

A corrida de Singapura está marcada para as 13h em Portugal Continental e tem transmissão na RTL e na Sportv5.

Foto de Capa: Fórmula 1

Académica OAF 4-2 Sporting CP B: Estudantes gostam de acordar cedo

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Cabeçalho Futebol Nacional

A Académica parece gostar de se levantar cedo. Ao segundo jogo disputado de manhã esta época, a segunda vitória, numa partida recheada daquilo que é suposto ser a génese do desporto-rei – golos e emoção.

Apesar da hora madrugadora do início do encontro, nenhuma das equipas entrou a dormir e aos sete minutos já havia golos para ambos os lados. João Real adiantou os estudantes depois de desviar, ao segundo poste, um cabeceamento de Yuri Matias. Logo depois, Christian Ponde, na conversão de uma grande penalidade “ganha” por Rafael Barbosa, igualou a partida.

O espaço cedido pelo meio-campo leonino (bastante despovoado), bem explorado pela Académica, era compensado pelo virtuosismo da sua linha ofensiva (Jovane e Papel nas alas e Dala e Ponde no meio iam conferindo dinâmica ao ataque) e o jogo ganhava, por isso, requintes de irreverência que animaram o público do Estádio Cidade de Coimbra, com destaque para os lances protagonizados por Harramiz, para a Académica (espetacular disparo de primeira a obrigar Pedro Silva a grande defesa) e Ary Papel, para o Sporting CP B (fuga pela direita, a deixar Gelson Dala na cara do golo).

A bola namorava a baliza, mas faltava consumar-se a relação com o golo. Com o passar dos minutos, julgava-se que a primeira parte se ia despedir com um beijo em cada uma das balizas, mas Ricardo Dias fez questão de “roubar” outro e, de cabeça, correspondendo a livre bem batido por Nélson Pedroso, deu vantagem à Briosa na ida para os balneários.

A segunda parte começou … de forma ainda mais intensa que a primeira! Muita vontade, muita vertigem… e muitos golos. Foram três em apenas dez minutos! Ponde, serivdo por Bruno Paz, bisou e igualou o marcador, mas a resposta da Briosa não se fez esperar e apenas cinco minutos depois do golo leonino, os estudantes já estavam em vantagem por dois golos de diferença. Ricardo Dias na sequência de um canto, bisou e devolveu a vantagem à Briosa; Nélson Pedroso, de livre direto, aumentou-a.

Em vantagem, a Académica sossegou o jogo e passou a atacar com menos intensidade, controloando o encontro no meio-campo contrário. O Sporting CP B, inferiorizado no centro do terreno, não se conseguia soltar e foi a Académica quem mais perto esteve de aumentar o marcador – Zé Tiago (entrado para o lugar de Ki), por duas vezes, apareceu em boa posição, mas não conseguiu desfeitar Silva – até final da partida.

O Sportingp CP B pagou caro o facto de se apresentar em Coimbra, frente a uma Académica cada vez mais oleada a nível ofensivo (sobretudo nas bolas paradas), com um meio-campo sem uma referência defensiva. Aproveitou a Briosa para somar mais três pontos e alimentar o sonho da subida.

Guess Who’s Back?

Cabeçalho Futebol NacionalUm é capitão em praticamente todos os clubes onde joga e os outros dois já foram considerados, em tempos, grandes promessas leoninas. Três carreiras distintas e três jogadores que estão de regresso ao seu país e ao principal escalão nacional depois de vários anos lá fora.

O primeiro é o “Capitão Tarzan”. Depois de ganhar uma Liga dos Campeões, uma Liga Europa, quatro campeonatos portugueses e um alemão, entre muitos outros títulos, Ricardo Costa está finalmente de regresso a Portugal. O central fez a formação no Boavista e deu nas vistas nos seniores do FC Porto, onde se manteve várias épocas. A saída para o estrangeiro aconteceu em 2007 para o Wolfsburg e por lá continuou durante 10 anos, passando por clubes como Lille, Valencia, PAOK, Granada, Luzern e até uma pequena aventura no Al-Sailiya do Qatar.

Fonte: CD Tondela
Fonte: CD Tondela

Esteve presente em três Mundiais e um Europeu, conta com 22 internacionalizações A e, aos 36 anos, vai procurar ajudar o Tondela do seu amigo e ex-companheiro nas seleções jovens Pepa a garantir a manutenção. O atual capitão dos beirões afirmou recentemente na ReporTV que mantém a esperança e o sonho de atingir as 25 internacionalizações, para já, vai certamente dar outra estabilidade à defesa do seu clube e qualidade ao nosso campeonato.

O segundo regresso é o de Yannick Djaló. Outrora uma das grandes promessas do futebol nacional, acabou por nunca confirmar o seu potencial. Conseguiu algumas épocas interessantes de leão ao peito, mas a transferência falhada para o Nice em 2011 foi o início do declínio da sua carreira. Esteve meia temporada sem jogar, até que surgiu o SL Benfica, só que quando parecia que tinha tudo para relançar a carreira, acabou por praticamente não jogar e passar a maior parte do contrato emprestado clubes de ligas secundárias. No último ano jogou pelo Ratchaburi, da Tailândia, um clube muito aquém daquilo que se previa para o futuro de Djaló, que chegou mesmo a estrear-se pela seleção A num mítico empate a 4 contra Chipre.

Fonte: Vitória FC
Fonte: Vitória FC

Yannick volta ao nosso campeonato com 31 anos e vai procurar ajudar o Vitória de Setúbal a atingir os seus objetivos. O seu estado físico é uma incógnita, mas se mantiver a velocidade e técnica que lhe eram características e conseguir aumentar o seu nível competitivo, talvez possa realizar uma temporada interessante.

Maracanã, o Templo perdido

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Cabeçalho Liga BrasileiraEm sentido figurado podemos definir um Templo como o reflexo ou o espelho da divindade eterna. Quando os Deus descem à Terra têm nos Templos o seu dormitório.

Podíamos recuar até à Grécia Antiga, ou simplesmente imaginar que, algures num outro planeta, o culto da divindade também merece honras distintas, mas a verdade é que muito dificilmente existirá algum Templo tão marcante, icónico e divino como o eterno Maracanã.

O Templo-Sol, ponto de encontro entre Deuses e humanos, onde espíritos de outras paragens vagueiam para trás e para a frente…onde o Rei Pelé marcou o seu milésimo golo.

Sediado na cidade maravilhosa, este emblemático estádio carioca foi construído para ser o palco principal do Mundial de 1950.

Naquele recinto, realidade e ficção sempre andaram de mãos dadas e, até hoje, nunca se soube ao certo qual das duas personalizou a mítica final desse Campeonato do Mundo.

Durante largos anos foi o maior e mais imponente estádio do mundo, e relatos de quem testemunhou in loco o “Maracanazzo” – célebre final desse Mundial que o super-favorito Brasil perdeu contra o Uruguai por 1-2 – afirmam que nessa tarde mais de 200.000 pessoas assistiram àquela que foi considerada a maior tragédia do futebol brasileiro.

No entanto, os registos oficiais apontam o clássico Flamengo – Fluminense como o detentor do recorde de assistências de sempre em todo o mundo, num total impressionante de 194.063 adeptos.

Mais de 200.000 adeptos chegaram a lotar o Maracanã. Hoje em dia a sua lotação resume-se a cerca de 79.000 lugares Fonte: Globo Esporte
Mais de 200.000 adeptos chegaram a lotar o Maracanã. Hoje em dia a sua lotação resume-se a cerca de 79.000 lugares
Fonte: Globo Esporte

Em 1989, a seleção brasileira foi campeã do mundo pela primeira vez na sua casa. A Canarinha derrotou o Uruguai com um tento solitário de Romário, e conquistava o seu primeiro título após a vitória no Mundial de 70.

Em agosto de 2010 o estádio encerrou para obras de remodelação tendo em vista o Campeonato do Mundo e os Jogos Olímpicos, e tudo parecia normal no então Templo Sagrado do futebol.

Mas o improvável aconteceu, e apenas seis meses após o final dos Jogos Olímpicos, o histórico Estádio do Maracanã foi deixado ao abandono. As bancadas, outrora um local de culto, permanecem agora cobertas de pó e lixo, e muitas das cadeiras já desapareceram. O relvado secou, transformando-se num aglomerado de erva acastanhada, terra e lixo. Dentro e fora, este Templo Perdido foi alvo de vandalismo, num claro atentado à memória e ao património imaterial do mais emblemático estádio de todos os tempos.

O enorme e complexo imbróglio jurídico que opõe a Prefeitura do Rio de Janeiro e Comité Organizador do Local no Rio 2016 (Maracanã S.A.) não tem fim à vista, e o estádio parece cada vez mais perdido no tempo.

Foto de Capa: ESPN Brasil

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Irá o FC Porto ressentir a derrota europeia?

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fc porto cabeçalhoRio Ave e FC Porto cruzam caminhos neste domingo a contar para a 6.ª jornada da Liga NOS, num momento em que as duas equipas nortenhas estão a fazer uma excelente campanha e a praticar um futebol apelativo que agrada os seus apoiantes. No entanto ressalta um aspeto curioso que “mancha” este percurso positivo das duas equipas: ambas perderam o último jogo.

Na passada quarta-feira, no jogo com o Besiktas a contar para a Liga dos Campeões, o FC Porto perdeu o seu primeiro jogo da época. Não só perdeu, como tombou com estrondo na sua fortaleza e para além disso concedeu os primeiros golos da época (e logo três!). Tudo isto é novidade para a turma de Sérgio Conceição e é neste tipo de situações que se apresentam dois tipos de cenários que podem definir o rumo e decurso de uma época: ou o FC Porto reage da melhor forma, servindo a derrota para unir o grupo e motivar ainda mais ou o FC Porto ressente a derrota e entra numa série negativa. Porém, não sejamos pessimistas! Estamos a falar de competições diferentes e na nossa competição, a Liga NOS, os dragões permanecem invencíveis nos resultados e invioláveis na baliza. Como fator motivacional, os pupilos de Sérgio Conceição podem olhar para o jogo de domingo como uma hipótese de vencer seis jogos consecutivos, algo que não acontece desde 2010/11 aos comandos de André Villas-Boas que se recorde uma época de sucesso, podendo portanto ser o prenúncio de algo muito positivo.

Do outro lado surge o Rio Ave que, à exceção dos outros dois grandes, apresenta-se como o adversário mais complicado neste momento para o FC Porto, não só por jogar perante os seus adeptos mas também por apanhar um “dragão ferido”. Os vila-condenses encontram-se neste momento num respeitável 5.º lugar e ainda a algumas jornadas atrás estavam a disputar a liderança com dragões e leões. Todas as épocas as equipas do Rio Ave apresentam-se como uma incógnita do que irá realizar na Primeira Liga, apesar de em teoria lutar sempre por lugares europeus. Para desfazer qualquer dúvida, Miguel Cardoso assumiu o leme da equipa e até agora tem feito um trabalho admirável. O pupilo de Paulo Fonseca vai na sua época de estreia na Liga NOS e até agora tem dado boas indicações, podendo quem sabe, ultrapassar um dia o mestre. Às suas ordens, o “mister” Cardoso conta com craques como Cássio, Tarantini, Rubén Ribeiro, Nuno Santos, Yuri Ribeiro e Chico Geraldes (suspenso), tendo assim o equilíbrio perfeito entre experiência e irreverência.

Francisco Geraldes é a grande baixa na equipa vila-condense Fonte: Rio Ave FC
Francisco Geraldes é a grande baixa na equipa vila-condense
Fonte: Rio Ave FC

Os únicos pontos perdidos até agora pelos vila-condenses foram com o SL Benfica, num empate a uma bola, num jogo envolto em polémica e no qual o Rio Ave praticou um futebol de grande qualidade e na última jornada, a jogar no “Caldeirão” frente ao Marítimo numa derrota pela margem mínima e com um jogador a menos, num campo onde até os grandes costumam tremer.

Apresentadas assim as equipas e respetivos momentos de forma, o jogo entre as duas equipas do Norte encabeça a 6.ª jornada da Liga e, se por um lado o FC Porto quer desfazer todas as dúvidas dos adeptos e provar que a derrota europeia nada abalou as convicções e objetivos no campeonato, por outro o Rio Ave quer continuar o seu percurso positivo e assegurar desde cedo um lugar nas competições europeias.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

A surpresa Battaglia

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sporting cp cabeçalho 1O argentino Rodrigo Battaglia chegou a Portugal em 2013, vindo do Huracán, depois de uma curta passagem pela equipa do Racing Club. Nos primeiros anos, a passagem pelo SC Braga, a sua primeira equipa portuguesa, não correu de feição e sucederam-se múltiplos empréstimos até à consolidação do jogador em que Battaglia se tornou até chegar ao Sporting.

A época passada parecia ser apenas mais uma desde logo porque o SC Braga voltou a emprestar o jogador ao recém-promovido GD Chaves. No entanto, sob a batuta de Jorge Simão, Battaglia tornou-se um importante elemento no meio-campo da equipa transmontana, o que lhe valeu o retorno antecipado à cidade e ao clube de Braga para onde o treinador português também se transferiu. A partir daí, o argentino não mais largou a titularidade do clube bracarense e, no último mercado de transferências, o Sporting trouxe-o para Alvalade, num negócio que também envolveu as idas de Jefferson e Ricardo Esgaio para Braga.

A contratação de Battaglia foi vista com alguma desconfiança pelos adeptos leoninos porque no seu currículo apenas haviam equipas do campeonato argentino – obviamente mais fraco que o português – e a sua qualidade só tinha sido demonstrada depois de muitos anos de adaptação a uma nova realidade e, ainda por cima, em clubes de menor dimensão que o Sporting. Desde o início da pré-época, Battaglia tem vindo a contrariar todas as baixas expectativas que foram colocadas sobre ele e, a cada jogo que passa, a sua consistência e preponderância têm sido cada vez mais visíveis.

A humildade e o caráter de Battaglia têm sido dois fatores que têm conquistado os adeptos leoninos. O argentino ainda não está no Sporting há meia época mas consegue ser um dos mais respeitados do plantel leonino. Acima de tudo, Battaglia é um jogador que reúne as características de um leão. Dentro de campo, dá tudo pela camisola que veste e fora dele percebe a importância dos adeptos, o amor que a massa associativa sente pelo clube e o respeito que cada elemento que está na bancada merece da sua parte. Recentemente, com o falecimento de uma das sócias mais antigas do clube, Battaglia não se esqueceu de lhe dedicar a vitória do jogo e de, mais do que isso, fazer um post nas redes sociais onde lamentava esta perda. Em alguns clubes, isto pode passar ao lado, mas para uma grande família como é o Sporting, estes (pequenos) grandes gestos são sinónimo de integração e respeito pela enorme instituição que é o Sporting Clube de Portugal.

Battaglia é um dos reforços mais acarinhados pelos adeptos leoninos Fonte: Facebook Oficial de Rodrigo Battaglia
Battaglia é um dos reforços mais acarinhados pelos adeptos leoninos
Fonte: Facebook Oficial de Rodrigo Battaglia

Em relação ao seu rendimento, os indicadores são os melhores e têm sido uma enorme surpresa para muitos sportinguistas. Battaglia é um jogador que ocupa sobretudo as zonas mais adiantadas do meio-campo, podendo jogar a oito ou até a dez. No entanto, com o grande rendimento que Bruno Fernandes tem apresentado a segundo avançado, Jorge Jesus tem usado Battaglia como o substituto de Adrien Silva na posição oito, onde se sente naturalmente confortável e sem dificuldades em ocupar espaços e distribuir jogo.

Face à ausência forçada de William Carvalho no início desta época, Battaglia ‘recuou’ para a posição seis e, mais uma vez, o seu rendimento foi bastante satisfatório. Na verdade, é nessa posição que melhor se percebe o porquê da sua alcunha ser ‘o tanque’, tal é a facilidade com que recupera bolas e se torna intransponível para os adversários. Como se essa versatilidade não chegasse, Jorge Jesus ainda viu Piccini lesionar-se e, sem Ristovski no banco, foi obrigado a recorrer a Battaglia. O argentino foi para a lateral-direita e, mais uma vez, foi esclarecido, não inventou e defendeu como se aquela tivesse sido sempre a sua posição de referência.

A chegada de Battaglia a Alvalade é, sem dúvida, uma mais-valia para o plantel leonino. Se Bruno César foi durante muito tempo o único bombeiro de serviço, agora é a vez de Battaglia mostrar que está disponível para jogar em qualquer posição e ainda por cima sem diminuir a sua qualidade exibicional. O argentino demorou para mostrar serviço em Portugal mas agora que pegou de estaca é muito difícil pará-lo.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Rodrigo Battaglia

Artigo revisto por: Beatriz Silva