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Manchester City e o modesto início de Premier

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Cabeçalho Futebol InternacionalSe olharmos para a classificação neste momento, este artigo parece logo, à partida, perder todo o significado ou sentido. Os ‘citizens’ estão no quarto lugar, com os mesmos pontos do segundo, Liverpool, terceiro, Huddersfield, e do quinto, West Brom e a dois do 100% vitorioso Manchester United, ao cabo de três jornadas.

Seria absurdo, também, apelidar de “medíocre” a performance dos homens comandados por Guardiola após duas vitórias e um empate que os colocam bem perto do topo da Premier League.

A leitura que este trabalho propõe é das dificuldades que a equipa demonstrou ao longo destes três encontros, onde só um dos cinco golos até agora marcados foi alcançado antes (bem antes) da parte final dos jogos.

Com um plantel, nas próprias palavras de Pep Guardiola, dos mais velhos da Premier League e da Europa, o plantel do City rejuvenesceu-se nesta janela de mercado veraneante. Muitas saídas, a maioria a custo zero e sete contratações que ultrapassaram os 200 milhões no plano do investimento, com destaque para o guardião, Ederson Moraes, os três laterais, Kyle Walker, Danilo e Benjamin Mendy e o extremo Bernardo Silva.

70, 65 e 70, respetivamente, foram os números percentuais de posse de bola, nada de surpreendente numa equipa orientada pelo catalão adepto do futebol total. 14-6, 19-7, 19-9, na ordem respetiva, foi o corolário favorável no que a remates efetuados e concedidos diz respeito nestas três jornadas.

Nas duas primeiras jornadas – Brighton (fora, vitória com dois golos nos últimos 20 minutos) e Everton (casa, equipa chegou ao empate aos 82’) – a equipa jogou em 3x1x4x2, enquanto em Bournemouth (fora, com o golo da vitória a chegar aos 90+7’) recuperou a linha defensiva a 4, em 4x3x3. Do primeiro para o segundo jogo, a grande diferença residiu nas laterais, com Danilo a jogar na ala esquerda e Walker na direita e no segundo Danilo na direita e Leroy Sané na esquerda.

Nas restantes posições, manteve-se a espinha dorsal: Ederson Moraes, Otamendi-Stones-Kompany na defesa, Fernandinho-De Bruyne-David Silva no meio-campo e Gabriel Jesus-Agüero no ataque.

O Manchester City cria muito no ataque, constrói várias formas de chegar ao golo, mas a finalização não tem a eficácia requerida Fonte: Premier League
O Manchester City cria muito no ataque, constrói várias formas de chegar ao golo, mas a finalização não tem a eficácia requerida
Fonte: Premier League

Na estreia em casa contra os ‘Toffees’, Walker foi expulso na primeira parte e a mudança para esta última jornada, viu John Stones sair e Otamendi-Kompany como a dupla de centrais, Mendy na esquerda e Danilo na direita, o meio-campo permaneceu o mesmo e, na frente, Sterling aberto na esquerda, Bernardo Silva na direita e Gabriel Jesus no meio.

No entanto, e Pep Guardiola tem sido repetitivo nas conferências de imprensa pós-jogos, sobretudo após o empate com o Everton, a equipa tem problemas em finalizar proficuamente. Passa grande parte do jogo no meio-campo adversário, cria muito pelos flancos, muito forte no jogo interior, com David Silva e De Bruyne, dois interiores ofensivos a aparecerem com facilidade a finalizar. Os alas, sobretudo com o sistema de três atrás, também têm muita chegada na área contrária, enfim…Muitas formas de chegada na baliza, mas sem a eficácia requerida.

Gabriel Jesus e Sergio Agüero são dois grandíssimos jogadores de ataque, mas, e depois de tão acentuado investimento na zona defensiva, fica a dúvida sobre se a posição mais avançada do terreno não deveria ter sido reforçada, e por lá também pode passar Sterling, que até é o melhor marcador da equipa no momento.

É verdade que o estilo de atacar de Guardiola não contempla homens do golo muito fixos, mas sim muito comunicativos com o meio-campo e os flancos, dando capacidade de permuta, mobilidade, imprevisibilidade e penetração ao carrossel da circulação de bola em ataque posicional.

Muito cedo para tirar já conclusões, mas, na última época, o melhor marcador na Premier League dos ‘citizens’ foi Kun Agüero, com 20 golos em 31 jogos, não fazendo parte do pódio de goleadores da principal divisão inglesa. Números nada impressionantes para um clube que quer ser campeão no melhor campeonato do mundo.

Gabriel Jesus chegou em janeiro último e, neste último encontro com o Bournemouth, num sistema que contemplava apenas um ponta de lança, o argentino foi o preterido.

A quarta jornada da Premiership começa sábado com um Manchester City – Liverpool. Um clássico. Ótimo para se avaliar com mais precisão esta versão de segundo ano da equipa de Pep Guardiola.

Foto de Capa: Premier League

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Uma modalidade em claro crescimento

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Cabeçalho modalidadesRecentemente saiu uma indicação de que Portugal irá ser sorteado para a fase final do campeonato europeu no pote 1, juntamente com a organizadora do já referido torneio continental, a Eslovénia, Espanha (a campeã europeia em título) e a vice-campeã mundial Rússia. Ora, juntando este fator à recente subida no ranking da UEFA para o terceiro lugar, que permitiu juntar um segundo representante na primeira edição da renovada Liga dos Campeões de Futsal, significa o crescimento brutal que esta fantástica modalidade tem tido nos últimos anos.

Graças à subida para o pote principal, na fase inicial do torneio temos o conforto de evitar os adversários já citados anteriormente, que são oponentes muito fortes, e mesmo no caso do país que recebe a fase final da competição, é sempre um rival indesejado nestas competições, como ficou provado na última edição do Euro, onde baqueámos perante a Sérvia e acabámos por ter uns quartos-de-final muito complicados, perante a Espanha, em função do segundo lugar na fase de grupos.

Atenção que mesmo assim existem conjuntos muito fortes nos potes mais baixos, com a Itália na linha da frente do segundo pote, seguida por Ucrânia, Azerbaijão e Cazaquistão.

Apesar de estarmos no principal pote, há adversários muito fortes nos outros potes, como a nossa “besta-negra”, a Itália Fonte: UEFA
Apesar de estarmos no principal pote, há adversários muito fortes nos outros potes, como a nossa “besta-negra”, a Itália
Fonte: UEFA

O último pote ainda não está definido, pois ainda faltam atribuir quatro vagas finais através dos play-offs, mas nenhuma das equipas que vai lutar pelos quatro últimos bilhetes tem melhor ranking que as sete equipas já qualificadas, pelo que já é uma certeza a reentrada no lote de melhores equipas pela primeira vez desde 2012.

Quanto a este torneio, disputado na arena Stozice, em Ljibliana, a nossa equipa deve finalmente libertar-se das amarras de partir como outsider e assumir inequivocamente e claramente que se perfila como um dos principais favoritos a levar o troféu para casa. É sabido que caso as coisas não saiam como esperado as críticas ao selecionador serão muitas e a sua manutenção enquanto treinador da equipa nacional fica altamente comprometida, logo este é claramente um teste de fogo à liderança de Jorge Braz nos destinos da seleção.

A matéria-prima existe e em grande quantidade e qualidade, resta a JB aproveitar aquilo que tem à sua disposição e transformar um conjunto muito forte de jogadores numa grande equipa, um pouco à semelhança daquilo que Fernando Santos fez no Euro 2016 de futebol.

Foto de Capa: Blogue Miguel Lourenço

Fogaceiros no caminho dos leões

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sporting cp cabeçalho 1Todas as épocas desportivas têm uma “equipa sensação”, uma formação que acaba por superar as expetativas dos críticos e que aparece nos lugares cimeiros da tabela classificativa. É certo, também, que essas “equipas sensação” requerem que a temporada já vá longa para que se afirmem como tal. Não há, por isso, “equipas sensação” em inícios de época. O estatuto de sensacionalidade ou revelação requer que as equipas atravessem algumas intempéries e, principalmente, que passem (com pontos) nos confrontos com os três grandes, adquirindo o prestigio de “tomba gigantes”.

O próximo adversário do Sporting para a Liga NOS é o Clube Desportivo Feirense. Não é ainda, pelas razões que acabei de enumerar, uma “equipa sensação” deste campeonato, ainda que possa vir a sê-lo. Façamos um breve raio X a esta equipa nortenha e foquemos alguns aspetos desse exame de diagnóstico à equipa fogaceira:

Posição na Liga: Ocupa atualmente o sexto lugar da tabela classificativa, com oito pontos, permanecendo sem qualquer derrota até à presente jornada: de um total de quatro jogos disputados, a equipa de Santa Maria da Feira regista dois empates (ambos nas duas primeiras jornadas, contra o Tondela e o Moreirense, respetivamente) e duas vitórias (a primeira em casa frente ao Paços de Ferreira, e a última no recinto do Desportivo de Chaves).

Nuno Manta Santos assumiu, durante a época passada,  comando técnico da equipa Fonte: CD Feirense
Nuno Manta Santos assumiu, durante a época passada, o comando técnico da equipa
Fonte: CD Feirense

Treinador: Nuno Manta Santos. Natural de Santa Maria da Feira, trabalhou sempre no clube local, desde os escalões de formação até chegar à equipa principal, que orienta agora. Conhece os cantos à casa e isso, certamente, não é de desvalorizar, face às recentes prestações da equipa que coordena. Manta Santos parece ser um treinador bastante pragmático: não inventa e aproveita o que tem dentro de portas.

Sistema/Filosofia de Jogo: Do ponto de vista do sistema tático, há variações de um sistema de 4x3x3 para um 4x2x3x1, consoante os momentos e as fases do jogo. A muralha defensiva do Feirense impede a equipa adversária de optar por um futebol criativo ou de construção. O reduzido espaço entre linhas que coloca faz com os jogadores adversários mais criativos tenham dificuldades em inserir-se no jogo.

A avaliar por aquilo que a equipa do Feirense fez nas últimas jornadas, a equipa de Manta Santos parece privilegiar um estilo de jogo que não assenta, nem na circulação, nem na posse de bola. Procura um futebol de contra-ataque, aproveitando as falhas das equipas adversárias para lançar a velocidade de alguns dos seus jogadores. O último jogo contra o Desportivo de Chaves foi bastante elucidativo disto que acabo de afirmar: a equipa teve menos remates e menos posse de bola do que os flavienses e, no entanto, ganhou por duas bolas a zero, em terras transmontanas.

Carta Aberta a Luís Felipe Vieira

cartaaberta

Senhor Presidente,

Findo mais um mercado de transferências, novo período destinado ao reforço da equipa para uma nova época, um novo ataque aos vários títulos em que o Benfica está todos os anos inserido, venho aqui expor os meus pensamentos, como benfiquista e cidadão livre.

É verdade que no mercado não andamos só nós por lá e, devido às épocas de elevado nível, os nossos colegas são abordados e aliciados a sair para outros horizontes, outros campeonatos, outras andanças, fazendo com que alguns deles acabem por nos deixar apenas as memórias no regresso ao trabalho para revalidar títulos e conquistar troféus. No entanto, cabe a nós, Benfica, fazer abordagens e aliciar também outros jogadores e transformá-los em novos colegas para ocupar o lugar dos que partiram de lágrima no olho e com um lugar no coração pintado de vermelho e branco. Porque cá ninguém é insubstituível, há que renovar, mantendo o mesmo nível, prevendo o futuro de modo a que no fim, o desfecho seja o mesmo que se verificou no final destas quatro épocas transatas.

Introduzindo o que quero por aqui falar, não em forma de crítica, mas em forma de análise, exponho aqui a minha visão como adepto que quer ver o Glorioso a conquistar, repetidamente, glórias, claro está.

Gabigol foi uma das transferências de última hora a chegar ao Benfica Fonte: SL Benfica
Gabigol foi uma das transferências de última hora a chegar ao Benfica
Fonte: SL Benfica

Sem nunca perder a fé no trabalho dos nossos atuais colegas, temo ver um Benfica à procura de soluções com as saídas. Vejo um defesa direito que só a 31 de agosto se juntou a nós, um Gabigol que ao lateral se fez acompanhar no mesmo dia. Vejo defesas centrais como Luisão e Jardel, veteranos, e Kalaica e Rúben Dias, iniciantes no nosso campeonato. Terá sido seguro não ter abordado este setor no mercado?

Vejo a baliza com um jovem de 22 anos à frente, um com 18 acabado de chegar e um veterano de 38 que recorrentemente se lesiona. Olhando para o futuro, estaremos prontos, mas para o agora será suficiente?

Vejo um Fejsa imperial, mas que tantas vezes nos tem de deixar o lugar vago por lesões, onde Samaris e Filipe Augusto desesperam por preencher. Não teria sido decente aliciar um jogador de topo para esta posição?

Vejo muitos jovens a combater por um lugar no onze, vejo posições com juventude pronta para se mostrar, para cometer erros infantis e os resolver para mostrar que são suficientemente bons para jogar no Benfica. Porque sim, é preciso estar num certo patamar para cá chegar, para cá jogar e defender as cores do manto sagrado. Não pode ser qualquer um a vestir esta camisola.

Está o plantel encarnado mais fraco do que no ano passado?

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sl benfica cabeçalho 1O mercado de transferências deste Verão trouxe algumas alterações à composição do plantel benfiquista. As saídas de Ederson, de Nelson Semedo e de Victor Lindelof foram as mais mediáticas.

Diz-se na gíria futebolística que o primeiro atacante de uma equipa é o guarda-redes e é mesmo por aí que vou começar este artigo: pela baliza.

Na temporada passada os adeptos do Benfica gabavam-se de ter um guarda-redes que atacava; muitas foram as vezes em que isolou os avançados da equipa. Já esta época nem podem afirmar com total segurança que há um dono da baliza, porque, de facto, não há. Tanto Bruno Varela como Júlio César, ou até mesmo Svillar, têm possibilidade de o ser.

E se para a baliza não há dono para a defesa pouco a situação melhora. Com a saída de Lindelof e de Nelson Semedo, o único jogador que permaneceu intacto na linha defensiva foi o capitão Luisão, ainda que Grimaldo não o seja por razões físicas.

É a partir do meio-campo que o caso se transfigura. Com várias opções válidas para ocuparem o “miolo” do terreno e as linhas de ataque, a equipa está bem e recomenda-se – o que parece contraditório face ao número algo invulgar de lesões que têm afectado o plantel.

Seferovic tem sido o reforço em destaque Fonte: SL Benfica
Seferovic tem sido o reforço em destaque
Fonte: SL Benfica

Dos jogadores que abandonaram o clube nenhum era peça-chave no esquema de jogo de Rui Vitória – ressalva para o grego Mitroglou, que, embora substituído, e bem, por Seferovic, foi autor de 52 golos encarnados num total de 88 jogos realizados.

Já dos que chegaram há a destacar, naturalmente, o suíço Seferovic e, já nas últimas transferências do mercado, o jovem brasileiro Gabriel Barbosa. Crê-se que ambos sejam jogadores capazes de acrescentar qualidade técnica ao jogo ofensivo encarnado ao mesmo tempo que oferecem soluções para os diferentes momentos do jogo.

Respondendo à questão que introduz o artigo, acredito que o plantel está mais fraco – perdeu jogadores com qualidade acima da média que garantiam uma intensidade superior ao jogo –, embora se tenha tornado mais homogéneo. O valor do plantel vai permitir que, quando forem chamados a jogo, os jogadores consigam manter a qualidade de jogo, o que não acontecia na época passada – não porque eram mais fracos mas sim porque, de facto, havia jogadores com um nível competitivo acima daquele que a liga portuguesa oferece.

Foto de Capa: SL Benfica

O Passado Também Chuta: A época do “quase” em Castelo Branco

o passado tambem chuta

Castelo Branco é um dos distritos em Portugal que há mais tempo não coloca qualquer equipa no principal escalão do futebol português. A última presença de um clube originário deste distrito na primeira divisão foi em 1987/1988, sendo que, apesar de ser um distrito que possuiu algum historial de primeira divisão e até no futebol português, uma vez que possui uma presença na final da Taça de Portugal, em 1956/1957, e 15 presenças no escalão cimeiro, é um único clube que acumula esse todo historial do distrito de Castelo Branco, de seu nome Sporting Clube da Covilhã.

Porém, tal não significa que outros clubes do distrito de Castelo Branco não tenham tentado e não tenham estado perto de alcançar a primeira divisão. Houve até um clube que se destacou nessa luta e de uma forma que dificilmente os albicastrenses tão cedo se esquecerão, falo do Sport Benfica e Castelo Branco, obviamente, e da sua época dramática em 1990/1991 na antiga Liga de Honra (actual Segunda Liga).

Mas, e antes de falarmos desta fatídica época para Castelo Branco, acho importante dar a conhecer melhor o clube através de algumas curiosidades que “afectam” o nosso futebol actual e que têm ao Sport Benfica e Castelo Branco alguma ligação. O Sport Benfica e Castelo Branco foi fundado em 1924, sendo a sétima filial do Sport Lisboa e Benfica, o que cedo veio a estabelecer a rivalidade regional entre o Sporting regional, ou seja, o Sporting Clube da Covilhã.

A história do clube é maioritariamente feita entre a extinta terceira divisão e a antiga Segunda B (actual Campeonato Nacional de Seniores) , onde o Sport Benfica e Castelo Branco conta com 34 presenças. Umas das curiosidades históricas que rodeiam este clube são o facto de Jorge Jesus, actual treinador do Sporting CP, lá ter feito uma temporada em 1988/1989 como jogador tendo como seu treinador… Miguel Quaresma, sim esse mesmo, um dos seus adjuntos no Sporting CP e que acompanha Jorge Jesus desde o Estrela de Amadora.

Época 1988/1989, Jorge Jesus (na fotografia) conhecia o seu actual adjunto Miguel Quaresma (treinador/jogador) em Castelo Branco Fonte: Blog Museu do Futebol
Época 1988/1989, Jorge Jesus (na fotografia) conhecia o seu actual adjunto Miguel Quaresma (treinador/jogador) em Castelo Branco
Fonte: Blog Museu do Futebol

Jorge Jesus como médio e Miguel Quaresma como treinador/jogador fizeram parte do elenco do Benfica de Castelo Branco em 1988/1989, uma amizade que começava em Castelo Branco e que se prolongaria até aos dias de hoje. O conhecimento que Miguel Quaresma demonstrará durante a sua temporada em Castelo Branco convencerá Jorge Jesus a confiar nele para seu adjunto bem desde cedo, Miguel Quaresma tinha iniciado a sua primeira experiência como treinador principal à frente do Sport Benfica e Castelo Branco em 1987/1988 mantendo-se até 1989/1990, quando viria a ser substituído por Mourinho Félix, pai de José Mourinho, na mesma altura em que Jorge Jesus começava a sua primeira aventura como treinador principal no Amora FC.

Processos antigos (e bem definidos) são a base de uma boa pré-época

sporting cp cabeçalho 2

Durante a habitual paragem depois de uma época que foi desgastante a vários níveis, o futsal do Sporting Clube de Portugal começou desde logo a preparar a temporada que agora se avizinha. Oficialmente, a competição ‘a doer’ já começou e as primeiras indicações foram muito positivas para além, obviamente, da confirmação da qualidade dos atletas que compõem o plantel desta modalidade. Desde logo, os regressos de Cardinal e, sobretudo, de Divanei animaram muito a massa associativa, que tem cada vez mais esperança na conquista do título europeu, algo que já nos foge há alguns anos, não por falta de qualidade mas talvez por falta de sorte no momento-chave da competição.

Cardinal saiu ‘a mal’ com a direção leonina e com os adeptos depois de um tremendo desrespeito para com o clube. No entanto, é certo que todos reconhecemos a sua qualidade com os pés e essa foi a razão maior que o fez voltar e que fez com que Bruno de Carvalho aceitasse um simples pedido de desculpas para normalizar a questão e reatar relações com o jogador. Para já, Cardinal ainda parece estar numa fase de adaptação às ideias de Nuno Dias (apesar de já conhecer o clube e o treinador), que certamente evoluíram ao longo destes últimos anos e que têm variantes face aos anos em que Cardinal passou pelo futsal do Sporting.

No lado oposto, em termos de preferências temos Divanei, um talento puro e muito adorado pelos adeptos ao ponto de ter deixado saudades quando decidiu ir jogar para o Kairat Almaty. Felizmente, as boas relações criadas pelo jogador brasileiro dentro do clube permitiram o seu regresso que, tal como o próprio já fez saber, era um objetivo pessoal devido ao respeito que tem pelo Sporting e pela sua massa associativa que o fazem sentir em casa.

Olhando para a pré-época do Sporting, os resultados foram mais do que positivos e é quase obrigatório concordar com Joel Rocha, treinador do grande rival, que lembra que o Sporting é “bi-favorito” para o campeonato que começa no próximo Sábado. Nuno Dias tem a estabilidade que arrecadou ao longo dos últimos anos no comando dos leões e isso torna tudo mais fácil porque o conhecimento entre jogadores e técnico é profundo e os princípios de jogo estão muito bem enraizados. Tal como em épocas anteriores, as entradas têm sido cirúrgicas, com vista a melhorar a qualidade geral da equipa ou por necessidade de colmatar saídas, tal como aconteceu este ano com Leo Jaraguá.

Nuno Dias parte para a sua sexta época de leão ao peito Fonte: Facebook Oficial Sporting CP - Futsal
Nuno Dias parte para a sua sexta época de leão ao peito
Fonte: Facebook Oficial Sporting CP – Futsal

Se olharmos para a prova mais exigente em que o Sporting entrou nesta pré-época, a Record Masters Cup, foi possível ver que o plantel tem uma estrutura que lhe permite competir com os melhores da Europa da modalidade. Logo nas meias-finais, os leões defrontaram o Inter Movistar e conseguiram arrecadar uma vitória por 4-3 que deixou boas indicações para o futuro e, principalmente, para a UEFA Futsal Cup. No dia seguinte, o Barcelona foi o adversário do Sporting e, desta vez, foram os verde e brancos quem perderam por 4-3. No entanto, o golo dos espanhóis apenas foi marcado a sete segundos do final da partida, o que mostra bem o equilíbrio do jogo e a capacidade do Sporting de reagir à desvantagem no marcador, já que começaram o jogo a perder mas ao intervalo já tinham dado a volta ao resultado. Obviamente que os jogos de pré-época são um mero indicador e os resultados pouco interessam, mas, acima de tudo, o Sporting já demonstrou uma maturidade competitiva muito interessante numa fase da época que é sempre muito crítica devido ao cansaço acumulado.

Por fim, no passado fim-de-semana, o Sporting disputou a Supertaça de futsal frente ao Benfica. Neste caso, o adversário é alguém do nosso campeonato e que, em princípio, será o principal opositor na luta pelo tricampeonato. Mais uma vez, o Sporting mostrou ser uma equipa sólida, pronta para os desafios do jogo e conquistou o primeiro troféu oficial da época, porque foi mais competente e mais eficaz, mesmo tendo jogadores muito importantes de fora, como são os casos de Cavinato ou Fortino. Aliás, duas opções técnicas como manter Cavinato e Fortino na bancada e Divanei só entrar no fim do primeiro tempo revelam bem a qualidade dos jogadores à disposição de Nuno Dias. Os dados estão lançados e as bases estão criadas. O Sporting 2017/18 está aí, estreia o Pavilhão João Rocha no próximo fim-de-semana e todos desejamos que em Maio a festa seja verde e branca.

Foto de Capa: Facebook Oficial Sporting CP – Futsal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

23.ª Jornada do Girabola 17: Apenas o Petro ficou a sorrir no final

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Cabeçalho Futebol InternacionalMais um fim-de-semana, mais uma ronda do Girabola´17. A 23ª jornada do campeonato angolano decorreu no passado fim-de-semana, dias 2 e 3 de setembro, e trouxe ainda mais incertezas em relação à decisão do título. Dos quatro candidatos ao título, apenas o Petro de Luanda venceu o seu jogo e aproveitou para ganhar alguma vantagem em relação à concorrência – 1º de Agosto, Kabuscorp e Rec. Libolo.

Ora, a equipa petrolífera recebeu e bateu o Recreativo da Caála por 3-0. Na partida disputada no Estádio 11 de Novembro, o destaque vai para o avançado Tiago Azulão, que bisou no encontro e cimentou, assim, a sua liderança na lista de melhores marcadores, com um total de 13 golos. Com esta vitória, o Petro alcançou os 50 pontos e poderá subir ao primeiro lugar, caso vença o seu jogo em atraso, frente ao ASA na próxima quarta-feira, dia 6.

O campeão em título, o 1º de Agosto, não foi além de um empate frente ao último classificado, o Santa Rita de Cássia. No Uíge, os Militares até foram para o intervalo a vencer pela margem mínima, mas permitiram o empate logo no início da 2ª parte. No final do jogo, a equipa de casa ficou com mais motivos para sorrir, dado que garantiu um ponto importante na luta pela permanência no Girabola.

Resultados da 23.ª jornada do Girabola´17 Fonte: Facebook do Girabola Zap
Resultados da 23.ª jornada do Girabola´17
Fonte: Facebook do Girabola Zap

O jogo de destaque da jornada colocou frente a frente o Recreativo do Libolo e o Kabuscorp do Palanca. No Calulo, a expetativa era enorme entre os adeptos das duas equipas para o embate entre os dois crónicos candidatos ao título, mas o jogo não teve golos e terminou empatado a zero. Com este resultado, ambos os clubes atrasaram-se ainda mais na discussão do título, quando faltam apenas seis jornadas para se jogar.

Quem não parece acusar a pressão dos quatro candidatos ao título é o Sagrada Esperança. Atualmente no 3.º lugar da classificação, a equipa treinada pelo turco Ekrem Asma bateu o Académica do Lobito por 2-1 e continua a provar que é a “Equipa-Revelação” da edição 2017 do campeonato angolano.

Em jeito de conclusão, no final da jornada, o único que teve motivos para sorrir foi o Petro de Luanda, mas até final tudo se mantém incerto quanto ao futuro campeão angolano. As próximas jornadas poderão ajudar a dissipar todas as dúvidas na frente do campeonato.

 

Foto de Capa: Girabola Zap

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Sporting CP conquista lugar na EHF Champions League

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Cabeçalho modalidades O Sporting CP conseguiu um lugar no grupo D da fase de grupos da maior competição de clubes a nível europeu, após derrotar o Apla HC Hard no prolongamento, cumprindo, assim, um dos objetivos da época.

Os “leões” começaram o jogo algo desconcentrados e nervosos, o que levou a que cometessem algumas falhas técnicas que permitiram que o Apla HC Hard conquistasse uma vantagem de três golos. A primeira linha dos austríacos esteve muito forte durante a primeira parte e o Sporting CP não conseguiu responder e foi a grande exibição (mais uma vez) do croata Matej Asanin que permitiu que o jogo fosse empatado para o intervalo.

Na segunda parte, foi a vez da equipa de Hugo Canela aproveitar as falhas técnicas do Apla HC Hard para se chegar à frente no marcador, fazendo um parcial de 5-0 em sete minutos, numa altura em que o reforço brasileiro, Filipe Borges, esteve em grande nível. Apesar de apresentar queixas no joelho direito, Asanin continuou a apresentar-se em grande plano, impedindo que os austríacos ganhassem vantagem devido às suas dores. Janko Bozovic teve hipóteses de impedir que o jogo seguisse para o prolongamento, mas falhou o remate no instante final.

A experiência de jogadores como Tiago Rocha e o ambiente que se vive na equipa levaram a equipa mais além em alturas de maior dificuldade Fonte: Sporting CP
A experiência de jogadores como Tiago Rocha e o ambiente que se vive na equipa levaram a equipa mais além em alturas de maior dificuldade
Fonte: Sporting CP

No prolongamento, o Apla HC Hard já não se encontrava nas melhores condições físicas, o que deu alguma vantagem ao Sporting. No entanto, o treinador Petr Hrachovec fez algumas mudanças táticas, que permitiram que a sua equipa continuasse na luta pelo jogo – mudou o sistema defensivo para uma marcação 1×1, em detrimento de uma marcação à zona, jogou sem guarda-redes em alguns momentos, apesar da grande quantidade de golos dos leões. O marcador do golo decisivo foi Frankis Carol, mas Matej Asanin ainda impediu que os Austríacos chegassem ao empate com (mais) uma defesa decisiva.

O Sporting CP irá juntar-se ao HC Metalurg, Montpellier, Chekhovskie Medvedi, Motor Zaporozhye e Besiktas.

A grande exibição de Matej Asanin, o plantel mais forte e capaz que os adversários, a paixão e a boa visão do jogo de Hugo Canela e a vontade de vencer por parte de toda a equipa foram fatores decisivos para a equipa leonina voltar à elite do Andebol 16 anos depois.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Que sofrimento!

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Cabeçalho modalidadesNa edição de hoje do DN12 destaque para a vitória tangencial de Portugal sobre a França por 6-5, o que lhe garantiu a passagem da fase de grupos do Mundial de Hóquei em Patins. Jogo onde ficou expresso que os jogadores orientados por Luís Sénica têm de dar muito mais ou habilitam-se a ser surpreendidos por Moçambique.
Também neste programa podem saber os resultados do dia, o emparelhamento dos quartos de final e ainda algumas notas rápidas sobre outras modalidades.

Foto de Capa: Marzia Cattini