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Será este Benfica suficiente para o ‘Penta’?

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sl benfica cabeçalho 1O mercado de transferências fechou. Nesta reta final de compras e vendas, contra todas as esperanças dos adeptos ‘encarnados’, o resumo mais rápido de fazer é: o Benfica não reforçou o eixo defensivo do plantel. Saiu Ederson e entraram Bruno Varela e Svilar. Saíram Lindelof e Nélson Semedo e apenas entrou Douglas. Saiu Mitroglou e entrou Seferovic. Carrillo foi emprestado e entrou Willock. Chegaram também à Luz Chrien, Krovinovic e Gabigol.

Na baliza, a verdade é que, para substituir Ederson, qualquer contratação ficaria aquém do guarda-redes brasileiro, que habituou os Benfiquistas ao melhor que havia no campeonato português. Há, portanto, que aceitar o regresso de Bruno Varela, que provavelmente fará parte do onze titular desta época, e aguardar pela sua evolução progressiva, sem esquecer que é um guarda-redes muito jovem, ainda com muita experiência para ganhar. No que diz respeito a Svilar, a expetativa é quase a mesma. Vindo do Anderlecht, o novo guardião das ‘águias’ é considerado uma das grandes promessas do futebol belga. Mas tem apenas 18 anos e não deixa de ser uma contratação feita com vista a médio-longo prazo. A idade e as lesões de Júlio César fazem antever a sua saída talvez na próxima época (Paulo Lopes encontra-se na mesma situação). Falta experiência nas redes do Benfica, mas, em contrapartida, há sangue novo.

Após a saída de Lindelof, e sem qualquer contratação na defesa central, a dupla titular desta época será composta por Jardel e Luisão. Esta pode também ser a última época do capitão, por razões óbvias. E quem, durante a temporada, substituirá Jardel, um jogador com lesões sucessivas? Lisandro López não é, de todo, suficiente.

Ainda na linha defensiva, saiu Nélson Semedo. André Almeida, que lá vai cumprindo como pode, saltou para o onze. E chegou Douglas, do Barcelona, a título de empréstimo. Não me parece que a aposta num jogador que é considerado uma das piores contratações do Barça fosse aquilo de que o Benfica precisasse mas, enquanto o clube da Luz for ganhando, as injustificações de contratações deste estilo pouco ou nada vão sendo levadas a sério. É que Douglas em quase nada se mostra melhor que André Almeida.

Mitroglou foi a grande surpresa do mercado Fonte: Goal.com
Mitroglou foi a grande surpresa do mercado
Fonte: Goal.com

Salvio, Zivkovic, Cervi e Rafa… No meio de um leque de extremos desta qualidade, Carrillo não se conseguiu afirmar de águia ao peito e seguiu para o Watford de Marco Silva por empréstimo. Para as alas chegaram ainda o jovem Diogo Gonçalves, Willock e Gabigol, emprestado pelo Inter. Tantos, tantos extremos… Gabigol veio para substituir o titular Salvio na ala direita? Caso contrário, qual é o objetivo máximo desta contratação? Ter minutos como avançado e fazer Jiménez sentar-se no banco? A chegada do brasileiro é uma incógnita e só o tempo dirá o que pode acontecer.

O Benfica tem tantas opções para o ataque que se deu ao luxo de vender o melhor goleador da época passada! Mitroglou rumou ao Marselha e a dupla atacante deste ano será Jonas e Seferovic. A verdade é que, este ano, Mitroglou seria uma 4.ª opção na frente de ataque, e a sua saída acaba por ser justificável e aceitável, apesar de tantas vezes ter sido decisivo nos dois anos em que cá jogou. No entanto, resta saber se Seferovic, que acabou de chegar, dará conta do recado.

Há certas vendas e compras no Benfica que não se entendem. Um clube que quer ser pentacampeão não pode lutar pelo título com tantos “vamos ver o que acontece” na gestão do plantel. Perdem-se vários titulares e as compras não suprimem as vendas. O Benfica entrou numa zona de conforto que o leva a pensar que o que tem é suficiente para ganhar, mas a estrelinha da sorte não anula a competição do campeonato, que este ano se prevê muito mais equilibrado. Se o Benfica quer mesmo ser pentacampeão, qualquer venda de mais um jogador titular no mercado de inverno será improcedente. E provável é que os Benfiquistas passem uma época de coração nas mãos. Mas não será fácil para ninguém.

Foto de Capa: SL Benfica

Emagrecer e ficar por aí…

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fc porto cabeçalho

Findou o mercado de transferências sem que no Dragão se registasse qualquer reforço de última hora para o plantel principal. A estratégia destes últimos meses foi bem clara e passava por operar um emagrecimento brutal no número de jogadores excedentários sem, porém, colocar em causa o objetivo de conquistar o título. Numa primeira análise, esse objetivo parece ainda bem ao alcance com o grupo atual, mas a expetativa era grande e, após as movimentações que se foram vendo, seria mais ao menos expectável que à invicta poderiam chegar, pelo menos, um defesa central, um extremo e um avançado. Mesmo não sendo imprescindíveis, trariam mais opções a um plantel que, na sua generalidade, me parece manifestamente curto.

A saída de Rui Pedro causou surpresa Fonte: FC Porto
A saída de Rui Pedro causou surpresa
Fonte: FC Porto

É no centro do setor defensivo que começam as primeiras (ligeiras!) preocupações. Marcano e Felipe são a dupla inquestionável do momento e, como nenhum deles saiu, a ida ao mercado não se tornou indispensável. Já para a substituição de um deles aparece Diego Reyes, um jovem com potencial e que se destacou muito bem nas últimas passagens por Espanha. Não estamos, porém, livres do azar de ver os dois centrais titulares lesionarem-se ao mesmo tempo e, nesse caso, Sérgio Conceição teria de proceder a um conjunto de adaptações que em pouco beneficiaria a equipa. Nas laterais não razões para alarmismos face às permanências de Alex Telles e Ricardo, bem substituíveis por Layún e Maxi, respetivamente.

No meio campo creio que nada há a apontar às opções atuais, mas o mesmo já não se pode dizer do leque disponível para o ataque. Começando pelas alas, Brahimi e Corona, mesmo sendo extremos, variam muito do seu jogo para o centro do terreno e sobra enão Hernâni para verticalizar um pouco mais o jogo dos azuis e brancos. Creio que mais um extremo com velocidade e técnica apurada seria de extrema importância nesta equipa, mas…estão caros. Sobra depois Otávio que, à imagem de Yacine e Jesús, e jogando a extremo, parte sempre para o meio, pelo que neste esquema de Sérgio Conceição o brasileiro afigura-se mais como um número dez ou segundo avançado.

Por fim, no setor atacante, os regressos de Aboubakar e Marega vieram colmatar as saídas de André Silva e Depoitre. A parceria do camaronês com Soares promete fazer faísca, mas é Marega quem tem dado conta do recado neste arranque de época. Marega que, no fundo, nem é um ponta de lança puro, pelo que ao FC Porto faltaria mais uma opção nesse sentido, tendo em conta até a cedência do jovem Rui Pedro ao Boavista.

La Liga em duas jornadas

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Cabeçalho Liga Espanhola

Analisar duas jornadas é, incircunstancialmente, uma escassa amostra seja do que for. Todavia, há sempre sinais extraíveis que, analisados, carecerão de confirmação indiciadora num futuro próximo.

Alicerçados neste ponto de partida, partamos, dessa forma, para uma postura rastreadora daquilo que foram as duas primeiras jornadas da La Liga.

Bom, começando pelos ‘más grandes’, deparamo-nos com o Barcelona à frente de Real e Atlético de Madrid. Se os ‘blancos’ cederam um empate em casa diante o Valencia (2-2) no passado domingo, os ‘colchoneros’ haviam empatado na Catalunha, pelo mesmo resultado, na primeira jornada, frente ao estreante Girona, num jogo em que perdiam por 2-0 e chegaram ao empate no último quarto de hora, numa altura em que jogavam em inferioridade numérica, por expulsão de Griezmann. Todavia, a resposta chegou sob a forma de goleada, no segundo jogo do campeonato, em Las Palmas (5-1).

Estes dois empates dos emblemas madrilenos mostram do lado do ‘Atleti’, a bravura que tanto caracteriza o exército de Simeone, e do lado ‘merengue’ escondem uma equipa que esbanjou um sem número de ocasiões de golo contra um adversário eficaz. Do lado blaugrana, dois resultados pelos mesmos números (2-0), em casa e fora, numa formação sem o lesionado Suárez e ainda em fase de luto-Neymar. Tem sido o regressado Deulofeu e Sergi Roberto, dois ‘canteranos’ a apoiar Leo Messi no ataque. Uns ‘blaugrana’ ainda em fase de novo embrião identitário.

A par do vice-campeão espanhol, estão Leganés e Real Sociedad. Os ‘pepineros’ da capital, que na época transata haviam-se quedado na 17ª posição, 4 pontos acima da linha de água, amealharam duas vitórias pela margem mínima (1-0), Alavés, em casa, e Espanhol, fora. Já a formação do País Basco teve dois respeitosos resultados, em Vigo (3-2), diante do Celta que na última temporada esteve perto de chegar à final da Liga Europa e um 3-0 caseiro frente ao Villarreal, equipa que terminou em 5º lugar, 3 pontos acima da equipa de Sán Sebastián na última época. Um “duelo europeu”, portanto.

A contundente vitória (3-0) diante do Villarreal confirmou o auspicioso arranque da Real Sociedad, atual líder da ‘La Liga’ Fonte: La Liga
A contundente vitória (3-0) diante do Villarreal confirmou o auspicioso arranque da Real Sociedad, atual líder da ‘La Liga’
Fonte: La Liga

Com um começo também bem positivo e beneficiando de dois jogos em casa, estão os promovidos Girona e Levante. O estreante catalão empatou o Atlético de Madrid e, na última jornada, venceu mesmo o Málaga no Estadio Municipal de Montilivi. Já os ‘azulgranas’ de Valencia, com os mesmo 4 pontos, derrotaram o Villarreal e empataram com o Deportivo da Corunha.

O Valencia, que tem andado arredado das contas cimeiras da tabela, foi buscar um empate ao Santiago Bernabéu e, de seguida, recebe o Atlético de Simeone. Veremos se o resultado da equipa de Marcelino Toral na casa do campeão foi apenas uma ocasião fortuita. Ainda sem dar para perceber se podemos contar com ambiciosos propósitos, são os casos do renovado Sevilla de Berizzo e o sempre candidato a contas europeias Atlético de Bilbao, também ambos com uma vitória e um empate.

No plano das deceções estão Villarreal e Celta de Vigo. O ‘submarino amarelo’ de Rúben Semedo tem duas derrotas fora de portas, quatro golos sofridos e nenhum marcado. Vida, para já, difícil para Fran Escribá. Nada melhor está situação da armada dos Balaídos, orientada por Juan Carlos Unzué. Depois da derrota em casa diante do líder, a equipa foi perder, novamente pela margem mínima (2-1), na Andaluzia, diante o Bétis.

Caro leitor, não encare este artigo como uma análise, mas apenas como umas captações de sinais de momentos e formas das equipas. É que ainda faltam 36 jornadas para jogar e o mercado está quase a fechar….outro fator a ter em conta e a explorar daqui a umas semanas.

Foto de Capa: La Liga

Desculpas orçamentais: Lamuriar para quê?

Cabeçalho Futebol NacionalPara quem acompanha o campeonato português, não é novidade nenhuma que existe um grande fosso entre os três grandes e as restantes equipas do nosso campeonato, principalmente do ponto de vista financeiro.

E, francamente, eu até creio que do ponto de vista desportivo, essa disparidade até se tem acentuado mais no início deste campeonato, por duas razões: primeiro, este foi o primeiro campeonato desde 1994/1995 em que os três grandes venceram nas três primeiras jornadas; segundo, após quatro jogos disputados, ainda há cinco equipas neste campeonato que ainda não têm qualquer vitória.

Entre essas equipas que ainda não provaram o sabor da vitória, está o Moreirense FC treinado por Manuel Machado. O técnico de 61 anos sempre se destacou pela forma peculiar como utiliza as palavras, e também por ser um crítico activo do grande fosso financeiro entre os três grandes e as restantes equipas do campeonato.

Já o treinador do SC Braga Abel Ferreira tinha feito referência ao mesmo assunto aquando da derrota contra o SL Benfica na Luz na primeira jornada do campeonato. E o técnico do Moreirense dedicou a sua conferência de imprensa após a derrota no Estádio do Dragão a fazer referência a esse fosse financeiro, afirmando com veemência que isso merece uma reflexão.

Manuel Machado sempre foi um crítico ativo dos critérios de desigualdade no nosso futebol Fonte: Moreirense FC
Manuel Machado sempre foi um crítico ativo dos critérios de desigualdade no nosso futebol
Fonte: Moreirense FC

Como já aqui disse, Manuel Machado costuma chamar a atenção da imprensa e dos adeptos do futebol com os seus discursos. No entanto, creio que esta época ele tem sido particularmente infeliz nas suas intervenções. Primeiro, ao no início desta época ter sacudido a água do capote ao afirmar que nunca despromoveu um clube; segundo, ao com as declarações após o jogo contra o FC Porto, ter desviado as atenções de uma derrota pesada, num jogo em que a sua equipa não mostrou armas nem argumentos para fazer frente ao adversário.

Mas pegando nestas “desculpas orçamentais”, existem duas questões que devem ser esclarecidas. A primeira das quais, será que essa disparidade de recursos serve de desculpa para os maus resultados?

BnR Deadline Day: A agitação habitual… com direito a prolongamento

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Cabeçalho Futebol Nacional

Encerrou hoje um mercado de transferências que se mostrou bastante ativo para os emblemas nacionais. Desde o início até aos momentos finais do último dia, o mercado foi agitado para os dois dos três grandes do nosso futebol, tendo o Futebol Clube do Porto sido o clube que menos operou, principalmente no que toca a entradas. Os dragões construíram um plantel para atacar a nova época assumindo uma conjuntura de estabilidade. Aos jogadores mais importantes da época transata, somou-se o regresso de alguns emprestados que têm tido papel muito importante neste início de temporada. Ricardo Pereira rapidamente ganhou o lugar de defesa direito a Maxi Pereira, Aboubakar substituiu com sucesso André Silva e Marega tem desempenhado um papel importante, sendo a alternativa principal à dupla de avançados titular. No que concerne a contratações há apenas a registar o ingresso do guarda-redes Vaná ex-Feirense. Quanto a saídas, destaque para os muitos milhões que entraram nos cofres devido às transacções dos passes de André Silva (AC Milan) por 38 milhões de euro, e Ruben Neves por 18 milhões de euros (Wolverhampton).

Nos clubes da capital, o mercado foi mais agitado, e trouxe ao Sporting uma defesa quase totalmente nova, com a entrada de Piccini, Coentrão e Mathieu, sendo estes dois últimos nomes bastante sonantes, vindos de Real Madrid e Barcelona. O meio campo foi também reforçado com Battaglia e Bruno Fernandes, sendo este a grande figura do início da época Sportinguista. Os 8,5 milhões de Euros pagos pelo clube de Alvalade tornaram-se baratos face ao alto rendimento demonstrado pelo médio ex-Sampdoria. No ataque, destaque também para Acuña, que já foi eleito o melhor jogador do campeonato argentino e chegou para agarrar um lugar na extrema esquerda. Na frente, chegou também Dumbia para ser a sombra de Dost. Quanto às saídas, durante esta janela de mercado, pairou sempre a possibilidade dos campeões europeus William e Adrien abandonarem o clube a troco de muitos milhões de euros. Adrien saiu para o Leicester, William ficou… para já.

Ao lado na segunda circular, o Benfica esteve ativo principalmente no que diz respeito a saídas de jogadores, com muitos milhões de euros vindos de Manchester a reforçarem os cofres encarnados. O central Lindelof rendeu 35 milhões ao transferir-se para o United, enquanto que Ederson valeu 40 milhões ao assinar pelo Manchester City. A saída de Nelson Semedo para o Barcelona também fez ganhar 30 milhões de euros, enquanto que Mitroglou rendeu ainda mais 15 milhões de euros ao assinar pelo Marselha. Quanto a contratações, a baliza foi reforçada com o regresso de Bruno Varela à casa que o formou, e com Mile Svilar, um belga de 18 anos a quem auguram um grande futuro. Na defesa chegou Douglas do Barcelona para a vaga do português que tinha seguido o caminho inverso. O meio campo ganhou novas soluções com por exemplo Filipe Augusto e Krovinovic, e o ataque conta com o reforço em maior destaque até ao momento Haris Seferovic, além de Gabriel Barbosa, cujo empréstimo pelo Inter de Milão foi oficializado já nas últimas horas do mercado.

Gabriel Barbosa foi cedido pelo Inter ao SL Benfica Fonte: FC Inter
Gabriel Barbosa foi cedido pelo Inter ao SL Benfica
Fonte: FC Inter

Nos principais clubes do Minho as alterações nos planteis também foram em larga escala. O Sporting de Braga renovou a sua defesa com a entrada de Jeferson e Esgaio (ambos ex-Sporting), e Raúl Silva (ex-Marítimo). No meio campo destaque para as entradas de Fransérgio, Danilo e André Horta que chega por empréstimo para se juntar ao seu irmão Ricardo que entretanto assinou a titulo definitivo pelos braguistas. Nas ultimas horas do mercado, acabaram também por assegurar mais um reforço importante para o miolo do terreno, com o empréstimo do portista João Carlos Teixeira. Na frente, destaque para Paulinho, que saltou da segunda liga para agarrar um lugar no onze neste início de temporada, Dyego Sousa (ex-Marítimo), e o regresso de Fábio Martins. Bruno Xadas, jovem recém-promovido à equipa principal, tem sido o principal destaque. Esta janela de mercado deu ainda para os arsenalistas garantirem a entrada de capital, com a Lázio a pagar 26 milhões de euros pelos jovens Pedro Neto e Jordão. O Fulham pagou também cerca de 9 milhões por Rui Fonte, sendo que o Braga detinha metade do passe do jogador.

Em Guimarães o plantel também sofreu grandes alterações, com principal destaque para as saídas de Josué Sá para o Anderlecht, Bruno Gaspar para a Fiorentina, Zungu para o Amiens, e Marega e Hernani que regressaram ao Porto após empréstimo. Relativamente a entradas, no ataque a equipa vitoriana conseguiu dois reforços que poderão ter papéis bastante importantes ao longo da temporada, Óscar Estupiñán e Heldon. No meio campo, destaque para Wakaso, ganês já com grande experiência de primeira liga, e Francisco Ramos, jovem promessa ex-FCPorto. Na defesa, chegou também o internacional venezuelano Victor Garcia, também ex-portista.

Foi portanto um mercado de transferências com bastante emoção, que se estendeu até aos últimos minutos do dia. Mais uma vez, treinadores e dirigentes criticaram o facto de haver mercado aberto já com a época em andamento, mas no entanto esta situação dever-se-á manter desta forma, tornando ainda mais emocionante a abertura das épcoas.

David Vinagreiro

As Meias-Finais dos Mundiais de Hóquei em Patins

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Cabeçalho modalidades

O DN12 é um programa desportivo com grande foco no Hóquei em Patins. Contudo, também aborda acontecimentos importantes noutras modalidades. Não podes perder a final do Mundial de Sub-20 de Hóquei em Patins inserido nos Roller Games que se estão a disputar na China.

Portugal 5-1 Ilhas Faroé: Quem tem Ronaldo tem tudo

Cabeçalho Seleção Nacional

Em dia de fecho do mercado de transferências, as atenções voltaram-se – ou dividiram-se, vá – durante 90 minutos para o Estádio do Bessa, onde a seleção portuguesa recebia a congénere das Ilhas Faroé. Sessenta dias depois do jogo contra o México, que valeu o terceiro posto na Taça das Confederações, os comandados de Fernando Santos voltavam a entrar em ação, num encontro a contar para o Grupo B da Fase de Apuramento para o Mundial de 2018.

Depois de uma vitória contundente por 6-0 no jogo disputado no Tórsvøllur, em Tórshavn, a seleção nacional era tida como larga favorita para um confronto que exigia, mesmo assim, uma boa dose de cautela, frente a uma equipa que até tinha dificultado a vida a Hungria e Suíça.

Com um onze que não oferecia grandes surpresas, Portugal entrou expectavelmente mais forte e assertivo e o golo chegou logo aos 3 minutos, quando Cristiano Ronaldo deu o melhor seguimento ao cruzamento de Bernardo Silva, com um belo pontapé acrobático. Portugal achava-se assim desde muito cedo na frente e não abusava do acelerador, embora o seu domínio fosse incontestável.

Mesmo sem forçar, a seleção campeã europeia acabou por chegar ao 2-0, mesmo antes da meia-hora, quando Ronaldo bisou, ao converter uma grande penalidade sofrida por João Mário. Dilatada a vantagem, tudo parecia bem encaminhado para um resultado tranquilo, mas a resposta feroesa chegaria pouco depois. Aos 38’ a seleção visitante conseguiu reduzir, praticamente na única oportunidade de que dispôs, através de um golo de Rógvi Baldvinsson, num remate fulminante em resposta a um lançamento longo que José Fonte não conseguiu afastar.

William Carvalho juntou o seu nome à lista de marcadores e ainda assistiu Ronaldo Fonte: FPF
William Carvalho juntou o seu nome à lista de marcadores e ainda assistiu Ronaldo
Fonte: FPF

Galvanizados, os nórdicos procuravam surpreender nos contra-ataques, mas sem consequências de registo, à exceção de uma jogada travada por Pepe, ainda antes do intervalo. O resultado, esse, não se alterou e as duas seleções dirigiram-se aos balneários, depois de uma primeira parte em que Portugal era claramente superior, pese embora algum nervosismo, traduzido nalgumas perdas de bola e numa certa dificuldade em fazer fluir o jogo.

No regresso ao relvado, Portugal tinha tudo para dilatar a vantagem e era isso mesmo que os pupilos de Fernando Santos procuravam, demonstrando algumas melhorias em relação a alguns momentos do primeiro tempo. Ronaldo era sempre o mais interventivo e perigoso do lado luso e aos 58’ foi dos seus pés que saiu o passe para o terceiro tento português, apontado de cabeça por William Carvalho.

Com a seleção nacional mais confortável, e um resultado mais ajustado, o jogo estava cada vez mais a favor dos homens da casa. Portugal correspondia às previsões de uma segunda parte mais atacante e aos 64 minutos, Ronaldo completou o hat-trick. Com William a retribuir, o avançado do Real Madrid CF só precisava de driblar o guarda-redes e esperar pela melhor altura para fazer balançar as redes feroesas pela quarta vez. Portugal não ficaria por aí, contudo, e o golpe final chegou só aos 84’, sob a forma de um 5-1, alcançado por Nélson Oliveira, que apenas teve de encostar para se estrear a marcar pela equipa das quinas, depois de um corte incompleto de Odmar Færø.

No término da partida, a vitória portuguesa era justa e indiscutível, conseguida depois de uma avalanche ofensiva orquestrada na segunda parte. Sem grandes surpresas ou percalços, os campeões europeus fizeram valer o estatuto de favoritos, frente à seleção das Ilhas Faroé, que apenas no lance do golo beliscaram o domínio luso. Portugal venceu pela sexta vez nos sete jogos já disputados na fase de qualificação para o Mundial da Rússia em 2018 e solidificou o segundo lugar com 18 pontos, a três da Suíça, líder do grupo.

Foto de Capa: FPF

O Passado Também Chuta: O último capítulo alentejano

o passado tambem chutaPassam-se exactamente 20 anos desde a última subida de uma equipa alentejana à Primeira Liga, e a equipa que almejou tal feito foi o Sporting Clube Campomaiorense.

Para quem viveu e acompanhou o futebol português durante os anos 90, certamente que este clube lhes será familiar. Assente num projecto muito diferente daquilo a que estávamos (e ainda estamos) habituados no futebol português, e muito para além de simples clube de futebol, o Campomaiorense tinha toda uma vila atrás de si, mas, ainda mais do que a vila de Campo Maior, tinha toda uma região, Alentejo, como sua bandeira.

Um projecto diferente também porque Campomaiorense foi um dos últimos exemplos, em Portugal, do impacto que as envolvências das maiores empresas portuguesas podem ter no apoio aos pequenos clubes portugueses. Apesar de posteriormente já ter uma longa história por trás – o clube foi fundado em 1926 – o clube deu o seu maior salto qualitativo no momento em que a família mais famosa natural de Campo Maior, a família Nabeiro, dona da empresa Delta Cafés, assumiu as rédeas do clube e “sonhou” levar o nome da sua vila e da região mais além. Por isso mesmo, a história do emblema alentejano e o nome da família Nabeiro andarão para sempre de mãos dadas e serão sempre indissociáveis; quem não se lembra do sempre presente patrocinador, Delta Cafés, nas camisolas do Campomaiorense?

A família Nabeiro provocou uma autêntica revolução na realidade do clube Fonte: Jornal Alentejo
A família Nabeiro provocou uma autêntica revolução na realidade do clube
Fonte: Jornal Alentejo

Corria a época de 1994/1995, já sob a administração dos Nabeiro, quando o Campomaiorense, com Manuel Fernandes como treinador principal, provou ser um dos projectos desportivos emergentes no futebol nacional, conquistando o segundo lugar da II Liga e alcançando a Primeira Liga, um grande feito para uma equipa alentejana que tinha visto o Elvas CAD, na década de 80, ser a última equipa a alcançar tal feito. Começava assim um dos capítulos mais interessantes do futebol nacional durante a década de 90.

Mas, se a época 1994/1995 marcava o início da história do Campomaiorense na Primeira Liga, foi na época 1997/1998 que o projecto Campomaiorense, que ainda hoje perdura nas nossas memórias, teve início; o clube, após uma nova subida de divisão, demarcou-se da sua ligação ao Sporting Clube de Portugal, seu clube mãe até então, substituindo o símbolo do leão por um galgo e criando assim a sua própria imagem de marca e conseguindo estabilizar-se a partir de então na Primeira Liga, assumindo-se como a única representante da maior região de Portugal e também do interior português.

Campomaiorense 1994/1995 contava com nomes como Lito Vidigal Fonte: Blog Glórias do Passado.
Equipa que, em 94/95, contava com nomes como Lito Vidigal
Fonte: Blog Glórias do Passado.

Nunca tendo conseguido uma qualificação para as competições europeias, a página mais dourada desta história futebolística alentejana estava guardada para a época 1998/1999, quando, sob o leme de José Pereira, actualmente presidente da ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), alcançava uma histórica final da Taça de Portugal, uma final inédita e especial, pois seria uma final sem qualquer um dos três grandes (e a última), onde teriam como adversário o Beira-Mar.

O Campomaiorense haveria de perder esta final por 1-0, um golo solitário de Ricardo Sousa ditava o desfecho final desta inédita final, mas o Campomaiorense já havia feito história, uma história sem o desfecho de conto de fadas é certo, mas a final da Taça de Portugal só por si, era já o culminar de um projecto e de um sonho levado a cabo pela família Nabeiro e pela vila de Campo Maior.

Exemplar de bilhete da última final da Taça de Portugal sem “grandes” Fonte: Blog Banca do Norte
Exemplar de bilhete da última final da Taça de Portugal sem “grandes”
Fonte: Blog Banca do Norte

Poderá ser algo discutível o de assumir o Campomaiorense como um histórico do futebol português, mas que não hajam dúvidas de que foi uma equipa que acrescentou imenso ao futebol português, contando nos seus plantéis ao longo das épocas com jogadores consagrados (e actuais treinadores consagrados) e talentosos, tendo logo como “cabeça de cartaz” Isaías, um ídolo benfiquista, que passou duas épocas em Campo Maior, Hasselbaink que haveria de revelar-se ao futebol europeu em Campo Maior, fazendo posteriormente carreira em clubes como Atlético Madrid e Chelsea, Rogério Matias, Lito Vidigal, Marco Silva (sim esse mesmo…), Beto ( por empréstimo do Sporting), Paulo Torres, Stoilov, etc… Não restam, por isso, dúvidas de que o clube não foi simplesmente uma equipa que passou na Primeira Liga, entre muitas, sem acrescentar nada, o Campomaiorense acrescentou e despontou como já referi alguns talentos, não só portugueses, mas acrescentou também um novo contexto social a um futebol já pobre, como é o futebol português.

Jimmy Hasselbaink será sempre recordado como um dos talentos a despontar no Campomaiorense  Fonte: Twitter Old School Panini
Jimmy Hasselbaink será sempre recordado como um dos talentos a despontar no Campomaiorense
Fonte: Twitter Old School Panini

Mas, como em todos os projectos desportivos, o Campomaiorense também tinha os seus problemas. Problemas esses que se viriam acentuar com a descida de divisão em 2000/2001, Campo Maior e o estádio Capitão César Correia despediam-se da Primeira Liga com uma vitória por 1-0 frente ao Sporting CP, o emblema alentejano não evitava a descida de divisão e, após uma temporada na II Liga, a família Nabeiro anunciava o fim da profissionalização do clube, muito por culpa da falta de apoios e de interesse local. A título de curiosidade, o estádio Capitão César Correira durante os anos de Primeira Liga apenas havia estado lotado completamente por duas vezes frente ao Benfica.

Sporting no Grupo D da Liga dos Campeões

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sporting cp cabeçalho 2

Na passada semana, o Sporting goleou o Steaua, em Bucareste, por 5-1, com golos de Doumbia, Acuña, Gelson Martins, Bas Dost e Battaglia. Num play-off em que os leões foram claramente superiores, acabaram por garantir lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões.

O sorteio realizado no Mónaco ditou que o Sporting iria pertencer ao gurpo D, em conjunto com Juventus, Barcelona e Olympiacos. Na primeira jornada, os leões têm uma deslocação à Grécia, para defrontar o Olympiacos.

Num grupo com dois colossos, o Sporting irá jogar contra o hexacampeão italiano, a Juventus, proveniente do pote 1. A “vecchia signora” foi finalista da Liga dos Campeões na temporada passada sob a liderança de Massimiliano Allegri, sendo uma das favoritas à conquista da “Champions“. Tendo vencido o troféu em 1985 e 1996, somam oito presenças em finais europeias. Um coletivo muito forte defensivamente, letal nas transições rápidas e onde brilham o veterano Gianluigi Buffon, Giorgio Chiellini, Sami Khedira e os dois argentinos, Paulo Dybala e Gonzalo Higuaín.

O calendário do Sporting para a Liga dos Campeões 2017/18 Fonte: Sporting CP
O calendário do Sporting para a Liga dos Campeões 2017/18
Fonte: Sporting Clube de Portugal
O Barcelona pertencia ao pote 2 do sorteio da fase de grupos, um crónico candidato ao título a par da Juventus neste grupo D. Numa época marcada pela troca de treinador, com a entrada de Ernesto Valverde e a histórica transferência de Neymar para o PSG, por números astronómicos. Um dos clubes com mais Ligas dos Campeões vencidas, cinco no total, em 1992, 2006, 2009, 2011 e 2015. Sendo que, na última vez que conquistou a Liga dos Campeões, derrotou na final a Juventus, por 3-1. Uma equipa que se conhece bem, que joga em posse com muita qualidade e que defende muito bem, uma das melhores equipas do mundo. Nos “blaugrana” brilham ter Stegen, Gerard Piqué, Javier Mascherano, Sergio Busquets, Andrés Iniesta e, no ataque, Luis Suárez e Lionel Messi.
Os gregos do Olympiacos serão o primeiro adversário do Sporting, são heptacampeões gregos e pretendem chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões. Depois das passagens de vários treinadores portugueses, como Leonardo Jardim, Marco Silva, Vítor Pereira e Paulo Bento, hoje são orientados por Besnik Hasi. O adversário em teoria mais acessível para os leões, que tem em Diogo Figueiras, André Martins, Felipe Pardo e Sebá, jogadores que passaram pelo futebol português e conhecem bem o Sporting.
O Sporting, com a goleada ao Steaua por 5-1, conseguiu assim estar na elite do futebol europeu, tendo lugar na fase de grupos. O sorteio ditou que o Sporting ficaria num grupo extremamente forte. Agora cabe à equipa leonina dar tudo em qualquer campo, lutar pelos três pontos do primeiro ao último minuto e tentar ir o mais longe possível na Liga dos Campeões. Sendo que, como objetivo mínimo há que ter em mente o terceiro lugar no grupo ,que dá acesso aos 16 avos da Liga Europa. Além da garra e da entrega, do esforço, dedicação e devoção, é fundamental que o Sporting, neste grupo, continue a apresentar um futebol de qualidade e a ser muito consistente em termos defensivos.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal
Artigo revisto por: Beatriz Silva

De raízes humildes e ambição ponderada: Maniche e um novo capítulo na AD Camacha

Cabeçalho Futebol NacionalCorria a temporada 1999/2000. Nuno Ribeiro era um jovem futebolista de 22 anos, mais conhecido pelo nome que usava nas costas da camisola, em homenagem a Manniche, antigo avançado dinamarquês. Nessa época, Maniche, o centrocampista lisboeta, regressava ao SL Benfica, clube da sua formação, depois de três épocas a amadurecer em Alverca. Naquela formação. treinada por Jupp Heynckes, o jovem futebolista dava um ar da sua graça e era até opção regular, somando 35 jogos e 12 golos. Seguir-se-iam equipas como FC Porto, Sporting CP, Chelsea FC, FC Inter Milão ou Atlético Madrid.

Seria, no entanto, através da equipa B dos encarnados que Maniche teria o seu primeiro contacto com a AD Camacha, que disputava, à altura, a Zona Sul da II Divisão B. Anos mais tarde, os caminhos do agora ex-jogador e da coletividade madeirense voltam a cruzar-se e o antigo internacional português prepara-se para assumir a presidência da futura Sociedade Anónima Desportiva (SAD) da Camacha, emblema que milita na Série B do Campeonato de Portugal.

Depois de uma carreira de jogador que se estendeu à Rússia, Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha, Maniche prepara-se para vestir agora a pele de dirigente e escolheu a Madeira para dar o próximo passo, mais concretamente na vila da Camacha. Pelo meio, a aventura enquanto treinador adjunto na equipa técnica do amigo e antigo companheiro Costinha, que agora reencontra na Região.

Segundo direção e investidor, esta não se trata apenas de uma parceria financeira, mas, sobretudo, de um projeto desportivo que pretende manter a identidade de formação, dotando o clube de melhores condições para alcançar os objetivos traçados, numa relação que ambas as partes esperam se revele duradoura. Na origem do interesse de Maniche estão aspetos como a capacidade organizativa e a estabilidade diretiva, que deixaram o antigo internacional português bem impressionado, além da forte presença social de um clube intimamente ligado ao Bairro da Nogueira, um dos mais carenciados da ilha. Também ele oriundo de um bairro social pobre, o agora empresário mostrou-se sensibilizado e compreensivo com as origens humildes de clube e jogadores e salientou a importância desse facto na sua decisão.

A AD Camacha compete atualmente no Campeonato de Portugal, mas assume, com Maniche, a ambição de alcançar o futebol profissional  Fonte: AD Camacha
A AD Camacha compete atualmente no Campeonato de Portugal, mas assume, com Maniche, a ambição de alcançar o futebol profissional
Fonte: AD Camacha

Num primeiro ano que será essencialmente de adaptação, Maniche procurará conhecer melhor o clube, que no passado sábado aprovou, em Assembleia Geral, a constituição da SAD, cuja maioria do capital social será detida pelo antigo jogador, numa percentagem que deverá rondar os 70 a 80 por cento, segundo várias fontes. De modo a garantir uma gestão permanente, Maniche vai passar a residir na Madeira e assumirá em breve a administração da equipa principal e da equipa B, contando com a colaboração de Filipe Azevedo, antigo colega de equipa no FC Alverca, que será o novo diretor desportivo.

A aposta ambiciosa, rumo ao futebol profissional, foi olhada com alguma desconfiança, mas bem recebida pela maioria dos sócios e simpatizantes, orgulhosos e esperançosos numa nova etapa de crescimento desportivo na história do clube da terra, onde pela primeira vez se jogou futebol em Portugal. O principal objetivo passa, por agora, por colocar a formação camachense na Segunda Liga, embora, ressalvam os dirigentes, sempre de forma sustentada e ponderada, sem comprometer a estabilidade e o equilíbrio financeiro.

Depois de vários anos marcados por uma gestão rigorosa, a Camacha procura assumir-se definitivamente como um dos maiores clubes da Região, apoiada num projeto que visa sustentar a afirmação desportiva, ao mesmo tempo preservando as preocupações sociais, de formação e integração de jovens, conforme referido por dirigentes e investidor.

Para a Camacha, a parceria com o antigo internacional apresenta-se como uma grande oportunidade de crescimento financeiro, desportivo e até patrimonial. A associação do clube à imagem do ex-jogador garante uma nova visibilidade e mediatismo pouco usual para a modesta coletividade insular, mas também à freguesia da Camacha, ao concelho de Santa Cruz e à Madeira.