Início Site Página 11983

Prós e Contras do Regresso do SL Benfica ao Ciclismo

Cabeçalho modalidades

Há dois anos, FC Porto e Sporting abalaram o Ciclismo em Portugal, quando decidiram apostar na modalidade. Quem não se lembra da “luta” entre leões e dragões, pelo patrocinador W52, tendo estes, à última hora, optado pelos portistas, quando tinham quase tudo apalavrado com o Sporting. Isto motivou uma atenção mediática que, até então, escasseava no mundo do Ciclismo Português. Também desde essa altura que o nome do Benfica foi sempre associado a um projecto no ciclismo, havendo algumas notícias que dão conta de a intenção dos responsáveis benfiquistas de avançar com essa possibilidade, já na próxima época.

Muito já foi dito e escrito sobre o regresso do Benfica às estradas, os adeptos da modalidade todos os anos pedem o regresso do glorioso a uma modalidade que lhes diz muito e que até tem um aro de bicicleta como fundo do seu símbolo, mas vou deixar aqui a minha opinião.

O Ciclismo precisa do Benfica, mas o Benfica não precisa do Ciclismo.

E é fácil perceber o porquê. O Benfica é aquilo que é hoje devido ao seu ecletismo, isso é ponto assente, mas temos que admitir que o historial do Benfica é, maioritariamente, feito no Futebol. A nível nacional sim, o Benfica dominou e domina em muitas modalidades, inclusive no Ciclismo, mas a nível internacional, por exemplo, não tem a visibilidade que há no Futebol.

Também a nuvem negra que paira sempre sobre o Ciclismo não beneficia em nada a modalidade e penso que a direcção do clube tem essa questão em grande conta na hora de decidir sobre se avança ou não com algum projecto.

Há outra questão a ter em conta: a sustentabilidade da modalidade. Acredito que o Benfica encontre um parceiro que consiga investir grande parte do orçamento, alguém que já anda no mundo do Ciclismo, até pode ser uma equipa do pelotão nacional actual, mas as ambições de ambos têm de ser coincidentes e expectativas realistas para que não haja desilusões e o projecto vá por água abaixo. Não adianta construir um plantel com bons valores, uma equipa sub-23 para apostar na formação, se depois o projecto finda passado dois ou três anos.

Imagem que muitos benfiquistas desejam voltar a ver Fonte: SL Benfica
Imagem que muitos benfiquistas desejam voltar a ver
Fonte: Paulo César

O próprio Ciclismo em Portugal, nas suas provas nacionais, se tirarmos a Volta ao Algarve, não consegue atrair grandes equipas, logo os patrocinadores também não são atraídos, devido ao pouco mediatismo. Há que haver uma aposta forte, também da parte da Federação Portuguesa de Ciclismo, na promoção da modalidade, mesmo nas provas de menor destaque.

A começar pela rivalidade existente nos três grandes, as conversas de cafés, da Internet e das notícias desportivas iriam enriquecer e extravasar para além do Futebol, a velha disputa dos grandes de Portugal iria também passar para as estradas, uma rivalidade diferente daquela que vemos, por exemplo, nos estádios em Portugal. Seria uma rivalidade saudável: termos portistas, benfiquistas e sportinguistas lado a lado, cada um com o seu cachecol na subida da Srª da Graça, por exemplo.

Só o volume de adeptos a seguir a modalidade iria aumentar  e a dimensão das provas nacionais também, portanto é uma razão plausível para os responsáveis do Benfica ponderarem.

O nome “Benfica” poderia atrair também ciclistas de maior renome, e, com isso, o interesse de adeptos de fora.

O Melhor Onze de Sempre do FC Porto: Madjer

0

fc porto cabeçalho

A Argélia não é um país conhecido pelos grandes futebolistas que produziu ao longo dos anos; porém, há uma exceção a esta regra: Rabah Madjer, o mago argelino. Madjer, o herói do calcanhar de Viena, foi um dos melhores jogadores africanos de sempre e, ainda hoje, é idolatrado no Porto e no seu país natal.

Tendo realizado, entre 1985 e 1991 (com uma curta passagem pelo Valencia CF pelo meio), 147 jogos ao serviço do FC Porto, nos quais apontou um total de 73 golos, Madjer ganhou em Portugal (e a nível europeu) tudo o que havia para ganhar: três Ligas Portuguesas, duas Taças de Portugal, duas Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental. Mas foi ao serviço da sua seleção (pela qual realizou um total de 87 jogos e marcou 29 golos) que Madjer começou a despertar as atenções do mundo do futebol.

Tendo sido fundamental para a primeira qualificação da Argélia para um Campeonato do Mundo de Futebol (disputado em Espanha, em 1982), Madjer foi também figura maior de um Mundial no qual a sua seleção apenas não passou da fase de grupos porque, no último jogo do grupo que esta integrava, a República Federal da Alemanha e a Áustria deram um triste espetáculo de futebol, com um resultado claramente combinado a priori, que acabaria por possibilitar o apuramento das duas seleções europeias para a fase seguinte. Apesar de tudo, os brilhantes desempenhos de Madjer abriram-lhe as portas do futebol europeu e, em particular, do campeonato francês de futebol.

Depois de passagens pelo RCF Paris e pelo Tours FC, chegou o Campeonato do Mundo de Futebol de 1986 no qual, contrariamente ao que havia sucedido em 1982, nem Madjer nem a seleção da Argélia foram de encontro às expetativas criadas quatro anos antes. Porém, e talvez nunca imaginando o que tal viria a representar na sua carreira, Madjer assinou pelo FC Porto e…o resto da história já todos conhecem.

Madjer a levantar a Taça dos Clubes Campeões Europeus  Fonte: UEFA
Madjer a levantar a Taça dos Clubes Campeões Europeus
Fonte: UEFA

Viena, Estádio do Prater, 1987: um calcanhar para a história. O adversário era o todo-poderoso FC Bayern Munchen. A primeira parte foi totalmente dominada pelos alemães mas, no segundo tempo, na sequência de uma jogada de Juary pela direita, Madjer marcou um golo de calcanhar que calou o mundo. Como se não bastasse, dois minutos depois inverteram-se os papéis: Madjer avançou pela esquerda e cruzou para Juary marcar o golo da vitória. O FC Porto conquistava a Taça dos Clubes Campeões Europeus pela primeira vez na sua história e Madjer tornava-se uma estrela no futebol europeu. No ano seguinte, aquando da disputa da Taça Intercontinental frente ao CA Peñarol, coube mais uma vez ao argelino o papel de protagonista ao apontar o golo da vitória.

A nível individual Madjer venceu diversos prémios, entre os quais se destacam a Bola de Ouro de África (que premeia o melhor jogador do continente), o prémio de melhor jogador da Taça das Nações Africanas, e o prémio de melhor marcador da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Com 1,78m de altura, o argelino destacava-se pela sua capacidade técnica e de leitura de jogo. Foi em Viena, e posteriormente em Tóquio, que Madjer se eternizou no imaginário dos adeptos do FC Porto; contudo, este elege um outro golo, apontado em 1987 contra o CF Belenenses (igualmente de calcanhar), como o melhor da sua carreira enquanto futebolista. Seja qual for o momento maior da sua carreira, certo é que na cidade invicta ele jamais será esquecido.

[ot-video type=”youtube” url=”https://www.youtube.com/watch?v=jy9_u4b2hzc”]

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Dembélé, a peça que faltava?

0

Cabeçalho Liga Espanhola

Dembélé chega para ser titular, isso é um dado mais do que adquirido. Não vem acrescentar, vem sim atenuar a perda do extraordinário jogador que Neymar se tornou. Tão extraordinário ao ponto de abandonar o projeto blaugrana. De ser o “próximo Messi”. Neymar, ambicioso, após um percurso brilhante no Barcelona, deixou bem claro que não quer ser o próximo Messi, mas sim o primeiro Neymar Jr.

E para substituir alguém tão bom, ou se gasta uma pipa de massa num main role player aí de um tubarão europeu qualquer, ou se aposta numa grande promessa mundial. O Barça fez as duas coisas , e já que o Liverpool não liberou Coutinho de jeito nenhum, já que era para gastar, o alvo mudou, mas o montante envolvido não. 145 milhões de euros. Ainda há pouco tenho tínhamos a discussão do valor pago pelo Real Madrid por Bale, depois, nada disso interessava, pois o United desembolsou cento e pouco por Pogba, e, de repente, a parada sobe dos cento e tal para os 222 milhões de euros! E isto não vai parar por aqui, pois agora não se espera até o jogador estar “feito”, mas corre-se pela sua aquisição antes de se ter ainda afirmado por completo!

 

Entendia-se muito bem com Aubameyang, uma excelente parceria Footmercato.net
Entendia-se muito bem com Aubameyang, uma excelente parceria
Footmercato.net

Dembélé é um excelente jogador, com uma invejável margem de progressão, gosto muito da sua forma de jogar, tem um timing perfeito, executa passes, dribles, fintas de corpo com tremenda pertinência, e só tem 20 anos de idade. Mas, como é natural, falta-lhe maturidade. Essa lacuna ganha realce sobretudo quando a sua equipa está a perder. Por exemplo, recordo-me perfeitamente do Borussia Dortmund x Monaco, em que, embora tenha marcado, quis ser a chave, quis fazer tudo sozinho em muitas ocasiões, quis desembaraçar-se, ultrapassar todos os oponentes e só depois passar ou finalizar. Se não fosse tão bom no drible, teria perdido a bola muitas mais vezes do que as que perdeu, mas mesmo assim poderia, e deveria, ter decidido melhor em alguns lances, e não arriscar levar a bola sozinho, pelo menos todas as vezes que a tem à entrada da área adversária…

Como é sabido, maturidade ganha-se com a experiência, e deverão haver poucas experiências como jogar no Barcelona. Um Barcelona que se quer renovado. Agora sim, chegou o momento de dizer que o Barcelona bicho papão se foi, agora é uma equipa não tão temível como há bem pouco tempo… Ainda me lembro de ver jogos para a Liga dos Campeões, logo no início desta década, e pensar enquanto assistia: “Fo%$-se, estes gajos mandam nisto tudo, ninguém lhes tira a bola, e se tirar não fazem nada com ela, têm o Messi que se for preciso finta tudo e marca; têm o Xavi, Iniesta e Busquets que limpam tudo naquele meio campo; Jordi Alba e Dani Alves, basicamente, sempre no meio campo contrário; Piqué e Puyol, o último que foi um dos melhores centrais que vi jogar, sem dúvida mesmo; e por fim, Victor Valdés, um guarda redes ímpar, para mim era o guarda redes ideal para aquela equipa, e por isso fiquei um pouco atrofiado quando veio o Claudio Bravo (não está em causa, de forma alguma, a sua qualidade futebolística), apenas pelo facto de o nome “Victor Valdés” já não aparecer no sistema tático do Barça.

Os 10 possíveis sucessores de CR7

Cabeçalho Futebol InternacionalCristiano Ronaldo é e será sempre visto com uma Lenda do Desporto-Rei, mesmo que possa haver pessoas que não concordem com essa ideia. Aos críticos que ainda existem, o capitão da Seleção portuguesa responde da melhor forma possível: golos, assistências, fintas e com (muitos) troféus individuais e coletivos. Infelizmente, o atual número 7 do Real Madrid estará próximo de se retirar do Futebol e, recentemente, o próprio indicou alguns jogadores que poderão substituí-lo no topo do desporto que move multidões. Em seguida, decidimos fazer um top 10 dos seus possíveis sucessores.

Previsão da Época 2017/18: Pacific Division

0

Cabeçalho modalidadesFalta pouco mais de um mês para o início da nova temporada da NBA. Depois de um verão recheado de mexidas, as equipas tentam agora preparar mais um novo capítulo de enorme exigência e nós estamos aqui para preparar os adeptos da modalidade para aquilo que poderá estar para vir.

Começamos pela divisão dos campeões, Golden State Warriors, que voltam a ser os favoritos por larga margem ao título. Analisamos ainda os renovados Clippers, a nova era dos Lakers e Suns e a revolução dos Kings.

Golden State Warriors

A temporada passada voltou a ser de festejos em Oakland. Os Warriors aprenderam com os erros do ano anterior, foram buscar Kevin Durant e dominaram em toda a linha, vencendo todos os jogos dos playoffs até às finais, onde apenas cederam um jogo aos Cavaliers. Então, o que esperar de uma equipa dominadora que manteve todas as suas estrelas? Demolição. Imaginem os Warriors da temporada passada, mas com mais um ano em cima. Podemos sempre lembrar-nos do ano que se seguiu ao primeiro título destes Golden State, no qual foram surpreendidos pelos Cavs. Porém, agora há Kevin Durant, que só apareceu realmente nos playoffs. Casspi e Nick Young foram adições interessantes para uma equipa que já é incrível a lançar do perímetro e, tirando Iguodala e Livingston, que já começam a entrar na fase descendente da carreira, apesar de ofereceram ainda muitas garantias, todos os outros encontram-se no pico das suas capacidades. Aos Warriors basta, por isso, não mexer nada. Esta equipa ainda pode evoluir, algo que seria sempre assustador, mas, se mantiverem aquilo que fizeram na temporada transata, serão favoritos por muitos anos.

A intoxicação comunicacional do adversário

0

sl benfica cabeçalho 1

O termo “fake news” passou a fazer parte do nosso léxico diário. A profusão de dados e informação, numa Era de infinitude digital, obriga, necessariamente, a que jornalistas e leitores efectuem, a cada nova ligação, uma selecção (ou filtragem) mais rigorosa. Não existem, por esta altura, conclusões alargadas, muito menos definitivas, acerca do verdadeiro impacto das “fake news” a nível global. No entanto, são já muitos os especialistas que crêem serem estes meios – largamente disseminados, com agendas próprias e bem definidas – a garantirem a melhor estratégia no sentido de influenciarem, eficaz e decisivamente, a opinião pública nas áreas em que actuam (normalmente nos sectores financeiro e político); contribuindo, assim, e em grande medida, para a obtenção de determinado resultado.

Não me porei aqui a dissertar sobre campanhas eleitorais, ou em como colocar ineptos em cadeiras de poder, servindo esta introdução somente para alertar o leitor para a existência, na actualidade, de “fazedores de opinião”, que actuam deliberadamente tendo como base a contra-informação feita de imprecisões e mentiras, ou, e não fugindo muito à questão, de falsas notícias (ou “fake news”). A estratégia é relativamente simples: conquista-se um espaço mediático – utilizando-se o potencial alargado das redes sociais –, publica-se algo onde, muitas vezes, apenas se induz o que realmente se quer relevar e aguarda-se, pacientemente, que os agentes online – simples leitores que, em qualquer parte do mundo, partilham a mesma, e tantas vezes deformada, opinião da fonte – utilizem os acessíveis mecanismos de partilha que a Internet coloca ao dispor de todos nós. E assim, à distância de um simples click, se divulga e difunde, sem qualquer controlo, uma mentira (se nos reduzíssemos à política dir-se-ia inverdade) que, instantânea e espontaneamente, se torna verdade para todos aqueles que a querem aceitar como verdadeira.

Nuno Saraiva e Francisco J. Marques continuam ativos na guerra contra o SL Benfica Fonte: planete-sporting.blogspot.pt/
Nuno Saraiva e Francisco J. Marques continuam ativos na guerra contra o SL Benfica
Fonte: planete-sporting.blogspot.pt/

É esta a estratégia concertada, definida atempadamente, utilizada por Nuno Saraiva, director de comunicação do Sporting, e por Francisco José Marques, seu homólogo do FC Porto. Estes profissionais experientes, há muito ao serviço dos seus empregadores – e agora oficialmente ao seu serviço – oferecem à franja anti-benfiquista, maioritária por entre os adeptos dos seus respectivos clubes, os argumentos que sustentam a justificação para males que, invariavelmente, nos últimos anos, têm vindo a acumular.

A dialéctica aponta o Benfica como culpado. De quê? De ter poder. De ser o maior clube português, com mais sócios e adeptos; o mais reconhecido nacional e internacionalmente; aquele que mais receitas e riqueza gera; de possuir um poderio social e desportivo inigualável neste país. De ser o tetracampeão; e dos seus rivais, pelo contrário, atravessarem jejuns de títulos mais ou menos longos. A intoxicação é constante: fala-se de árbitros e de arbitragens; primeiro os vouchers; depois os e-mails; as claques; como no Benfica só jogam vilões: Samaris, Jonas e agora Eliseu, o anti-cristo da moda. É o Inferno; o demónio encarnado em clube de futebol. Conversa para encher páginas de jornal, conversas de café, e, sobretudo, para criar e consolidar nas redes sociais – nas suas caixas de comentários livres – a ideia do bem contra o mal.

Esta gente, paga a peso de ouro, apenas e só para acicatar a rivalidade (a má, e nunca a boa), usa do seu espaço profissional para, ao contrário do previsto inicialmente, abdicar, por completo, de servir a comunicação do clube que representa e, simplesmente, atacar, caluniar e difamar o Benfica. Esta estratégia, com mensagens diárias, de um ou de outro lado, incendeia o futebol português, faz-lhe mal, e promove uma pressão e um condicionamento ilegítimos sobre todos os seus intervenientes. As alegadas denúncias, as acusações no espaço digital mediático, as mentiras tornadas verdade por repetição, são da autoria irmanada de Nuno Saraiva e Francisco José Marques e contribuem – essas sim! – para o real desvirtuar da verdade desportiva.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Jogadores Que Admiro #79 – Marco Reus

jogadoresqueadmiro

O ‘Rolls Royce’ alemão é a alcunha de Marco Reus devido ao seu apelido. Na língua do seu país, Reus lê-se ‘Royss’ e a sua qualidade (a do jogador) valeu-lhe uma alcunha que simboliza prestígio, velocidade e luxo.

Nascido na cidade berço do clube que representa e onde começou a mostrar que é bom de bola. Em 2000/01 começou nos juniores D sub-13 a surpreender vestido de amarelo e preto. Por lá ficou durante cinco anos a encantar o clube do coração até trocar Dortmund por uma região vizinha, Ahlen. Acabou a sua formação/ ao serviço do RW Ahlen, além de se estrear profissionalmente pelo mesmo clube em 2008/09, embora que a jogar pela segunda liga alemã. Ao ser um jogador usualmente utilizado (jogou 28 dos 35 jogos disputados pela equipa) e a marcar uns humildes quatro golos, fez-se mostrar a um outro Borussia, o Borussia Mönchengladbach, e uma outra fase da vida do futebolista iniciou.

Tinha 21 anos quando se estreou pela principal liga na Alemanha pelo clube que o catapultou para o topo do futebol internacional. Foi na sua última temporada que se fez mais destacar, ao marcar 21 golos nos 37 jogos que disputou, ajudando a sua equipa a ficar no quarto posto da tabela classificativa. No entanto, o bom filho a casa torna e chegava a altura de voltar para ajudar o clube que o formou. O Borussia Dortmund pagou 17,10 milhões de euros pelo passe do jovem de 24 anos.

A chegada de Marco Reus trouxe versatilidade, velocidade e qualidade à equipa orientada por Jürgen Klopp, bicampeã alemã na altura. O Dortmund pretendia atacar o tricampeonato e confiou no jovem alemão para os ajudar. Infelizmente, não conseguiram, ficando atrás do Bayern Munique. Mas o trio Reus-Götze-Lewandowski fez estragos na Europa, levando-os a alcançar a final da Liga dos Campeões, frente aos campeões alemães, precisamente.

Em 2013, Reus foi uma das estrelas do Dortmund na Liga dos Campeões. A desilusão foi grande ao perder 1-0 frente aos bávaros na final Fonte: Flickr
Em 2013, Reus foi uma das estrelas do Dortmund na Champions. A desilusão foi grande ao perder 1-0 na final com os rivais bávaros
Fonte: Flickr

Aquele foi o ano de Reus que ficou nas bocas do mundo, e deixou os grandes clubes europeus a salivar por um Rolls Royce na sua equipa. A partir daí, a hegemonia da equipa de Munique consolidou-se na Alemanha, não permitindo que Marco Reus levanta-se o troféu de campeão uma única vez, o Dortmund perdeu o balanço na Europa e nunca mais voltou a passar dos quartos de final da competição. O ímpeto perdeu-se, o treinador abandonou o barco em busca de novos mares, o colega Götze mudou para o clube que vencia na Alemanha, e o goleador Lewandowski fez o mesmo. Reus acabou por ser o único do trio maravilha que se manteve nos auri-negros.

Reus, sendo uma grande promessa alemã, um jogador de tanta qualidade não deveria espantar pelo número de jogos disputados pela seleção alemã, mas, e pelas piores razões, espanta: 29 jogos desde 2011. Uma onda de lesões graves antes das grandes competições de seleções impediram-no sistematicamente de defender as cores da Mannschaft nos grandes palcos. Não participou no Mundial 2014 nem no Europeu de 2016, colecionando apenas o Europeu de 2012 ganho pela Espanha.

No entanto, não foi apenas as suas participações pela seleção que ficaram prejudicadas, acabando por deixar de jogar pelas mesmas razões pelo clube, deixando muitas vezes o lugar vago.

Marco Reus é um jogador de topo mundial, mas tornou-se uma eterna promessa devido às lesões que enfrentou (e enfrenta atualmente. Só volta a jogar em 2018). Um jogador que tem uma qualidade técnica e tática fantástica que se podia manter no top 5 dos melhores jogadores da sua posição por anos a fio, mas algo que ultrapassa qualquer um não o permitiu. Apesar de saber que não representa o que podia representar no mundo do futebol, sei o que me atrai na sua forma de jogar, sei que poderia ser mais do que aquilo que é atualmente. Entristece-me ver um jogador como o Marco Reus passar ao lado de uma grande carreira devido a situações tão injustas. Apesar de tudo, não deixa de ser um jogador que adoro ver jogar, que reconheço valor e um jogador que admiro.

 

Foto de Capa: Facebook Oficial de Marco Reus

João Sousa continua em crise em solo americano (o alto da comparecida)

0

Cabeçalho modalidadesComeçou esta segunda-feira o último major da época 2017 – o US Open. O dia inaugural tinha reservado a estreia do vimaranense João Sousa, que iria ter pela frente o veterano italiano Paolo Lorenzi. Pois bem, foi mais uma participação do português com pouca história.

Pela 3ª vez consecutiva, João Sousa não conseguiu cumprir com as expectativas (depois de ser derrotado por Sugita em Cincinnati e pelo húngaro Fucsovics em Winston-Salem) e desta feita acabou por ter o mesmo destino, sendo derrotado ao cabo de 4 sets. Mais do que a inconsistência habitual do vimaranense, João Sousa voltou a revelar um evidente handicap a nível físico – bem como já tinha acontecido frente a Sugita no 3º set da 2ª ronda em Cincinnati.

João até entrou melhor do que o seu adversário e, com 4-4 no 1º set, conseguiu quebrar o serviço do italiano, concluindo depois fechando a partida a seu favor: 6-4. Na segunda partida o nível exibicional manteve-se parte a parte mas acabou por ser o italiano Lorenzi quem conseguiu fazer o break e conservou-o como pode, levando o 2º set pelo parcial de 6-3. Como já é costume em partidas disputadas à melhor de 5 sets, o 3º foi mesmo o set decisivo tendo desembocado num tie-break, que Lorenzi venceu por 7/4 – o que teve um peso muito grande no desfecho final do encontro. Isto porque já no 4º set, João Sousa voltou a revelar estar em má forma física e teve uma clara quebra tendo sofrido o primeiro break do set quando servia a perder por 3-2 e o segundo break a surgir no último jogo de serviço do encontro, tendo este sido concluído com o parcial de 6-2 a favor de Paolo Lorenzi.

Fonte: João Sousa
Fonte: João Sousa

Portugal fica assim mais uma vez sem representantes precocemente, depois de nenhum dos 3 candidatos ao quadro principal (Gastão Elias, Pedro Sousa e Gonçalo Oliveira) ter conseguido lá chegar, e João Sousa ser eliminado na ronda inaugural. Apesar de desapontar, não pode ser considerada propriamente uma surpresa a derrota do português devido ao mau momento de forma que volta a atravessar depois de ter perdido a final do ATP250 em Kitzbuhel para Kohlschreiber, no dia 5 de Agosto do corrente ano.

Esperemos para ver o que faz João e a sua equipa técnica na tentativa de chegar (mais uma vez) ao seu pico de forma na reta final da época – quem sabe o vimaranense não recupera o seu bom ténis e até possa ousar chegar a mais uma final de uma prova do circuito ATP?

Foto de Capa: João Sousa

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Tem muita qualidade e está no banco: Chama-se Doumbia

0

sporting cp cabeçalho 2

Doumbia chegou a Alvalade como um velho conhecido dos adeptos por ser o ‘carrasco’ das eliminatórias da Champions, que deixaram o Sporting fora da liga milionária. Aquilo que fez noutros campeonatos e, sobretudo, noutras equipas que disputavam competições com um nível de competitividade razoável era prova suficiente da sua qualidade e da utilidade que poderia vir a ter na nova equipa do Sporting. Se Doumbia tivesse chegado um ano mais cedo a Alvalade, é quase garantido que teria sido titular com bastante regularidade, talvez não como ponta-de-lança, porque Bas Dost foi irrepreensível, mas como segundo avançado (Alan Ruiz nem sempre esteve no seu pico de forma e demorou muito a engrenar) ou até como extremo (Bryan Ruiz foi caindo a pique até à sua dispensa).

Felizmente, no Sporting 2017/2018, a história é outra e os níveis de competitividade para as diversas posições, sobretudo do meio-campo para a frente, parecem estar elevados. A maior prova disso é, provavelmente, o facto de Doumbia apenas ter sido titular em Bucareste frente ao Steaua, por cansaço acumulado do holandês Bas Dost. Mas foi também nesse jogo que se percebeu que o costa-marfinense não está encostado à sombra do banco ou não fosse ele o homem-golo dos play-offs da Champions, algo que, mais uma vez, confirmou ao marcar o primeiro tento dessa partida.

No início da época, ficava a sensação de que as portas do onze estariam abertas para Seydou Doumbia, mas, com o correr do tempo e com a chegada de novas aquisições, essa ideia foi por água abaixo, não por não ter capacidade para tal, mas sim porque Bruno Fernandes e Gelson Martins têm sido incansáveis e decisivos, Acuña entrou bem no onze e o seu forte remate e os cruzamentos teleguiados dão-lhe vantagem (algo que Doumbia faria com maior dificuldade) e, por fim, Bas Dost é o preferido de Jorge Jesus, por muito daquilo que fez na época passada, mas também por saber estar no sítio certo à hora certa.

Doumbia foi titular em Bucareste e marcou o primeiro golo da partida Fonte: Sporting CP
Doumbia foi titular em Bucareste e marcou o primeiro golo da partida
Fonte: Sporting CP

As características de Doumbia são muito diferentes daquilo que, neste momento, existe no plantel leonino. Em primeiro lugar, faz bem as duas posições da frente, apesar de ser especialmente letal como ponta-de-lança, por aproveitar muito bem os poucos espaços que lhe dão. Em segundo lugar, reúne duas características num só corpo, que são difíceis de conciliar em muitos atletas: velocidade e porte físico. A sua capacidade de ganhar a bola com o corpo é muito importante quando se joga com centrais combativos que gostem do corpo a corpo (e, certamente, irá apanhá-los na Champions). Depois, a sua capacidade de explosão com e sem bola são incríveis, porque, facilmente, consegue ganhar o um contra um ou chegar com rapidez à zona de finalização.

Seydou Doumbia é um jogador muito interessante que chegou com um ano de atraso (infelizmente para todos nós) e que não está habituado a ser segunda escolha. Por isso mesmo, acredito que vai ser muito útil na hora de mostrar serviço, até porque não precisa de muitos minutos em campo para facturar. Infelizmente, o costa-marfinense está no banco, porque agora há quatro jogadores que estão num momento de forma brutal e isso retira-lhe espaço de manobra. É injusto ter um destes jogadores no banco? Claro que sim, mas, felizmente, isso é sinal de que existe muita qualidade.

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Liverpool e a maturação do ‘gegenpressing’

0

Cabeçalho Liga Inglesa

Anfield Road é hoje forrado a sorrisos rasgados um pouco por todo o lado. Por detrás deles, há a esperança, assente no forte início de temporada do Liverpool, de que pode ser este o ano em que os reds se reencontram com um título desaparecido há 27 anos.

É certo que não competem sozinhos, que há rivais na luta pelo título e que até há um, muito especial (Manchester United), que já leva dois pontos de vantagem, mas a forma como o Liverpool agarra o jogo desde o seu início e o toma para si, deixa deslumbrado, quase hipnotizado, quem não torce pelos reds e faz prever um futuro ainda mais sorridente na parte vermelha de Merseyside.

Apesar de Coutinho estar de fora, com gripes e lesões que calham bem a qualquer jogador que tente forçar uma transferência, a magia sente-se mais do que nunca desde que Klopp assumiu o comando dos reds. Como todos os truques de magia, este também explicação racional – o ponto de maturação do modelo de Jurgen Klopp.

O modelo de Klopp está cada vez mais próximo do 'ponto rebuçado'  Fonte: Mirror
O modelo de Klopp está cada vez mais próximo do ‘ponto rebuçado’
Fonte: Mirror

Desde que chegou a Liverpool, em 2015, que o alemão tem trabalhado a sua filosofia de jogo (importada de Dortmund), baseada na contra-pressão (ou gegenpressing). Isto é, pressionar o adversário no momento da perda de bola. Simples de explicar, difícil de executar, porque exige atenção redobrada de quem acompanha a transição ofensiva do Liverpool, de forma a reposicionar-se rapidamente e porque requer trabalhar o ‘timming’ de ataque à bola de forma a não permitir a exploração da profunidade (‘costas’ da defesa do Liverpool).

Ora, na primeira época de Klopp, os reds conseguiram entusiasmar e até garantiram uma final da Liga Europa, mas perderam-na, e no campeonato não conseguiram a qualificação para as competições europeias. Na segunda, voltaram a entusiasmar, mas não foram além de um 4º lugar. Na terceira, para além do entusiasmo… ganham. E ganham bem. Descontando o jogo inaugural frente ao Watford, jogo em que o centro da defesa esteve demasiado permeável, sobretudo em resposta às bolas paradas, o Liverpool dominou sempre os adversários que teve pela frente, incluindo Hoffenheim, goleado por 6-3 nas duas mãos do playoff de acesso à Champions, e Arsenal, ridicularizado nos 4-0 (podiam ter sido muito mais) do passado Domingo.