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SC Braga 3-2 FH Hafnarfjordur: Pequeno susto islandês não impede Braga de avançar

Cabeçalho Futebol Internacional

Após um resultado positivo conquistado na Islândia, o Sporting de Braga partiu para este jogo com a tranquilidade de uma qualificação praticamente assegurada frente a um adversário de valor francamente inferior ao seu. Nem por isso optou Abel Silva por apostar num onze mais poupado, ou dar hipótese a mais jogadores de se mostrarem, Abel Silva apostou no onze mais forte disponível demonstrando assim um grande respeito pelos islandeses e uma desconfiança perante o resultado conquistado na primeira mão, talvez o facto de ter estado a perder durante algum tempo na Islândia tenha feito o treinador do Sporting de Braga desconfiar deste FH, razão tinha Abel Silva para temer o que este FH poderia fazer em Braga.

O Sporting de Braga, tal como havia acontecido com o AIK, entrou muito mal em jogo e deu liberdade à outra equipa de circular a bola e construir as suas jogadas, não será difícil por isso de adivinhar que repetiu-se aquilo que aconteceu frente ao AIK em Braga, um golo cedo no jogo do FH , aos 16 minutos,  por intermédio de um ressalto de livre, faltava ainda muito tempo de jogo e Bödvarsson colocava a sua equipa a um golo de passar a eliminatória .

Demorou algum tempo até o Sporting de Braga demonstrar alguma reacção ao golo dos islandeses, talvez por a eliminatória não estar ainda em risco, o Sporting de Braga não foi arriscando muito e o jogador mais inconformado era Paulinho, que ia mexendo no jogo com alguns dribles e movimentações, não será por isso novidade que tenha sido Paulinho a igualar o jogo ainda na primeira parte, aos 39 minutos. O Sporting de Braga chegava assim ao fim da primeira parte com a eliminatória controlada, mas sempre com o perigo do golo do FH empatar a eliminatória.

Paulinho foi fundamental para a passagem à Fase de Grupos Fonte: SC Braga
Paulinho foi fundamental para a passagem à Fase de Grupos
Fonte: SC Braga

Perigo esse que parece não ter assustado muito o Sporting de Braga, pela sua entrada na segunda parte que foi desastrosa, estava a colocar-se a jeito de vir a sofrer neste jogo actuando desta maneira, o que não tardou muito a acontecer, Bödvarsson, novamente, aproveitou uma recarga, desta vez de um canto, e empatou a eliminatória em Braga aos 51 minutos.

Talvez fosse o que o Sporting de Braga precisasse para este jogo, porque bem depois deste “susto” que a equipa islandesa estava provocar, o Sporting de Braga renasceu para o jogo e não deixou mais os islandeses em descanso. Após alguns lances de perigo junto à baliza dos islandeses, o Braga haveria de chegar ao 2-2 por intermédio de Paulinho, outra vez ele, um grande remate de primeira depois de um passe do estreante Dyego Sousa aos 81 minutos, o Braga colocava-se novamente em vantagem na eliminatória, mas era importante não voltar a adormecer, porque um golo do FH nesta altura do jogo sentenciava a eliminatória.

O Braga não adormeceu e passou a controlar bem o jogo. Foi já no final, com o cansaço a tomar conta das duas equipas, que surge o 3-2 para o Sporting de Braga, um erro inacreditável do guarda-redes Nielsen “abre” a baliza para o golo de Dyego Sousa.

Vitória para o Sporting de Braga e consequente passagem à fase de grupos da Liga Europa, o Sporting de Braga espera amanhã para saber o seu destino na próxima fase, mas será preciso mais regularidade e qualidade para os jogos europeus que se aproximam.

Foto de Capa: SC Braga

FK Dínamo Kiev 3-1 CS Marítimo: Prevaleceu a lei do mais forte

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Cabeçalho Futebol NacionalApós as poupanças para o campeonato, Daniel Ramos decidiu fazer apenas uma alteração em relação à 1ª mão, com a entrada de Gildo para o lugar de Piqueti, também fruto da boa exibição do extremo frente ao Boavista.

Logo aos 3’ Charles foi obrigado a uma saída corajosa, ainda que pouco ortodoxa, com uma palmada que deixou a bola à mercê de Mbokani, que por pouco não inaugurou o marcador. Depois deste lance o Marítimo conseguiu acalmar o jogo e apenas aos 18’ o Dínamo voltou a incomodar com um remate fraco de Yarmolenko. Ebér Bessa caía mais na esquerda para impedir a construção dos ucranianos por esse lado e atrasar ao máximo a chegada da bola ao extremo direito e estrela da equipa.

Aos 22’ Mbokani descobre Yarmolenko dentro da grande área com um excelente passe e este rematou de primeira para o fundo das redes, felizmente para os portugueses o lance seria invalidado por fora-de-jogo. Aos 28’ nova ameaça, novamente Mbokani, desta feita a rematar à entrada da pequena área, mas Charles consegue uma parada incrível, numa bola que ainda sofreu um desvio em Pablo.

A equipa da casa ia crescendo e continuava à procura do físico do seu avançado e perto da meia-hora, depois de mais um desse cruzamentos, Zainadine tem um corte defeituoso que isola Garmash e este marcou o primeiro da partida. Apenas três minutos depois Morozyuk – que já tinha sido o autor de cruzamento que deu origem ao 1-0 – aumentou a vantagem através de um livre direto cheio de efeito em que o guardião do Marítimo não pareceu muito bem posicionado.

Ao intervalo entraram Jean Cléber e Ibson, para os lugares de Éber Bessa e Gildo. O Marítimo procurava agora pressionar mais alto, ainda assim o primeiro lance de perigo foi do adversário com um remate às malhas laterais.

Morozyuk eram o homem das bolas paradas e aos 50’ marcou mais um livre direitinho para Mbokani, valeu nova boa intervenção de Charles. Na resposta Luís Martins rematou muito por cima, na execução de um livre direto e depois foi Ibson a rematar para defesa fácil de Maxim Koval. Ibson entrou bem e voltou a ensaiar o remate alguns minutos depois, este bem mais perigoso.

Yarmolenko decidiu aparecer aos 60’, altura em que bailou sobre Ricardo Valente e centrou para o ex-Benfica Derlis fechar praticamente as contas da eliminatória com o 3-0, num excelente cabeceamento.

Só depois da hora de jogo e já com três golos de desvantagem os madeirenses conseguiram um verdadeiro lance de perigo, num remate de Everton à barra. Era o aviso para o golo que apareceu logo de seguida (67’), através de Sen que correspondeu da melhor forma a um livre de Luís Martins. Marcou, mas nem teve tempo para festejar, tendo sido logo substituído por Lundberg, numa tentativa de Daniel Ramos de aumentar a presença ofensiva da sua equipa.

Ibson voltou a fazer das dele aos 78’, depois de uma boa recuperação de Bebeto, cruzou atrasado para Everton que esteve perto de voltar a reduzir. Nesta altura pareciam também vários problemas físicos no emblema nacional. A frescura física dos ucranianos fazia-se notar e Mbokani a ter mais um bom remate, mas Charles a voltar a ganhar o duelo.

O Marítimo entrou bem, conseguiu afastar o perigo e defender bem durante os primeiros minutos, mas o erro de Zainadine e o livre logo de seguida deitaram tudo a perder. Acabou por vencer o mais forte, com toda a justiça, para a história fica o empate nos barreiros perante uma equipa com um orçamento e individualidade de um nível completamente diferente dos madeirenses, que deixaram uma boa imagem.

Foto de Capa: FK Dínamo Kiev

Sorteio dos grupos da Champions 2017/18: A caminho de Kiev

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Cabeçalho Futebol Internacional

Foi dado hoje, no Mónaco, como habitual, o pontapé de saída da fase de grupos da Liga dos Campeões da nova época, com o sorteio dos grupos das equipas que disputarão, esta temporada, a competição em busca do troféu e do título de campeão europeu.

São 32 as equipas que lutarão até maio pelo troféu mais prestigiante do Futebol Europeu, entre as quais estão equipas portuguesas: Benfica, FC Porto e Sporting estarão, pela segunda temporada consecutiva, juntas na prova, o que enaltece, com certeza, o orgulho dos adeptos do Futebol Português.

Benfica, campeão português que se encontra no pote um, juntamente com o campeão europeu e espanhol, Real Madrid, com o Bayern Munique, Chelsea, Juventus, AS Mónaco, Shakhtar Donetsk e Spartak Moscovo.

Relativamente ao clube portista, encontra-se no segundo pote, assim como Barcelona, Sevilla, Atlético Madrid, Manchester City, Paris Saint-Germain, Borussia Dortmund e Manchester United.

Por fim, o Sporting estava inserido no pote quatro, com Celtic, Feyenoord, CSKA Moscovo, Maribor, o estreante Qarabag, APOEL e RB Leipzig.

No pote restante, o terceiro, encontram-se as equipas do Napoli, Anderlecht, Tottenham Hotspur, Liverpool, Basel, Roma, Olympiacos e Besiktas.

Tudo lançado, portanto, para o sorteio. Podiam começar finalmente a rolar as bolas!

E rolaram, e analisaremos, por isso, os grupos sorteados.

O melhor onze de sempre do FC Porto: Deco

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Magia, magia, e mais magia: Anderson Luís de Souza, mais conhecido no mundo do futebol por Deco, marcou uma época no FC Porto e, bem pode dizer-se, no futebol português. Nascido em São Bernardo do Campo (SP), no Brasil, Deco obteve a dupla nacionalidade em 2002, ano a partir do qual passou a poder alinhar pela seleção portuguesa de futebol. Afinal, foi em Portugal que o percurso do “Mágico” ao mais alto nível se iniciou, primeiro no FC Alverca e depois no SC Salgueiros. O seu ponto alto em terras lusas foi atingido no FC Porto, clube ao serviço do qual Deco fez 229 jogos (entre 1998 e 2004) e apontou 48 golos.

Foi de dragão ao peito que Deco começou a brilhar e a despertar cobiça na Europa do futebol. Conquistou três Ligas Portuguesas, três Taças de Portugal, duas Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça UEFA e, a cereja no topo do bolo, uma Liga dos Campeões. Foi nessa época de 2003/04, a última do “Mágico” em Portugal, que Deco ascendeu ao topo do futebol europeu com a conquista dos prémios de Melhor Médio e de Melhor Jogador na Europa atribuídos pela UEFA. Estava nas bocas do mundo do futebol um jogador que foi, sem margem para dúvidas, um dos melhores de sempre a pisar os relvados portugueses.

Em Deco, tudo era magia: a sua criatividade parecia inesgotável e a sua qualidade técnica era absolutamente primorosa. Assim, o médio ofensivo conseguia pensar e executar com a mesma qualidade (e que qualidade!), caraterística rara mesmo entre os melhores. Porém, quando chegou ao FC Porto, Deco era “apenas” isto. Até que chegou José Mourinho! Aí, à criatividade e à qualidade técnica aliaram-se duas caraterísticas que catapultaram Deco para o FC Barcelona: a agressividade e o rigor posicional.

A sua primeira Liga dos Campeões  Fonte: Facebook oficial Deco
A sua primeira Liga dos Campeões
Fonte: Facebook oficial Deco

Já em Barcelona, Deco esteve durante quatro épocas ao serviço dos blaugrana, clube no qual alinhou numa extraordinária equipa onde pontificavam nomes como os de Carles Puyol, Xavi, Andrés Iniesta, Samuel Eto’o, um ainda muito jovem Lionel Messi, e a estrela da companhia, à data o melhor jogador do mundo e um dos mais empolgantes a alguma vez ter pisado o relvado de Camp Nou, Ronaldinho Gaúcho. No meio desta constelação de estrelas Deco não era, contudo, figura secundária. Na época em que conquistou pela segunda vez a Liga dos Campeões, dessa feita ao serviço do FC Barcelona, Deco foi novamente eleito o Melhor Médio na Europa pela UEFA e recebeu a Bola de Ouro do Mundial de Clubes realizado pela FIFA.

Ao serviço da seleção portuguesa de futebol Deco pertenceu, igualmente, a uma geração inesquecível. Com ele foi possível juntar, na mesma grande competição, nomes como os de Paulo Ferreira, Jorge Andrade, Fernando Couto, Ricardo Carvalho, Luís Figo, Rui Costa, Pedro Pauleta ou Cristiano Ronaldo. Foi precisamente aí, no Euro 2004, que o “Mágico” obteve o seu melhor resultado de sempre ao nível de seleções: o “malfadado” segundo lugar após derrota por 0-1, frente à Grécia, no Estádio de Luz.

Dos anos dourados de Anderson Luís de Souza no FC Porto os adeptos recordam-se, seguramente, da sua capacidade para pausar e (repentinamente) acelerar o jogo, do seu jeito peculiar de correr sempre com a bola colada à parte externa do pé direito, da sua infindável disponibilidade para o jogo (mesmo para aqueles em que terminou a alinhar na posição de lateral direito), da sua visão de jogo, da sua capacidade de remate (inclusivamente de marcar golos de livre direto) e, acima de tudo, da sua tremenda capacidade de passe vertical. Da magia do futebol de Deco ficam, acima de tudo, as memórias visuais de um dos melhores futebolistas do mundo na primeira década do século XXI.

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Foto de Capa: Facebook oficial Deco

artigo revisto por: Ana Ferreira

Afinal, quem é Bruno Fernandes?

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Bruno Miguel Borges Fernandes, jogador do Sporting Clube de Portugal, fez uma exibição monumental contra o Vitória de Guimarães na cidade berço, na terceira jornada da Liga NOS, marcando dois tentos de um total de cinco que o clube de Alvalade marcou. Jorge Jesus está rendido às exibições do jogador: “O treinador do Sporting, que até é algo contido na hora de festejar os golos da equipa, bateu mesmo palmas ao jogador, num sinal de clara aprovação, gesto esse que foi secundado por todos os companheiros, rendidos aos dois grandes golos do jogador sportinguista” (Jornal Record, edição online, 20/08/2017).

Na passada quarta-feira, no jogo contra o Steaua de Bucareste (jogo que o Sporting venceu com uma goleada histórica de 1-5 na Roménia, garantindo a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões), Bruno Fernandes foi mais uma vez titular na equipa de Alvalade, inicialmente atrás do costa-marfinense Seydou Doumbia e, a meio da segunda parte, no apoio ao goleador Bas Dost. E fez, tal como já tinha feito em Guimarães, uma exibição de encher o olho.

Bruno Fernandes esteve em quase todos os golos do Sporting na Roménia, enchendo o campo Fonte: Sporting CP
Bruno Fernandes esteve em quase todos os golos do Sporting na Roménia, enchendo o campo
Fonte: Sporting CP

A sua qualidade técnica, a maturidade tática que apresenta e a sua irreverência durante o jogo, rematando sem medo nem receios, tornam uma questão incontornável: Afinal de contas, quem é Bruno Fernandes? Bruno Fernandes é, antes de mais, um homem do Norte. Cresceu na minha Cidade, no Norte de Portugal, Distrito do Porto, a Cidade da Maia. Fez a sua formação nos escalões do Boavista Futebol Clube, sub-15, sub-17 e sub-19 nas épocas compreendidas entre 2007/08 e 2011/12. As suas exibições ao serviço dos escalões juvenis e juniores dos axadrezados suscitaram o interesse do Novara, clube da segunda divisão italiana, rumando a Itália na época de 2012/13. Brilhou em Itália e, na época seguinte, rumou ao principal escalão do futebol italiano, a Série A, sendo contratado pela Udinese por um valor de 2,5 milhões de euros.

Na época passada foi emprestado à Sampdoria, retornando à Udinese no final da temporada. Mas o menino da Maia não parou de encantar os italianos. No final da época de 2016/17, a Sampdoria avançou para a contratação do atleta por um valor de 6 milhões de euros. Em julho deste ano, o Sporting oficializou a contratação de Bruno Fernandes através de uma transferência orçada em 8.5 milhões de euros (fonte: www.transfermakt.pt ). Este perfil, detalhado e traçado pelo Transfermakt, aparece em qualquer tipo de base de dados sobre jogadores de futebol, com pequenas oscilações entre umas e outras. Mas o que elas não mostram é o valor artísticos dos jogadores, a subtileza com que tratam o esférico, as suas inclinações durante a corrida com a bola, a sua visão de jogo. A arte não pode ser reduzida a bases de dados nem a números.

Onze de veteranos da Primeira Liga

Cabeçalho Futebol NacionalEm 18 equipas que disputam o campeonato principal, existem sempre aqueles jogadores já com bastante experiência e muita tarimba de primeira liga. Sendo que, muitas equipas que lutam pela manutenção, costumam apostar fortemente na contratação de jogadores experientes e que, do ponto de vista da maturidade, dêem mais garantias, de modo a ajudar os seus clubes a atingir os objectivos.

Apresentarei aqui um onze com alguns dos jogadores mais experientes do nosso campeonato.

Haris Seferovic: O tanque suíço

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Neste início de campeonato, a grande revelação no Benfica tem sido o internacional suíço de 25 anos Seferovic. Com maior ou menor dificuldade, tem sido um gosto para os adeptos pronunciar em uníssono o seu nome três vezes, sempre que marca golo na Luz.

Depois das passagens por equipas como Luzern, Grasshoppers, Fiorentina, Neuchâtel Xamax, Lecce, Novara, Real Sociedad e Eintracht Frankfurt, clube onde o Benfica o foi buscar em fim de contrato e a custo zero, a verdade é que as suas credenciais não eram, de todo, as de um goleador: 36 golos em jogos oficiais, sendo que, nos últimos 3 anos de Eintracht Frankfurt, marcou 19, ou seja, mais de metade da sua conta pessoal.

Olhando para os números do avançado, nada fazia antever um início de campeonato tão próspero como este. Seferovic tem deslumbrado no Benfica, com exceção do último jogo frente ao Belenenses, no qual, na minha opinião, teve a pior performance desde que chegou, não querendo com isto dizer que tenha sido má.

Mas aquilo que realmente importa é que foram 4 golos em 4 jogos (3 para o campeonato e 1 para a Supertaça, o seu primeiro título da carreira). Que eficácia. Fora os tentos que ajudou a criar com a equipa, mas, só com estes 4 golos, já igualou o número de golos de toda a época passada, incrível, não?

Reparem, nos últimos 50 anos da história do Benfica, apenas dois outros jogadores evidenciaram a mesma veia goleadora do suíço em época de estreia: Nolito (2011/12), com cinco golos, em cinco jogos; Hader (1995/96) lidera a lista, com uns impressionantes seis golos nos cinco jogos iniciais.

No Benfica, venceu a Taça de Portugal, o primeiro título da carreia do avançado Fonte: SL Benfica
No Benfica, venceu a Taça de Portugal, o primeiro título da carreia do avançado
Fonte: SL Benfica

O suíço tem algo que o distingue: não é um avançado que viva só de golos; é daqueles que também desgasta a defesa adversária, muito móvel, rápido, com bons recursos técnicos e muito forte fisicamente. Tudo isto faz dele um avançado que, mesmo que não marque golos, é muito útil, porque acaba por ser o primeiro defesa da equipa. Por falar em defesa, até aí marca pontos com a sua capacidade de acompanhar a defesa adversária na progressão do terreno, sempre muito aguerrido na disputa de bola e não dando uma como perdida.

Adaptou-se muito bem à dupla com Jonas, mas também, quem não? Tudo parece fácil com o nosso nº10 por perto. O facto é que os dois se têm complementado muito bem: com a pressão que Seferovic faz aos defesas, Jonas fica mais liberto para a sua criatividade e para explorar zonas de terreno mais favoráveis e menos ocupadas pelos adversários, ou seja, não está preso ao esquema tático e, assim, proporciona mais momentos mágicos dos quais o povo gosta.

Mas nem tudo são papoilas saltitantes e nós sabemos que a concorrência no Benfica é muito forte. Mitroglou e Jiménez, caso se mantenham no plantel, são potenciais candidatos à titularidade: basta relembrar a ultima época de Mitroglou, na qual foi o melhor marcador do Benfica, para se perceber que, se a nova aquisição no ataque abranda o ritmo, salta do onze facilmente. A lesão do grego e a indefinição de mexicano no plantel têm ajudado a dar minutos ao n°14 e são, sem dúvida, dois dos fatores favoráveis à sua rápida integração.

Em suma, tudo indica que estamos perante o novo ídolo para os adeptos encarnados, mas fica o aviso: para singrar no Benfica é preciso trabalho, dedicação e ambição. É preciso suar mais do que os outros para convencer Rui Vitória e os adeptos, e, principalmente, nunca desistir. Só assim se pode jogar num dos maiores clubes do mundo!

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

M-Sport: a grande vencedora na Alemanha

Cabeçalho modalidadesA Alemanha marcou o regresso do WRC ao asfalto, naquele que foi o segundo e último rali com estas caraterísticas, esta temporada. Na Alemanha, a grande vencedora foi a M-Sport, vencendo o rali com Ott Tanak, sendo terceira com Sébastien Ogier e ganhando muitos pontos à Hyundai, assim como Ogier a Thierry Neuville.

Vamos começar mesmo por aqui, Ogier foi terceiro na Alemanha e recuperou a liderança do campeonato a três ralis do fim, tendo agora 17 pontos de vantagem sobre Neuville, que desistiu no segundo dia de prova depois de um toque. Ogier, depois da desistência do piloto belga, nunca forçou o andamento, preferindo garantir os 15 pontos do terceiro lugar – a que juntou dois da Power Stage. A própria M-Sport deu um passo de gigante rumo ao título de construtores, ao ganhar 30 pontos à Hyundai e tendo uma vantagem de 64 pontos.

Tanak foi o vencedor mais que justo da prova germânica, tendo assumido a liderança ainda no primeiro dia e não a largando até ao final, tendo gerido tudo como bem queria e mostrando que está a tornar-se num senhor piloto. Parece que o estoniano vai estar na luta pelo título em 2018, não sendo, de todo, descabido que pense no título ainda este ano, uma vez que está a apenas 33 pontos do seu colega na M-Sport.

Quem também deu boa conta de si foi Andreas Mikkelsen. O agora piloto da Citroën terminou em segundo, depois de uma prova muito consistente, onde, apesar de não ter conseguido dar muita luta a Tanak, também nunca ficou muito longe a nível de tempo, mantendo a pressão. Desde que está aos comandos do C3 WRC, é a primeira vez que Mikkelsen faz um bom rali – resta saber se é evolução do carro, se é adaptação do piloto ou os dois juntos. Craig Breen também fez uma boa prova, terminando no que já se pode chamar seu lugar, ou seja, o quinto. Kris Meeke é que foi o pior da equipa francesa, borrando a pintura logo no primeiro troço, ao dar um toque que lhe estragou logo a prova. Muito mau para o piloto que à partida seria o melhor da Citroën.

Mikkelsen deu o segundo melhor resultado ao C3 WRC Fonte: Andreas Mikkelsen
Mikkelsen deu o segundo melhor resultado ao C3 WRC
Fonte: Andreas Mikkelsen

Na Hyundai também existiu um pequeno descalabro com a desistência de Neuville e de Dani Sordo. Ambos voltariam à estrada, mas já não conseguiram fazer nada que os levasse aos pontos, tendo Hayden Paddon terminado em oitavo, naquele que foi um rali muito fraco para a marca coreana.

A Toyota, depois do brilharete na casa adotiva, teve mais dificuldades na Alemanha, como era esperado. Juho Hanninen, que tinha sido o mais fraco dos Yaris na Finlândia – apesar do terceiro lugar final –, respondeu na Alemanha, tendo ficado em quarto, numa grande mostra da sua qualidade, algo que não tinha conseguido ainda este ano. Jari-Matti Latvala terminou em sétimo, não tendo feito um mau rali, mas raramente conseguiu acompanhar os pilotos mais rápidos. Esapekka Lappi, vencedor na Finlândia, teve de desistir após ter partido uma suspensão. Ainda voltou à estrada, mas não conseguiu mais do que o 21º lugar.

O WRC só regressa no princípio de outubro, na Catalunha, num rali misto. Será uma das batalhas mais decisivas do campeonato, pois um erro pode ser decisivo para as contas finais. A minha aposta vai para Ott Tanak a vencer, seguido de Neuville e Ogier. Estou curioso para ver como os Toyota vão estar em Espanha, em condições normais Latvala é um bom candidato ao pódio.

Foto de Capa: M-Sport

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Futebol de Formação: Sporting inicia época a vencer

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No passado fim-de-semana, os jovens leões voltaram à competição. As equipas de juniores e juvenis iniciaram a sua luta pela revalidação dos títulos em ambos os escalões, com duas vitórias fora de portas. Numa jornada em que também a equipa “B” foi vencer ao campo do Real Massamá.

Os pupilos de João Couto começaram a luta pelo título de tricampeões nacionais de juvenis no terreno do Caldas. Numa partida em que os leões foram superiores, acabaram por golear, com cinco bolas a zero, em jogo a contar para a primeira jornada da primeira fase da Série C. Uma equipa que irá procurar vencer o título pela terceira vez consecutiva, que conta com muito talento e com a experiência do seu treinador, João Couto.

A equipa de juniores do Sporting, liderada por Tiago Fernandes, deslocou-se a Alcanena para vencer a equipa da casa por 2-0. Numa partida que chegou com o nulo ao intervalo, os leões resolveram o jogo na segunda parte, acabando por marcar por duas ocasiões. Com esta vitória, os jovens leões somaram os primeiros três pontos na primeira fase da zona sul do campeonato nacional de juniores. Mais uma equipa repleta de talento, com atletas como Gonçalo Costa, João Ricciulli, Bernardo Sousa, Diogo Brás, entre tantos outros. Um plantel composto pelos campeões nacionais de juvenis em 2016/2017 e que pretendem conquistar mais um título, sob a liderança do treinador, Tiago Fernandes.

Pedro Delgado (à esquerda na imagem) tem sido um dos elementos em foco na equipa B leonina Fonte: Facebook de Pedro Delgado
Pedro Delgado (à esquerda na imagem) tem sido um dos elementos em foco na equipa B leonina
Fonte: Facebook de Pedro Delgado

No mesmo fim-de-semana, a equipa “B” somou mais três pontos, vencendo o Real Massamá por 2-1, com golos de Pedro Delgado e Pedro Marques. A equipa, treinada pelo Professor Luís Martins, esteve a perder a partir do minuto 65, mas em quatro minutos conseguiu a reviravolta no marcador, com os seus tentos aos minutos 89 e 93. Uma vitória de raça, onde o Sporting acabou por ser superior e ser um justo vencedor. Com esta vitória, a que se soma a desta quarta feira sobre o Cova da Piedade, o Sporting soma nove pontos nas primeiras quatro jornadas na Ledman LigaPro. Um plantel renovado que conta com vários campeões nacionais de juniores que dão os seus primeiros passos no Futebol sénior, procurando a afirmação do seu talento.

Este foi, assim, um fim-de-semana pleno de vitórias no Futebol leonino. Numa época em que o Sporting volta a apresentar muito talento, em conjunto com a competência dos seus treinadores, votos para que possa ser uma época de vitórias e títulos.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

FC Steaua Bucuresti 1–5 Sporting CP: Com Bruno Fernandes tudo é mais fácil

sporting cp cabeçalho 1Foi em Bucareste, num estádio lotado e com relvado novo, que o Sporting fechou as contas para o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões, depois de um nulo em Alvalade, que deixou o universo leonino em estado de alerta, não só pelo simples facto de o Sporting nunca ter vencido (ou sequer empatado) em território romeno.

Ainda assim, foi com imponência e com agressividade – que se exigia à equipa de Jorge Jesus – que o Sporting iniciou a partida, com destaque para o facto de, neste jogo, Doumbia ocupar o lugar de Bas Dost. O treinador da equipa leonina quis dar profundidade e rapidez nas combinações ofensivas com a entrada do costa-marfinense no onze, e foi isso mesmo que conseguiu: numa jogada “à Jorge Jesus”, lançamento longo de Piccini, com um desvio de Mathieu ao primeiro poste, e Doumbia a aproveitar uma bola perdida na grande área para furar as redes e deixar o Sporting em vantagem na eliminatória. O que parecia impossível na primeira mão, concretizou-se em apenas 15 minutos em Bucareste. O Sporting continuou “mandão” no jogo, com Adrien a servir de âncora da equipa, dando liberdade para Bruno Fernandes surgir entre-linhas e Gelson agitar o jogo nas alas.

O ritmo da partida foi baixando com o passar dos minutos (falta experiência europeia ao Sporting para lidar com estes momentos do jogo) e o Steaua foi aparecendo lentamente na partida, com Alibec sempre em evidência. Num mau passe de Coates e num erro de abordagem de Mathieu (pareceu claramente limitado fisicamente, nesta partida), Alibec apareceu com espaço na grande área e, depois de um remate forte, Junior Maranhão encostou na recarga, deixando o resultado de novo empatado. A partir daí o Steua cresceu na partida, subiu as linhas e o Sporting chegou ao intervalo… a precisar dele.

O avançado fez a sua estreia a marcar pelo Sporting Fonte: UEFA
O avançado fez a sua estreia a marcar pelo Sporting
Fonte: UEFA

Na segunda parte, o Steaua continuou a exibição ascendente na partida, colocando o jogo em patamares muitos perigosos para a equipa leonina, pois foram várias as vezes em que a equipa romena surgiu com lances de perigo perto da baliza de Rui Patrício. O Sporting baixou as linhas, trocou Doumbia por Bas Dost, e a eliminatória estava em risco até que a bola, aos 60 minutos, chegou a Bruno Fernandes. Aí, quase como que “vendo o jogo de cima”, o internacional sub-21 desmembrou a equipa romena e, consequentemente, a eliminatória, com um passe teleguiado, que deixou Acuña numa posição em que só tinha de respeitar o talento do português. Ultrapassando o guarda-redes, o argentino voltou a colocar o Sporting em vantagem no resultado.

Com a partida desbloqueada, e quando o Sporting precisava de gerir bem a partida até ao final e de por o jogo num congelador, Gelson Martins decidiu dissipar qualquer dúvida, e cinco minutos depois, num remate cruzado, fechou a eliminatória.

A partir daí, o que era um ambiente infernal passou a um silêncio ensurdecedor. A equipa do Steaua conformou-se com o resultado e com a qualidade da equipa leonina, que mesmo que não tendo feito um jogo excepcional, mostrou o que se pedia: superioridade relativamente ao adversário. No meio deste cenário, Bruno Fernandes voltou a abrir o livro, e num rápido contra-ataque isolou Gelson, que já mais dentro do seu habitat, fez a assistência perfeita para Bas Dost juntar mais um golo à sua conta pessoal nesta época. 4-1 no marcador, resultado que ainda foi ampliado no último minuto por Battaglia após trabalho fantástico de Coentrão.

Cinco a um final, goleada que apura o Sporting para a fase de grupos da Liga dos Campeões, que confirma o bom início de época em Alvalade, e que mostrou aquilo que Jorge Jesus parecia ter alguma dificuldade em admitir: o Sporting está bem acima deste Steaua de Bucareste. A todos os níveis.

Carrega AQUI para ver os golos da partida.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho