A caminho de Wimbledon, e em jeito de preparação para a competição pela qual todos anseiam, é altura de se disputarem alguns dos principais torneios da temporada em relva. Entre esses torneios conta-se o Gerry Weber Open, torneio do ATP World Tour 500 disputado em Halle (Alemanha).
À partida para Halle o cartaz era de luxo e contava, entre outros, com nomes como os de Roger Federer, Dominic Thiem, Kei Nishikori ou Alexander Zverev. Se por um lado se pretendia perceber o momento de forma destes (e de outros) tenistas em relva, por outro lado havia um motivo de interesse particular: perceber se Roger Federer, recentemente derrotado na primeira ronda em Estugarda por Tommy Haas, mantinha intactas as capacidades que o levaram a ter já saído vitorioso de Wimbledon em sete ocasiões.
Se dúvidas havia, “King” Roger dissipou-as rapidamente. O seu caminho até à final foi imaculado e, até lá chegar, levou de vencida Yuichi Sugita, Mischa Zverev, Florian Mayer e Karen Khachanov sem ceder qualquer set. As principais surpresas do torneio acabariam por surgir na segunda ronda, com Dominic Thiem a ser derrotado por Robin Haase (6-3 e 7-6[7]), e com a desistência por lesão de Kei Nishikori (pelo terceiro ano consecutivo em Halle!) enquanto se encontrava a vencer Karen Khachanov por 3-2. O outro finalista do torneio haveria de ser o jovem prodígio “da casa”, Alexander Zverev, que no caminho até à final deixou pelo caminho Paolo Lorenzi, Philipp Kohlschreiber, Roberto Bautista Agut e Richard Gasquet.
Zverev não teve hipóteses contra Federer Fonte: Gerry Weber Open
A final do torneio, contrariamente ao esperado, foi uma verdadeira lição de ténis dada por Roger Federer a Alexander Zverev, “despachado” pelo suíço em apenas 53 minutos pelos parciais de 6-1 e 6-3. Num dia em que foi absolutamente “peRFect”, a diversidade de pancadas de esquerda e o acerto do serviço e da pancada de direita de Federer bloquearam por completo o ténis do jovem alemão que, certamente, terá chegado a um momento no qual desejou que o encontro terminasse o mais rapidamente possível.
Federer está novamente numa forma fantástica Fonte: Gerry Weber Open
Com esta vitória, aos 35 anos de idade, Roger Federer alcançou o seu quarto título na presente temporada e assinou a incrível marca de nove conquistas do Gerry Weber Open. Acima de tudo, “King” Roger provou aos mais céticos que a sua boa forma no início da temporada (ainda) não se esgotou, que mantém intactas as suas capacidades a jogar em relva e, obviamente, que deverá continuar a ser encarado como o principal candidato à vitória final em Wimbledon.
A sua personalidade um tanto egocêntrica tem fundamento. Todos sabemos de onde veio, o que teve de fazer para chegar onde está hoje… Melhor, onde estava há uns meses. A lesão veio em má altura. Tudo e todos salientavam a sua performance na Premier League, competição em que se estreou apenas esta época. Muitos diziam que vinha tarde, que já estava acabado para este nível desgastante de encontros (muitas vezes de 3 em 3 dias), mas quando se fala em Ibrahimovic ninguém deveria ousar proferir tal espécie de declarações. Isto porque um homem que se mantém no topo aos 35 anos, desempenhando o seu papel sem alaridos, focado e sem recorrer a declarações controversas acerca da equipa, sem criar conflitos internos por causa de resultados menos bons, privilégios que o seu status quo claramente lhe concedem, e em vez disso opta por se manter forte, e sobretudo positivo.
Nada o assusta. Tem noção. Noção do que acarreta montar uma equipa de top (mesmo com um dos melhores técnicos do mundo), noção de como se prepara um jogo decisivo, noção de como o futebol se está a transformar. Daqui a uns anos, poucos serão os jogadores que cresceram a jogar nas ruas, são poucos os que nem iam comer, por mais que a mãe ou avó gritassem, alto e bom som, pela varanda, o seu nome completo… São poucos os que não cresceram num apartamento. Enfim, que levavam a essência do futebol puro para o futebol profissional.
Na minha opinião, quando as gerações deste milénio começarem a preencher quase a totalidade do lugar dos ativos deste desporto é que se vai perceber bem esta minha tese, um tanto por culpa da indústria de jogadores de futebol a que se assiste no período de formação dos clubes. Isso e as novas tecnologias… Um vício da maioria dos jogadores, bem como também das pessoas em geral. Hoje em dia, ou para elevar a sua auto estima, ou para se aproximar dos fãs, o recurso a contas em redes sociais é uma clara tendência, que se for usado de forma incompatível com a profissão, no caso em que me debruço, a de futebolista, se pode tornar um problema. Mas neste artigo não me vou alongar mais neste ponto. Não digo, e muito menos desejo que a real essência se perca, trata-se apenas de uma previsão que faço com muito pesar… Felizmente, engano-me em muita coisa, e tenho noção disso.
Noção é uma das grandes qualidades do goleador sueco. Parece que tem noção de tudo o que existe à face da Terra e como as burocracias e afins funcionam. É talvez por isso que seja uma das personalidades deste mundo que tem sempre a resposta debaixo da língua. E nunca perde a oportunidade para ficar calado: sempre que solicitado, o conteúdo das suas declarações aos media é sempre muito interessante e pertinente. É por isso que, ao citá-lo, é fácil fazer manchetes de jornais. Tem impacto. Diz o que muitos não têm coragem de dizer em público. Não deve nada a ninguém, é um enorme jogador com uma carreira ímpar, é um ídolo para milhões, mas melhor que tudo isto, tem noção.
É por ter noção que, ao contrário de um outro jogador qualquer, não abandonou a carreira de atleta profissional após a grave lesão sofrida frente ao Anderlecht. Sabe o que vale, sabe que o seu registo enquanto profissional ainda não está concluído. E ainda bem. Para mim é um orgulho e uma honra escrever sobre este tipo de jogadores. Há quem diga que não gosta dele por ser muito ríspido nas respostas que dá a jornalistas, mas é rara a situação em que Zlatan “se enterra”. É claramente aquele fulano que “enterra os outros”, que nunca fica mal visto e que impõe um respeito absoluto. Já olharam bem para ele?
O passado já todos conhecemos, o presente é uma batalha diária, e o futuro? Futuro para Ibra não é esperar que ele venha, é trabalhar para que ele aconteça. É isso que o move, é isso que não lhe permite pendurar as chuteiras. Ele sabe bem o que quer, certamente nem a mulher, nem o agente, nem os fãs o convencem do contrário, e nem querem tal coisa. Isto porque tais pessoas, umas mais que outras, o conhecem e sabem que o sentimento que une o avançado a este desporto é de paixão, e a paixão é eterna. E se essa eternidade terminar nos 39, 40 anos, eu e muitos ficaremos agradecidos por não ter terminado aos 35.
Confiança na sua pessoa é a sua arma mais letal. O seu olhar semicerrado diz tudo Fonte: zimbio.com
Reconheço que, no final da época 2015/2016, depois dos anos que esteve no P.S.G. , e ao olhar para o histórico de equipas que ergueu ao peito, faltava que uma delas fosse da Liga Inglesa. Para mim é, de longe, a liga com o futebol mais atrativo do mundo, e como amante do futebol praticado em Inglaterra, qualquer jogador de topo tem de jogar lá, nem que seja apenas um jogo… Não é uma obrigação, mas vejo como se fosse.
Já existem fanáticos por bola que se fartam de ver um jogo. Isto, dito há uns tempos atrás seria impensável. Mas, analisando bem a coisa, temos ligas em que, literalmente, “não se passa nada”… Reparem na Liga Alemã, só dá Bayern; olhem a Italiana, só dá Juventus; olhem a Portuguesa, só dá Benfica. E quando o futebol em si é uma autêntica “pasmaceira”, lá vêm aquelas novelas do balneário, das relações entre instituições desportivas, lá vem os desentendimentos e as exigências dos agentes. Futebol não é isto car#$%! Futebol é treinar, jogar e vencer. O que se passa dentro do relvado não tem o impato que certas situações “extra futebol” têm, muitas vezes. E esse mesmo facto do fora das quatro linhas ter mais relevância do que o lá dentro é um autêntico absurdo! Jogam-se umas 10 jornadas a cada fim de semana, em que saem umas 50 notícias sobre possíveis escândalos ou outras peripécias dessa índole, e apenas 20 ou 30 sobre essas dez partidas disputadas. Dá que pensar.
Voltando ao assunto da competividade, mas não me refiro aos clubes em questão, mas será que numa liga onde um clube consegue deter uma hegemonia absoluta, seja possível esperar mudanças constantes nas posições da primeira metade da classificação? Muito dificilmente. Se jogos renhidos são os melhores, imaginem campeonatos que o sejam. Descansem, não precisam de imaginar, a resposta já foi dada e está enunciada acima.
Quanto ao futuro do craque, faixa negra de Taekwondo, melhor marcador de sempre pelo seu país, uma lenda em atividade e que, mesmo sentado no trono ambiciona mais conquistas, levanta-se e dirige-se a todos os recintos e combate na frente de batalha, o que posso dizer mais? Posso dizer que é ele que marca o seu caminho, mais ninguém. Marca o caminho e golos, obviamente!
No entanto, se a mim fosse entregue a decisão, a única opção viável só poderia passar pela Premier League. Isto por uma tão incessante curiosidade de o ver calar os críticos novamente. Voltam a dizer que está arruinado… Enganar-se-ão uma vez mais.
Depois da saída de Suarez, ficaria muito contente em ver a equipa de Anfield novamente com um ponta de lança de classe mundial. Combinando com Roberto Firmino e Philipe Coutinho, e o mais recente reforço, Mohamed Salah, um Ibra no seu melhor, mesmo com 35 anos, constituiria uma frente de ataque extremamente ofensiva, recheada de jogadas e toques com classe e subtis, mas ao mesmo tempo determinantes para o desfecho da jogada. Ibra está mais lento, mas não lento. E não perdoa. Conhece a pequena área como a sua casa e sabe sempre onde se posicionar para finalizar, mesmo em lances em que a bola não lhe chegue “redondinha”. Desta remota possibilidade de integrar o Liverpool não tenho noção de como seria, mas, para já, contento-me com a imaginação.
Tenho a certeza de que ofertas não param de chegar, mesmo tendo em consideração o seu estado físico atual. Tanto do oriente, como dos Estados Unidos, investidores de clubes abonados com uma favorável vertente financeira, poderão avançar com um contrato irrecusável.
Mas será que mesmo que algum magnata lhe endereçasse um cheque em branco, ele o retornaria ao remetente, alegando que “Zlatan Ibrahimovic é priceless”?
Nunca atingiu o patamar que consagrou o filho como um dos melhores treinadores da história do futebol, passando-lhe assim a marca registada do nome Mourinho. Mas por detrás do fenómeno que é José, estava o homem que, mais do que o ter criado como pessoa, o criou e influenciou como treinador: o seu pai.
Mourinho Félix e a sua obra podem ser desconhecidos para a maioria dos adeptos de futebol – principalmente para os mais novos – mas o seu legado, ainda que menos famoso, é bonito e deixou marca no melhor treinador português de todos os tempos e na Liga Portuguesa. Costuma-se dizer, infelizmente, que as homenagens dos mais anónimos chegam sempre depois da morte, para que, tempo depois, sejam novamente condenados ao esquecimento. Desejando que não seja esquecido, eis a nossa homenagem a José Manuel Mourinho Félix, materializada na sua história.
Nascido a 12 de fevereiro de 1938, em Lagoa, Ferragudo, Mourinho Félix dedicou toda a sua vida profissional ao desporto, particularmente ao futebol. Apesar de discreta nos tempos atuais, teve uma longa e completa carreira, com funções distintas e com alguns títulos. Fez de tudo: foi jogador, treinador ou até as duas coisas ao mesmo tempo.
Mourinho Félix, como guarda-redes, ao serviço dos azuis do Restelo Fonte: CF Os Belenenses
Tudo começou dentro das quatro linhas e logo na posição mais discreta do futebol, guarda-redes. Começou a carreira no clube onde a sua marca ficou mais vincada, o Vitória Futebol Clube, ou Vitória de Setúbal, decorria a época 1955/1956, há mais de 60 anos. A partir daqui surge toda uma dedicação aos sadinos que é rara de se ver atualmente. Foram 13 temporadas de verde e branco vestido, que incluíram pelo meio a conquista da Taça de Portugal em 1964/1965, o seu único título como jogador.
E Mourinho Félix podia ter sido mesmo um one-club man, não fosse a sua mudança para Os Belenenses, em 1968/1969. Aí ainda permaneceu por seis temporadas, sem títulos, mas com uma chamada à Seleção Nacional para a Mini Copa da Independência no Brasil, em 1972, disputando apenas um jogo, frente à Irlanda. De resto, foi em Belém que encerrou mesmo a sua carreira de jogador, após 19 temporadas no ativo.
Pendurou as luvas e as chuteiras para agarrar o bloco de notas: já tinha sido jogador-treinador no Belenenses, mas em 1970/1971 acabou por se dedicar totalmente ao banco. Passou por treze clubes, sendo eles: Os Belenenses, Est. Portalegre, Caldas, União de Leiria, Amora, Rio Ave, Varzim, União da Madeira, O Elvas, Paredes, Benfica de Castelo Branco, União de Santarém e Vitória de Setúbal, este último onde conseguiu um dos dois grandes feitos da sua carreira de treinador, a subida de divisão dos sadinos em 1981/1982. O outro foi a chegada ao Jamor com o Rio Ave, em 1984, sendo derrotado pelo FC Porto. Foi ainda campeão nacional da II Divisão com o Amora, em 1979/1980.
Contudo, fica para a história outra proeza, que agradecemos: a de ter criado José Mário Mourinho, o seu filho, melhor treinador português do século XXI, e que chegou a treinar.
A toda a família enlutada o Bola na Rede dedica este artigo como homenagem, endereçando-lhe os nossos mais sentidos pêsames.
Associado ao SL Benfica desde o término do campeonato, André Moreira é o forte candidato à sucessão de Ederson Moraes na baliza encarnada.
Com 21 anos, o jovem de Ribeirão começou a dar os primeiros passos no emblema da sua própria localidade, e foi lá que ganhou visibilidade para assinar um contrato com o tubarão europeu, Atlético de Madrid. Apesar de ter um contracto que o liga aos espanhóis até 2020, este nunca se conseguiu assumir em terras de “nuestros hermanos” e esteve sempre emprestado a clubes nacionais.
Na época de 14/15 foi cedido ao Moreirense, clube onde só jogou duas partidas da Taça da Liga, e sofreu um golo. Com uma passagem pouco feliz por Moreira de Cónegos, o guardião voltou a ser emprestado na época seguinte, mas desta vez ao União da Madeira. Até então, foi no emblema madeirense que somou mais minutos de jogo e teve a oportunidade de desenvolver as suas capacidades. Ao todo disputou 19 partidas, e foi considerado um dos jogadores-chave para a manutenção do União no primeiro escalão do futebol português.
André Moreira teve uma passagem fugaz pelo Restelo Fonte: Facebook de André Moreira
Este ano André começou a época emprestado ao Belenenses, mas passado mês e meio de contrato com os azuis do Restelo o jovem voltou a ser chamado pelos “colchoneros” por motivos de lesão.
Já com a camisola da seleção nacional vestida, o miúdo nortenho disputou 11 partidas oficiais. Cinco no campeonato europeu de sub 19, cinco no campeonato do mundo de sub 20 e uma na qualificação para o europeu de sub 21.
Na verdade, e se esta transferência se confirmar, o jovem guarda-redes de 21 anos terá pela frente não só o grande desafio de tomar conta da baliza que já foi de Oblak e Ederson como também a obrigação de convencer os adeptos encarnados de que é o homem certo para o lugar de número 1 encarnado.
“O meu objectivo é ficar no CSKA e representar o clube durante o máximo de tempo possível; para me tornar um dos melhores jogadores da equipa e para talvez passar lá toda a minha carreira.” – Aleksandr Golovin
Kaltan é uma pequena e pouco conhecida cidade no oblast de Kemerovo, sudoeste da Sibéria, com pouco mais de 20 mil habitantes, mas é também o local que viu nascer Aleksandr Golovin, aquele que será porventura um dos jovens jogadores russos mais talentosos da actualidade.
Após a eliminação do combinado russo da Taça das Confederações no passado Sábado em Kazan, Golovin virará, muito provavelmente, todas as suas atenções para o futuro da sua carreira, que poderá, de acordo com a imprensa russa e inglesa, passar pela Premier League. O médio do CSKA Moscovo realizou uma época bastante positiva ao serviço dos Armeitsy e veio, de certa forma, reforçar a ideia de que estamos perante um dos jovens jogadores russos mais talentosos da última década. Titular indiscutível na formação moscovita, Golovin não tardou em convencer o novo seleccionador russo, Stanislav Cherchesov, que também seria um elemento de enorme importância na Sbornaya. Apesar da selecção russa não ter ido para além da fase de grupos da Taça das Confederações, Golovin deu excelente conta de si em todos os jogos e passou por ele a responsabilidade de organizar todo o jogo de ataque da sua equipa. A ausência de Alan Dzagoev por lesão permitiu a Golovin partilhar com Aleksandr Erokhin a responsabilidade de criar jogo e de fazer a engrenagem do meio-campo da Rússia funcionar sem maiores sobressaltos. A falta de opções à altura no banco de suplentes poderia ser a explicação para o facto de Golovin ter jogado os 90 minutos em todos os jogos da fase de grupos da competição, mas a verdade está bem longe disso, uma vez que o médio do CSKA Moscovo é um jogador altamente influente nas transições ofensivas da sua selecção e é também, porventura, o médio com a técnica mais apurada e com maior qualidade de passe do combinado russo.
Golovin e Kutepov após a eliminação da Taça das Confederações Fonte: Sport Express
Natural de Kaltan, Golovin começou a sua carreira futebolística na Metallurg-Kuzbass Academy ainda em tenra idade, mas foi após ter representado as reservas da selecção olímpica russa e uma equipa de jogadores da região da Sibéria que começou a chamar a atenção dos Scouts das grandes equipas russas que procuram jovens jogadores no vasto território da Federação Russa. Com vários clubes do escalão principal do futebol russo interessados em garantir os seus serviços, em 2012, Golovin escolheu mudar-se para a capital do país para representar o CSKA Moscovo. Um ano mais tarde, quando já era presença habitual na selecção russa de Sub-17, o jovem Aleksandr vence o Campeonato Europeu da categoria, disputado na Eslováquia, e assume-se de vez como uma pedra basilar do futebol jovem na Rússia. Após várias passagens pelos mais diversos escalões de formação russos, Golovin chega à selecção principal com apenas 19 anos de idade num jogo amigável diante da Bielorrússia em 2015, substituindo um dos seus ídolos da altura, Roman Shirokov, durante a segunda-parte do encontro e apontando o segundo golo da sua equipa na vitória por quatro bolas a duas.
No passado sábado, o Sporting Clube de Portugal recebeu no Pavilhão de Odivelas, o Braga vencendo por 6-1, com “bis” de Merlim e Diogo e ainda com golos de Dieguinho e Pedro Cary. Os leões venceram assim o terceiro jogo desta final do “play-off” e ficam a uma vitória do título.
Com uma grande exibição, o Sporting conseguiu golear a equipa do Braga, nesta inédita final. Nesta terça-feira, os leões deslocam-se a Braga para o quarto jogo e em caso de vitória sagram-se bicampeões nacionais. Recorde-se que, esta temporada, nos dois jogos disputados no terreno dos bracarenses, registaram-se um empate e uma vitória para o Braga.
Assim, o Sporting vai ter pela frente um jogo difícil, no entanto ao seu melhor nível exibicional pode vencer este quarto jogo. Este é provavelmente o plantel mais forte da história do futsal leonino, com nomes como Diogo, Fortino, Cavinato, Merlim, João Matos, Pedro Cary, Marcão, entre tantos outros grandes atletas. Muito bem orientados por Nuno Dias, um dos melhores treinadores do mundo, estão reunidas todas as condições para conquistar o 14º campeonato nacional.
O Sporting pode ser campeão nacional já esta terça feira Fonte: Sporting CP
No entanto, o Braga é um coletivo forte, treinado por Paulo Tavares e com jogadores como André Coelho, Tiago Brito e Bruno Cintra em destaque. Para o Braga, esta primeira final do “play-off“, representa a presença na UEFA Futsal Cup na próxima temporada. Pela primeira vez, Portugal irá ter duas equipas entre a elite do futsal europeu.
Esta época, o Sporting na Liga Sport Zone soma 33 jogos, obtendo 29 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Na UEFA Futsal Cup, os leões sagraram-se vice-campeões da Europa e ainda conquistaram a Taça da Liga pela segunda vez.
O futsal tem contribuído com muitos títulos para o palmarés do Sporting Clube de Portugal e, caso vença em Braga, os leões conquistam o 108º título da modalidade.
Valentino Rossi fez história ao completar a sua 115ª vitória numa corrida cheia de emoções.
Mais de 20 anos depois da sua primeira vitória, “the doctor” conseguiu completar o circuito de Assen à frente de Danilo Petrucci, que voltou a fazer uma corrida fantástica, e de Marc Marquéz que completou o pódio.
Desde a Catalunha no ano passado, que Rossi não vencia um grande prémio, mais de um ano volvido, e teve de puxar pelos galões para conseguir acabar à frente de Petrucci. Iniciou a corrida na 4ª posição, e de forma coesa consegue chegar a primeiro, ignorando todos os estados temporais ao longo da corrida.
Aos 38 anos, Rossi consegue a sua 10.ª vitória em Assen em todas as categorias, mas acredito que a de hoje tenha sido a que mais emoção lhe tenha dado, depois de aparentemente levar com a moto de Zarco quando lutava pela liderança, até ao facto de trocar várias vezes de posição com Petrucci mesmo quando começou a chover, mas ficou a sensação que, se não fossem as ultrapassagens aos pilotos mais atrasados, dificilmente tinha conseguido manter a liderança.
Queda de Viñales, felizmente sem consequência mais grave Fonte: MotoGP
Com a queda aparatosa mas felizmente sem consequências de Viñales (111 pontos), numa corrida onde foi complicado perceber o limite, acabou por perder a liderança do campeonato para o Dovizioso (115 pontos) que terminou a corrida em 5º lugar.
Em 3º no campeonato acabou por ficar Valentino Rossi (108 pontos) e em 4º o atual campeão do mundo, Marc Márquez (104 pontos).
Campeonato ao rubro, que vai agora para a Alemanha, que promete muito mais entre os dias 30 de junho e 2 de julho.
Miguel Oliveira volta a fazer mais uma boa corrida Fonte: MotoGP
Miguel Oliveira em Moto2, não foi além de um 5º lugar, sendo que Morbidelli voltou a vencer na categoria. Continua a boa temporada do português em 4.º lugar do mundial, numa altura em que cada vez mais é considerado o rookie do ano.
Há, essencialmente, dois tipos de empréstimos: emprestar um jogador jovem para que este tenha minutos, evolua e possa ser opção quando regressar, e emprestar um excedentário, um jogador que não tem lugar no plantel e que o clube não conseguiu vender. Neste artigo vou analisar os principais empréstimos dos três grandes, como é que correram, quem não conta e quem pode voltar para ser verdadeira opção.
O Aegon Championships (ATP World Tour 500), histórico torneio disputado no Queen’s Club, e o Aegon Classic Birmingham (WTA Premier) são dois dos mais importantes torneios disputados em relva na preparação para Wimbledon. Chegados ao seu final é hora de tirar algumas ilações acerca do desempenho dos tenistas e do que esse mesmo desempenho poderá significar para a tão aguardada “quinzena de relva” que se inicia já no próximo dia 3 de julho.
Começando pela vertente feminina, isto é, pelo Aegon Classic Birmingham, bem pode dizer-se que este se tratou de um torneio com um desfecho inspirador. Mas, começando pelo início, a principal nota de destaque vai para a eliminação da segunda favorita (após desistência prévia ao torneio de Angelique Kerber, que se ressentiu de lesão na parte posterior da coxa esquerda), Dominika Cibulkova, logo na primeira ronda frente a Lucie Safarova, acentuando ainda mais a crise de resultados que tem vindo a atravessar. Igualmente pela negativa os destaques vão para Johanna Konta e Barbora Strycova pela eliminação na segunda ronda e para Elina Svitolina, não tanto pela eliminação precoce frente a Camila Giorgi, mas antes pela lesão que a tem afetado no tendão de Aquiles e que, inclusivamente, poderá colocar em risco a sua participação em Wimbledon.
Fonte: Website do Aegon Classic Birmingham
Pela positiva a nota de destaque vai, por inteiro, para a (inspiradora) vencedora do torneio, Petra Kvitova. A tenista checa afirmou há alguns dias que a sua mão esquerda (dominante) nunca voltaria a ficar a 100% após ter sido esfaqueada em sua própria casa, no decurso de um assalto, há cerca de seis meses. Porém, no segundo torneio disputado após o seu regresso aos courts, Kvitova provou que não sabe jogar mal em relva, venceu tenistas como Kristina Mladenovic ou Lucie Safarova (embora esta última por desistência), não cedeu qualquer set a caminho da final e, na mesma, venceu a jovem australiana Ashleigh Barty (que havia batido Garbiñe Muguruza na meia-final) por 4-6, 6-3 e 6-2. Com este triunfo Petra Kvitova, que chegou a ser dada como “acabada” para o ténis, ascende ao 12º lugar do ranking mundial e, tratando-se de uma bicampeã de Wimbledon (2011 e 2014) pode bem começar a ser considerada como uma séria candidata à conquista do torneio londrino.
Apesar da raça deixada em campo pelos chilenos, fica a sensação de que os Caltex Soccerros poderiam ir mais além
Contas fechadas no Grupo B da Taça das Confederações. A classificação final dita a passagem da Alemanha, em 1º lugar, seguida do Chile, que esta tarde confirmou o 2º posto ao empatar com a Austrália.
Apesar da entrada fortíssima do Chile, e da demora das tropas australianas em chegar à área adversária, foi uma 1ª parte muito equilibrada. Vidal, logo aos 7 minutos de jogo, espreita o golo e testa a atenção do guarda redes Mathew Ryan. Pouco depois, aos 11’, Vargas aparece cara a cara com Ryan, mas o lance foi interrompido por fora de jogo.
Perante o poderio chileno, o recurso à falta torna-se uma arma de defesa, e Luongo não hesitou em recorrer à dita. O árbitro Gianluca Rocchi também não hesitou em lhe mostrar o amarelo. 10 minutos depois, foi Troisi a cometer uma falta bastante dura. Esta avalanche de amarelos não acabou, e quase ficava avermelhada: Tim Cahill, aos 33 minutos, entra feio sobre Aranguiz. Os ânimos exaltaram-se!
Só aos 35’ a campeã asiática chegou à baliza chilena com perigo: Troisi, com um passe fenomenal, coloca Luongo em posição favorecida de marcar, mas Claudio Bravo, chamado a intervir, saiu-se com uma mancha ao avançado australiano, e evitou o golo.
A Austrália mostrava-se confiante, e passou a querer ter mais a bola, mandar um pouco no jogo. A pouco e pouco, as sucessivas trocas de passes entre o meio campo davam lugar a passes mais longos, ou para as alas, ou para o meio. Tim Cahill e Juric esperavam ansiosamente pelo esférico, que quase a totalmente das vezes era intercetado antes de chegar até eles.
Com isto, os “Socceroos” adiantam-se no marcador! Jogada de insistência, um pouco atabalhoada, em que Kruse atira, a bola sofre um desvio por parte do defesa do Chile, a bola sobra para Troisi, que isolado e com muita frieza, coloca a bola dentro da baliza.
A reação dos sul americanos não tardou! Três minutos depois, Arturo Vidal já na pequena área contrária cabeceia forte, mas Milligan corta in extremis. Mesmo assim, Eduardo Vargas ia chegando à bola antes de sair para canto.
Parecia que se iria com 0-1 para o intervalo, mas Sainsburry teve uma ocasião flagrante para marcar. Após um livre ainda longe das redes chilenas, a bola é cruzada para a área, intercetada de cabeça pelos de vermelho, mas surge uma cabeçada que devolve a bola à grande área, e Cahill amortece para Sainsburry, que em excelente posição desperdiça. Todos pensavam que estava em posição irregular, mas a bandeirola não foi levantada, para também surpresa do próprio 20 australiano.
A 2ª metade do encontro continua com a supremacia australiana. Aos 51’, livre batido sem ninguém esperar, bola direta e a rasgar para a desmarcação de Tomi Juric, que não consegue bater Bravo. O lance acabou por ser anulado por fora de jogo, mas só depois de se suceder.
Na hora de jogo, só dá Chile. Aos 58’, o Chile chega-se novamente com perigo ao último terço do terreno. Alexis Sanchez, com o espírito muito aguerrido e sem dar nenhum lance como perdido, trabalha para contrariar esta desvantagem que ditaria a eliminação do seu país, e com muita insistência consegue rematar à figura de Ryan. Muito esforço e perseverança deixados em campo pelo camisa 7.
Aos 67’ chega a justiça ao placard. O recém entrado Rodriguez assina o seu primeiro golo pela Seleção Chilena num momento em que era mais preciso! Postecoglou via-se agora aflito, pois já tinha substituído Juric e Cahill.
Com o golo, o Chile apostou mais na contenção, bola muito jogada no seu meio campo, “ganhava tempo”. A Austrália, sem as suas referências ofensivas em campo, tinha poucos meios de lutar por lutar por um golo que daria o acesso às meias finais… Juric, caso tivesse sido mantido em campo, poderia continuar a tarefa de “morder os calcanhares” aos defesas, lutar por bolas no ar, dividir lances, apoiar os extremos, fazer de pivot no processo final de jogada de golo. Claro que o desgaste se iria tornar evidente, mas ter sido substituído aos 62’ minutos foi, na minha análise (não estou a par das condições físicas do ponta de lança), prematuro.
Contra um Chile a defender um apuramento, os Socceroos beneficiaram com a entrada de Leckie, mas continuavam a faltar pinheiros na área. Sendo que a Austrália aposta muito no cruzamento, as ordens do treinador foram outras, aparentemente: pelos extremos, Leckie e Luongo, apostavam em jogadas individuais junto à linha, combinando com os avançados, mas foram raras as vezes em que penetraram a muralha chilena. Juan Antonio Pizzi não quis arriscar, e decidiu desprezar as manobras ofensivas, em prol da segurança.
Essa segurança foi ameaçada, aos 71’, num cruzamento de Troisi, McLaren aparece numa posição extremamente bem privilegiada, mas foi desplicente na forma como coloca o pé à bola…
Com 20 minutos ainda por jogar, pensei que ainda se veria disputa no resultado mas nem por isso. O Chile escondeu muito bem a bola, a Austrália nem cheirou, embora pudesse ter saído daqui com outra moral.