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NBA: Redatores BnR tentam prever o futuro próximo

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Cabeçalho modalidadesCom o fim da temporada regular da NBA, chega também a altura de olhar para trás e perceber quem mais brilhou individualmente, desde o fim de outubro até abril. Os redatores Bola na Rede apresentam os seus candidatos e, embora haja um certo consenso no Top 3 de cada um, os vencedores de cada prémio individual divergem um pouco:

6th Man of the Year

António Pedro Dias:
Eric Gordon
Andre Iguodala
Lou Williams

Como construir um ataque demolidor:
1. Usar Harden como organizador;
2. Encontrar atiradores capazes e colocá-los à volta de Harden;
3. Profit
Eric Gordon sempre foi um atirador excelente, várias vezes mal aproveitado. Mas a tática do “run and gun” de Mike D’Antoni provou ser a ideal para Gordon, que acrescentou 16.2 pontos por jogo aos Rockets, vindo do banco.

Joana Libertador:
Eric Gordon
Andre Igoudala
Zach Randolph

Do grupo daqueles que “saltam do banco”, Eric Gordon é, para mim, o melhor de todos. Os Houston Rockets beneficiaram muito das entradas de Gordon que, inclusive, conta com uma média de 16.2 pontos, 2.6 ressaltos e 2.7 assistências por jogo (como “sexto homem”).

Eric Gordon reúne consenso: Deveria ganhar o prémio de 6th Player of the Year Fonte: Houston Rockets
Eric Gordon reúne consenso: Deveria ganhar o prémio de 6th Man of the Year
Fonte: Houston Rockets

João Dinis:
Eric Gordon
Lou Williams
Andre Iguodala

É James Harden que puxa os Rockets para o terceiro melhor recorde da Liga, mas é Eric Gordon que lhes dá hipótese de competir com equipas de topo. Contribui com 16.2 pontos por jogo saído do banco.

Nuno Raimundo:
Eric Gordon
Andre Iguodala
Lou Williams

Apesar do último terço da época não ter sido tão forte quanto os outros (também muito por “culpa” da chegada de Williams, outro excelente 6th man), a verdade é que o que fez no resto da temporada deveria chegar para lhe assegurar este prémio. A sua importância era muita quando Harden ou Beverley não estavam em campo, sendo que o seu alcance da linha de 3 pontos revelou-se fundamental em muitos jogos e, vindo do banco, tanto agitava com a partida como conseguia segurar o resultado quando os melhores não estavam em campo.

Vitória FC 0-3 Sporting CP: A desforra do leão no Bonfim

sporting cp cabeçalho 2

Num terreno onde a equipa de Jorge Jesus já foi infeliz esta época, considerando os primeiros quinze minutos da partida talvez não fosse clarividente o desfecho que o embate entre os Sadinos e os Leões iria impor. Questões tácticas sem surpresas, com ambas as equipas a priorizarem os esquemas habituais, e, aliás, bastante similares na estruturação ofensiva; parêntesis feito no lado do Sporting ao regresso à titularidade de Gelson Martins após a sua lesão e o reforço do regresso de Adrien. Passemos ao jogo.

Voltando a abordar o primeiro quarto de hora da partida, pareceu existir um Sporting expectante, que permitiu ao Setúbal desenvolver alguma actividade ofensiva e promover a posse. Foi, inclusive, à equipa da casa que pertenceram os primeiros lances de ataque do jogo, evidenciando-se algum nervosismo leonino. Para já, um aspecto que determinaria a produção Sadina que ocorrera durante o jogo: na organização ofensiva a equipa Sadina moldava no típico 4x4x2, com Bonilha, na transição, a colar nas costas de Edinho. A densidade posicional entre os blocos central e atacante foi um desafio para a defesa leonina, já que, no seu meio-campo, Adrien Silva não brindou como costuma brindar – tanto no passe como na segunda fase de pressão.

Como em qualquer jogo, o golo muda a orientação. O primeiro do Sporting chegou num lance que, porventura infeliz, revela a insistência e a astúcia de Gelson Martins, que aproveitou a passividade da defesa do Vitória para abrir o activo. Apesar do golo, o restante tempo da primeira parte continua a registar algum equilíbrio, com ambas as equipas a fomentarem a construção ofensiva. E apesar de, neste capítulo, o Sporting ter sido mais acutilante, é pertinente ressalvar a inteligência de José Couceiro ao atribuir a difícil tarefa a Mikel Agu de preenchimento da linha central. Com esta manobra do centro campista, o jogo leonino pelo corredor central diminui – daí a menor preponderância de movimentos de Alan Ruiz, que não teve bola nestas circunstâncias como é comum. O intervalo chegava com o Sporting na frente do marcador e com os seus dois laterais amarelados, implicando, no caso de Zeegelaar, a sua ausência do dérbi.

Ao contrário do primeiro golo, o segundo, facturado por William Carvalho, foi já suficiente para fazer ressentir a equipa da casa. Foi a partir deste momento que o Sporting pôde assumir na totalidade o controlo do jogo, entendendo-se por isto a responsabilidade de gerir o ritmo que se pretende dar à partida. Diga-se que o Vitória de Setúbal foi incapaz de manter a capacidade de pressão e que, inclusivamente, perderia parte do espaço na primeira fase de construção com a posterior entrada de Bryan Ruiz – golpe fatal para uma equipa que, ao contrário de outras, divide o seu processo entre o ataque rápido e a saída em organização. O terceiro golo foi, por isso, o golpe final de um jogo que deu mais Sporting na maioria do seu tempo.

Antes de finalizar, permitam-me este reparo: apesar de o circunstancialismo táctico lhe ter retirado eficácia, o passe de Alan Ruiz para a finalização – a 28ª -, de Bas Dost foi suficiente para abrilhantar a sua exibição. Como costumo dizer, até parece fácil, mas não está ao alcance do pé de qualquer um. Em suma, fica para a história um jogo vencido com naturalidade, com uma exibição segura e tranquila da equipa de Jorge Jesus, que voltou a provar que sabe jogar bom futebol na maior parte do tempo. Tudo deixa adivinhar um final de campeonato positivo e, claro, uma grande exibição na jornada que se segue!

Os cinco futebolistas mais influentes da época do FC Porto

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fc porto cabeçalho

O futebol é, acima de tudo, um desporto coletivo. Assim sendo, mais importante do que as individualidades é a forma como esta se organizam e, a partir daí, se desenvolvem as dinâmicas da equipa. Porém, se é certo que uma equipa dificilmente consegue obter bons resultados na ausência de um coletivo bem trabalhado, não menos verdade é que, como dita a gíria popular, “não se faz omeletes sem ovos”.

Sendo o FC Porto uma equipa tão pouco trabalhada em qualquer dos momentos do jogo é precisamente nos duelos individuais que a superioridade perante os adversários tende a evidenciar-se, muito devido à qualidade dos seus futebolistas. Assim sendo, enumeram-se de seguida aqueles que se consideram ser, até ao momento, os jogadores mais influentes na época 2016/17 do FC Porto.

 Foto de Capa:  FC Porto

Fase de grupos do Torneio de Montreux sem grandes surpresas

Cabeçalho modalidadesEntre os dias 12 e 14 de abril, realizou-se a fase de grupos da 67.ª edição do Torneio de Montreux, com um dos melhores cartazes dos últimos anos e onde estiveram presentes as melhores seleções do mundo. Esta primeira fase decorreu quase como se previa, tendo sido a França a única seleção que, de algum modo, surpreendeu.

Dia 1

O primeiro jogo de Portugal nesta edição do Torneio de Montreux acabou por ser muito mais fácil do que se poderia esperar e, sem grande esforço, o tetracampeão da competição goleou a seleção do Chile por 9-1.

A seleção portuguesa foi sempre a mais forte em pista e, quando decidiu acelerar, causou imensos estragos na baliza chilena. Assim, bastaram quatro minutos para o ativo ser aberto, golo com autoria de Gonçalo Alves. Dois minutos depois Hélder Nunes fez o 2-0. Novos golos apenas a meio da primeira parte, ou seja, quando Portugal voltou a colocar prego a fundo. Aos treze minutos, João Rodrigues e João Souto colocaram o resultado em 4-0. Passado um minuto, Luís Querido fez o quinto. No minuto seguinte, João Rodrigues bisou e colocou o score em 6-0. No entanto, volvidos três minutos, João Souto também bisou e levou os “Ursos” a vencer por 7-0 para o intervalo.

Com a vitória mais do que garantida, Portugal fez uns segundos vinte e cinco minutos onde geriu a partida, tendo ainda feito o 8-0 por intermédio de Rafa. A meio da etapa complementar, Nicolás Carmona, com uma excelente “seticada”, reduziu para 8-1. Já com menos de dez minutos para se jogar, Gonçalo Alves aproveitou a 10.ª falta do Chile para bisar no encontro e fixar o resultado final em 9-1.

Este é o trofeu que Portugal quer voltar a vencer no domingo Fonte: Coupe des Nations de Rink Hockey
Este é o troféu que Portugal quer voltar a vencer no domingo
Fonte: Coupe des Nations de Rink Hockey

No outro jogo do Grupo A, a Espanha teve de suar muito para levar de vencida a seleção de Angola por 4-1.

Bons indicadores para a seleção orientada por Fernando Falé, que está de regresso ao comando técnico da seleção africana, que deixam antever um bom futuro para Angola. Em sentido contrário, a la roja tremeu mais do que aquilo de que se poderia lembrar, fazendo lembrar o 2-2 ocorrido no Mundial de 2015, mas a maior capacidade dos seus jogadores fez toda a diferença.

Nos jogos do Grupo B ocorreram meias surpresas. A partida que abriu o torneio ditou uma vitória de França sobre Itália por 4-3. O conjunto de Fabien Savreux já havia saído para o intervalo a vencer por 3-1 e na segunda parte, apesar de uma grande insistência italiana, os franceses conseguiram segurar os três pontos. Finalmente, França conseguiu uma vitória que há muito procurava.

A seleção da Argentina também venceu, mas teve de puxar dos galões para derrotar o clube local, o Montreux HC, por 4-3. Ao intervalo, o coletivo suíço vencia por 1-0, usufruindo da displicência dos argentinos. O Montreux ainda chegou ao 2-0, mas a Argentina viria a dar a volta aos acontecimentos. Só que uma grande “seticada” de Xavier Tens voltou a empatar a contenda a quatro minutos do final. Apenas a um minuto e meio de terminar o encontro, Lucas Ordoñez fez o 4-3 e garantiu a vitória argentina.

SL Benfica 3-0 CS Marítimo: Cavalgada para o dérbi!

sl benfica cabeçalho 1Depois de uma difícil vitória em Moreira de Cónegos, o Benfica regressava esta jornada para junto dos seus adeptos e apoiantes para disputar os três pontos frente ao Marítimo, uma das duas únicas equipas que conseguiram arrancar uma vitória aos encarnados esta época na Liga NOS.

Rui Vitória não surpreendeu no onze, continuando a apostar em Pizzi de início, mesmo estando em risco de falhar o próximo jogo caso levasse cartão amarelo; a jornada seguinte leva os líderes a Alvalade para enfrentar o Sporting.

O apito soou alto no meio de 57 mil adeptos presentes no Estádio da Luz, numa tarde solarenga a aquecer uma sexta-feira santa de futebol. O Benfica tomou, logo desde o princípio do jogo, as rédeas do jogo e domou os madeirenses, cavalgando para a vitória fácil nesta jornada.

O jogo até começou ameno, embora os encarnados não permitissem ao Marítimo criar grandes ideias de um jogo disputado a dois. Os madeirenses ainda tentavam apostar no contra-ataque e em pressionar alto (o Benfica saía a jogar e puxava o ataque do Marítimo para criar mais espaços no meio-campo), mas, fora o deslize aventureiro de Ederson, pouco há mais a apontar da equipa visitante.

Já o Benfica teve um daqueles jogos a fazer lembrar os tempos avassaladores (quer queiram, quer não). As combinações ofensivas das águias deixavam água na boca e o desespero por golos. Os adeptos cantavam e ficavam à espera que chegasse o merecido golo. Acontece que chegou, e a triplicar. Três golos em dez minutos, levando os benfiquistas ao fascínio pelo facto de a qualidade de jogo levar a golos na baliza adversária.

Primeiro um inglório autogolo de Luís Martins, na sequência de uma bela arrancada de Rafa (que continua a desequilibrar com a sua qualidade e velocidade, embora ainda sem faturar), impediu Jonas, que estava mesmo atrás do defesa madeirense, de marcar o primeiro da partida; dois minutos depois, Jonas carimbava, então, a vantagem de duas bolas, ao rematar, de forma extremamente colocada, à entrada da área, para o canto inferior esquerdo da baliza defendida por Charles; a fechar a primeira parte, novamente Jonas, na sequência de um canto de Grimaldo e de um desvio de Luisão. O brasileiro desviou a bola para uma defesa desleixada de Charles e rematou no ressalto para o fundo das redes do Marítimo. A história dos golos do jogo acabava assim.

Depois do intervalo, o Marítimo ansiava para encurtar a distância no marcador, mas a equipa vestida de vermelho e branco insistia em impedir que isso acontecesse. É de realçar a investida de Luís Martins, que podia colocar entusiasmo no jogo, metendo o marcador em 3-1: cruzamento do português para Alhassane Keita, que, na cara de Ederson e com a bola ao nível da cintura, não consegue acertar bem na bola e fazer balançar as redes encarnadas.

No Marítimo ainda entraram Xavier, Eber Bessa e Jean Cleber, embora sem conseguirem mudar o rumo do jogo. No Benfica Zivkovic substituiu o brasileiro Jonas, mantendo a qualidade de jogo, Filipe Augusto rendeu Pizzi, que aguentou mais uma jornada (já lá vão 17 jogos) sem levar o 5.º amarelo e pôde jogar o dérbi, e Cervi entrou para o lugar de Rafa, que continua a prometer.

O Marítimo perdeu 3-0 no Estádio da Luz e mantém os 44 pontos que lhe garantem o 6.º lugar por mais uma jornada; o Benfica conseguiu ficar com os três pontos em casa e, ainda que provisoriamente, está quatro pontos à frente do segundo classificado, FC Porto, que enfrenta o SC Braga este sábado. Os encarnados garantem que vão disputar o clássico em primeiro lugar.

Na próxima jornada o Marítimo enfrenta o Belenenses na Madeira e o Benfica vai a Alvalade.

CF “Os Belenenses” 1-3 GD Estoril-Praia: Canarinhos levam a melhor em dérbi lisboeta

Cabeçalho Futebol NacionalO jogo referente à 29.ª jornada da Primeira Liga colocou frente a frente duas equipas atualmente na última metade da classificação: C.F. «Os Belenenses» e G.D. Estoril Praia tinham encontro marcado no Estádio do Restelo, às 16h. Antes do início do jogo, os dois clubes lisboetas não estavam muito longínquos um do outro na tabela classificativa: os Azuis do Restelo estavam no 12.º lugar, com 32 pontos conquistados, ao passo que os Canarinhos eram o 15.º classificado, com 25 pontos amealhados. Previa-se um dérbi lisboeta bem disputado, devido à necessidade de adquirir os pontos suficientes para fugir aos lugares de despromoção à Segunda Liga por parte das duas equipas.

Vindos de derrotas na jornada anterior (o Belenenses perdeu por 3-0 frente ao F.C. Porto no Dragão e o Estoril foi derrotado por 0-1 pelo Nacional no seu estádio), os dois treinadores decidiram mudar algumas peças nos seus onzes iniciais: do lado da casa, Quim Machado deu a titularidade a Miguel Rosa e Maurides, substituindo Ahman Persson e Fábio Nunes; do lado visitante, Pedro Emanuel trocou três jogadores face ao onze titular da última partida: Ailton, Diogo Amado e Licá alinharam de início, em detrimento de Mano, Matheus Índio e Eduardo Teixeira.

O jogo começou a um bom ritmo, com os jogadores do Belenenses e do Estoril a quererem desde logo tomar conta do rumo dos acontecimentos, com o surgimento de alguns remates para os dois lados que não causaram qualquer tipo de perigo para os guarda-redes. Aos 8’, o Belenenses esteve perto de inaugurar a partida por Miguel Rosa, mas o remate passou por cima da baliza. Passados dois minutos, o Estoril respondia eficazmente – aos 10’, Kléber fez o primeiro golo do encontro, após remate de Allano e defesa incompleta de Cristiano. O golo tranquilizou a equipa da Amoreira, que passou a controlar melhor o jogo, embora com o Belenenses sempre a tentar visar a baliza adversária. Aos 22’, o conjunto da casa chegou ao empate, através de um cabeceamento de Maurides, após um bom cruzamento do defesa esquerdo Florent Hanin. O empate duraria apenas dois minutos – o Estoril voltava a adiantar-se no marcador aos 24’, por Allano.

O Belenenses tinha novamente de correr através do prejuízo, com Miguel Rosa a ser o mais inconformado dos Azuis, tentando de tudo para repor a igualdade na partida mas a não ter, contudo, boas ocasiões para fazer o 2-2. No minuto 32’, houve alguma tensão entre os atletas do Belenenses e os do Estoril, devido a uma entrada um pouco mais ríspida dum jogador estorilista e com os adeptos da casa a enervarem-se com a perda de tempo de jogo, mas rapidamente foi controlada pelo árbitro Jorge Ferreira. Nesta altura da partida, o Estoril quase abdicou de atacar, limitando-se apenas a impedir a equipa da casa de chegar com perigo à baliza à guarda de Moreira.

Aos 40’, a equipa do Restelo esteve perto de fazer o 2-2, após o livre indireto de Diogo Viana, mas a defesa do Estoril afastou a bola da sua área. Já quase perto do final da 1.ª parte, Kléber quase bisou no encontro, mas Cristiano defendeu facilmente o cabeceamento do avançado brasileiro. O dérbi lisboeta chegava ao intervalo com o resultado a favor dos visitantes, com o Estoril a demonstrar um futebol mais decidido e pragmático, daí justificar a vantagem mínima alcançada nos primeiros 45 minutos.

A 2.ª parte começou sem qualquer alteração nas duas equipas. Logo no início dos segundos 45 minutos, Kléber voltou a ter uma oportunidade flagrante para alargar a vantagem do Estoril, mas o guardião da casa controlou o remate acrobático do atacante. No minuto seguinte, Miguel Rosa voltou a levar perigo à baliza de Moreira, mas sem conseguir marcar o golo. O remate do jogador dos Azuis deu o mote para o Belenenses tomar controlo do jogo, com vista ao alcance do empate, mas com o Estoril à espreita de aproveitar as distrações do conjunto caseiro para lançar rápidos contra-ataques.

Aos 59’, Quim Machado trocou o capitão Abel Camará por Fábio Nunes, com o objetivo de aproveitar a velocidade e a técnica do português. Aos 61’, o Estoril esteve perto de fazer o 1-3, mas valeu a Cristiano o desacerto do ataque canarinho, após o guardião ter feito uma defesa incompleta, à semelhança do verificado no lance do 0-1. Aos 66’, o capitão do Estoril, Diogo Amado, teve a oportunidade de dilatar a vantagem dos visitantes, mas desta vez Cristiano fez uma defesa segura ao remate.

A equipa da Amoreira estava mais tranquila no jogo, aproveitando as (muitas) faltas cometidas pelo Belenenses para pausar o ritmo de jogo e estancar as oportunidades da equipa da casa. Aos 70’, Tiago Caeiro entrou para o lugar de Diogo Viana, numa tentativa de serem melhor aproveitados os cruzamentos feitos para a área do Estoril. No minuto 73’, Moreira fez a sua primeira defesa complicada, após remate de Miguel Rosa. Pedro Emanuel decidiu substituir o extremo Allano pelo médio Eduardo, para voltar a ter um maior controlo sobre a zona do meio-campo.

Já nos últimos dcz minutos da partida, Kléber, o melhor em campo do lado visitante, saiu e foi substituído por Bruno Gomes, mas seria Carlinhos que acabaria com as dúvidas quanto ao vencedor final: aos 84’, o médio brasileiro rematou fora de área para fazer o 1-3. Com o resultado a não estar a favor do Belenenses, os ânimos exaltaram-se junto do banco de suplentes, e o árbitro teve mesmo de expulsar o guarda-redes suplente Filipe Mendes, após palavras proferidas à equipa de arbitragem.

Até ao final do encontro o Estoril manteve apenas o controlo da posse da bola e a equipa adversária longe da sua área. Pouco tempo depois, o árbitro dava por terminada um boa partida de futebol disputada numa ótima tarde primaveril. Vitória para a equipa do Estoril, que demonstrou ao longo dos 90’ ser mais decidido em querer conquistar os três pontos. O treinador Pedro Emanuel somou o seu 4.º jogo sem perder para o campeonato.

Corre ao Colombo! Está lá o Mark Selby! (Ok, é mentira, mas está lá uma mesa de snooker linda)

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Cabeçalho modalidadesO pão está para o queijo como o sal está para a pimenta e como o Snooker está para a Eurosport.

Dia normal no trabalho até que recebo uma chamada. Acontece…, mas é raro. Pensava que o segurança se tinha enganado na extensão. Mas era a Eurosport. Fiquei uns segundos a pensar se tinha mandado CV e a pensar que finalmente a os astros se tinham alinhado e que me iam contratar. Mas não, a notícia era ainda melhor: ia haver um evento de Snooker em Lisboa. Sim, a felicidade foi mesmo genuína.

Se gosta de Snooker, apanhe o metro ou o carro e fique no trânsito, ou vá de autocarro, se aguentar, e vá até ao C.C. Colombo.

Porquê? Pois, caro leitor, a praça principal do centro comercial está com uma linda, magnífica, deslumbrante e brilhante mesa de Snooker. Mas daquelas a sério, daquelas grandes e limpas (todos sabemos o estado das mesas de pool dos cafés).

Pode até vestir um colete, se quiser e tiver, e meter uns sapatos estilosos à Judd Trump. Sinta-se no Crucible ou no Alexander Palace, imagine-se a ser visto por milhões de pessoas, imagine o 147.

Telma Monteiro foi uma das presenças no evento
Telma Monteiro foi uma das presenças no evento

O evento está a ser promovido pela Eurosport, em jeito de dizer: “Hey, o Campeonato do Mundo está aí!” O Crucible Theatre, em Sheffield, abre portas este sábado para uma prova única que, felizmente, só acaba no dia 1 de maio.

Aquela mesa linda que está ali no Colombo já foi estreada por várias estrelas do desporto como Alexis Santos, da natação, e Telma Monteiro, do judo. Para além de atletas olímpicos também esteve presente a equipa do canal de desporto, os comentadores da modalidade, Miguel Sancho e Nuno Miguel Santos, que, para além de dar umas luzes sobre o Snooker, para aqueles que não estão tão familiarizados, também deram umas tacadas.

Fique sabendo que vale a pena apostar neste desporto, pois o próximo jogador que levantar a taça em Inglaterra vai levar para casa apenas 441 mil euros. Pouquinho.

Mas não te preocupes, a mesa ainda está lá hoje, assim como uma outra mesa que está “armada” de uma tecnologia nova, que o vai fazer sentir-se no novo Selby.

Passa por lá! E, claro, agarre-se à televisão e ligue-se à Eurosport, pois acredito que, como eu, não tenha conseguido arranjar bilhete.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Carta aberta a Daniel Podence

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Parece repetitivo, eu sei, mas também no teu exemplo já há algum tempo que andávamos a ouvir o compromisso de promessa do teu talento. Enquanto se confirmava a afirmação de um outro jovem, ia-se ouvindo que um dos próximos era o Podence. Como se não bastasse o jeito, ainda tens nome de craque – vale o que vale, mas fica bem em qualquer camisola. Por infeliz coincidência ou por distracção minha, vi-te jogar pela primeira vez no começo da presente época, em Alvalade, no jogo de apresentação da equipa. Jogaste na segunda parte, lembro-me. Nessa altura já seria certa a tua cedência para a outra equipa. Dizem que faz parte do processo e eu acredito, até porque resultou. Com naturalidade fizeste-te referência desse plantel e durante quatro meses marcaste mais golos do que muitos avançados envolvidos em transacções de mercado. E tudo isto com uma taça pelo meio, ganha a pulso. É obra.

Depois, todo o paradigma que apresentas. Existem, pelo menos, dois ou três ditados que servem na perfeição ao teu exemplo, já para não falar em todo o índice de paradoxalidade que existe na comparação entre a tua altura e o teu talento. Não digo isto gratuitamente, nem tão pouco pela piada que poderás achar: é apenas porque não é normal alguém assim, parecendo frágil, relativizar dentro de campo todas as teses que se sustentam na lei da força e da física. Não deixa de ser irónico, a propósito, ver-te fazer cruzamentos milimétricos para a cabeça de um jogador que tem mais umas dezenas de centímetros. Que dupla. Chega a roçar o Universo fabulístico, como a história do Golias.

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Mas falemos daquilo que importa. No último jogo foste titular, mas quando não o és (não sei se já reparaste) o estádio olha sempre para a zona de aquecimento, querendo perceber se já estás preparado. Tornaste-te num género de armamento de utilidade constante, um alívio para quem gosta de ter jogadores que agitam o jogo. É por tudo aquilo que o teu caso representa que já se garantiu a imortalidade do nosso clube. Não há como não pensar no futuro mais risonho. É isso: quero terminar esta carta a falar nele.

Se voltaste antes do tempo previsto para a casa que te viu crescer é porque fazias falta mais cedo. Já o confessei antes: magoa-me o consecutivo adiamento do nosso sonho, embora saiba que a concretização está perto, cada vez mais. Se para o próximo ano é que é, então que seja. Que seja também contigo, e que a espelhagem da nossa felicidade, a de jogador e a de adepto, coincida com o resto do teu crescimento, já que vais aprender com a pessoa que melhor te pode ensinar. Esta época antes temos tempo para deixar raízes; sei que me percebes. Daqui a nada vamos começar a ouvir falar de reforços e das promessas da América Latina. Também faz parte.

Mas eles que se cuidem até perceberem que, para falar contigo, não és tu que tens de estar em bicos de pés.

Foto de Capa: Sporting CP

À espera dos campeões

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Cabeçalho modalidadesFicou decidida, no último fim-de-semana, a final da Divisão Elite do Campeonato Nacional de Seniores Masculinos. O SL Benfica carimbou a reviravolta e o triunfo sobre a Associação de Jovens da Fonte do Bastardo, no play-off de acesso, depois de até ter iniciado o mesmo com uma derrota na primeira partida, na Ilha Terceira.

À sua espera já estava o SC Espinho, que venceu, no outro play-off, a equipa do Castêlo da Maia, por 3-0. O segundo play-off inicia-se no dia 22 de Abril, em Espinho. Espera-se uma boa série de jogos, depois de há cerca de um mês os espinhenses terem surpreendido a formação do sul na final da Taça de Portugal, com um triunfo pela margem máxima (3-0), o que não deixou os fãs da modalidade indiferentes.

Pessoalmente, espero que o SC Espinho regresse aos títulos – no que ao campeonato diz respeito – e que a festa e as emoções à flor da pele estejam de volta às finais; mas não deixo de atribuir o favoritismo ao Benfica. Na última disputa do campeonato entre as duas equipas (2012/2013), foram os encarnados a levar a melhor. Na época anterior, tinham sido os espinhenses.

Fonte: Porto Vólei
Fonte: Porto Vólei

Também no feminino se espera uma final emocionante, numa espécie de repetição da época 2014/2015. Esta já estava definida desde que o Porto Vólei derrotou o Clube K, e o Leixões, por sua vez, bateu o Atlético VC. Aqui, o favoritismo recai sobre o PV, pelos resultados entre ambas as equipas no campeonato, com saldo positivo para a equipa do Porto. No entanto, contra o Leixões nunca é fácil. Só desejo bom voleibol, pavilhões cheios e um vencedor meritório.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

 

O sprint final da Premier League: A luta pelo Top-4

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Cabeçalho Futebol Internacional

A poucas semanas de terminar a época desportiva a nível de clubes, é altura de olhar para uma das competições mais emocionantes que se disputam no panorama do futebol mundial e para a forma como se poderá desenhar o tão cobiçado top four no final da competição.

Até ao momento segue destacado na primeira posição da Liga o Chelsea, que, com sete pontos de avanço para o segundo Tottenham, se assume cada vez mais como principal favorito à conquista da competição. No que resta do pódio estão os Spurs, que, até ao momento, e com menos um jogo do que o terceiro classificado, Liverpool, têm para este uma vantagem de cinco pontos. Depois destes seguem o Manchester City, com 61 pontos, mais quatro do que o United, que segue com três pontos de vantagem sobre o sexto classificado, Arsenal.

Nesta altura da competição, mais importante do que olhar para o que ficou para trás torna-se olhar e perspetivar como se poderão desenrolar as próximas jornadas para estes seis clubes, começando pelo primeiro classificado, Chelsea.

De todos eles, os blues são os que até ao final da competição parecem ter dos calendários menos atribulados. Apesar de defrontarem na próxima jornada o United de José Mourinho, nas semanas seguintes terão pela frente equipas como o Southampton, o Everton, o Middlesbrough, o West Bromwich, o Watford e o Sunderland. À exceção do jogo fora com o Everton, nenhum destes jogos deverá apresentar ao Chelsea de Conte grandes dificuldades, tendo em conta que, neste momento, os de Londres se têm mostrado absolutamente imunes às dificuldades a eles impostas pelas equipas tidas como menos complicadas da Liga. Estará por isso a via para o primeiro lugar da classificação e para o título aberta ao Chelsea.

O Chelsea está muito bem lançado para voltar a vencer a Premier League. É primeiro com mais sete pontos que o Tottenham Fonte: Chelsea FC
O Chelsea está muito bem lançado para voltar a vencer a Premier League. É o primeiro classificado, com mais sete pontos que o Tottenham
Fonte: Chelsea FC

Olhando agora para o Tottenham, equipa que ao longo dos últimos anos se tem afirmado como a nova potência inglesa e que tem sido presença habitual nas últimas lutas pelo topo da tabela classificativa, percebe-se que acontece precisamente o contrário do que aquilo que acontece com o Chelsea. A equipa de Pochettino terá de defrontar nas jornadas que se avizinham o Leicester, campeão em título da Premier League e em crescendo de forma, o Arsenal em casa, o West Ham fora, o Manchester United em casa e o Hull City de Marco Silva de novo fora, que também se encontra numa fase de crescimento, motivada pela recente saída da zona de despromoção, para além da deslocação ao terreno do Crystal Palace e da receção ao Bournemouth. São, por isso, esperadas para o Tottenham bastantes dificuldades, pelo que assim se torna cada vez mais provável a conquista do título por parte do Chelsea, que tem até ao momento como principal concorrente no campeonato os vizinhos de Londres.

Foto de Capa: Facebook Oficial da Premier League