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Afinal existem insubstituíveis

Tudo indica que Ljubomir Fejsa estará apto a alinhar no clássico de importância máxima que se avizinha. Num jogo desta natureza, que pode provocar uma reviravolta no campeonato, exigem-se os melhores e o Benfica, na minha opinião, precisa daquele que é um dos mais eficazes médios defensivos da atualidade para a receção ao FC Porto.

O sérvio não tem estado no seu melhor devido a uma lesão, que o obrigou a uma longa paragem e que não permitiu que jogasse pela sua seleção. No entanto, esse facto, a par do interregno na Liga, acabaram por ajudar à sua recuperação e beneficiar o Benfica que, ao que tudo indica, o levará a jogo.

Acredito que o farol do Benfica será decisivo nesta partida pela simplicidade e eficiência que o caracterizam em campo. Conhece os espaços, movimenta-se muito bem e faz uma leitura de jogo só ao alcance de alguns. Desde os roubos de bola ao adversário sem este dar conta, ao equilíbrio que dá ao coletivo como médio defensivo, e muitas vezes como terceiro central, fazem dele um jogador especial e um pilar do esquema defensivo encarnado.

Uma peça fundamental para o Clássico Fonte: SL Benfica
Uma peça fundamental para o Clássico
Fonte: SL Benfica

Falar de Fejsa é como falar da importância que tem um Sergio Busquets, no Barcelona, ou de um Tiémoué Bakayoko, na equipa sensação do Mónaco, isto porque não são deslumbrantes com a bola mas dão equilíbrios defensivos fundamentais e que valem, muitas vezes, pontos. São os denominados “heróis silenciosos”, que cumprem o seu papel de forma impecável e aos quais, em alguns casos, só se dá o devido valor quando não estão lá. Que o digam os benfiquistas que não vêem Fejsa em campo há quase um mês e meio.

Apesar de Rui Vitória fazer, de facto, um trabalho impressionante para encontrar todas as soluções possíveis, o Benfica não tem um substituto à altura neste momento, o que o coloca na situação de imprescindível no plantel, quando se trata de jogos deste nível.

O número cinco, no seu histórico no clube, tem a particularidade de ter sido sempre campeão. Dos 19 jogos em que esteve presente esta época, soma 16 vitórias e conta apenas com um empate e duas derrotas, números inequívocos quanto à consistência que dá à equipa. No sábado, creio que não será exceção.

Esperemos que o sérvio mantenha a senda vitoriosa e que, no que resta desta época, ajude uma vez mais o seu clube a chegar à conquista de mais um campeonato. Por agora, é obrigatório ganhar ao Porto para o Benfica aumentar a distância do seu adversário direto e ficar numa posição mais confortável.

Contudo, no próximo dia um de Abril, independentemente do onze que entrar em campo, toda a equipa e os seus adeptos darão o tudo por tudo na sua catedral para manter a liderança do campeonato, porque juntos somos mais fortes!

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Vale a pena o regresso de Teo Gutiérrez?

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Em Julho de 2015, Teo Gutiérrez chegou a Portugal vindo do River Plate para ingressar na equipa principal do Sporting Clube de Portugal, depois da equipa leonina ter pago cerca de 3,4 milhões de euros pelo seu passe. A chegada de Jorge Jesus nesse mesmo verão abriu portas ao colombiano, ele que era um atleta referenciado pelo treinador português.

Apesar de ter sido o atleta mais caro nesse mercado de transferências, Teo foi também o reforço que melhor se adaptou ao futebol português e que conseguiu ser uma mais-valia para a equipa.

O historial que trazia da Argentina era impressionante, local onde foi campeão e onde ganhou três torneios sul americanos pelo River Plate. Para além disso, as suas qualidades e a importância que tinha na equipa argentina valeram-lhe a distinção de melhor jogador sul-americano do ano de 2014, ao mesmo tempo que era uma das grandes figuras da selecção colombiana que na altura contava com jogadores conhecidos do panorama europeu como Radamel Falcão, Jackson Martínez, Carlos Bacca ou James Rodríguez.

Teo foi importante na excelente campanha que o Sporting fez na temporada 2015/2016 Fonte: Facebook Oficial Sporting Clube de Portugal
Teo foi importante na excelente campanha que o Sporting fez na temporada 2015/2016
Fonte: Facebook Oficial Sporting Clube de Portugal

Desde logo titular, a dupla que fazia na frente com Islam Slimani dava, por norma, muitas dores de cabeça aos adversários. A sua entrada na equipa foi tão pacífica que quase parecia que ali jogava há muitos anos e, desde a sua saída, o Sporting nunca mais conseguiu encontrar uma referência para aquela zona do terreno como era o colombiano.

Apesar de sabermos que trazia consigo o rótulo de jogador problemático, a verdade é que, para além das férias prolongadas que decidiu fazer durante a pausa natalícia e o forcing para a sua recente saída por empréstimo para o Rosario Central, o colombiano não deu quaisquer problemas de balneário e parecia, acima de tudo, ser um jogador bastante acarinhado pelos colegas.

Recentemente, surgiram notícias de que Teo podia estar de volta à equipa do Sporting. A meu ver, se essa for a vontade do jogador, seria um regresso muito interessante e que poderia voltar a dar frutos, numa altura em que Alan Ruiz tem ganho pontos na sua posição mas ainda é algo inconstante para aquilo que se pretende de um segundo avançado de uma equipa que quer lutar pelo título nacional.

O colombiano é, acima de tudo, alguém que sabe o que fazer com a bola e que encaixa na perfeição naquilo que é o esquema tático de Jorge Jesus. Enquanto cá esteve, realizou 32 partidas oficiais com a camisola verde e branca e marcou 15 golos, sendo que, possivelmente, o tento que nos ficou na cabeça foi aquele que resultou de um desvio ao remate de Carrillo que deu a Supertaça ao Sporting no primeiro jogo oficial da época contra o eterno rival.

A grande vantagem deste regresso prende-se com o facto de o jogador já conhecer a equipa, o treinador e o clube, pelo que o seu regresso necessitaria de pouco trabalho no que à adaptação diz respeito, e o Sporting ganhava um reforço de peso para a época 2017/2018.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Diana Martins

Força da Tática: Um Clássico de Desafios

força da tática

Numa altura em que todas as atenções estão focadas no grande clássico do próximo dia 1 de Abril na Luz, quer os adeptos nortenhos do Futebol Clube do Porto, quer os adeptos da Margem Sul do Sport Lisboa e Benfica vêem neste duelo, para além do jogo do título, uma vingança que vem de trás. Se os benfiquistas querem redimir-se dos últimos jogos com o Futebol Clube do Porto, nomeadamente do último clássico na Luz, em que o Porto saiu vencedor, em Janeiro de 2016, os portistas querem redimir-se dos últimos três campeonatos nacionais, dos quais as águias saíram vencedoras, e assim dar um passo gigante na conquista do título, após mais de um ano sem conhecer o primeiro lugar da tabela.

Vejamos primeiro a situação dos dois clubes. Os encarnados encontram-se no primeiro posto desde o início da temporada, sendo que no início de Janeiro, se encontravam oito pontos à frente de um então frágil Futebol Clube do Porto. Desde então, encontram-se apenas isolados dos dragões por um ponto e contam com as possíveis baixas de Fejsa e Grimaldo. Vêm de um empate e jogadores como Pizzi, Jonas e Salvio, fundamentais na manobra ofensiva do clube de Lisboa, não se encontram no topo das suas formas, o que tem levado a alguma quebra geral do fio de jogo do Benfica. Esta queda geral de rendimento pode também estar relacionada com a saída de Gonçalo Guedes e consequente falta de investimento no Mercado de Inverno.

No Futebol Clube do Porto, vemos uma equipa com uma clara melhoria de jogo, que tem vindo a encurtar a distância para o primeiro lugar e a aumentar a distância para o segundo, que viu em Soares o complemento essencial para o esquema tático de Nuno Espírito Santo e que, apesar do calendário mais acessível que tem tido neste último mês, tem melhorado a sua qualidade de jogo, sobretudo com o regresso de Brahimi e o crescimento como jogador de Óliver Torres. São já a equipa com mais golos marcados e com menos golos sofridos e, apesar do último empate em casa com o Setúbal e a quebra de rendimento de André Silva, segue mais confiante do que nunca para o próximo embate.

Olheiro BnR – Krovinovic

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Nos últimos anos, o Rio Ave FC tem vindo a ganhar tradição em revelar e desenvolver jovens talentos, sejam oriundos de clubes e/ou campeonatos com pouca visibilidade ou emprestados por algum dos grandes. No clube vila-condense, deram-se a conhecer nomes como Christian Atsu, Jan Oblak, Filipe Augusto, Ederson Moraes e Marvin Zeeglaar. Nesta época, a tradição mantém-se com a aposta no jovem Filip Krovinovic.

Este croata de 21 anos foi um autêntico achado. Contratado ao modesto NK Zagreb em Janeiro de 2016, este médio-ofensivo internacional jovem pelo seu país tem sido uma das figuras de proa do Rio Ave nesta temporada, vendo recentemente o seu esforço recompensado com a renovação do seu contrato até 2020.

A escola da Antiga Jugoslávia é rica em jogadores de elevada qualidade técnica e o camisola 10 do Rio Ave não foge à regra. Krovinovic é um jogador rápido e habilidoso com a bola nos pés, sabendo progredir no terreno com a bola coladinha ao pé. Tem também uma boa visão de jogo e boa qualidade de passe, o que lhe permite colocar a bola no sítio certo. A nível de pontos fracos, existem dois aspectos em que precisa de melhorar: a componente física e a finalização.

Krovinovic renovou recentemente o contrato até 2021 Fonte: Rio Ave FC
Krovinovic renovou recentemente o contrato até 2021
Fonte: Rio Ave FC

Depois de um período de adaptação na época passada, em que realizou 17 jogos e marcou dois golos, Krovinovic tem-se afirmado esta época como um dos jogadores a seguir no nosso campeonato. Com 25 jogos realizados e dois golos marcados, o médio-ofensivo croata faz um trio muito perigoso com Rúben Ribeiro e Gil Dias. É um dos principais responsáveis pelo facto de o Rio Ave FC ser das equipas que mais bem jogam futebol neste campeonato.

Quanto ao futuro, Krovinovic é certamente um jogador com qualidade para voos mais altos. Continuando a crescer, desenvolvendo os seus pontos fracos e mantendo a cabeça no lugar, Krovinovic terá capacidade para conseguir vingar num grande do futebol português ou num clube estrangeiro, bem como será capaz de traçar um percurso de sucesso na selecção croata.

Foto de Capa: Rio Ave FC

 

Confusões à parte, sábado anda à roda

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Os dias que vêm antecedendo o clássico de sábado têm sido, há falta de melhor palavra, um escabeche. Bem sei que nos últimos tempos tudo o que envolva jogos entre Benfica e FC Porto tem sempre uma pitada de conflito externo, ou se preferirem, de mind games, mas desta vez já chega a roçar o ridículo.

O foco devia estar naquilo que se vai passar dentro das quatro linhas, sábado, dia 1 de Abril, pelas 20h30 no Estádio da Luz, e não o que o tipo que tirou o MBA em Gestão Desportiva que coordena a claque do Porto disse/mandou fazer e as queixinhas que o Benfica e a FPF andam a fazer na praça pública. Por isso, falemos de bola, sff!

Este campeonato, até agora só conheceu dois rumos. Um em que o Benfica, com mais ou menos escorregadela, não abdica da liderança, e outro onde o Porto, com mais ou menos coxeio de exibições, tem feito uma fiel perseguição ao primeiro lugar. A menos que no final do jogo se registe um empate, as coisas vão mudar.

Para já é preciso dizer uma coisa, ganhe o Benfica ou ganhe o Porto, nada, mas nada, fica decidido no que ao campeonato diz respeito. Nesta altura os dois encontram-se a um ponto de distância, por isso, não será uma diferença de três pontos com mais sete jogos pela frente, pós-clássico, que alguma coisa fica decidida.

Está na hora de balançar as redes do FC Porto Fonte: SL Benfica
Está na hora de balançar as redes do FC Porto
Fonte: SL Benfica

Sem dúvida alguma que ajuda a pintar um certo cenário. Ora vejamos algumas hipóteses. Em caso de vitória do FC Porto, os dragões continuam a ter uma tarefa complicada para chegarem ao título. Pela frente, têm de ir a Braga, Chaves e à Madeira para defrontar o Marítimo. O Chaves pode estar a perder algum gás, mas ainda assim, não deixa de ser uma deslocação difícil. Já Braga e Marítimo são terrenos onde habitualmente os dragões sentem dificuldades em sair de lá com os três pontos.

Contudo, o Benfica também não tem melhor sorte. Logo depois do jogo com o Porto há uma ida a Moreira de Cónegos, dois jogos antes do Benfica ter encontro marcado em Alvalade com o Sporting, naquele que pode muito bem ser o jogo título. Antes dos leões há uma recepção ao Marítimo e depois uma viagem até Vila do Conde para jogar com o Rio Ave e nas últimas duas jornadas há que receber o Vitória de Guimarães e terminar o campeonato, no Bessa, frente ao Boavista.

Estes são os cenários depois do jogo. Por isso há que também olhar para as vertentes antes do jogo. O Porto tem a melhor dupla de atacantes do campeonato. André Silva com 15 golos e o recém-chegado Tiquinho Soares com 16 fazem com que a baliza à guarda de Ederson esteja em constante perigo, mas não só eles que podem constar como ameaças.

Para além dos da frente, o Benfica tem de ter olho em Brahimi, Corona e Óliver, os três responsáveis por fazer a dupla dianteira funcionar tão bem no que à pontaria diz respeito. Mais a mais é preciso lembrar que o FC Porto tem a melhor defesa do campeonato. O quarteto formado por Maxi, Marcano, Filipe e Alex Telles tem feito um bom trabalho para afastar o perigo da baliza de Iker Casillas.

Já no Benfica vivem-se tempos estranhos, mas com a devida chama inerente ao clube e boas armas, talvez a coisa se resolva bem no sábado. Jonas, segundo os jornais desportivos, será uma flecha apontada ao espanhol que guarda as redes dos dragões. A juntar-se a ele deve estar o suspeito do costume, Kostas Mitroglou, homem que esta temporada já apontou 25 golos em 37 jogos. Pizzi, Salvio e Zivkovic são outros dos mais prováveis intervenientes a estarem em campo no onze inicial de Rui Vitória e devem contar com a companhia de Nélson Semedo, Luisão, Lindelof e Eliseu.

Benfica e FC Porto medem forças na luta pelo primeiro lugar. Frente a frente vai estar o líder do campeonato contra o melhor ataque e a melhor defesa da prova. Quem sair vencedor não sai nada a mais do que isso, mas fica em boa posição para, em Maio, lançar os foguetes e apanhar as canas.

 

Sub 21: Alemanha 0-1 Portugal: Sob a batuta do mestre Bruno

Cabeçalho Seleção Nacional

Portugal venceu esta tarde a Alemanha por 1-0, em mais um encontro de preparação para o Europeu de Sub 21. Num encontro onde Portugal foi sempre superior taticamente à seleção alemã, Portugal conseguiu um merecido triunfo, materializado com um golo fantástico de Bruno Fernandes.

Rui Jorge apostou num onze com várias alterações em relação ao particular da semana passada, frente à Noruega. Apenas se manteve o quarteto defensivo composto por Fernando Fonseca e Kevin Rodrigues nas laterais, com Edgar Ié e Ruben Semedo no centro. Joel Pereira foi o guarda redes, relegando Miguel Silva para o banco de suplentes. Ruben Neves, Bruno Fernandes e João Carvalho formaram o meio campo, numa estrutura mais semelhante àquela que é mais utilizada pelo selecionador. No ataque, Daniel Podence iniciou o encontro, no apoio aos dois avançados mais móveis, Carlos Mané e Diogo Jota. A equipa alemã també tinha alguns elementos conhecidos do panorama do futebol mundial, como Matthias Ginter, central do Borussia Dortmund, Leon Goretzka e Max Meyer, ambos atletas do Schalke 04, ou Davie Selke, que nos marcou um golo no verão passado, no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos.

O encontro tinha ainda outro aperitivo: nos últimos dois encontros entre Portugal e Alemanha em que a nossa seleção foi orientada por Rui Jorge, tivemos resultados bem distintos. Em junho de 2015, nas meias finais do Europeu Sub 21, Portugal goleou a Alemanha por 5-0, enquanto no verão passado a Alemanha goleou Portugal por 4-0 nos quartos de final dos Jogos Olímpicos.

A partida começou equilibrada, com Toljan e Bruno Fernandes a terem remates ameaçadores para as balizas de Joel Pereira e Vlachodimos, respetivamente. O meio campo de Portugal, dotado de enorme qualidade técnica, estava a ter alguma dificuldade perante o musculado conjunto germânico, que tinha no seu capitão, o jogador do Wolfsburgo Max Arnold, um dos maiores dínamos. Depois de mais uma ameaça de Goretzka, Portugal esteve perto do golo num lance de transição rápida, com um remate perigoso de Diogo Jota a passe de Podence. O jogo continuou sempre na mesma toada, até que a nossa seleção teve um momento genial num lance de “laboratório”. Após um canto batido do lado esquerdo por João Carvalho, Bruno Fernandes rematou de primeira, de fora da área e sem deixar a bola tocar o chão antes de rematar sem hipóteses de defesa para Vlachodimos. Foi um golo absolutamente espetacular do médio da Sampdoria, capitão da nossa seleção de esperanças.

Sempre que apostava na transição rápida, Portugal conseguia criar perigo à seleção alemã, principalmente devido à ação de Bruno Fernandes e João Carvalho. Apesar dos germânicos terem mais posse de bola, nunca foram capazes de dominar o encontro, tendo encontrado sempre pela frente uma turma portuguesa muito equilibrada e serena, que já equilibrava os índices estatísticos no final da primeira metade. Até ao intervalo, houve mais oportunidades para ambas as equipas. Carlos Mané e Diogo Jota viram Vlachodimos negar-lhes o golo com ótimas defesas. Do lado contrário, Kempf, Meyer e o perigoso Selke ainda ameaçaram a baliza de Joel Pereira, mas o guardião português esteve sempre atento e a seleção lusa conseguiu chegar em vantagem ao intervalo.

No intervalo, Rui Jorge colocou em campo Rony Lopes e Ricardo Horta para os lugares de Diogo Jota e Carlos Mané. A Alemanha fez mais alterações no reatamento do encontro. Os alemães começaram melhor a segunda metade, mas a melhor oportunidade do primeiro quarto de hora foi de Portugal. Daniel Podence roubou uma bola no meio campo e levou-a até dentro da área onde, perante Vlachodimos, rematou ao lado. Pouco depois, Francisco Ramos e Gonçalo Paciência renderam Podence e João Carvalho, com Portugal a mudar o seu figurino, passando a ter uma referência mais posicional na frente de ataque. Contudo, o jogo estava muito mais morno do que nos primeiros 45 minutos. Nessa altura, saíram também os dois principais motores do jogo alemão, Max Meyer e Maximilian Arnold, tornando a seleção germânica mais lenta e mais previsível no seu jogo ofensivo. Para os seus lugares entraram Levin Oztünali e Hany Mukhtar, um jovem que ainda tem contrato com o Benfica e está emprestado ao Brondby.

Até ao fim, os alemães tentaram empatar (destaque para um cabeceamento bastante perigoso de Philipp a dois minutos dos noventa), enquanto Portugal criou sempre algum perigo através de ataques rápidos. Contudo, o resultado não se alterou. Portugal teve mais uma excelente vitória na preparação para o Europeu da Polónia. A seleção comandada por Rui Jorge não perde desde 2011 e, a avaliar pelos desempenhos recentes, parece que esse mau resultado ainda não está próximo. Continua a ser espantoso o trabalho de Rui Jorge e a qualidade dos jogadores que vão aparecendo, como o exemplo mais recente do lateral esquerdo Kevin Rodrigues, que se estreou nesta dupla jornada. Assim iremos longe!

Rui Patrício: O senhor do jogo 400, a caminho do recorde

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sporting cp cabeçalho 2Esta temporada, Rui Patrício atingiu duas marcas na sua carreira: celebrou dez anos da sua estreia na baliza do Sporting e, ainda, o jogo 400 ao serviço da equipa principal. Titular indiscutível para Jorge Jesus, esta época já defendeu a baliza do Sporting por 31 ocasiões.

Um dos melhores guarda-redes da atualidade, estreou-se com apenas dezoito anos, numa deslocação ao Estádio dos Barreiros: esta foi mesmo uma estreia de sonho para o guarda-redes leonino, o Sporting acabaria por vencer o Marítimo e Rui defendeu uma grande penalidade.

Época após época, foi-se afirmando na equipa leonina, sendo hoje uma das estrelas que brilha de leão ao peito. Com apenas 29 anos, Rui Patrício atingiu a marca do jogo 400, entrando assim para o top-10 dos jogadores com mais partidas disputadas com a camisola do Sporting. Recorde-se que os três jogadores com mais jogos na história do clube leonino são Hilário com 471, Vítor Damas com 444 e Manuel Fernandes com 433.

Rui Patrício atingiu a marca dos 400 jogos pelo Sporting no mês passado, frente ao Rio Ave Fonte: Sporting CP
Rui Patrício atingiu a marca dos 400 jogos pelo Sporting no mês passado, frente ao Rio Ave
Fonte: Sporting CP
Rui Patrício é hoje, sem sombra de dúvida, o melhor guarda-redes português e, ao serviço da seleção portuguesa, tem 57 internacionalizações, tendo sido considerado o melhor na sua posição, no Euro 2016. Além disso, o guarda-redes leonino foi eleito o terceiro melhor guarda-redes do mundo pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). O titular da seleção nacional já conquistou três Taças de Portugal, três Supertaças e o Campeonato da Europa de 2016.
A cada jogo, a cada época, a cada defesa, Rui transforma-se, de dia para dia, numa referência do Sporting Clube de Portugal. É um guarda-redes que vale pontos, vale vitórias e vale títulos. Formado na Academia de Alcochete, e ao fim de dezassete anos de verde e branco, pode atingir o recorde de jogos ao serviço do Sporting. Assim fique por cá por muitos e bons anos!
Foto de capa: Sporting Clube de Portugal
Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Os Clippers resumidos num fim de semana

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Cabeçalho modalidadesForam dois dias de extrema importância para os Los Angeles Clippers: com jogos caseiros frente aos Utah Jazz e Sacramento Kings, a equipa treinada por Doc Rivers tinha a oportunidade de se aproximar do quarto lugar (ocupado pelos Jazz), que dá direito a vantagem caseira na primeira ronda dos playoffs. Com uma vitória confortável sobre os Jazz no sábado e uma vantagem de dezoito pontos a cinco minutos do fim, no domingo, o fim-de-semana da equipa de L.A. parecia bem encaminhado. O problema é que depois aconteceu o que acontece sempre: os cérebros pararam de funcionar, os braços já não sabiam lançar uma bola, as pernas não tinham força suficiente para correr para a defesa e os Clippers perderam contra uma equipa que, nesta altura da época, está mais interessada em derrotas em casa, voltando a afastar-se do quarto lugar.

O fim-de-semana começou bem para os Clippers, que se aproximaram dos Utah Jazz, concorrentes diretos na luta pelo quarto lugar da Conferência Oeste e garantiram matematicamente a sua presença nos playoffs. Foi um jogo dominado do início ao fim pela equipa de Doc Rivers, que teve, por isso, a possibilidade de descansar os seus melhores jogadores, durante mais tempo, durante o jogo. Este era um aspeto importante, uma vez que, 24 horas depois, os Clippers estariam de volta ao Staples Center para defrontar os disfuncionais Sacramento Kings.

E no domingo, tudo parecia correr de acordo com o esperado: a cinco minutos do fim da partida, os Kings iam perdendo 94-76 em casa dos Clippers, que já iam “esvaziando o banco”, aproveitando para descansar os titulares. O mundo dos Clippers era cor-de-rosa, recheado de algodão doce e arco-íris. Mas como sempre acontece (e reforço o sempre, porque não é exagero), a equipa de Los Angeles veria o seu mundo escurecer num ápice. Os Kings começaram um parcial de 22-3,  que só parou na buzina final, com a equipa da casa a conseguir os seus pontos apenas da linha de lance-livre. Chris Paul, DeAndre Jordan, Blake Griffin e companhia saltaram para o campo para tentar evitar o descalabro, mas só ajudaram à festa de lançamentos falhados de uma equipa que tem o estranho hábito de bloquear nas piores alturas, época sim, época sim.

la clippers nba
Fonte: usatoday

Para tornar este jogo de domingo em algo ainda mais surreal, por 360 vezes uma equipa chegou aos últimos cinco minutos do jogo a ganhar por 18 pontos ou mais, esta temporada na NBA. Em 359 ocasiões, a equipa ganhou. Porém, no domingo, os Clippers inovaram. Esta é a mesma equipa que já desperdiçava vantagens de 3-1 nos playoffs antes dos Warriors fazerem disso uma proeza viral. Os Clippers são também a equipa que deposita, ano após ano, todas as suas esperanças num campeonato, para saírem antes das finais de conferência. Aliás, eu proponho aqui que se acrescente ao dicionário o verbo “Clippar”, que significaria “estar bem encaminhado, mas falhar no final”.

A boa notícia no meio disto tudo para os adeptos dos Clippers é que este ano a sua saída precoce dos playoffs não deixará um “amargo de boca”. Será sim apenas parte do curso normal de uma equipa que parece não querer dar o passo seguinte, comandada por um treinador que vive dos seus sucessos de há dez anos atrás e que é incapaz de assumir as suas culpas, uma vez que seja.

Foto de capa: nbalead

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

FC Porto B: Talento a marinar

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fc porto cabeçalho

Depois de um ano em que bateu todos os recordes, conquistando um inédito título de campeão, o FC Porto B vive um momento delicado, ainda que de maior tranquilidade em comparação com algumas semanas atrás. Naturalmente que a sustentabilidade de uma equipa B não pode nunca ser avalizada pelos resultados desportivos mas sim pela potencialização de jovens valores, assegurando, cuidadosamente, a finalização de um processo formativo para posterior integração no escalão sénior. Claro está que, implementar o hábito de vitória na cabeça dos atletas é, também, uma das preocupações de quem os orienta e, por isso, a brilhante prestação da época anterior só pode encher de orgulho e descansar, quanto ao futuro, os adeptos portistas.

Na origem desta diferença ‘resultadista-performativa’ em relação ao ano passado estão vários fatores, dos quais se destacam, facilmente e à vista desarmada, a saída de Luís Castro e a rodagem de alguns dos pilares dessa equipa ‘sensação’ em formações de Primeira Liga. Para esta época, o FC Porto B viu-se privado de Rafa Soares (já havia saído em janeiro de 2016 para rodar na Académica), Victor García (está no Nacional), Erik Palmer-Brown, Pité (Tondela), Tomás Podstawski (lesionou-se logos nas primeiras jornadas do campeonato e permanece em recuperação), Francisco Ramos (que entretanto voltou à equipa depois de se lesionar gravemente na pré época, em Chaves), André Silva, Ismael Diáz (também só voltou à competição recentemente, após paragem prolongada por lesão) e Gleison (Paços de Ferreira/Portimonense).

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Ora, falamos de nove jogadores absolutamente determinantes na conquista do título de campeão da II Liga em 2015/2016. Para se ter uma pequena noção das diferenças entre os figurinos habituais das duas épocas, vejamos o seguinte: em 15/16, o FC Porto atuava preferencialmente com José Sá, Victor García, Chidozie, Erik-Palmer Brown/Maurício, Rafa, Omar Govea, Francisco Ramos, João Graça, Ismael Diáz, Gleison e André Silva. Atualmente, e tendo em conta a constante rotação do plantel a que Folha se tem sujeitado, não é, de todo, possível encontrar um onze base para este FC Porto B, contudo, impera a seguinte lógica: Gudiño, Fernando Fonseca, Verdasca, Chidozie, Inácio, Omar, Francisco Ramos, Fede Varela/João Graça, Galeno/Kayembe, Ismael/Ruben Macedo e André Pereira/Rui Pedro.

Foto de Capa: FC Porto

A Máquina do Tempo: Semana de Clássico

fc porto cabeçalhoEm semana de Clássico decisivo para as contas finais da Liga NOS 2016/2017, inauguramos a nova rubrica: Máquina do Tempo. Como o próprio nome indica, este será um espaço para viagens temporais ao passado glorioso do nosso FC Porto.

A primeira viagem será curta. Vamos recuar à época 2011/2012: Clássico entre Benfica e FC Porto, no Estádio da Luz.

Em duas épocas de vida, este terá sido, talvez, o Clássico que mais me marcou enquanto portista e aquele cujas características mais se assemelham ao jogo grande do próximo dia 1 de Abril. Há cinco anos atrás, o FC Porto teve, tal como na época atual, um arranque de época em falso e cedo deixou os encarnados assumirem a liderança do campeonato e abrirem um fosso de cinco pontos de vantagem. O Porto pós André Villas Boas demorou a encarreirar e os comandados de Vítor Pereira pareciam incapazes de contrariar um Benfica ferido no orgulho por tudo o que se passara no ano anterior. No entanto, já no início de 2012, o FC Porto foi capaz de recuperar os tais cinco pontos ao seu eterno rival e chegar à jornada 21 (a nove do fim do campeonato) em igualdade pontual, no topo da tabela classificativa.

Fonte: http://www.porta19.com/
Fonte: http://www.porta19.com/

E que grande jogo de futebol a que assistimos! O Porto abriu o marcador cedo e à lei da bomba, com Hulk a disparar sobre a meia direita, fora do alcance de Artur (guarda-redes do Benfica), fazendo, dessa forma, um grande golo. Depois, e após um início de jogo fulgurante da equipa nortenha, o Benfica subiu no terreno e deu a volta ao jogo. Oscar Cardozo, por duas vezes (aos 42 e 47 minutos), virou o resultado a favor das águias. O FC Porto via-se, então, com mais uma montanha para escalar. Aos 58 minutos, Vítor Pereira lança o colombiano James Rodriguez na partida e tudo muda. O colombiano, que viajara para a sua seleção e que chegara a Portugal na manhã do jogo, foi a chave do jogo. Os dragões passaram para o comando das operações e James fez o empate seis minutos depois de ter entrado, numa lição de bem contra-atacar.

O jogo ainda voltou a equilibrar, mas a expulsão de Emerson, defesa do Benfica, aos 77 minutos, desequilibrou por completo e de vez os pratos da balança a favor dos azuis e brancos que se lançaram em busca da vitória, nos minutos finais. O golo acabaria mesmo por surgir (já depois de o árbitro ter feito vista grossa a um penalty claro de Óscar Cardozo por mão na bola), pelo defesa central, Maicon, a corresponder de cabeça (ainda que em posição irregular que passou despercebida ao fiscal de linha de Pedro Proença) a um livre cobrado por James do lado direito do ataque portista. O FC Porto conseguia, assim, materializar e reviravolta e abria caminho para mais um título de campeão, o 26º da sua história.

Hoje, como há cinco anos, cabe ao FC Porto entrar personalizado no Estádio da Luz, demonstrando toda a sua força e superioridade. Os comandados de Nuno Espírito Santo protagonizaram, até agora, uma recuperação bastante meritória (lembro que a distância pontual chegou a ser de sete pontos), encontrando-se a apenas um ponto de desvantagem do SL Benfica mas, todo esse trabalho e esforço terá sido em vão se, no sábado, o FC Porto não levar de vencida a partida. É o jogo da época.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Francisca Carvalho