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Portugal 2-3 Suécia: Claesson rouba o protagonismo a CR7

Cabeçalho Seleção Nacional

O amigável entre as seleções de Portugal e da Suécia marcado para o dia 28 (3.ª feira), às 19h45, no Estádio dos Barreiros, simbolizou o regresso da Equipa das Quinas ao arquipélago da Madeira para disputar um jogo, o que não acontecia há 16 anos – a última partida realizada naquela região autónoma ocorreu no dia 28 de fevereiro de 2001 e terminou com uma vitória por 3-0 sobre Andorra, na fase de qualificação para o Mundial de 2002.

Além do facto referido anteriormente, o encontro de treino serviria para o capitão Cristiano Ronaldo, pela primeira vez na sua carreira internacional, jogar ao serviço da seleção no espaço que o viu nascer e crescer para o Mundo do Futebol. Dois dados importantes lançados antes do início dum jogo que prometia ser bastante competitivo e bem jogado pelos dois lados, após uma jornada de qualificação vitoriosa para portugueses e suecos: Portugal venceu por três bolas a zero a Hungria, ao passo que a Suécia bateu facilmente a Bielorrússia por 4-0.

Como seria de prever, os dois selecionadores (Fernando Santos e Janne Andersson) aproveitaram a partida para testar novos jogadores, com vista aos futuros compromissos “a doer”, sendo que, em relação aos onzes iniciais utilizados nos jogos do passado sábado, houve bastantes mexidas nos dois lados, sendo que apenas os capitães Cristiano Ronaldo e Andreas Granqvist mantiveram as titularidades. O público presente nas bancadas do renovado estádio do C.S. Marítimo estava desejoso para que o jogo se iniciasse o mais rápido possível para poderem ver em campo os Campeões Europeus a jogar.

Renato Sanches jogou os 90 minutos Fonte: TheSun
Renato Sanches jogou os 90 minutos
Fonte: TheSun

O jogo começou a um bom ritmo, com Portugal a tentar assumir o controlo do jogo como seria de esperar, e o primeiro remate do encontro pertenceu ao jovem Renato Sanches, a passagem dos 5’, embora sem qualquer perigo para a baliza sueca. Aos 8’, a Suécia esteve perto de inaugurar o marcador, mas o desacerto de Sam Larsson impediu os suecos de festejar o golo. No minuto seguinte, a seleção do benfiquista Victor Lindelof (não jogou devido a uma lesão) proporcionou uma defesa fácil ao guarda-redes do Sporting de Braga, Marafona, que cumpriu hoje a sua 1.ª internacionalização.

Após as duas oportunidades de golo seguidas da Suécia, a seleção lusa começou a pressionar o seu adversário para marcar o golo inaugural, e iria ser premiado: aos 18’, Cristiano Ronaldo (quem mais poderia ser?!), aproveitando um belo cruzamento de Gelson Martins, foge à marcação do defesa Emil Krafth e bate o guarda-redes Karl-Johan Jonhnsson. Soltava-se a festa nos Barreiros com o 71.º golo ao serviço da seleção nacional do Filho da Terra! O 1-0 tranquilizou o conjunto liderado por Fernando Santos, contudo, aos 21’ e 22’, Claesson e Nyman quase voltaram a repor a igualdade no encontro.

Nesta altura de maior pressão sueca, era o público madeirense que tentava galvanizar a seleção para voltar a visar a baliza adversária. Em resposta à dupla oportunidade da Suécia, aos 25’ CR7 teve no seu pé a ocasião de fazer o 2-0 – a bola passou a rasar a barra, após cruzamento de João Cancelo. Aos 34’, os Campeões Europeus alargaram a sua vantagem – autogolo de Granqvist, ao tentar intercetar o cruzamento de Gelson Martins. Neste momento, o lado direito de Portugal estava a produzir uma ótima exibição, com Gelson e Cancelo a serem uma boa dor de cabeça para a defesa sueca. O 2-0 estabilizou os jogadores portugueses que, até ao intervalo, limitaram-se a gerir a vantagem alcançada.

Formação para render desportiva ou financeiramente?

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Desde há uns anos para cá que tenho visto um esgrimir de argumentos sobre as vendas de jogadores de futebol e valores das mesmas. Qualificam um jogador pelo valor que se paga pelo mesmo e, no entanto, um jogador que poderá ser de extrema importância para uma equipa, poderá não fazer qualquer sentido no esquema táctico de qualquer outra. Isto para dizer que um jogador pode valer 35 milhões em determinado enquadramento, como pode valer pouco ou nada em qualquer outro.

Não podemos aqui esquecer ainda os intermediários que, como qualquer comercial, podem transformar um produto banal no mais polido e ambicionado do mercado. E dependendo dos bons contactos, favores a serem pagos, ou simples competência em vender o seu produto, podemos ver jogadores que pouco tenham demonstrado serem adquiridos por milhões mostrando-se posteriormente completos “flops” (o que de pouco importa para o empresário depois de receber a comissão) e outros que nunca passam de uma carreira mediana apesar de sempre mostrarem qualidade.

Renato Sanches é um exemplo de um jogador que saiu no verão e tem tido poucos minutos no seu novo clube Fonte: Facebook Oficial de Renato Sanches
Renato Sanches é um exemplo de um jogador que saiu no verão e tem tido poucos minutos no seu novo clube
Fonte: Facebook Oficial de Renato Sanches

O que quero dizer é que um jogador não é um fenómeno só porque alguém o avaliou em milhões, ou o adquiriu por esses valores absurdos. Um grande jogador tem de demonstrar em campo que efetivamente joga bem em qualquer equipa, sobre qualquer pressão, conseguindo construir uma carreira sólida, consistente, e tendo a hombridade de reconhecer o que pode melhorar, com quem e onde melhor possam potenciar as suas qualidades.

O problema é que, neste processo, o jogador é o que menos intervém e o que mais sofre caso uma decisão sobre a sua futura carreira seja mal tomada, ou seja tomada simplesmente com o propósito do lucro imediato (Bruma, Zé Turbo, Cassamá, etc). E as pressões para que os jovens sejam vendidos rapidamente e por valores astronómicos é enorme. E não falo das direcções dos clubes vendedores ou dos agentes dos jogadores, falo também dos próprios adeptos e sócios que argumentam entre si o valor recorde de venda de um jogador da sua equipa dando a parecer que o que interessa é tentarmos vender os nossos melhores jogadores por valores nunca antes praticados.

Carta Aberta a Rui Vitória

sl benfica cabeçalho 1

Olá, Rui.

Peço desculpa por iniciar esta carta não me dirigindo a ti como Sr. Rui, Excelentíssimo Rui ou com outra saudação ou tratamento especial, mas poderás concordar comigo que nestes termos somos todos uma família. Como benfiquistas, estamos todos ao mesmo nível. Deste modo, espero garantir que as minhas desculpas sejam aceites.

Admitiria a tua não aceitação se esta carta fosse dirigida ao treinador do Sport Lisboa e Benfica. Aí, as coisas iriam mudar um pouco. Haveria em mim uma sensação de respeito e uma obrigatoriedade de te prestar um tratamento acima do normal. Embora nos primeiros jogos contigo no cargo eu fosse um daqueles que torcia o nariz – a pré-época paupérrima em vitórias; a perda da Supertaça Cândido de Oliveira para o rival lisboeta; o início de época conturbado -, eu não deixei de te imaginar a erguer o troféu no fim da época.

Vi pela televisão em direto, na impossibilidade de estar presente, a tua apresentação e acreditei no “Futuro de Vitória” acoplado ao “Passado de Glória” que já tivemos. Não achei por acaso o teu nome ser o futuro. Depois de a equipa amadurecer, de deixares para trás o fantasma do antigo treinador, e de a equipa jogar à Vitória, as coisas encarrilaram-se.

E de que forma, Rui! Ganhámos em Alvalade, no Bessa, em Vila do Conde. Com sorte, diriam alguns, mas não só, diríamos nós. Além dos troféus que nos ajudaste a erguer, uma das coisas que de melhor trouxeste ao Benfica, Rui, foi a união e paixão. Já há muito tempo que não se via um grupo unido desta forma. Onde todos se unem pela equipa e não pela vitória como antes acontecia. A união está presente sempre, em todas as circunstâncias. Anteriormente, a união do plantel era um fim pelo meio de ganhar. Contigo não. Contigo, a equipa une-se como um meio para chegar a um fim. E esse fim é a vitória. Tal como sempre foi. E bem que tu sabes, não é, Rui?

 

 

Rui Vitória tem, no clássico, um desafio importantíssimo na conquista do "tetra" Fonte: Coluna Benfiquista
Rui Vitória tem, neste clássico, um desafio importantíssimo para conquista do “tetra”
Fonte: Coluna Benfiquista

Jovens Recordes

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Cabeçalho modalidadesDia 24 de Maio, os Suns deslocaram-se a Boston para defrontar os Celtics, numa partida da qual sairiam derrotados, mas com novos recordes.

Devin Armani Booker, 1.98m, 20 anos, base dos Phoenix Suns. É neste menino que todos os olhos estão postos. Porquê? Porque fez história. Com apenas vinte anos, Booker foi o sexto jogador a chegar aos 70 pontos num só jogo, igualando marcas de jogadores de renome, como Wilt Chamberlain, David Thompson, David Robinson, Elgin Baylor e Kobe Bryant.

O base tornou-se, também, no mais jovem jogador a ultrapassar os 60 pontos numa partida. Mas os recordes não ficaram por aí: o número de pontos marcados por Devin Booker fez com que este se tornasse o jogador com maior número de pontos, num jogo, dos Suns e o jogador que mais pontos marcou, num jogo, aos Celtics.

A prestação do jovem foi fantástica, note-se que este acabou a primeira parte com 19 pontos, o que significa que 73% dos seus pontos foram marcados na segunda parte. 51 pontos nos últimos dois quartos. Booker ainda teve tempo para fazer seis assistências e oito ressaltos.

Escolhido no draft pelos Phoenix Suns, em 2015, é agora apontado como uma jovem promessa. Resta saber se o feito foi fruto de uma noite de inspiração ou se Booker trará mais noites mágicas à NBA.

Noite de sonho para o jovem, mas não tão boa para a sua equipa, que, apesar de tudo, não conseguiu vencer a partida e somou a sua sétima derrota consecutiva.

Os 70 pontos marcados por Devin Booker:

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Foto de capa: hoopshype

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Os 10 melhores tenistas no Estoril Open 2017

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10 – Ryan Harrison

ryan harrison
Fonte: Flickr (Frédéric de Villamil)

É norte-americano e, no início de carreira, era considerado uma grande esperança e o futuro do ténis do seu país. Ocupa atualmente o 47º posto do ranking ATP, mas conseguiu o seu máximo de carreira (43º) em 2012.
Aos 19 anos já entrava no top-100 mundial, mas a consolidação entre a elite do ténis não tem sido fácil, chegando mesmo a estar fora do top-150, na época passada. Agora, com 24 anos, atingiu a sua primeira final ATP, após sete meias-finais perdidas, tendo conquistado o primeiro título profissional no mesmo torneio, ao derrotar o georgiano Nikoloz Basilashvili, na final do torneio de Memphis (ATP 250).

Bruno continua, independentemente dos castigos

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Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, concedeu hoje a primeira entrevista a um meio de comunicação social independente desde que foi reeleito na presidência do clube, no início deste mês de março. A entrevista foi constituída por duas partes: uma primeira etapa, conduzida por José Alberto Carvalho, e uma segunda, com perguntas feitas por três assumidos sportinguistas, conhecidos na praça pública: José de Pina, Dias Ferreira e José Eduardo.

Esta entrevista teve uma circunstância muito particular, pois foi dada no dia seguinte à divulgação de mais um castigo ao presidente do Sporting. Relembro que Bruno de Carvalho foi castigado por 113 dias, enquanto Octávio Machado foi punido com 75 dias de castigo, por situações que remontam a 2015. Na primeira fase da entrevista, Bruno de Carvalho recordou essencialmente os ataques que lhe foram feitos pelos rivais desde que se candidatou pela primeira vez à presidência do Sporting e falou sobre o castigo que lhe foi aplicado, lembrando as frases que originaram o castigo e questionando o porquê de ter sofrido esta pena, a maior penalização para um presidente de um clube desde o Apito Dourado. O presidente lembrou, e bem, os graves erros de Vítor Pereira enquanto foi presidente do clube, nomeadamente a divulgação das notas dos árbitros apenas quando beneficiavam o Sporting e a polémica história denunciada pelo ex árbitro Marco Ferreira. História essa que nunca foi esmiuçada publicamente, vá-se lá saber porquê. Talvez sejam efeitos do Estado Lampiânico.

Bruno de Carvalho revisitou o seu percurso como presidente e apontou metas para o futuro Fonte: Facebook de Bruno de Carvalho
Bruno de Carvalho revisitou o seu percurso como presidente e apontou metas para o futuro
Fonte: Facebook de Bruno de Carvalho

O presidente reafirmou ainda a convicção de que o Sporting será campeão mais do que uma vez nos próximos quatro anos, e foi por aqui que começou a segunda parte da entrevista, com a presença dos três conhecidos adeptos sportinguistas. Bruno de Carvalho criticou o modelo de gestão e organização do futebol profissional em Portugal, apelando que se seguisse em Portugal o modelo inglês. Bruno de Carvalho falou também do “lápis vermelho”, o novo modelo da censura em Portugal, como prova o mais recente castigo imposto ao presidente do Sporting Clube de Portugal.

Máquina do tempo: O meu batismo nas Antas

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fc porto cabeçalhoEsta rubrica é dedica aos momentos que nos marcaram e que jamais sairão da nossa memória. E claro que, no início de tudo, está a minha estreia no saudoso estádio das Antas.

Foi no dia 26 de Agosto de 1987, num fantástico FC Porto 7 – Belenenses 1. O FC Porto acabara de ser Campeão Europeu, na célebre final de Viena, e o estado de euforia era notório: estádio cheio para a primeira jornada do campeonato, e uma exibição de luxo do Campeão Europeu.

FC Porto – Mlynarczyk, João Pinto, Celso, André, Inácio, Jaime Pacheco (Rui Barros), Sousa (Eduardo Luis), Semedo, Jaime Magalhães, Gomes, Madjer.

Foi esta a equipa nessa noite mágica. Madjer, o mais talentoso jogador que vi jogar ao serviço do FC Porto, brilhou a grande altura ao apontar um hattrick; os outros golos foram apontados por Celso e Semedo.

Quem vir o resultado poderá pensar que o Belenenses teria uma equipa débil, com pouco valor, mas é puro engano. Este Belenenses acabou a época em terceiro lugar no campeonato, a melhor classificação desde então até aos nossos dias. Uma equipa famosa que era treinada por Marinho Peres e tinha craques como: Mladenov, Mapuata, Jaime, José António, Sobrinho, Chiquinho Conde, entre outros.

Madjer foi, como sempre, um dos heróis do FC Porto Fonte: FC Porto
Madjer foi, como sempre, um dos heróis do FC Porto
Fonte: FC Porto

O FC Porto teve esta brilhante vitória na primeira jornada e embalou para o título, que alcançou com 15 pontos de avanço sobre o Benfica.

Na minha opinião, esta foi a geração mais marcante do FC Porto e, durante alguns anos, dos plantéis com mais qualidade da história do clube. Depois desta geração, o clube conquistou muitos títulos, quer nacionais, quer internacionais, mas tanta qualidade junta era difícil. Ter uma frente de ataque com Futre, Gomes, Madjer era sublime; ter um meio campo com Sousa, André, Frasco, Jaime Magalhães, Jaime Pacheco, Semedo, todos no mesmo plantel, era inacreditável. Centrais como Celso, Lima Pereira, Eduardo Luis, e juntar laterais como João Pinto e Inácio, era o sonho de qualquer treinador.

Vi ao vivo o meu clube conquistar um troféu internacional, Liga Europa, em Sevilha, vi muitas conquistas nacionais, mas o primeiro jogo que tenho memoria de ver ao vivo, nas Antas, jamais esquecerei. Nos cativos do estádio das Antas, onde muitos anos depois tive o meu lugar cativo também, com oito anos, foi uma noite inesquecível que me tornou ainda mais portista.

Um abraço ao meu tio Raul, que já não esta entre nós, que me levou ao estádio nesse dia e que ajudou a minha paixão pelo clube a crescer ainda mais!

Foto de Capa: portoarc.blogspot.pt

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

O Passado Também Chuta: Brian Clough, o feiticeiro de Nottingham

o passado tambem chuta

 «Não direi que fui o melhor treinador de todos, mas estava seguramente no top-1» – Brian Clough

No mundo da mitologia deparamo-nos com assinaláveis feitos de heróis e deuses da antiguidade. Não raras as vezes, a crença e a interpretação do irracional mistura-se com as concepções positivas dos contemporâneos.

Penso nisto e lembro-me de um nome incontornável da história do futebol mundial: Brian Clough. O “Carismático, polémico e inigualável” treinador inglês que transformou a década de 70.

Este mítico treinador tornou-se célebre por ter conduzido os rivais Derby County e Nottingham Forest do segundo escalão à primeira divisão inglesa, sagrando-se, inclusive campeão de Inglaterra pelos dois emblemas logo no ano de estreia no principal escalão.

A saga de Clough começara na época de 1972/1973 com a conquista do título inglês pelos “The Rams”. Um feito notável para uma modesta equipa de Derby, uma cidade situada nas margens do Rio Derwent.

Em Setembro de 2014, os adeptos rivais de Derby e Nottingham uniram-se em homenagem a Clough Fonte: TheGuardian
Em Setembro de 2014, os adeptos rivais de Derby e Nottingham uniram-se em homenagem a Clough
Fonte: TheGuardian

 

Na época seguinte atingiu as meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus, sendo apenas eliminado pela poderosa Juventus de Dino Zoff. Depois de ver recusado um pedido de aumento salarial saiu do clube e, teve passagens pouco felizes pelo Brighton & Hove Albion e Leeds United. Foram estes os últimos clubes de Clough antes de protagonizar aquele que é um dos maiores contos de fadas do futebol mundial.

Dizia-se à época que West Bridgford, uma pequena localidade no subúrbio de Nottingham acordava todos os dias sob um manto feiticeiro. A verdade é que à semelhança do que tinha feito no rival e vizinho Derby County, Clough assumiu o comando técnico do também ele modesto Nottingham Forest e conduziu o clube ao primeiro escalão, sendo campeão inglês na época seguinte. Corria a época de 1977/1978.

Se a lenda do feiticeiro Brian Clough crescia, aquilo que tinha guardado para as duas épocas seguintes elevavam-no para a categoria dos imortais. Qual toque de midas, o Nottingham Forest sagrar-se-ia bicampeão europeu, derrotando na final o Malmoe da Suécia. Um ano depois repetia a façanha diante do gigante alemão Hamburgo, em pleno Santiago Barnabeu, atingindo assim a glória suprema.

Bis açorianos ou assalto do leste?

Cabeçalho modalidadesO ano passado, São Miguel e os Açores vibraram como nunca com a vitória de Ricardo Moura, no Rali dos Açores. Foi uma grande e merecida vitória, mas temos de ser sinceros, muito provavelmente este ano não voltaremos a ver o açoriano no lugar mais alto do pódio, talvez nem no pódio.

A prova que arranca esta quinta feira, mas que hoje tem uma especial espetáculo, na avenida da cidade de Ponta Delgada, tem uma lista de inscritos muito boa. Numa altura em que muitos já faziam o funeral ao Europeu de Ralis (ERC), a organização respondeu com medidas, até ver positivas, e que permitiram ter vários pilotos de qualidade à partida.

Mas vamos então à análise da prova: são 16 especiais contra o tempo que vão ditar quem vai ser o vencedor da primeira prova do ERC de 2017. Para mim, o principal candidato é Alexey Lukyanuk. O russo, o ano passado, na sua estreia, foi segundo, mostrando um ritmo impressionante para uma primeira vez na ilha. Mas nomes como Kajetanowicz, Marijan Griebel, Ralfs Sirmacis, Nikolay Gryazin e, claro, Ricardo Moura não podem ser esquecidos nesta luta. Acredito que o pódio será entre Lukyanuk, Kajetanowicz e Moura, tal como o ano passado, de resto, mas será uma grande luta, sem qualquer dúvida.

Ruben Rodrigues vai estrear o DS3 R5 Fonte: Play/AutoAçoreana Racing
Ruben Rodrigues vai estrear o DS3 R5
Fonte: Play/AutoAçoreana Racing

Fora estes pilotos, tenho muito interesse em acompanhar as provas de José Maria Lopez, que muito boas indicações tem dado no Serras de Fafe, mas que conta com um Peugeot 208 R5, que sabemos não ser nada fiável. Josh Moffett, que há dois anos mostrou um excelente ritmo no Rali dos Açores até desistir; as prestações de Ruben Rodrigues na sua estreia com o DS3 R5 e de Luís Rego Jr., agora mais adaptado ao Fiesta R5, e, claro, ver o que é que Bruno Magalhães consegue fazer depois de vários meses parado e na sua estreia com um Fábia R5.

No campeonato júnior, destinado aos R2, espero uma vitória clara de Chris Ingram, que já tem bastante experiência no Rali dos Açores – quarta participação – e que já demonstrou a sua rapidez. É pena a ausência de Diogo Gago, que vai fazer a 208 Rally Cup e não o ERC. Mas, nesta competição, sou sempre surpreendido por pilotos que desconheço e que espremem os seus R2 ao máximo, dando tanto ou mais gozo que em vários R5.

Em suma, será um Rali dos Açores de alto nível, com muita qualidade na estrada. Será, sem sombra de dúvidas, uma das melhores edições, se não a melhor, do rali açoriano. Já sabes: podes acompanhar tudo no Bola na Rede.

Foto de capa: M-Sport

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Cinco motivos para acreditar num FC Porto campeão

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fc porto cabeçalho

O campeonato entrou na recta final com FC Porto e Benfica decididos a lutar por ele até ao último segundo. Ambas as equipas têm legítimas ambições para o conquistar, mas acredito que, no final, a festa será feita em tons de azul. Eis os motivos.

Foto de Capa: FC Porto