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Boavista FC 3-0 CS Marítimo: Comandante Iuri Medeiros

Cabeçalho Futebol Nacional

A contar para a Jornada 25 da Liga NOS, Boavista e Marítimo enfrentaram-se no Estádio do Bessa Século XXI numa partida arbitrada por Jorge Ferreira. Com a manutenção teoricamente garantida, a equipa orientada por Miguel Leal procurava regressar às vitórias, prosseguindo o segundo objetivo da temporada – a conquista da melhor classificação desde o regresso das panteras ao patamar máximo do futebol profissional português. Por outro lado, Daniel Ramos pretendia manter a sua equipa na rota europeia.

Com um inicial encaixe tático, Éber Bessa pretendeu quebrar o gelo aos seis minutos, na sequência de um canto seguido de um alívio de Idris, mas o esférico saltitou, sem grande perigo, para fora da baliza à guarda de Vágner. Na resposta, ao minuto 13, Fábio Espinho executou um livre e Philipe Sampaio, em posição privilegiada, escorregou na receção, desaproveitando uma oportunidade de inaugurar o marcador.

A partir do primeiro quarto de hora, o Boavista pecou por alguma falta de visão de jogo e de frieza nas ações protagonizadas por Fábio Espinho, Iuri Medeiros e Renato Santos no último terço de terreno. Os verde-rubros, mais robustos fisicamente, aproveitaram as perdas de bola do adversário para se lançarem no contra-ataque, essencialmente através de António Xavier. Porém, no minuto 28, Iuri Medeiros teve o seu primeiro momento de magia. Na marcação de um livre, o jogador emprestado pelo Sporting tirou as medidas à baliza defendida por Charles Silva e, aproveitando alguma confusão existente na formação da barreira, rematou com régua e esquadro para o 1-0.

O ligeiro ascendente dos axadrezados teve continuidade na segunda metade e acentuou-se rapidamente. Passados apenas cinco minutos, Iuri Medeiros dispôs de nova ocasião para fazer o gosto ao pé na cobrança de uma bola parada e, exemplarmente, bateu novamente o guardião maritimista. No desfecho de uma história feliz conduzida pelo suspeito do costume, Iuri tirou Raúl do caminho e serviu criteriosamente Iván Bulos. O peruano contratado no mercado de inverno não desperdiçou e fixou o resultado final aos 63 minutos.

Mesmo sem nenhum remate enquadrado com a baliza de Vágner, os insulares estiveram próximos do golo de honra na fase terminal da partida. Contudo, o cabeceamento de Donald Djoussé depois da marcação de um canto não tomou a direção desejada.

O melhor 11 sub-21 da Liga NOS

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Numa altura em que a aposta na formação costuma a ser mais frequente, quer nos três grandes, quer nas restantes equipas, começam a sobressair a qualidade dos muitos talentos que a Liga NOS dispõe.

Com isto, aparecem vários jovens promissores, quer portugueses quer de outras nacionalidades. Proponho assim o melhor XI de jovens jogadores, sub-21, da primeira liga portuguesa, talentos que prometem agitar os mercados num futuro próximo.

Note-se que todos os jogadores que iniciaram esta temporada com 21 anos, integram a lista, mesmo que já tenham completado os 22.

Jogador da Semana: Tiquinho Soares, o Lutador

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fc porto cabeçalho

Mais pelos golos que marcou do que por aquilo que jogou frente ao FC Arouca, Tiquinho Soares é o jogador da semana e, porque não dizê-lo, o jogador do mês. Importa ressalvar que, neste artigo, mais do que enfatizar o presumível “MVP” do último jogo do FC Porto, pretende-se destacar o papel que Soares tem tido na equipa e analisar aquele que é, para muitos, a peça que faltava para otimizar a engrenagem da equipa azul e branca.

Começando pelo jogo frente ao FC Arouca, o destaque vai, por inteiro, para dois futebolistas: Yacine Brahimi e Óliver Torres. Brahimi está de regresso ao nível da primeira época que fez em Portugal mas com o acréscimo de estar agora mais consistente ao nível da tomada de decisão, colocando menos o foco do seu jogo na busca individual pela resolução dos problemas. Já Óliver Torres, esse sim, é peça-chave na engrenagem do FC Porto. A forma como lê o jogo, como o antecipa, como o controla está ao nível dos melhores do mundo. No lance do segundo golo do FC Porto, em frações de segundo, Óliver posicionou-se para ganhar a bola ao adversário, com o pé não dominante preparou o seguimento da jogada (claramente já desenhado na sua cabeça), e com o seu melhor pé colocou a bola “redonda” para Soares finalizar: verdadeiramente um hino ao futebol!

Fonte: Facebook Oficial de Brahimi
Fonte: Facebook Oficial de Brahimi

Quanto a Tiquinho Soares, o tal que conta já com nove golos em seis jogos disputados ao serviço do FC Porto na Liga NOS, este teve em Arouca uma noite até mais infeliz do que vem sendo habitual já que, apesar de ter marcado dois golos, desperdiçou também duas boas oportunidades de concretização. Em relação a Soares muito se tem dito e, muitas vezes, com o exagero típico de quem analisa o futebol tendo em conta apenas os números. Por isso, importa enfatizar aquilo que Soares é… Mas também aquilo que ele não é.

Soares não é um futebolista tecnicamente evoluído e não é um jogador que apresente uma qualidade significativa ao nível da leitura do jogo nem da tomada de decisão. Como tal, faltam-lhe caraterísticas essenciais para que um dia possa vir a estar no mesmo patamar dos melhores. Por outro lado, Soares é muito competente nos duelos físicos, já que não dá uma bola por perdida, ataca bem a profundidade e consegue finalizar com eficácia as oportunidades criadas pelos seus colegas de equipa.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Tiquinho Soares

Do Céu ao Inferno

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Neste fim de semana de março o FC Porto e o SL Benfica jogavam dois jogos decisivos nas aspirações europeias de ambas as equipas. O jogo do SL Benfica era teoricamente mais fácil, jogando em casa contra os finlandeses do Cocks, enquanto o FC Porto ia jogar a Espanha num complicado jogo frente ao Granollers.

Comecemos pelo jogo do SL Benfica. Podia colocar aqui a análise da primeira parte do jogo da semana passada, na Finlândia, porque a história foi praticamente a mesma. O ponta-esquerda e capitão da equipa da Luz, João Pais, inaugurou o marcador aos dois minutos. Ambas as equipas demonstraram uma enorme dificuldade ofensiva na primeira parte, sendo que aos vinte minutos o resultado era 5-5. Nessa altura Mariano Ortega pediu o primeiro time-out e fez as primeiras alterações na equipa.  Ao intervalo o SL Benfica vencia 11-10, o mesmo resultado ao intervalo do último jogo, numa primeira parte marcada pelo equilíbrio e pelas alternâncias no comando do marcador.

Alexandre Cavalcanti decisivo! Uma imagem de marca na Luz nos últimos jogos Fonte: SL Benfica
Alexandre Cavalcanti decisivo! Uma imagem de marca na Luz nos últimos jogos
Fonte: SL Benfica

Na segunda parte, os comandados de Mariano Ortega estiveram em vantagem a maior parte do tempo. Logo nos momentos inicias conseguiram uma vantagem de dois golos (12-10), a primeira vez que acontecia. O equilíbrio continuou, mas os “encarnados” conseguiram algumas vezes vantagens de dois golos (17-15; 20-18).  Nos últimos cinco minutos, o SL Benfica vencia 23-21 levando o treinador da equipa visitante a pedir um time-out que teve resultados práticos, sendo que a sua equipa empatou o jogo 23-23.  Logo a seguir Mariano Ortega pediu também pausa técnica quando faltavam apenas três minutos. Após dois golos para cada lado tivemos um momento final onde se pôs em prática as novas regras. Na jogada final por parte do SL Benfica Ales Silva sofre uma falta que seria sancionado com 2 minutos para o defensor e lançamento de 9 metros durante o tempo normal de jogo; como o jogo se encontrava nos últimos 30 segundos a mesma falta teve sanções mais graves, ou seja, desqualificação para o defensor e lançamento livre de 7 metros que Cavalcanti converteu. Com esta vitória o SL Benfica está em segundo lugar do seu grupo com 6 pontos. O próximo jogo em Espanha será também decisivo. Alexandre Cavalcanti continua em grande forma, marcando 9 golos.

Seguimos, então, para Espanha, num jogo com um apontamento histórico. Foi com a equipa espanhola do Granollers a estreia de uma equipa portuguesa em competições europeias em 1958. Este jogo também marcou alguns reencontros interessantes. O internacional português Jorge Silva voltou a encontrar a equipa onde se formou e Michael Kasal voltou a defrontar a sua ex-equipa onde esteve emprestado pelo FC Barcelona. O ex-guarda-redes e capitão do SL Benfica Vicente Alamo voltou a defrontar uma equipa portuguesa. Pessoalmente, foi muito satisfatório voltar a ver este senhor a jogar… E que jogo! A história do jogo é muito simples: Alfredo Quintana e Hugo Laurentino estiveram muito longe daquilo que já nos habituaram, o FC Porto teve uma displicência ofensiva e defensiva muito raramente vistas e quando encontravam situações de finalização, Vicente Alamo esteve gigante e fez uma exibição fenomenal. Resultado final: 33-22. Muito dificilmente o FC Porto conseguirá passar à fase seguinte e deve agora concentrar-se apenas nas competições nacionais o que trará ainda mais dificuldades aos seus adversários.

 

FC Porto empata e complica a eliminatória

Cabeçalho modalidadesNo passado sábado, o Porto recebeu o Réus para a primeira mão dos quartos de final da Liga Europeia. Num encontro cheio de golos, portugueses e espanhóis empataram a 7-7 e deixaram tudo por definir para a segunda mão na Catalunha.

O jogo teve um início com grande intensidade, bastante aberto e com ambas as equipas a procurarem chegar ao golo. No entanto, o tempo passava e os dragões iam tendo mais tempo de ataque, enquanto que o Réus optava mais pelas saídas rápidas, como modo de chegar à baliza adversária.

A meia-distancia era principal arma dos dragões para chegar à baliza de Pedro Henriques, sempre com o intuito de procurar a segunda bola e fazer o golo através de uma recarga. Contudo, o jogo não estava fácil pois o Réus defendia com um bloco baixo e coeso, o criava dificuldades à equipa da casa.

Aos dez minutos de jogo, Raul Marin fez um enganchamento no interior da área do Réus sobre Gonçalo Alves, acabando por ver um cartão azul. No respetivo penalti, Gonçalo Alves acertou na barra, mas pouco depois assistiu Rafa para abrir o ativo. Logo a seguir, a equipa visitante esteve perto de empatar, mas Marc Torra não conseguiu bater Carles Grau.

A união não foi suficiente Fonte: FC Porto
A união não foi suficiente
Fonte: FC Porto

O golo de Rafa dava alguma justiça ao marcador, visto que, o Porto já tinha feito mais do que o suficiente para marcar.

Depois do primeiro, o segundo não demorou a chegar. Através de uma nova grande penalidade, Gonçalo Alves fez o 2-0 com uma seticada rasteira junto ao poste direito.

Quando ninguém esperava, Albert Casanovas apanhou a defesa dos azuis e brancos desprevenida e aproveitou um livre indireto, em zona frontal, para reduzir para 2-1.

Após os golos, o jogo passou a uma toada mais equilibrada, mas igualmente aberta, onde nenhuma das equipas conseguia ser superior à outra. Todavia, Carles Grau e Pedro Henriques, sobretudo ele, continuavam com bastante trabalho.

Mais golos só na fase final da primeira parte. A quatro minutos do intervalo, saída rápida para o contra-ataque iniciada por Ton Baliu, que passou para Telmo Pinto que devolveu ao espanhol que atirou de primeira para o 3-1. De seguida, o Porto chegou à 10ª falta. Ainda antes da marcação do livre direto, Vítor Hugo viu um cartão azul. Raul Marin, capitão do conjunto catalão, foi marcar do livre-direto, mas Grau defender com a máscara.

Em situação de superioridade numérica, o Réus ia construindo várias oportunidades para marcar, mas o guarda-redes dos dragões ia evitando novo golo forasteiro. Todavia, depois de muita insistência, Raul Marin colocou o marcador em 3-2. Os dragões responderem e Hélder Nunes voltou a colocar a vantagem portista em dois golos.

Chegado o intervalo, o Porto vencia justamente por 4-2, mas o jogo em pista deixava antever um segundo tempo animado.

CD Santa Clara 2-1 SL Benfica B: A experiência veio ao de cima

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Numa tarde solarenga de Sábado, no estádio de S.Miguel, o Santa Clara, recebeu e venceu o Benfica B por 2-1, conseguindo quebrar uma sequência de três empates na Ledman Liga Pro, impondo um fim à sequência de três vitórias que os encarnados acumulavam e renovando esperanças na luta pela subida.

Quanto ao jogo, os primeiros minutos foram muito equilibrados, com ambas as equipas a quererem atacar e a procurarem a vitória. Nesta fase inicial da partida, o Benfica B teve um ligeiro ascendente sobre o Santa Clara, acumulando algumas boas oportunidades para inaugurar o marcador. Mas, como se diz na gíria, quem não marca, sofre. E foi isso que aconteceu. Aos 25 minutos, o Santa Clara acabaria por chegar ao golo, na sequência de um lance de bola parada, com o experiente Accioly a inaugurar o marcador. Depois do golo, o Santa Clara baixou um pouco as linhas na tentativa de controlar mais o jogo. O Benfica B aproveitou para subir no terreno e acabou por conseguir mais algumas chances desperdiçadas pelos atacantes dos encarnados, que revelaram algumas dificuldades frente à dupla trintona do Santa Clara: Vítor Alves e Accioly.

Fonte: CD Santa Clara
Fonte: CD Santa Clara

No segundo tempo, era de esperar que o Benfica B viesse atacar mais, tentando pressionar a equipa insular. A equipa encarnada, nesta segunda metade do jogo, revelou algumas dificuldades para mostrar o seu futebol, conseguindo transparecer alguma fadiga física e, em determinados momentos, alguma inexperiência. O Santa Clara é que aproveitou para atacar mais e para tentar chegar ao golo, conseguindo bons lances, mas o segundo golo não ia aparecendo.  Numa altura em que o jogo estava bastante indefinido, o Santa Clara chega ao golo. Aos 75 minutos, num lance à ponta de lança, Clemente, recebe a bola na área e atira para o segundo golo, coroando uma exibição muito combativa do experiente avançado.

Nos minutos que restavam para acabar a partida, o Benfica B voltou a aparecer no jogo e encostou o Santa Clara à sua área. Os jovens encarnados tentavam chegar ao golo, mas a experiência e a matreirice dos jogadores insulares ia impedindo isso. Já no tempo de compensação, o Benfica B iria reduzir o encontro, com um auto-golo de Joel Silva, que tinha entrado na segunda parte.

Para a história do jogo, fica um Santa Clara que mostrou ao que vinha e que conseguiu fazer uso da experiência dos seus jogadores, conseguindo uma importante vitória no que toca à luta pela subida.

Foto de Capa: CD Santa Clara

CD Tondela 1-4 Sporting CP: Arma Mortífera 4.0

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O Sporting CP goleou esta noite o CD Tondela por números expressivos, com todos Bas Dost a ser o homem da partida. O internacional holandês apontou todos os golos dos leões, cimentando a sua liderança na tabela de melhores marcadores do campeonato e continuando na luta pela conquista da Bota de Ouro.

Privado de Bruno César e Alan Ruiz, Jorge Jesus optou por colocar Bryan Ruiz no meio campo com William Carvalho e Daniel Podence no apoio ao ponta de lança. A ala esquerda ficou entregue a Zeegelaar e Matheus Pereira, no que constituiu mais uma surpresa operada por JJ. Já o Tondela apresentou-se com o seu esquema habitual, com Hélder Tavares e Claude Gonçalves a segurar o meio campo e Pedro Nuno como elo de ligação ao ataque.

O jogo começou numa toada de equilíbrio, com alguns remates de ambas as equipas, defendidos por Cláudio Ramos e Rui Patrício. A equipa leonina demorou a carburar com Bryan Ruiz a fazer a tarefa de Adrien Silva, devido às características diferentes do costarriquenho. Enquanto Adrien é muito mais um jogador de transporte e de intensidade alta, Bryan é um jogador de lançamentos, com uma visão de jogo mais criativa e apurada, com muito menos intensidade e menor capacidade na disputa das bolas divididas. Daniel Podence foi o melhor em campo na primeira metade do encontro. Sempre que a bola chegou aos pés do “menino”, saía jogada de perigo para a baliza tondelense. A prova disso mesmo ocorreu aos 34 minutos, quando o Sporting abriu o marcador. Podence teve um pormenor de muita qualidade no flanco esquerdo e cruzou para Bas Dost abrir o marcador com um remate na pequena área, perante a inoperância dos centrais adversários.

Na segunda parte, o jogo reiniciou da mesma maneira que a primeira, com remates para as duas equipas. Assim, não foi de estranhar que acontecessem dois golos no primeiro quarto de hora. Num lance onde Zeegelaar não está isento de culpas, o Tondela empatou, com Jhon Murillo a finalizar após centro rasteiro de Pedro Nuno. Um golo orquestrado por dois jogadores emprestados pelo Benfica ao Tondela. Este golo poderia ter trazido muitas dificuldades aos leões. Isso só não ocorreu porque o Sporting voltou à vantagem na jogada seguinte. Matheus Pereira furou pela defesa do Tondela numa diagonal da esquerda para o meio e, a meias com Hélder Tavares, assistiu Bas Dost para o bis na partida.

O feitiço quase se virou contra o feiticeiro, pois o Tondela esteve pertíssimo de empatar novamente o encontro aos 57 minutos. Num livre direto, Pedro Nuno obrigou Rui Patrício à melhor defesa da noite. Depois disso, só deu Sporting. Por volta dos setenta minutos, surgiu a primeira de três grandes penalidades cometidas pelos jogadores tondelenses. Kaká empurrou Gelson Martins dentro da grande área e Bas Dost completou o “hat-trick”, com uma penalidade clássica. Bola para um lado, guarda redes para outro. Apesar de ter estado desinspirado, Gelson acelerou mais do que o pretendido por Kaká, que foi obrigado a empurrá-lo para o parar.

Sete minutos depois, novo penálti. Após cruzamento de Matheus Pereira (boa exibição do brasileiro), Claude Gonçalves empurrou Dost na pequena área. No penálti, o holandês bateu novamente Cláudio Ramos. Como não há duas sem três, surgiu novo penálti nos descontos. Claude Gonçalves derrubou Francisco Geraldes (estreia positiva, apesar de ter jogado apenas cinco minutos) na grande área. Contudo, Bas Dost rematou igual ao segundo penálti e, desta vez, foi negado por Cláudio Ramos.

O Sporting conseguiu assim uma vitória folgada em Tondela, com Bas Dost em grande forma. Os leões mantêm assim distâncias para o FC Porto e aumentam o fosso para o SC Braga, que havia empatado em Chaves. Já o Tondela continua abaixo da linha de água, antes de um teste de fogo na luta pela permanência, com a visita da próxima semana a Moreira de Cónegos.

No Pyro, no Party?

No passado fim-de-semana, o Benfica deslocou-se a Santa Maria da Feira para defrontar o Feirense de quem arrancou uma vitória sofrida por uma bola a zero. Além do golo de Pizzi e dos três pontos conquistados pelo Benfica, houve outros momentos que mereceram destaque nos 90 minutos: a claque do Benfica que se apresentava na bancada atrás da baliza defendida por Vana, guarda-redes do Feirense, apresentou vários “espetáculos” pirotécnicos e de hostilidade na casa de outrem.

O jogo começou atrasado devido a um petardo atirado pela claque encarnada para junto da grande área do Feirense. O objeto pirotécnico começou a deitar uma quantidade considerável de fumo e adiou o início do jogo.

Luisão, capitão e veterano do Benfica, foi pedir calma aos adeptos e que deixassem seguir o jogo da melhor forma para ambas as equipas.

Não tinha chegado aos 20 minutos de jogo, um outro material de pirotecnia foi atirado para junto de Vana quando este ia bater um pontapé de baliza. Embora desta vez o fumo que projetou não constituiu perigo para o decorrer do jogo, o objeto explodiu de forma ligeira junto da baliza e do guarda-redes que, com certeza ficou em zona pouco segura dada a proximidade ao objeto.

Com o decorrer do jogo, os ânimos acalmaram e o apoio proveio apenas de gritos e cânticos a empurrar o Benfica para o golo. Foram precisos 42 minutos para este chegar, o que fez com que o entusiasmo atirasse os adeptos nas zonas mais baixas da bancada para o terreno de jogo, partindo a proteção da bancada e magoando um fotógrafo de campo que teve de ser retirado do relvado.

A vitória ficou manchada pelo comportamento dos adeptos Fonte: SL Benfica
A vitória ficou manchada pelo comportamento dos adeptos
Fonte: SL Benfica

No rescaldo do golo, cadeiras das bancadas voaram para a área do guarda-redes brasileiro que mostrou a sua insatisfação e irritação com as atitudes consecutivas dos adeptos encarnados presentes atrás da baliza pertencente à equipa de Santa Maria da Feira na primeira parte.

Na segunda parte, Ederson mudou-se para junto dos adeptos e os desacatos cessaram.

Como adepto e sócio duma instituição desportiva do tamanho do Benfica e adepto do desporto lindo e entusiasmante que é o futebol, lamento que atitudes como as que se passaram no passado sábado aconteçam após inúmeros avisos e mesmo sabendo que as consequências nunca serão benéficas para o clube.

Atitudes como a pirotecnia junto das bancadas, não apresentando perigo para o jogo, para os jogadores nem para as pessoas que nada têm a ver com isso podem embelezar o ambiente e dar a motivação que é preciso aos jogadores que em campo envergam a camisola que todos nós vestimos o coração. No entanto, estragar e sujar um jogo tão bonito como o futebol, denegrir a imagem do clube glorioso e de enorme dimensão que é o Benfica com atitudes como as do passado sábado acaba por ser triste.

A pirotecnia poderia ser um acessório que, usado da melhor forma, embeleza os estádios e ambiente por todo o mundo do futebol. Contudo, os que cantam “No pyro, no party”, enfatizando que sem pirotecnia, não há festa, são, na sua grande parte, aqueles que não vêm limites na utilização deste material e acabam por, com toda a vontade que têm de apoiar o clube, denegrir a sua imagem, aplicar-lhe pesadas multas e colocar em perigo o apoio nos jogos seguintes. Há que recordar que o Benfica se encontra em pena suspensa na Liga dos Campeões devido a atitudes semelhantes.

Não sujemos o futebol nem o clube por atitudes neandertais. Todos os adeptos que não participam nessas atividades, que são a maioria, não se revêm nestas atitudes, o clube não se identifica em tais atitudes.

“No pyro, no party”? Que seja. Mas com classe e respeito, algo que faltou neste jogo. Somos melhores e maiores do que isso.

Sejamos adeptos. No futebol ganha quem marca mais golos, não quem rebenta mais bombas. Gritemos mais alto, cantemos mais alto e festejemos bem alto para que todos possam ouvir o nosso nome. E se o fizermos para connosco, grandes como somos, já ocupamos um lugar gigante que não necessitamos de incomodar os outros.

Vitória FC 1-2 CD Feirense: (In)Felicidade

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Perante um estádio composto, para o que é habitual, o Vitória procurou a primeira vitória em cinco jogos. Desde o confronto frente ao Benfica, no dia 30 de Janeiro, que os sadinos não vencem nenhum jogo.

Numa partida confusa, com pouca bola no chão, a primeira grande oportunidade surgiu aos 13 minutos, por parte do Feirense, numa jogada que nasceu nos pés do médio Tiago Silva. O Vitória respondeu com um ataque perigoso, que contou com uma grande jogada individual do número 11, Costinha, e um grande remate de João Carvalho, defendido por Vana. Dez minutos depois do lance, os sadinos chegaram mesmo ao golo, por parte de Vasco Fernandes.

A equipa de Santa Maria da Feira não teve capacidade de reagir à desvantagem, tendo criado apenas uma oportunidade que permitiu a Bruno Varela brilhar. Assim, o intervalo chegou com o Vitória a vencer por uma bola.

Na segunda parte o Feirense entrou mais agressivo, jogando mais próximo da área do Vitória, mas não conseguiu criar qualquer oportunidade de golo. Aos 60 minutos, José Couceiro foi o primeiro a mexer na equipa, tendo realizado dupla substituição: saíram João Carvalho e Meyong, para a entrada de Nené Bonilha e Edinho.

Num canto a favor dos fogaceiros, cobrado aos 67 minutos, Venâncio, num lance infeliz, colocou a bola dentro da própria baliza.

Aos 74’, Luís Machado entrou na equipa do Feirense, para o lugar de Etebo e, oito minutos depois, marcou golo. A cinco minutos do final da partida, os fogaceiros ganhavam por 2-1.

Após uma primeira parte possessiva e em vantagem, a prestação do Vitória caiu, tendo o auto-golo de Venâncio arrasado os sadinos. Assim, deixaram-se ser ultrapassados por um Feirense motivado.

O Vitória voltou a não conseguir os três pontos e saiu de campo debaixo de assobios. O Feirense tem agora 29 pontos, menos um que os sadinos e passa a ocupar a 12ª posição na tabela.

SC Covilhã 2-2 Vitória ‘B’ SC: Justo empate na Serra da Estrela

Na 31.ª jornada da segunda liga, o Sporting da Covilhã recebeu e empatou com o Vitória de Guimarães B, no estádio José Santos Pinto. Recorde-se que, na primeira volta, os leões da serra saíram da cidade berço com uma vitória de 2-1, e obviamente que o objetivo deste jogo era repetir a conquista dos três pontos à equipa nortenha.

Depois de dois jogos sem vencer, o Covilhã viu-se obrigado a entrar forte e pressionante, de forma a marcar cedo e a garantir algum conforto numa partida que colocava duas equipas com igualdade pontual frente a frente.

No primeiro tempo assistimos a uma superioridade da equipa da casa que teve sempre a percentagem de posse de bola a seu favor, mas sempre sem conseguir chegar com perigo à baliza de Miguel. Foi já perto da meia hora que Harramiz deu uso à sua criatividade e, depois de uma bola recuperada no meio campo, arrancou em velocidade e disparou um míssil que acertou em cheio na barra da baliza vimaranense.

Contra a corrente do jogo, os visitantes chegaram à vantagem no marcador através de grande penalidade convertida por Denis Martins aos 37’. Já em cima do intervalo, Erivelto voltou a igualar a partida depois de a defesa nortenha ter cometido também grande penalidade.

Erivelto marcou o quinto golo ao serviço dos leões da serra esta época. Fonte: Facebook SC Covilhã
Erivelto marcou o quinto golo ao serviço dos leões da serra esta época.
Fonte: Facebook SC Covilhã

Depois do intervalo, as equipas regressaram dos balneários com a mesma atitude visível na primeira parte, e isso revelou a escassez de lances de golo. Passados 10 minutos do início do segundo tempo, Chaby deixou o recado a Miguel de que, de bola parada, o camisola 70 serrano é bastante perigoso.

Parece que os vimaranenses não tomaram atenção a esta mensagem, e Filipe Chaby, já na entrada do último quarto de hora, através de um livre do lado direito, fuzilou as redes da baliza do guardião do Vitória. Depois do golo, os adeptos da cidade neve mostravam-se confiantes na conquista da vitória, até porque viram os visitantes reduzidos a dez jogadores depois de uma entrada fora de tempo, de Domingo.

No entanto, o Vitória, mesmo sem um elemento, cresceu na partida e foi em busca de nova igualdade. Aos 82’, Haman, completamente inspirado, faz um pontapé à meia volta e bate Igor Rodrigues, colocando um ponto final no resultado.

Apesar de ser dominante da bola durante quase toda a partida, o Sporting da Covilhã não poderia ter permitido o empate depois de ver o Vitória de Guimarães reduzido a dez unidades.

Com este resultado, a equipa da casa regista o terceiro empate seguido na segunda liga e mantém a posição a meio da tabela classificativa.