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Há Federer, Há Nadal, Há Nova Número Um Mundial… Há Ténis em Indian Wells

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Cabeçalho modalidadesJá se joga em Indian Wells! Esta é a forma tenisticamente popular de dizer que já se iniciou o BNP Paribas Open, um dos mais relevantes torneios Masters 1000 da atualidade. No piso rápido de Indian Wells, estarão quase todos os tenistas mais cotados do mundo e prometem-se muitas “desforras” dos encontros protagonizados no Australian Open.

No setor feminino, mesmo antes do início do torneio, existia já uma certeza: Serena Williams tem uma lesão no joelho que a impede de treinar e, tendo desistido dos torneios que terão lugar em Indian Wells e em Miami, irá ceder o lugar cimeiro do ranking WTA a Angelique Kerber. A tenista alemã defende apenas a primeira ronda do ano passado no BNP Paribas Open e, como tal, sairá do deserto californiano como número um mundial. Porém, tal não significa que Kerber, que tem apresentado uma inconsistência significativa no seu jogo, seja vista como a principal favorita a vencer o torneio. Como tal, os olhos deverão estar colocados noutras tenistas de topo, como Karolina Pliskova, ou em atletas que se encontram a atravessar momentos de forma notáveis, como CoCo Vandeweghe.

Fonte: Angelique Kerber
Fonte: Angelique Kerber

Já o torneio masculino carateriza-se pelo facto de ter, muito provavelmente, a secção de quadro mais forte da história dos torneios Masters 1000. Assim, nessa mesma secção encontram-se nomes como os dos Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Juan Martín del Potro, Nick Kyrgios ou Alexander Zverev. É nesse mesmo quarto do quadro masculino que, nos oitavos de final, existe a possibilidade de reedição da final do Australian Open, com um sempre muito aguardado encontro entre Roger Federer e Rafael Nadal. A sorte acabou por sorrir a Andy Murray e Stan Wawrinka que, por ficarem na parte superior do quadro, têm apenas em Jo-Wilfried Tsonga e Dominic Thiem as principais ameaças à chegada à meia-final da competição. Assim, Andy Murray parece tratar-se do principal favorito à vitória do BNP Paribas Open, pese embora a importância de considerar a influência que poderá ter o elã alcançado por qualquer tenista da segunda metade do quadro que consiga chegar a uma fase avançada do torneio.

Fonte: Página do Facebook de Andy Murray
Fonte: Andy Murray

No caso dos tenistas portugueses, João Sousa, a atravessar um sensacional momento de forma, venceu em três sets o talentoso argentino Diego Schwartzman (4-6, 6-3 e 6-4), carimbando a passagem para a segunda ronda do torneio na qual irá defrontar Mischa Zverev, número 33 do ranking ATP. Apesar de o tenista alemão estar a atravessar um bom momento, João Sousa parece ter argumentos para contrariar o tradicional (e, porque não dizer, algo datado) jogo de serviço-volley de Zverev. As maiores dificuldades parecem surgir depois, com a probabilidade de João Sousa ter que defrontar (uma vez mais) Dominic Thiem, tenista que o português apenas derrotou por uma vez em sete encontros disputados.

Fonte: João Sousa
Fonte: João Sousa

Já a Gastão Elias calhou a fava de ficar na “secção da morte” do quadro masculino. Sendo até possível, embora não provável, que Gastão consiga vencer o sul-africano Kyle Edmund, o português parece não ter hipóteses substanciais de ir além da segunda ronda do torneio na qual, caso a consiga alcançar, irá ter pela frente Novak Djokovic. Apesar de o sérvio estar a realizar um dos piores inícios de temporada da sua carreira, os seus argumentos tenísticos são mais do que suficientes para levar de vencida um Gastão Elias que só no último mês já perdeu mais de 20 posições no ranking ATP.

Os dados estão lançados e, em Indian Wells, é esperado algo como um torneio do Grand Slam em formato de Masters 1000. Tanto no setor masculino como no feminino, o início de temporada tem sido algo vacilante para os tenistas mais cotados, pelo que nos próximos dias se poderão aguardar muitas notícias surpreendentes provindas da Califórnia. Têm a bola os artistas!

Foto de capa: BNP Paribas Open

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Equipa da distrital brilha e já está na fase final

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Cabeçalho modalidadesRealizaram-se, no passado fim-de-semana, os jogos relativos aos oitavos-de-final da Taça de Portugal e há algo que, por não acontecer todos os anos, merece amplo destaque neste meu artigo: temos uma equipa da AF Lisboa na final a oito desta competição.

O principal motivo de atenção não se prende com o facto de a equipa ser lisboeta, mas sim por ser uma equipa de um escalão bastante inferior a chegar a esta fase. Falo de uma formação que está indiscutivelmente entre as melhores do nosso futebol de 11, mas que ainda não está entre a elite do Futsal nacional: o Estoril-Praia.

Para se perceber um pouco da magnitude deste feito por parte dos estorilistas, é necessário acrescentar que a caminhada começou no início de Outubro, numa pré-eliminatória realizada perante o GD Concha Azul. Desde então, Atalhada FC, Cruzado Canicense, Piedense, “Os Vinhais” (esta formação oriunda da Liga Sport Zone, logo foi a eliminação mais mediática dos canarinhos) e, por fim, os Moradores da Granja, todos eles sucumbiram perante a turma da Linha, que fez assim um percurso absolutamente brilhante para marcar na fase final, que se disputa em Gondomar. Lá irá ter a companhia dos dois grandes de Lisboa, o Sporting CP e o SL Benfica, do Burinhosa, do MODICUS, do CS São João, todos do principal escalão e, finalmente, o Portela e o Viseu 2001, estes dois da segunda divisão.

Claro que neste patamar todos os jogos serão imensamente difíceis e creio que o simples facto de o Estoril ter chegado a esta fase final já é um prémio para o emblema lisboeta, e tudo o vier é lucro, como se costuma dizer.

Fonte: AFL - Associação de Futebol de Lisboa
É frequente vermos o emblema do Estoril Praia nas fases avançadas em futebol de 11, mas este ano também acontece no futsal
Fonte: AFL – Associação de Futebol de Lisboa

Claro que a equipa da Linha vai dar tudo em campo para poder ultrapassar pelo menos mais uma eliminatória mas, caso não o consiga, nada apaga o percurso fenomenal feito até aqui. Porque é com estas aparições em fases mais avançadas que os clubes começam a ganhar nome e a ser conhecidos pelas pessoas que não acompanham tão de perto o nosso desporto. Até porque o Estoril já tem uma dimensão demasiado grande para estar no escalão onde atualmente se encontra, que ainda não sucedeu por mero acaso, mas é de crer que está para breve.

Certo é que com esta caminhada, este clube já ganhou bastantes fãs, desejosos de ver a equipa da AFL fazer (mais) uma gracinha diante dos seus possíveis adversários.

Foto de capa: W Sports

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Os 10 melhores momentos do All Star Weekend da NBA

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Cabeçalho modalidadesPouco mais de três semanas após um dos melhores fins de semana da NBA, trago dez dos melhores momentos do All Star Weekend, desde os concursos até ao jogo mais esperado. Impossível de ordenar, visto que os acontecimentos são incomparáveis, deixo-vos os dez melhores e os mais caricatos momentos escolhidos por mim.

Contra as odds

Fonte: Japan Times
Fonte: Japan Times

Queria começar pelos concursos. Zach LaVine, o rei dos afundanços, não pode participar este ano, devido a uma lesão no joelho. Assim, tudo apontava para que Eric Gordon, dos Orlando Magic, levasse para casa o título que LaVine lhe “tirou da mão” o ano passado. Surpreendentemente, Gordon deixou-se levar por adereços e brincadeira a mais e Glenn Robinson, dos Indiana Pacers, aos 23 anos, tornou-se no novo campeão do Slam Dunk Constest.

E agora, Benfica?

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Tal como numa saída com os amigos, onde a expectativa é alta e as luzes estão focadas em nós, assumimos uma certa postura e puxamos o game todo, mas depois às 7h da manhã estamos na Merendeira a comer o belo caldo verde e um pão com chouriço com as calças sujas de vodka, o Benfica foi embora da Liga dos Campeões.

Magoa-me ter de comparar o Benfica a um adolescente que quis ir para casa com a menina mais gira lá do sítio, mas depois viu o tipo de 25 anos, formado em Gestão no ISEG, que trabalha há 2 anos na Liberty Seguros e que conduz um Mini Countryman a levar a cachopa, mas infelizmente foi o que aconteceu.

Aquilo que levámos de Lisboa para Dortmund, o 1-0, com um espasmo do Mitroglou a dar em golo, era bom do ponto de vista do resultado, mas tendo em conta aquilo que tinha acontecido na Luz, não era de bom augúrio.

Num apanhado rápido daquilo que se passou na quarta-feira, o Aubameyang pagou o jantar e o Pulisic os cafés. A frio, sem dar hipótese, com o jogo sempre controlado e para passar a mensagem de que na Luz não foi qualidade, foi sorte. Em bom dizer da verdade, o problema parece ser muito simples e de certa forma repetitivo: o Benfica de Vitória não joga mais do que aquilo. Para o campeonato não está mau e com alguma água benta vai dando, mas para a Champions é para esquecer.

Aubameyang fez mossa Fonte: BVB Dortmund
Aubameyang fez mossa
Fonte: BVB Dortmund

Ainda no outro dia ouvi um senhor a comentar com alguns dos seus companheiros que o Benfica, mais tarde ou mais cedo, ganha uma Liga dos Campeões porque tem estrutura. Certo, ter estrutura é importante e todas as grandes equipas que querem ganhar uma Champions têm de ter uma em condições (exemplo do Real Madrid, do Bayern ou do BarceUefa), mas isso só não chega. Há que ter equipa e isso não temos.

Atenção, temos bons jogadores e com bastante qualidade, como Jonas, Nélson Semedo, Ederson ou Pizzi, mas eles sozinhos não ganham uma taça destas, e com um treinador que não consegue corrigir as falhas e espera que a coisa vá melhorando de jogo para jogo também não dá.

Mais uma vez foi uma aventura europeia com altos e baixos e sem grande brilho, ao contrário do ano passado, onde, por uma nesga, não eliminámos o Bayern. Este ano foi uma fase de grupos onde complicámos o que podia ter sido fácil e saímos de gatas, outra vez, às mãos dos alemães.

Nesta altura apenas se pode pedir uma coisa, que se repita o ritmo do ano passado onde acabámos por vencer o campeonato e a Taça da Liga, só que este ano troquem a Taça dos Correios pela de Portugal. De preferência que isso comece já na segunda-feira, em casa, frente ao Belenenses. Para mostrarem aos sócios e à massa associativa que estão de cabeça erguida e prontos para o que aí vem.

Artigo Revisto por: Patrícia Nel

Invasão a Arouca!

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fc porto cabeçalho

O Arouca – FC Porto vai ser a primeira das dez finais que faltam até ao final do campeonato. Nesta fase, qualquer ponto perdido pode ser crucial, por isso, a margem de erro é muito curta.

O Arouca não atravessa um grande momento, perdeu os últimos quatro jogos. A saída de Lito Vidigal ainda não foi ultrapassada e o professor Manuel Machado não tem tido vida fácil para estabilizar a equipa.

Fonte: FC Arouca
Fonte: FC Arouca

A situação na tabela é tranquila. Com 27 pontos, precisa, em teoria, de mais três pontos para assegurar a manutenção. Um lugar europeu parece estar já um pouco longe, por isso a equipa navega em águas calmas e neste momento já aponta baterias para a construção do plantel para a próxima época.

Em sentido oposto está o FC Porto, que atravessa o melhor momento da época, com oito vitórias consecutivas no campeonato – um recorde esta época na Liga NOS.

Foto de Capa: FC Porto

“A cavalo dado não se olha o dente”

Cabeçalho Futebol Nacional

A formação de um plantel é algo que requer muito planeamento e que exige algum tempo por parte dos dirigentes e treinador de qualquer clube. Muitas equipas apostam nas contratações, outras na formação, mas quando essas opção são inviabilizadas, a única opção é recorrer a empréstimos, algo que acontece de forma recorrente no nosso futebol.

Em Portugal, e um pouco por toda a Europa, muitas equipas acabam por se formar devido a empréstimos. Normalmente a ideia passa por ocupar uma posição específica que a equipa necessita, com um jogador que não irá acarretar grandes custos e que terá tempo e espaço para se afirmar para depois voltar ao clube de origem. Na nossa liga portuguesa são muitos os casos de jogadores emprestados que estão a ter tempo e espaço que não tinham nas suas equipas, e é isso que me proponho a analisar.

Jorge Mendes continua a ter em carteira vários jogadores muito promissores, que naturalmente acaba por colocar em Portugal para se valorizarem. Gil Dias, extremo de 20 anos, formado no Braga, cujo passe pertence ao Mónaco, tem deslumbrado no campeonato português ao serviço do Rio Ave. O jovem extremo tem impressionado com a sua velocidade estonteante, com a panóplia de jogadas que inventa e pela maturidade que apresenta com a sua tenra idade.

Esta temporada, com seis golos, tem sido um dos maiores responsáveis pela boa temporada da equipa de Vila do Conde. Gil Dias, promete ser mais um dos jovens portugueses a ganhar destaque nos próximos anos, ainda para mais quando faz parte dos quadros de uma das equipas que mais jovens tem lançado para a ribalta nos últimos tempos.

O jovem avançado português parece ter renascido Fonte: Facebook de Ricardo Horta
O jovem avançado português parece ter renascido
Fonte: Facebook de Ricardo Horta

No Bessa, na cidade invicta, outro jovem extremo tem brilhado. Falo de Iuri Medeiros, extremo de 22 anos, emprestado pelo Sporting ao Boavista. Dono de um pé esquerdo fenomenal, o terceirense, tem deixado os adversários com os olhos em bico. Iuri alia velocidade, qualidade técnica e uma capacidade assinalável de tomar decisões acertadas. Iuri, tem sido um dos maiores responsáveis pela manobra ofensiva dos axadrezados, fazendo com que muitos adeptos leoninos o cogitassem para um possível regresso a casa. Certamente, que esta temporada não tem deixado Jorge Jesus, indiferente à qualidade do jovem.

Xabi Alonso: “Futebol, não te esqueças de mim”

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Cabeçalho Liga AlemãLiga dos Campeões em 2005, com o Liverpool; Euro 2008, Mundial 2010 e Euro 2012, com a Espanha; Campeonato Espanhol em 2012, com o Real Madrid, contra o Barcelona de Guardiola; Liga dos Campeões em 2014, com o Real Madrid; Maestro do Bayern de Munique de Pep Guardiola. Tudo isto é Xabi Alonso: um dos melhores médios desta geração.

Quando se fala do Liverpool que venceu a final mais épica da história da Champions League, é a garra de Steven Gerrard que é lembrada. Quando se fala da era dourada da seleção espanhola, que culminou com dois europeus e um mundial, só se fala do tiki taka, liderado por Xavi e Iniesta. Quando se fala da 10ª Liga dos Campeões do Real Madrid, só se fala de Ronaldo. Quando se fala do Bayern demolidor de Pep Guardiola, só se fala de Lewandowski e companhia. Mas o que têm todos estes momentos em comum? Xabier Alonso Olano.

O médio espanhol é um dos melhores jogadores que atuaram na Europa nos últimos anos. Mas parece que nunca é lembrado. Talvez devido ao seu futebol perfumado e de pantufas, Alonso passa despercebido no campo. Mas não ignorem a sua presença.

Xabi vai deixar de dar ordens dentro de campo Fonte: Goal.com
Xabi vai deixar de dar ordens dentro de campo
Fonte: Goal.com

Passes teleguiados. Remates furiosos. Um futebol elegante e clássico como pouco se viu no futebol. Xabi Alonso merece ser recordado para todo o sempre. Não fez parte da turma do tiki taka, não marcou os golos decisivos para o Real vencer a tão desejada 10ª, nem tão pouco foi o herói de Istambul, quando o Liverpool recuperou de um 3-0 – o herói, esse, é o filho de Anfield, Gerrard -, mas esteve sempre lá.

Com a sua classe, com a sua inteligência, com a sua visão de jogo, com o seu respeito pelo bom futebol. Simplificava o jogo. A bola nunca chorava. Sorria cada vez que o espanhol batia forte e virava o jogo, ou de cada vez que rasgava uma defesa inteira com um passe soberbo.

Um jogador ímpar, com um palmarés ímpar, com um jogo ímpar. Xabi Alonso é um dos grandes. Talvez poucos se apercebam, mas o jogo fica mais pobre.

Por isso, Alonso, permite-me a ousadia de gritar uma coisa por ti: “Futebol, não te esqueças de mim!”.

Foto de capa: SportBerri.com

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

O globetrotter da tática – Entrevista a Eduardo Almeida

entrevistas bola na rede

“Em África, treinava com duas ou três bolas, num campo pelado, com paus a fazer de baliza. Era complicado. Que não se compare a países onde dispomos de 40 bolas, dez balizas amovíveis e tudo e mais alguma coisa; no entanto, o produto final a alcançar é o mesmo: que a equipa jogue e ganhe!”

O mister Eduardo Almeida é um treinador com uma grande “cultura tática”. Aos 38 anos, já trabalhou com equipas de três continentes do globo e é um apaixonado por futebol. Estivemos à conversa e deu-nos a oportunidade de saber um pouco mais sobre a sua eclética carreira.

Bola na Rede: Começou por treinar os iniciados do Alenquer e Benfica, aos 20 e poucos anos. Como é que essa paixão surgiu tão cedo?

Eduardo Almeida: Sim, foi no Alenquer e Benfica que tudo começou. Na altura já gostava muito de futebol, embora não fosse propriamente muito dotado para a modalidade. O que jogava inclusive, era hóquei em patins. Mas gostava mesmo muito de futebol. Depois fui para a faculdade tirar a licenciatura em Desporto e surgiu a oportunidade de ir para o Alenquer e Benfica e para as escolinhas de formação do Benfica. A partir daí comecei a treinar e a gostar cada vez mais do treino e da modalidade.

BnR: Em seguida passou pela equipa técnica do União de Almeirim e do Atlético do Cacém, e dá-se aqui uma grande mudança. Como surge esta oportunidade de ir para Hong Kong fazer parte da equipa técnica de um clube da Primeira Liga?

EA: Fui para os seniores como adjunto do Atlético do Cacém, e depois Adjunto da Equipa A e principal da B. Fiquei mais uma época até surgir Hong Kong, é verdade. Um treinador meu conhecido, o Zé Luís, com quem já tinha trabalhado no Benfica, nas camadas jovens, estava em Hong Kong e precisava de alguém para ir treinar com ele o South China, e eu aceitei de imediato.

Fonte: Eduardo Almeida
Fonte: Eduardo Almeida

BnR: E a adaptação ao futebol asiático e aos jogadores?

EA: Nesse ano, e comparando com o nosso futebol, ainda eram um pouco amadores, na verdade. Não tinham comportamentos muito profissionais, e tratava-se de um futebol com pouca visibilidade. Recordo-me de um torneio que fizemos de Ano Novo, onde jogámos contra equipas estrangeiras, o La Galaxy, por exemplo, e como iam jogadores de fora, como Beckham, os estádios enchiam mas o futebol não era, de longe, o desporto de eleição. Lá, gostam mais de corridas de cavalos e desportos desse tipo.

BnR: Volta a Portugal, em 2008, ao Atlético do Cacém novamente, mas como treinador principal. Passa pelo Estrela da Amadora e dá-se outra mudança, African Lyon FC. Sei que gostou particularmente desta experiência na Tanzânia; pode contar-nos porquê?

EA: Na altura as redes sociais não eram tão desenvolvidas como são hoje mas vi num site que precisavam de um treinador para um clube da 1.ª Liga, na Tanzânia, que eu nem sabia bem onde ficava, sinceramente. Enviei o meu currículo por e-mail, eles gostaram, trocámos alguns mails e acabei por acertar as coisas com eles e meter-me no avião. Não conhecia lá ninguém mas superou as minhas expectativas! São completamente apaixonados por futebol e gostei logo muito da equipa, da forma como vivem o futebol. Os adeptos também vão muito aos estádios, e no que toca às equipas grandes, então, é estádio cheio garantido.

Hoje, os clubes têm mais dinheiro, mas naquela altura não era assim, então a vivência da modalidade era outra, acabando por envolver mais paixão, porque dinheiro não havia. Só dois ou três clubes eram organizados; os restantes eram muito limitados.  E depois comecei a gostar do país, fiz muitos amigos e já lá voltei novamente para fazer férias e para trabalhar também, a ajudar o presidente, que se tornou, aliás, num grande amigo. Gosto da simplicidade das pessoas e da alegria que têm, mesmo perante as dificuldades. Foi isso que me fez apaixonar-me verdadeiramente!

Estes sportinguistas são loucos

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sporting cp cabeçalho 2No sábado passado viu-se um fenómeno que já há muito não se via em Portugal. Viu-se uma massa humana a contradizer e contrariar a opinião pública em geral, ou pelo menos a opinião que a comunicação social queria passar e que neste país costuma ser bastante bem sucedida.

Como é possível que todos aqueles sportinguistas não tenham tido em conta todas as opiniões contra Bruno de Carvalho ou todas as sondagens que davam uma larga vitória ao candidato da lista A? Mas será possível que estes sócios não tivessem televisão em casa? Ou não tenham comprado jornais nos últimos meses? Com certeza não terá sido esse o caso, uma vez que, segundo um candidato, sportinguista que é sportinguista é cheio “da guita” e com certeza tem poder de compra para adquirir as televisões que quiser.

Só podem estar loucos estes Sportinguistas por irem, em massa, votar em alguém que anda a enganar os adeptos e sócios, que se aproveita da obra de outros para valorizar o seu trabalho, que só faz negócios ruinosos para as contas do clube, que não sabe estar e cospe em toda a gente idónea que lhe aparece à frente, que critica tudo e todos sem que tenha razão para o fazer. Como podem os Sportinguistas eleger alguém que é tão nefasto para o futebol em Portugal?

Eu explico porquê: Porque o que é nefasto para o estado do futebol em Portugal, não o é para o Sporting. A maior parte das medidas, reuniões de arbitragem, reuniões em restaurantes, processos que acontecem no mundo do futebol em Portugal são para encostar o Sporting à insignificância que desejam impor ao clube. O que o futebol português menos queria agora era “levar” mais quatro anos com alguém chato, que não os deixa trabalhar de rédeas largas para alcançar os objectivos que têm vindo a ser delineados (adorei aquela da taça que nunca foi, é e nunca mais será) e fazer campeão quem bem lhes apetece. Ter agora alguém a tentar descredibilizar o cartel instalado não é bom para o negócio e deveria já ter sido eliminado.

Miguel Oliveira – Primeiro dia de testes em Jerez

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Cabeçalho modalidadesNo fim do primeiro dia de testes em Jerez de La Frontera, Miguel Oliveira mostrou que tem uma moto rápida, mais rápida do que todos estávamos à espera. Com a nova KTM, em Moto2, efetuou, na segunda sessão, a volta mais rápida do dia (1:42.316), num total de 49 voltas ao circuito andaluz.

“Foi um dia muito positivo pois conseguimos ser rápidos logo na primeira sessão e na seguinte conseguimos mesmo o melhor tempo do dia, algo que não esperava porque não era esse o objetivo. Os tempos nos testes valem o que valem e não podemos depender apenas desse registo, mas sabe muito bem saber que temos uma moto rápida”.

Pode ser um ótimo indicador para a época que se aproxima, mas não podemos esquecer que os azares acontecem, tal como foi o caso da terceira e ultima sessão do dia, em que teve uma queda ao fim de quatro voltas.

“Foi uma queda em alta velocidade, mas sem consequências físicas felizmente. O asfalto estava muito quente e isso originou muitas quedas durante a sessão da tarde e bastou sair um pouco fora da trajetória normal para não evitar a queda. Optámos junto com a equipa por reconstruir a moto e retomar o nosso trabalho no dia de amanhã”, revelou Miguel Oliveira.

Felizmente, a queda não provocou nenhuma lesão e, como tal, irá continuar amanhã a lutar por um resultado ainda melhor.

“Não vamos alterar em nada a nossa forma de trabalhar. Amanhã, eventualmente, faremos uma saída mais longa para simular uma corrida, mas vamos continuar a fazer sempre saídas com quatro ou cinco voltas como até aqui. Sabemos que temos uma boa afinação base e agora vamos experimentar coisas distintas para perceber se podemos melhorar ou não. A saída mais longa servirá para perceber como reage a moto com um maior número de voltas acumulado”.

  

Tabela dos tempos combinados ao fim do primeiro dia
Tabela dos tempos combinados ao fim do primeiro dia

O resultado final do primeiro dia só pode ser bastante positivo, Miguel Oliveira foi o mais rápido seguido de Takaaki Nakagami (1:42.503) e de Matia Pasini, que fez o terceiro melhor tempo (1:42.842). Brad Binder, companheiro de equipa de Oliveira, a recuperar de uma lesão do ombro, ficou apenas com o 11º lugar.

No entanto, ainda estamos no final do primeiro de três dias e acredito que amanhã já outros nomes irão aparecer para fazer frente ao nosso piloto. Depois destes três dias, existirá apenas mais um derradeiro teste, já no Qatar, antes do primeiro GP do ano no circuito de Losail, a 26 de Março.

O que é certo é que o nosso piloto tem feito um início de pré temporada muito bom, e que, sem azares como o da terceira sessão e com alguma sorte com a recente KTM, acredito mesmo que este seja o ano de afirmação do Miguel Oliveira, o ano que o poderá mesmo levar ao ansioso título de campeão.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho