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BVB Dortmund 4-0 SL Benfica: Ketchup veio a tempo

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Mais uma vez o futebol fez das suas. Não porque a melhor equipa não passou. Aliás, se compararmos o domínio alemão da primeira mão, com o (bom) controlo benfiquista, em boas partes do jogo da segunda mão, depressa concluímos que os deuses do futebol tiveram do lado da melhor equipa. Ainda assim, não deixa de ser irónico que aquilo que ajudou o Benfica a manter-se vivo, e em vantagem, na eliminatória, se tenha virado contra os encarnados. O Dortmund foi eficaz quando mais precisou. Injusto? É relativo…

O jogo não começou nada bem para os lados encarnados. O Benfica, nos primeiros vinte minutos, com a entrada de André Almeida para fortalecer o meio-campo, começou por pressionar (um pouco) melhor na zona defensiva alemã. Ainda assim, com o conforto do golo inaugural, o Dortmund foi inteligente na circulação de bola e foi empurrando o Benfica para zonas perigosas. Ederson, nessa altura, voltou a ser gigante na baliza encarnada e deu tranquilidade a um Benfica que retirou méritos mais à frente.

Foi assim mesmo. O Benfica, aos poucos, e sem brilhantismo mas com qualidade táctica, foi ficando mais confortável no encontro. Pizzi era o farol táctico da equipa, Salvio e Cervi iam, com maior ou menor dificuldade, incomodando os laterais adversários e André Almeida, numa zona que conhece, ia estancando qualquer ataque adversário. As ocasiões até nem eram muitas – Luisão teve a melhor – mas o Benfica, até ao intervalo, em muitos momentos, desorientou uma equipa que durante 110 minutos na eliminatória, foi muito melhor.

A segunda parte trouxe uns dez minutos bons do Benfica. A equipa de Rui Vitória voltou a entrar personalizada em campo, com um momento decisivo: Cervi, com uma grande oportunidade, foi…ineficaz – o lance não era fácil… – e a equipa alemã respondeu em grande estilo. Com eficácia. Primeiro, passe de Pisceck e finalização de grande classe de Pulisic – talento que esteve apagado – e depois com Aubameyang a fazer aquilo que não conseguiu fazer na primeira mão – a jogada é trabalhada vezes sem conta no jogo alemão.

Até ao fim, Rui Vitória arriscou, colocou toda a carne no assador, mas o Benfica estava morto. Por dentro. A equipa, mesmo quando tinha bola mostrava-se inoperante e o Dortmund, sem forçar muito, acabou por aproveitar o espaço deixado pelos encarnados. Aubameyang fez o terceiro da conta pessoal e mostrou que o ketchup futebolístico começa a ser uma ciência exacta. O Dortmund guardou toda a eficácia para a segunda mão. E veio bem a tempo para os alemães.

Foto de capa. Borussia Dortmund

Palancas Negras: Um futuro risonho?

Cabeçalho Futebol Internacional

De acordo com a História da Humanidade, é fácil concluir que cada nação é constituída por uma população que partilha a mesma origem, língua, religião e/ou cultura, ou seja, são pessoas que possuem uma história e identidade comuns. Apesar de ser uma verdade inequívoca, eu penso que deve acrescentada a seleção de futebol ao conjunto de fundamentos que constituem o termo “Nação”, uma vez que sempre que a principal equipa de cada país dum dos sete continentes do planeta Terra disputa uma partida de futebol, verifica-se (quase) sempre um apelo de amor à pátria e à respetiva bandeira nacional.

Em Angola, esta ocorrência não é distinta da observada noutros países, pois quando os Palancas Negras (alcunha da seleção angolana) têm um jogo, seja dentro ou fora do seu território, o povo angolano deixa tudo de lado para poder acompanhar de perto a sua seleção.

Nos últimos anos, a seleção angolana não tem dado grandes alegrias aos seus cidadãos, em vez disso a alegria e deu lugar aos sentimentos de frustração e profunda tristeza perante os sucessivos fracassos que tem vindo a acrescentar, ano após ano. No passado dia 27 de janeiro de 2017, fez precisamente 4 anos que Angola disputou a sua última partida no CAN (derrota por 2-1 frente a Cabo Verde).

Beto Bianchi assumirá o comando da seleccção angolana  Fonte: redeangola.info
Beto Bianchi assumirá o comando técnico da Seleção Angolana
Fonte: redeangola.info

 

Desde então, a seleção d´Os Palancas Negras nunca mais foi capaz de conseguir alcançar a mais importante prova do continente africano, tendo ficado sempre pelas eliminatórias de acesso ao CAN. “Mas qual é o principal motivo para estas ausências em provas importantes?” – esta é uma das muitas perguntas que os adeptos, comentadores e dirigentes desportivos fazem à F.A.F – Federação Angolana de Futebol. Um primeiro motivo para esta quebra pode estar na fraca estabilidade técnica verificada na seleção: de 2013 até aos dias de hoje, já três treinadores assumiram o comando técnico – Gustavo Ferrín, Romeu Filemon e, atualmente, José Kilamba, embora o último já não seja oficialmente o selecionador de Angola.

Hoje mesmo, foi confirmada a ocupação da vaga por parte do até agora treinador do Petro de Luanda, o brasileiro Beto Bianchi, que tem uma complicada missão de devolver o orgulho na sua seleção principal ao povo angolano. Outro forte motivo para a longa ausência deve-se ao facto da renovação dos jogadores que compõem o leque de selecionáveis para os compromissos internacionais ser bastante restrito e com poucos jovens jogadores provenientes do Girabola, muito por culpa da negação dos dirigentes desportivos angolanos em querer apostar forte na formação, o que traria inúmeras vantagens para o futebol angolano, como o contínuo desenvolvimento competitivo do campeonato e aumento das opções de escolhas para as próximas qualificações, tanto o CAN´19 e o Mundial de 2022.

Em jeito de conclusão, creio que o próximo selecionador de Angola irá ter uma difícil tarefa de voltar a colocar a seleção na senda dos bons resultados e das qualificações para os próximos CAN´s e Mundiais, mas tudo indica que se todos colaborarem com vista à rutura com o passado negativo recente, o povo angolano poderá acreditar fortemente que os Palancas Negras voltarão a ser um conjunto empenhado a repetir feitos históricos, como a sua presença no Mundial de 2006 na Alemanha, em que estiveram perto de ultrapassar a fase de grupos. Um futuro risonho é o que se deseja e pretende que aconteça!

Foto de capa: Deutsche Welle

Campeões em Estágio

Cabeçalho modalidades

Em preparação para o Mundial de Futebol de Praia nas Bahamas, a seleção portuguesa, atual campeã, encontra-se em Setúbal a estagiar até ao final desta semana. No domingo, os homens convocados por Mário Narciso terminarão o seu estágio com um jogo contra a Seleção Regional.  Todos os dias, os fãs da modalidade, ou simplesmente curiosos, param para assistir aos treinos bem dispostos dos campeões.

Portugal pertence ao Grupo C, juntamente com o Panamá e o Paraguai. O quarto membro do grupo será o vice-campeão asiático que ainda se encontra por apurar. O primeiro jogo será no dia 28 de Abril no Bahamas Beach Stadium, frente ao Panamá, que foi o vencedor da qualificação CONCACAF. O vencedor do Grupo C defrontará, então, o segundo classificado do Grupo D, composto pelo Brasil, Tahiti, Polónia e o terceiro qualificado da confederação asiática.

O Bola na Rede teve a oportunidade de trocar algumas impressões com Madjer e Mário Narciso que se mostraram bastante receptíveis
O Bola na Rede teve a oportunidade de trocar algumas impressões com Madjer e Mário Narciso que se mostraram bastante receptíveis

Acerca da perspetiva para o Mundial, Madjer afirmou que, consciente de todas as dificuldades, acredita que é possível voltar a vencer: “Sabemos o segredo do sucesso, porque somos campeões do mundo, mas sabemos que vamos encontrar dificuldades. Estaria a mentir se dissesse que não assumimos o favoritismo.”. Em relação às condições oferecidas à modalidade, o capitão diz que estão a melhorar, no entanto, é preciso haver uma maior aposta por parte dos clubes, especialmente dos grandes, para que haja uma maior aderência do público. “Penso que é sempre bom sair do centro de estágio de Rio Maior e virmos para vários pontos do país. No futebol de praia temos esta vantagem de ter mais contacto com o público, então é uma forma também de agradecimento”.

Questionado acerca de qual o adversário que poderá, teoricamente, ser mais difícil, Majder não descarta nenhum e acredita que qualquer um pode surpreender: “Temos o Panamá que foi uma grande surpresa, ganhou o qualifying. Depois temos o Paraguai que é uma seleção forte, que já conhecemos, treinada por um treinador que já nos treinou e nos conhece muito bem. E depois o segundo do grupo asiático que ainda não conhecemos. Mas antevemos grandes dificuldades, especialmente contra o Paraguai e contra o segundo classificado asiático.

Mário Narciso, natural de Setúbal, assume também o favoritismo. O estatuto de campeão mundial, obriga, segundo o selecionador, a entrar em qualquer competição com o estatuto de favorito e com a intenção de revalidar o título. Em relação à maior dificuldade que espera encontrar, não se podendo pronunciar sobre o grupo na totalidade (por faltar apurar a equipa asiática), Mário Narciso afirmou que “o Paraguai é uma equipa mais difícil, porque é uma equipa tecnicamente muito melhor, taticamente também. Embora o Panamá tenha jogadores mais rápidos, que não param, em termos de jogo a equipa é mais fraca”. “Estamos a fazer uma preparação para um campeonato que vai ser disputado numa região quente e tentámos desta vez puxar os estágios da seleção nacional mais para sul. Já estivemos no Alentejo, agora estamos em Setúbal e partiremos depois para o Algarve”. O setubalense de 63 anos, apesar de considerar que o futebol de praia está em evolução, gostaria que houvesse mais aderência do público, bem como mais equipas da modalidade.

Artigo revisto por: Diana Martins

O Benfica é nosso

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Não é segredo que uma das bases do sucesso e do reconhecimento do Benfica passa pela união entre adeptos e equipa. Tanto que ouvimos constantemente que “o Benfica move multidões”. Estamos habituados a ver adeptos a percorrer Portugal de lés a lés, atrás do seu clube, com estádios lotados em qualquer região do país. Também não são poucos os emigrantes ou até mesmo os estrangeiros que vêm de propósito a terras lusas para apoiar o SLB. Mas hoje o que merece destaque são as deslocações da massa associativa ao estrangeiro. Onde quer que o Benfica vá, há adeptos prontos a puxar pelos seus jogadores, enquanto entoam cânticos e gritos de apoio, de cachecol erguido e águia ao peito. Parte da história do Sport Lisboa e Benfica vai sendo também escrita pelos adeptos, porque o futebol não se faz apenas de táticas e competições, mas também de mística e paixão.

Recuemos, então, a 2005. O Benfica jogava a fase de grupos da Liga dos Campeões, em Paris, contra o Lille. Foi um jogo que ficou na memória. Bateu o recorde de assistências no Stade de France, numa competição europeia para um clube francês. Dos mais de 76 mil adeptos presentes no recinto, cerca de 40 mil eram Benfiquistas (o que equivale a, mais coisa, menos coisa, 52% dos espectadores)! Cinco mil viajaram de Portugal para apoiar o Glorioso no Estádio Nacional de França, sendo o restante número representado por emigrantes, tanto de França, como de vários outros países europeus. Nas bancadas, só dava Benfica, e parecia que se jogava na Luz.

O marbenfiquista faz-se ouvir em todo o lado Fonte: UEFA
O marbenfiquista faz-se ouvir em todo o lado
Fonte: UEFA

De França, voamos para Itália, porque não podemos falar em Benfiquistas pelo mundo sem mencionar a onda vermelha que conquistou Turim, em 2014, na segunda mão da meia-final entre Benfica e Juventus. Apesar de não ser uma final, os adeptos encararam-na como tal. Eram mais de três mil a pintar de vermelho o estádio da Velha Senhora, enquanto se fazia a festa pela passagem à final da Liga Europa. O palco dessa final foi também o Juventus Stadium, que opôs Benfica e Sevilha. Escusado será dizer que a corrida às bilheteiras foi imensa, tal como tinha acontecido no ano anterior, na final disputada com o Chelsea, em Amesterdão.

Em tempos mais recentes, temos de relembrar a deslocação a Munique na época passada, num jogo a contar para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, frente ao Bayern. Os adeptos do Benfica esgotaram bilhetes e fizeram a festa nas ruas de Munique. Os alemães, habituados a arrecadar troféus mundiais, nem por isso deixaram de se render à paixão do povo Benfiquista, que no Allianz Arena também teimou em fazer-se ouvir, apesar da derrota por 1-0.

Sem esquecer ainda as duas centenas de adeptos que se deslocaram ao Cazaquistão, na fase de grupos da Liga dos Campeões 2015/2016, para acompanhar o Benfica em mais uma jornada europeia, contra o Astana. Nem o frio rigoroso que se fazia sentir naquela noite de novembro demoveu os ‘encarnados’, que fizeram história, na viagem mais longa da UEFA. Poucos clubes têm este efeito nos adeptos. Poucos clubes têm esta dimensão. Se isto não é amor, o que será?

Esta quarta-feira, outro teste põe à prova a equipa de Rui Vitória. A comitiva ‘encarnada’ voa para Dortmund, para jogar a segunda mão dos oitavos de final da liga milionária. Numa tentativa de garantir ingressos para a partida, vários adeptos pernoitaram junto às bilheteiras do Estádio da Luz, horas antes de os bilhetes serem postos à venda. Não foi preciso muito tempo para que esgotassem. Espera-se uma nova invasão ‘encarnada’, desta feita a um dos estádios mais emblemáticos da Europa, cuja anfitriã é a famosa Yellow Wall. A expectativa sobre o espetáculo nas bancadas é elevada.

Foto de capa: SL Benfica

De inofensivos a letais

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“As equipas constroem-se de trás para a frente.” Esta é uma das frases mais batidas no futebol e, aparentemente, foi essa a forma de pensar de Nuno Espírito Santo (NES) quando começou a trabalhar na preparação da equipa do FC Porto para a temporada que entra agora na recta final. E, apoiados numa dupla de centrais  (Felipe e Marcano) com um nível de entendimento a roçar a perfeição, um Danilo que dá lições sobre como jogar como médio-defensivo no futebol contemporâneo e um grupo de laterais experientes e de elevada qualidade, desde cedo os Dragões mostraram que chegar à baliza de Casillas não seria tarefa para qualquer um.

Experiência na defesa e juventude no ataque foi a fórmula que NES encontrou para enfrentar a primeira fase da época. No entanto, a irreverência que os mais novos dão à equipa traz um custo associado: falta de nervo nos momentos mais difíceis. E, com isto, chego a Novembro, o mês dos zero golos. Este período podia ter comprometido seriamente as aspirações do FC Porto para esta época, mas, por ironia do destino, quando faltavam dois ou três minutos para novo empate a zero, aparece Rui Pedro, o mais inexperiente de todos mas com uma classe de quem anda nisto há anos, e atira os Dragões para a vitória.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Desde esse dia até à data de hoje, várias coisas mudaram. O plantel foi reformulado, o modelo táctico foi ajustado e, não menos importante, o calendário ficou mais aliviado. Apenas uma coisa se manteve inalterada: o apoio incondicional dos adeptos. Mas isso não chega de forma gratuita. Foram os jogadores que, ao terem uma atitude de entrega total jogo após jogo, azar após azar, prejuízo após prejuízo (falo das arbitragens mais infelizes, claro) , fizeram os portistas perceber que 2016/2017 marcava o regresso do Porto “à Porto”.

Essa atitude perante as adversidades é o que mantém o FC Porto na luta pelo primeiro lugar ainda hoje, mas, por si só, isso não valeria de muito. De nada adianta ter vontade quando não há capacidade para fazer as coisas bem. E, talvez com isso em mente, os responsáveis Azuis e Brancos em conjunto com a equipa técnica, optaram por emagrecer o grupo de trabalho no mercado de Inverno. As saídas foram várias e houve apenas a entrada de Soares. E que bela contratação que o brasileiro se está a revelar.

Foto de Capa: FC Porto

4x4x2 ou 4x3x3: As vitórias ditam a lei

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Após largos anos a jogar em 4x3x3, o Porto, pela mão de Nuno Espírito Santo, adotou um sistema que subtrai um homem ao meio-campo para adicionar um outro ao eixo do ataque. Depois de um reduzido número de jogos a jogar com Otávio, Corona e André Silva na frente de ataque, secundados por um trio de médios, a ascensão meteórica de Diogo Jota num célebre jogo na Madeira frente ao Nacional (o mesmo oponente do passado sábado) confirmou o 4x4x2 como sistema preferencial da equipa.

Esta velha questão dos sistemas é um tema há muito debatido, nomeadamente pelos treinadores de bancada. O que é facto é que um sistema não é mais do que um conjunto de números e um ponto de partida para todo um processo coletivo de uma equipa. Não há um sistema que seja melhor do que o outro, mas sim um conjunto de jogadores com características específicas, que combinadas com a ideia de jogo de um determinado treinador, desaguam no tão proclamado sistema base de uma equipa. A partir daqui criam-se dinâmicas e sub-dinâmicas, jogos de pares, trocas posicionais e um padrão de jogo no seio de um onze que definem o estilo de cada equipa. É isso mesmo. Duas equipas podem adotar o mesmo sistema e ter estilos e formas de jogar completamente distintos.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Vejamos o caso do FC Porto. Com o mesmo sistema (4x4x2) já vimos o Porto adotar um jogo mais direto, como já vimos, ocasionalmente, um estilo de jogo em posse. Dizer as coisas de uma forma tão simplista é, porventura, curto mas, ainda assim, o suficiente, julgo eu, para que se perceba a ideia. No entanto, o que me levou a escrever este artigo foi o facto de termos visto o FC Porto alternar o 4x3x3 (no Bessa) com o 4x4x2 (frente ao Nacional) nos últimos dois jogos.

Foto de Capa: FC Porto

Jogadores que Admiro #68 – Gelson Martins

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Gelson Martins é mais um jogador formado na Academia de Alcochete que brilha com a camisola verde e branca. A temporada passada foi a época de afirmação do jovem leão, mas nesta tem sido verdadeiramente imprescindível para Jorge Jesus.

Um grande talento do futebol português, que assume cada vez mais importância no futebol leonino. Esta temporada já realizou 36 jogos e marcou cinco golos nas quatro competições – Liga NOS, Liga dos Campeões, Taça de Portugal e Taça da Liga. Sendo que, no que diz respeito à produção ofensiva, Gelson já soma cerca de uma dezena de assistências na Liga NOS.

Gelson Martins é um jogador tecnicamente muito evoluído, cujas características principais são a sua capacidade no um para um e a velocidade. No entanto, sob a batuta de Jorge Jesus, tem evoluído imenso, quer nos movimentos ofensivos, quer em termos defensivos. Depois da enorme exibição que fez no mítico Santiago Bernabéu, saltou verdadeiramente para o estrelato, tendo sido a estrela leonina que mais brilhou. Num jogo de Liga dos Campeões, enfrentou um dos melhores defesas-esquerdos do mundo, Marcelo e a Europa do futebol ficou de olhos no jovem Gelson.

Gelson Martins tem sido titularíssimo neste Sporting de Jorge Jesus Fonte: Sporting CP
Gelson Martins tem sido titularíssimo neste Sporting de Jorge Jesus
Fonte: Sporting CP

Esta temporada tem sido um dos melhores jogadores do futebol português, tendo sido considerado o melhor jogador dos meses de Agosto e Setembro. Numa época fantástica, Gelson já conseguiu chegar à seleção nacional, sendo ainda preponderante no escalão sub-21 e na qualificação de Portugal para o campeonato europeu da categoria.

Estamos perante mais um enorme talento que a Academia de Alcochete fornece ao futebol português. Depois de Paulo Futre, Luís Figo, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo, surge mais um extremo com muita qualidade e que irá ter um grande futuro. É caso para dizer: os melhores do mundo nascem aqui!
Foto de capa: 

Olheiro BnR – Diogo Santos

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Cabeçalho Futebol Nacional

Chegou tarde. Até aos 26 anos, teve de ir espreitando oportunidades para se puder afirmar. Foi ganhando bagagem e finalmente encontrou um lugar. Em Arouca, cumpriu, finalmente, mais de 30 jogos numa época. Seguiu-se um regressou a casa (Oliveirense) bem conseguido, que lhe valeu um ingresso para a Roménia, onde atuou durante duas temporadas, mas onde nunca conseguiu ser verdadeiramente feliz.

Voltou a Portugal. Famalicão, na época passada, acolheu-o. Fez 40 jogos, e pegou de estaca, funcionando como um dos garantes da ambição famalicense, que esteve perto do sonho subida (acabou no 6º lugar, a apenas 2 pontos da subida).

Esta época,  está a assumir importância semelhante no Santa Clara. Já leva 34 jogos ao serviço dos açorianos e está a conseguir, aos 32 anos, estabilizar o nível competitivo. E que nível!

A careca reluzente, que marca o topo de um poço de força com 1,90 metros de profunidade, faz com que se distinga dos outros penteados. Uma imagem que reflete o que se passa no relvado, porque Diogo Santos não inventa, e joga simples.

Ou melhor, faz parecer simples o que é, de facto, complicado, sobretudo na posição (médio defensivo) e contexto competitivo (na 2ª Liga, o centro do terreno está sobrepovoado em 90% dos encontros) em que se encontra – sair a jogar com qualidade.

 

 Fonte: CD Santa Clara
Diogo Santos impõe-se nas alturas
Fonte: CD Santa Clara

Diogo Santos não se esgota, portanto, no “6” destrutivo que corta linhas de passe e evita que o jogo circule no primeiro terço. Para além de fazer isso, com autoridade, o vila-franquense encontra linhas de passe, tanto pelo chão como pelo ar (exímio no jogo aéreo), e permite que se dê azo à criação.

Foi ele, aliás, um dos principais alicerces do início de temporada fantástico do Santa Clara, marcado por seis vitórias (uma delas em Coimbra, diante da Académica, onde Diogo Santos foi o homem do jogo) e um empate em sete jogos, nos quais apenas sofreu 3 golos.

O sentido posicional, a forma como iniciava o processo de construção e a capacidade física foram cruciais para este registo fantástico. Daniel Ramos (fortíssimo a trabalhar os “6”) conseguiu mesmo tirar o melhor dele, tanto no Fama como no Santa Clara e ele tem tido inteligência suficiente para, mesmo sem o agora treinador do Marítimo, continuar a exibir o seu verdadeiro futebol.

Diogo Santos pode muito bem ocupar o miolo do terreno de uma equipa de Primeira Liga. Daniel Ramos não descurará continuar a trabalhar com ele…

Foto de capa: dfacores.com

SSC Napoli 1–3 Real Madrid CF: Ramos carimba passaporte dos quartos

Cabeçalho Futebol Internacional

Esta quarta-feira, jogou-se a segunda mão da liga dos campeões no San Paolo, em Itália. Frente a frente, esteve o Napoli e o atual campeão europeu, Real Madrid. Na primeira mão, os merengues traziam consigo um resultado de 3-1 que parecia mais confortável do que o que realmente era, pois a equipa da casa prometia entrar forte, e ir em busca da vitória que permitisse a qualificação para os quartos-final da mais prestigiosa prova de clubes no mundo.  Desta forma, a casa dos “Azzurri Meglio” vestiu-se a rigor e obteve a maior enchente de adeptos desta época.

A equipa italiana cumpriu a promessa que fez, e entrou cheia de vontade de reverter o resultado a seu favor. Durante os primeiros vinte minutos, os “merengues” não conseguiram sequer sair a jogar, e muito menos tinham espaço para trocar a bola pela equipa. O aperto do Napoli era cada vez maior, e aos 24’ chegou mesmo ao golo que relançou a eliminatória através de Mertens. Após um bom trabalho de Hamsik no meio campo, o homem golo da equipa do técnico Sarri, bateu Keylor Navas facilmente.

Após o golo, o Nápoles acreditava mesmo que era possível colocar os visitantes em maus lençóis, e até final da primeira parte poderiam ter chegado ao 2-0 novamente por Mertens, num lance em que o camisola 14 rematou ao ferro.  Deste primeiro tempo, o único ataque que suscitou algum perigo para Reina foi um remate, também ao ferro, de Cristiano Ronaldo.

Cristiano Ronaldo hoje esteve um pouco mais apagado, mas ainda assim atirou o esférico ao ferro da baliza de Reina Fonte: Real Madrid CF
Cristiano Ronaldo hoje esteve um pouco mais apagado, mas ainda assim atirou o esférico ao ferro da baliza de Reina
Fonte: Real Madrid CF

Já no segundo tempo, onde era esperado um autêntico massacre dos napolitanos, aconteceu precisamente o contrário. Zidane puxou as orelhas à sua equipa no balneário, e a prestação da sua equipa no segundo tempo melhorou bastante ao ponto de marcar três golos, e repetir o resultado da primeira mão.

Sérgio Ramos deu uso ao seu forte jogo aéreo para resolver a eliminatória em apenas cinco minutos. Aos 52’ e aos 57’ Toni Kroos bateu um canto teleguiado para o interior da área, na qual o defesa espanhol saltou mais alto que toda a defensiva italiana e colocou a bola no fundo das redes da baliza adversária. O resultado final ficou selado por uma recarga de Morata, já para lá dos 90’.

Com este resultado, os madrilenos qualificam-se para a fase seguinte da UEFA Champions League, num jogo em que tiveram de se aplicar depois de uns primeiros 45 minutos de passeio.

Foto de capa: Real Madrid CF

Obrigado, Jonas!

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Ele é o pistoleiro do Benfica, aquele jogador que entra em campo e espalha classe com a sua forma implacável de marcar golos e inteligentíssima de jogar futebol. Há mais de dois anos que chegou à Luz e contribuiu para a conquista do 34.º, do 35.º e, agora, acreditamos que a seu lado chegaremos ao tão almejado, 36.º campeonato!

Para os benfiquistas, a melhor notícia da passada terça feira foi a oficialização da renovação contratual do avançado brasileiro até 2019. Caso para dizer: Obrigada, Jonas!

A massa associativa é que agradece a alegria e orgulho com que o vimos vestir o manto sagrado, nutrindo e retribuindo os mesmos sentimentos para com o jogador. É um dos favoritos e já está eternizado na história do clube pelos números impressionantes que apresenta.

Jonas renovou até 2019 Fonte: SL Benfica
Jonas renovou até 2019
Fonte: SL Benfica

Ao serviço dos encarnados já atingiu a marca dos 100 jogos, com 76 golos, em três temporadas. Já é também, dos melhores marcadores estrangeiros de águia ao peito, antecedido apenas por Oscar Cardozo e Mats Magnusson mas a manter-se este registo exponencial, não tenho dúvidas que os ultrapassará com, pelo menos, mais estes dois anos de contrato.

São jogadores como este que me fazem gostar de futebol e me levam ao estádio. São poucos os que têm a capacidade de nos transportar para outra dimensão e Jonas é exímio nesse papel. De um simples jogo de futebol, passamos para um espetáculo de bailado com a bola, em que Jonas se torna, inevitavelmente, no protagonista, pela forma requintada como se movimenta e trata a bola. Tudo parece fácil nos pés dele e quem quer futebol espetáculo!

Ao escrever este artigo, dei por mim a tentar encontrar um termo de comparação, alguém que se equipare em termos de carisma e qualidade em campo e só me ocorreu o Aimar. Embora o segundo de outro nível ainda, ambos têm um percurso semelhante e um toque algo artístico no que toca ao drible de bola.

Na época em que foi tricampeão, para além da grandeza dos títulos alcançados, recorde-se que a defesa do Benfica foi considerada a melhor, o ataque idem, e a estes, deu Jonas a somar mais um pódio, o de detentores do melhor marcador da Liga.

Contudo, esta época não tem corrido tão bem, as lesões têm sido o seu grande infortúnio mas quando está bem, é titular indiscutível. Que honra contar com jogadores deste nível e que só elevam a fasquia do campeonato português.

É incrível pensar que veio do Valência a custo zero e apesar das alegadas propostas milionárias vindas de Oriente, aos 32 anos, o camisola 10 sente que ainda tem muito a dar ao Benfica e à Europa. Uma coisa é certa, continuaremos a vê-lo fazer receções que nos franzem a testa, criar linhas de passe e concretização como só ele sabe e, principalmente, levar a bola, com toda a sua magia, ao fundo da baliza.

Foto de capa: SL Benfica