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Fla – Flu: o renascer do futebol brasileiro

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Cabeçalho Liga Brasileira

Foi com muito prazer que assisti a um dos maiores clássicos do futebol brasileiro (e mundial, claro); agora em canal aberto – pelo menos para quem tem televisão por cabo. A partida não foi jogada no mítico Maracanã, é certo, mas o Estádio Nilton Santos, ou Engenhão, como preferirem chamar – que curiosamente pertence ao Botafogo – foi palco do melhor jogo de futebol no Brasil no ano corrente de 2017. E com as bancadas cheias de adeptos dos dois clubes! Finalmente! O jogo teve tudo de bom: cor, espetáculo das torcidas, futebol bem jogado, incerteza no marcador e, claro, golos! 3-3 e com direito a decisão nos penalties.

Estiveram perto de 40 mil torcedores – metade-metade – neste fantástico encontro. Velhos rivais de sempre, os rubro-negros e os tricolores mediam forças num dos clássicos mais antigos do futebol brasileiro. O Maracanã, já aqui escrevemos, continua num impasse de concessão e o abandono é a lei naquelas bandas. Lamentável. Mas parece que o futebol jogado está a mudar no Brasil. Não só na seleção, agora comandada por Tite, mas nas equipes nacionais.

O futebol no Brasil parece estar cada vez mais a querer abrir-se a novos métodos e fórmulas. Há treinadores jovens sedentos de aprendizagem. Se Abel Braga, do Fluminense, é uma velha raposa – em Portugal treinou, por exemplo, Famalicão e Vitória de Setúbal – com vários títulos, incluindo campeonatos nacionais no Brasil pelo Fluminense, noutras passagens, e a Copa dos Libertadores da América e Taça Intercontinental, no Inter de Porto Alegre; já do outro lado, Zé Ricardo parece estar a fazer um bom trabalho à frente do Flamengo. Um técnico jovem, podemos dizê-lo, com 45 anos de idade.

As duas equipas apresentaram-se em bom plano e uma primeira parte, que, com incríveis 5 golos, prometia. O “Flu” vencia ao intervalo por 3-2. A marcha do marcador era alucinante. Os tricolores entraram na frente, o Flamengo virou, e a equipa das Laranjeiras voltou a estar na frente. Na segunda parte, o ritmo baixou compreensivelmente. Mesmo assim, o peruano Paolo Guerrero, de livre direto, empatou e levou o Estádio (bem como todo o Rio de Janeiro) à loucura. Nos penalties, o guarda-redes ex-Belenenses e Benfica, Júlio César (sim, lembram-se dele?) defendeu uma grande penalidade e foi o herói.

asdasd fonte:

Retrato perfeito do jogo – disputa intensa até final
Fonte: Coluna do Flamengo

Ainda estamos nos estaduais. Para se perceber, esta Taça Guanabara é a primeira fase do Estadual Carioca. Ou seja, agora haverá a Taça Rio. Uma espécie de segundo turno deste estadual. Assim, depois da Taça Rio, os quatro melhores colocados nos dois turnos – Taça Guanabara e Taça Rio – encontram-se em semi-finais, sendo a final jogada a duas mãos. Ou seja, o regulamento mudou, pois antes se o vencedor das duas voltas fosse o mesmo, seria coroado campeão automaticamente; se fossem dois clubes a vencer cada uma das Taças, haveria a finalíssima. A Federação Carioca mudou os regulamentos. Enfim. Opções.

Mais do que o 3-3, importa referir que a qualidade de futebol que se vai jogando dentro do Brasil me apraz cada vez mais; outra vez. Depois do marasmo em que se encontrava, vamos ver se agora o Brasileirão voltará a ser o celeiro da seleção mais titulada do mundo. Todavia, não só no estadual Carioca despontam treinadores e jogadores de qualidade. Mais abaixo, em S.Paulo, equipes como o Mirassol vão fazendo sensação. Bem sabemos que são apenas estaduais, mas há clubes como, por exemplo, o Santos, que já falam em despedimento de treinadores…

Facto didático (também é importante): em 105 anos de história deste belo e emocionante clássico brasileiro, o Fla-Flu foi disputado por 397 vezes. A vantagem é do Flamengo, com 144 vitórias; o Fluminense ganhou 126 partidas; houve ainda 127 empates. Mas, como numa boa rivalidade, cada um puxa a brasa à sua sardinha, e os tricolores também se podem rir dos rubro-negros, já que em confrontos diretos em decisões, isto é, valendo títulos ou eliminações, o Fluminense venceu 12, e o “Fla” logrou 10 triunfos. Por isso é que o futebol é bonito. A tua verdade não é a minha.

Foto: Netflu.com.br

“Bardamerda” para o futebol!

sporting cp cabeçalho 2

No dia em que Bruno de Carvalho obtém uma vitória categórica para Presidente do Sporting Clube de Portugal, já Patrícia Mamona tinha ganho uma Medalha de Prata para Portugal. No dia seguinte, Nélson Évora ganha o Ouro… ambos no Campeonato da Europa de Pista Coberta.

O Futsal tem mais uma exibição brilhante e ultrapassa facilmente o Belenenses no caminho da conquista da Taça de Portugal ao batê-lo por sete golos sem resposta… No Hóquei arrasámos o Riba D´Ave por 11-3. No Atletismo, a equipa verde e branca é Campeã Nacional de Corta-mato longo em masculinos e femininos e a nossa Jéssica Augusto conquistou o título individual! Também no dia das eleições já João Vieira se tinha sagrado campeão nacional na prova dos 20 km marcha! A equipa B continua a sua recuperação, com a segunda vitória consecutiva, desta vez frente ao Cova da Piedade por duas bolas a zero e os Juniores mantêm a liderança no campeonato, mesmo após o empate a duas bolas na casa dos rivais lisboetas.

E a equipa principal de futebol? Essa??? Foi a desilusão do fim-de-semana… uma exibição pobre e sem chama… falta de vontade e de suar a camisola… faltam algumas decisões mais inteligentes do nosso treinador e falta que o nosso Presidente assuma que falhou este ano na construção e na abordagem da equipa principal. Falta que este final de época seja menos vergonhoso e que a equipa respeite os adeptos e comece a praticar bom futebol. Falta que os jovens que foram repescados a outras equipas tenham mais oportunidades na equipa principal… falta que o Presidente dos Leões não se limite a ser populista quando vai no final do jogo para o meio dos adeptos para lhes pedir calma, e que tome acções concretas e as coloque em prática rapidamente.

Nunca antes se viu um ataque tão cerrado da Comunicação Social a um Presidente de um Clube de Futebol. Já se passaram situações bem mais “anómalas” que a frase de BdC e não tiveram o mesmo destaque Fonte: Sporting CP
Nunca antes se viu um ataque tão cerrado da Comunicação Social a um Presidente de um Clube de Futebol. Já se passaram situações bem mais “anómalas” que a frase de BdC
Fonte: Sporting CP

“Bardamerda” para o futebol. Queremos o Sporting campeão. E se este ano já não o conseguimos, que rapidamente se criem as condições para o próximo ano. Aproveitemos este descalabro e criemos oportunidades para um futuro mais risonho, pelo menos no campo do futebol. Este “Bardamerda” não é para o meu Presidente, é para a situação actual do futebol, porque quer queiram quer não, o Sporting está vivo e podem fazer as capas “Trump” que quiserem que isso não vai mudar.

Quase 90% dos sportinguistas acreditaram e acreditam neste Presidente e isso não pode, nem deve mudar num dia, mas também não é por isso que deixamos de ser exigentes com o desempenho de toda e qualquer equipa que represente a Instituição Sporting Clube de Portugal.

Foto de capa: 

 

A (in)tranquilidade de Paulo Bento

Cabeçalho Futebol Internacional

Quando se juntam as palavras “Grécia” e “Futebol”, para além do ínfame Euro 2004, vem à cabeça do mundo o nome Olympiacos. A tal equipa que se agiganta perante uns adeptos capazes de proporcionar ambiente de tal forma infernal que já fez vergar equipas de topo como o Liverpool na época em que se sagrou campeão europeu (2004/05), o Arsenal (por três vezes), o Real Madrid, o Manchester United ou a dupla Juventus/Atlético Madrid na temporada (2014/15) em que os colchoneros passaram o título de vice-campeões europeus aos italianos.

O mundo, porém, não reconhece o Olympiacos apenas por aquilo que fez na Europa. O que tem feito no seu país ao longo dos últimos anos também é digno de admiração – para além de ter 27 taças da Grécia, tem o título de hexacampeão helénico, e está à beira de repetir o segundo hepta da sua história que lhe irá conferir o 44º (!) título da sua história.

Posto isto, o facto de estar na liderança do campeonato (venceu 18 dos últimos 20) e de estar “vivo” na Taça em Março (há 5 anos que se verifica) é algo banal para a realidade de dirigentes e  adeptos do clube do Pireu que, dada a cultura de vitória, têm padrões de exigência naturalmente elevados. O próprio contexto competitivo quase que obriga o Olympiacos a ser campeão.

 

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(resumo do jogo contra o rival AEK, fatal para o destino de Paulo Bento no Olympiacos)

 
Ou seja, o cenário de um 1º lugar na Liga com 6 pontos à maior sobre o 2º e o facto de a equipa estar vivinha da silva nas meias da Taça e nos oitavos da Liga Europa é algo normal. Menos que isto seria inconcebível. Um pouco mais que isto seria imperdoável. E é aqui que entra a rescisão de contrato com Paulo Bento – à luz de três derrotas consecutivas para a Liga (recorde negativo com 21 anos!), passou a ser inevitável a sua saída do cargo de treinador do Olympiacos.

Pode ser redutor julgar um treinador pelos resultados que obtém na sua primeira época, mas Paulo Bento não estava num clube que lhe dê grande margem para tal. Porém, mesmo que se quissesse defender o treinador português, tornar-se-ia difícil encontrar argumentos para além da aposta na formação, que é algo de enorme valor num clube que procura afirmar-se na Europa.

Um (triplo) salto para a glória

sporting cp cabeçalho 2É sabido por todos que o Sporting Clube de Portugal é um clube eclético e que, ao longo dos últimos anos, muito tem investido nas suas modalidades, onde obviamente se insere o atletismo. Este fim-de-semana, o país recebeu a notícia de que Patrícia Mamona “voou” para a medalha de prata em Belgrado, numa altura em que Nélson Évora ainda não iniciara a sua prova.

A atleta do Sporting tem vindo a ter um crescimento exponencial na sua carreira, algo que tem culminado em importantes conquistas para a própria, para o clube e para o país que representa. No passado sábado, a portuguesa conseguiu alcançar a marca de 14,32 metros no seu quinto e último salto, perfazendo assim a sua melhor marca pessoal e a quarta melhor marca mundial do ano corrente.

A marca de 14,32 metros em Belgrado deu a medalha de prata à atleta do Sporting Fonte: Facebook oficial de Patrícia Mamona
A marca de 14,32 metros em Belgrado deu a medalha de prata à atleta do Sporting
Fonte: Facebook oficial de Patrícia Mamona

Desde 2011, ano em que chegou ao Sporting, as suas vitórias nas mais variadas provas nacionais e internacionais têm sido uma constante, sendo que em muitas delas conseguiu bater os seus próprios recordes e elevou a fasquia para as suas adversárias. Em 2012, surgiu a sua primeira medalha de prata nas provas ao ar livre. No verão do ano passado, Patrícia Mamona voltaria a bater recordes em Amesterdão. O seu salto de 14,58 metros colocou-a no primeiro lugar e fê-la trazer a medalha de ouro para Portugal. Também o ano passado, nos Jogos Olímpicos realizados no Rio de Janeiro, Patrícia Mamona tornou-se a recordista nacional do triplo salto feminino com a marca de 14,65 metros, depois de, meses antes, ter fixado o anterior recorde.

Sonho Europeu de SL Benfica e FC Porto

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Cabeçalho modalidadesA meio da fase de grupos da EHF Cup, encontro a altura perfeita para analisar o que têm feito e o que poderão fazer as duas equipas portuguesas em prova. É importante relembrar que o FC Porto se encontra em primeiro lugar no Andebol 1 e o SL Benfica mais a baixo, no terceiro lugar, com poucas hipóteses de chegar ao título. No entanto, a nível europeu o contexto é outro. Ambas as equipas ultrapassaram as fases de qualificação e chegaram com esperança à fase de grupos da EHF Cup. Nesta fase, tiveram sortes diferentes: o FC Porto está num grupo complicado, com o Frisch Goppingen (Alemanha), o HC Midtjylland (Dinamarca) e o Granollers (Espanha), equipas experientes a nível europeu e inseridas em campeonatos muito mais competitivos do que o português.

As dificuldades previstas têm-se confirmado para o FC Porto, tendo apenas uma vitória nos três jogos já realizados e estando em último lugar do grupo. Apesar de tudo, os líderes do campeonato português apresentam hipóteses de passar à fase seguinte, pois todos os jogos vão ser muito equilibrados e o FC Porto apresenta qualidade e experiência suficiente para dar a volta a este momento menos bom, como demonstrou no último jogo ao virar o jogo frente aos espanhóis do Granollers, no Dragão Caixa, vencendo 23-22. As principais armas azuis e brancas neste jogo foram a união (já habitual) que a equipa demonstrou, os nove golos de António Areia e a brilhante exibição do gigante Alfredo Quintana.

fcp andebol
Alfredo Quintana foi gigante… como habitual
Fonte: FC Porto

Já o SL Benfica encontra-se num grupo menos complicado, lutando pelo segundo lugar com o Helvetia Anaitasuna (Espanha) e o Cocks (Finlândia), já que o primeiro lugar parece estar destinado aos alemães do Melsungen. Os lisboetas estão a aproveitar esse facto, tendo perdido apenas o jogo na Alemanha, vencendo o jogo em casa com o Helvetia e indo vencer à Finlândia no sábado, encontrando-se assim no segundo lugar do grupo. Apesar do equilíbrio na primeira parte (11-11), o SL Benfica foi capaz de ganhar e manter vantagem na segunda parte, acabando por vencer 21-23, num jogo onde Alexandre Cavalcanti demonstrou novamente a sua boa forma ao marcar sete golos. Vencendo o próximo jogo na Luz, o SL Benfica coloca-se numa boa posição para passar à próxima fase!

Foto de capa: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Jogador da semana: Óliver Torres

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fc porto cabeçalho

Verão de 2014: Lopetegui chegou ao Dragão com algumas demandas. Uma destas era a chegada de um miúdo espanhol internacional pelas camadas jovens da Roja. Eis que chegou, viu e encantou o Dragão com a sua qualidade e maturidade de jogo.

Volvidos dois anos, muita coisa mudou nos lados da cidade Invicta e Óliver Torres regressou a Portugal. Desta vez, pela mão de Nuno Espírito Santo. O que vai diferir uma passagem de outra é a duração, uma vez que o FC Porto accionou a cláusula de compra de 20 milhões no passado mês de Fevereiro.

Óliver é um daqueles jogadores que cola qualquer adepto de futebol a um ecrã. Não, não é nenhum Messi ou um goleador como Cristiano. Mas consegue tratar tão bem a bola que é impossível negar o talento do número 30 do FC Porto.

Nesta segunda época, ao serviço dos azuis e brancos, está a ter um pouco (e destaco o pouco) menos rendimento do que na primeira. Esta evidência justifica-se pelas diferenças no estilo de jogo de Nuno Espírito Santo e Lopetegui. Ainda assim, o jovem médio apresenta uma eficácia de passe elevada e leva três golos na presente edição do campeonato. Um, destes três golos, foi feito na goleada deste fim-de-semana contra o CD Nacional.

É claro que a imprensa portuguesa não destaca devidamente a sua qualidade, uma vez que está ocupada a destacar outros nomes, como Pizzi ou Felipe Augusto (não estou a ser sarcástico).  Mas o que se passa fora das quatro linhas também não interessa.

Enquanto isso, Óliver Torres continua a ser um dos cérebros do onze azul e branco, pausando o jogo quando tem que o fazer ou quebrando desequilíbrios em linhas defensivas mais recuadas, com os seus passes teleguiados.

Óliver é uma maravilha de ver jogar. Sobretudo com o símbolo do clube que o acolheu vindo do Club Atlético de Madrid há dois anos. Uma das poucas boas heranças de Lopetegui.

Foto de capa: Facebook Oficial de Óliver Torres

Artigo revisto por: Diana Martins

Copa do Brasil 2017

Cabeçalho Liga Brasileira

Nessa semana foram definidos os classificados à terceira fase da Copa do Brasil. A edição atual da competição trouxe significativas mudanças no seu regulamento. Assim, na atual edição serão disputadas, no total, oito fases – uma fase a mais que na edição anterior – e teve inclusão de mais clubes participantes.

As principais mudanças foram nas duas primeiras fases que agora contam com jogo único. Na primeira fase, o time de pior posicionamento da C.B.F. jogou em casa e o time visitante teve a vantagem do empate. Esse critério, a meu ver, não ajuda o time de menor expressão, pois a equipe terá que sair para vencer a partida e isso muda totalmente a estratégia tática da equipe menor quando enfrenta um clube maior. O correto seria ir para a disputa de penaltis ou fazer o replay do jogo na casa do time que foi visitante (assim como funciona nas Copas Inglesas). Na segunda fase também tivemos jogo único, porém o mandante foi definido por sorteio – o que é um erro pois a equipe menor deveria jogar em casa – e se acontecesse empate na partida o jogo iria para os penaltis.

O Grêmio é o atual campeão da Copa do Brasil Fonte: ESPN.com Imagem: ESPN.com
O Grêmio é o atual campeão da Copa do Brasil
Fonte: ESPN.com

Até ao momento, a competição nos reservou algumas surpresas, as principais foram as eliminações do Coritiba, Avaí e Ponte Preta – todos os três clubes estão na Série A – que jogaram em casa e perderam para o ASA (Série C), Luverdense (Série B) e Cuiabá (Série C), respectivamente.

Veja abaixo os confrontos e as datas dos jogos da terceira fase da competição. Lembrando que os times que disputam a Copa Libertadores da América (Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Grêmio, Palmeiras e Santos), além do campeão da Copa Verde (Paysandu), da Copa do Nordeste (Santa Cruz) e da Série B (Atlético-GO), entram na competição já nas oitavas de final. Em negrito, encontram-se os favoritos para passar à quarta fase da competição:

 

3ª Fase da Copa do Brasil

 

ABC-RN x São Paulo-SP (08.03 e 15.03)

Goiás-GO x Cuiabá-MT (08.03 e 15.03)

Joinville-SC x Gurupi-TO (08.03 e 15.03)

Murici-AL x Cruzeiro-MG (08.03 e 15.03)

Sampaio Corrêa-MA x Internacional-RS (08.03 e 15.03)

Boavista-RJ x Sport-PE (08.03 e 15.03)

Criciúma-SC x Fluminense-RJ (09.03 e 15.03)

Vasco-RJ x Vitória-BA (09.03 e 15.03)

Luverdense-MT x Corinthians-SP (09.03 e 16.03)

ASA-AL x Bahia-BA/Paraná-PR (sem datas definidas)

 

Artigo revisto por: Diana Martins

 Foto de capa: CBF

Marcel Hirscher: um favoritismo confirmado

Cabeçalho modalidadesFoi com muita esperança em Marcel Hirscher que, no início da temporada, a maioria dos adeptos de esqui alpino (incluindo eu) o apontaram como favorito à conquista do título de campeão do mundo de esqui alpino, ou no mínimo de uma das disciplinas em que é mais forte: slalom e slalom gigante. Mas Hirscher não se consolou com nenhum destes e, por isso, conquistou tudo.

Este atleta de 28 anos é, na minha ótica, o melhor e mais completo esquiador da atualidade. Possui elevada qualidade técnica, frieza para lidar com pressão e classe. É muito inteligente na forma como define a sua trajetória, independentemente da pista, e é muito bom a sair das curvas, tem estado em ótima forma física e é um atleta muito forte.

Hirscher não deu a mínima hipótese aos seu rivais. Mesmo quando parecia estar num momento de forma mais fraco, que coincidia com a rápida aproximação de Henrik Kristoffersen na classificação da disciplina de slalom (que tinha vencido 4 de 5 provas), Marcel Hirscher venceu em Kitzbuhel e assegurou o segundo lugar em Schladming, aproximando-se muito da conquista do título de slalom nestas duas corridas que eu considero terem sido chaves.

Fonte: Marcel Hirscher
Fonte: Marcel Hirscher

No que toca à disciplina de slalom gigante (disciplina onde, a meu ver, obtém os melhores desempenhos), o caminho percorrido foi bem menos complicado pois não contou com nenhuma “perseguição” de um adversário à altura, levando a uma conquista fácil do título desta disciplina. Assim, e ainda por decorrer uma prova de de slalom e de slalom gigante – Aspen, Colorado-, Marcel Hirscher já tem conquistados o título de melhor esquiador do mundo e de campeão mundial de Esqui alpino nas disciplinas de slalom e slalom gigante.

Este austríaco ficará para sempre na história da modalidade como o primeiro esquiador a conseguir conquistar seis títulos de campeão do mundo consecutivos. Assim, sendo o hexacampeão em título, Marcel Hirscher vai atacar o “hepta” na próxima temporada, afigurando-se como o claro favorito para estas disciplinas.

Foto de capa: Marcel Hirscher

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

O Guerreiro do Sul – Entrevista a José Augusto Ferreira

entrevistas bola na rede

Nos últimos anos, tem-se assistido, no futebol português, a uma bipolarização. A maioria dos clubes centra-se ou no Norte ou no Centro, com o sul do país a não ter grande representação na primeira liga portuguesa. O último clube do sul a participar na liga, foi a Olhanense em 2013/2014. Em Portimão, os responsáveis do Portimonense tentam remar contra a maré e chegar à primeira divisão nacional. O Bola na Rede foi assim, conversar com um dos responsáveis pela subida de rendimento do Portimonense: José Augusto, treinador do clube na temporada passada e atual diretor desportivo dos alvinegros.

Bola na Rede: José, como começou o bichinho pelo futebol?

José Augusto: O bichinho começou desde muito novo, lembro-me de varias vezes ficar de castigo, pela minha Mãe e pela minha professora primaria, por causa do futebol. Esperei até aos 10 anos de Idade (na altura não havia escolas de futebol antes dos 10 anos) para entrar no Portimonense com infantil. Fazendo no portimonense toda a minha formação. Por motivos pessoais abandonei, que optar pelos estudos e por trabalhar.

BnR: Recordo que está há mais de dez anos no Portimonense. Sendo que desempenhou várias funções.Porque razão deixou de ser treinador do clube?

JA: Cheguei ao Portimonense como treinador em 2003/2004 como adjunto da equipa de juniores. Passei por varias etapas e varias funções. Após ter sentido que a época passada seria o final de um ciclo no Portimonense, o Investidor do clube não o permitiu e propôs um novo cargo no SAD do clube, ao qual depois de uma profunda reflexão eu aceitei. Neste momento exerço a função de Diretor Geral para o futebol.

BnR: Ficou com alguma mágoa por ter deixado o cargo de treinador?

JA: Não fiquei nem tenho nenhuma mágoa, pois o Portimonense é e será sempre o meu clube do Coração. Apenas sei que irei regressar ao treino e a competição , pois é essa área que gosto e a qual investi nos muitos anos.

BnR: O ano passado, o Portimonense, esteve muito próxima da subida, mas no final, acabou por não conseguir. O que faltou?

JA: No início do projecto o grande objetivo era a permanência e deixar o Portimonense com a melhor classificação possível, a verdade é que superamos todas as expectativas. Falhamos por 2 pontos pois objectivo inicial traçado por mim era os 80 pontos. Houve outros fatores nos quais fugiram ao meu controlo, a meu afastamento do banco por 55 dias, o desempenho de terceiros ao qual não poderia controlar e que nos custaram alguns pontos. Ainda outras situações algo estranhas que se passaram nas ultimas jornadas do campeonato.

Depois de treinador, José Augusto Ferreira é agora diretor do Portimonense SC Fonte: Ana Borralho
Depois de treinador, José Augusto Ferreira é agora diretor do Portimonense SC
Fonte: Ana Borralho

BnR: Considera que aquela vitória frente ao Sporting, para a Taça da Liga, foi um dos momentos mais altos da carreira?

JA: Sim, sem dúvida. Não só a vitória frente ao Sporting, mas a passagem a ½ final da taça da liga, num grupo com equipas só da 1.ª Divisão no qual ficamos em primeiro lugar. Também o jogo com o Belenenses em casa para a Taça de Portugal marcou-me bastante.

Bruno de “Renascimento”

sporting cp cabeçalho 2Falar do Sporting é, indiscutivelmente, falar de Bruno de Carvalho. O reeleito presidente leonino ganhou, de modo esperado, as eleições para os próximos quatro anos de mandato. Só não se previa, ou talvez sim, que fosse por números tão esmagadores: 86% dos votos de cerca de 18. 500 sócios, que votaram num número recorde para os últimos tempos.

Madeira Rodrigues foi o derrotado mais que previsto. Ficámos sem perceber por que razão foi tão feroz o seu ataque ao bom trabalho realizado por Bruno de Carvalho. Os sócios do Sporting aguardavam por propostas e projectos aliciantes mas, ao invés disso, Pedro Madeira Rodrigues seguiu uma estratégia totalmente descompensada, tendo em conta um grande factor: Bruno de Carvalho é visto como o grande salvador da bancarrota e é admirado por quase toda a massa associativa.

Bruno de Carvalho vai continuar a ser presidente do Sporting nos próximos quatro anos Fonte: Sporting CP
Bruno de Carvalho vai continuar a ser presidente do Sporting nos próximos quatro anos
Fonte: Sporting CP

Mas não é esse o principal objectivo de cada direcção de um clube? O mínimo que é exigido a uma direcção, em detrimento de títulos, é a boa gestão financeira e a capacidade de criar dinâmicas e estruturas que sejam aliciantes aos seus adeptos. BdC fez isso muito bem: recuperou o buraco financeiro de todas as outras gestões danosas do clube mas, por outro lado, não venceu nenhum título de campeão nacional. É imperativo pedir que o Sporting seja campeão. Seria bom sê-lo no próximo mandato, é urgente que seja já para a próxima época!

Foi dado um voto de confiança para que o bom trabalho continue, só ficam a faltar os títulos. Se estes faltarem nos próximos quatro anos, não podemos esquecer que serão poucos os adeptos que ficarão satisfeitos apenas com a boa gestão financeira. Como foi dito anteriormente: um clube alimenta-se de títulos. Jogadores, treinadores, presidentes vão passando. Mas, e o clube? Esse fica e perdurará eternamente.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Francisca Carvalho