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Sporting CP 1-1 Vitória SC: Leão pequeno demais para assaltar o castelo

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O Sporting não foi além de um empate a um golo na receção ao Vitória de Guimarães, num jogo que foi bastante equilibrado entre os dois conjuntos. Os leões estiveram a vencer, mas deixaram-se empatar na segunda parte e não foram capazes de conseguir chegar à vitória final.

Enquanto na equipa vimaranense a única surpresa foi a titularidade do jovem guardião Miguel Silva, no Sporting Jorge Jesus mexeu pouco em relação às suas habituais escolhas. Sem poder contar com o capitão Adrien Silva, Jesus optou por colocar Bruno César a fazer dupla com William Carvalho no centro do meio campo, com João Palhinha a ir para o banco. As principais críticas que aponto ao técnico leonino são por ter deixado Francisco Geraldes fora da convocatória (é uma excelente opção para o meio campo, ainda por cima num momento em que não há Adrien), e ter deixado Daniel Podence de fora durante todo o encontro, quando Bryan Ruiz, que foi titular, não fez nada de jeito durante todo o encontro. JJ não perde nada em apostar mais nos dois miúdos que vieram do Moreirense, perante a paupérrima forma que é apresentada por alguns jogadores mais utilizados no atual plantel.

No que ao jogo diz respeito, foi bem disputado de parte a parte, o que já era esperado, pois a partida opunha o terceiro e o quinto classificados da tabela classificativa. A primeira parte foi mais intensa, com mais trocas de bola de ambas as equipas e com mais tentativas de marcar golo. Hernâni era a seta apontada por Pedro Martins à baliza leonina, e foi uma autêntica dor de cabeça para Ricardo Esgaio, hoje lateral esquerdo nos verde e brancos. Enquanto o jogo dos vitorianos passava essencialmente por Hernâni e Marega, os leões tentavam carburar jogo pelo flanco direito, mas Gelson Martins não teve vida fácil perante o lateral esquerdo dos vimaranenses, Konan. Apesar disso, Alan Ruiz levou o Sporting em vantagem para o intervalo. Após cruzamento de Ricardo Esgaio na esquerda, Bas Dost amorteceu de cabeça e permitiu a Alan Ruiz bater Miguel Silva. Os leões foram para o intervalo em vantagem, num resultado que se ajustava perante o desenrolar dos acontecimentos.

Na segunda metade, o Vitória entrou melhor, com o Sporting a ser impotente para se conseguir impor e dominar a partida. Assim sendo, a equipa de Pedro Martins assumiu o jogo e as substituições feitas pelo seu técnico, com as entradas de Raphinha, Rafael Miranda e Rafael Martins. Os “Conquistadores” nunca desistiram de tentar chegar ao empate e conseguiram-no mesmo, a um quarto de hora do final do encontro. Bruno Gaspar fez a assistência e Marega finalizou, à entrada da pequena área. O Vitória voltou a travar o Sporting, depois de já se ter registado um empate na partida da primeira volta.

O empate no final dos noventa minutos foi um resultado justo, e que premiou a astúcia de Pedro Martins perante as opções erradas de Jorge Jesus nesta partida. Com este resultado, os leões estão cada vez mais afastados de um lugar de acesso direto à Liga dos Campeões na próxima temporada, enquanto o Vitória continua perto do SC Braga na luta pelo quarto lugar da tabela classificativa.

CF “Os Belenenses” 2-1 GD Chaves: Tanta qualidade não merecia um desfecho assim

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Final de tarde no Restelo para o encontro entre Belenenses e Desportivo de Chaves. Os homens do Restelo atravessam a melhor fase do campeonato, com 5 jogos sem perder enquanto os transmontanos querem continuar a mostrar porque são das melhores equipas do campeonato.

Apoiados pela enorme falange de apoio que veio de Chaves, o conjunto flaviense cedo pegou no jogo. A qualidade da equipa de Ricardo Soares falou sempre mais alto frente a um Belenenses que se viu condicionado cedo pela lesão de Yebda e que nunca conseguiu fazer o seu jogo, sempre a ver o Chaves a jogar. As únicas oportunidades azuis e brancas só apareceram aos 38 minutos, com o António Filipe a conseguir defender. De resto foi sempre o Chaves, num futebol pelo chão, ao primeiro toque, que criou as melhores oportunidades, com Cristiano em grande nível a impedir por várias vezes o golo. Mas tanto o cântaro vai à fonte que lá fica. Num pressing do Chaves na parte final da primeira parte, os flavienses marcaram por Pedro Tiba. O português rematou, a bola bateu em Gonçalo Silva e enganou Cristiano. Vantagem justa ao intervalo. Claramente o Chaves foi a melhor equipa, sempre com um futebol bonito frente a um Belenenses sem ideias e que nunca conseguiu sair das amarras dos transmontanos.

Na segunda parte o Belenenses mudou de cara e apareceu diferente. A equipa estava mais solta, mais disposta a aproveitar o contra-ataque. O Chaves parecia algo surpreendido pela entrada forte do Belenenses e embora continuasse a ter bola, parecia ter menos critério. Quim Machado percebeu que podia dar a volta ao resultado e mexeu na equipa.Colocou Fábio Nunes e Tiago Caeiro, a equipa cresceu no jogo e conseguiu empatar a partida por Maurides. O golo colocou em sentido o Chaves, que continuava a procurar o segundo golo, mas o cansaço do jogo a meio da semana pesou. Os homens do Restelo não desistiram e já na parte final conseguiram o golo da reviravolta por Tiago Caeiro. Um golpe duro para os flavienses, que perdem assim a possibilidade de se aproximarem do Marítimo na sexta posição. A vitoria assenta bem ao Belenenses por ter acreditado, há que realçar a grande qualidade de jogo do Chaves que merecia algo mais. Os Flavienses são claramente uma das melhores equipas da liga e Portugal precisa de mais Desportivos de Chaves.

FC Famalicão 2-2 SC Covilhã: Igualdade rasgadinha

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Foi com polémica, intensidade, confusão e equilíbrio que se fez mais um jogo da Segunda Liga. Famalicão e Covilhã, com estilos de jogo diferentes, igualaram-se e tornaram o encontro num espectáculo entretido e competitivo. Tal como há duas semanas atrás, Nandinho mexeu na equipa em força. Porém, se frente aos estudantes a equipa ganhou qualidade de jogo, desta vez ganhou presença e poder atacante – mas a qualidade de jogo diminuiu. Para o Covilhã, fica a sensação de morrer na praia.

O jogo começou equilibrado e bem disputado, mas com sinal claro de perigo a favor dos famalicenses. Mendes criou diversos desequilíbrios pelo lado direito do ataque e apenas a falta de pontaria de Carlão e companhia iam adiando o golo. Eis que chega o momento mais insólito do encontro: pontapé para a frente, os centrais do Famalicão deixam bater a bola e Harramiz, lesto a aproveitar o espaço vazio, aproveitou para colocar o Covilhã em vantagem.

O Covilhã cresceu (e muito) com o golo. A equipa foi dona e senhora do encontro no resto da primeira parte e o rendimento do Famalicão foi caindo. Equipa intranquila, adeptos desesperados com a arbitragem – muitos cartões amarelos mostrados –, e o intervalo até vinha bem para a equipa da casa: o Covilhã esteve sempre mais perto do segundo golo.

A segunda parte foi diferente. Perdeu-se qualidade de jogo, ganhou-se emoção e competitividade. Nandinho colocou Gevaro e introduziu a dupla Tozé Marreco-Carlão na frente de ataque. Mais cruzamentos, mais bolas bombeadas e um golo, conseguido através de um lance de bola parada. O problema veio depois…

Logo a seguir ao empate, veio o golo do Covilhã. Transição rápida e golo de Erivelto. O Covilhã passou a ter a “desculpa” perfeita para agora jogar com 5 defesas – a equipa de Gouveia apresentou-se muito desgastada na segunda parte. O Famalicão foi tentando, sempre com mais coração do que cabeça. Ainda assim, não se pode apontar nada à atitude dos homens de Nandinho, que conseguiram o empate ao cair do pano, numa recarga de Mércio, a um penalty falhado por Jorge Miguel.

Equipas com atitude e qualidade de jogo são necessárias na Segunda Liga. Descontando o final – a confusão instalou-se no túnel de acesso aos balneários –, promoveu-se o bom futebol e o espectáculo. No final, ninguém se ficou a rir.

Foto de Capa: Futebol Clube de Famalicão

FC Porto B 1-0 Portimonense SC: Azuis e Brancos vencem com justiça

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Onze do FC Porto: Gudino, Fernando Fonseca, Jorge Fernandes, Chidozie, Inácio, Omar Govea, Francisco Ramos, Fede Varela (Rui Moreira), Galeno (Ruben Macedo), Kayembe (Ismael), André Pereira.

Onze do Portimonense: Ricardo Ferreira, Ricardo Pessoa, Ivo Nicolau, Brendon (Gustavo), Sarpong, Pedro Sá, Ewerton (Marafa), Paulinho, Tabata (Chidera), Fabrício, Pires

Um jogo entre duas das equipas com objetivos distintos na tabela: o FC Porto procura somar pontos com o objetivo de assegurar a manutenção, já o Portimonense tem nesta fase a subida de divisão praticamente assegurada mas o título de campeão é um objetivo.

Uma primeira parte equilibrada com uma ligeira superioridade do FC Porto, que usufruiu das melhores situações para inaugurar o marcador com Galeno e Francisco Ramos a desperdiçarem excelentes ocasiões de golo.

O início da segunda parte não podia ser melhor para o FC Porto, que chegou ao golo logo no primeiro minuto. Um golo com alguma sorte à mistura, um remate de Galeno que desviou em Ivo Nicolau e só parou no fundo da baliza. Uma sorte que o FC Porto fez por merecer.

Durante o resto da partida o domínio foi repartido, com as duas equipas a terem oportunidades para chegar ao golo. Uma vitória que assenta bem ao FC Porto que, com estes três pontos, respira um pouco melhor na tabela classificativa.

Este Portimonense é, claramente, uma equipa de Primeira Liga: muita qualidade no plantel, muitas opções, penso mesmo que tem um melhor plantel do que algumas equipas da Primeira Liga Portuguesa. Voltará ao principal escalão do Futebol Português e, certamente, com o título da Ledman LigaPro.

Artigo revisto por: Diana Martins

Foto de capa: FC Porto

Juventude de Viana empata Benfica

Cabeçalho modalidadesNaquele que foi o primeiro jogo da 17ª jornada do campeonato nacional, Benfica e Juventude de Viana (que não podia contar com o seu treinador Renato Garrido, visto que foi suspenso por 28 dias) defrontaram-se num encontro bem mais disputado do que se podia prever, tendo mesmo terminado com um empate 7-7.

O Benfica entrou no jogo a tentar controlar as operações e, logo no primeiro minuto, Valter Neves enviou uma bola à barra, após passe de Diogo Rafael. O Viana, por sua vez, estava mais recolhido, tentando aproveitar saídas rápidas em contra-ataque, onde Tó Silva era quem mais seticava à baliza, defendida por Diogo Almeida, em virtude da suspensão por dois jogos de Guillem Traball (Tiago Rafael, também expulso em Barcelos, foi suspenso por três, tendo sido substituído por Gonçalo Pinto).

A estratégia defensiva da Juventude resultava, visto que os encarnados raramente conseguiam criar uma verdadeira chance de golo. No entanto, sempre que era necessário, Edo Bosh dizia presente e impedia o golo benfiquista, sobretudo, quando havia seticadas de meia distancia: única via que o conjunto de Pedro Nunes encontrava para chegar à baliza contrária. Todavia, o Benfica chegou mesmo ao 1-0, por intermédio de João Rodrigues, após uma jogada de insistência de Nicolia. Pouco depois, num contra-ataque rápido, o Viana esteve perto de empatar, mas Diogo Fernandes não fez balançar as redes.

Não marcou o Viana, marcou o Benfica. Após mais uma jogada onde a Juventude ia empatando o jogo, Diogo Rafael, com uma bela saída para o ataque, viu João Rodrigues solto ao segundo poste e não hesitou, colocando a bola no número nove encarnado que fez o 2-0. Volvidos alguns segundos, a equipa visitante voltou a ficar perto de marcar. Contudo, Francisco Silva atirou à barra.

Os encarnados estavam a passar pela sua melhor fase do primeiro tempo e, a nove minutos do intervalo, chegaram aos 3-0. Nicolia assistiu Adroher no interior da área que, após um grande trabalho individual, colocou a bola junto ao ângulo superior esquerdo, sem hipóteses para Edo.

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Neste lance, Tó Silva não conseguiu bater Diogo Almeida
Fonte: Juventude de Viana

Seis minutos, três golos do Benfica, golos esses que pareciam ter afetado a Juventude, pois já não conseguia ter tanto tempo de ataque como anteriormente, assim como permitia várias oportunidades para o conjunto vermelho e branco. Porém, depois de alguns contra-ataques falhados, o Viana reduziu o marcador com um golo de Diogo Fernandes, que foi assistido por Tó Silva.

A vantagem de dois golos esteve perto de durar pouco pois, seguidamente, o próprio Diogo Fernandes viu um cartão azul, após um enganchamento em Miguel Rocha. Adroher foi o eleito para a marcação do livre direto, mas não conseguiu bater Edo Bosh.

Em superioridade numérica, o Benfica criou várias oportunidades, não tendo a capacidade e a sorte de concretizar nenhuma delas.

Já dentro dos últimos dois minutos do primeiro tempo, surge a 10ª falta encarnada. Tó Silva, especialista neste tipo de lances, acabou por acertar na barra.

Chegado o intervalo, o Benfica vencia por 3-1. Vantagem justa para o caudal de jogo ofensivo apresentado pelos encarnados. No entanto, o jogo não estava tão controlado quanto isso. Algo que se veio a provar mais tarde.

Início de segunda parte e a toada mantinha-se. O Benfica tentava aumentar a vantagem, ao passo que o Juventude de Viana continuava a procurar o contra-ataque como principal arma.

Passados pouco mais de dois minutos da segunda parte e após uma falha defensiva de Diogo Rafael, Tó Silva aproveitou um passe de André Azevedo para reduzir para 3-2. Um minuto depois, Diogo Rafael vê um cartão azul por enganchamento em André Azevedo, quando este dava princípio a um contra-ataque. No respetivo livre direto, Tó Silva consentiu a defesa de Diogo Almeida.

Em inferioridade numérica, o Benfica esteve perto do 4-2, sendo que Valter neves não logrou bater Edo Bosh. O Viana não chegou a aproveitar a superioridade em pista, tendo criado poucas oportunidades de golo.

Os 10 golos mais marcantes do Benfica

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O futebol é um jogo lindo. Onze jogadores lutam por um objetivo comum: ganhar. E para ganhar, os golos têm de aparecer. Uma equipa vive disso: de golos, e vitórias. Os adeptos vibram quando a bola entra na baliza adversária.

Neste top, reúno alguns dos golos mais marcantes dos últimos anos, por ordem crescente de data.

22 de Maio de 2005:  34ª Jornada da Superliga 

Boavista 1–1 Benfica          

Era o último jogo da Superliga 2004/05. O Benfica ia ao Bessa, reduto sempre difícil, num jogo onde precisava de ganhar para confirmar o regresso aos títulos. A conquista do campeonato fugia desde 1994, fazendo o maior jejum do clube encarnado na história do Campeonato Nacional.

Aos 38 minutos de jogo, o árbitro aponta para a marca de grande penalidade, e Simão Sabrosa chega-se à frente para converter o castigo máximo. A festa foi grande quando a bola entrou na baliza, pois este golo fazia do Benfica novamente campeão. O Boavista ainda gelou os benfiquistas com o golo do empate, mas o Porto viria a empatar o seu jogo frente à Académica de Coimbra, sagrando-se, assim, o Benfica como o campeão português.

Um virar de página na carreira de Eric Bicfalvi

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A Taça da Rússia (Кубок России) marcou, a meio da semana, o regresso do futebol ao maior país do mundo. Agora que o frio gélido e agreste começa a dar tréguas, as equipas russas voltam ao activo e põem fim a uma longa paragem de Inverno no futebol russo, que, de acordo com muitos dos intervenientes, enfraquece, e muito, o ritmo e a qualidade competitiva das equipas.

O tal frio de Inverno obrigou a que a partida entre FC Ural e FC Krasnodar, a contar para a Taça da Rússia, se realizasse no novíssimo e moderno estádio de Krasnodar em vez de se realizar na SKB-Bank Arena, em Ekaterinburgo, como inicialmente estava previsto.

Bicfalvi na apresentação como jogador do FC Ural Fonte: FC Ural
Bicfalvi na apresentação como jogador do FC Ural
Fonte: FC Ural

O FC Ural, acompanhado de uma alma e de um querer do tamanho do mundo, venceu através das grandes penalidades um jogo que foi verdadeiramente electrizante, depois de aos 33 minutos da partida estar a perder por 3-0. Embora seja justo afirmar-se que toda a equipa teve mérito na vitória, há, porventura, um nome que merece particular destaque: Eric Bicfalvi. O médio ofensivo romeno de 29 anos de idade foi um dos homens do jogo ao apontar o segundo e o terceiro golo do FC Ural, que permitiram à formação de Ekaterinburgo levar a decisão do encontro para as grandes penalidades. Bicfalvi passeou a sua classe e o seu enorme talento pelo Krasnodar Stadium, contribuindo à mistura com um golo de fazer levantar o estádio em peso, que deu o empate a três bolas à sua equipa. Para além disso, Bicfalvi foi também um dos homens escolhidos por Aleksandr Tarkhanov, treinador do FC Ural, para a marcação das grandes penalidades, e o romeno não deixou os seus créditos por mãos alheias, batendo o penálti com a classe que se lhe reconhece.

O novo plano A para a equipa B

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Enquanto parte integrante da estrutura de futebol, a equipa B do Sporting imprime a sua importância no projecto desportivo, no capítulo da gestão e evolução dos jogadores. E embora haja quem não consiga interligar estes dois momentos, o reaparecimento destas equipas secundárias coincidiu com o acentuado melhoramento da afirmação de vários jogadores portugueses.

Depois de um começo forte e sustentado, a equipa B do Sporting vivencia o seu primeiro verdadeiro teste. Considerando preponderante a permanência da equipa numa divisão competitiva enquanto factor de equilíbrio qualitativo da mesma, podemos unificar todos os restantes jogos da época e interpretá-los como uma última oportunidade de garantir o sucesso do projecto. Anunciada a saída de João de Deus do comando técnico, foi escolhido para sua substituição um nome forte e conhecedor do universo de formação. Em primeiro lugar, recordemos que Luís Martins assinala o regresso ao Sporting, depois de, no passado, ter comandado durante vários anos a equipa de Juniores, com a qual fora Campeão Nacional, e ter integrado o núcleo técnico da equipa principal. Falamos, pois, de alguém que conhece a sua nova (velha) casa. Depois, o novo treinador agrega ao conhecimento leonino a sua experiência na alta competição do futebol com o trabalho realizado em campeonatos de vários países. Podemos, em síntese, perceber que a nova escolha da direcção do Sporting para a equipa B é a própria comprovação de que é essencial reforçar a aposta no projecto, que tem como principal objectivo a continuidade no segundo escalão do futebol nacional.

Luís Martins entrou com o pé direito no comando técnico da equipa B leonina Fonte: Facebook de Luís Martins
Luís Martins entrou com o pé direito no comando técnico da equipa B leonina
Fonte: Facebook de Luís Martins

 

E, até agora, a aposta parece estar ganha: em três jogos disputados, a equipa de Luís Martins consumou um empate e duas vitórias – uma delas contra um dos adversários mais regulares da época. Mas o caminho ainda é longo e, para além da longitude, prevê-se difícil. Resta-nos analisar os trunfos que estarão ao dispor do novo técnico. É do conhecimento geral que as alterações de treinador podem traduzir-se em cargas motivacionais que modificam os comportamentos das equipas. A frequência com que o fenómeno vai sucedendo permite reter a ideia de que, muitas vezes, a lacuna relaciona-se com o lado emotivo dos jogadores e da equipa, tal é a mudança de postura em apenas uma semana, e sem que o treinador tenha tempo para grandes alterações. Acredito que Luís Martins, à priori, trouxe esta grande vantagem, renovando o espírito de uma equipa que em muitos jogos não jogava e só deixava jogar. Primeiro problema resolvido. Outro aspecto importante, embora mais volátil e relativo, é a experiência: a carreira de Luís Martins é, para todos os efeitos, mais densa do que a carreira de João de Deus. Repito: embora os percursos profissionais não garantam o sucesso, a verdade é que a experiência de treino sempre aumenta o conhecimento e o domínio. E sendo a equipa B do Sporting um pólo de investimento na acção formativa, o currículo de Luís Martins é bastante mais compatível com as pretensões propostas.

Existe, por fim, um terceiro ponto que poderá representar um forte contributo para o novo treinador: estando o campeonato na sua segunda volta, todos os jogos são, como se diz, autênticas finais. O plantel, portanto, terá que ser reforçado pontualmente para os grandes jogos. É, por isso, bastante provável a assiduidade de alguns jogadores, habitualmente vistos na equipa principal, nas partidas disputadas em Alcochete. Luís Martins terá assim ao seu dispor reforços de peso, que serão um forte contributo para alcançar o principal objectivo. Não obstante este terceiro ponto, ter jogadores muito bons não é condição isolada para ganhar. Daí a importância dos outros dois trunfos.

Foto de capa: Facebook de Leonardo Acevedo Ruiz

Artigo revisto por Mafalda Carraxis

FC Porto: Que Futuro para os Emprestados?

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Ricardo Nunes, Andrés Fernández, Sinan Bolat, Fabiano Freitas, David Bruno, Ricardo Pereira, Diego Reyes, Abdoulaye, Tiago Rodrigues, Fidelis Irhene, Leandro Silva, Josué, Juan Quintero, Mikel Agu, Walter, Alberto Bueno, Sami, David Bruno, Pité, Suk, Zé Manuel, José Ángel, Sandro Fonseca, Igor Lichnovsky, Víctor García, Chidera Ezeh, José Pedro, Hernâni, Vincent Aboubakar, Gonçalo Paciência, Nabil Ghilas, André Mesquita, Kelvin, Mauro Caballero, Martins Indi, Moussa Marega, Ivo Rodrigues, Gleison, e Rafa Soares. São estes os nomes dos 38 futebolistas emprestados pelo FC Porto e acerca dos quais importa, pelo impacto financeiro que os mesmos têm nas contas do clube, começar a planear o futuro.

Este leque de futebolistas emprestados pode ser dividido em cinco subgrupos: 1) jogadores com potencial para vir a ser opção, em breve, no FC Porto (casos de Ricardo Pereira, Diego Reyes, Alberto Bueno, Igor Lichnovsky, Hernâni e Vincent Aboubakar); 2) jogadores com potencial para vir a ser opção a médio ou longo prazo (como Víctor García, Mikel Agu, Gonçalo Paciência, Ivo Rodrigues e Rafa Soares); 3) jogadores que, pela sua juventude e pelo facto de ainda não terem tido oportunidades na equipa principal, são ainda incógnitas (casos de David Bruno, Tiago Rodrigues, Fidelis Irhene, Leandro Silva, David Bruno, Pité, Sandro Fonseca, Chidera Ezeh, José Pedro, André Mesquita, Mauro Caballero e Gleison); 4) jogadores que já tiveram oportunidade(s) para mostrar o seu valor e que claramente, pela falta de qualidade, não deverão vir a ter lugar no plantel do FC Porto (casos de Ricardo Nunes, Andrés Fernández, Sinan Bolat, Abdoulaye, Walter, Sami, Zé Manuel e Moussa Marega); 5) jogadores que, embora tenham alguma qualidade, não têm lugar no plantel atual do FC Porto e poderão constituir encaixes financeiros interessantes para o clube (como Fabiano Freitas, Josué, Juan Quintero, Suk, José Ángel, Nabil Ghilas, Kelvin e Martins Indi).

Fonte: Facebook Oficial de Martins Indi
Fonte: Facebook Oficial de Martins Indi

Colocando o enfoque no primeiro grupo, o destaque vai por inteiro para Ricardo Pereira. Competente a defender, rápido com e sem bola, e capaz de atacar a profundidade de forma a causar desequilíbrios na defesa adversária, Ricardo Pereira tem estado em destaque ao serviço do OGC Nice e, considerando a idade de Maxi Pereira e o facto de o FC Porto ter “apenas” três soluções para as laterais, a sua inclusão no plantel da próxima época parece tratar-se de uma possibilidade interessante. Os casos de Diego Reyes, Lichnovsky, Hernâni e Aboubakar são um pouco diferentes; assim, enquanto os dois primeiros são jogadores com um significativo potencial mas que necessitam ainda de maturar o seu jogo antes de almejar um lugar no plantel principal do FC Porto, Hernâni e Aboubakar são futebolistas com caraterísticas individuais interessantes e ocupam posições para as quais o clube não tem muitas opções. Alberto Bueno é, por sua vez, um jogador que parece ter muita qualidade para integrar o plantel do FC Porto, qualidade essa que sempre foi travada por sucessivas lesões, pelo que, conseguindo manter a boa condição física, será sempre um futebolista a considerar para integrar o plantel para a época 2017/18.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Kelvin

Uma vitória cabal do Sporting

sporting cp cabeçalho 2Bruno de Carvalho vai continuar a ser presidente do Sporting Clube de Portugal nos próximos quatro anos. Na corrida frente a Pedro Madeira Rodrigues, o presidente em funções conseguiu uma vitória avassaladora.

O momento em que Pedro Madeira Rodrigues teve mais hipóteses de vencer foi no início, quando ninguém conhecia a sua personalidade e as suas ideias. É certo que nunca se perceberam muito bem quais eram essas suas ideias, mas a sua personalidade foi vindo ao de cima e não agradou à maioria dos sportinguistas, que compareceram em massa a este ato eleitoral. Foi batido o recorde de sócios votantes em eleições do Sporting Clube de Portugal, que datava de 1988. Neste ato eleitoral, foram 18755 os sócios que votaram. Não fossem alguns problemas burocráticos que obrigaram a negar algumas centenas de votos por correspondência, e teriam sido mais de vinte mil os associados a participar neste dia de Sporting.

O Sporting permanece no rumo certo, com mais um mandato de Bruno de Carvalho Fonte: Sporting CP
O Sporting permanece no rumo certo, com mais um mandato de Bruno de Carvalho
Fonte: Sporting CP

A resposta dada nas eleições para o Conselho Diretivo não podia ter sido mais cabal. Os sócios estão contentes com a gestão e com a postura de Bruno de Carvalho, não tendo visto oposição à altura.. Ele conseguiu voltar a colocar o clube na linha, longe do caminho controverso e bastante negativo em que tinha sido deixado pelas anteriores direções. Com esta direção/administração, o clube voltou a ter uma voz mais condizente com aquilo que é a realidade de opinião dos associados. Aliás, bastou estar atento à participação de cada um nesta votação. Enquanto Madeira Rodrigues falou às televisões e foi muito pouco solicitado pelos adeptos, Bruno de Carvalho foi engolido por um mar de gente, que lhe pediu autógrafos e selfies. O presidente leonino goza de bastante popularidade entre os adeptos e isso foi claramente visível.