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Latvala e Toyota: a junção perfeita?

Cabeçalho modalidadesJari-Matti Latvala foi o grande vencedor do Rali da Suécia, na que foi a primeira vitória da Toyota desde 1999, quando Didier Auriol venceu o Rali da China.

Latvala esteve sempre nos lugares cimeiros da prova e ontem, quando Thierry Neuville desistiu, aproveitou a porta aberta para um triunfo que mostra o bom início do finlandês e da marca nipónica neste seu regresso ao WRC. O piloto do Yaris ganhou seis especiais, incluindo a Power Stage, pelo que fez os 30 pontos em disputa, o máximo que se consegue ganhar, e, desta forma, lidera agora o Mundial de Ralis com 48 pontos, mais quatro que Sébastien Ogier.

Assumo que Latvala está a surpreender-me pela positiva. Quem leu o meu artigo de antevisão talvez se lembre que disse que Juho Hänninen ia ser melhor que Latvala na Toyota; sabia que esta era uma aposta muito arriscada, mas não esperava estar a ver o que se passa neste momento, ou seja, um líder do WRC e o outro com apenas três pontos, depois de duas desistências.

Neuville é para já o piloto com mais azar do WRC, por duas vezes ia em primeiro e por duas vezes desiste na última especial de sábado. O belga da Hyundai teve um acidente em Karlstad – a super especial espetáculo da prova – e cumpriu o que se diz destes especiais, “não se ganham ralis, mas perdem-se”. Bastou um momento de desconcentração, que levou a um toque, e lá se foi uma provável vitória.

Ott Tanak é outro piloto que me está a surpreender, o estónio da M-Sport é bom piloto, sem sombra de dúvidas, mas dois pódios em duas provas é uma estreia de sonho em 2017. Tanak é um piloto já com experiência e, aos 29 anos, parece que vai lutar pelos lugares principais do WRC. A primeira vitória deve estar para breve, depois de já o ano passado ter ameaçado conseguir.

Neuville tem voado, mas ainda não venceu Fonte: WRC
Neuville tem voado, mas ainda não venceu
Fonte: WRC

O seu colega de equipa fechou o pódio, mas o principal destaque vai para Ogier, para o facto de, pela primeira vez desde o Rali de Espanha 2012, não ter ganho qualquer especial. Na altura, o francês já era piloto da Volkswagen mas ainda corria com o Skoda Fabia S2000. Aliás, Ogier ainda só ganhou três especiais em 2017, algo raro, mas que pouco quer dizer, afinal, quem ganhou mais especiais em 2017 (Neuville) ainda não terminou nenhum rali, ou melhor, não terminou nenhum rali sem desistir primeiro.

O Rali da Suécia trouxe uma coisa no mínimo caricata: a especial 12, Knon 2, foi cancelada por ser muito rápida; ou seja, aumentou-se a velocidade dos carros para serem mais espetaculares, mas depois cancela-se especiais por estas serem muito rápidas… A FIA tem de explicar melhor o que quer, se não corre-se o risco de isto voltar a acontecer no futuro.

O destaque negativo tem de ir para a Citroen, mais um rali totalmente afastados da luta da liderança, Kris Meeke continua desastroso, Stéphane Lefebvre abaixo das expectativas e Craig Breen a ser o melhor ao repetir o quinto lugar de Monte Carlo.

Dia 9 de março, o WRC volta às estradas, desta vez no México, no primeiro rali de terra da temporada. Tendo em conta o que se viu até agora, vou arriscar da seguinte forma: Latvala vence, Neuville faz segundo e Ogier fecha o pódio, com Tanak a dar muita luta na procura do pódio.

Foto de capa: Toyota

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Vitória SC 0-2 FC Porto: Este Soares é veneno puro!

fc porto cabeçalho 2

Onze do Vitória SC: Douglas, Bruno Gaspar, Pedro Henrique, Josué Sá, Ghislain Konan, Bernard Mensah, Bongani Zungu, Guillermo Celis, Rafael Martins, Paolo Hurtado e Raphinha.

Onze do FC Porto: Iker Casillas, Maxi Pereira, Iván Marcano, Felipe, Alex Telles, Danilo Pereira, Héctor Herrera, André André, André Silva, Soares e Yacine Brahimi.

Tratava-se de um jogo decisivo para o FC Porto, um teste à capacidade da equipa em aguentar a pressão. No entanto, o jogo a meio da próxima semana para a Liga dos Campeões também o é e isso ditou alguma rotação no onze de Nuno Espírito Santo. Estranhamente não houve Layún nas laterais, embora suspeite que isso teve que ver com o facto de NES ver este quarteto como a componente mais fundamental do bom momento do FC Porto. A verdade é que se houve uma constante nesta época foi a boa performance defensiva do FC Porto, algo que surpreendeu muitos, inclusive a mim próprio. Outra variável também pode explicar as alterações no onze: o desejo pela posse de bola e pelo controlo do meio-campo, algo que no ultimo jogo faltou e custou aos dragões um golo. No Vitória, destaque para a presença de Celis, jogador emprestado pelo SL Benfica, no onze inicial.

Nos primeiros cinco minutos vimos um Vitória a querer atacar e dominar e até mais forte que o Porto. Algo contrário ao que seria de esperar com o reforço que NES fez ao meio-campo. Logo de inicio ficaram patentes as dificuldades que o FC Porto ia sentir ao longo do jogo e, excetuando um remate de Maxi Pereira, os azuis-e-brancos falharam mesmo em ameaçar a baliza de Douglas nos primeiros vinte minutos. O que ficava patente é que NES havia sacrificado demasiada capacidade de construção para ganhar um pouco de capacidade de recuperação. Além do mais a equipa era incapaz de beneficiar do acréscimo de poder de recuperação por via da ausência da capacidade de construir em meio-campo ofensivo. No entanto, numa jogada em que o FCP subiu muito as linhas, conseguiu circular, colocou a bola em Telles que brilhantemente se liberta do seu oponente, cruza para André Silva que amortece para a pequena área, onde aparece Soares que mata o nulo. NES encontrou mesmo a matreirice e o veneno no universo dos seus desenhos e está a passar isso para a equipa. Isso ou Soares era a cobra que lhe faltava. O tempo dirá. Entretanto, o que interessa é só uma coisa: este dragão é mortífero. Perto dos 45, Raphinha causou arrepios. O brasileiro dançou fora da área entre os centrais e depois rematou forte, valeu que saiu ao lado porque Casillas estava batido.

Os primeiros minutos da segunda parte foram essencialmente o espelho da primeira: Vitória com mais capacidade para ter a bola e o FC Porto a tentar recuperar rápido e apanhar os vimaranenses desequilibrados. Porém com o passar dos minutos foi ficando claro que os dragões tinham mais espaço para o contra-ataque fruto da procura mais intensa do golo por parte dos homens de Pedro Martins. Aos 52 minutos, o VSC ameaçou mesmo a baliza de Casillas através de um cruzamento para a área. Aos 54 e aos 55 minutos, duas iniciativas em contra-ataque do FC Porto, mas falhou o acerto no momento do ultimo passe.  Aos 57, não falhou, pois, o cruzamento de Telles foi ótimo, mas foi excecional Pedro Henrique no corte. Afinal o brasileiro é indiscutível para Pedro Martins e um dos treze totalistas da liga inteira. Era um jogo cada vez mais partido como exemplificaram as jogadas de ataque e contra-ataque imediato do minuto 59. Aos 61, Bernard pontapeou André André e viu um amarelo que podia e devia ter sido um vermelho. A verdade é que apesar de o FCP ter ficado mais perigoso no contra-ataque, também o Vitória causava mais calafrios aos dragões. Aos 64 minutos vimos as primeiras mexidas, Corona por Silva e Sturgeon por Bernard. Com as alterações, NES transforma o seu 4-4-2 num 4-3-3 com Corona na direita. Aos 69, o FCP fez uma boa jogada de envolvimento e insistência, mas faltou o remate. Minutos antes também Felipe falhou o remate num lance de bola parada, algo pouco habitual para o brasileiro. Aos 73, Douglas fez uma excelente defesa na sequência de um remate acrobático de Danilo após o canto e impediu o golo. Aos 75, Soares fez um grande passe em profundidade para Jota que recebeu bem, mas rematou mal e falhou o golo da tranquilidade. Diogo Jota, que tinha entrado para o lugar de Brahimi aos 74, tentou novamente três minutos mais tarde, mas dessa vez o remate saiu ao lado. Dessa vez foi Herrera a fazer um passe magistral. Estava mais confortável e perigoso o FCP no 4-3-3. NES iria esgotar as substituições ao minuto 82, fazendo entrar Óliver para o lugar de André André. Aos 85 minutos, Jota não falhou e deu a tranquilidade pela qual NES ansiava.  Telles intercetou uma reposição de Douglas, lançou o jovem português em profundidade e dessa vez o remate deste só parou nas redes. Fez-lhe bem o banco.

Quando o apito final soou ficava uma ideia muito clara: os homens de Pedro Martins dominaram em muitos aspetos o jogo, mas a capacidade venenosa que o FCP teve ao capitalizar nas poucas oportunidades que teve fizeram a diferença. Além disso o Vitória falhou muito no capitulo do remate e do último passe.

Barcelos vence Porto em segunda parte frenética

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Cabeçalho modalidadesO jogo que abriu a primeira jornada da segunda volta do campeonato nacional de hóquei em patins colocou frente a frente os históricos OC Barcelos e o FC Porto, para mais um clássico da modalidade. Num pavilhão municipal de Barcelos quase cheio, a única zona com espaço era a reservada a adeptos dos dragões.

O Óquei, que não pode contar com Álvaro Morais “Alvarinho” devido a estar emprestado pelo Porto, conseguiu virar o jogo e vencer os azuis e brancos por 4-3.

Numa primeira parte pouco emotiva, o encontro esteve bastante equilibrado, com ambas as equipas a procurarem ataques mais longos, o que raramente resultava em lances de perigo para as redes adversárias. Apenas em alguns momentos do jogo havia algum lance de maior perigo, na maior parte das vezes de seticadas de meia distância, embora nada que causasse grande incómodo a Ricardo Silva ou a Nélson Filipe, guarda-redes do Barcelos e do Porto, respetivamente.

Chegado o período de intervalo, não era de estranhar que o marcador continuasse a zeros. Espelho de uns primeiros vinte e cinco minutos de jogo equilibrados, sem grandes oportunidades de perigo e onde, tanto o Barcelos como o Porto, pouco arriscaram na procura do golo. Restava agora esperar que a segunda metade do jogo fosse muito melhor que a primeira, o que se confirmou.

A segunda parte começou de modo bem mais interessante que a primeira. Logo aos sete segundos, o Barcelos cometeu a sua 10ª falta. No livre direto correspondente, Hélder Nunes não vacilou e abriu o ativo.

O Óquei reagiu e foi à procura do empate, o que não demorou muito a surgir. Pouco depois dos primeiros três minutos do segundo tempo, Luís Querido, capitão do Barcelos, passou a linha de meio campo e disparou um míssil, que só parou no fundo das redes da baliza portista. Estava feito o empate.

A festa do povo, os golos, finalmente começava a aparecer e, pouco depois do empate dos da casa, o Porto voltou a passar para a frente do placard. Após um contra-ataque de três para dois, Hélder Nunes aproveitou uma descoordenação da defensiva do Barcelos para fazer o 2-1 para os dragões.

Depois de uma primeira parte sem qualquer golo, assim como sem grandes oportunidades de perigo, bastaram quase cinco minutos da segunda parte para se marcarem três. Para além deste fator determinante para o resultado e maior ligação do público ao jogo, o ritmo era alto e as oportunidades para as duas equipas sucediam-se. Todos os ingredientes estavam a postos para uns restantes vinte minutos muito emocionantes.

Pouco depois do segundo golo dos azuis e brancos, o Barcelos beneficiou da 10ª falta portista. Luís Querido, jogador especialista em lances de bola parada, tentou bisar no encontro, mas Nélson Filipe, com uma enorme defesa, evitou novo empate no marcador.

Liverpool FC 2-0 Tottenham Hotspur FC: Mané contra a crise

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Cabeçalho Liga Inglesa

Só deu Liverpool; só deu Mané. No jogo grande da jornada, a equipa de Merseyside bateu o Tottenham por duas bolas a zero e deu um pontapé na crise. Os reds fizeram uma grande primeira parte, aproveitaram o desnorte defensivo dos spurs e, com Mané em grande destaque, ganharam pela primeira vez para a liga inglesa em 2017.

Desde cedo que a equipa da casa mostrou as suas intenções no jogo. Através de uma grande dinâmica dos seus homens da frente, imprimia uma grande velocidade e vivacidade ao ataque dos reds e, depois de algumas ameaças, inaugurou o marcador ao minuto 16’.

O Tottenham, a jogar com a defesa muito adiantada – estratégia que lhe saiu cara –, deixou espaço nas costas e Mané, depois de um grande passe de Winaldum, isolou-se, e no frente a frente com Lloris não perdoou. Um golo clássico dos homens de Liverpool a deixar Anfield Road em delírio.

Volvidos apenas dois minutos, novo golo. Mais um do Liverpool; mais um de Mané. Perda de bola comprometedora de Dier; Lallana surgiu com espaço na direita, rematou, Lloris defendeu, Firmino na recarga voltou a permitir a defesa do guardião francês, mas à terceira Sadio Mané não perdoou e bisou na partida, aumentando a vantagem da turma orientada por Klopp.

Viviam-se minutos frenéticos na partida e o Tottenham não conseguia assentar o seu jogo, estando mesmo na iminência de sofrer mais um par de golos, com Mané – sempre ele – a obrigar Hugo Lloris a duas excelentes defesas – a segunda é uma parada monumental.

Só ao minuto 26’ é que a equipa de Mauricio Pochettino conseguiu incomodar verdadeiramente Mignolet, mas o guardião belga, perante Son, fez a mancha e impediu os spurs de reentrarem na discussão da partida.

Até ao intervalo, a toada do jogo não se alterou muito, mas não houve mais nenhum lance de grande perigo, com exceção para um livre de Eriksen que passou perto do alvo e uma transição ofensiva do Liverpool – mais uma  –, que Coutinho não aproveitou da melhor maneira.

Uma vitória que se ajustava, dado o que se passou no primeiro tempo. O Tottenham, a jogar com um bloco defensivo muito alto, convidou os homens de Klopp a jogarem o tipo de jogo de que mais gostam – transições ofensivas muito rápidas e aproveitamento dos espaços nas costas da defesa.

Destaque claro para Sadio Mané, que tanta falta fez ao Liverpool enquanto esteve na CAN. O senegalês deu muitos problemas à defesa contrária, principalmente a Davies, que ficou muito mal na fotografia.

Na segunda parte, o ritmo do jogo baixou, e a partida deixou de ser tão entusiasmante. O Liverpool, com o jogo no bolso, limitou-se a gerir as incidências do encontro e deixou de procurar o golo de forma tão incessante. Por sua vez, o Tottenham nunca conseguiu demonstrar os pergaminhos necessários para tirar algo mais deste jogo. Com exceção de um lance em que Coutinho surgiu com espaço à entrada da área e rematou ligeiramente ao lado, os guarda-redes de ambas as equipas não mais voltaram a ser incomodados.

No final, vitória justa do Liverpool, que volta assim às vitórias na Premier League, ao contrário da equipa londrina, que fez uma exibição bastante pálida.

Vitória FC 0–0 GD Chaves: Vitória à Barra

Cabeçalho Futebol Nacional

Numa tarde fria e chuvosa, os sadinos não deixaram de comparecer à partida entre o Vitória FC e o GD Chaves. Ambas as equipas entraram em campo com 28 pontos e na máxima força.

Num início de jogo muito interessante, como se previa, João Carvalho criou o primeiro lance de verdadeiro perigo aos sete minutos. O remate ao lado foi o suficiente para assustar a baliza do camisola um do Chaves. Perto do quarto de hora, Nuno Santos, numa jogada notória, tentou fazer um “chapéu” a António Filipe, mas a bola bateu na barra. Seria um golo fenomenal por parte do extremo sadino.

Até à meia hora o Vitória era a equipa dominante, com passes corretos, velocidade e ataques perigosos. A partir daí, o Chaves conseguiu subir no terreno, no entanto o jogo tornou-se mais agressivo, com muitas faltas, o que contribuiu para a quebra do ritmo de jogo. Aos 38 minutos, ambas as equipas já estavam amareladas: Costinha do lado do Vitória e Pedro Tiba do lado do Chaves.

As equipas recolheram ao balneário e deixaram um jogo muito menos interessante que aquele para o qual entraram. Os últimos 15 minutos ficaram marcados pelas sucessivas faltas e paragens.

A segunda parte começou como terminou a primeira. Dez minutos após o início dos segundos 45’, o Vitória conseguiu voltar a assumir-se no jogo, à semelhança do que fez na primeira meia hora. O primeiro remate de grande perigo surgiu aos 59 minutos por parte de João Carvalho, mas, mais uma vez, a barra foi o pior inimigo dos sadinos. As duas maiores oportunidades da equipa da casa, que, caso se concretizassem, seriam golos fenomenais, foram barradas. Faltou uma pontinha de sorte aos homens de José Couceiro. Ricardo Soares queria mais da equipa e realizou dupla substituição aos 65 minutos. Tirou Braga e Fábio Martins para dar lugar a Davidson e William, respetivamente.

Os flavienses agradeceram aos adeptos que visitaram o Bonfim Fonte: GD Chaves
Os flavienses agradeceram aos adeptos que visitaram o Bonfim
Fonte: GD Chaves

Pela primeira vez no jogo, e já com Amaral em campo, o Chaves levou perigo à baliza de Bruno Varela, mas a bola passou ao lado. De seguida, Perdigão rematou obrigando o guardião sadino a fazer a primeira grande defesa da tarde. Com 75 minutos jogados, o Vitória e a equipa visitante iam trocando a dominância. Thiago Santana foi lançado no jogo, para o lugar de Nuno Santos que realizou uma excelente partida, principalmente nos primeiros 45’.

O juiz da partida, Fábio Veríssimo, deu quatro minutos de compensação. Na parte final do jogo, o Chaves pressionou o Vitória, tentou chegar ao golo, mas sem sucesso. Nos contra-ataques os sadinos tentaram chegar ao tão desejado golo, mas os flavienses não o premitiram.

O jogo terminou mesmo com um empate a zeros. Em seis pontos possíveis, os homens de Couceiro fizeram apenas um e continuam sem atingir o principal objetivo do técnico: os 30 pontos. Uma nota aos fieis adeptos do Chaves que realizaram uma longa viagem e marcaram presença no Bonfim nesta tarde fria e molhada.

Foto de Capa: Bola na Rede

Top 10: Os Empréstimos do Benfica

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Que o Benfica é competente na descoberta e na lapidação de pequenos grandes talentos não é novidade. Mas também temos de reconhecer a sua pontaria tão afinada na contratação de algumas (muitas) promessas que, depois de feitas as contas, não passam de flops bem carimbados na memória dos adeptos. E, obviamente, não é pelos brilharetes que fazem ao serviço do Clube, mas, sim, pela quantidade de empréstimos que lhes são adicionados aos currículos, ou por se tornarem nuns bons aquecedores humanos de bancos e bancadas (ou nem isso). Vejamos alguns dos casos mais marcantes.

10.º – César

Fonte:; SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Chegou à Luz em 2014 e Jorge Jesus deu-lhe algumas oportunidades no eixo da defesa central. Pouco sucesso fez e, na mesma época, chegou até a jogar pela equipa B. Em 2015 rumou ao Flamengo, a título de empréstimo e esta época regressou a Portugal para ser cedido ao Nacional, estando a cargo do Benfica metade do seu salário. Com 24 anos, ainda vai a tempo de regressar aos encarnados ou está destinado a saltar de empréstimo em empréstimo até um desvinculo final?

FC Porto B 0-1 SC Freamunde: Tanta crueldade!

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Não está fácil a vida para o atual campeão da Ledman Liga Pro. A equipa B do FC Porto experienciou esta tarde a cruel sensação de derrota num jogo em que, apesar de não ter feito uma grande exibição, foi bastante superior ao seu adversário. A sorte foi madrasta para os azuis e brancos, que viram, por duas vezes, a bola embater nos ferros da baliza de Marco. São já cinco jogos consecutivos sem conhecer o sabor da vitória. O cenário de despromoção começa a ganhar forma.

Com Rui Pedro de início, um reforço de “última hora” vindo da equipa A, António Folha apresentou o melhor figurino na busca pelos três pontos que se exigiam. Assim, os dragões apareceram no tradicional 4-3-3 com Gudiño no lugar do lesionado João Costa; Dalot, Jorge Fernandes, Chidozie e Fernando Fonseca na defesa; o trio composto por Omar Govea, Chico Ramos e João Graça a comandar as operações no meio campo; e no ataque, Ismael Diaz e Galeno no apoio ao ponta de lança Rui Pedro. Por seu lado, Ricardo Chéu pretendia transportar para este jogo os dividendos da vitória (3-1) diante do Cova da Piedade e arrumou o onze num 4-2-3-1 de tração atrás: Marco na baliza; quarteto defensivo com Mica, Luís Pedro, Paulo Grilo e o experiente Raínho; no meio campo, Rui Sampaio e Leandro Pimenta funcionavam como destruidores de jogo e Fausto, médio mais adiantado, foi apoiando, sempre que possível, a manobra ofensiva, juntamente com os avançados Diogo Valente, Hassan e Diogo Ramos.

Numa primeira meia hora sem motivos de grande interesse, tanto FC Porto como Freamunde aproveitaram para se habituarem às disposições das equipas em campo. Os anfitriões detinham a iniciativa, mas os “capões” espreitavam, de vez em quando, a oportunidade perfeita para explorar as costas da defensiva portista. Nesse aspeto particular, Diogo Valente, Raínho e Fausto destaparam algumas fragilidades defensivas do jovem Dalot, que viu a sua faixa ser a eleita para a maior parte dos ataques do Freamunde durante a etapa inicial. Ainda assim, nada a registar durante este período. No quarto de hora final surgiram, enfim, os lances de perigo. Primeiro Rui Pedro, isolado por Graça, atirou fraco para defesa de Marco. Na resposta, Diogo Valente aproveitou uma segunda bola vinda de um pontapé de canto para encher o pé e obrigar Gudiño à primeira grande defesa da tarde. A fechar o primeiro tempo, através de um contra ataque rápido, Ismael Diaz viu o seu remate ser travado por um defesa e foi Dalot que, com ângulo apertado mas numa posição ainda assim favorável, enviou a bola ao ferro.

Rui Pedro não conseguiu dar os três pontos ao FC Porto Fonte: FC Porto
Rui Pedro não conseguiu dar os três pontos ao FC Porto
Fonte: FC Porto

Na etapa complementar, o domínio dos dragões acentuou-se e as oportunidades sucederam-se. Contudo, o discernimento no último terço do terreno não era muito e o golo teimava em não aparecer. Ruben Macedo, que entrara entretanto para o lugar de Ismael, desperdiçou uma soberana oportunidade em frente a Marco. Também Chidozie, na sequência de um pontapé de canto, saltou mais alto que os demais e cabeceou, mais uma vez, ao poste. Azar para os dragões que pareceram, desde aí, dominados pela descrença. As tentativas de Folha de acrescentar fulgor à equipa com as entradas de Areias e Fede Varela não surtiram o efeito desejado e o resto da história deve à experiência dos forasteiros um final feliz. Aos 87 minutos, Luis Pedro, de cabeça, na sequência de um canto, concretiza aquilo que havia tentado minutos antes. Um cabeceamento como mandam as regras, de cima para baixo, sim hipóteses para o guardião mexicano. Estava dada a machadada final nas aspirações de uma equipa que conheceu, hoje, a dura realidade que assola aqueles que não aproveitam as oportunidades de que dispõem.

Foto de Capa: FC Porto

Top 10: Os melhores árbitros portugueses no século XXI

Cabeçalho Futebol Nacional

Os árbitros são um assunto tabu para muita gente. E a arbitragem portuguesa neste século tem sido marcada por várias polémicas, nomeadamente o Apito Dourado.

Contudo, a arbitragem portuguesa não é nem merece ser falada apenas por maus motivos. Os árbitros, tal como todos os intervenientes num jogo de futebol, são humanos e cometem erros. É impossível um árbitro acertar em todas as dezenas ou centenas de decisões que tem de tomar num jogo de futebol. Nos últimos anos, também temos tido árbitros que se notabilizaram no futebol nacional e internacional e como tal, virei aqui elaborar o meu top-10 dos melhores árbitros nacionais no século XXI.

Antes de mais, também quero informar, que este top é baseado na minha opinião, evitando polémicas e clubismos.

Menções Honrosas

Pedro Henriques: ex-árbitro da AF Lisboa, foi promovido à primeira categoria em 2002 e na sua primeira época no escalão máximo, arbitraria a final da Taça de Portugal entre o FC Porto e a UD Leiria. Arbitrou três jogos entre o Benfica e o Sporting na sua carreira, tendo sido dos árbitros nacionais mais reputados do seu tempo. Mas a ausência de jogos internacionais deixa-o fora do top. No entanto, seria estranhamente despromovido em 2010, mesmo com a Federação Portuguesa de Futebol a atribuir-lhe o primeiro lugar na classificação da época, decisão que levou à sua retirada. Já foi comentador de arbitragens na TVI e agora desempenha as mesmas funções na Sport TV.

Paulo Paraty: ex-árbitro da AF Porto, foi também um dos mais conhecidos do seu tempo. Apitou alguns dérbies na sua carreira, entre os quais o SL Benfica vs Sporting em 2004/2005 que os encarnados venceram com um controverso golo de Luisão a menos de dez minutos do final da partida, resultado que deixaria o Benfica a um passo de acabar com a seca de campeonatos que durava desde 1994. Retirou-se em 2008 e acabaria por falecer no dia 4 de Maio de 2016, vítima de cancro.

Paulo Paraty marcou a arbitragem em Portugal Fonte: Federação Portuguesa de Futebol
Paulo Paraty marcou a arbitragem em Portugal
Fonte: Federação Portuguesa de Futebol

Fábio Veríssimo: formado na AF Leiria, Fábio Veríssimo é na minha opinião um dos árbitros mais promissores em Portugal e na Europa. Foi promovido à primeira categoria em 2014/2015, com a Federação Portuguesa de Futebol a classifica-lo em oitavo lugar na sua época de estreia na primeira divisão. Em 2015/2016, arbitrou a sua primeira final da carreira: a final da Taça da Liga entre o SL Benfica e o CS Marítimo. Tornou-se internacional em 2015. A confirmar o seu potencial, certamente marcará presença neste top daqui a uns anos.

Girabola: A Tragédia de Uíge

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Cabeçalho Futebol Internacional

O dia 10 de fevereiro de 2017 tinha tudo para ser um dia de festa na província do Uíge: o Santa Rita de Cássia fazia o seu jogo de estreia no principal campeonato angolano de futebol, exatamente dois anos após a sua fundação em 2015, frente ao candidato ao título Recreativo do Libolo. Num duelo disputado entre equipas treinadas por portugueses – Sérgio Traguil do lado da casa e Vaz Pinto do lado visitante, a partida marcou o arranque do Girabola’17, embora o clima de festa rapidamente deu lugar à tragédia e ao drama: pelo menos 17 pessoas morreram, após tentarem entrar forçosamente no Estádio 4 de Janeiro para assistir ao jogo.

Com início marcado para as 14h, o encontro inaugural da 39.ª edição do Girabola era histórico para o conjunto da casa, visto que, em tão pouco tempo de existência, tinha feito a proeza de alcançar duas subidas consecutivas de divisão, o que valeu à equipa do Uíge a oportunidade de poder fazer parte da elite dos 16 clubes que disputam o campeonato mais importante de Angola. A partida começou a um ritmo frenético, com os adeptos presentes nas bancadas a fazerem uma enorme festa desde o apito inicial do árbitro, até que aos 7’ o encontro em si deixou de ser o mais relevante, com o pânico nas bancadas a vir ao de cima. Um grupo de cerca de 100 adeptos tentou entrar no estádio onde se estava a realizar o encontro, o que acabaria por forçar um dos portões de acesso às bancadas, originando a queda de outros adeptos que foram posteriormente pisados no meio da confusão.

Adeptos forçaram a entrada e o resultado foi devastador Fonte: JC Online
Adeptos forçaram a entrada e o resultado foi devastador
Fonte: JC Online

De acordo com a imprensa local, a Polícia presente no estádio e em número considerado aceitável fez tudo o que estava ao seu alcance para impedir a entrada deste grupo de adeptos, embora sem o sucesso desejado. Para além das 17 mortes verificadas, cerca de 60 pessoas ficaram feridas, sendo que cinco se encontram em estado grave. O estádio que havia sido escolhido pelo Santa Rita para a realização das suas partidas em casa para a Liga, foi considerado como “Apto” pelos inspetores da Federação Angolana de Futebol (F.A.F.) na semana anterior ao início do Girabola, tendo capacidade para cinco mil espetadores, embora no dia estivessem presentes nas bancadas o dobro da capacidade, muito por culpa da ânsia em querer presenciar de perto o regresso da Festa do Futebol à província do Uíge.

Quanto ao jogo em si, terminaria com a vitória por 0-1 do vencedor da Taça de Angola de 2016, o Recreativo do Libolo, com o golo a ser apontado por Viet. Durante os 90’, a equipa do português Vaz Pinto e que conta com nomes bem conhecidos do público português, como Ricardo Batista e Hélio Roque, dominou por completo a equipa estreante no Girabola, embora não tenha conseguido concretizar as inúmeras ocasiões que dispus para alargar a vantagem. Com esta vitória, o ex-campeão angolano inicio da melhor forma a sua caminhada rumo ao título, que perdeu na época passada para o 1.º de Agosto.

Por vezes, no futebol, o que mais importa, tanto para os clubes e como para os adeptos, são os resultados obtidos. Ora, o dia 10 de fevereiro foi um dia em que o jogo jogado e o resultado final foram o menos importantes, devido à grave situação verificada nas bancadas do Estádio 4 de Janeiro. A tragédia abalou o início de mais uma edição do Girabola, campeonato que pode muito bem ser adjetivado como a Festa do Futebol, embora o dia de ontem tenha sido um dia de profunda tragédia e tristeza para o futebol angolano. Em nome de toda a equipa do Bola Na Rede, quero endereçar as minhas condolências às famílias dos adeptos que faleceram no local do encontro e desejar as rápidas melhoras às pessoas que se saíram feridas desta triste ocorrência.

Foto de capa: SportArena.com

Missão Cumprida! Portugal garante a manutenção no Grupo I da Fed Cup

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Cabeçalho modalidadesOs dias 8 a 11 de fevereiro de 2017 foram marcados por grandes, mas esperadas, dificuldades para a seleção portuguesa de ténis feminino composta por Michelle Larcher de Brito, Inês Murta, Francisca Jorge e Rita Vilaça. Sabia-se que a luta pela manutenção no Grupo I da zona euroafricana da Fed Cup não seria fácil e que as equipas adversárias contavam, na generalidade, com tenistas mais cotadas no ranking WTA do que aquelas que compunham a seleção portuguesa.

Após derrotas frente às seleções da Grã-Bretanha e da Letónia (por 0-3), bem como contra a seleção da Turquia (por 1-2), Portugal acabou por garantir hoje a vitória frente à Bósnia e Herzegovina no play-off de manutenção por 2-1 e, desse modo, cumpriu a missão de permanência no Grupo I da Fed Cup a que inicialmente se propôs. Na competição a seleção portuguesa somou um total de três vitórias e nove derrotas registo que, não sendo brilhante, foi suficiente para dar resposta às aspirações lusas.

Individualmente o destaque vai para Michelle Larcher de Brito, tenista sempre muito criticada pelos amantes de ténis em Portugal mas que se apresentou na competição ao seu melhor nível. Venceu dois encontros, frente a Dea Herdzelas (473ª no ranking WTA) e Cagla Buyukakcay (86ª), tendo apenas sido derrotada por duas tenistas do top-50 mundial: Jelena Ostapenko (35ª) e Johanna Konta (10ª). Com este desempenho Larcher de Brito afirma-se cada vez mais, aos 24 anos, como a melhor tenista portuguesa de sempre, tornando-se na jogadora com mais vitórias em encontros de singulares na Fed Cup ao serviço da seleção de Portugal (ultrapassando Sofia Prazeres, a anterior recordista).

 Fonte: Michelle Brito
Fonte: Michelle Brito

Também Inês Murta, frequentemente criticada ao longo dos últimos dias, alcançou a sua primeira vitória na competição aos 19 anos de idade. É certo que foi derrotada em três encontros mas, no único em que teve a oportunidade de defrontar uma adversária que ocupa uma posição semelhante à sua no ranking WTA (Jelena Simic, 551ª da hierarquia mundial), a tenista portuguesa foi dominadora e acabou por vencer por 6-4 e 6-0. Para Francisca Jorge e Rita Vilaça, convocadas pela primeira vez para a Fed Cup, esta foi a sua oportunidade para se estrearem na prova pese embora não tenham vencido qualquer encontro.

Destes quatro dias de competição fica uma boa notícia para o ténis feminino português (a manutenção no Grupo I da zona euroafricana da Fed Cup) e, sobretudo, algumas questões para o futuro da modalidade em Portugal. Desde logo fica claro que as tenistas portuguesas e, em especial, Michelle Larcher de Brito, não merecem ser alvo de críticas tão duras quanto aquelas que têm sido publicadas, sobretudo nas redes sociais, ao longo dos últimos dias. No caso de Larcher de Brito pode até dizer-se que, pese embora algumas opções de carreira duvidosas e um percurso que não tem correspondido totalmente às (demasiado) elevadas expetativas que em 2013 (após vencer Maria Sharapova em Wimbledon) lhe foram colocadas, ficou claro que esta tem um nível tenístico compatível com a ocupação de um lugar no top-100 mundial.

De igual modo, mais importante do que criticar as tenistas portuguesas é refletir acerca das condições que lhes são disponibilizadas para a prática da modalidade (com a exceção de Michelle Brito). Importa questionar os patrocínios existentes e se esses mesmos patrocínios permitem cobrir os gastos associados à participação das atletas em torneios (sobretudo internacionais); importa questionar o número de torneios ITF que se realizam em Portugal na vertente feminina, sabendo que estes são extremamente importantes para a evolução das jogadoras; importa questionar a excessiva centralização dos centros de treinos; e, finalmente, importa questionar a profissionalização das atletas, na medida em que algumas delas (como é o caso, por exemplo, de Rita Vilaça) conjugam a carreira desportiva com a frequência escolar/académica.

Foto de capa: Michelle Brito