No defeso quando foi anunciada a contratação de NES não fiquei esfuziante de alegria, também não tinha nada contra mas era um treinador e uma personalidade que não me cativava particularmente.
Mas como ao contrário da maioria dos apaixonados por Futebol não sou adepto de crítica fácil e por norma dou sempre o benefício da dúvida aos treinadores, tento analisar cuidadosamente o seu trabalho e depois tirar as minhas conclusões.
Momento da apresentação de NES aos sócios do FC Porto Fonte: FC Porto
O cenário encontrado por NES era complicado, uma equipa que vinha de três épocas pouco conseguidas, um plantel jovem e com varias caras novas, um clube que financeiramente não tem disponibilidade para grandes investimentos, e os rivais mantiveram uma base forte da última época. Atendendo a isto baixei as minhas expetativas, era o ano zero na construção de uma nova filosofia no Dragão.
Teve um início de época complicado, apesar de eliminar os Italianos da Roma os adeptos e a comunicação social tinham muita desconfiança e as críticas eram constantes, na minha opinião completamente injustas.
O Sporting Clube de Portugal tem vivido um período atribulado nos últimos tempos, dentro de campo. Um dos fatores que leva a isso é a instabilidade defensiva. É esse tema que irei focar nas próximas linhas.
Os leões já disputaram 33 partidas esta temporada, tendo sofrido 34 golos, ou seja, tem uma média superior a um golo sofrido por jogo. Como é fácil de perceber, estes números são graves para uma equipa que quer ser candidata ao título. No que toca apenas ao campeonato, a comparação com a época passada é ainda mais escandalosa. Nos vinte encontros realizados esta temporada na Liga NOS, o Sporting já sofreu mais golos do que em todo o campeonato passado. Desde agosto, os “verde e brancos” já sofreram 22 golos no campeonato, perante os 21 da temporada transata. Isto explica muito do insucesso leonino nesta Liga, pois os dois outros candidatos (Benfica e FC Porto) têm, juntos, 23 golos sofridos. Quer isto dizer que o Sporting tem quase tantos golos sofridos esta época na Liga como os dois rivais juntos. Algo impensável no início da temporada.
Schelotto foi um dos elementos comuns entre os quartetos defensivos das últimas duas épocas Fonte: Sporting CP
Mas afinal, o que é que mudou em relação à época passada? No papel mudou pouca coisa, dado que a defesa do Sporting no final da época passada era composto por jogadores que permanecem no clube esta época, com Rui Patrício na baliza, Schelotto na direita, Zeegelaar na esquerda, e Coates e Ruben Semedo como centrais. Assim sendo, esta quebra pode ter sido motivada por fatores como a quebra de forma dos jogadores ou o falhanço tático e estratégico do treinador na abordagem às partidas. Se, por um lado, é claramente visível que Marvin Zeegelaar não tem capacidade para ser o lateral esquerdo de uma equipa grande, também é verdade que a culpa pode ser do treinador. E porque é que pode ser do treinador? Porque não foram só estes jogadores que compuseram os quartetos defensivos do Sporting esta época. Nos 33 jogos que os leões já fizeram esta temporada, já vimos Beto e Rui Patrício na baliza, João Pereira, Schelotto e Ricardo Esgaio como laterais direitos, Paulo Oliveira, Coates, Ruben Semedo e Douglas como centrais, Jefferson, Zeegelaar, Bruno César e o mesmo Esgaio como laterais esquerdos. Assim sendo, a culpa não pode ser só dos jogadores.
Para inaugurar a 21.ª jornada da Liga NOS, o campeão em título recebia, em sua casa, a equipa do Arouca. Lito Vidigal, treinador da equipa adversária, cumpria o seu último jogo ao comando da turma do Norte e aspirava pontuar de forma a despedir-se da melhor forma do comando do plantel que vestia de azul e amarelo.
O Benfica tinha a obrigação de ganhar para não oferecer a hipótese ao FC Porto de passar para a liderança do campeonato. Com isto em mente, a equipa entrou forte no jogo, com a mentalidade (como sempre) de o ganhar.
O Arouca tentava criar perigo à baliza orientada por Ederson, mas os encarnados mostravam-se sempre superiores ao longo do terreno de jogo e a bola tendia a ficar nos pés da equipa da Luz, combinando ataques, na ânsia de inaugurar o marcador. Mitroglou viu um golo ser anulado por fora de jogo de Jonas, que o assistia para o primeiro tento do jogo.
Porém, pouco tempo passou até esse feito ser concluído com sucesso. Aos 25 minutos, com assistência de Jonas para Kostas Mitroglou: o brasileiro cruzou do flanco direito para a cabeça do grego, que saltou mais alto que os dois centrais do Arouca e abriu o marcador.
O Arouca continuava sem conseguir ser superior aos pupilos de Rui Vitória, que continuavam a pressionar para o segundo golo, de forma a dar uma vantagem mais descansada aos adeptos que visitaram o Estádio da Luz.
Passados 10 minutos do primeiro golo, novamente Mitroglou conseguiu colocar a bola nas redes adversárias. Eliseu assistiu num ataque ofensivo rápido, atrasando a bola para o número 11 do Benfica que finalizava de pé esquerdo para o golo aliviante dos encarnados.
O Benfica dominava completamente a partida mas, depois do segundo golo, o Arouca despertou e esteve mesmo perto do golo. No lance seguinte, Ederson é expulso por derrubar Mateus fora da área. A decisão de expulsar o guarda redes do Benfica foi feita pelo árbitro assistente, que admitiu que o brasileiro impedia uma clara oportunidade de golo. Júlio César entrou para a baliza encarnada e o Benfica jogou o resto do jogo com 10 jogadores.
O intervalo chegava com o Arouca a pressionar mais o Benfica, que dominou toda a primeira parte e que se vê a sair para os balneários com 10 unidades em campo, apesar da vantagem de duas bolas.
No regresso ao jogo, o Benfica mantinha o sistema tático do 4-4-2, mas modificado para a falta de Mitroglou que, inglório, saiu para dar lugar ao guarda redes Júlio César. Assim, Jonas ficava sozinho na frente.
Embora com menos um jogador que o Arouca, o Benfica não tardou em fazer o terceiro golo da partida. Belo gesto técnico de Carrillo na área do Arouca, picando a bola por cima do guarda-redes, após Pizzi isolar o camisola 15 para a finalização.
Estava feito o 3-0 e o Arouca pouco tinha a perder. O Benfica desceu as linhas devido à larga vantagem e entregava a posse à equipa visitante, que se mostrava mais perigosa. Os encarnados procuravam agora jogar num estilo de contra ataque, fruto da minoria de unidades em campo.
O Arouca foi crescendo na segunda parte e levou perigo à baliza agora defendida por Júlio César. André Santos e Tomané insistiam no remate e Kuca esteve perto de marcar de cabeça, não fosse o desvio de Nélson Semedo para Júlio César. Lance algo confuso, mas perigoso.
O jogo tornava-se morno por esta altura, com o resultado final praticamente delineado. O Arouca continuava a insistir, mas nada que fizesse entusiasmar em demasia a partida. O Benfica ainda teve oportunidade para fazer o 4-0, mas a história do jogo já há muito tinha sido escrita.
Na pior casa do Benfica esta época, cerca de 46 mil espetadores, o Benfica avança três pontos na tabela classificativa e pressiona o FC Porto a ganhar em Guimarães. Está a quatro pontos dos azuis e brancos, embora tenha mais um jogo. Garante, contudo, mais uma jornada no topo da Liga NOS 2016/17.
Muito já se escreveu sobre as declarações de Jorge Jesus no final do último jogo do Sporting. No entanto, e apesar de algumas das coisas que aqui irei referir já terem sido ditas e desmistificadas, ainda quero voltar ao assunto pela importância das mesmas a vários níveis.
O que Jorge Jesus disse no final do jogo sobre João Palhinha pode ter várias interpretações, e todas elas já foram expostas, defendidas, e bem argumentadas. Todas têm verdade nos argumentos utilizados, e só daqui a algum tempo se poderá dizer qual verdade é a verdade. Porque o que disse o treinador do Sporting, devido à sua deficiente comunicação, pode ter várias leituras (se bem que até o melhor comunicador pode ser entendido de várias formas, dependendo de quem o está a ouvir, e com que intenção o ouve) e ele, ao proferi-las, não sabe qual a interpretação que o jogador fará.
Como cada um é como cada qual, uma mensagem pode ser estimulante para uma pessoa, e pode resultar no contrário para outra. Assim, Jorge Jesus, naquele momento só teria que não individualizar, e querendo passar mensagem ao Palhinha (a ele a a toda a equipa, porque na primeira parte não foi só Palhinha que falhou) só teria que o fazer no treino do dia seguinte, ou durante a semana. Ou quando se foi abraçar ao Casillas, teria sido bem mais proveitoso um abraço ao seu jovem jogador que lutou por ele, pelo seu treinador, e pelo seu clube.
A verdade é que o treinador do Sporting não joga com estes floreados e cuidados no que toca a comunicação, pelo que não poderemos esperar mais que isto. Sabemos nós e sabem os responsáveis do clube, que já viram isto acontecer várias vezes. Como ninguém consegue alterar o modus operandi de Jesus, terá de se encontrar uma forma de ir reparando as eventuais fraturas que possam ir surgindo no grupo. E neste caso, eu iria sugerir um psicólogo que acompanhasse a equipa, e desse apoio à equipa técnica, de forma a perceber de que forma cada jogador reage ao facto de alguém colocar em cima das suas costas o resultado de um jogo tão importante para a sua equipa, ou de ver o seu treinador a passar a mensagem de que sem ele (Jesus), aquele jogador não teria a qualidade que tem.
E se o Ténis e o Squash se fundissem numa nova modalidade? Já aconteceu. Superficialmente falando, o Padel pode, de facto, ser encarado como uma fusão entre estas duas modalidades.
Mas afinal o que é o Padel?
Do Ténis herdou o sistema de pontuação, do Squash o campo rodeado por vidro. No entanto, o Padel tem vindo a trilhar o seu caminho e a revelar a sua identidade enquanto modalidade.
É jogado somente a pares, com raquetes e bolas específicas, num campo mais pequeno do que o Ténis (10m de largura por 20m de comprimento), rodeado por vidro nos topos e em parte das laterais, o que constitui um verdadeiro quebra-cabeças para quem inicia a prática da modalidade, mas que, com a prática, acaba por se tornar num desafio divertido, dado que se começa a entender os efeitos que determinados locais e ângulos têm na bola e na disputa do ponto. Assim, o vidro pode ser, simultaneamente, um forte aliado e inimigo do jogador, uma vez que pode ser utilizado por ele, imprimindo uma dinâmica muito maior ao jogo, aumentando a imprevisibilidade do ponto e os efeitos adquiridos pela bola. É esta interacção entre o jogador, a bola e o vidro que torna o Padel, a um nível competitivo, uma modalidade dotada de uma grande complexidade estratégica e táctica.
Fonte: World Padel Tour
Porquê a febre do Padel?
Divertido e viciante são dois dos adjectivos mais escolhidos pelos praticantes para caracterizar o Padel.
O primeiro contacto com a modalidade é feito, muitas vezes, através do “passa palavra” entre amigos, que se desafiam a jogar, uma vez que o Padel é conhecido pela forte componente social e propensão ao convívio entre praticantes. Por ser jogado a pares, num espaço reduzido, onde é fácil comunicar, a dimensão social tem sido, manifestamente, uma das características que tem trazido mais gente para o Padel: praticantes das mais variadas idades (dado que, a um nível mais amador, não é uma modalidade dotada de grande exigência física e técnica) e de ambos os sexos (sendo o Padel uma das modalidades que mais sucesso faz junto do público feminino).
O Padel reveste-se de uma forte componente social Fonte: World Padel Tour
O Padel tem vindo a conquistar cada vez mais pessoas, que começam sempre a um nível mais amador, dada a facilidade em iniciar a prática da modalidade, já que, inicialmente, é fácil aprender as bases do Padel, o necessário para se poder passar um tempo de lazer com amigos ou família, sendo até relativamente fácil e rápido começar a notar evolução, com o aumento da prática. É este um dos factores que faz nascer e crescer o “bichinho do Padel”, que alimenta o vício e que faz querer sempre mais, contando a modalidade com uma taxa de retenção superior a 70%, isto é, mais de 70% das pessoas que jogam Padel pela primeira vez, continuam a fazê-lo.
É deste modo que a modalidade tem crescido exponencialmente, um pouco por todo o mundo: começa a jogar-se a um nível amador, com amigos e família, nota-se evolução, com o passar do tempo, e surge a urgência de começar a treinar; com os treinos, surge a vontade e a sede da competição, começa a jogar-se em torneios, o nível começa a aumentar, a competitividade também e a profissionalização, em alguns casos, acaba por acontecer.
Na partida para a 25ª quinta jornada da liga inglesa, o Chelsea continua a sua fantástica campanha, ocupando o primeiro lugar da tabela, com uma distância pontual de nove pontos para o segundo classificado, o Tottenham. Já para os lugares de linha de água, a luta é bastante mais renhida, visto que existem apenas seis pontos a separar o 14º classificado do 18º. Espera-se, assim, um fim de semana eletrizante, bem ao estilo do futebol inglês. O jogo cartaz desta jornada é o Liverpool – Tottenham de sábado à tarde, e é esperada lotação esgotada em Anfield Road.
Arsenal – Hull
Esta é a partida que inaugura a jornada, logo no sábado de manhã. Os “gunners” vêm de duas derrotas seguidas para o campeonato e, com certeza, que irão aproveitar o fator casa para recuperar a força necessária para conseguir os três pontos. Pela frente, vão ter um motivado adversário que quer abandonar os lugares de despromoção e ir em busca de uma posição mais tranquila na tabela. Marco Silva, técnico do Hull, parece ter devolvido a crença à equipa laranja e, estes, têm correspondido com boas exibições, cheias de entrega e dedicação.
Manchester United – Watford
Espera-se que os “Red Devils” consigam alcançar a vitória sobre o 10º classificado, isto, se não querem perder de vista os lugares de acesso às competições europeias. José Mourinho vai defrontar um Watford confiante, e com duas vitórias consecutivas, mas que se apanharem Pogba, Ibrahimovic e companhia numa tarde feliz, serão facilmente batidos em Old Traford.
Middlesbrough – Everton
A equipa da casa está ansiosa por dar término à sua série de sete jogos sem vencer, mas será complicado conseguir frente a um Everton que está a fazer um campeonato bem à sua medida. Lukaku está em boa forma e, com certeza, será um perigo constante para a baliza do Middlesbrough. O avançado conta com 16 golos no campeonato, e promete marcar mais nesta jornada.
Lukaku apresenta-se nesta jornada como o melhor marcador da Premier League Fonte: Everton FC
Stoke – Cristal Palace
Nesta partida é esperada uma vitória do Stoke City na sua própria casa, frente a um adversário bastante aflito. No entanto, e por estar numa condição precária no fundo da tabela, o Cristal Palace quer pôr fim aos maus resultados e conseguir pontos que ajudem o clube a sair desta posição. Benteke tem 9 golos apontados nesta edição da liga e poderá causar dificuldades à defesa da casa.
Sunderland – Southampton
O Southampton, este ano, tem estado um pouco aquém das expectativas, pois ocupa a metade inferior da tabela, com 11 derrotas. Vai jogar ao terreno do último classificado Sunderland, e vai com o intuito de trazer os três pontos consigo para casa, visto que nos últimos cinco jogos do campeonato contam com quatro derrotas e apenas uma vitória.
West Brown – West Ham
Nomes parecidos, posições na tabela parecidas, é difícil distinguir estas duas equipas inglesas na presente temporada. O West Brown tem comprovado que é no seu estádio que se sente bem para jogar, pois é lá que conseguiu o maior número de vitórias. Já o West Ham está também a fazer um bom campeonato, mas apresenta algumas lacunas no sector defensivo. Será um jogo que poderá cair para ambos os lados, mas com um ligeiro favoritismo para o West Brown.
Liverpool – Tottenham
Jogo grande desta jornada: em Anfield, vão subir ao palco duas grandes equipas que só pensam em vencer. Os “Reds” vêm de cinco partidas sem vencer, e necessitam rapidamente de inverter a situação de forma a atingir um lugar no top 3 da tabela classificativa. Já os “Spurs” chegam ao terreno do Liverpool em excelente forma ofensiva e defensiva. São 46 golos marcados contra 16 sofridos, em 24 jornadas. Assim, é esperado um jogo bem à moda da liga inglesa, com situações de golo constantes para ambos os emblemas.
Burnley – Chelsea
Já no domingo, o líder da Premier League desloca-se à casa do Burnley com o objetivo de consomar mais uma vitória e seguir, tranquilo, no comando da tabela. Já não é novidade nenhuma que o sistema tático de Conte tem criado bastantes dificuldades aos adversários e, nesta partida, são esperadas, novamente, essas mesmas complicações para a equipa da casa. No entanto, surpresas podem acontecer, pois estamos na Premier League.
Swansea – Leicester
Apesar de não estarem nos lugares de despromoção, estas duas equipas arriscam-se a descer para esse mesmo lugar, em caso de derrota. O campeão inglês vem de quatro derrotas seguidas e está muito longe do futebol que apresentou na época anterior. Desde a saída de Kanté para o Chelsea, Claudio Ranieri ainda não encontrou um médio capaz de fazer a ligação da defesa com o ataque. Portanto, espera-se um jogo difícil para ambas as equipas, com o empate a ser o resultado mais provável.
Bournemouth – Manchester City
A jornada termina já na segunda-feira, com a deslocação da turma de Guardiola ao terreno do Bournemouth. A equipa de Manchester deverá bater facilmente o adversário que tem pela frente pois estão a atravessar uma fase instável no campeonato, com cinco jogos sem vencer. Apesar de ter uma primeira metade de campeonato meio sobressaltada, o City está agora à espera de um deslize do Tottenham em Anfield, para subir ao segundo lugar da liga inglesa.
É inegável que, sob a alçada de Nuno Espírito Santo, o FC Porto parece ter readquirido chama, espírito guerreiro e vontade de vencer. Se há mérito que o treinador dos dragões merece ver ser-lhe reconhecido, por esta altura, é este mesmo. A qualidade, a nota artística e a consistência exibicional nem sempre abundam. E, em resposta a essa carência, este FC Porto responde com doses excessivas de crer, raça e união. Se tivermos em conta todas as peripécias desde o início da época, difícil era pedir mais. Por outras palavras, diríamos que esta equipa tem fibra. Mas o que mais importa perceber, nos tempos que se avizinham, é se essa fibra é, ou não, a de campeão.
Chegados a fevereiro, ainda com 14 jogos por disputar e 42 pontos pelos quais lutar, temos um FC Porto mais do que intrometido na luta pelo tão almejado título. A caminhada não se afigura nada fácil, desde logo porque, dos jogos que ainda se disputarão, oito serão longe da fortaleza. É, essencialmente, nesse particular que reside aquele que pode ser um dos maiores problemas dos portistas. A equipa transfigura-se (para pior) quando pisa um relvado que não o do Dragão. Em nove partidas disputadas fora de casa, o FC Porto venceu apenas quatro. Excluindo os três pontos deixados em Alvalade na 3ª jornada, contam-se oito preciosos pontos desperdiçados (Tondela, Setúbal, Belém e Paços de Ferreira) e que tanta falta fariam neste momento.
Aproxima-se a fase de todas as decisões e o FC Porto não pode falhar Fonte: FC Porto
De entre as próximas saídas do FC Porto, há, claramente, a destacar o próximo jogo em Guimarães. Este será, muito provavelmente, o grande teste que determinará, ou não, a fibra de que é feita esta equipa. Desta feita, os dragões jogarão já conhecedores do resultado do rival. Voltarão as pernas a tremer ou teremos, enfim, um FC Porto firme, confiante, a impor o seu jogo e a arrecadar três pontos de um campo onde não vence desde 2013?
É chegada a hora de não se falhar. Depois, mais lá para a frente, será a vez de vencer na Luz e na Pedreira. Assim espero. Assim esperamos. Assim terá de ser. Assim será. Vamos, Porto!
PS: Já o outro dizia. Um vintém é sempre um vintém, um cretino será sempre um cretino. Eu acrescentaria que um papagaio será sempre um papagaio. Por mais ou menos avençado que possa ser, quando o feijão deixa de caber, o discurso é sempre o mesmo. Ai como ele treme.
Miguel Maia é um daqueles nomes incontornáveis, tanto do Voleibol, como do desporto nacional, em geral. Com técnica e currículo invejáveis, continua a “passear” a sua categoria pelos campos deste país aos, imagine-se, 45 anos.
E, como se não bastasse o seu percurso no voleibol indoor, o que dizer da variante de areia? A sua parceria com João Brenha deu ao país dois incríveis quartos lugares nos Jogos Olímpicos (Atlanta 1996 e Sydney 2000), e mais um 9º lugar em Atenas, em 2004, o que desde então não voltou a acontecer.
Passou grande parte da sua carreira (ainda que em momentos diferentes) no clube de maior referência do voleibol português, o Sporting Clube de Espinho, que ainda representa. No entanto, não foi aí que começou. O outro clube da cidade, a Associação Académica de Espinho, foi quem o viu “nascer” e “crescer”, quem o viu ganhar vários títulos durante toda a formação e quem representou nas três primeiras épocas de escalão sénior (1987-1990). Com isto, viu-o também contribuir para o título de campeão da segunda divisão e, consequentemente, para a subida de divisão nesse ano, e para a importante, e histórica, conquista de Campeonato e Taça de Portugal – os dois principais títulos nacionais.
Miguel Maia e João Brenha obtiveram dois quartos lugares em Jogos Olímpicos Fonte: jomarero.blogspot.pt
O seu percurso teve, ainda, passagens pelo Sporting Clube de Portugal (1991 – 1994), Esmoriz Ginásio Clube (2003 – 2004) e Reima Crema – Itália – (2004 – 2005), encontrando-se, desde então, em Espinho.
No que respeita aos troféus conquistados, é de realçar o triunfo da Top Teams Cup, única conquista europeia de um clube português até hoje, ao serviço do Sporting Clube de Espinho; mas cerca de 19 Campeonatos Nacionais, 8 Taças de Portugal e 6 Supertaças, também não podem ser deixados de lado quando falamos do melhor jogador da modalidade em Portugal, desde que me conheço.
Caro leitor, o Nápoles de Maurizio Sarri já aqui foi debatido, eu sei. No entanto, sou da opinião de que nunca é demais falar desta equipa. Taticamente, é, sem dúvida alguma, dos conjuntos mais fascinantes do panorama europeu. E, mais recentemente, ofensivamente também.
Depois de perder a sua maior referência atacante das últimas épocas – falo, claro está, de Gonzalo Higuaín – e de ver o seu substituto, Milik, lesionar-se com gravidade – estava a dar boa resposta ao “problema” da sucessão –, poucos imaginariam que o conjunto napolitano, nesta altura da época, apresentasse uma avalanche ofensiva desta dimensão, sendo, inclusivamente, o melhor ataque da Serie A à frente da poderosa Juventus – que conta com Dybala, provavelmente o melhor jogador da liga, e o mesmo Higuaín que já aqui foi referido.
A verdade é que, depois da lesão de Arkadiusz Milik, a turma de Sarri ainda melhorou no que ao capítulo ofensivo diz respeito. Com uma frente de ataque composta por Callejón, Mertens e Insigne, ajudados por um Hamsik cada vez mais maduro – que craque! –, o conjunto napolitano tem desmontado defesas com uma facilidade apenas ao alcance dos melhores.
José Callejón, outrora um suplente no Real Madrid, agora é peça importante da equipa. O espanhol dá muita largura no lado direito do ataque, e a isso junta uma objetividade perante a baliza que já lhe valeu dez golos esta época.
Mertens leva 14 golos nos últimos 10 jogos Fonte: SSC Napoli
Depois, Lorenzo Insigne. A qualidade técnica do italiano nunca foi uma incógnita, mas agora consegue aliar a isso uma outra maturidade, que lhe permite ser um jogador de equipa.
Mas a maior surpresa da temporada é mesmo Dries Mertens. O belga, adaptado à posição de falso nove, tem 14 (!) golos marcados nos últimos dez jogos. Emprestando uma grande mobilidade ao ataque, o internacional belga tem sido uma constante dor de cabeça para qualquer defesa contrária, e já ninguém se lembra da ausência do lesionado Milik.
Estes três dão uma mobilidade e uma verticalidade fora do normal e, com Hamsik também a envolver-se no processo ofensivo com grande qualidade, são os alicerces deste Nápoles ofensivamente muito forte.
É quase unânime que o conjunto azzurri é, a par da Juventus, a equipa mais capaz da Liga Italiana – a Roma também pode ser equacionada –; no entanto, por uma ou outra razão, esta época não tem sido verdadeiramente capaz de ameaçar a hegemonia da Vecchia Signora. Apesar disso, com este futebol de ataque bem ao estilo do génio do seu treinador Maurizio Sarri – o futebol praticado é a cara do técnico italiano –, a equipa de Hamsik e companhia fica mais perto de um dia poder vir a ganhar. O mundo do futebol anseia por ver a cidade das pizzas festejar.
Quantas vezes já não vimos este filme no futebol? Um talento que, época após época, vai mostrando o seu talento mas sempre de uma forma limitada. Dá a ideia de que aquilo está prestes a explodir e a catapultar o jogador para outro nível, mas… Falta sempre alguma coisa. Ora, durante algumas épocas – o jogador em questão já nos chega a “casa” há muito tempo… -, pensou-se que Lukaku, apesar de toda a qualidade, seria incapaz de fugir ao marasmo de um talento que não conseguia dar o salto. Com a ajuda de Koeman e de um Everton mais capaz – a equipa de Liverpool é a “primeira classificada” no campeonato dos humanos – o belga tem conseguido voltar a ser o jogador temível e decisivo que parecia ser no início da carreira.
Desde muito cedo que o nome “Lukaku” é conhecido. As suas primeiras temporadas no Anderlecht foram avassaladoras. Com apenas 16 anos e com uma estrutura física rara, Lukaku mostrava ser um dos grandes talentos do futebol mundial. Afinal não era todos os dias que um jogador com 16 anos era tão importante numa equipa de primeira do seu futebol. O instinto matador era evidente e as qualidades (força, velocidade, potência) saltavam à vista de todos.
Koeman sorri perante a boa forma de Lukaku Fonte: Everton FC
Depois veio a aventura Chelsea. Mourinho quis observar o jogador e deu-lhe oportunidades. Porém, por esta razão ou por outra, o belga não conseguiu confirmar o talento que trazia do seu país natal. O técnico português, habituado a formar craques, achou que o empréstimo era a melhor solução para o belga crescer. Ora, no West Brom, Lukaku foi… Decisivo. Faltava, contudo, dar o salto.
O belga fixou-se no Everton e encontrou aí o espaço perfeito para potenciar o seu talento. Depois de três temporadas a um bom nível, neste ano, com Koeman nos comandos e com um plantel de fazer inveja a muitas boas equipas do futebol europeu, Lukaku passou o seu jogo para outro nível. A potência e a velocidade são cada vez mais mortíferas – veja-se o golo frente ao City -, o instinto goleador está mais aprumado que nunca – tem tudo para ser a sua melhor época nesse capítulo – e a sua influência é cada vez maior.
Lukaku não é importante para a equipa de Liverpool apenas porque marca muito. A sua participação no jogo, sendo a referência ofensiva, também é cada vez mais evidente. Mas Lukaku tornou-se nesta temporada uma referência… Mítica. A equipa sente a sua presença e joga para ele porque sabe que, na frente de ataque, tem uma figura única, que representa esperança e… Golo. Romelu está de volta. E, pelo menos no Everton, veio para ficar…