Início Site Página 12091

Estará Filipe “Augusto” de Vitória?

0

sl benfica cabeçalho 1

Eu sei. Péssimo trocadilho no título. Esqueçam lá isso e vamos ao que interessa. Sim, este é mais um artigo sobre um jogador do Benfica. Sim, mais uma vez será sobre alguém que habita pela zona do meio-campo. E, sim, é sobre um recém-chegado.

Há coisa de duas semanas falei do Celis; de como o Benfica parecia ter gasto dinheiro em mais um que ia acabar emprestado para ganhar ritmo e, com sorte, voltar a integrar o plantel principal. Tinha razão. Resta saber se o destino de Filipe Augusto será o mesmo.

Vejamos. Começou a dar cartas no Bahia do Brasil e bastaram quatro jogos na equipa principal para o clube de Vila do Conde depositar esperanças nele e bancar a sua vinda para solo lusitano. Primeira época no Rio Ave e 29 jogos; nada mau para um novato nisto do campeonato português. Era de esperar que com esta quantidade de partidas ele conseguisse cimentar a posição de titular chave (chavão retirado do videojogo FIFA), mas acontece que na segunda temporada realizou apenas 15 jogos.

Os primeiros momentos de Felipe Augusto pelo Benfica Fonte: SL Benfica
Os primeiros momentos de Felipe Augusto pelo Benfica
Fonte: SL Benfica

Depois disto entrou em modo “Síndrome Rúben Amorim”. Não parece ser mau jogador, até sabe o que faz em campo, não troca mal a bola, é seguro. Tudo muito bonito, mas dividiu a época entre Rio Ave e Valência. Ui! Espera lá! O Valência de Espanha? Sim, esse mesmo. O que nesta altura está a lutar para não descer de divisão. Verdade seja dita, já na altura em que o Filipe Augusto foi para lá as coisas não andavam propriamente bem.

O rapaz da terra do “joga bonito” atuou apenas oito vezes pelos valencianos até retornar a Portugal. Depois fez dois jogos pelo Rio Ave e voltou a ser emprestado (agora a sério, este tipo vai ser o Rúben Amorim número dois. Leram aqui primeiro), desta vez ao SC Braga. Pelos arsenalistas (como se alguma vez o Braga tivesse tido um jogador como o Henry para ser comparado ao Arsenal. Eu sei que é pelo equipamento; calma. Muito forte nisto dos apartes!) fez um total de 22 jogos e marcou dois golos.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Hull City: Marco Silva dá-lhe garras

0

Cabeçalho Liga Inglesa

É já sabido por todos que a Liga Inglesa é uma das competições mais disputadas – senão a mais disputada – a nível mundial. O que todos sabemos também é que, para qualquer equipa, uma chicotada a nível de treinador pode ter bastantes consequências no que resta da época e, numa liga como Inglesa, as consequências podem ser ainda mais maiores.

Apesar disso, há sempre exceções, e neste artigo abordar-se-á um dos casos que pode vir a revelar-se como uma dessas exceções.

Recém-promovido à Premier League, o Hull City viveu tempos difíceis na primeira metade da época, durante a qual apenas venceu três jogos dos 20 que realizou, e que valeram à direção a decisão de despedir o treinador que assumiu as rédeas da equipa após o abandono do cargo por parte de Steve Bruce: Mike Phelan. Para substituir o inglês, o Hull City escolheu Marco Silva, treinador que nunca reuniu grande consenso no seio dos adeptos dos tigers, pelo menos até agora…

O ex-técnico do Sporting CP e do GD Estoril-Praia estreou-se na Premier League com uma vitória sobre o AFC Bournemouth, por 3-1, tendo depois perdido frente àquela que parece ser a equipa favorita à conquista do título – o Chelsea. Não obstante esta derrota, o Hull City, comandado pelo treinador luso, cedo regressou aos bons resultados, empatando em Old Trafford frente à equipa de José Mourinho e batendo em casa o Liverpool por uns esclarecedores 2-0. Estes resultados contribuíram e muito para que aqueles que duvidavam das capacidades de Marco Silva como possibilitador de um impacto imediato no campeonato refletissem um pouco mais acerca das qualidades do treinador e diminuíssem a frequência e a intensidade das suas críticas.

Lazar Markovic (dir.) procura relançar a carreira Fonte: Hull City
Lazar Markovic (dir.) procura relançar a carreira
Fonte: Hull City

As questões que se colocam agora com mais frequência – contrariamente às criticas – são sobre o que terá mudado com a vinda do português para Hull.

Desde logo, constata-se que a chegada do novo técnico quase coincidiu com a abertura do mercado de janeiro, o que, certamente, poderá ter contribuído para uma mais fácil adaptação à vida do campeonato inglês e uma preparação mais sustentada do plantel para a segunda metade do campeonato que estava para vir, na medida em que foi possibilitado a Marco Silva aproveitar a pausa do principal escalão inglês para reunir jogadores que pudessem constituir um plantel à altura dos constantes desafios que todas as equipas enfrentam no decorrer de uma competição como a Premier League.

Nova época, novos pilotos, velhas maneiras

0

Cabeçalho modalidadesA primeira corrida vai acontecer apenas a 26 de Março porém, para alguns, a época de 2017 já começou em Valência, para outros, começou em Sepang. No BnR, começa agora.

Acredito que será, provavelmente, a temporada de MotoGP mais imprevisível de sempre. Não só pelas trocas de pilotos e equipas, como pelas novas marcas, mas também pelas questões técnicas. Mais imprevisível apenas seria possível se, por exemplo, existisse um novo circuito.

Mas vamos ao que interessa: os pilotos e as suas equipas.

A Honda continua com a mesma equipa desde 2013, com o campeão em título Marc Marquez e o seu companheiro Dani Pedrosa. Existe uma grande expectativa para se perceber o que a equipa HRC irá trazer a esta nova temporada, sendo que o foco está na aceleração da nova RC213V.

A LCR Honda apostará apenas em Cal Crutchlow, o único piloto de apoio à Honda oficial. Fazendo ainda parte da Honda, a Marc VDS Racing Team perdeu o seu chefe de equipa, Cristian Gabarrini, para a Ducati, e será Ramon Aurin o seu substituto. Jack Miller e Tito Rabat serão os pilotos oficiais.

Equipa Honda: #93 Marc Marquez e #26 Dani Pedrosa Fonte: Honda
Equipa Honda: #93 Marc Marquez e #26 Dani Pedrosa
Fonte: Honda

Na Yamaha, Valentino Rossi mantém-se por mais uma época, em busca do seu 10º título mundial, a contracenar, com Maverick Viñales, campeão Moto3 em 2013 e que tão bem pilotou a Suzuki no ano passado. Por enquanto, o ambiente na equipa está bem mais tranquilo, desde a saída de Jorge Lorenzo.

O campeão de Moto2 da época passada, Johann Zarco, e o seu colega Jonas Folger (ambos estreantes em MotoGP) ficarão aos comandos na equipa Monster Yamaha Tech 3.

Kevin Durant: De Menino Bonito a Patinho Feio

0

Cabeçalho modalidadesO assunto Kevin Durant foi escrito e reescrito mais vezes que o imaginável, no início da temporada. A escolha de deixar os Oklahoma City Thunder para atuar junto das super estrelas dos Golden State Warriors não foi bem aceite pelo público da NBA. Os jornalistas acharam pouco ético, uma vez que os OKC haviam sido derrubados pertíssimo da final pelos homens de Kerr. Os adeptos da modalidade, que adoravam Durant quase unanimemente, dividiram-se. De herói a vilão, de bestial a besta… Faz parte da carreira de um jogador sofrer estas alterações ao nível dos olhos apaixonados dos fãs.

Certo é que esta polémica transferência veio dar outro entusiasmo à competição. Depois de uma época onde a vantagem de 3-1 não foi suficiente para alcançar a final, Westbrook vê-se agora, por um lado, desamparado, e por outro, mais livre. O camisola 0 dos Thunder leva mais que uma equipa às costas : o peso de ser o melhor, fazer o melhor e levar os seus homens o mais longe possível, juntamente com as expectativas dos adeptos e, ainda, a ambição de ser MVP, têm feito com que o jogador se tenha vindo a superar. Aspeto positivo: Westbrook é apontado, neste momento, como MVP mais provável. Aspeto negativo: sem Westbrook inspirado, a derrota é certa para os OKC. Ora, o vilão adorado de São Francisco, veio dar o impulso que o seu ex-colega precisava para se afirmar como um candidato a Jogador Mais Valioso.

Fonte: NBA
Fonte: NBA

Por outro lado, juntou-se um quarteto fantástico nos GS Warriors. Kevin Durant passou a vestir a mesma cor que Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green. Qualquer um se arrepia ao ouvir isto. Depois da época-quase-perfeita, na qual o feitiço se virou contra o feiticeiro e a equipa invencível acabou por perder 3-4, depois de estar a vencer por 3-1 aos atuais campeões, perguntava-se o que faltava. Durant pareceu a resposta ideal. Começou a questionar-se o que faria Steve Kerr com tantas estrelas. É sabido que não é fácil gerir equipas com tantos astros, talento e personalidades fortes. Até ao momento, nada a apontar. Os Warriors deixaram-se de recordes e estão cá para jogar simples e fácil, com a, agora, Splash Family (Klay, Curry e KD), imperdoável no que toca a pontuar.

Já no próximo dia 11 de Fevereiro, Durant regressa a Oklahoma e, aí sim, veremos de que é feito o homem. Certo é que entrará em campo como vilão e, com o mesmo estatuto sairá dele, mas aguentará ele a pressão de jogar debaixo do desagrado dos antigos fãs?

Por fim, as coisas continuam tranquilas e os Warriors parecem estar concentrados na sua caminhada que, se tudo correr dentro da normalidade, só acabará na final. E, desta vez, não haverá margem para reviravoltas. Patinho feio para quase todos, poderá ser o mais bonito para a equipa de Oakland.

Foto de capa: Complex

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Sporting CP 26-27 FC Porto: Um hino ao Andebol!

0

Cabeçalho modalidadesEste foi um jogo que, apesar de ainda faltar uma fase complementar a ser jogada, pode ter sido decisivo para a definição do Campeão Nacional de Andebol 2016/2017. As equipas encontravam-se separadas por quatro pontos, no início do jogo, e vinham de duas vitórias muitos difíceis (Madeira SAD 34 – Sporting CP 35 e FC Porto 32- ABC 30).

O jogo começou com um ritmo muito alto, nos primeiros 10 minutos, aproveitando o Sporting CP para efetuar ataques rápidos, surpreendendo a defesa do FC Porto. Durante os primeiros 20 minutos, os “Dragões” procuraram muito os ataques aos seis metros e os passes para o pivot Alexis Borges, enquanto o Sporting CP tentava resolver da segunda linha. Nesta altura, o treinador dos “Leões”, Javier Azanza tomou uma boa decisão e trocou Aljosa Cudic por Matej Asanin, uma decisão que se mostrou decisiva no desenrolar do jogo. A equipa da casa esteve em vantagem até ao minuto 18, onde o FC Porto deu a volta ao marcador.

Com a entrada de Asanin, o brasileiro Gustavo Rodrigues começou a assumir dos nove metros, pois os atletas do FC Porto começaram a ter mais dificuldades a finalizar nos 6 metros e porque o Sporting começou a acertar nas marcações, deixando assim mais espaço para a segunda linha. Já no ataque, os “verdes e brancos” foram mais eficazes. A primeira parte terminou 15-15, um resultado que refletiu o equilíbrio. O Sporting esteve um pouco melhor, mas o central Migue Martins e o guarda-redes Alfredo Quintana ajudaram os visitantes a recuperar. Nos primeiros 30 minutos, houve um jogo de andebol fantástico, com boas exibições dos guarda-redes e com pormenores deliciosos em vários momentos.

Zupo bem tentou mudar o rumo do jogo, mas a equipa perdeu-se nos últimos 10 minutos Fonte: Sporting CP
Zupo bem tentou mudar o rumo do jogo, mas a equipa perdeu-se nos últimos 10 minutos
Fonte: Sporting CP

Na segunda parte Asanin e Quintana entraram muito bem, demonstrando a qualidade a que já nos habituaram. Tal como na primeira parte, os da casa entraram mais fortes, com Frankis Carol e Bozovic em grande forma. Aos oito minutos, havia um parcial de 5-0 para o Sporting CP, com grande apoio dos seus adeptos. Para tentar corrigir alguns erros, aos 45 minutos, Ricardo Costa pediu time-out. A principal mudança foi a do setor defensivo, para um tipo de 4×2 com marcação individual sobre Ruesga e Carol, com o resultado em 23-19. Na altura resultados práticos, sendo que aos 49 minutos o resultado era 26-19. E se neste momento lhe dissesse que este tinha sido o último golo do Sporting no jogo? Talvez não acredite… Mas a verdade é essa!

A mudança defensiva de Ricardo Costa, o desacerto ofensivo do Sporting CP, os postes e Hugo Laurentino fizeram com que os últimos dez minutos do jogo fossem um verdadeiro inferno para os sportinguistas. Em três minutos, o FC Porto fez o mesmo que o Sporting nos oito minutos iniciais, um parcial de 0-5, deixando o resultado em 26-24. Passado três minutos, o inevitável sucedeu: o FC Porto passou para a frente do marcador. Em seis minutos, tudo mudou! Nos últimos segundos, Pedro Portela teve uma oportunidade fantástica de empatar a partida, mas atirou por cima da barra. Com o jogo de hoje, o FC Porto está em primeiro lugar com 30 vitórias em… 30 jogos!

José Carrilo, ponta esquerdo do FC Porto, foi o melhor marcador, com 11 golos!

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

 

O que falta jogar…

0

fc porto cabeçalho

Por mais paradoxal que possa parecer, as perspetivas de sucesso do FC Porto por esta altura, e com menos um ponto do que o líder, são bastante mais otimistas do que no começo do campeonato, quando todas as equipas iniciavam a competição em igualdade pontual. O Benfica começa a claudicar e vive uma fase de declínio da confiança e da qualidade de jogo, e o Porto, ainda que não apresente um nível exibicional alto e constante, tem elevado os níveis anímicos e a equipa parece mais unida do que nunca, sendo certo que, diga-se, esta nunca pareceu desmembrada.

Ainda assim, a jogar a favor dos comandados de Rui Vitória e, por conseguinte, contra os pupilos de Nuno, está o calendário, que se apresenta, até final da Liga NOS, bastante desfavorável para a equipa nortenha. O FC Porto tem, nas 14 jornadas que faltam, um conjunto de jogos substancialmente mais difíceis, sempre numa conjuntura teórica, claro está.

Antes de abordar a qualidade dos oponentes dos dois (por esta altura, únicos) candidatos ao título, importa fazer a distinção entre jogos em casa e fora. Para princípio de conversa, há que referir que enquanto que às Águias faltam jogar 7 jogos na Luz e apenas 7 jogos fora de portas, aos Dragões restam 6 jogos em casa e 8 na condição de visitante. Este dado, por si só, representa uma importante vantagem para o Benfica, não estivesse o Porto a fazer uma prova praticamente imaculada no seu reduto (à exceção do jogo com o Benfica, soma vitórias nas restantes partidas) e um campeonato tremendamente irregular fora de casa (4 vitórias, 4 empates e 1 derrota).

O jogo da Luz é um verdadeiro tudo ou nada Fonte: FC Porto
O jogo da Luz é um verdadeiro tudo ou nada
Fonte: FC Porto

Estas contas ficarão saldadas quando, na próxima jornada, o FC Porto visitar a Cidade Berço para jogar contra o Vitória SC e o Benfica receber o Arouca. Outra vantagem teórica do SLB prende-se com o facto de o embate que resta para disputar entre ambos, referente à jornada 27, vir a ser disputado no Estádio da Luz.

A juntar a tudo isto, considero que as saídas do FC Porto são (mais uma vez importa referir que é tudo num plano teórico) de um grau de dificuldade bastante superior.

Foto de Capa: FC Porto

Quando nem Jesus nem Deus dão uma para a caixa do Sporting

0

sporting cp cabeçalho 1

A época desportiva do futebol sénior do Sporting Clube de Portugal já viu dias melhores. Ora vejamos: No início da época, a equipa principal começou com solavancos, mas firme nos seus objetivos: ser campeã em maio, chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões e ganhar as taças internas.

Olhando para o presente, foram eliminados por um Legia de Varsóvia, um clube em que as presenças nas competições europeias se contam pelos dedos da mão, na Liga dos Campeões; foram a Chaves perder a hipótese de chegar às meias finais da Taça de Portugal, ficou em terra a passagem à próxima fase da Taça da Liga no jogo frente ao Setúbal (a mítica questão das idades ainda está presente) e, neste momento, estão praticamente arredados da luta pelo título do campeonato.

Jesus não tem sido feliz nas suas opções técnicas, tácticas e motivacionais, sendo esta uma das principais funções em que está a falhar profundamente. Mas o seu congénere da equipa B, João de Deus, não está por caminhos melhores.

A equipa B do Sporting está, neste momento, em vigésimo lugar da segunda liga portuguesa; relembro que são vinte e duas equipas portanto, actualmente, os “bês” estão em lugar de descida directa para o Campeonato Prio.

João de Deus está à frente da equipa B do Sporting desde 2014/15  Fonte: Agente Desportivo
João de Deus está à frente da equipa B do Sporting desde 2014/15
Fonte: Agente Desportivo

É de sentir vergonha alheia por esta equipa que, todos os anos promete tanto, que tem jogadores com bastante capacidade mas que, pura e simplesmente, não está a atingir os resultados pretendidos. Tem 27 pontos em 25 partidas jogadas. Fazendo a comparação com o Portimonense, primeiro classificado, tem menos 30 pontos (neste momento, a equipa de Portimão tem 57 pontos). Trinta pontos são dez jogos em que o Sporting não pontuou, são dez das doze derrotas que acumula.

Fazendo uma pesquisa rápida, pode-se perceber que, nos últimos dez jogos (incluindo o jogo frente ao Famalicão), o Sporting B conta com sete (!) derrotas e apenas três empates. Nenhuma vitória desde o dia 23 de Novembro de 2016, dia em que ganhou ao União da Madeira por 2-0.

Agora, neste mercado de inverno, o Sporting recuperou alguns jogadores, como André Geraldes, Ryan Gauld e Rafael Barbosa, para a equipa B. Apesar de ter vontade de acreditar no oposto, creio que não são estes que irão mudar o futebol leonino. A equipa B está pobre, sem ideias e sinceramente, sem capacidades para subir.

É necessário estudar quais as melhores opções para o Sporting. Com a equipa principal arredada das principais competições, deveria-se estudar o quão benéfico seria para a equipa B ter jogadores não utilizados por Jorge Jesus a ajudar os seus colegas a sair deste aperto. Este facto não acontece apenas com o Sporting, mas também com o Porto. Será que os “bês” já não estão a assegurar a sua principal função, de trabalhar os jogadores para a equipa principal? Se este é o futuro da minha equipa, tenho receio do que se passará a médio e longo prazo. Será que a academia não está trabalhar devidamente?

O que eu sei é que não quero ver o Sporting nesta situação, seja o escalão que for. Ponham os olhos no futebol feminino, meus caros. Essas são o futuro do Sporting e a única esperança de ver o nosso futebol a levantar uma taça.

 

Destaques da CAN

0

Cabeçalho Futebol InternacionalTerminada a 31.ª edição do CAN, é tempo de fazer um balanço geral da competição disputada durante três semanas no Gabão, nomeadamente quais foram as figuras em destaque, as revelações do torneio e as desilusões. Em seguida, falarei do que mais importante ocorreu no principal torneio de futebol do continente africano.

Começando pelo vencedor da prova, os Camarões conseguiram confirmar o seu estatuto de favorito ao longo das partidas que disputaram, tendo demonstrado dentro de campo o porquê de serem sempre considerados como uma potencial seleção a conquistar a Taça das Nações Africanas. Com belíssimas exibições realizadas, os Leões Indomáveis mostraram que são um conjunto bastante difícil de ser ultrapassado, como é comprovado pelos escassos golos sofridos ao longo do torneio – apenas a Burquina Faso, Guiné-Bissau e o Egito se poderão gabar de terem feito o guarda-redes Fabrice Ondoa ir buscar a bola ao fundo das suas redes.

Apesar do herói dos camaroneses na Final ter sido o ponta-de-lança Vincent Aboubakar com um espectacular golo aos 88’, as atenções do público e dos olheiros dos mais importantes clubes europeus recaíram sobre um jogador que fez a sua estreia em torneios do CAN na edição deste ano: Christian Bassogog. O extremo direito de 21 anos do clube dinamarquês Aalborg BK revelou-se como a maior surpresa do torneio, através da sua boa capacidade de aceleração com a bola nos pés e ótima visão de jogo, tanto que foi eleito como o Melhor Jogador do torneio. Se Bassogog conseguir manter a forma que evidenciou ao serviço da sua seleção, creio que no mercado de transferências do Verão iremos assistir à sua mudança para campeonatos europeus mais reputados que o dinamarquês.

Paulo Duarte e o "seu" Burkina Faso surpreenderam nesta CAN Fonte: AFKinsider
Paulo Duarte e o “seu” Burkina Faso surpreenderam nesta CAN
Fonte: AFKinsider

As maiores surpresas do CAN´17, na minha opinião, podem ser atribuídas às seleções da Burquina Faso e República Democrática do Congo. A seleção treinada pelo português Paulo Duarte conseguiu terminar no 1.º lugar do seu grupo, onde tinha a companhia do anfitrião Gabão e da seleção vencedora do torneio. Sem jogadores de renome mas com um coletivo aguerrido, os Potros terminaram a prova num honroso 3.º lugar (no jogo de atribuição do 3.º  lugar, venceram o Gana por 1-0), tendo apenas perdido com o finalista vencido Egito e somente no desempate por grandes penalidades. Por outro lado, a seleção da Rep. Dem. do Congo teve um excelente percurso até aos Quartos-de-final, onde foi travada pelo Gana (derrota por 1-2), contudo venceu o seu grupo com 7 pontos no total, que continha a Costa do Marfim, Togo e Marrocos. Muito do êxito congolês na prova, ficou a dever-se à boa performance de Junior Kabananga, que conquistou o prémio de Melhor Marcador com 3 remates certeiros.

As grandes desilusões do CAN´17 foram a Costa do Marfim, Argélia e o Gabão, uma vez que nem mesmo com grandes nomes nos seus 23 convocados para o torneio, como por exemplo Pierre Aubameyang, Riyad Mahrez e Salomon Kalou, não comprovaram em campo o seu estatuto de favoritas à vitória final, tendo mesmo deixado a prova numa fase tão prematura da mesma. Os três conjuntos apenas conseguiram alcançar empates nas partidas que jogaram, o que pode ser explicado pela má preparação para a edição de 2017 do CAN ou pela forte pressão exercida pelos adeptos em ter de obter resultados positivos, o que por vezes prejudica o normal rendimento dos atletas.

Em conclusão, penso que quem teve a oportunidade de assistir aos 32 jogos disputados ao longo destas três semanas, de certeza absoluta, não ficou arrependido de poder ver grandes jogos entre seleções que não tiveram medo de arriscar todas as suas armas, com vista à conquista do troféu em disputa, e, também, à enorme festa feita pelos adeptos presentes nos estádios gaboneses. Uma coisa é certa: a edição deste ano foi mais uma excelente demonstração do porquê do CAN ser visto como a Magia do Futebol Africano!

Foto de capa: CAN

Luisão: Mais uma época ou época final?

sl benfica cabeçalho 1

Falar na saída do Luisão é um assunto que toca a qualquer benfiquista. Assaltam a mente uma série de questões: Perder o nosso capitão? Que impacto terá isso na dinâmica da equipa? E no balneário? São respostas e soluções que, mais cedo ou mais tarde, terão que ser encontradas mas talvez só lá para Junho de 2018.

Todos sabemos que o Luisão é um jogador muito experiente, tem boas noções de posicionamento em campo, o que a um defesa central facilita muito a vida, ainda mais, um defesa central que no jogo aéreo é muito forte. Mas e quando pela frente destes centrais surgem avançados rápidos e com grandes dinâmicas, a puxar para as linhas ou para as costas dos centrais? O capitão tem dado luta mas já não consegue acompanhar como outrora. Ainda na semana passada, ouvia-se dos adeptos ao meu lado no Bonfim: “Então, Luisão?”; “Vai lá, Luisão”.

Que futuro para o capitão? Fonte: SL Benfica
Que futuro para o capitão?
Fonte: SL Benfica

A renovação contratual de um jogador com 35 anos é sempre uma decisão difícil, pois é colocado, obviamente, em causa o rendimento desportivo do mesmo. A perda de capacidades físicas, neste caso, vão-se notando pela velocidade, que tem vindo a diminuir, o jogador vai ficando mais “duro de rins”, como se diz por aí, mas também pela qualidade técnica, que se tem tornado menos frequente nas suas performances em campo.

Ao longo de destes 14 anos, habituou-nos a exibições regulares e de alto nível. Aliás, Luisão no 11, sempre foi sinónimo de equilíbrio e segurança, qualidades estas que acabam por lhe conferir também, o carisma necessário para a figura de capitão de uma equipa com a dimensão do Benfica. Posto isto, deve um jogador com tanta importância no balneário, continuar no clube, mesmo que o seu peso em campo tenha vindo a decair?

A verdade é que o Benfica não tem substituto à altura, de momento, não vislumbro um líder com as características necessárias no plantel. Já para não falar da questão da mudança de liderança, que é sempre complicada para um coletivo e nesta fase não vinha nada a calhar, convenhamos.

No entanto, há ainda outro aspeto a ter em conta: o financeiro. Já vimos que a nível desportivo pode fazer sentido a renovação mas não nos podemos esquecer, que é um dos jogadores mais bem pagos da equipa da Luz e não só está em declínio físico, como não presumo que assuma a titularidade por mais uma época. Neste momento, tem em cima da mesa um acordo de 2,5 milhões líquidos com Luís Filipe Vieira, se alguma proposta igualar este valor, considera-se a saída por ambas as partes, se não, é certo que continua na Luz, pelo menos mais uma época.

Tudo indica que o brasileiro fica e a concretizar-se, completará 15 temperadas seguidas no clube, acabando de alcançar Humberto Coelho com 498 partidas de águia ao peito.

Aconteça o que acontecer, Luisão é e sempre será um símbolo do clube, parte do emblema encarnado, um capitão que já viveu momentos bons, muito bons e menos bons também, e o qual todos estes anos soube personificar a “raça, querer e ambição” que caracterizam o Sport Lisboa e Benfica.

Foto de capa: SL Benfica

Portugal na Fed Cup: A (Difícil) Luta pela Manutenção

0

Cabeçalho modalidadesÉ já hoje, dia 8 de fevereiro de 2017, que Portugal inicia a sua participação na poule C do torneio do Grupo I da zona euro-africana da Fed Cup, em Tallinn, na Estónia. A capitã da seleção portuguesa, Neuza Silva, levará a jogo Michelle Larcher de Brito, Inês Murta, Francisca Jorge e Rita Vilaça, as duas últimas em estreia absoluta na Fed Cup ocupando os lugares deixados vagos pelas lesionadas Maria João Koehler e Joana Valle Costa.

A estreia de Portugal será frente à Grã-Bretanha e as dificuldades esperadas são muitas. A seleção portuguesa, que na convocatória não conta com qualquer tenista presente no top 100 mundial, irá enfrentar Heather Watson (número 72 do ranking WTA) e Johanna Konta (número 10 do mesmo ranking). Na seleção da Grã-Bretanha figura ainda Laura Robson, tenista que ocupa o lugar 211 do ranking WTA mas que, em 2013, figurou no top-30 mundial. Assim sendo, e considerando o mau momento de Michelle Larcher de Brito (que deverá defrontar Johanna Konta) e a pouca experiência de Inês Murta (19 anos de idade e número 546 do ranking WTA), que deverá defrontar Heather Watson, parecem restar poucas hipóteses de sucesso e, como tal, o encontro final de pares deverá servir apenas para dar ritmo competitivo à dupla Francisca Jorge/Rita Vilaça, vice-campeãs de pares do Porto Open.

Fonte: Michelle Larcher de Brito
Fonte: Michelle Larcher de Brito

Já na 5ª feira, dia 9 de fevereiro, o desafio a enfrentar será a seleção da Turquia, e aí o principal alvo a abater será Cagla Buyukakcay, número 86 do ranking WTA. Também Ipek Soylu (número 163 do ranking WTA), tenista dotada de uma consistente pancada de direita, parece vir a ser uma adversária de respeito para a seleção portuguesa. Relembre-se que, no momento atual, a segunda tenista mais cotada da seleção turca apresenta-se mais bem classificada no ranking WTA do que Michelle Larcher de Brito, tenista que encabeça a seleção portuguesa. Apesar de Ipek Soylu ser mais competente a jogar em terra batida e de os encontros terem lugar em piso rápido (indoor), parece existir algum favoritismo por parte da seleção da Turquia, sendo claro que para alcançar a vitória as tenistas portuguesas terão que entrar em court com uma concentração e atitude competitiva irrepreensíveis.

Finalmente, na 6ª feira Portugal irá enfrentar a seleção da Letónia. A seleção de leste tem como figura de cartaz Jelena Ostapenko, número 35 mundial e tenista claramente favorita para vencer o encontro que irá disputar contra qualquer das tenista que integram a convocatória da seleção portuguesa. Contudo, a segunda tenista mais cotada da seleção letã, Diana Marcinkevica (número 307 do ranking WTA), é bastante menos consistente e poderá permitir a Portugal levar a decisão do confronto entre seleções para o encontro de pares.

Tendo em consideração este cenário avizinha-se difícil a tarefa de Portugal para garantir a manutenção no Grupo I da zona euro-africana da Fed Cup. Considerando que a Grã-Bretanha é a grande favorita à vitória da poule, fica claro que o objetivo de Portugal passa por evitar o último lugar do grupo e consequente discussão da despromoção ao Grupo II. As dificuldades são conhecidas, as seleções adversárias e, em particular, algumas das tenistas que integram as respetivas convocatórias são respeitáveis e, assim sendo, Michelle Larcher de Brito, Inês Murta, Francisca Jorge e Rita Vilaça terão que deixar tudo em campo para trazer para Portugal um resultado que encha de orgulho o ténis português.

Foto de capa: Francisca Jorge