Quando falamos de futebol, falamos sempre de uma paixão imensa e por isso é que é quase inexplicável o nosso amor. E quando se fala com emoção é impossível revelar o que vai na alma de uma forma isenta e sem estarmos a ser injustos. Eu, provavelmente, serei injusto neste texto, mas vou falar do meu amor: o Sporting Clube de Portugal.
No meu clube do coração falta sempre qualquer coisa: ou falta sorte, ou falta cabeça, ou falta ambição, ou falta gestão, ou falta liderança, ou falta calma, ou falta crer, ou falta querer, ou falta sentir a camisola, ou falta dinheiro, ou falta uma ajuda dos “deuses”… Há sempre uma desculpa. E a culpa nunca é nossa… Nunca fazemos um comunicado a dizer hoje faltou-nos “isto”, e a culpa é nossa!
Os adeptos, sim, hoje falo outra vez deles, não merecem o que estas pessoas do Sporting nos estão a fazer. Não merecem que, semana após semana, o querer que só esta massa associativa parece ter, seja diminuído por faltar alguma coisa.
O grande objectivo da Equipa verde e branca é ganhar. Todas as competições. Os adeptos dos leões não merecem menos que isso Fonte: pt.uefa.com
Semana após semana, os adeptos dirigem-se para o estádio, confiantes de que alguma coisa vai mudar e nada vai faltar para que a equipa se reencontre. Onde é que está aquela equipa de final de campeonato do ano passado? E não!!! Perder o João Mário e o Slimani não pode ser mais uma desculpa. Existia dinheiro e até conseguimos encontrar uma alternativa razoável ao Super Sli.
Semana após semana, os adeptos tentam carregar a equipa às costas, equipa essa que se esqueceu faz algum tempo, de carregar os adeptos às costas… Chega!!! Basta de faltar qualquer coisa…
“Chega. Queremos mais, é um murro na mesa.
Um grito do Ipiranga em versão portuguesa.
Até hoje, quase marcámos, quase ganhámos, quase fizemos…
Perante o trambolhão do Manchester City em Goodison Park, minutos antes do apito inicial deste jogo, sabia-se que esta contenda ia ter um carácter que transcendia o seu peso histórico. Não jogavam apenas dois rivais, jogavam dois rivais em busca de afirmação: pessoal, que confirmaria um bom momento (possibilidade se atingir a 10ª vitória seguida para o United) ou desmentiria um mau (Liverpool com 3 jogos sem vencer, incluindo um humilhante nulo frente ao modesto Plymouth); ou perante os adversários directos na luta pelo sonho do título (o City podia ser igualado na tabel classificativa pelo United ou ficar a 5 pontos do Liverpool).
Com esta ideia em mente, e talvez com a cultura de vitória enraizada, o Manchester United começou o maior clássico do futebol ingês por cima do rival, apesar de não materializar esse domínio em jogadas de muito perigo. Ia tendo mais posse de bola, mastigando o jogo, mas foi preciso esperar 19 minutos para se ver perigo efectivo… em dose dupla. Primeiro Zlatan, a espreitar um passe mal medido por Lovren, que quase ganhou o ressalto a Mignolet e introduziu a bola na baliza, depois foi Pogba, isolado por um passe fantástico de Mkhitaryan, a desperdiçar o golo inaugural.
O United não soube aproveitar os erros contrários. Mas o oposto aconteceu. Numa altura em que os red devils tinham o domínio da posse, mas não conseguiam transportá-la até ao último terço, o Liverpool fingiu-se de adormecido, e espreitou o erro, que aconteceu. Primeiro Phil Jones atrasou mal para De Gea, o que originou um canto. Na sequência deste, Pogba, desconcentrado, tocou com a mão na bola dentro da àrea. Penalti bem assinalado. Milner não desperdiçou.
O United manteve o domínio territorial, alicerçado no controlo posicional oferecido por Carrick e Herrera, e até foi mais perigoso, mas Zlatan (em livre na periferia central da àrea) e Mkhitaryan (isolado, atirou para boa defesa de Mignolet) não conseguiram fazer com que Old Trafford fosse para o descanso do jogo mais animado.
Coutinho regressou aos relvados no Clássico Fonte: Liverpool F.C.
Chegou o segundo tempo e Mourinho achou que se tinha controlo territorial e esse de nada servia, devia abdicar deste para ser mais objectivo no último terço. Tirou Carrick, colocou Rooney. A equipa ressentiu-se. Perdeu o controlo do meio-campo e “abriu” mais o jogo, sujeitando-se às transições rápidas de um adversário que, a dada altura, contou com o regresso do diabrete Coutinho.
A zona central dos visitantes ia ganhando ascendente e a subida de bloco, aliada à exploração das alas, ia-se revelando infrutífera por parte dos da casa. Mourinho deu, por isso, músculo ao jogo. Fellaini entrou para o lugar de Darmian. E a equipa beneficiou disto. O meio-campo, fruto da acção do belga, começou a ganhar mais bolas na zona central e a conseguir bascular o seu jogo para as alas. O United passava a ser mais equipa, e a conseguir chegar ao último terço com perigo.
Neste contexto, um golo seria mais provável, até pela maior presença física na àrea. E assim foi. Rooney, aproveitando uma sobra de bola procurou a cabeça de Fellaini, o belga atirou ao poste, a bola sobrou para Valência e este cruzou para a cabeça de Ibrahimovic. Golo. 1-1.
O United continuou a carregar, mas até final, não se voltou a verificar perigo efectivo.
Ninguém aproveitou, portanto, a 100%, a queda dos citizens.O Liverpool garantiu o distanciamento para o City, com 3 pontos de vantagem, sim, mas agora vai ter de dividir a vice-liderança com o Tottenham, o United garantiu o encurtamento de distâncias, mas não alcançou os rivais de Manchester.
Ficam, porém, apontamenos positivos para Mourinho e a confirmação de que este United está aí para a luta pelo top 4.
Neste fim-de-semana joga-se a 17.ª jornada da Liga NOS. À entrada para esta jornada, entre despedimentos e pedidos para sair, já foram 11 as equipas que substituíram os seus treinadores.
Partilho nesta reflexão uma série de pontos que vão muito mais além do que pode ser o processo de treino e de jogo, isto é, vou falar de muito mais razões que desencadeiam o despedimento em massa de treinadores (muitos deles com qualidade; outros sem ela).
Começo assim pela dimensão dos clubes pequenos e dos seus associados, muitas vezes poucos e sem voz activa nas tomadas de decisão do clube, podendo a direcção fazer o que bem entender porque sabe que não existirá resistência por parte dos seus sócios.
Na grande maioria estes clubes apenas lutam para não descer, factor desmotivante para qualquer treinador e qualquer jogador que aspiram a grandes objectivos. É fácil mandar um treinador embora e colocar outro, tendo um efeito imediato motivacional nos jogadores e fazendo com que se ganhe uns pontos, pontos esses que poderão ser decisivos na manutenção no primeiro escalão do nosso futebol. Acontece que esta solução apenas adia problemas maiores.
Por outro lado existe uma enorme leveza e pouca seriedade no cumprimento dos compromissos que se tem com um treinador. Esta falta de compromisso deve-se na maioria das vezes a um pensamento a curto prazo dos Presidentes e Directores Desportivos das equipas. Não existe uma visão, um plano estratégico, um projecto a 2/3 anos, onde se aposta na qualidade em todos os sectores do clube, desde a Equipa Técnica, ao plantel, ao departamento de Scouting, à formação e ainda à gestão de recursos humanos e financeira. Neste ponto é importante realçar que muitas das equipas começam cedo a ter problemas de pagamentos de ordenados, fruto da má gestão das direcções dos clubes.
Deste modo é muito mais fácil apontar erros a um treinador e criticá-lo pelas suas opções técnico/tácticas do que fazer uma análise interna dos problemas e resolvê-los. Desde a política de contratações, que muitas vezes não é gerida pelos treinadores à falta de aconselhamento e investimento numa equipa técnica completa e com as valências necessárias para se fazer um bom trabalho, os dirigentes actuais são responsáveis pelo insucesso de muitas equipas.
Não quero apenas atribuir culpas aos dirigentes, sabemos que muitos treinadores da “velha guarda” estão ultrapassados no conhecimento e nas metodologias de treino e pensamento do jogo, treinadores esses que estão cada vez mais a perder espaço para a nova vaga de excelentes técnicos que vêm dos escalões mais baixos do nosso futebol. Bons dirigentes serão os que no futuro se organizarem, tiverem projectos inovadores com visão e foco nos objectivos que assim definirem e souberem identificar o treinador ideal para o seu projecto.
Actualmente, à 16ª jornada, os últimos 7 classificados já mudaram seus treinadores e continuam nestas posições, tirando Rio Ave e Marítimo que têm vindo a recuperar.
Termino com uma questão. Será que a culpa é sempre dos treinadores, ainda para mais o treinador português, super conceituado no estrangeiro?
A época 2016/2017, embora apenas se tenha atingido metade da mesma, já só e apenas poderá ser considerada um enorme falhanço por parte do Sporting Clube de Portugal.
Depois de uma primeira época com Jorge Jesus ao leme, em que todas as expectativas foram superadas, o Sporting encontra-se na décima sétima jornada do campeonato nacional a oito pontos do primeiro lugar, contando já com quatro empates e três derrotas, acumulando desta feita um total de dezassete (!!) pontos perdidos… Demasiados para quem ambiciona as faixas de campeão nacional!
Se a estrutura directiva se manteve, bem como a equipa técnica, onde é que eventualmente o Sporting perdeu a qualidade que lhe permitiu executar na época passada uma campanha tão positiva? Parece-me claro que a resposta está no plantel… A perda de dois jogadores mais que fundamentais e a sua deficiente substituição, são para mim, as situações principais que colocam o clube de Alvalade na actual situação.
Bas Dost tem sido um dos escassos pontos positivos da época leonina Fonte: Sporting CP
Saíram João Mário e o argelino Islam Slimani, que se prepara neste momento para disputar a CAN. Tenho dito e insistido que embora o “leão do Magrebe”, seja um jogador excepcional com uma importância extrema na dinâmica da equipa do ano passado (principalmente na primeira fase de pressão), Bas Dost, o seu substituto directo, é de facto um matador nato e embora a equipa esteja com uma performance abaixo do expectável, o holandês já leva treze golos na Liga, liderando desta forma a lista dos melhores marcadores. O que me leva, mais uma vez, a insistir na ideia de que João Mário tinha muito maior preponderância e influência na dinâmica da equipa. Um “híbrido” como gosto de lhe chamar, sabia ser o terceiro médio, ou um jogador de ala, exímio no passe e na forma de pensar o jogo, o internacional português conseguia reunir em si características que de uma forma geral, só dois ou três jogadores oferecem a uma equipa… Visão de jogo, qualidade de passe, alguma precisão de remate, capacidade de pressionar ou fechar espaços…
O jogo do FC Porto frente ao FC Paços de Ferreira da passada semana foi marcado, para a generalidade dos adeptos portistas, por um empate sem golos que acabou por permitir ao SL Benfica distanciar-se na liderança da Liga NOS. Porém, o encontro marcou igualmente o regresso ao 11 inicial de Rúben Neves e, acima de tudo, uma exibição do jovem médio portista que evidenciou o que este pode trazer de diferente à equipa, na posição de trinco, relativamente a Danilo Pereira.
O que se pretende colocar em discussão não é a qualidade de ambos os futebolistas, mas antes as diferenças entre eles e a forma como essas mesmas diferenças se podem traduzir na dinâmica coletiva da equipa. Assim, se com Danilo Pereira a ocupar a posição de trinco o foco é colocado nos duelos individuais e na transição defensiva, com Rúben Neves este volta-se para a construção e para a transição e/ou organização ofensiva.
Perante este dado importa, desde logo, colocar uma questão para reflexão: na grande maioria dos encontros uma equipa com a dimensão do FC Porto passa mais tempo a disputar o momento defensivo ou o momento ofensivo do jogo?
Fonte: FC Porto
Até há relativamente pouco tempo Danilo Pereira parecia tratar-se de um dos jogadores mais sobrevalorizados do FC Porto e do futebol português. Tratava-se de um futebolista que na dimensão física do jogo se destacava dos demais mas que apresentava problemas significativos mesmo ao nível do posicionamento. Porém, e sobretudo desde que Nuno Espírito Santo se encontra ao leme da equipa, Danilo ganhou agressividade na reação à perda da bola e, principalmente, uma maior capacidade de ocupação de espaços (sendo agora muito eficaz, por exemplo, a fechar os espaços interiores à progressão da equipa adversária). Contudo, e pese embora o facto de ser um futebolista que, pela sua velocidade, consegue progredir rapidamente com bola em transição ofensiva, este apresenta lacunas ao nível da tomada de decisão e da técnica de passe que limitam a ligação do jogo entre linhas.
Já algo se tinha notado quando o Benfica enfrentara o Estoril e, de seguida, o Rio Ave. Ainda mais quando a equipa recebera o Vizela. Mas vinha o verdadeiro teste na 16.ª jornada, com uma deslocação à cidade berço, Guimarães.
Jonas jogou 12 minutos frente ao Estoril e 23 frente ao Rio Ave. Por mais ínfimo que tenha sido esse tempo, este jogador teve mais do que tempo para mostrar a sua qualidade em campo.
Contra o Vizela jogou os 90 minutos e marcou dois golos. Contudo, uma equipa mais acessível permitia rodar jogadores, e ainda faltava ao brasileiro integrar o 11 base desta época.
Na 16.ª jornada do campeonato nacional, contra o Guimarães, Jonas viu-se a titular com as armas apontadas à porta do castelo. Jogou 71 minutos, mas estes bastaram para que as dúvidas se desvanecessem perante os nossos olhos.
Em 19 minutos estreou-se a marcar pelo Benfica no campeonato nesta época, e em 42 minutos assistiu o segundo e último golo do Benfica na partida de onde saiu vitorioso.
Porém, não são só os golos e as assistências do veterano do Benfica que estão aqui em questão. É algo mais, muito para além de fazer balançar as redes adversárias.
Jonas é um jogador incomparável na liga portuguesa. Um ponta de lança exímio que acrescenta muito à equipa encarnada. O seu posicionamento e a sua postura durante os jogos mudam também a exibição do resto da equipa na partida. O toque de bola fascinante que o jogador consegue obter deixa um brilho nos olhos dos adeptos que, das bancadas dos estádios, das cadeiras dos cafés e dos sofás lá de casa, demonstram um enorme carinho pelo jogador benfiquista.
Gonçalo Guedes mostrou-se uma excelente alternativa ao brasileiro no tempo que este último esteve de fora dos relvados por lesão e, muito sinceramente, tenho imensa pena de que o jovem jogador português não passe por mais do que isso mesmo: uma alternativa. Guedes é jovem e tem muito que jogar e aprender ainda. Jonas ensina a jogar futebol.
É um prazer ver Jonas jogar. A amizade profunda que nutre pela bola permite-lhe fazer feitos incríveis dentro de campo Fonte: SL Benfica
É algo que deixa os adeptos encarnados muito descansados: o facto de saberem que têm pontas-de-lança como Guedes e Jonas por onde escolher. Para não falar também de Mitroglou e de Jiménez.
Parando agora com os elogios à excelência tática e futebolística de “Jonas Pistolas”, há algo mais do que a sua qualidade que aqueles 72 minutos em Guimarães puseram em causa.
Jonas, Mitroglou, Jiménez, Gonçalo Guedes, Zivkovic. São, no total, cinco pontas-de-lança, havendo apenas lugar para dois.
Mitroglou parece-me uma peça extremamente importante para a tática do Benfica. É um avançado de área que deixa a defesa adversária o mais recuada possível, faz com que o jogo do Benfica ganhe mais profundidade e permite que os encarnados possam jogar mais subidos e tenham mais espaço para as transições rápidas a que já nos têm vindo a habituar.
Caso Mitroglou não jogue, restam-nos avançados velozes. Embora o Benfica já tenha jogado com dois pontas-de-lança rápidos, o hábito está longe de ser esse. Apesar de já ter resultado esta época com Guedes e Jiménez, por exemplo.
Guedes tem sido uma enorme revelação e tem uma margem de progressão enorme. No último jogo bisou pela primeira vez de manto sagrado envergado e contínua a mostrar-se presente. O único problema dele é não ser Jonas.
Estes 72 minutos de Jonas frente ao Vitória SC vieram mostrar que o goleador canarinho está pronto para voltar aos relvados. Pronto para marcar, assistir e embelezar o jogo do Benfica. Assim, estará pronto para reaver o lugar na frente de ataque. Com ele em campo, o Benfica ganhará ainda mais qualidade do que aquela que tem apresentado nos últimos jogos.
É um prazer ver este Benfica jogar. Com e sem Jonas. Há dois plantéis de destaque nesta liga portuguesa, e os dois pertencem aos encarnados. O primeiro seria o principal, com Jonas; o segundo seria o suplente. Incrível como isto tudo é culpa do Benfica!
Miguel Ângelo da Rocha Silva, conhecido no mundo do futebol simplesmente por Xeka, 22 anos de idade, médio centro do SC Braga, com apenas 749 minutos jogados ao longo da Liga NOS 2016/17 é já um dos futebolistas jovens mais entusiasmantes da mesma. Ainda que com relativamente poucos minutos somadas na equipa principal do SC Braga, Xeka poderia perfeitamente integrar uma lista dos melhores futebolistas da Liga NOS 2016/17, até ao momento, que excluísse os jogadores que atuam nos clubes ditos “grandes”.
Xeka impressiona, acima de tudo, pela forma cerebral como encara o jogo. Este não se trata de um box-to-box tradicional, daqueles que conduz a bola de área a área por via de acelerações desenfreadas; na base do futebol de Xeka está a inteligência ao nível do posicionamento e da ocupação de espaços. Morfologicamente o médio português tem caraterísticas que podem até parecer algo atípicas (1,86m) para a posição que ocupa em campo. Porém, são essas mesmas caraterísticas que favorecem as suas rápidas movimentações no terreno de jogo.
Fonte: Site SC Braga
Apesar de não ser um criativo Xeka tem uma capacidade acima da média para ler o jogo e, por essa via, consegue quase invariavelmente fazer circular a bola para fora das zonas de pressão e dar seguimento com qualidade às jogadas de ataque da equipa. Não sendo um futebolista que se destaque particularmente no último passe, o jogador do SC Braga é daqueles atletas que ajuda a compreender a ideia de que, no futebol, tão importante quanto a assistência para golo são todos os passes que a antecedem e que permitem à equipa aproximar-se do mesmo.
Sobretudo por se tratar de uma equipa que, num passado recente, tem tido no equilíbrio entre o momento defensivo e o momento ofensivo a génese do seu futebol o SC Braga parece ser, atualmente, o contexto ideal para que Xeka possa continuar a evoluir enquanto futebolista. Da mesma “escola” que deu a conhecer Rafa Silva, um dos melhores futebolistas da Liga NOS, ao mundo do futebol, Xeka poderá ser o próximo atleta a aspirar a mais altos voos futebolísticos caso trabalhe arduamente para tal e caso o contexto em que se encontra inserido o favoreça efetivamente.
Novak Djokovic – Após uma segunda metade da época menos bem conseguida em 2016, Novak Djokovic parece estar de regresso ao seu melhor. Prova disso foi o triunfo frente a Andy Murray, atual número 1 mundial, em três sets, na final do torneio ATP de Doha. O tenista sérvio, a jogar na sua superfície favorita, precisará, contudo, das suas melhores esquerdas paralelas e respostas ao serviço para levar de vencido, entre outros, o tenista escocês. (Francisco Sampaio)
Novak Djokovic – O sérvio até pode ser número dois do mundo, mas o palmarés de Djokovic em Melbourne fala por si: são seis os títulos que o ex-número 1 mundial já conquistou em terras australianas. O maior obstáculo a um sétimo título no Australian Open será Andy Murray, mas até aí o sérvio leva enorme vantagem: 25 vitórias contra apenas 11 derrotas. Tendo em conta tudo isto, Djokovic é o óbvio e natural favorito. (Duarte Pereira da Silva)
Novak Djokovic – Campeão de 5 dos últimos 6 Opens da Austrália; teve um fim de 2016 abaixo do nível estratosférico, que lhe é comum, mas já mostrou estar ‘de volta’ com o título em Doha, ao derrotar Murray na final. É ele o alvo a abater em Melbourne, como sempre. (Manuel Traquete)
O Rali a que injustamente chamam Dakar chegou ao fim, numa prova com muitos problemas devido ao mau tempo, que levou mesmo à anulação de duas etapas e ao encurtamento de outra.
A questão de a prova ser em África ou na América do Sul, ou até em qualquer outra parte do mundo, deu muito que falar devido a todos os problemas que existiram nesta edição. A questão é-me totalmente indiferente, o que não me é indiferente é o uso do nome Dakar: se querem usar o nome Dakar, a prova tem que ser em África e começar ou acabar nesta cidade senegalesa. Assim como está, eu serei sempre contra o nome e, enquanto tiver liberdade para isto, escreverei o mínimo de vezes possível que o artigo é sobre o “Dakar”, porque não o é.
Paulo Gonçalves bem atacou, mas não deu para mais Fonte: Paulo Gonçalves
Mas os problemas e as polémicas não foram só devido ao mau tempo. O caso mais polémico passou-se com a Honda, equipa de Paulo Gonçalves: a equipa da marca japonesa foi toda penalizada em uma hora por ter, supostamente, reabastecido numa zona em que não era permitido.
Paulo Gonçalves foi, apesar desta penalização, o melhor português, terminando em sexto e merecendo mais do que isto pela prova que fez. O piloto de Esposende, não fosse a penalização, e teria lutado pela vitória, vitória esta que sorriu a Sam Sunderland. O inglês da KTM elevou assim para 17 o número de anos em que a equipa austríaca ganhou a prova consecutivamente.
A grande surpresa da prova, para mim, foi o Joaquim Rodrigues: o motard de Barcelos estreou-se na prova com um brilhante 10º lugar, aos comandos de uma Hero Speedbrain. Um resultado que mostra que existem bons valores em Portugal, fora o Paulo Gonçalves e o Hélder Rodrigues.
Joaquim Rodrigues foi o segundo melhor estreante Fonte: Joaquim Rodrigues
Hélder Rodrigues é que para mim foi uma desilusão, mesmo acabando à frente de Joaquim Rodrigues. Esperava-se muito mais de Hélder Rodrigues, que ficou muito afastado da liderança quando o seu objetivo era lutar por ela. No entanto, de realçar a presença de três portugueses nos 10 primeiros.
Quanto aos restantes portugueses, Mário Patrão foi 20º, um resultado que se pode dizer positivo; não muito atrás ficou outra boa surpresa, Gonçalo Reis, que esteve sempre dentro dos 30 primeiros e acabou em 26º. Fernando Sousa Jr foi 42ª; Fausto Mota foi 49º; Rui Oliveira ocupou a posição 53 e Pedro Bianchi Prata terminou em 57º – assumo que esperava mais dele. Já Luís Portela de Morais e David Megre não conseguiram terminar.
Nos carros, a Peugeot dominou em mais uma vitória de Stephane Peterhansel, a sua 13ª. Sebastien Loeb deu bastante luta ao seu colega de equipa, mas foi incapaz de o tirar do topo da classificação. Cyril Despres fechou o pódio. Paulo Fiúza levou o 15º lugar, enquanto Filipe Palmeiro desistiu na penúltima etapa, quando era sétimo.
Para finalizar, nos camiões, José Martins foi 30º, enquanto Armando Loureiro desistiu, na categoria ganha por Eduard Nikolaev.
O Sporting deslocou-se até à cidade de Chaves para fazer aí o primeiro de dois jogos contra a equipa local, um para o campeonato e outro para a taça de Portugal. Sabendo de antemão que o líder tinha perdido pontos em casa, os leões viam aqui uma oportunidade para aproveitar e reduzir pontos para o Benfica.
A juntar ao frio que se sentia em Chaves, os leões que se deslocaram ao estádio gelaram ainda mais. Perdigão (que já tinha avisado a defensiva leonina na jogada anterior), aos quatro minutos de jogo, através de uma boa investida pelo lado direito, cruza para o centro da área e Rafael Lopes levou a melhor sobre Coates e subiu ao terceiro andar para cabecear a bola para dentro das redes leoninas. Culpas em parte atribuídas a Bruno César, por não acompanhar o extremo direito até ao final da jogada.
O Sporting tentava sair em resposta à desvantagem. No entanto, a boa organização defensiva dos flavienses não permitia preocupações de maior, exceção feita a um remate de Adrien Silva, que saiu demasiado desviado do alvo, e a um cruzamento/remate de Bruno César.
Os leões tentavam fazer a bola circular no meio-campo do Chaves, porém, os jogadores da equipa da casa, quando recuperavam a bola, facilmente e em poucos passes chegavam perto da baliza de Rui Patrício. Isso notou-se na meia hora de jogo, com uma jogada pelo lado esquerdo por Fábio Martins, que rematou à baliza com a ponta da bota, vendo a bola passar perto da baliza leonina. Bas Dost e Alan Ruiz ainda tentavam dar algum alento ao ataque do Sporting, mas as suas tentativas eram sempre travadas pela defesa do Chaves.
Já em tempo de compensação do primeiro tempo, o Sporting chega ao empate. Gelson Martins, um dos grandes impulsionadores dos ataques dos leões, faz um cruzamento milimétrico pela direita, para a cabeça de Bas Dost. O gigante holandês cumpriu o seu trabalho, cabeceando ao segundo poste para dentro da baliza dos flavienses, restaurando a igualdade ao jogo.
Bas Dost repôs a igualdade, numa primeira parte muito equilibrada (Fonte: Sporting CP)
O intervalo chegava: e ainda bem para a defensiva o Sporting. Raúl José precisava de rever a tática dos leões. Enquanto a equipa do Chaves fez uma primeira parte quase irrepreensível, o mesmo não se podia dizer do Sporting: Bruno César, apesar da sua rapidez nas subidas pelo lado esquerdo, demorava muito a recuperar a posição, o que obrigava Rúben Semedo a fazer a dobra, já amarelado, não podendo pressionar tanto. Ricardo Esgaio, apesar de recuperar mais rapidamente que o seu colega, deixava muito espaço nas costas, o que obrigava Coates a sair da sua posição. Adrien Silva, muito envolvido nos ataques dos leões, não descia para receber a bola, criando menos uma linha de passe.
A segunda parte começou com a boa qualidade com que a primeira tinha acabado, com ambas as equipas a procurarem um resultado favorável. Uma das grandes oportunidades esteve nos pés de Adrien Silva, que rematou forte à baliza, com a bola a sofrer um desvio para canto. O futebol que os leões apresentavam eram cada vez mais sólido, com posse de bola e ataques organizados. Já o Chaves apostava cada vez mais no contra-ataque, sem direção.
O Sporting acaba por chegar à vantagem, depois de ter visto Rúben Semedo ser expulso por duplo amarelo, após uma entrada dura sobre Davidson, ex-Sporting da Covilhã, que tinha rendido William. Aproveitando uma distração da equipa da casa, os leões criam um ataque rápido, com André a chegar à liga de fundo e a cruzar para a pequena área, onde aparece Bas Dost para encostar para a baliza flaviense.
Fábio Martins ainda tinha uma surpresa na manga para o final deste jogo. O jogador, depois de um corte de Coates, aproveita o avanço de Rui Patrício para rematar à baliza, fazendo assim um golo exímio e que marcou este golo.
Apesar dos esforços, os leões – que até se colocaram em vantagem durante alguns minutos – não conseguiram mais que um empate. Este jogo serve de abre olhos aos leões, que terão de se comportar de forma diferente se querem seguir em frente na Taça de Portugal, visto que têm pela frente um adversário respeitoso. Elogios para o Chaves, que está a realizar uma temporada bastante positiva, dando luta e mostrando que se quer manter na primeira divisão e que conseguiu o equilíbrio frente aos leões.