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Ligue 1: O que pode trazer a segunda volta

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Cabeçalho Liga Francesa

Janeiro é o mês ideal para refletir. É o momento de todas as equipas técnicas olharem para trás, e analisarem a sua primeira metade da época. Agora, é possível corrigir os problemas e os erros que estão a atormentar as equipas que se apresentam com dificuldades. Janeiro é assim sinónimo da reabertura do mercado.

Na ligue 1, chegámos agora a metade da época. A surpresa deste ano é claramente a equipa da cidade de Nice. Os “Le Aiglons” estão no primeiro posto da tabela e estão lançados para a conquista do quinto campeonato francês. Com apenas uma derrota no terreno do Caen, é notório que o ponto forte da turma do técnico Favre Lucien é a sua defesa. Uma autêntica muralha que apresenta na sua composição o jovem Sarr Malang de apenas 17 anos.  Este pupilo francês é o defesa com mais partidas jogadas na equipa e a peça chave do setor defensivo. No meio-campo, espera-se que Jean Seri mantenha o nível exibicional das primeiras 19 jornadas. O costa-marfinense que passou pelo futebol português (Paços Ferreira) apresenta exibições de encher o campo tornando-o o melhor assistente da liga.

No entanto, no segundo lugar surge o poderoso AS Mónaco. A equipa de Leonardo Jardim é só o melhor ataque de todas as ligas europeias. Radamel Falcao parece estar de volta aos tempos de matador, com 11 golos em 13 partidas jogadas. Mas não é só o colombiano que está em boa forma, os vermelhos e brancos apresentam um plantel de craques que fazem do seu emblema aquele que melhor pratica futebol. Dá gosto ver jogos no Stade Louis II. Nota-se que existe harmonia e bastante entendimento entre todo o plantel, mas era importante que o técnico português procurasse agora um defesa para melhorar os setores mais recuados do terreno.

 A surpreendente equipa de Nice é primeiro classificada na liga Fonte: OGC Nice
A surpreendente equipa de Nice é primeiro classificada na liga
Fonte: OGC Nice

Obviamente que nesta luta pelo título não podemos descartar o Paris SG. O atual campeão em título deixou-se afetar com as saídas de Zlatan Ibrahimovic e de David Luiz para o campeonato inglês. Cavani e Di Maria são os que apresentam melhores índices físicos, mas não chega para carregar o resto da equipa as costas. É necessário reforçar o plantel nesta reabertura de mercado se o técnico Unai Emery quiser levar a taça para o Parc des Princes. O título obviamente que ainda é possível, mas terá de haver melhorias no futebol do PSG para fazer frente aos dois primeiros classificados.
Não só no topo da tabela, mas também no fundo desta existe uma luta acesa pela manutenção liga. Neste momento tudo é possível porque temos 10 clubes a apenas 3 pontos da linha de água. O Lorient está numa situação precária e será difícil lutar contra a corrente, pois está em último com 38 golos sofridos e 12 derrotas. Com este futebol, a equipa deverá voltar a ligue 2, de onde saiu na época de 2005-2006.
Desta forma, prevê-se um resto de campeonato bastante competitivo entre primeiros e últimos classificados. Uma tradição que foge à regra visto que o PSG tem vencido facilmente as últimas quatro ligue 1. O Nice está em primeiro, joga muito bem, mas o AS Mónaco poderá ser bem capaz de subir ao topo e ser campeão.

Foto de capa: Ligue 1

Onze do Ano BnR – Futebol Nacional

Cabeçalho Futebol Nacional

GUARDA-REDES

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Rui Patrício – Um ano para recordar do guardião leonino. Dez anos depois da estreia de leão ao peito, Rui Patrício foi uma das figuras do Sporting recordista de pontos de Jorge Jesus.

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Talento lusitano na melhor equipa do mundo – Entrevista a Nuno Bico

entrevistas bola na rede

Nuno Bico foi contratado pela equipa nº1 do ranking mundial. Começou 2017 com um contrato na equipa espanhola Movistar, onde vai correr ao lado do colombiano Nairo Quintana e do espanhol Alejandro Valverde. Viseense e com apenas 22 anos sempre mostrou a sua dedicação e certezas em relação ao seu futuro no mundo do ciclismo. Começou desde cedo, passou pela Radio Popular Boavista e a época passada esteve numa equipa da República Checa, a Klein Constantia.

Bola na Rede: Ano novo, vida nova… havia melhor forma de começar o ano?

Nuno Bico: A vida não vai ser nova, a equipa é que é diferente.

BnR: Mas vais ter rotinas diferentes…

NB: O trabalho dos outros anos mantém-se, e a dedicação é igual, apenas corridas de um nível maior e mais responsabilidades. A atitude vai ser sempre a mesma embora com um pouco mais de dedicação e motivação agora mas não vai mudar assim tanto.

BnR: Como é que se deu este processo de negociação? Tinhas outras equipas interessadas?

NB: Sim, tinha. O ciclismo está dividido por três escalões e a Movistar é o primeiro escalão. Eu sabia do interesse deles, tinha propostas dos outros escalões também, mas felizmente a Movistar não perdeu interesse e assinámos contrato.

BnR: É uma equipa para onde sempre quiseste ir…

NB: Sim, acho que qualquer ciclista quer ir para lá. O problema é eles quererem outro ciclista.

BnR: E o que é que eles viram em ti?

NB: Acho que foi uma época boa para mim, muito trabalho de equipa ao longo do ano. Acima de tudo dedicação. Eles já conheciam bem as pessoas com quem eu trabalho. Há certas coisas que não transparecem para o público, mas quando as outras equipas já conhecem o teu treinador, os teus diretores desportivos, ficam a conhecer a tua atitude em corrida e fora dela, e isso conta muito.

BnR: 24h depois da confirmação pública foste a Madrid direto de Viseu. Uma viagem que estavas ansioso de fazer …

NB: Sim, tive de ir a Madrid por causa das fotografias para o site deles, para poder estar atualizado no dia 1 de Janeiro e para receber as bicicletas e o equipamento do novo ano.

BnR: E que tal as bicicletas?

NB: São umas máquinas…

BnR: Sentias que uma oportunidade destas, uma oportunidade para o WorldTour ia aparecer aos 22 anos?

NB: Acho que sim. Depois deste primeiro ano fora de Portugal não tinha dúvida que queria continuar e além disso dei provas suficientes de que o merecia. Para além disso a idade é só um número.

BnR: Movistar, uma das melhores equipas do mundo. Achas que vais sentir essa pressão ou o nome da tua equipa não te influencia enquanto corres?

NB: É a equipa n.º 1 do ranking, claro que vou sentir essa pressão. Já não estamos a falar de um escalão de juniores, em que o importante é o crescimento e o desenvolvimento. Aqui é um escalão de elites onde estão em jogo milhões de euros e pesa a responsabilidade. A equipa quer ganhar e o bom trabalha ditará o resultado final.

Nuno Bico vive um sonho na Movistar Fonte: Movistar Team
Nuno Bico vive um sonho na Movistar
Fonte: Movistar Team

BnR: Esperas muitas mudanças em termos de rotina e trabalho?

NB: O ano passado já era profissional e a rotina será a mesma, mas como o nível das corridas vai subir já vou tendo treinos tanto mais longos como mais intensos e é aí que está a maior diferença em relação ao ano passado.

BnR: Estás ansioso por alguma prova em específico?

NB: As provas também têm escalões e o escalão WT (WorldTour) dentro das corridas é o mais elevado e gostava de poder fazer alguma ou algumas, no meu primeiro ano. A equipa participa em WT, HC (Hors Catégorie) e depois .1, que é a categoria a seguir. E claro que há várias WT ao longo da temporada, mas são trinta ciclistas e muitos deles serão muito experientes. São essas corridas que dão pontos, visibilidade…

Ano novo, modas antigas

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2016 foi o ano em que um determinado empresário imobiliário disse a celebre frase “Falem de nós, não falem dos outros”. Eu disse 2016, certo? Mas, como estamos em 2017, isso já não será válido, uma vez que em meros três dias do novo ano já se ouviu o mesmo empresário dar uma entrevista; a da praxe dos últimos cinco anos, qual estadista, a informar a população de quais as linhas orientadoras de todo o seu excelente projecto, ainda que sem especificar contas e sem perceber muito do negócio. Alguns blogues que se dizem afectos ao clube de tão distinto senhor, também estão a tentar fazer contabilidade criativa com as contas do Sporting (não lhes chegassem as suas próprias contas). E, mais uma vez, os tenores dos vários programas desportivos vieram, em uníssono, cantar a mesma melodia, seguindo as linhas a que já nos habituaram, com boatos e mentiras prontamente desmentidas.

Outra incongruência vinda de 2016 foi proferida por um candidato à presidência do Sporting, que dizia (em 2016), que a campanha eleitoral deveria ser feita com elevação e sem ataques pessoais. Essa foi a mesma pessoa que, desde que o actual presidente assumiu nova candidatura (já em 2017), vem todos os dias falar de Bruno de Carvalho ou da sua lista. O Sporting vai ter eleições, e a data dessas mesmas eleições não é, para mim, a mais indicada. Podem dizer-me que será para que a equipa que entrar possa preparar a nova época, no entanto, para uma equipa que possa estar a lutar pelas competições, Março é um mês crucial, e não precisa de nenhum outro meio desestabilizador para além dos que já nos são impostos pelas próprias competições e adversários.

A dupla do Sporting CP continua a ter de lutar contra muitos tentáculos Fonte: Sporting CP
A dupla do Sporting CP continua a ter de lutar contra muitos tentáculos
Fonte: Sporting CP

É também com isto que os nossos adversários estão já a jogar, porque apesar de, neste momento, não sermos o principal adversário, continuamos lá, e em março ou abril o cenário poderá já ser bem diferente, porque temos equipa para isso. No entanto, creio que eles não pensam na ameaça que possamos ser ou não este ano, mas, como disse um conhecido adepto sportinguista há poucos dias, pensam sim em eliminar-nos permanentemente. Se os deixarmos, isso acontecerá,  porque não é com candidatos que nem para uma conferência de imprensa de apresentação da sua própria candidatura se sabem preparar, que conseguiremos ter um Sporting cada vez mais forte. Aquilo foi só ridículo. Podem no entanto dizer-me que não é preciso saber falar, é preciso saber fazer. Eu direi que também é preciso coragem e nervo para enfrentar as adversidades, e se alguém se assusta unicamente com perguntas elementares de jornalistas, o que fará quando tiver que enfrentar alguns “carniceiros” que por aí andam. Isto para além de não ter apresentado nenhum projecto e já andar a criticar os existentes. Podem ainda dizer-me que ele mostrou sucesso onde estava, e eu direi que, nos meus anos de trabalho vi muita gente incompetente chegar a lugares bem altos.

Espero bem que apareçam candidatos fortes, com ideias para efectivamente reforçar o Sporting, e não discursos encomendados, ou candidaturas patrocinadas. E se não aparecer mais nenhum candidato, espero ver  iniciativa e propostas concretas para o futuro do meu clube, e menos papagaiada e frases feitas já ouvidas a ser proferidas por rivais do Sporting. Espero que, quem ganhe, consiga aproveitar o bom trabalho e as boas ideias dos opositores e não fiquem constantemente a atacar-se uns aos outros, como se só as suas próprias ideias pudessem servir o clube. Ganhe quem ganhar, tem que ter a inteligência de cumprir com o que prometeu aos sócios e adaptar alguma boa proposta dos vencidos, que certamente também as terão.

Vitória FC 2-1 Sporting CP: Guerreiros Sadinos

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Noite agradável no Bonfim, ainda assim com um estádio pouco composto. O Vitória apresentou-se com oito alterações no onze inicial, relativamente à última partida e o Sporting com cinco.

A equipa da casa começou com a força toda e fez o primeiro remate do jogo logo no primeiro minuto. O Vitória continuou muito pressionante, com o Sporting a criar também algum perigo, mas foram mesmo os sadinos a chegar primeiro ao golo. Venâncio inaugurou o marcador aos 19 minutos, perante a passividade da defesa leonina.

Os leões reagiram ao golo e foram, aos poucos, subindo cada vez mais no terreno, mas sem eficácia. Já o Vitória continuou a criar muito perigo à baliza de Beto e quase chegou ao 2-0 aos 34 minutos. Velocidade e atenção eram as maiores falhas da equipa visitante. O primeiro amarelo do jogo surgiu já depois da meia hora para o número 47 do Sporting: Esgaio.

A primeira parte seguiu com lances de algum perigo por parte de ambas as equipas, sendo que os rapazes de Setúbal foram mais atrevidos que os de Alvalade. O intervalo chegou com os sadinos em vantagem. Jorge Jesus deveria aproveitar os 15 minutos para acertar os erros cometidos, especialmente, pela defensiva dos leões.

A segunda metade da última jornada da Taça CTT começou com o técnico leonino a mexer na equipa. Foram a jogo Bas Dost e Gelson, para substituir Bryan Ruiz e Markovic que ficaram no balneário e que pouco ou nada tinham feito nos primeiros 45 minutos. Sem sombra de dúvida, o Sporting entrou muito mais agressivo que na primeira parte e começou desde cedo a criar problemas à defesa sadina. Com dez minutos de jogo, já tinha sido mal assinalado um fora de jogo e não assinalado um canto à equipa visitante.

Frederico Venâncio colocou os sadinos em vantagem na primeira parte (Fonte: Domínio de Bola)
Frederico Venâncio colocou os sadinos em vantagem na primeira parte (Fonte: Domínio de Bola)

 

Entretanto, e depois de sair para ser assistido, Vasco Costa acabou mesmo por ser substituído, tendo entrado Bonilha para o seu lugar. Couceiro apostou, assim, no reforço do seu meio campo. Numa subida clara de rendimento da equipa de Jorge Jesus, o Vitória conteve-se mais, mas nem assim deixou de criar perigo à baliza de Beto. O Sporting acabou por esgotar as suas alterações perto da meia hora, saindo o já amarelado Castaignos para entrar André Filipe.

Ambas as equipas corriam pela vida. O Vitória tentava, desesperadamente, manter o resultado, enquanto os leões pressionavam ostensivamente, em busca do golo do empate e este chegou mesmo com dez minutos ainda por jogar. Elias, depois de um jogo muito apagado, colocou o Sporting na liderança do grupo. Ficou apenas a dúvida se este controlou a bola com o peito ou com o braço.

Rui Oliveira, juiz desta partida, deixou muito a desejar na segunda parte do jogo, contrariando até, indicações dos seus assistentes. Erros do árbitro que, de alguma forma, foram prejudicando as duas equipas durante os últimos 45 minutos. A apenas três minutos do final do tempo regulamentar, o Sporting continuava por cima da partida, ainda que com menos intensidade. O Vitória, mais desconcentrado que na primeira parte, perdia as suas jogadas no terceiro quarto do campo. Houve ainda tempo para um penálti, muito discutível, para o Vitória no último minuto de jogo. Gerou-se a confusão em campo e choveram amarelos. Edinho foi chamado a converter a penalidade e não cedeu. O Vitória conseguiu vencer a partida e o Bonfim ficou ao rubro.

Quem disse que a festa da Taça é só na prova rainha?

Final emocionante numa noite que merecia mais adeptos no estádio. Assim, Vitória segue em frente na competição, justamente, pois, ao contrário do Sporting, nunca baixaram os braços e acreditaram até ao fim.

SS Lazio: uma questão de profundidade

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Cabeçalho Liga Italiana

Numa época em que o futebol italiano é dominado por um colosso (Juventus) e em que a concorrência, pelas mais diversas razões, não é capaz de superar-se, eis que, de uma forma sorrateira e discreta – seria também uma boa definição para o futebol que joga – surge uma equipa a tentar intrometer-se. A Lazio, comandada pelo irmão de Inzaghi, tem tido um comportamento regular e consistente, num campeonato em que as equipas grandes demonstram uma irregularidade…consistente. O que falta à equipa? Profundidade

Seria interessante, caro leitor, comparar aquilo que a Lazio tem feito com aquilo que o seu rival da cidade tem produzido. A Roma tem o palmarás, o potencial futebolístico, as individualidades, mas tarda em dar o salto qualitativo. A Lazio, por seu turno, tem limitações evidentes no seu plantel, comparando com outras equipas, mas demonstra, pelo menos, uma certa organização e regularidade. Aliás, a Lazio de Inzaghi fomenta parte da essência do futebol italiano, pois assenta numa organização defensiva rigorosa, em todos os jogadores trabalham para que o colectivo tenha sempre um controlo táctico do jogo.

Immobile tem mantido a qualidade que lhe é reconhecida Fonte: S.S. Lazio
Immobile tem mantido a qualidade que lhe é reconhecida
Fonte: S.S. Lazio

Depois há a outra parte. A parte ofensiva. Quando a equipa tem bola, aí sim, a Lazio demonstra o seu potencial futebolístico. Tendo um meio-campo essencialmente de combate e de rigidez táctica – destaque para Biglia, importante nos equilíbrios da equipa -, e no ataque que as coisas são mais apelativas, com uma tripla explosiva formada por Keita – uma das revelações do campeonato passado -, Felipe Anderson – criativo brasileiro que vai a caminho de mais uma grande época – e Immobile, que, novamente em Itália, promete uma época cheia de golos.

É verdade que, apesar deste poder de fogo – os golos da equipa surgem quase sempre de uma acção destes três jogadores -, falta sempre alguma profundidade à equipa. Profundidade porque nem sempre os comandados de Inzaghi têm a ambição suficiente nos encontros – a equipa fica presa de movimentos – e…profundidade porque estes jogadores necessitam de uma coisa que é rara no campeonato italiano: espaço.

O espaço é tão curto para os avançados da Lazia, como é para a própria equipa ter sucesso – entenda-se, ficar nos quatro primeiros – num campeonato tão exigente e com equipas mais bem apetrechadas. A organização e a consistência vencerão o talento? Em Itália já não seria a primeira vez…

Foto de capa: SS Lazio

Meu Querido, Janeiro

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Virámos o ano com estilo. Em primeiro lugar e presente em todas as frentes, primeiro no campeonato, quartos da taça, quase nas meias da taça da liga e oitavo da liga dos campeões. Isto é Benfica. Agora, tudo muito giro e tal, mas o problema disto tudo é que significa que estamos em Janeiro.

Para os mais esquecidos, o mês de Janeiro é o mês das saídas. O mercado reabre e com ele a sombra da dúvida relativamente a quem fica e a quem sai do clube. Claro que Janeiro não é só sinónimo de saídas. Há entradas. Para já a mais falada é de Hermes.

Marcelo Hermes tem 22 anos e é um lateral-esquerdo proveniente do Grémio de Porto Alegre. Vitória foi inclusive um pouco incongruente com o seu habitual modus operandi e disse de boca cheia: “Hermes tem qualidade” (fonte: Record). Sem querer assustar muito e lançar já o pânico, esta vinda do brasileiro por cinco épocas e meia pode significar um dos cenários mais desagradáveis para a massa benfiquista, a saída de Grimaldo.

O príncipe da Catalunha (os mais susceptíveis desculpem-me a alcunha) tem dado que falar desde que começou a jogar. Foi lançado por Rui Vitória no final da temporada anterior e desde então tem vindo a subir de forma. Verdade que as lesões têm-lhe retirado tempo de jogo, mas a qualidade do lateral argentino é mais do que muita. O suficiente para enlouquecer o pessoal do estrangeiro e atrair as atenções de outro ex-Barcelona, Guardiola.

Mas se por um lado parece que o Benfica contratou Marcelo para resolver uma eventual saída de Grimaldo há outros dois temas que me parecem ser da mais elevada preocupação, Lindelof e Nélson Semedo.

Lindelof é desejado em Inglaterra Fonte: Mirror
Lindelof é desejado em Inglaterra
Fonte: Mirror

Recentemente foram ambos apontados aos quadros de José Mourinho num negócio que envolvia qualquer coisa como 87 milhões de euros pelo passe dos dois. Até ver nada disto se confirmou, mas quem acompanha a Premier League sabe duas coisas. A primeira é que o Manchester United está a subir de forma (5 vitórias nos últimos 5 jogos para o campeonato). A outra é que se esta for a tendência Mourinho vai precisar de remodelar a sua equipa para garantir continuidade nos resultados e isso pode passar por mexer no setor mais débil dos red devils, a defesa.

A necessidade de Mou ter um central já não é nova. Tinha a Premier um mês de jogo e já se falava que Fonte ia para Old Traford. Agora é a vez de Lidelof ter 15 minutos de fama. Resta saber se o negócio vai para a frente e se pelo caminho também ficamos sem Semedo.

A NBA em 2016

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Cabeçalho modalidadesA equipa da secção da NBA do Bola Na Rede juntou-se para defender a sua visão sobre a NBA em 2016. Desde o Jogador Desilusão até à Equipa Revelação, os redatores João Mendes e Joana Libertador elegeram os melhores e os piores do passado ano, em diversas categorias.

Jogador desilusão

Carmelo Anthony e Andrson Varejão  Fonte: Atlantic/fearthesword.com
Carmelo Anthony e Andrson Varejão
Fonte: Atlantic/fearthesword.com

Carmelo Anthony – É dos jogadores mais talentosos da liga, um marcador de pontos assassino, capaz de desequilibrar a balança a seu favor com um arsenal de soluções ofensivas com pouca réplica em toda a liga. Ainda assim, é consecutivamente incapaz de colocar a sua equipa nos lugares de PlayOffs, mesmo na conferência teoricamente mais acessível. Aos 32 anos, continua a não conseguir a consistência exigida a mais alto nível e já poucos acreditam que algum dia conseguirá. Uma pena para os adeptos de Nova Iorquinos que depositaram em si todas as esperanças do renascimento do franchise. (João)

Anderson Varejão – Não que me tenha desiludido no sentido lato da palavra, mas é, sem dúvida, um jogador que me faz suar das mãos e ficar de coração acelerado quando entra. Varejão não tem qualidade para uma equipa como os Golden State. Aliás, coincidência ou não, com este homem em campo, os Warriors têm bastante mais dificuldades em jogar, marcar e não sofrer. (Joana)

Moreirense FC 1-0 FC Porto: Duas equipas abaixo do expectável

fc porto cabeçalho

O FC Porto precisava de ganhar para se apurar e, mesmo essa vitória, poderia não chegar para o apuramento. Estava sempre dependente do resultado que o Belenenses poderia fazer contra o Feirense, tendo ainda de jogar com os vários cenários possíveis: apura-se o primeiro do grupo e,em caso de igualdade de pontuação, o desempate faz-se primeiro com a maior diferença entre o número de golos marcados e sofridos, depois com o maior número de golos marcados e por fim com a média etária mais baixa dos jogadores utilizados. Ou seja, o FC Porto tinha de vencer o jogo e, caso o Belenenses vencesse, marcar mais golos neste jogo do que o Belenenses no jogo contra o Feirense.

O FC Porto entrava em campo com algumas alterações face ao jogo contra o Feirense, tendo entrado para o XI inicial Felipe, André André, Danilo e Oliver, para os lugares de Marcano, João Teixeira, Rúben Neves e Corona, mantendo a aposta em José Sá, Boly (pouco utilizado esta época) e Depoitre (para aproveitar a maior confiança do gigante belga). Era imperativo vencer o jogo e esperar pelo Belenense-Feirense para se poder apurar para a “Final Four” da Taça CTT.

Os azuis e brancos dispuseram-se em 4x4x2, com Herrera na direita, André André na esquerda e Brahimi no apoio a Depoitre. O jogo a começar com maior iniciativa de jogo dos dragões, como seria esperado, com boas iniciativas de Maxi Pereira (numa excelente forma) e com uma boa dinâmica de meio-campo com Herrera bem na transição ofensiva e Oliver a pautar os ritmos de jogo. Depoitre, por vezes a estar mais sozinho mas a mostrar maior entendimento e apoio, ao baixar para vir tabelar e retirar a defesa do último terço. O FC Porto pressionava alto na subida o que causava transtorno na defesa da equipa de Moreira de Cónegos. Apesar de tudo, a melhor oportunidade nos primeiros 10 minutos pertenceu à equipa de Augusto Inácio, por Neto, mas José Sá a corresponder com uma boa defesa.

O FC Porto privilegiava muito a subida dos laterais que eram os jogadores que davam profundidade ao futebol ofensivo dos dragões, beneficiando dos movimentos interiores dos falsos alas portistas. Aos 17 e 18 minutos, Makaridze a brilhar com duas excelentes intervenções a remates de André André e Danilo Pereira. A pressão da equipa de Nuno Espírito Santo fazia-se sentir, com a bola a rondar mais de perto a defesa do Moreirense. Mais uma oportunidade aos 21 minutos para Depoitre mas André Micael com um corte providencial a tirar o golo do belga.

O jogo continuava com o mesmo ritmo, com os médios dos azuis e brancos a conseguirem penetrar diversas vezes na área dos comandados por Augusto Inácio. Aos 28 minutos, Brahimi a sair do meio de três adversários e a rematar mas Makaridze a impor-se com uma excelente defesa, mais uma a acrescentar às duas defesas anteriores de grau de dificuldade muito elevado. O Moreirense fazia uma pressão baixa, podendo os defesas portistas construir e o meio-campo baixar para construir com maior critério.

Os azuis e brancos, acelerando, conseguiam criar perigo para a baliza adversária mas a bola teimava em não entrar, com Depoitre a falhar mais uma oportunidade a cruzamento de Herrera. Aos 40 minutos, um penalty por assinalar por falta de Rebocho sobre André André por puxão no braço esquerdo do número 20 portista. Um primeiro tempo com supremacia portista, com variadíssimas oportunidades mas com o guarda-redes georgiano a manter invioláveis as redes do Moreirense. Pedia-se maior critério na hora de finalizar dos dragões na segunda parte para manter viva a esperança do apuramento para a próxima fase da prova.

Brahimi e Danilo estiveram em destaque, pela negativa, na equipa do Futebol Clube do Porto (Fonte: FC Porto)
Brahimi e Danilo estiveram em destaque, pela negativa, na equipa do Futebol Clube do Porto (Fonte: FC Porto)

O FC Porto entrava com o mesmo XI para a segunda parte, a necessitar de marcar para se apurar mas quem se adiantou no marcador foi o Moreirense, aos 49 minutos num lance construído por Rebocho e finalizado por Francisco Geraldes, e com culpas para a equipa de Nuno Espírito Santo, a facilitar muito no lance do golo. A equipa tinha agora de marcar pelo menos dois golos em 45 minutos.

O Moreirense a contrariar a melhor primeira parte dos dragões, mostrando mais atrevimento e pressão à primeira linha de construção do FC Porto, sem estes conseguirem contrariar. Nuno Espírito Santo estava obrigado a mexer, tirando André André aos 57 minutos para dar lugar a Diogo Jota e a retirar Boly para colocar Corona aos 58’. Opções claramente de ataque, sabendo que o tempo começava a encurtar rapidamente.

Os dragões apertavam e o Moreirense recorria à falta para travar as investidas portistas. Aos 65’, remate frouxo de Diogo Jota para defesa fácil de Makaridze. O Moreirense sempre que saía em contra-ataque causava calafrios na defesa portista e esta estava a sentir a pressão de não estar a conseguir marcar e a piorar em muito a qualidade da exibição, criando menos perigo para a baliza do Moreirense. O Moreirense a fazer dos últimos vinte minutos, um jogo de picardias, de jogadores no chão e de queimar tempo, tirando ritmo de jogo e ímpeto ao jogo portista. Danilo a ser expulso de uma forma caricata mas o árbitro deve ter as suas motivações para mostrar o segundo amarelo a Danilo Pereira aos 79’. Aos 81’, boa intervenção de José Sá a cabeceamento de Jander.

Os jogadores do FC Porto estavam de cabeça perdida e Brahimi a ser expulso por acumulação de amarelos aos 84’. Tudo perdido para os dragões, com uma primeira parte de bom nível mas uma segunda parte muito abaixo da qualidade desta equipa e com o árbitro a deixar por marcar um penalty e a expulsar de forma errada Danilo. O Moreirense criou diversas oportunidades, nomeadamente, Boateng e Jander, mas ambos os remates por cima da baliza de José Sá. O FC Porto a pecar por uma péssima segunda parte, com más substituições e com o árbitro a não marcar uma grande penalidade e com Danilo a levar um encosto do árbitro e a ver o segundo amarelo. Sem palavras. 

Liga Espanhola: Top 10 Revelações

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Cabeçalho Futebol Internacional

Quase a terminar a primeira volta na Liga Espanhola, é altura de fazer uma breve reflexão sobre as principais revelações que têm pisado os principais relvados espanhóis, sejam jogadores, treinadores, ou até equipas. Vamos ao que de melhor tem acontecido no principal escalão de nuestros hermanos.