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À atenção dos jogadores do Sporting: Assim não!

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A vinte e dois de dezembro de 2016, Nuno Matos da Antena 1 disse: “o Sporting não vence o campeonato há 15 anos e veja-se a quantidade de jovens atrás do Clube. É especial”…

Já não sou propriamente um jovem, mas também não vi a vitória em muitos campeonatos e continuo “atrás do clube!” E sim, sinto-me especial por ser adepto do Sporting Clube de Portugal. Mas o que se passou no último jogo do ano em Alvalade, frente ao Varzim, para a Taça da Liga, foi intolerável para os adeptos, causando grande revolta no seio da família leonina. Puxamos SEMPRE pela equipa, quer esteja a perder ou a ganhar, quer esteja a realizar a melhor ou a pior exibição do mundo. Desde que corram e suem a camisola, serão dos nossos. Mas neste jogo apercebi-me que ali há quem não seja “dos nossos”!

Sou do Sporting Clube de Portugal, não sou do Jefferson Futebol Clube ou do Castaignos Sport Clube. E, no jogo frente ao Varzim, o desrespeito dos jogadores do Sporting Clube de Portugal por aqueles que estão lá sempre (faça chuva ou faça sol, estejamos ou não na luta pela vitória na competição) foi inaceitável.

O 12º jogador é aquele que sempre sente o clube, já na equipa existem demasiados jogadores a parecerem fazer o frete de estar ali. Deixem de ser ingratos! Fonte: Sporting CP
O 12º jogador é aquele que sempre sente o clube, já na equipa existem demasiados jogadores a parecerem fazer o frete de estar ali. Deixem de ser ingratos!
Fonte: Sporting CP

No último jogo do ano, em casa, quando os adeptos SEMPRE aplaudem a equipa e sempre a suportam nos bons e maus momentos, os jogadores leoninos decidiram abandonar o relvado sem um “gesto” de bom ano e agradecimento para os verdadeiros sportinguistas e aqueles que sim, deveriam receber um ordenado pelo amor ao clube.

Se não fosse a revolta e o assobio das bancadas e a imposição de Bruno de Carvalho para irem ter com os adeptos, tal agradecimento não existiria… e mesmo existindo, foi notório o frete de alguns jogadores! Se não querem estar ali, temos centenas de jovens que estão dispostos a estar no vosso lugar. Deixem de ser ingratos! Não desperdicem a vossa carreira e o nosso tempo. Se não querem estar no Sporting Clube de Portugal, vão para o “raio que vos parta!”

Chega! No clube só queremos quem é grato e quer estar e lutar ao nosso lado pela vitória! Nós sempre fizemos o nosso papel! Façam também o vosso!

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

 

 

SC Braga 4-0 SC Covilhã: Quatro foguetes e Feliz 2017!!

Ano novo, vida nova. Foi esta a sensação que prevaleceu durante o jogo no municipal de Braga. Começar o novo ano a vencer é bom para qualquer equipa, mas para o Braga era essencial. A segunda jornada da Taça da Liga correu bem aos Guerreiros do Minho que venceram por quatro bolas a zero o Sporting da Covilhã. Depois de uma derrota na primeira ronda frente ao Rio Ave, era imperativo vencer este segundo encontro para poder continuar a acreditar e ser possível passar à próxima fase. Nada decidido, tudo em aberto. Surpresas foi o que mais houve até então, portanto, continuar a acreditar e a trabalhar é o caminho. Contas feitas, o Braga vai em primeiro lugar com três pontos, em igualdade pontual com o Rio Ave que só amanhã defrontará o Marítimo. Já o Covilhã, ocupa o último lugar da tabela a par dos madeirenses mas com mais um jogo.

Começava a partida no municipal de Braga e os de fora mostravam vontade de se impor. Praticavam um futebol simples e rápido tentando aproveitar o nervosismo dos arsenalistas. Jogar novamente por estas terras dava alento aos serranos, que à pouco mais de duas semanas venceram neste mesmo estádio num jogo referente à Taça de Portugal, que ditou a saída do vencedor em título desta prova. Voltando ao jogo e à Taça da Liga, tinham passado vinte minutos e a bola poucas vezes atravessava todo o terreno. Muita disputa e «batalha» com uma ou outra saída em velocidade do Braga, apoquentavam a baliza dos de fora. Tanta água correu que haveria mesmo de furar. Alan desmarca-se bem na área do Covilhã e tenta assistir Rui Fonte, que se atrapalhou com a bola e acabou por deixar para Horta facturar. Estava feito o primeiro da partida. Um a zero para o Braga e estávamos com vinte e seis minutos decorridos. A partir do golo, a equipa soltou-se mais e procurou ganhar ritmo, com várias incursões pelas linhas à procura de espaço para correr e pegar no jogo. A mudança no plano poderia ter corrido mal quando o relaxamento tomou conta dos bracarenses, não se livrando de um susto na cara do golo que Djavan soube cortar. Faltou fôlego mas passou o perigo. Até final do primeiro tempo viu-se um Covilhã atrevido e com vontade de voltar a gelar a Pedreira. A defesa bracarense não deixou e tratava bem a bola quando era preciso sair a jogar. Um a zero ao intervalo, resultado justo pelo que se ia passando.

A hora de iniciar a segunda parte aproximava-se e os jogadores da casa entravam em campo com uma postura diferente. Era notório que Jorge Simão havia puxado umas «orelhas», pois sabe que a equipa é capaz de mais. O intervalo deu frutos e o Braga entrou com o pé no acelerador. Procurava o segundo sem hesitar para poder tranquilizar a equipa e os adeptos. Um remate com selo de golo por parte de um homem do Covilhã quase que fazia cair o muro da Pedreira. Tal não aconteceu e o Braga embalou para a vitória. Djavan correu que fartou e Ricardo Horta enamorou a bola. Rui Fonte esteve incansável e Vukcevic impôs respeito. Tiba começa a justificar a permanência no plantel. Já havia saudades em ver estas pequenas coisas.

No que ao resultado diz respeito, o marcador viria a mudar de aspecto nas capicuas. Rui Fonte aos cinquenta e cinco e Rodrigo Pinho, que tinha acabado de entrar, faz o terceiro aos sessenta e seis numa jogada deliciosa. Alan pé de lã encontra Tiba na área, que passa tenso para Rodrigo facturar. Três a zero e o jogo começava a dar sinais de estar perto do fim. Independentemente de tudo isto, o Braga soube gerir o tempo e aproveitar as debilidades do Covilhã, que rodou algumas unidades no seu onze e chegou a criar perigo lá na frente. Jogo controlado pelos arsenalistas de início ao fim que  viriam a fazer outro ainda antes do apito final. Horta foi guloso e chutou para o fundo das redes. Quatro a zero e o Braga está provisoriamente no primeiro lugar do Grupo C.

Para terminar, gostaria de desejar a todos um Dois mil e dezassete cheio de alegrias.

Ano Novo, velhos hábitos?

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Sempre me assumi aqui um acérrimo defensor de Nuno Espírito Santo e dos seus pupilos, sobretudo naquele fatídico mês de novembro, absolutamente desolador em termos de resultados. Não posso, contudo, fazer vista grossa a algumas lacunas que o próprio Nuno tem demonstrado e que, por exemplo, custaram pontos no último jogo contra o Feirense.

Não obstante todos os méritos que lhe atribuo desde a sua chegada ao Dragão, inclusive o reconhecimento da tarefa ingrata (mas aliciante!) que é resgatar um clube que nada vence há três anos, o que é certo é que há um aspeto em particular que merece a atenção do técnico e, claro está, dos jogadores. Muitos fatores podem estar na base do sucedido, desde a juventude da equipa, da pouca experiência do treinador ou até das dores de crescimento de que tanto se tem falado, mas não raras vezes se tem visto o FC Porto a deixar de carregar no acelerador logo após alcançar o primeiro golo.

A reação de Nuno no último pós-match, reconhecendo o comportamento negativo da equipa depois do golo de Marcano, é algo que pode amenizar esta preocupação. Quererá isso significar que a intenção e as indicações do treinador não foram no sentido de fazer recuar a equipa nem de defender a magra vantagem, sujeitando-se ao empate que acabou mesmo por chegar.

Que mensagem passará NES aos seus jogadores quando está em vantagem? Fonte: FC Porto
Que mensagem passará NES aos seus jogadores quando está em vantagem?
Fonte: FC Porto

Contudo, essa é uma imagem que vem sendo vincada nos últimos jogos da equipa, sobretudo nos últimos três. Senão vejamos: em casa, com o Marítimo, o golo de Brahimi em cima do intervalo trouxe maior tranquilidade à equipa que abordou a segunda parte em velocidade de cruzeiro, acabando mesmo por fazer o 2-0 na única verdadeira oportunidade de golo que teve nesse período. Já a cinco minutos do final, os madeirenses reduziram e os portistas acabaram a partida com o credo na boca. Depois, novamente em casa, como o Chaves, há a destacar a alma com que a equipa encarou as várias adversidades, dando a volta a um resultado negativo, mas a voltar a passar os últimos dez minutos atrás da linha da bola a segurar uma vantagem preciosa. Agora, neste último jogo, o erro repetiu-se e, desta vez, com efeitos desagradáveis. A equipa sofreu mesmo o golo do empate e já não teve arte nem engenho para voltar a adiantar-se.

Certo é que a Taça da Liga nunca foi uma prova valorizada pelos portistas, mas hoje tem de ser vista como mais uma oportunidade de quebrar a travessia no deserto em relação a títulos, sobretudo depois da eliminação precoce da Taça de Portugal. Para isso, é imperial vencer o Moreirense na próxima terça feira, e encarar a partida com a máxima seriedade, uma vez que marcar (muitos) golos é quase obrigatório. A prioridade será sempre o campeonato e a tentação de não jogar as fichas todas neste ‘decisivo’ duelo é grande, mas Nuno reconhece, e bem, que “o FC Porto tem a obrigação de ganhar em todas as competições”. Basta mostrá-lo!

A retificação destes erros que o FC Porto tem demonstrado nos últimos jogos é algo que desejo ver concretizado neste ano que agora se inicia. Isso, e que 2017 nos traga os títulos de que tanto necessitamos. Esses são os velhos hábitos do Dragão!

Foto de capa: FC Porto

Definidos os oito finalistas da Taça da Liga

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Cabeçalho modalidadesPrestes a encerrar o ano civil de 2016, o futsal não parou, pois apenas dia 31 ficaram definidos os oito apurados para a fase final da Taça da Liga.

Como é norma nestes últimos anos, SL Benfica e Sporting CP encabeçam o lote de equipas apuradas, tendo no lote de qualificados o SC Braga e o  CF os “Belenenses”, que tem mostrado uma equipa bastante coesa e conseguiu resultados de grande valia, como é exemplo a vitória no pavilhão da luz, estando por isso num honroso quarto lugar.

Os restantes elementos que estarão nos quartos-de-final são AD MODICUS, em quinto lugar, AD Fundão, na sexta posição, Futsal Azeméis, no sétimo posto, e os Leões de Porto Salvo, na última vaga disponível. A única meia surpresa, na minha ótica, foi o nono lugar e consequente afastamento da competição da equipa do CCRD Burinhosa, mas que é justificada pela turbulência no início da temporada, com o afastamento do treinador Kitó Ferreira, que curiosamente ingressou na equipa dos Leões de Porto Salvo, que passou sobre a linha de meta a equipa do distrito de Leiria, relegando-a para o nono posto e primeiro fora da competição, competição esta que tem a sua fase final durante o mês de Fevereiro, em Gondomar.

O pavilhão multiusos de Gondomar, que vai acolher a fase final Fonte: CM Gondomar
O pavilhão multiusos de Gondomar, que vai acolher a fase final
Fonte: CM Gondomar

Ainda não há sorteio da fase final, mas é credível que os dois primeiros classificados possam defrontar equipas que, embora não ocupem lugares de topo no campeonato, joguem para tentar alcançar uma surpresa. Vão ser, por isso, jogos bastante equilibrados e onde se espera grande equilíbrio em todos os sete jogos que forem discutidos, sendo a única condicionante ao sorteio que primeiro (Sporting CP) e segundo (SL Benfica) não se possam encontrar antes das meias finais, sendo o restante sorteio puro.

A discussão vai ser, previsivelmente, entre os dois grandes de Lisboa, não sendo de descartar uma possível intromissão de um outro clube entre os finalistas. Como tal, uma possível presença do Braga, Belenenses, AD Fundão, LPS , Modicus ou Futsal Azeméis entre os dois integrantes na grande final não é um cenário impossível. Aliás, em função dos anos mais recentes, em que já tivemos o Fundão na final do campeonato, é de acreditar que seja possível haver um outsider na fase mais avançada da competição.

A minha aposta em relação ao ano passado mantém-se nas hipóteses de haver um clube como o SC Braga/AAUM a sair vencedor da segunda edição da Taça da Liga de Futsal, sucedendo ao seu homólogo de Lisboa como vencedor.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Bem-vindo a casa, Palhinha!

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Depois de mais uma temporada à experiência (se calhar excessiva), João Palhinha regressa finalmente a casa. O jovem português, de 21 anos, fez a sua despedida d’Os Belenenses no fim do ano, depois de uma primeira volta fenomenal. Que o jogador tinha qualidade, já todos sabíamos, mas, depois da época que fez pelo Moreirense, era inegável que tínhamos no médio um activo valioso para o futuro.

Até agora, n’Os Belenenses, João Palhinha foi considerado um dos melhores jogadores da equipa. A contar com o apoio de outro leão emprestado, Domingos Duarte, o centro campista foi aumentando o seu rendimento. Jorge Jesus já veio afirmar que este deverá “folgar o William em alguns jogos”. William tem mostrado bastante inconsistência e João Palhinha é fundamental por dois motivos: em primeiro lugar, vai dar competição para o lugar do campeão europeu, o que terá que o fazer esforçar-se mais para não perder o lugar. Em segundo lugar, acaba por ser muito importante, para caso William se lesione ou seja vendido, dado que não temos ninguém com qualidade necessária para o substituir.

João Palhinha fez uma primeira volta extraordinária n'Os Belenenses (Fonte: Camarote Leonino)
João Palhinha fez uma primeira volta extraordinária n’Os Belenenses
Fonte: Camarote Leonino

Apesar do seu regresso ser importante, não sei até que ponto será benéfico para o jogador. Se acho que temos aqui um grande valor? Sim, sem sombra de dúvida. Mas, neste momento, fomos buscar um jogador que fez 13 em 15 jogos pelo Belém. Ele vem para o Sporting para ser apenas um substituto de um titular (que não tem estado nos seus dias mais felizes), vai perder o ritmo de jogo que tinha na primeira fase do campeonato. Sinceramente, para mim, é preferível que um jogador esteja fora durante o resto da época e que venha com a máxima força, para ser um titular indiscutível, do que venha na máxima forma para ir para o banco.

Palhinha é um jogador que tem visão de jogo e capacidade técnica, características a que alia o seu porte físico, fazendo dele um jogador com qualidade suficiente para atuar na equipa principal dos leões. A sua tenra idade faz com que tenha bastante margem de progressão para evoluir favoravelmente e, com Jorge Jesus, ainda mais.

Agora, é necessário ter em conta se esta inconsistência de William Carvalho estará diretamente relacionada com o extremo uso que este tem tido em todas as competições em que o Sporting se inseriu, aliada ao pouco descanso após o Euro 2016. Caso isto seja verdade, deve-se dar mais uso a Palhinha, tanto no campeonato como também na Taça de Portugal.

Depois de tudo, só resta dizer: Bem-vindo a casa, João Palhinha!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Carta Aberta a Rui Vitória

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Caro Mister,

Daqui escreve-lhe um fervoroso adepto benfiquista com a pequena mas, ainda assim, existente esperança de que possa ler isto. Se não der também está tudo bem; eu percebo. Vamos ao que interessa.

Preciso, primeiramente, de sublinhar que não contava com este rendimento. Sei que dá a sensação de que estou a começar isto com um tom negativo, mas não o veja dessa forma. O trabalho por si feito no Paços de Ferreira e no Vitória de Guimarães foi óptimo e perspectivava um bom trabalho na Luz, mas sempre pautei por ser um pouco cético no que toca a treinadores do meu clube.

O início foi tremido. Depois da derrota na Luz frente ao Sporting temi o pior. É que na minha curta vida, e nas memórias mais fixas na minha mente, o rival da segunda circular só foi campeão uma vez. Logo, não estou habituado, nem quero estar, a que o sejam mais vezes. Contudo, nestas coisas do futebol há um depois.

O depois que o treinador nos deu não poderia ter sido melhor. Daí para frente foram só vitórias e retribuímos a derrota caseira com uma vitória fora. Fomos campeões, tudo porque o mister sempre teve o apoio da equipa, do staff, da direcção, e dos adeptos.

Época nova, vida nova. Sem Nico e Renato e com Jonas a começar na enfermaria. Mais uma vez, temi. Mas, mais uma vez, a resposta foi boa. O Benfica de hoje, aquele que moldou e comanda, é uma máquina de futebol. Bem oleado, com alternativas de qualidade para todos os lugares, e com um registo impressionante

Costuma-se dizer, na terra de onde venho, que alguém que encara as coisas com frontalidade e clareza “agarra o touro pelos cornos”, e foi isso mesmo que o mister fez. Trabalhou com o que escolheu e com o tinha e montou uma equipa no verdadeiro sentido da palavra. Não há cá insubstituíveis; importam todos. Não há cá espaço para especulações; as coisas são como são. Não temos nem devemos falar dos outros; importa é saber de nós.

É esse o espírito de que este Benfica precisa. Esta proximidade com a massa adepta e distância com o que se passa nos outros lados. Uma equipa que é pragmática e joga só a pensar numa coisa: na vitória.

Acredito, piamente, que o Benfica este ano vai ser, mais uma vez, campeão. Sob a sua alçada, com as suas ordens, passando para o campo a mensagem que todos queremos: um Benfica forte que joga à bola. Uma equipa que ganha taças e invade marcos para festejar.

Se este Benfica impressiona e cala críticos é porque o professor assim o fez. Uma equipa aventureira capaz de tudo, mas, acima de tudo, capaz de nunca deixar mal os fãs. Um Benfica, sem sobra de dúvidas, E Pluribus Unum.

Foto de capa: SL Benfica

Carta Aberta a Jorge Jesus

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Exmo. Senhor Jorge Jesus,

Venho por este meio, desde já, endereçar o desejo de que tenha tido um feliz Natal, e que tenha recebido no “sapatinho” tudo quanto ambicionou. Eu não. Desculpe, ia já começar a incomodá-lo com angústias minhas, mas não é por isso que lhe escrevo.

Quero antes, e porque está a terminar este ano civil, agradecer-lhe por ter trazido para o Sporting, em 2016, o futebol bem jogado, o futebol que empolga os adeptos e os chama aos estádios. Quero também agradecer-lhe tantas vitórias que alcançámos a jogar futebol e que quase nos levou ao título.

Jorge Jesus continua à procura de ser campeão no Sporting Fonte: Sporting CP
Jorge Jesus continua à procura de ser campeão no Sporting
Fonte: Sporting CP

Devo dizer-lhe, no entanto, que nunca, enquanto treinador do seu anterior clube, o considerei um grande treinador. Sempre achei que só o conseguia ser com grandes camiões de jogadores adquiridos a preço de ouro, dos quais conseguia aproveitar vinte ou trinta por cento. Entendo agora que o pudesse fazer porque ali havia grandes nascentes, no entanto, como já deve ter percebido, está agora a trabalhar num clube que tem de lutar muito mais que os outros só para conseguir existir. Assim, peço-lhe que escolha com mais critério os jogadores que se adaptam melhor ao seu sistema de jogo (sim, porque sei que nunca você vai mudar o sistema de jogo em função dos jogadores que tem. Só se mudar em função do adversário, como aquele 3-5-2 já utilizado esta época) porque o clube não tem dinheiro a aparecer de todos os lados como areia no deserto.

E uma forma mais económica, e com maior probabilidade de sucesso, seria perder aquela mania tão portuguesa de achar que o estrangeiro é sempre melhor que o português (não é culpa sua, eu sei, é da cultura onde fomos educados), porque efectivamente muitas vezes não o é, e o Sporting tem alguns (não quero dizer que qualquer jogador que saia da nossa formação seja craque, mas há-os lá) jovens com qualidade suficiente para ajudar a equipa principal, com a vantagem de já estarem ambientados ao país, ao clube, ao futebol.

E eu sei que você consegue. Porque você é o melhor, seguindo as suas palavras. E como também sabe que para ser o melhor tem que se trabalhar, tenho a certeza que se vai aplicar ainda mais em melhorar os seus métodos de treino, de prospecção, de comunicação, e de motivação. Como se costuma dizer, aprendemos até morrer. Como ainda me parece com saúde, tenho a certeza que quer continuar a tentar aprender e melhorar. Espero mesmo que melhore.

Carta Aberta a Nuno Espírito Santo

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Caro Nuno Espírito Santo,

Escrevo-te esta carta para, acima de tudo, te apresentar os meus desejos enquanto portista para o ano que se avizinha. Não o faço em nome dos adeptos do FC Porto, mas a título individual. Não o faço enquanto redator desportivo tendencialmente imparcial, mas enquanto fervoroso adepto do clube que desde tenra idade me apaixona. Não o faço por duvidar das tuas capacidades técnico-táticas, mas por desejar ardentemente ver a Avenida dos Aliados inundada de cachecóis azuis e brancos no próximo mês de maio.

Sabes bem que o teu percurso no FC Porto tem sido oscilante e que nós, exigentes adeptos portistas, não perdoamos deslizes; afinal, treinas um clube que nos habituamos a ver vencer, no meu caso particular há cerca de 30 anos. Apesar de tudo, a verdade é que já lá vão quatro anos desde a última vez em que chegado a este momento da época futebolística me senti tão orgulhoso da equipa quanto me sinto agora. Orgulho-me da atitude predominantemente destemida e dominadora em campo e, sobretudo, orgulho-me da qualidade de alguns dos jovens futebolistas do plantel e do potencial de crescimento que reconheço à equipa, quer a nível individual, quer a nível coletivo.

Nuno Espírito Santo foi jogador e agora é treinador do FC Porto Fonte: FC Porto
Nuno Espírito Santo foi jogador e agora é treinador do FC Porto
Fonte: FC Porto

A ti Nuno, em particular, naquele que é o teu papel enquanto treinador do FC Porto, o pedido que te faço para o ano 2017 é muito simples: que continues a colocar, tal como até aqui tens (quase sempre) feito, os melhores jogadores disponíveis em campo nas posições em que estes apresentam um melhor rendimento. Foi assim, sem grande brilhantismo tático mas com a capacidade de perceber, a cada momento, quem são os melhores e quais as posições nas quais as suas capacidades podem ser exponenciadas, que Rui Vitória venceu um campeonato com o SL Benfica. A somar a isso, que já mostraste saber fazer tão bem, peço-te um desejo adicional um pouco mais ambicioso: que procures solidificar o modelo de jogo da equipa. Com um plantel globalmente inferior, em termos de qualidade, ao do SL Benfica, mas com um treinador capaz de perceber quem são os melhores e coloca-los em campo, é provável que o fator diferenciador que nos poderá levar à vitória seja esse mesmo: o desenvolvimento de um modelo de jogo sólido.

Dêem mais uma alegria aos portugueses

Cabeçalho modalidadesO início do ano nos desportos motorizados quer sempre dizer uma coisa: a maior prova de todo o terreno está de volta. De amanhã (dia 2) a 14 de janeiro, todos os olhos estarão na América do Sul.

Este ano, na prova a que chamam Dakar, temos, desde logo, um aspecto novo para nós, portugueses: não temos ninguém nos carros, pelo menos não a conduzir, só na navegação.

Mas vamos começar por onde temos pilotos, e esperamos nós hipóteses, as motas. Este ano, a armada lusa é a maior de sempre, com 11 motards. Em relação a 2016, a principal ausência lusa é a de Ruben Faria, que terminou a carreira devido a lesões que teve na prova de 2016; vai estar na prova como diretor desportivo da Husqvarna.

A lista de pilotos portugueses é encabeçada por dois nomes, Hélder Rodrigues (Yamaha nº5) e Paulo Gonçalves (Honda nº17), os dois pilotos portugueses já terminaram no pódio da prova sul americana e tentarão repetir tal façanha, de preferência no degrau mais alto do pódio. A completar o tal contingente luso temos: Joaquim Rodrigues (Hero nº27), Mário Patrão (KTM nº28) – vencedor da categoria Maratona em 2016 e agora na equipa oficial austríaca -, Gonçalo Reis (KTM nº64), Pedro Bianchi Prata (Honda nº75), Luís Portela de Morais (KTM nº104), David Megre (KTM nº114), Fernando Sousa Jr. (KTM nº131), Rui Oliveira (Yamaha nº151) e Fausto Mota (Yamaha nº152).

Seria muito bom ver repetida esta imagem Fonte: Paulo Gonçalves
Seria muito bom ver repetida esta imagem
Fonte: Paulo Gonçalves

Desde 2001 que a KTM vence as motos e Hélder Rodrigues quer quebrar esta hegemonia, no seu segundo ano desta segunda passagem pela Yamaha. O piloto de Sintra, depois de um ano de desenvolvimento, sente a moto mais capaz de lutar pela vitória. Já Paulo Gonçalves continua na Honda, aparecendo como segundo piloto, mas um azar de Joan Barreda Bort pode fazer com que o piloto de Esposende volte a lutar pelos primeiros lugares, ele que o ano passado andou no primeiro lugar durante a primeira semana de prova, até ser forçado a desistir por problemas na sua Honda, algo clássico na moto japonesa. Será uma luta pela vitória muito animada, com vários pilotos com capacidade para chegar a este lugar, com especial destaque para o vencedor de 2016, Toby Price.

Dos restantes pilotos portugueses destaque para Mário Patrão e Pedro Bianchi Prata. Patrão foi promovido à equipa oficial da KTM depois de várias lesões que impediram outros pilotos de ter tal privilégio. Já Bianchi Prata vai correr pela Honda sul americana, num convite que salvou o piloto do Porto de ficar de fora da edição de 2017 da prova mais dura de Todo o Terreno. Acredito que Bianchi Prata possa ser o sucessor de Mário Patrão como vencedor da classe Maratona, categoria destinada a quem faz a totalidade da prova sem alterar nada a nível mecânico. Esta categoria destina-se a quem não tem uma moto de fábrica. Dos outros pilotos não se pode esperar muito mais do que terminar devido à sua inexperiência na prova, destaque ainda para o aparecimento da equipa da KTM Portugal.

Para concluir este longo artigo, passo a referir apenas os restantes portugueses presentes na prova, que começa no Paraguai, passa pela Bolívia e acaba na Argentina. Nos carros temos, então, Filipe Palmeiro a navegar Boris Garafulic no Mini nº314, também num Mini, mas com o nº325, temos Paulo Fiuza a navegar Stephan Schott. Nos camiões temos também dois representantes, José Martins faz equipa com Thomas Robineau e Dave Berghams no Iveco nº 529, enquanto Armando Loureiro terá a seu lado Georges Ginesta e Christophe Allot no MAN nº 544.

Esta será a edição mais dura e mais competitiva dos últimos anos. Portugal tem dois nomes que podem dar alegrias, mas não será nada fácil – um pódio, apesar de redutor, será sempre um bom resultado.

Foto de capa: Hélder Rodrigues

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Liverpool F.C. 1-0 Manchester City: Nem foi preciso o Rock’n’Roll

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Cabeçalho Liga Inglesa

No último jogo do ano da Premier League, Liverpool e City defrontaram-se no mítico Anfield Road, com a vitória a sorrir aos homens da casa. Separados por apenas um ponto entre si, os dois emblemas do norte de Inglaterra viram o Chelsea continuar a sua senda vitoriosa ao início da tarde e, por isso, tornava-se imperial para qualquer um dos dois não perder pontos face ao líder da classificação.

Com Aguero de volta ao onze da equipa de Manchester, o City até começou bem a partida, mas seria o Liverpool a inaugurar o marcador, num golo que viria a ser único e decisivo. Ao minuto 8’, Kolarov dominou mal a bola, o ataque do Liverpool aproveitou e depois de uma transição rapidíssima, Lallana, com um belo cruzamento, colocou a bola na área e Wijnaldum, com um excelente golpe de cabeça a bater Bravo. Primeira vez que o Liverpool acelerava o jogo e estava feito o 1-0. Os citizens sentiram em demasia o golo e deixaram-se ir abaixo. Com uns desinspirados David Silva e Kevin de Bruyne – jogo paupérrimo do internacional belga -, o City não conseguia ter bola no meio-campo e muito menos fazê-la chegar ao avançado, Aguero. O Liverpool sentia-se confortável no jogo e não precisava de imprimir muita intensidade para controlar a partida. As bancadas de Anfield não tiveram mais motivos para se empolgarem durante o resto da primeira parte, e o intervalo chegou naturalmente.

Na segunda parte, o City cresceu no jogo e obrigou o Liverpool a baixar ligeiramente as linhas, mas sem nunca se sentir verdadeiramente ameçado. Apenas ao minuto 55’, numa jogada individual de Silva, a bola cheirou a baliza de Mignolet. O espanhol recebeu na meia direita, puxou para dentro e atirou em arco, com a bola a passar ligeiramente ao lado do posto direito da baliza. Parecia que a equipa de Guardiola ia encostar os reds às cordas, mas foi sol de pouca dura. A desinspiração coletiva dos de Manchester era por demais evidente e a turma de Klopp, mesmo sem Henderson, – o seu principal equilibrador defensivo -, que saiu lesionado, nunca se sentiu verdadeiramente incomodada e foi sempre controlando as operações do jogo a seu belo prazer. O treinador espanhol ainda tentou inverter o rumo dos acontecimentos com as entradas tardias de Navas e Iheanacho, mas já não foi a tempo. O jogo terminou e foi o Liverpool, sem precisar de fazer um grande jogo, que se distanciou do seu rival e se voltou a aproximar do líder, o Chelsea. Uma partida entre dois dos principais emblemas de Inglaterra que não deixará muitas saudades por terras de sua majestade.

Foto de Capa: Liverpool F.C.