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Bola de Ouro: O(s) suspeito(s) do costume

Cabeçalho Futebol Internacional

Cristiano Ronaldo venceu mais uma Bola de Ouro. Os números começam a ser arrebatadores. Nunca nenhum outro português tinha conquistado o mundo do futebol desta forma tão vincada. Cristiano Ronaldo vai batendo todos os recordes possíveis, e mesmo aqueles que prevaleciam há décadas num dos maiores clubes do Mundo – a maior parte deles estabelecidos por Di Stéfano – estão a ser todos virados do avesso pelo português. Importa então, chegados a este ponto, refletir sobre dois elementos importantes: como será a relação de Ronaldo para com a equipa – fala-se muito de um Ronaldo mais “posicional” – e, mais importante que isso, terá Ronaldo força mental e motivação para continuar à procura de mais sucesso? Caro leitor, se conhece minimamente o percurso do madeirense, com certeza já saberá a resposta.

É claro que a idade pesa a um jogador. Se pensarmos em jogadores criativos e explosivos, o “fator idade” acaba por ser ainda mais evidente. Cristiano Ronaldo, com o passar do tempo, foi perdendo alguma magia e irreverência. Já não é o Cristiano dos malabarismos técnicos que deixavam qualquer um impressionado. Ainda assim, a sua transformação – uma palavra para José Mourinho nesta mudança -, acabou por resultar num rejuvenescimento táctico para o futebol. O madeirense deixou aquilo que era bonito e dedicou-se (ainda mais) aquilo que era necessário. A finta e o drible deixaram de ser habituais no seu reportório de jogadas. Apesar disso, temos um Ronaldo mais pragmático, ou se preferir, realista. Elementos decisivos como o passe, a recepção, o remate, o cabeceamento, a finalização em geral, foram aprimorados para um nível estratosférico. Os números estão aí para o provar.

Não deixa de ser um orgulho para qualquer português. Cristiano Ronaldo foi considerado pela quarta vez o melhor jogador do planeta. Ele e Messi estão num pedestal diferente. Continuam a ser os suspeitos do costume. E eles até não se devem importar muito com isso.

Foto de capa: France Football

AS Roma 1-0 AC Milan: Niang desperdiça, Roma aproveita

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Cabeçalho Liga Italiana

No jogo grande da décima sexta jornada da Serie A, Roma e Milan defrontaram-se no Olímpico de Roma, com a vitória a sorrir aos homens da casa. No embate entre o segundo e o terceiro classificado, os dois históricos italianos protagonizaram um espetáculo pobre num jogo que não deixará saudades.

A Roma começou melhor e logo aos dois minutos esteve perto de marcar. Contra-ataque conduzido por Naiggolan, que entregou a Dzeko e o bósnio, já com pouco ângulo, a disparar forte para boa defesa de Donnarumma. O jogo continuou numa toada morna, com a Roma a ter mais iniciativa de bola – embora com uma circulação bastante lenta – e o Milan mais na expectativa e à espera do erro que depois permitisse uma transição ofensiva rápida. Aos vinte e sete minutos, primeiro grande momento da partida. Lapadula surge na cara de Szczesny e o polaco a derrubar o avançado italiano e a cometer penalty. Na hora decisiva, Niang foi chamado à marca dos onze metros e vacilou, permanecendo o nulo no resultado. Até ao intervalo, nota para mais uma boa oportunidade de Dzeko, que num remate cruzado esteve perto de marcar, com a bola a rasar o poste. O jogo foi para o intervalo e terminava assim uma primeira parte com poucos motivos de interesse.

A segunda parte começou e a toada continuou a mesma. Jogo muito preso taticamente, com as equipas a anularem-se muito no meio-campo e poucas chegadas com critério à área contrária.  No entanto, ao minuto sessenta e dois, tudo mudou. Naiggolan – tem sido um dos jogadores em destaque dos romanos – conseguiu espaço no sector central do meio-campo milanês, progrediu alguns metros com a redondinha e à entrada da área, rematou em arco, batendo o jovem guardião Donnarumma.

Quando se pensava que o jogo ia abrir e o Milan ia atrás do empate, tudo se manteve. O conjunto rossoneri nunca foi capaz de forçar o empate, nunca mostrou criatividade para desmontar a defensiva romana e a turma de Spalletti controlou sempre as operações do encontro, acalmando sempre o jogo e procurando, esporadicamente, sair em contra-ataque. Numa dessas saídas, Dzeko esteve perto de marcar, mas mais uma vez não conseguiu balançar as redes contrárias, sendo o lance de maior perigo até ao apito final.

Num jogo entre duas das principais equipas do campeonato italiano, fica para a história a vitória da Roma que permite continuar na alçada da Juventus, embora tenha sido uma vitória pouco convincente, com um futebol algo pobre.

 

Vedad Ibisevic – A história por detrás de um século de golos na Bundesliga

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Cabeçalho Liga Alemã

“Tudo o que aconteceu (…) ajudou-me a perceber que devemos ser felizes na vida. Eu tive a minha infância. Foi divertida. Nunca mudaria a minha infância.”Vedad Ibisevic

Vinte e quatro anos e alguns meses é a distância temporal que separa aquele dia em que Vedad Ibisevic e a sua pequena irmã se viram obrigados a esconder-se num buraco na floresta, cavado pela sua própria mãe, como forma de evitar a morte certa às mãos das tropas sérvias que levavam a cabo uma verdadeira limpeza étnica em Vlasenica, do golo número 100 marcado por si num dos campeonatos de futebol mais competitivos do mundo, a Bundesliga.

O talentoso avançado Bósnio do Hertha BSC tornou-se no passado mês de Novembro num dos poucos jogadores estrangeiros a atingir a marca dos 100 golos na Bundesliga. Ibisevic, que se tem vindo a tornar numa pedra basilar da formação orientada pelo húngaro Pál Dárdai, apontou os dois golos da sua equipa na vitória caseira por 2-1 frente ao FSV Mainz 05 no final do mês passado, num jogo que viria a trazer-lhe um misto de sensações positivas e negativas, uma vez que acabaria por ser expulso por duplo amarelo a quinze minutos do final da partida.

Aos 32 anos de idade, Ibisevic está a viver, provavelmente, um dos melhores anos da sua já longa carreira profissional e a forma como o agora capitão de equipa da formação de Berlim lidera os seus companheiros é verdadeiramente notável. Ibisevic é a voz de comando do Hertha BSC e nem o facto de ser avançado centro e de habitualmente jogar um pouco sozinho lá na frente, o inibe de ser uma espécie de extensão de Pál Dárdai dentro do terreno de jogo.

Vedad Ibisevic e Pál Dárdai, os alicerces principais do Hertha BSC Fonte: bz-berlin.de
Vedad Ibisevic e Pál Dárdai, os alicerces principais do Hertha BSC
Fonte: bz-berlin.de

A campanha do conjunto da capital alemã na presente edição da Bundesliga tem sido absolutamente fantástica e ao final de 14 jornadas ocupam um meritório 3º lugar atrás do FC Bayern München e do surpreendente RB Leipzig. Ibisevic é o responsável por oito dos 22 golos que a sua equipa marcou até ao momento, cifra que o coloca como o quarto melhor marcador da liga alemã a pouco tempo de distância da longa paragem de inverno. Para além de marcar, o experiente avançado bósnio também participa activamente no processo de jogo da sua equipa e já contribuiu com três assistências para golo esta temporada.

A história de vida de Ibisevic é, no entanto, verdadeiramente arrepiante e é difícil imaginar que um dos jogadores mais completos da Bundesliga tenha vivido entre a incerteza da vida e da morte durante uma parte significativa da sua infância. O conflito dos Balcãs ceifou os sonhos de uma ou mais gerações de homens e mulheres, que haviam projectado uma vida e acabaram, os mais afortunados, por ir sobrevivendo por entre campos de refugiados e fugas para a incerteza longe da pátria que os viu nascer. Com Ibisevic e a sua família, a história não foi diferente e aquela que havia começado por ser uma infância igual a tantas outras, acabou por se transformar numa fuga sem fim à vista entre uma e outra cidade em busca de um porto seguro onde fosse possível começar a viver novamente.

Pelo meio de uma viagem, que começou em Vlasenica, passou por Tuzla e pela Suíça, para terminar a quase 8400 km de distância em St. Louis nos Estados Unidos da América, Ibisevic nunca abandonou o sonho de se tornar naquilo, que um treinador, se é que assim se pode chamar, de seu nome Nevzet Hasanbasic, lhe disse um dia enquanto treinava com outras crianças durante a sua passagem por Tuzla. O “Chefe” como era conhecido, contava aos pequenos atletas longas e inspiradoras histórias sobre algo mágico chamado “jogador profissional de futebol”, onde um homem poderia ser para sempre uma criança, e isso marcou para sempre o pequeno Ibisevic, tal como relata o jornalista norte-americano Wright Thompson, num trabalho realizado para a ESPN em 2014.

Ibisevic e uns dos seus habituais companheiros de ataque Salomon Kalou Fonte: zimbio.com
Ibisevic e uns dos seus habituais companheiros de ataque Salomon Kalou
Fonte: zimbio.com

O actual homem golo do Hertha BSC é um profissional de excelência e a prova disso mesmo é o facto de ter renovado o seu contrato com o emblema da capital alemã até 2019 aos 32 anos de idade. As agruras e obstáculos à primeira vista inultrapassáveis com que teve de lidar durante a infância, não impediram Ibisevic de perseguir os seus sonhos e de os concretizar num espaço temporal relativamente curto. Dos 18 golos em 22 jogos pela St. Louis University, passando por PSG e pela liga francesa, até carimbar uma década de total afirmação no futebol alemão, Ibisevic conta com um currículo repleto de momentos únicos e de golos inesquecíveis, como aquele que apontou diante do Brøndby IF na pré-eliminatória da Liga Europa esta temporada.

Numa época marcada pelo facilitismo e onde já se acredita em pouco, ou quase nada, histórias como as de Vedad Ibisevic deveriam fazer-nos parar para pensar naquilo que é realmente preciso ser e ter para depois de ter fintado a morte dormindo num buraco, bancos de autocarro e campos de refugiados, conseguir tornar-se no sexto jogador estrangeiro da história a ter atingido a marca dos 100 golos naquela que é seguramente uma das ligas mais competitivas da Europa e talvez do mundo, a Bundesliga.

Foto de capa: bz-berlin.de

Liga dos Campeões: A sorte procura-se

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Cabeçalho Futebol Nacional

Sorte, nuns oitavos de final da Liga dos Campeões, é uma palavra muito relativa. Entre os adversários de SL Benfica e FC Porto, havia aqueles que recolhiam unanimidade de preferência entre os adeptos como o Leicester (no caso exclusivo dos encarnados) ou o Mónaco, mas ninguém consegue um primeiro lugar numa fase de grupos de Champions por acaso e ambas as equipas em questão deram provas do seu valor no passado fim-de-semana – os franceses, o orientados por Leonardo Jardim, foram a Bordéus, campo sempre difícil, vencer por 4-0 e os ingleses derrotaram, em casa, o Manchester City de Guardiola, por claros 4-2 (aos 20 minutos o resultado era 3-0).

Sabia-se, portanto, de antemão que, independentemente das equipas que calhassem em “sorte” às cores lusas, a tarefa seria sempre complicada, até porque a segunda mão da eliminatória iria sempre ser disputada em terreno alheio. A probabilidade de calhar o adversário preferido para qualquer adepto era de 1 em 7 (excluindo-se, portanto, os líderes dos respectivos grupos), a dificuldade de o superar era de um 1 em… 1.

Quando o Dortmund calhou ao SL Benfica e a Juventus ao FC Porto (ter-se-á lembrado a final da Liga dos Campões de 1997, disputada entre germânicos e transalpinos, vencida pelos primeiros com Paulo Sousa no onze), ninguém terá esperado facilidades. Mas a hora não era de lamentos. Os alemães já tinham enfrentado o Sporting CP na fase de grupos, e os leões bateram-se bem, os italianos tinham aparecido no caminho do SL Benfica há dois anos atrás (com Pirlo, Tevéz e Pogba incluídos, embora sem Dybala ou Higuaín) e tinham sido derrotados.

Para além disto, existe a plena noção de que o mercado de Janeiro se vai meter no meio e que até à data dos jogos muita coisa pode mudar na forma e nas lesões das respectivas equipas. Para já, porém, convém analisar a realidade presente de ambos os conjuntos.

SC Braga 3-0 FC Paços de Ferreira: Essa não Defendi…

Cabeçalho Futebol Nacional

A Liga Portuguesa voltou a Braga e trouxe uma vitória bem saborosa. Três bolas a zero foi o resultado final, frente a um Paços de Ferreira que podia até ter feito golo mas não soube aproveitar as oportunidades de que dispôs. Já o Braga, apresentou-se aos adeptos com um bom futebol, bastante diferente daquele que nos tem apresentado até então. Sem receio e com muita vontade, escreveu em letras garrafais um resultado importante na caminhada da Liga. Depois da derrota sofrida no Dragão na semana anterior, era essencial não deixar fugir o comboio que vai na frente. Novamente na quarta posição, os arsenalistas irão defrontar na próxima jornada o Sporting fora de portas e melhor resultado a antecipar um jogo importante era impossível. De realçar também, é a resposta dada pelo plantel bracarense à derrota caseira sofrida perante o Shakhtar Donetsk à cerca de três dias. Restando agora as provas internas, é necessário acreditar que somos capazes de fazer uma boa época.

Começava a primeira parte no estádio municipal de Braga e já mais um lesionado se juntava àquela enorme lista presente no papiro médico. Stojiljkovic entrou, correu cinquenta metros e foi directo ao balneário. Mais um pouco e tinha ido a pé até ao chuveiro. Espero, contudo, que seja uma lesão simples e não comprometa este avançado para os próximos encontros. Entrou para o seu lugar Rui Fonte, que justificou da melhor forma a entrada em campo. Com pouco tempo de futebol jogado, ressalvando somente algumas investidas por parte de ambos os extremos do Braga, o «joker» resolveu aparecer no sítio certo à hora certa. Remate/cruzamento de Wilson Eduardo, e Rui Fonte, não perdoou na cara do Golo. Estava feito o primeiro da partida e o Braga respirava fundo. O Paços não desarmou e procurava empatar através de Ivo ou Welthon, mas a defesa bracarense, hoje com Bruno Wilson a titular, esteve muito bem e soube controlar as zonas de perigo.

Boa estreia deste central que habitualmente representa a equipa B arsenalista, com vários cortes e decisões acertadas na altura de passar o esférico. A pressão pacense durou pouco tempo, pois Ricardo Horta num lance espectacular amplia a vantagem aos vinte e três minutos. Digno de um Óscar! Vai buscá-la! Eis o momento: O bracarense encarou o golo de perfil, olhou para a câmara quatro e disse «Essa não Defendi…» Golão em Braga, dois zero para os da casa! Com este tento, o Braga pôde desacelerar o ritmo e fechar-se um pouco mais, procurando descansar as pernas para o próximo encontro já esta quarta-feira frente ao Covilhã, para a Taça de Portugal.

Até ao intervalo, destacaram-se Horta e Wilson Eduardo pela quantidade de vezes que fizeram esticar o pescoço dos laterais pacenses. Dois golos e mais cinco centímetros de coluna para os de fora foram então o resumo da primeira parte. Iniciado o segundo tempo, Vasco Seabra pediu aos seus atletas para não se fecharem e conformarem com o resultado. Marafona foi chamado a intervir e correspondeu. Estávamos agora no minuto sessenta e quatro da partida e viria a surgir o terceiro do Braga. Rui Fonte foi matreiro, e a novo passe de Wilson Eduardo arrancou pela auto estrada com destino ao Golo. Ricardo esticou também ele o pescoço mas não conseguiu chegar à bola. Três a zero e estava quase tudo dito. O Braga volta a recuar no terreno e passa a jogar mais em posse trocando entre todos a bola.

Bom entendimento entre os jogadores com Xeca em evidência no meio campo. Já quase em cima do minuto noventa o Paços volta a ameaçar a baliza de Marafona mas a bola passou ao lado. Terminou o encontro em Braga com uma vitória esclarecida dos da casa por três bolas a zero. Posto isto, o Braga está em quarto lugar a um ponto do terceiro e o Paços em décimo quarto com treze pontos. Boa resposta dos bracarenses face aos últimos dois jogos. Melhor era impossível.

Foto de capa: SC Braga

Mr. Gregg Popovich

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Cabeçalho modalidades
Um dos melhores treinadores da história. Cinco títulos de campeão. Três vezes Coach of the Year. Uma das maiores figuras da liga. Uma filosofia diferente.

Na sua vigésima primeira época ao comando dos San Antonio Spurs, Gregg Popovich é bem conhecido por todos. Antes de tudo o resto, reconhecemos-lhe o seu sucesso desportivo: desde que chegou apenas falharam os PlayOffs na sua primeira temporada e, desde aí foram sempre terceiros ou melhor na sua conferência.

Os Spurs de Popovich são, de facto, uma das equipas mais bem-sucedidas da NBA desde 2000. E mais do que os títulos, será preciso relembrar o estilo, a forma ímpar de jogar bom basquetebol.

Baseando-se numa defesa sólida, capaz de controlar o mais temível e avassalador dos adversários, onde todos têm um papel decisivo e onde as ajudas são preponderantes. Os cinco comandados por Pop que sobem a palco funcionam como um só, sempre bem coordenados e sempre com uma imensurável vontade de proteger o seu cesto.

É o ataque que diferencia os motivadores dos grandes treinadores, e este senhor é ambos. Se defensivamente impera a organização a garra de ganhar, o ataque é espetacular, exuberante e letal. Um principio básico, que se ensina aos miúdos, e completamente apaixonante: partilha da bola. Passes e mais passes, acompanhados por uma quase frenética movimentação de todos os jogadores, sempre na busca da melhor solução, do chamado “homem sozinho”. O mínimo de isolation moves, não existe dependência de nenhum jogador e todos são capazes de meter a bola lá dentro. Dinâmico e organizado, acaba por ser espetacular sem afundanços monstruosos e sem alley-oops no contra-ataque.

Não raras vezes Tim refere-se a Pop como um segundo pai Fonte: ESPN
Não raras vezes Tim refere-se a Pop como um segundo pai
Fonte: ESPN

Nas equipas deste treinador não existem estrelas, todos são importantes, mais, todos são fundamentais. Tim Duncan, um dos melhores de sempre, é alguém que encaixa na perfeição neste perfil, nunca lhe vimos as exuberâncias que seriam de esperar a alguém da sua enormíssima qualidade. Foi o grande parceiro de Pop, construíram juntos um verdadeiro legado na equipa texana. Reza a lenda que o treinador fez questão de conhecer pessoalmente Timy, o seu contexto emocional e as suas origens socias, pois acreditava que se tratava do futuro líder da sua equipa. E assim foi.

SL Benfica 2-1 Sporting CP: O Sporting lutou e acreditou mas o Benfica sai mais líder da Luz

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Devo começar por afirmar que assistimos a um excelente dérbi entre os dois gigantes de Lisboa. Bem disputado, técnica e fisicamente. Com um público imenso, de maioria encarnada, a oferecer um excelente contributo para o espectáculo. Não estou feliz… Não o poderia estar depois de uma derrota. Mas por outro lado, um facto é que lutamos até à exaustão e mais uma vez voltamos a não ser bafejados pela sorte do jogo.

Começou dura a partida, bastante disputada mas com o Sporting a apresentar maiores sinais de perigo junto da baliza de Ederson. Foi precisamente numa jogada atacante dos leões que Pizzi, após dominar claramente a bola com o braço, lançou o contra-ataque que viria a terminar com Sálvio a colocar a bola dentro da baliza de Patrício, fazenda dessa forma o 1-0.

O guarda-redes só viria a realizar mais uma defesa, a remate de Jimenez após um corte disparatado de Bryan Ruiz. Até ao fim da primeira parte, os leões lançaram-se numa busca pela igualdade, mas o resultado iria permanecer inalterado até ao termino da mesma.

A segunda metade recomeçou novamente com grande dinâmica… JJ tirou Bruno Cesar e colocou Campbell em campo, que na primeira vez que tocou na bola, assistiu o holandês Bas Dost que com um potente remate atirou ao poste da baliza dos encarnados…
Na resposta, o Benfica chegou ao 2-0, através de Jimenez e da defesa passiva do Sporting.

Tudo muito mais complicado aos 47’ minutos de jogo, o Sporting tinha então de correr atrás de um prejuízo de dois golos. E foi o que a turma de Alvalade fez… Tomou as rédeas do jogo e procurou insistentemente reentrar no jogo. Dos 60 aos 70 minutos o Sporting realizou um festival de golos falhados e de defesas de Ederson… Bas Dost e William foram os autores das oportunidades. E o holandês facturou mesmo, novamente assistido por Campbell, num golpe de cabeça à ponta-de-lança…

Campbell voltou a ter a oportunidade para fazer empate nos pés, mas não foi hábil o suficiente. Dos 75 minutos ou 94, não houve praticamente jogo, o SL Benfica usou a estratégia que tanto criticou precisamente há uma semana…

No fim levou os três pontos, embora e claramente, o empate fosse o resultado mais justo. O Sporting encontra-se assim a cinco pontos da liderança e a um do segundo lugar do campeonato.

SL Benfica 2-1 Sporting CP: Na boa entrada está o ganho

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O dérbi acabou. O Benfica venceu. O Sporting foi um digno vencido. Entretanto, nas redes sociais, locais onde o irracional passa marcas, fala-se, como não poderia deixar de ser, de polémicos erros de arbitragem. Por isso, caro leitor, se vem à procura de uma crónica de arbitragem, vai-se dar mal. O jogo, que é aquilo que realmente importa – não estou com isto a dizer que o árbitro não conta –, foi interessante, intenso, particularmente na segunda parte, e equilibrado. Ainda assim, a haver um vencedor, seria o Benfica. A sua superioridade no primeiro tempo foi mais natural e trabalhada, em termos técnico-tácticos. A superioridade leonina no segundo tempo partiu muito do recuo benfiquista e de um futebol intenso, mas não muito bem trabalhado. Mesmo com um fortalecimento do meio-campo, Rui Vitória perdeu o controlo do jogo. Mas venceu-o. É sempre o que conta.

Era bem caro o metro quadrado no relvado da Luz no primeiro tempo. Nem os artistas Adrien e Pizzi conseguiam ter espaço para manobrar o jogo ofensivo das suas equipas. O Sporting começou com ligeiro ascendente, tentando recuperar a bola em zonas altas e forçar o Benfica a jogar no seu meio-terreno. Esse ligeiro ascendente – durou aproximadamente 15 minutos – apenas se materializou num lance de Gelson. Com o tempo, o Benfica respondeu na mesma moeda.

O meio-campo cerrou fileiras – Pizzi destacou-se nas recuperações de bola – e o Benfica ganhou ascendente táctico. Com Gonçalo Guedes, Rafa e Salvio a darem intensidade ao ataque benfiquista, o golo acabou por surgir com naturalidade. Rafa cruzou de trivela e Salvio, em esforço, colocou a redondinha no sítio certo. Até ao intervalo, mais do mesmo: o Benfica a controlar tacticamente o jogo e a sair com perigo em transição – destaque para a capacidade de Jiménez em jogar de costas para a baliza – e o Sporting sem ideias.

Salvio e Jiménez foram decisivos Fonte: SL Benfica
Salvio e Jiménez foram decisivos
Fonte: SL Benfica

No segundo tempo o jogo mudou como do dia para a noite. É sempre difícil, em futebol, medir o que pesou mais: se a melhoria do Sporting a todos os níveis – destaque para a entrada de Campbell, que deu outra vivacidade no ataque leonino –, se o recuo do Benfica, não alicerçado num controlo do jogo mas numa renúncia ao jogo. A segunda parte caminhou sempre nestes dois mundos futebolísticos. O Sporting criou várias ocasiões e o Benfica, logo na primeira que criou, ainda no início do segundo tempo, marcou. O Sporting aumentou ainda mais a intensidade e acabou por reduzir por intermédio de Bas Dost. A partir do minuto 80, o Benfica adaptou-se melhor ao modelo de três médios e fechou definitivamente as portas ao ataque leonino.

Não foi brilhante, não foi sempre bem jogado. Foi táctico, mas interessante e intenso, o dérbi. O Benfica mostrou força anímica, depois de uma má fase, enquanto que o Sporting mostrou alguma passividade e desorientação no primeiro tempo, tentando compensar depois. Já era tarde. Uma boa entrada vale sempre mais do que uma ponta final pujante. Mais um cliché do futebol que se prova ser verdadeiro.

CD Feirense 0-4 FC Porto: confirmação do bom momento

fc porto cabeçalhoEra necessário vencer este jogo para confirmar a melhoria desta equipa dos dragões, motivados por duas vitórias importantíssimas contra o SC Braga e o Leicester City, resultados que poderão ser decisivos nas aspirações portistas para o restante da época.

Era também importantíssimo vencer porque é dia de Clássico e, em caso de vitória, a equipa do FC Porto iria encurtar distâncias para o top 2 do campeonato e, quem sabe, lá chegar e confirmar que o FC Porto está a melhorar e o treinador a estabilizar as suas ideias.

Algo de que tenho acusado o FC Porto e o seu treinador é a dupla identidade da equipa. Quando joga no Estádio do Dragão, assume o jogo como tem de ser, enquanto que fora de portas atira essa responsabilidade e pratica um futebol mais pragmático, mas, dentro da realidade portuguesa, uma equipa grande tem de ir a todos os campos com uma ideia de jogo definida e uma identidade.

O FC Porto repetiu o onze que defrontou o Leicester City e, na minha opinião, é o melhor onze dos portistas. Entrou praticamente a ganhar contra este aflito Feirense, que começou bem o campeonato mas não ganha desde a 5.ª jornada da Liga NOS. Penálti de Ícaro (que foi expulso na sequência do lance) convertido por André Silva, repetindo o que fez contra o Leicester. Uma primeira parte que mostra um FC Porto mais calmo e sereno, com Oliver Torres a dirigir todos os momentos dos azuis e brancos e a confirmar a subida de forma e as boas exibições.

Outro nome a destacar é Brahimi, que também marcou, repetindo a façanha de quarta-feira passada, onde marcou de calcanhar, marcando agora após um lançamento lateral e alguma confusão na área do Feirense. É de sublinhar também, ao longo da primeira parte, a excelente atitude da equipa de Santa Maria da Feira, que, mesmo com um homem a menos (segundo as novas leis, não pode haver penalização dupla, mas isso dará para outro artigo no futuro), não joga a bola longa na esperança de um ressalto, tenta fazer construção de trás para a frente sempre com critério e organização ofensiva (claro que acarreta maior exposição defensiva) e já causou calafrios na defesa portista com uma bola à trave quando o resultado se encontrava no 0-1.

Uma primeira parte q.b. dos dragões mas um resultado justo para os comandados de Nuno Espírito Santo, a fazerem valer a maior qualidade individual e de jogo.

Nuno Espírito Santo teve uma tarde tranquila em Santa Maria da Feira Fonte: FC Porto
Nuno Espírito Santo teve uma tarde tranquila em Santa Maria da Feira
Fonte: FC Porto

O FC Porto a entrar na segunda parte a marcar, como aconteceu no início do jogo, por intermédio de Marcano, à passagem do minuto 51, após canto de Diogo Jota e desvio ao primeiro poste de Felipe. Um bom lance a colocar uma pedra no resultado e nas aspirações da equipa de Santa Maria da Feira. Este golo acabou com as aspirações do Feirense e levou a que o jogo acalmasse e a que o treinador do FC Porto pudesse retirar Corona e colocar Herrera (57’), e aos 65’ André André para colocar Oliver Torres.

Aos 66’ André Silva correspondeu de cabeça a um cruzamento bem medido de Alex Telles. A partir dos 70’, o jogo acalmou e os dois treinadores geriam o resultado e o jogo, visto que este se encontrava decidido. Aos 70 minutos, saía André Silva para dar lugar a Rui Pedro e aos aplausos da claque portista, que se fez ouvir durante 90 minutos.

O FC Porto sempre que acelerava criava perigo e reflexo disso foi o remate de Diogo Jota a passe de André Silva, com o guarda-redes Vaná a corresponder e o remate ao lado de Danilo após trabalho na área de Rui Pedro. São de destacar as duas bolas à trave do Feirense, uma em cada parte da partida, a demonstrar que o resultado poderia ter tido mais golos mas premeia a boa forma defensiva desta equipa, com uma dupla de centrais perfeitamente equilibrada e a entender-se muito bem, e isso reflete-se no desempenho defensivo da equipa portista.

Foi uma boa vitória, a confirmar um bom momento, mas não nos esqueçamos de que o Feirense jogou com menos um durante 86 minutos de jogo.

Ivo veste a capa de herói

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Cabeçalho modalidadesHoje discutiu-se mais um jogo da principal liga de hóquei em patins, disputado no pavilhão Jácome Ratton, entre as formações do Sporting Clube de Tomar e a Associação Juventude de Viana. Foi um jogo bastante bem jogado e onde a incerteza no marcador pairou até aos momentos finais, acabando o resultado final por ser um pouco mais gordo do que o encontro demonstrou.

Na primeira metade, o Sporting entrou bem na partida, começando logo com o golo na abertura, por intermédio de João Alves. A equipa vianense não se foi abaixo e empatou sensivelmente a meio, mas os leões demonstraram toda a sua resiliência para voltar ao comando das operações, levando o jogo para o intervalo com uma vantagem mínima de 2-1, no primeiro de três golos de Ivo Silva, indiscutivelmente uma das figuras neste frente a frente.

Na segunda parte a toada de jogo foi basicamente a mesma, com a equipa vinda de Viana do Castelo a procurar um golo que permitisse chegar ao empate, mas com a formação nabantina sempre na procura de ampliar a sua magra vantagem. O empate concretizou-se com um golo de Diogo Fernandes, ele que já nos 25 minutos iniciais tinha marcado o tento da sua equipa. Com o resultado empatado, teve que ser a formação orientada por Nuno Domingues a procurar mais uma vez a vantagem, que chegou através de um livre direto, superiormente executado por Ivo Silva. Parecido com este golo foi o tento que o herói deste jogo apontou, em mais um livre direto a castigar a décima falta do conjunto nortenho. Mais uma vez, grandiosa marcação do elemento da equipa da casa e estava feito o 4-2.

O grande destaque do jogo de hoje: Ivo Silva, que veste a camisola número 9 Fonte: SCT
O grande destaque do jogo de hoje: Ivo Silva, que veste a camisola número 9
Fonte: SCT

Perto do fim, destaque para a jogada magnífica que resultou no 5-2 final, totalmente comandada e concluída por David Costa. Com este resultado, os adversários de hoje trocam de posições, com o Sp. Tomar a subir para a sétima posição, podendo ainda ser apanhado na tabela pela equipa açoriana do Candelária, caso esta vença o jogo de hoje o Riba D’Ave. Até ver, a formação de Tomar parece ter argumentos para lutar pelos oito melhores classificados, mas ainda é um pouco cedo para fazer análises desse tipo.

Foto de capa: SCT

Artigo revisto por: Francisca Carvalho