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Dois amores que em nada são iguais

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A vida de treinador não é fácil. A gestão dos egos, a falta de opções, as lesões, os castigos, as expectativas dos jogadores. Neste caso falamos de um problema muito específico para um treinador. Rui Vitória debate-se pelo 2.º ano com duas opções válidas para o ataque. É quase um dilema existencial, na medida em que a escolha de um em detrimento do outro, pode afectar a identidade ofensiva da equipa. Mobilidade ou poder físico. Golo ou (mais) trabalho colectivo. Eis dois amores que não são nada iguais.

Na temporada passada, Rui vitória, apesar da pressão mediática do forte investimento em Jimenez, apostou em Mitroglou para ser a referência ofensiva dos encarnados. O grego, que estava a passar por uma má fasena carreira, depois da explosão no Olympiakos, superou as expectativas. A parceria com Jonas funcionou quase sempre e o avançado acompanhou na perfeição o crescimento colectivo. Mitroglou, na melhor fase da equipa, foi sempre o primeiro homem no pressinge conseguiu ter um rácio oportunidades/golos positivo, para uma primeira temporada num clube. Além disso, fez o golo decisivo no “jogo do título”. O seu sentido de oportunidade ficou bem patente nesse golo.

Dividindo a questão em dois pólos, falámos agora em Raúl Jiménez. O mexicano, logo na sua estreia, fez um golo. Os benfiquistas pensaram que o levado investimento afinal poderia valer a pena. A partir daqui, a relação entre os adeptos para com o avançado não foi outra coisa senão de amor/ódio. As intervenções do ex-jogador do Atlético de Madrid até Março pautaram-se pela irregularidade.

Jiménez foi decisivo para a conquista do título Fonte: SL Benfica
Jiménez foi decisivo para a conquista do título
Fonte: SL Benfica

O avançado teve poucas oportunidades, e, quando as tinha, nem sempre as aproveitava da melhor forma. Ainda assim, foi decisivo na passagem do Benfica aos quartos da Champions – todos nos lembramos mais do remate do que da recarga de Gaitán. Foi este lance que catapultou o mexicano para uma grande ponta final, sendo decisivo em dois jogos para a conquista do título – golos e Vila do Conde e Coimbra fizeram a diferença -, além do golo importante na meia-final da Taça da Liga.

Já percebeu com certeza, caro leitor, que se trata de um problema mais ou menos saudável. Ou não. É que fazer a gestão de expectativas de dois avançados é complicado. O avançado vive do golo e, se não jogar, não poderá marcar. Mitroglou não tem apresentado o melhor rendimento e, Rui Vitória, que tem sido pouco dado a rotações até, não hesitou em colocar Jiménez. “Tem outras características”, diz o técnico do Benfica. São dois avançados que mudam a cara da equipa a atacar e….a defender. Dois amores, que em nada são iguais, para Rui Vitória moldar. A vida de treinador não é fácil…

Foto de capa: SL Benfica

Jogo da mala do Sporting

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Passou mais uma jornada do campeonato português, na qual o Sporting conseguiu isolar-se no segundo lugar devido à sua vitória no Bessa e ao mau resultado de um dos seus adversários mais directos.

Posto isto, considerando que somos a equipa mais próxima do primeiro classificado, e sabendo do padrão utilizado por alguma comunicação social relacionada com alguns paineleiros, adivinhavam-se novas investidas para tentar desestabilizar a estrutura do nosso clube. Sem surpresa, surgiram novas denúncias de jogos da mala. Foi esta como poderia ser qualquer outra, até porque inventar não custa, e para lançar a confusão nem são precisas evidências ou provas. E depois tudo se esquece, e os autores não são chamados à responsabilidade sobre as declarações proferidas. Tudo passa pelos pingos da chuva.

O mais interessante é, mais uma vez, estas declarações terem surgido de adeptos/sócios e comentadores de um clube que não fala dos outros e que só reage aos ataques de que é alvo. Qual terá sido o ataque desta vez? Mas concentremo-nos no jogo da mala onde, ao que parece, o Sporting é o único Player, e já deve ter uma bela conta para pagar. Se o Sporting paga aos adversários de um dos clubes rivais, não deveriam os mesmos mostrar empenho em merecer o prémio? É que o que temos visto é esse clube rival a jogar sem grande oposição contra essas equipas supostamente pagas pelo clube de Alvalade. Parece tudo invertido, mas devo ser eu que tenho visto mal. São perspectivas.

Ainda sobre isto, li há uns dias que um clube adquiriu um jogador, não para jogar na sua equipa, mas para emprestar a outro clube. Isto sim é filantropia. “Já que o amigo não tem dinheiro para comprar jogadores, nós compramos para eles”. “Peace and Love”. O mais curioso é percebermos que esses dois clubes ainda há poucos dias se juntaram (não oficialmente) para atacar o presidente do Sporting. Não estarei aqui a ver um jogo da mala encapotado? Tenho direito de o dizer, não? E não tenho necessidade de o provar porque isso é coisa desnecessária hoje em dia, como se pode ver em vários programas “desportivos” das nossas TV’s.

Semana decisiva no Dragão

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Os próximos três jogos poderão ser decisivos para o futuro de NES no Dragão. No próximo sábado a equipa azul e branca recebe um adversário direto, o SC Braga, que neste momento se encontra à frente dos portistas na tabela, e um resultado que não seja a conquista dos três pontos será muito difícil de digerir pelos adeptos e o ambiente pode ficar insustentável.

Passados quatro dias outro jogo importantíssimo na época do FC Porto, a receção ao campeão Inglês, Leicester, em jogo a contar para a Liga dos Campeões. Ate pelo momento de dificuldade financeira que o clube atravessa a passagem aos oitavos-de-final é fundamental.

No dia 11 a deslocação ao Feirense, e em fim-de-semana de clássico é obrigatório ganhar para encurtar distancias para os principais rivais.

Por isso, estes três jogos podem ser, ou o agudizar do mau estar no Dragão ou em caso de três vitórias o click para descolar numa boa época. Resta esperar, e ver a resposta da equipa e de NES!

Eu pessoalmente não acredito em “Chicotadas psicológicas” e as ultimas épocas do FC Porto tem sido a prova disso, acredito na estabilidade, em dar tempo de trabalho a um treinador novo com um plantel jovem e em construção.

A realidade do Futebol Português mudou, e muitos adeptos portistas ainda não acordaram para essa realidade. Essa mudança começou quando Luis Filipe Vieira, apesar de três anos em que Jorge Jesus pouco ganhou, renovou o contrato, e manteve um treinador durante seis anos. Isso deu estabilidade, os resultados acabaram por aparecer e com isso galvanizou os adeptos, criaram rotinas de vitórias e um clima desanuviado e fácil para qualquer treinador trabalhar.

NES precisa de tempo Fonte: Facebook Oficial de NES
NES precisa de tempo
Fonte: Facebook Oficial de NES

Outro aspeto que teve influencia para a mudança no Futebol Português, foi a eleição de Bruno de Carvalho para presidente do Sporting. Apesar de não concordar com alguns comportamentos, é verdade que elevou o Sporting para outro patamar, conseguiu melhorar a estrutura leonina e o mais importante tem os adeptos consigo e com o clube.

Com este cenário, a mudança contante de treinadores no FC Porto, é um tiro no pé. Não sei se a saída de NES esta em cima da mesa da SAD Portista, espero que não, mas os próximos jogos serão decisivos. É preciso um ciclo de vitórias para afastar a pressão e criar um ambiente tranquilo, em que os jovens talentosos jogadores do FC Porto não tenham medo de falhar, que possam arriscar sem medo de ouvir assobios.

Os anos em que qualquer treinador era campeão no FC Porto já la vão, o contexto de hoje é completamente diferente, a estrutura portista perdeu peso nos órgãos de decisão, os rivais estão mais competitivos e hoje o peso que a comunicação social tem em passar certas mensagens é tremendo, e é sabido que o FC Porto não tem poder na comunicação social, e muitos adeptos embarcam nessas viagens. Eu recordo o que muitos fazedores de opinião diziam na altura em que Paulo Fonseca estava no FC Porto, hoje para esses mesmo comentadores já é considerado um treinador de grande qualidade, mas entretanto o objetivo foi conseguido nessa altura, criar descrédito e instabilidade. NES tinha qualidade quando estava no Rio Ave e no Valencia, hoje já não é o homem certo para o FC Porto, com isto, quero na medida do possível, dizer aos adeptos para não embarcarem em análises feitas com objetivos bem definidos, e esses objetivos são criar instabilidade no FC Porto.

Genoa, onde os grandes tombam

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Cabeçalho Liga Italiana

Estar em 10º lugar no campeonato italiano não deve ser motivo de vergonha. Afinal, apesar de tudo, a Serie A ainda é um dos principais campeonatos do panorama europeu. O Genoa, ou Génova se preferir, equipa do português Miguel Veloso, não está a ser propriamente a equipa-sensação, aquela que surpreendentemente “morde os dentes” aos grandes. Apesar disso, despachou em poucas semanas, Milan e Juve com resultados claros (3-0 e 3-1 respectivamente) e pretende continuar a fazer cair os gigantes do futebol italiano.

Muito se tem falado no aparecimento de Giovani Simeone, filho do técnico do Atlético de Madrid. O elogio ao jovem avançado é justo. Afinal, ele tem mostrado, além de mobilidade e intensidade, um faro de golo impressionante – veja-se os dois golos à vecchia signora. Porém, esgotar a equipa do Genoa no argentino é redutor. A equipa, não sendo poderosa, é equilibrada em termos defensivos, e, nomeadamente nestes jogos, materializa em resultados práticos, uma das suas maiores qualidades: as transições ofensivas.

Simeone,com dois golos, fez cair a Juventus no Luigi Ferraris Fonte: Genoa C.F.C.
Simeone, com dois golos, fez cair a Juventus no Luigi Ferraris
Fonte: Genoa C.F.C.

Não sendo uma equipa puramente italiana, se pensarmos nas conotações mais exageradas que se atribuem às equipas deste país – demasiada importância dada ao processo defensivo -, é uma equipa que se sabe comportar nos diferentes momentos do jogo. Não tem problemas em recuar (demasiado) no terreno, desde que isso lhe traga o espaço que necessita para atacar nas transições. Este recuo estratégico, permite depois, que alguns jogadores possam destacar-se. Laxalt, recém internacional pelo Uruguai, tem uma grande capacidade de acelerar o jogo, vindo de trás, como se viu nos lances dos golos frente à Juve. A equipa tem intensidade e critério no meio-campo – veja-se o rendimento de Rincón, supostamente alvo de Inter e Juve -, mas é nas alas que a criatividade existe. Ocampos e Lazovic são os responsáveis pelos desequilíbrios e por fornecer jogo aos dois avançados (que nem sempre jogam juntos) – Simeone, mais móvel e rápido e Pavoletti, mais fixo e posicional.

O retrato é positivo. O lugar na tabela, não sendo pujante, reflete uma certa competência, num campeonato competitivo. Os avisos estão feitos. Ninguém marca 6 golos, aos dois primeiros classificados do campeonato, por acaso. Os grandes tombaram. E isso não se explica com azar ou menor intensidade da equipa grande. Reflete também a qualidade de jogo do Genoa.

 

Imagem de capa: Genoa C.F.C.

Quem tem as chaves de “El Clásico”?

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Cabeçalho Liga Espanhola

Marque na agenda: sábado às 15h15 (de Portugal Continental) é hora de clássico espanhol. Milhões de pessoas espalhadas por mais de duas centenas de países estarão sentadas em frente à televisão para terem a oportunidade de ver em direto algum momento que fique para a eternidade. Poderá ser uma jogada genial de Messi, um golaço do Ronaldo ou mesmo um treinador a espetar o dedo no olho do outro. Nunca se sabe o que vai acontecer, só sabemos que vai acontecer algo.

E, por ser tão difícil antever o que se vai passar no clássico, talvez seja mais prudente começar por olhar para a única coisa de que temos certezas, que é o que se passou nas últimas semanas e a forma como ambas as equipas chegam até aqui (ainda que, no sábado, isso tenha pouca influência). Se o momento de forma atual das equipas fosse relevante, o Real Madrid seria claro favorito. Chega ao clássico depois de 32 jogos consecutivos sem derrotas, lidera o campeonato com seis pontos de vantagem sobre o Barcelona e, mesmo quando as exibições não são as melhores, tem conseguido bons resultados. Do outro lado, o Barça chega ao clássico no pior momento da época, depois de três empates consecutivos: em casa, frente ao Málaga; fora, frente à Real Sociedad; e no terreno do Hércules C.F., da 2.ª divisão B, em jogo da Taça em que os blaugrana pouparam todos os titulares.

Ronaldo já fez dez golos no Camp Nou Fonte: Real Madrid C.F.
Ronaldo já fez dez golos no Camp Nou
Fonte: Real Madrid C.F.

No entanto, o Barcelona tem no regresso de Iniesta uma excelente notícia, principalmente para um meio campo que tem estado irreconhecível e que foi completamente esmagado pela Real Sociedad no fim de semana passado. O domínio dos bascos foi tal que, a meio do jogo, se viu Luis Enrique pedir aos seus jogadores que batessem a bola larga para a frente, renunciando por completo ao estilo tradicional da equipa. Iniesta precisa-se urgentemente! Do lado do Real, regressa Casemiro (embora possa começar no banco), mas confirma-se que Bale, o jogador que estava em melhor forma nos blancos, vai estar de baixa até abril. Estas são notícias importantes porque o clássico, além de um duelo entre equipas, faz-se também de duelos individuais. Este ano, infelizmente já não teremos o duelo entre Cristiano Ronaldo e ,Dani Alves (e parece-me que ambos os jogadores estão felizes por já não terem de se enfrentar), mas há muitos outros duelos para seguir. Eu destacaria o confronto entre Carvajal e Neymar, que poderá ser apenas um dos episódios iniciais de uma longa saga de encontros por vir, dado que ambos têm apenas 24 anos.

Os 10 melhores guarda redes da história do Benfica

Os 10 melhores guarda redes da história do Benfica- artigo do bola na rede

Foram poucos – muito poucos – aqueles que tiveram o privilégio de defender a baliza do Benfica, em permanência, ao longo dos seus 112 anos de história. Nomes grandes do futebol português e mundial, que marcaram gerações, contribuindo decisivamente para o sucesso do clube em Portugal e no mundo. Aos que ficaram de fora da oportunidade, podem aproveitar as DICAS DE CASINO E SLOT e brilharem em outras áreas. OsNesta lista estão aqueles que, pela força do talento e do trabalho, permanecem, ainda hoje, na memória colectiva de sócios e adeptos benfiquistas. Alguns ficaram décadas; outros apenas alguns meses – mas todos eles, à sua maneira, marcaram indelevelmente as páginas recheadas de glória do maior clube português.

Uma lista que confirma, antes de mais, que a consistência, a regularidade e a qualidade de um grande guarda-redes são ingredientes indispensáveis para uma receita de sucesso.

10 melhores guarda redes da história do Benfica

O Sporting foi Rei Leão em casa!

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Passados alguns dias da enorme passagem à Final Four, que tantas dores de cabeça deu a adeptos, treinadores  e jogadores, é tempo para olhar para trás e ver o que de bom este fim-de-semana trouxe para os leões.

Em primeiro lugar, o factor casa foi predominante para todos os sportinguistas, quer dentro, quer fora das quadras. Ter um pavilhão cheio, a entoar “O Mundo Sabe Que” e em outros cânticos de apoio incessantes, com adeptos que festejam com a mesma emoção uma grande defesa, um corte fundamental ou um de tantos golos  acaba por ser uma motivação extra para que haja mais vontade de vencer e de fazer melhor pelo clube. E, no fim-de-semana passado, isso foi conseguido.

Nuno Dias foi uma das figuras deste fim-de-semana Fonte: Sporting CP
Nuno Dias foi uma das figuras deste fim-de-semana
Fonte: Sporting CP

Para mim, o jogo mais importante foi o último, frente ao Dínamo de Moscovo. Os outros, com mais ou menos facilidade e esforço, foram bem conseguidos. No entanto, frente aos russos, a conversa foi outra. Precisávamos de fazer das tripas coração, e assim foi. Aquele empate, 3-3, apesar de todas as cenas um pouco tristes que se foram desenvolvendo, foi fundamental para chegar mais alto, para atingir a Final Four.

Isso foi Sporting. Sporting foi a dedicação de todos à causa. Sporting foi esforço de todos, que no espaço de três dias deixaram tudo na quadra, e de todos os que organizaram a sua vida para apoiar o seu clube numa das alturas mais importantes da temporada. Sporting foi a devoção de todos os que pediam mais um golo, mais um sprint para chegar à bola e rematar, ou evitar um remate. Sporting foi a glória. A glória de marcar 23 golos e sofrer apenas cinco, ficando quatro golos à frente do adversário, sendo este o ponto fulcral para ficar em primeiro. Sporting foi tudo isto, mas ainda é mais.

Em Abril, a Final Four vai-se jogar. Os adversários não são fáceis: O Inter Movistar de Ricardinho, melhor equipa espanhola e que tem o melhor jogador do mundo, o Kairat Almaty, do Cazaquistão e os russos do Ugra Yugorsk. Não se sabe onde se disputará, mas uma coisa é certa. Os leões já apresentaram a candidatura para que esta final se jogue no Pavilhão João Rocha, decisão que será tomada em Dezembro. Até lá, só podemos estar orgulhosos do percurso que os nossos jogadores fizeram. É certo que daqui para a frente há uma certeza: Vamos lá estar todos para apoiar.

 Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Supremacia Portista

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Cabeçalho modalidades

Na última quarta-feira do mês de novembro, o FC Porto deslocou-se até São João da Madeira para defrontar a AD Sanjoanense, num encontro a contar para a 8ª jornada do nacional de hóquei em patins. Numa noite onde o jogo apenas teve um sentido, o Porto venceu facilmente por 8-2.

O jogo teve um início equiparado, onde ambos os conjuntos tiveram vários e largos períodos de posse de bola, embora ninguém conseguisse criar grande perigo á baliza adversária. No entanto, aos sete minutos de jogo e após uma jogada estudada, na sequência de um livre na quina esquerda da área, Gonçalo Alves abriu o ativo. Segundos depois, o mesmo Gonçalo Alves sofreu uma falta para livre-direto. Hélder Nunes, não conseguiu levar a melhor sobre David Nogueira.

A vantagem no marcador, demonstrou um Porto a tomar conta das operações e a construir várias oportunidades, mas a falhar, sistematicamente, na altura da finalização. Por seu lado, a Sanjoanense procurava o jovem, internacional inglês, Alex Mount para sair em contra-ataque e tentar assustar Carles Grau. Aos dezassete minutos de jogo, os azuis e brancos tiveram uma grande oportunidade de voltar a marcar, mas Rafa desperdiçou uma grande penalidade.

O final da primeira parte estava cada vez mais próximo e a Sanjoanense tornava-se cada vez mais acutilante. Todavia, no seguimento de uma jogada onde quase marcou, o Porto chegou ao 2-0, após uma transição rápida concluída por Ton Baliu.

O 2-0 era um resultado mais justo, tendo em conta o que se passava em pista, apesar de ainda ser bastante curto para o que Porto vinha fazendo.

Perto do intervalo, num período em que os dragões estavam em superioridade numérica, em virtude de um cartão azul visto por Francisco “Chico” Barreira, o Porto acabou por cometer a sua 10ª falta, que o jovem Diogo Casanovas, jogador emprestado pelo conjunto portista á Sanjoanense, não conseguiu marcar ao acertar no poste da baliza de Grau. Deste modo, o conjunto orientado por Guillem Cabestany, chegava ao intervalo a vencer por apenas 2-0.

Sporting CP 1-0 FC Arouca: Salvaram-se os três pontos

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Depois do jogo decisivo frente ao Real Madrid que atirou os leões para fora da Champions e da vitória no estádio do Bessa em jogo a contar para o campeonato, o Sporting entrou em campo para dar o pontapé de saída na única competição que lhe faltava jogar esta época, a Taça da Liga. Com as segundas linhas em ação, foi fácil perceber – tal como se esperava – que este troféu é a última prioridade para os lados de Alvalade. Por isso mesmo, esta é também uma competição onde Jorge Jesus pode (e deve) gerir o cansaço dos jogadores mais utilizados tal como fez esta noite, algo que dará espaço aos habituais suplentes para mostrarem serviço e tentarem chegar o mais longe possível na competição.

Esta noite, o Sporting entrou em campo com o onze renovado face à última partida. As mudanças sentiram-se em todos os setores, inclusive na baliza onde o internacional português Beto rendeu o campeão europeu Rui Patrício. À sua frente, teve Paulo Oliveira e Douglas como defesas centrais e nas laterais Ricardo Esgaio e Jefferson assumiram as despesas do jogo. William Carvalho ficou em casa bem como Adrien Silva, e foram substituídos por Petrovic e Elias, respectivamente. As alas ficaram a cargo de Lazar Markovic e Joel Campbell, este último o único repetente do onze titular do jogo do Bessa. Alan Ruiz teve mais uma vez a sua oportunidade de mostrar serviço no apoio ao ponta de lança brasileiro André.

Antes do início da partida, assistiu-se ao minuto de silêncio que vem sendo cumprido em vários jogos por todo o Mundo como forma de homenagem a todas as vítimas do avião que se despenhou ontem e que levava a bordo a equipa do Chapecoense. As claques elevaram tarjas de apoio à equipa brasileira como forma de apoio e consolo. Passado esse momento, deu-se o apito inicial para um jogo que teve pouca história.

O Sporting entrou em campo pronto a assumir o jogo, algo que se veio a comprovar que aconteceu com bastante facilidade e naturalidade. Nem o Arouca, nem o Sporting entraram em campo prontos a dar uma lição de tática, o que tornou o jogo extremamente repartido e sobretudo apático, sem perigos maiores para ambos os lados.

Na verdade, os lances de maior perigo surgiram logo nos minutos iniciais. Aos quatro minutos, depois de vários ressaltos na área, a bola sobrou para Elias que rematou forte mas o guarda-redes Rui Sacramento mostrou que estava atento. O Arouca não demorou muito tempo a responder e logo no minuto seguinte podia ter feito o golo num remate de Sancidino que podia ter feito muito melhor frente a Beto. A partir daí, o jogo foi repartido e à passagem da meia hora apareceram mais duas oportunidades dignas de registo: Douglas cabeceou forte em resposta a um cruzamento de Esgaio mas atirou à figura de Sacramento e poucos minutos depois Alan Ruiz deixou a bola em Joel Campbell que não conseguiu finalizar com sucesso.

Quando se esperava que o jogo fosse para o intervalo com um nulo no resultado, uma boa jogada entre Petrovic, André e Alan Ruiz abriu o marcador em Alvalade. O brasileiro desmarcou de calcanhar o argentino que arranjou espaço para dar uso ao seu potente pé esquerdo e, que num remate colocado, colocou a bola no fundo das redes da baliza do Arouca. O golo chegava e o intervalo veio logo de seguida.

Na segunda parte, o Sporting continuou a explorar a falta de inspiração dos jogadores do Arouca e, sempre que possível, tentava sair a jogar pelos pés de Paulo Oliveira, com Campbell e Markovic sempre apoiados por Elias no centro. O Arouca continuava a sua aposta no plano individual nas figuras de Sancidino e Kuca, e se este último conseguiu criar algum perigo, já o ex-Benfica foi presa fácil para os defesas do Sporting. Na generalidade, os atacantes do Arouca estiveram sempre controlados pelos centrais leoninos e, mais do que isso, pelos homens do meio-campo, o que lhes retirou jogo pelo corredor central.

O ritmo foi abrandando com o passar do tempo, sobretudo depois da saída de Alan Ruiz para a entrada de Luc Castaignos. No entanto, o holandês não teve uma boa noite, pois apenas esteve vinte minutos em campo, tempo de falhar uma finalização a cruzamento de Matheus Pereira, chocar com o guarda-redes adversário na sequência dessa jogada e sair… lesionado.

Nos últimos dez minutos de jogo, Elias podia ter dilatado a vantagem leonina por duas vezes, mas falhou o alvo por muito pouco. O resultado, pela margem mínima, acaba por ser o mais importante num jogo onde arouquenses e leões fizeram o mínimo para conseguir os três pontos. É certo que com mais critério na finalização, o Sporting podia ter alargado a vantagem, no entanto, os verde e brancos não foram brilhantes mas o seu desempenho chegou para levar de vencida um Arouca sem grande chama nem argumentos.

Venha o diabo e escolha

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Cabeçalho modalidadesÉ indiscutivelmente o assunto da semana e tenho que dirigir algumas palavras de agradecimento e reconhecimento pela ótima prestação do Sporting Clube de Portugal na UEFA Futsal Cup.

Alguns dos meus colegas puderam vivenciar o apuramento para a final four e já fizeram, e muito bem, o seu trabalho, pelo que não vou comentar os jogos que já passaram, mas sim olhar para os possíveis adversários dos “leões” nesta fase final, dando uma opinião sobre os três que podem calhar em sorte ao conjunto lusitano. E, vendo o leque de equipas presentes na fase final, ainda em lugar indeterminado, é caso para dizer “venha o diabo e escolha!”, porque como possibilidades temos o campeão europeu em título, o Ugra Yugorzk, o Kairat Almaty, campeão europeu em 2014/15 e sem dúvida uma das mais temíveis formações da Europa, os espanhóis do Inter Movistar, onde pontifica o melhor jogador do mundo na atualidade, o português Ricardinho.

É óbvio que nesta fase também não se podia pedir muito, mas para ser campeão europeu o Sporting vai ter muitas dificuldades, uma vez que é o outsider, por ser o único clube dos quatro presentes que ainda não conta com qualquer título continental no seu palmarés. Mesmo que, eventualmente, possa vir a receber uma resposta positiva da UEFA no sentido de ser o organizador da final a quatro, é a equipa menos favorita no papel e aquela que “corre por fora” por ser a única equipa na fase final que não pertencia ao pote um no sorteio da ronda de Elite. Já provou que pode jogar de igual para igual com equipas teoricamente mais fortes, conforme se viu no passado fim-de-semana contra o FC Dynamo, e é sempre uma boa vantagem poder jogar em casa, como se viu na conquista em 2009/10 do SL Benfica no Pavilhão Atlântico (atual Meo Arena).

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Festa rija logo após o apuramento para a final four da UEFA Futsal Cup
Fonte: Sporting

Desta feita, a organização iria ser feita no pavilhão João Rocha, o futuro “covil” da equipa verde e branca. Tudo porque o Meo Arena não está disponível e o outro adversário na luta pela organização é o Kairat, que parte com a vantagem de ter 12.000 lugares no seu pavilhão contra “apenas” 3.000 do pavilhão do Sporting, inferior ao mínimo de 5.000 exigido pela UEFA. Mas no próximo mês de Dezembro teremos uma resposta definitiva a esta questão e vamos esperar para ver. Somente chegar a esta fase já se pode considerar um grande feito, e tudo o que vier por acréscimo será bom.

Para finalizar, não vou torcer pelo Sporting tão fervorosamente como um comum adepto do clube leonino, mas como um adepto português que apoia sempre a representação nacional contra clubes estrangeiros. Posto isto, quero apenas endereçar as mais sinceras condolências aos familiares dos jogadores, técnicos, dirigentes e restante tripulação presente no avião que se despenhou na Colômbia, porque há coisas que são transversais e, além disso, não é um assunto que toca somente aos redatores de futebol. Toca a todos e, por isso, somos todos Chapecoense!

Foto de capa: Sporting

Artigo revisto por: Francisca Carvalho