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Formar a Ganhar

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Desde algum tempo até esta data que existe uma discussão, em tom de burburinho diga-se, sobre qual a equipa que mais e melhor forma em Portugal. Recordo-me de ouvir as pessoas do tempo dos meus avós dizerem que o FC Porto sempre deu os melhores defesas, mas lembro-me ainda melhor, porque cresci com isso, que o Sporting é a grande fonte de alimentação da equipa das Quinas.

Certo, se olharmos para os últimos anos são vários os bons jogadores dentro desse saco. Personalidades como Figo, Futre, Ronaldo, ou Patrício, jogadores cujo peso é inquestionável, e no caso dos últimos dois, ainda sentimos isso nestes dias. Mas as coisas mudaram, não foi?

Vejamos os últimos onzes de Portugal. Estão lá nomes como o de João Cancelo, de Renato Sanches, que foi sem sombra de dúvidas uma das figuras no Europeu de França, André Gomes, ou de Bernardo Silva. Calma! Isto não é em tom de “campanha”, é a mera constatação de um facto, que é: Aparentemente o Benfica está a dar à seleção os jogadores mais determinantes.

Cédric é um excelente lateral-direito? Sim, é, mas Cancelo é nesta altura o lateral em melhor forma para aquela zona do campo. Aliás, ele tem estado tão bem ao ponto de já se falar num ato de sedução da parte do Barcelona para o adquirir ao Valência. Olha, nem de propósito! Falando de um jogador que migrou do sul de Espanha para a Catalunha, André Gomes. Sabem onde é que ele nasceu para a bola? No Benfica. Todo o bom benfiquista lembra-se daquele golo que ele apontou no Estádio da Luz frente ao FC Porto que deu uma vitória por 3-2 e o apuramento para a final da Taça. De águia ao peito é de facto das poucas coisas boas que nos lembramos dele, mas no Valência cresceu a olhos vistos e a sua ida para o Barça foi a prova disso.

Bernardo infelizmente mal vestiu de águia ao peito. Rumou logo ao principado dos ricos e dos sorteios da UEFA, mas sejamos honestos, ele é ou vai ser, com João Mário, um dos patrões do meio-campo de Portugal. E para acabar de falar dos bons exemplos, Renato foi o pulmão da seleção no Euro, só espero que no Bayern não perca fulgor.

Guedes e Horta, o futuro do Benfica Fonte: SL Benfica
Guedes e Horta, o futuro do Benfica
Fonte: SL Benfica

Claro que nesta altura podem perguntar: Mas tem sido tudo assim? Tudo rosas? Não. Há maus exemplos, como aliás, todos têm. No caso do Benfica podemos falar de Nélson Oliveira, de Ivan Cavaleiro, ou de Hélder Costa, malta que parecia prometer muito, mas que depois não esteve à altura.

Contudo e, com o passar do tempo, uma coisa parece ficar bem latente, já não é só o Sporting que dá cartas à seleção, já não são o “único” clube formador neste país, de onde vêm todos os grandes craques. Isto não é, mais uma vez, menosprezar o que nos deram, bem pelo contrário, é apenas uma forma de salientar que nisso as coisas estão cada vez mais equilibradas, ao ponto de pudermos dizer que já não é só o Barcelona que dá grandes craques ao mundo do futebol. Nisso tanto Sporting como Benfica têm estado bem e têm feito frente ao colosso do futebol espanhol.

Do ponto de vista patriótico queremos muito que qualquer uma das equipas do nosso campeonato dê jogadores a Portugal, mas dá-nos particular gosto a nós benfiquistas, ver que nos estamos a safar particularmente bem nesse capítulo, e o futuro parece cada vez mais risonho, basta para isso olhar para Gonçalo Guedes e André Horta.

Foto de capa: SL Benfica

Pela Verdade Desportiva no Futebol

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O futebol é o desporto rei. Há quase vinte anos que ouço esta frase e a subscrevo, pois o futebol é o desporto mais apaixonante de todos. Contudo, atualmente, existe algo que falta ao futebol, e já falta há algum tempo: verdade.

A verdade desportiva é um termo muito caro, que devia ser utilizado com muito cuidado, ao contrário daquilo que é feito por alguns intervenientes do futebol português, que falam nela, mas cruzam os braços quando chega a hora de fazer algo pela mesma. A verdade é algo que não existe em todo o seu esplendor no futebol. Não existe devido aos erros de arbitragem e também por causa da desonestidade da esmagadora maioria dos intervenientes, sejam eles jogadores, treinadores, dirigentes, árbitros ou responsáveis pela organização do futebol que beneficiam com as irregularidades existentes. Os jogos deviam ser mais vezes decididos por momentos como o que vemos no topo deste artigo, em que o génio de um jogador se sobrepõe ao esforço dos adversários. Contudo, o que se passa muitas das vezes, é que é a incompetência dos árbitros a sobrepor-se àquilo que é feito pelos atletas. Assim sendo, parágrafo a parágrafo, vou expor algumas das ideias que acho positivas para o futuro do futebol e que deviam ser consideradas por quem de direito. Obviamente estas propostas não resolveriam tudo, mas seriam sempre parte da solução e não do problema.

Tempo de jogo

Uma partida de futebol tem noventa minutos. Contudo, isto é só no papel porque existem jogos que nem chegam a ter dois terços desse tempo como úteis. Seja devido a simulações de jogadores, demora excessiva nas reposições de bola em jogo ou protagonismo excessivo do árbitro na partida. O jogo nunca tem todo o seu tempo útil, até porque isso é impossível com as regras hoje existentes. Contudo, podia ter muito mais tempo útil com a aplicação de algumas medidas que visam o aproveitamento do tempo e a punição de quem utiliza o antijogo como uma das principais armas num jogo de futebol. O tempo cronometrado, como existe, por exemplo, no futsal, seria a novidade ideal para combater o antijogo. Ter os noventa minutos cronometrados talvez fosse complicado em termos logísticos e físicos, por isso, tenho duas propostas neste âmbito: a cronometragem apenas da segunda parte ou a cronometragem de todo o encontro, com a possibilidade de o tempo ser diminuído de noventa para, quiçá, oitenta minutos. Tudo isto impediria, ou pelo menos refrearia, as intenções dos jogadores que simulam lesões e que retardam a reposição de bola em jogo, onde os guarda redes são um caso gritante. Sem a possibilidade de queimar tempo útil de jogo, os jogadores utilizariam menos essa “artimanha” em seu proveito. Atualmente, até chegamos ao cúmulo de haver perdas de tempo logo desde a primeira meia hora dos encontros. Isto tem de acabar, para bem do futebol.

E tudo Hirscher levou…

Cabeçalho modalidadesHavia uma certa expetativa relativamente ao desfecho do slalom decorrido em Levi (Finlândia), no passado dia 13 de novembro. Seria Alexis Pinturault capaz de continuar o que havia começado em Sölden? Conseguiria Marcel Hirscher inverter a tendência desta nova temporada? Ou haveria surpresa em solo finlandês?

A primeira manga desta prova começou com um domínio do pentacampeão mundial de esqui alpino, Hirscher, que superou em 0,4 segundos o tempo do alemão Felix Neureuther, que está a realizar um início de temporada muito bom. Mas a grande surpresa desta primeira manga ficou reservada para Dave Ryding que, com um tempo de 53.57 segundos, atingia, para já, um fantástico (e inédito!) terceiro lugar. Quem ia desiludindo era Alexis Pinturault que, após uma grande vitória em Sölden, ficava-se por um modesto 23º lugar.

Tal como a baixa inclinação da vertente deixava antever, as surpresas continuariam numa segunda manga, que se revelou emocionante até ao final. O campeão em Sölden, Pinturault, foi um dos primeiros a entrar em pista, melhorando o seu tempo de forma impressionante, tempo esse que não chegou para lhe valer um lugar no top 10. O austríaco Michael Matt e o italiano Manfred Moelgg revelaram frieza e, sem atingir nenhum pódio em qualquer uma das mangas, atingiram bons resultados (2º e 3º lugares, respetivamente).

Fonte: Marcel Hirscher
Fonte: Marcel Hirscher

Quem também conseguiu segurar um bom resultado foi Neureuther (apesar do evidente declínio registado na qualidade da segunda descida), terminando no 4º lugar, e Dave Ryding (a melhor surpresa desta prova), que conseguiu o melhor resultado de sempre da modalidade, entre os atletas bretões, através de um sensacional e surpreendente 6º lugar. Mas o melhor estava para o fim… Marcel Hirscher superou a fasquia colocada na primeira manga com uma descida tecnicamente irrepreensível, digna do posto de melhor esquiador do mundo.

Foi desta forma justa que Marcel Hirscher venceu, sem qualquer tipo de contestação possível, o slalom de Levi, verificando-se também o já esperado domínio austríaco nas provas de slalom (conseguiu três atletas entre os cinco mais bem classificados). Será Hirscher capaz de manter este nível em Lake Louis no próximo dia 27? Resta esperar…

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Foto de capa: Massimiliano Ambesi

Bélgica: no ponto?

Cabeçalho Futebol Internacional

O fim era inevitável, a relação estava sensível ao ponto de uma brisa leve de problemas ser suficiente para a atirar ao chão, mas havia (houve sempre) a esperança de que ainda se pudesse alcançar algo único na vida de ambos.  Que se pudessem dar alegrias, não só a eles, mas a tudo o que os rodeava.

A lei da probabilidades, porém, vingou sobre o romantismo. Ashley Williams, Robson-Kanu e Simon Vokes tarablharam para o “destino” e terminaram a destruição de uma relação já em cacos. A Bélgica era eliminada dos quartos-de-final do Euro 2016 pelo País de Gales, e confirmou-se a saída de Marc Wilmotts do comando técnico. Terminara uma relação com mais ódio (o ínafme episódio de um churrasco “mal organizado” e de segurança extrema com os jogadores belgas) que amor. E ficou a sensação de que ficou muito para dar.

Basta olhar para o onze-tio desse Europeu para o entender – Carrasco, De Bruyne e Hazard eram os elementos de apoio ao ataque, onde a referência era Romelu Lukaku, o duplo pivô tinha Wistel e Naingollan, a baliza era guardada por Courtois, que chefiava um quarteto defensivo com nomes como os de Alderweireld, Vermaelen ou Vertonghen e no banco havia “titulares” como Mertens, Benteke, Batshuayi, Origi, Fellaini ou Dembélé. Esta era uma selecção que, ainda por cima com o agrupamento que lhe calhou em sorte, tinha condições para estar na final do Euro 2016. Mas não aconteceu. Wilmotts tem responsabilidades, sobretudo pela insistência num meio-campo muito povoado que castrava o que esta equipa tem de melhor (processo ofensivo), mas a culpa não cai só para um dos lados e, convenhamos, faltou profunidade defensiva a esta equipa para poder ter sustentabilidade de campeã, e o quarteto defensivo do último jogo do Euro 2016, com jogadores como Denayer ou Jordan Lukaku, reflete isso mesmo. Não foi por acaso que todos os golos (o primeiro através de um canto, sim, mas com ponto de partida na direita do ataque) do País de Gales tenham tido o lado esquerdo (J. Lukaku na ala, Denayer com esse lado do miolo) como via de acesso.

Golo de Nainggollan de pouco serviu à Bélgica nos quartos-de-final do Euro 2016 Fonte: Belgian Red Devils
Golo de Nainggollan de pouco serviu à Bélgica nos quartos-de-final do Euro 2016
Fonte: Belgian Red Devils

Olhando para os dados classificativos da qualificação para o Mundial, parece que o problema estará resolvido – apenas 1 golo sofrido, numa goleada por 8-1, em quatro jogos disputados. Alderweireld e Vertonghen tem sido a dupla de centrais contra equipas mais competitivas e trazem com eles a sinergia de White Hart Lane, onde são, também, parceiros no eixo (ainda há Vermaelen e Kompany). Na ala direita, Meunier vai-se aproximando de patamares competitivos altíssimos. Na esquerda reside o maior desafio – Lukaku ainda não é jogador de uma selecção campeã, faltando-lhe noção do momento defensivo e de controlo da profundidade. Martínez vai piscando olho a uma eventual adaptação de Carrasco à posição (jogou em 3x4x3, com o jogador do Atlético de Madrid numa das alas, nos jogos contra Gibraltar e Estónia), porém, contra selecções cronicamente favoritas ao título Mundial, será quase suicídio entregar tarefas defensivas a alguém com tamanho balanceamento atacante.

Aprimorar a ligação defesa-ataque também é um desafio que se avizinha no horizonte belga, mas isso é algo facilmente solucionado com … tempo. Wistel/Fellaini, Witsel/Defour ou mesmo Witsel/Dembelé serão opções mais que válidas e competitivas para formar o duplo-pivô, desde que tenham liberdade temporal para criar entrosamento.

Quanto ao ataque, os 21 golos em quatro jogos falam por si e Martínez é um treinador que sabe potenciar, quase como ninguém, o processo ofensivo de uma equipa (e já trabalhou com Lukaku – prometeu torná-lo num dos melhores pontas-de-lança do mundo- ou Mirallas). Se sem ovos (Swansea e Wigan)  conseguiu fazer omeletes, imagine-se agora com ovos de ouro.

Esta Bélgica ainda não está no ponto, mas promete. Muito! Outra vez…

Foto de capa: Belgian Red Devils

As mentiras de Joel Pinho sobre o “túnel” de Alvalade

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Foram divulgadas as primeiras imagens de videovigilância do “túnel” de Alvalade, sobre os acontecimentos que envolveram os presidentes de Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube de Arouca.

Nas imagens, onde não é possível ouvir o que foi dito, vê-se o presidente do Sporting acompanhado por um elemento do seu staff, quando vem Carlos Pinho, presidente do Arouca, exaltado, no seu encalço. O presidente do Arouca vem do fundo do corredor e, pela sua atitude e gestos, parece vir a reclamar e a disparar impropérios contra Bruno de Carvalho, tentando o confronto físico. O presidente leonino reagiu e aqui surge a grande dúvida em relação a este caso. Anda a circular a teoria de que Bruno de Carvalho terá cuspido no seu homólogo arouquense. Por um dos ângulos, parece haver algo que indica nesse sentido, contudo não sabemos se estas imagens são, ou não, trabalhadas por alguém. Não existe a certeza absoluta da existência dessa “cuspidela” de Bruno de Carvalho em Carlos Pinho. O que dá para perceber, com toda a certeza, é que não aconteceram agressões físicas entre os presidentes e que foi Carlos Pinho a despoletar a situação, quando foi ele a ir ter com Bruno de Carvalho, com gestos que denotavam um estado de espírito mais exaltado. Se houve alguém a agredir outra pessoa, foi Carlos Pinho que deu um soco num assistente de recinto desportivo que tentou acalmar a situação. Como disse Nuno Saraiva no final do jogo e depois das patéticas declarações de Joel Pinho, foi o presidente do Arouca a desencadear toda a situação.

Bruno de Carvalho vai continuar a ser alvo de ataques constantes Fonte: Sporting CP
Bruno de Carvalho vai continuar a ser alvo de ataques constantes
Fonte: Sporting CP

Outra coisa que dá para perceber é que Joel Pinho mentiu em muito do seu discurso no final do encontro. Mentiu, ele e alguns comentadores benfiquistas que o vieram defender, quando disseram que Bruno de Carvalho tinha invadido o espaço do Arouca. O presidente do Sporting estava sossegado num espaço que não era o do Arouca, quando Carlos Pinho veio provocar. Mentiu também quando disse que o presidente do Sporting é que tinha provocado a situação. O vídeo não deixa dúvidas, foi Carlos Pinho a vir ao encontro do presidente do Sporting. Mentiu também quando disse que Bruno de Carvalho é que tentou agredir em primeiro lugar. As imagens são claras quanto a isso. Sobre a acusação de que Bruno de Carvalho insultou, isso só será possível saber quando houver imagens com som.

Olheiro BnR – Pedro Marques

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Desde a sua abertura, a Academia de Alcochete tem visto inúmeros talentos a crescerem nos seus relvados, muitos dos quais devido ao excelente trabalho de prospeção que os profissionais do departamento de scouting têm realizado. A Academia ganhou um selo de qualidade inegável ao longo dos anos, um património que deve ser preservado, algo que de resto está a acontecer e que, certamente, é um objetivo de todos nós enquanto sportinguistas. As futuras prospeções com o objetivo de caçar os mais jovens talentos espalhados por esses relvados fora estão em boas mãos, pelo menos enquanto Aurélio Pereira estiver no comando das operações. Foi ele quem disse recentemente que podemos esperar futuras gerações carregadas de qualidade, algo de que não tenho dúvidas.

O mais recente exemplo disso dá pelo nome de Pedro David Rosendo Marques e transferiu-se no verão passado para o Sporting, vindo de outro clube da capital, o Belenenses. Com apenas 18 anos, Pedro Marques é ponta de lança, mas a sua história dentro dos relvados começou numa outra posição. O jovem iniciou a sua formação como defesa central mas foi subindo no terreno – passou por todas as posições do meio-campo – e encontrou o seu habitat natural na posição mais avançada. Foi na fase final de juvenis da época 2014/15 que Pedro Marques teve que improvisar lá na frente e foi também a partir daí que passou a ser aposta regular como avançado.

Na presente época, Pedro Marques tem-se desdobrado entre a equipa de juniores e a equipa B do Sporting Clube de Portugal. Com características únicas, tem na combatividade que coloca em campo a sua maior arma para ganhar a bola aos adversários logo na primeira linha de pressão. A juntar a isso, a sua capacidade física aliada ao aspeto mental que lhe permite estar sempre um passo à frente nas jogadas, dá-lhe a vantagem de ganhar espaço aos adversários com regularidade, e tornar-se uma dor de cabeça constante para eles. Sempre com os olhos postos na baliza contrária, a sua capacidade de receção da bola é muito acima da média e, normalmente, o seu pé direito é a sua arma letal, tanto ao primeiro como ao segundo toque. Apesar de marcar menos golos de cabeça, isso não é sinónimo de menor qualidade, pelo contrário. Quando tem de a usar para chegar a bolas colocadas pelo ar, não tem problema nenhum em ir “lá acima” cabecear e é habitual fazê-lo com elevada precisão.

Bruno de Carvalho e Pedro Marques no dia da renovação de contrato.  Fonte: Sporting CP
Bruno de Carvalho e Pedro Marques no dia da renovação de contrato.
Fonte: Sporting CP

A um avançado também se exige que se saiba desmarcar. Por isso mesmo, Pedro Marques tanto consegue levar consigo os defesas contrários para abrir espaços para os colegas, como também é rápido o suficiente para procurar a bola no espaço com o objetivo de fuzilar a baliza adversária.

Esta época, os seus números são incríveis, tal como aliás já era habitual no clube de Belém. Na Youth League, Pedro Marques já fez balançar as redes de Borussia Dormund, Real Madrid e Legia Varsóvia. Assim, o jovem marcou a todos os adversários do grupo, totalizando três golos. No campeonato de Juniores A conta com seis golos e, por fim, na subida à equipa B, contabiliza também três golos. No total, conta com doze golos marcados em quinze jogos, uma média extremamente interessante e respeitável.

É certo que os ingredientes estão todos reunidos para que o jovem jogador possa vir a ser um dos avançados portugueses mais promissores da nova geração de talentos. O primeiro passo será a subida à equipa A do Sporting e a médio prazo é possível que a seleção nacional tenha em Pedro Marques o substituto de André Silva. Bruno de Carvalho já precaveu o futuro e, por isso mesmo, renovou-lhe o contrato até 2023 e blindou-o com uma cláusula de rescisão milionária no valor de sessenta milhões de euros. Para já, Pedro Marques é uma promessa, mas só o futuro dirá se passará a certeza.

Foto de Capa: Forum SCP

 

GP do Brasil: loading champion, 99% complete

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Cabeçalho modalidadesChuva no Brasil, vitória de um inglês, um alemão perto da glória e um holandês a brilhar. A internacionalização tomou conta do Circuito de Interlagos neste fim-de-semana.

Rosberg ganhava e era campeão. Hamilton estava concentrado em evitar a festa antecipada. O piloto inglês pôs as suas ambições em prática ao conquistar a pole-position, a 60.ª da carreira. Rosberg seguiu o colega de equipa de perto e garantiu mais uma dobradinha para a Mercedes. Desta vez, Raikkonen foi melhor do que os Red Bull e fechou os três primeiros do grid. Verstappen foi mais rápido do que Vettel e Ricciardo acabou por não conseguir acompanhar o colega de equipa, posicionando-se atrás do Ferrari.

A surpresa da qualificação foi Romain Grosjean, que alcançou uma Q3 de altíssimo nível. O francês da Haas iria sair da sétima posição da grelha, mas um despiste na volta de instalação impediu-o de sequer começar a corrida.

E o que aconteceu a Grosjean antes da bandeira de xadrez, foi acontecendo ao longo do atribulado GP. Choveu intensamente durante todo o fim-de-semana em São Paulo, e as condições atmosféricas que se faziam sentir à hora de início da prova não eram as melhores.

A chuva complicou muito a prova no Brasil Fonte: Red Bull
A chuva complicou muito a prova no Brasil
Fonte: Red Bull

A Direcção de Corrida decidiu que o GP iria começar atrás do safety-car; aquilo que, à partida, parecia ser uma má notícia para Lewis Hamilton, acabou por se provar o controlo que o inglês precisava para conseguir a vitória. Todos os pilotos arrancaram então com pneus full-wet – os rasgos destes pneus retiram 105 litros de água a cada 100 metros.

À oitava volta, o Grande Prémio começou a sério e Hamilton soube segurar a competição. Verstappen foi rápido o suficiente para ultrapassar Raikkonen e infiltrar-se nos três primeiros. Os pilotos começaram a ganhar confiança, numa pista que continuava inundada. Multiplicaram-se as idas às boxes para trocar para intermédios; os três da frente, ainda assim, jogaram pelo seguro.

Mas na vigésima volta, bandeira vermelha. Kimi Raikkonen despista-se na recta da meta e a corrida é interrompida. Nesta altura, a visibilidade é reduzida e o perigo é constante. Prova disso são as imagens do acidente de Raikkonen: o finlandês perdeu o controlo do carro, que atravessou a pista de uma ponta à outra, a fazer piões. Verstappen evitou, por pouco, aquele que seria um acidente terrível.

A corrida acabou por ser reatada, sob a condição de todos os pilotos mudarem para pneus de chuva. Mas o safety-car não saiu e a bandeira vermelha voltou a aparecer. As opiniões dos pilotos dividiam-se: uns achavam que era precaução a mais, outros defendiam que a pista estava completamente intratável.

O homem certo no lugar certo?

Cabeçalho Futebol Nacional

Apresentado no dia 11 de outubro como o sucessor de Erwin Sánchez, Miguel Leal assumiu o comando técnico do Boavista e propôs-se, de imediato, a atingir o objetivo primário para a temporada 2016/2017: a manutenção.

As panteras ocupam presentemente a oitava posição da Liga NOS, com 13 pontos, e mantêm-se vivas na Taça de Portugal, competição que venceram por cinco ocasiões. O saldo atual da formação axadrezada é francamente positivo, contando com uma vitória frente ao Rio Ave, dois empates com Marítimo e Estoril e uma vitória diante da U. Leiria a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal. A estes números juntam-se ainda quatro golos apontados e dois sofridos.

O antigo treinador do Moreirense diagnosticou prontamente as debilidades e as potencialidades da sua equipa, apesar de o esquema tático implementado desde o início do campeonato por Sánchez, o 4-2-3-1, permanecer inalterado. O 11 base também não sofreu qualquer tipo de alterações, à exceção de Edu Machado, que assumiu a titularidade após a lesão de Tiago Mesquita contraída na Madeira.

Com pouco mais de um mês de trabalho, os orientandos de Miguel Leal ainda se encontram num processo de interiorização de um modelo de jogo distinto. Ainda assim, corrigiram cirurgicamente algumas das suas fragilidades defensivas através de um bloco mais coeso potenciado por movimentações inteligentes de Idris e de Carraça e por uma maior entreajuda, com os extremos Renato Santos e Iuri Medeiros a desempenharem funções recuadas em momentos de exposição a contra-ataques.

A aplicação da pressão alta na primeira fase de construção dos adversários, obrigando-os a decisões precipitadas, e a preferência por uma maior assertividade e segurança nos momentos de posse de bola em detrimento da verticalidade demonstrada noutros encontros são outras das pegadas deixadas pelo técnico natural de Marco de Canavezes.

De mãos dadas com a massa adepta do Bessa, Miguel Leal terá futuramente dois encontros que colocarão à prova a sua invencibilidade, ao defrontar primeiramente o Vitória de Guimarães na 4ª eliminatória da Taça de Portugal (dia 20 de novembro) e o Sporting na Jornada 11 da Liga NOS (dia 26 de novembro).

 

Foto de capa: Boavista FC

Portugal 4-1 Letónia: Trabalho fantasma de André Silva, Toque de Quaresma e Deus Ronaldo

Cabeçalho Seleção Nacional

Estava marcado no Estádio do Algarve, o quarto jogo do Grupo B de Apuramento para o próximo Mundial’18 na Rússia. Portugal defrontava assim a Letónia que se encontrava na penúltima posição do grupo, com apenas 3 pontos, frente ao último colocado, a Andorra.

Sem grandes invenções, Fernando Santos decide apresentar um 11 sem muitas alterações, contando com Rui Patrício na baliza, uma linha defensiva com João Cancelo, José Fonte e ainda com os regressos de Bruno Alves e Raphael Guerreiro. No meio-campo voltavam a alinhar William Carvalho, André Gomes e João Mário, com uma linha ofensiva a três, os habituais utilizados André Silva e Cristiano Ronaldo e ainda com o regresso de Nani.

O tempo era ameno, a equipa experiente e a vontade de vencer era evidente. O futebol praticado pela equipa de Leste era bastante afunilado, com a linha média bem próxima da linha defensiva e, por isso mesmo, jogando na expetativa, procurando um futebol direto e com pressão forte na segunda e terceira fase de construção da equipa de Portugal, por vezes, com entradas agressivas para com os jogadores da seleção portuguesa.

Quanto a Portugal, voltou a praticar um futebol de posse com movimentações ao longo de toda a linha média e ofensiva, com a sua equipa instalada no meio-campo adversário e com grande profundidade dadas as constantes investidas quer de Cancelo, quer de Guerreiro.

Numa primeira parte sem grande perigo e com um futebol que deixou a desejar, o primeiro remate surgiu aos 6’ por intermédio de João Mário, sem perigo para Vanins. Pouco tempo depois, no lance de maior perigo para a equipa de leste, um cruzamento com muito perigo que resulta num remate junto à pequena área, resultando numa defesa quase instintiva de Rui Patrício. O jogo continuava e, na passagem dos minutos 14’ e 15’, cartão amarelo para Kluskins e André Gomes sucessivamente, após entradas duras que impossibilitaram a progressão ofensiva das respetivas equipas adversárias.

Com o jogo bastante desinteressante e com poucas ideias, era Nani que se começava a mostrar como o jogador mais inconformado na seleção das quinas. Primeiro, remata forte, após bom trabalho na direita de André Silva à passagem do minuto 20’. Pouco tempo depois, aos 22’ mais um remate de Nani numa ação individual em que descai da esquerda para o meio num remate sem grandes problemas para o guarda-redes letão. Davam-se então os melhores momentos da equipa portuguesa em que apenas era travada em falta, resultando num amarelo para Maksimenko numa entrada dura sobre João Cancelo e, pouco tempo depois, no momento mais importante da primeira parte, Nani, tabelando com Cristiano Ronaldo, consegue entrar na área adversária, no qual é travado em falta.

Para a segunda parte, Portugal manteve-se fiel ao seu estilo de jogo, contudo a Letónia continuava a travar bem as investidas portuguesas, até que ao minuto 57’ dá-se mais um penalty para Portugal, passe de João Mário, com André Gomes a sofrer falta na grande área adversária. Na conversão, Ronaldo incrivelmente falha, com a bola a bater no poste e, de seguida, no guarda-redes, ressaltando para fora.

Com necessidade de dar mais dinâmica em ambas as equipas, aos 60’ dá-se a primeira alterção na seleção de letão, entrada de Zjuzins para a saída de Ikaunieks e, aos 65’ entra Quaresma para a saída do Nani, um momento que viria a ser crucial para o resultado final.

Aos 68’ o recém entrado Zjuzins faz o primeiro e único golo da Letónia, após um mau corte da defensiva portuguesa, fuzilando as redes de Rui Patrício, um empate que não duraria por muito tempo. Um minuto depois, na primeira intervenção de Quaresma, após uma boa combinação de André Silva, “saca da cartola” um grande cruzamento para William Carvalho que marca de cabeça, dando fim à jogada que ele próprio tinha iniciado.

O jogo volta a estabilizar, dando entrada Gelson e Visnakovs, para as saídas de João Mário 71’ e Kluskins 78’, sucessivamente. Aos 85’, golo de Ronaldo a fuzilar em vólei, após mais um excelente cruzamento de Quaresma, onde, nos últimos 7’ minutos foram de grande emoção. Aos 87’ entra Renato Sanches para o lugar de André Gomes e, na seleção da Letónia, Gutkovskis entra para o lugar de Rudnevs. Julgando-se que o jogo já tinha terminado, aos 90’os dois da “vigairada” voltam a fazer das suas. Quaresma volta a cruzar para um cabeceamento de Ronaldo, com a bola bate na trave.

Para fechar, aparece Bruno Alves após bom cruzamento de Raphael, fazendo assim o 4-1 aos 91’.

Boa vitória para Portugal num encontro que se tornou mais complicado do que parecia. A falta de criatividade, à qual João Mário e André Gomes não nos habituaram, tornaram o jogo num encontro difícil. Fernando Santos rodou bem e, com a entrada de Quaresma, Portugal esmagou a seleção da Letónia, que apesar de surpreender ao empatar o jogo, figurou-se uma equipa acessível para as características de Quaresma.

Super Barcelos goleia Sporting

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Cabeçalho modalidadesO último jogo da 6ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins colocou frente-a-frente o OC Barcelos e o Sporting CP, quinto e quarto classificados da última época respetivamente, assim como os últimos vencedores da Taça CERS. Num encontro eletrizante, onde mais de 1500 pessoas lotaram o pavilhão, o Barcelos acabou por levar a melhor no clássico, ao bater o Sporting por claros 7-3.

Os primeiros minutos de jogo mostravam um Sporting forte, tendo um maior tempo de posse de bola e, quando a perdia pressionava muito alto, dificultando a saída de bola do Barcelos para o ataque. No entanto, na primeira vez que o Óquei chegou com perigo á frente, Vieirinha obrigou Girão a estar atento.

Com o passar dos minutos, o Barcelos foi ultrapassando, cada vez melhor, a pressão efetuada pelo conjunto verde e branco conseguindo, então, organizar melhor o seu jogo.

Num jogo bastante equilibrado, o Sporting vai procurando chegar à baliza adversária com lances mais coletivos, enquanto o Barcelos vai procurando a meia distância de Reinaldo Ventura para testar Girão, que vai respondendo bem, assim como Ricardo Silva.

Ambiente escaldante no municipal de Barcelos! O pavilhão estava completamente cheio e com ambas as claques a darem espetáculo nas bancadas. Foi logo após o animar das bancadas que o marcador mexeu e a favor da equipa da casa. Golo de Luís Querido, no interior da área, após uma jogada de insistência do Óquei, fazendo assim o 1-0. Este golo confirmava uma melhor fase do Barcelos no jogo. Curioso que surge no despertar da sua claque, o KAOS BARCELENSE. Pouco depois, Vieirinha, completamente isolado, esteve perto de fazer o segundo.

O golo mexeu com o Sporting, pois não se conseguia reorganizar em pista. Quem ia aproveitando era o Barcelos, mantendo o ímpeto e colocando o guarda-redes leonino em dificuldades.

A entrada de Alvarinho no jogo veio dar ainda mais velocidade ao ataque do Óquei, que voltou a ficar bem perto do 2-0 logo a seguir à sua entrada, pois Alvarinho, em conjunto com Vieirinha, ficou a centímetros do segundo golo barcelense.

Totalmente perdido em campo, o Sporting dispôs de uma grande oportunidade para empatar o jogo. Depois de um azul, visto por Reinaldo Ventura por falta sobre Caio, os leões beneficiaram de um livre direto, que Pedro Gil não conseguiu concretizar em golo. Contudo, a superioridade numérica fez-se notar e o Sporting chegou mesmo ao empate com um golo de Gil, ao aproveitar uma falha de marcação de Alvarinho. De seguida, o mesmo Pedro Gil, com uma bela iniciativa individual, bisou no encontro e fez com que o conjunto orientado por Guillem Perez desse a reviravolta ao marcador.

Pela primeira vez em desvantagem no marcador, o Barcelos foi à procura do empate e, a seis minutos do intervalo, Alvarinho sacou, autenticamente, um cartão azul a Girão, que levou a sua equipa a usufruir de um livre direto. O próprio assumiu a marcação do lance e , perante José Diogo Macedo, acabado de entrar a frio, não tremeu e repôs a igualdade no marcador.

Perto do final da primeira parte e numa fase de oportunidades para os dois lados, o Óquei chega ao 3-2 após uma seticada de Rúben Sousa que, ao desviar no stick de Gil, traiu José Diogo Macedo.

Nos últimos segundos da primeira parte, o Sporting cometeu a sua 10ª falta do encontro. Alvarinho voltou a assumir a marcação do livre-direto, e tal qual papel químico, fez o 4-2 no marcador e o resultado ao intervalo.