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Top 10: Minuto 92

A Nação Portista encontra-se, ainda e inevitavelmente, a sarar as feridas do fatídico golo aos 92 minutos de Lisandro no Estádio do Dragão na passada jornada que permitiu aos encarnados empatarem a uma bola um jogo em que o FC Porto foi claramente superior. Para “tirar a barriga de misérias” decidi proceder à compilação de um Top 10 de golos do FC Porto obtidos nos últimos minutos de partidas para relembrar todos os portistas que, também nós, já sentimos o doce sabor desses momentos. Quero ressalvar que apenas incluí na lista golos aos quais tive a oportunidade e o privilégio de assistir e que, portanto, estarei, por certo, a deixar de fora golos de um passado mais longínquo que os nossos leitores, nomeadamente os mais velhos, se lembrarão e que esperariam que estivessem presentes. Uma nota final, ainda, para dizer que a lista não contempla apenas golos obtidos para lá do minutos 90, mas sim golos saborosos e históricos obtidos nos minutos finais (depois do minuto 80).

André Silva – minuto 92 (Club Brugge, Liga dos Campeões, época 2016/2017)

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

O 10º golo na lista ainda está, ou deve estar, presente na memória de todos. O FC Porto chegava à 3ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões com apenas um ponto (fruto de empate caseiro frente ao Copenhaga e derrota em Inglaterra aos pés do Leicester) e via-se obrigado a vencer na Bélgica o Club Brugge sob pena de ficar para trás na liga milionária. Após uma primeira parte apagada o Porto chegou ao intervalo a perder por 1-0, tendo obtido o golo do empate por intermédio de Layun à passagem do minuto 70. Quando todos esperavam que o jogo terminasse empatado, eis que, aos 92 minutos, Corona, após um fantástico drible dentro de área, ganha um penalty que acabaria convertido pelo jovem André Silva e que permitiu aos dragões saírem de terras belgas com os 3 pontos na bagagem.

Argentina: Tango difícil de aprender

Cabeçalho Futebol Internacional

O tango argentino já conheceu melhores passos. Desde que, em Agosto deste ano, assumiu o comando da seleção das pampas, Edgardo Bauza soma apenas duas vitórias em seis jogos disputados. Recentemente, perdeu com o Paraguai em casa e sofreu uma humilhante derrota em pleno Mineirão, 3-0, com o seu rival de sempre, o Brasil. Estes dois desaires atiraram a Argentina para fora dos lugares que dão acesso direto ao Mundial de 2018.

O brilhantismo de Messi, inspirado na vitória de 3-0 frente à Colômbia permitiu, entretanto, aos argentinos atingir o quinto lugar que dá acesso ao play-off onde se disputa a presença no Mundial da Rússia. É certo que ainda faltam seis jogos, mas não se avizinha fácil a tarefa da seleção celeste, principalmente se não conseguir melhorias no futebol apresentado até agora.

Golo de Messi e os 3-0 à  Colômbia não atenuam má campanha argentina Fonte: ESPN
Golo de Messi e os 3-0 à Colômbia não atenuam má campanha argentina
Fonte: ESPN

Uma equipa recheada de jogadores de qualidade acima da média, principalmente do meio-campo para a frente, mas que depende demasiado do seu astro maior, Lionel Messi. Quem tem ao seu dispor jogadores como Di Maria, Pastore, Gaitán, Dybala, Aguero, Lavezzi, Lamela ou Higuaín, citando só alguns, não pode estar dependente de dias bons de um só homem.

Talvez na defesa estejam algumas das grandes lacunas desta seleção. Na baliza, Romero assume a titularidade, mas neste momento só joga na seleção, pois é suplente no Manchester United. Funes Mori é um dos indiscutíveis do treinador, mas também não é um titular absoluto do Everton e sempre que lhe surge pela frente um dianteiro mais rápido sente grandes dificuldades. Zabaleta já não apresenta a velocidade de outros tempos e em jogos mais complicados tem vacilado igualmente – Neymar e Coutinho deixaram-no bem claro recentemente. Uma defesa lenta e de posicionamentos duvidosos é a que tem surgido com Bauza, os 8 golos sofridos em 6 são um dos sinais.

Uma equipa sem equipa

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Cabeçalho modalidadesRussell Westbrook – o salvador, o herói, a estrela de Oklahoma – conta já com 109 assistências e 352 pontos. Incríveis números – não há dúvida –, mas, como já tinha dito anteriormente, o espetáculo do camisola 0 não iria ser suficiente por muito mais tempo. Ora, começou a série de derrotas. Após a derrota com Warriors, os OKC perderam frente aos Toronto Raptors, LA Clippers, Orlando Magic e Detroit Pistons.

Bem sabemos que não é nada fácil carregar uma equipa às costas (vejamos o exemplo de Anthony Davis nos Pelicans), mas, por vezes, o jogador assume um papel que na realidade não tem. Indiscutivelmente, Westbrook é o jogador mais importante da equipa. No entanto, e sem querer ser injusta, muitas das derrotas deveram-se a más decisões do mesmo. Oportunidades de passe para cesto certo – que permitiriam empatar o marcador nos segundos finais – desperdiçadas porque o menino de ouro queria fazer um triplo, mesmo sem condições para tal. Ou, quando com inúmeras opções para passar, tentou fazer tudo sozinho e resolver o jogo por si mesmo. Calma, Russell, não és assim tão espetacular.

Fonte: Twitter dos Thunder Nation
Fonte: OKC

Há pouca coisa que me chateie mais do que individualismos em jogos de equipa. Jogadores que não largam a bola, que só querem brilhar, que tomam más decisões para o coletivo em prol de benefícios pessoais. Ninguém ganha sozinho. Ninguém bate recordes sozinho. E, desculpa, Westbrook, mas tu precisas tanto da equipa como ela de ti.

Na noite passada, os OKC conseguiram alcançar uma vitória tirada a ferros frente aos Rockets. 105-103 no marcador após o término da partida. Esses dois pontos de diferença foram decididos por Russell Westbrook numa jogada que poderia ter corrido muito mal e, mais uma vez, ter deitado um jogo a perder.

Mais juízo e humildade. Mais cabeça e pensamento coletivo. Ou se mete na cabeça que uma equipa precisa de um jogador tanto quanto um jogador precisa da equipa, ou alguém vai ter problemas. Na cidade de Oklahoma é preciso assentar ideias e executá-las na perfeição, caso se queira sonhar com uma ida aos playoffs.

Texto revisto por Mafalda Carraxis
Foto de capa: Fox Sports

“1+2” (Apesar dos números contarem pouco no futebol)

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Não se trata de equação simplista, nem de tentar explicar uma questão complexa com simples números. Muitas vezes, isso acontece no futebol. Atribui-se um carácter demasiado numérico ao desporto-rei. Particularmente na análise às equipas, mais concretamente aos seus sistemas tácticos, opta-se quase sempre por simplificar (demasiado) as questões, considerando sempre que os números (no futebol) são fixos e não têm vida própria (dentro dos jogadores).

Apesar disso tudo, continuam a existir…treinadores de futebol. Seres que, não sendo génios, conseguem dinamizar algo que não pode ficar preso a uma ideia fixa. Como um 4-3-3 ou um 4-4-2. Nos matraquilhos, pode-se levar à letra o número. Os “jogadores” estão presos sempre à mesma posição. No futebol, não há sistemas (fixos). Há modelos.

Quando Rui Vitória sentiu que, na segunda parte do clássico, a perda do meio-campo benfiquista era mais que evidente, fez regressar André Horta ao jogo encarnado. E, não é difícil de adivinhar, o técnico benfiquista terá dito aquela espécie de equação táctica base do futebol. “2+1”. E, provavelmente, terá aliado a isso uma indicação de “jogas ao lado do Pizzi”. A linguagem não sendo indecifrável, tinha uma mensagem clara: colocar mais homens no meio-campo e ter outro controlo da bola, e, consequentemente, do jogo.

A entrada de André Horta mudou o rumo do jogo Fonte: SL Benfica
A entrada de André Horta mudou o rumo do jogo
Fonte: SL Benfica

Pizzi, depois da lesão de André Horta, assumiu a posição de médio-centro. O Benfica perdeu velocidade, mas, ganhou outras valências com o transmontano no onze. Mais qualidade na posse e capacidade de passe (curto e longo). A equipa não se desequilibrou – nos jogos em que isso aconteceu, não foi devido ao posicionamento de Pizzi –, e ganhou inteligência, numa zona do campo em que ela é bem precisa.

André Horta, depois de semanas de paragem – pelos vistos, a paragem vai continuar – regressou no Dragão e a ele foi atribuída parte da responsabilidade pelo empate. Não só pelo cruzamento – aqui o mérito até é mais de Lisandro -, mas pelo que ofereceu à equipa. Pizzi, engolido pela intensidade do meio-campo portista, precisava de alguém ao lado. Claro que não foi só colocar alguém “lá ao lado dele”. O futebol, como vimos, não é isso. O Benfica, com André Horta, acrescentou presença e intensidade ao seu jogo. O jovem português permitiu, não que o Benfica jogasse melhor – o Porto continuou a evidenciar a sua superioridade -, mas sim que a equipa pudesse impedir parte dessa superioridade do meio-campo portista, tendo pelo menos mais chances de, assim, discutir o resultado. O Benfica foi mais competitivo no meio-campo. E não foi só por ter lá “1+2”

A Fórmula do Sucesso

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É inegável. O Benfica encontra-se nestes anos a passar a melhor fase desportiva das últimas décadas. Não é por acaso que se encontra neste momento a defender o título de campeão português pelo terceiro ano consecutivo. Sim, tricampeão! Já não era bicampeão há 31 anos, nem tricampeão há 39 anos. Na última época conquistou o 35º título caseiro. Nas últimas 3 épocas ganhou mais títulos que toda a década passada. No total são 11 contra 6 desde 2000 a 2010.

Na era Jorge Jesus conquistou 10 títulos (2 deles na década passada) e, mais recentemente com Rui Vitória ao comando, conquistou outros 3: campeonato, taça da liga e supertaça. Totalizam-se 11 títulos em 6 anos, contra apenas 6 numa década inteira. Sendo 9 destes nas últimas 3 épocas, entende-se a supremacia encarnada na história do futebol português nas mais recentes temporadas. Além disso, nota-se também uma decadência do FC Porto nestas épocas mais recentes que não conquistaram nenhum troféu. Mas isso é outro assunto.

O que conta aqui é que sim, o Benfica está a mandar no futebol português atualmente e o que se vai investigar é o que levou a este salto para o comando deste desporto no país.

Se isto tudo é inegável, então também é inegável que o FC Porto, desde 2000 até há três anos atrás era o máximo clube português no que toca a títulos (tendo em conta o período de análise que foi escolhido). Porém, como já foi referido acima, não inscreve o seu nome em nenhuma taça nesses mesmos três anos. O declínio dos dragões deu espaço à ascensão e prosperidade encarnada que fez questão de se impor e ganhar tudo o que antes parecia estar entregue aos rivais da invicta.

A contratação de Rui Vitória mostrou a sobriedade dos encarnados mesmo após troca de treinador Fonte: SL Benfica
A contratação de Rui Vitória mostrou a sobriedade dos encarnados mesmo após troca de treinador
Fonte: SL Benfica

O ponto de viragem foi a contratação de Jorge Jesus para o comando das águias que, com a parceria e confiança do presidente, conquistou 10 títulos e se tornou no treinador mais titulado da história do Benfica, ultrapassando Otto Glória (9 títulos). Apesar do percalço entre 2010/11 e 2012/13, Jesus voltou glorioso não ao 3º dia, mas à 3ª época sem ser campeão português. E desde aí que mais nenhum clube ostentou o emblema do troféu nas camisolas.

De seguida, Jesus decidiu trocar o Benfica pelo Sporting e viajar para o outro lado da segunda circular para orientar às ordens de Bruno de Carvalho. Seguiu-se então o agora treinador do Benfica, Rui Vitória. A aposta pessoal de Luís Filipe Vieira, após perder a supertaça para o ex treinador das águias, e depois de um conturbado início de época, Vitória assumiu de rédea curta o comando da carruagem Benfica que viria a acabar a corrida em primeiro lugar.

Falei, a título de contexto, do presidente Luís Filipe Vieira. E o que consta é que ele também faz parte deste sucesso do Benfica. Estabilidade. Esta é a palavra chave. Enquanto que o Sporting teve 5 presidentes ao longo deste século, o Benfica teve apenas 2. Manuel Vilarinho fez 3 anos de presidência e, de seguida, deu o lugar ao atual Luís Filipe Vieira que reina até hoje. O FC Porto tem o mesmo presidente, Pinto da Costa, desde 1982. Isto é estabilidade. E é demasiado importante para ser ignorada.

O Benfica, neste momento, e desde há 3 anos para cá, é uma equipa incrivelmente estável. Presidente a cumprir o quinto mandato, Jesus comandou a equipa por 6 temporadas e agora Rui Vitória aparenta fazer parte dos planos do clube por vários anos.

Os exemplos que vêm de cima

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Quando me convidaram para opinar nesta página, o convite foi efectuado para falar sobre o Sporting, e a maior razão para me terem delegado essa rubrica foi o facto de eu ser Sportinguista. Tem lógica, penso eu.

Ora, seguindo esse raciocínio, todos os meus artigos se orientam essencialmente para comentar algo relacionado com o meu clube, ou sobre alguém de outro clube que deu uma opinião sobre a actualidade sportinguista. Mas, na essência, tento que o artigo seja sempre essencialmente sobre o meu clube, ou pelo menos a ideia original o seja. Penso que será esse o papel pedido a alguém a quem se sugere que escreva na secção Sporting, até porque para falar de outros clubes ou outras modalidades há também pessoas e secções destacadas para o efeito.

Chego ao dia de hoje e constato que tudo isso é uma ideia errada. Ou melhor, pode não ser a ideia a estar errada, mas ter sido um lapso do editor (porque o redator escreve o que bem entende – cada um vive e fala sobre e segundo o que o faz sentir bem) por ter colocado um texto de opinião sobre o Sporting na secção de outro clube. Para se perceber o meu esforço, fui até ler o texto na integra, para perceber se lá estava alguma referência ao clube identificado na referida secção, mas não encontrei. E porque estavam a falar de presidentes e dos maus exemplos que estes dão ao futebol, ainda tive esperança de ver ali reflectidos vários episódios do presidente recém-eleito daquele clube, que não vou ser eu a descrever, por ser esta uma secção sobre o Sporting, mas não encontrei nenhuma referência. Entendo que nestes casos as pessoas o façam por ter memória curta, mas tenham cuidado para não caírem no ridículo. Telhados de vidro todos temos, não é verdade?

Mas como todos sabemos, esta linha editorial que refiro aqui vai de encontro aos exemplos vindos de cima. Ou seja, logo no dia seguinte aos incidentes em Alvalade, já se ouvia uma manifestação (pode-se chamar manifestação a um conjunto de indivíduos que passam em uníssono uma única mensagem, não pode?) sobre a certeza da culpa do presidente do Sporting por se conhecer o feitio inflamado do mesmo e por se perceber que muita gente tem andado a passear e estudar os balneários do Sporting. Pensem só que desde que um dos Pinhos falou, a seguir ao jogo, nunca mais se ouviu nenhuma voz vinda de Arouca, até este fim de semana. E durante a semana só se ouviram pessoas ligadas a  um determinado clube sobre este assunto, indicando todas, sem sombra de dúvida, que o culpado seria única e exclusivamente Bruno de Carvalho.

Top 10: Melhores jogadores de futsal da atualidade

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Cabeçalho modalidades

Este top serve para eleger os melhores jogadores do mundo no ano de 2016, tendo como grande base o mundial, que foi a grande competição anual e que coroou a Argentina como grande vencedora, naquela que foi a sua primeira conquista deste calibre, mas também outras competições importantes de clubes ou seleções, como a UEFA Futsal Cup e o Europeu, discutido em Fevereiro na Sérvia. É um texto meramente opinativo, sendo susceptível de criar algum tipo de desacordo entre os nossos leitores.

10 – Miguelin

miguelin
Fonte: UEFA

Apesar da derrota precoce no mundial da Colômbia, o ano deste excelente jogador correu de forma satisfatória, tendo no currículo o Europeu ganho no início deste ano, numa competição onde foi o melhor marcador, ex-aequo com outros quatro jogadores. O campeonato do mundo não lhe correu de feição, mas pelo campeonato europeu merece inteiramente estar no lote dos dez melhores.

Intensa disputa pela Libertadores

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Cabeçalho Liga Brasileira

No Brasileirão 2016 existe uma novidade:  não serão apenas os quatro primeiros classificados a ter a oportunidade de jogar a Copa dos Libertadores da América – o torneio internacional mais importante a nível do subcontinente sul-americano. As vagas estenderam-se, igualmente, ao quinto e sexto.

Houve quem não concordasse com isto. Como já escrevi, muita gente acha que é uma banalização da competição, tornando mais fácil o acesso e, ao mesmo tempo, havendo equipas que a partir de agora joguem apenas para se classificar para esta competição, esquecendo a proeza de ganhar o título brasileiro.

Na minha opinião, isso até pode ser verdade. Mas temos que concordar que o Brasil já merecia mais vagas. Sem esquecer que o vencedor da Copa do Brasil (equivalente à nossa Taça de Portugal) também se apura diretamente para a Libertadores. Então, são sete vagas, embora apenas quatro diretas: vencedor da Copa do Brasil, e três primeiros classificados.

Botafogo com boas prespectivas de qualificação para a Libertadores Fonte: Vitor Silva, Esporte Interativo
Botafogo com boas perspectivas de qualificação para a Libertadores
Fonte: Vitor Silva, Esporte Interativo

Quanto ao vencedor da Copa do Brasil, ele será ou Grémio ou Atlético Mineiro. Se for o segundo, abre uma vaga na classificação do Brasileirão, visto o Galo estar na zona que dá acesso á Libertadores (quarto lugar). Se for o tricolor do Rio Grande do Sul, aplica-se a norma que já explicámos. Em relação à tabela do Brasileirão, pelo menos nos lugares cimeiros, ainda que com mexidas, ela não oferece grandes dúvidas: O Palmeiras, o Santos e o Flamengo, tal como o Galo, apurar-se-ão. Resta saber em que lugar. O Botafogo também está em posição muito favorável, isoladíssimo no quinto lugar, com mais quatro pontos que o Atlético Paranaense, que é sexto. Porém, nesta última posição que garante uma passagem à Libertadores da América há muita competitividade. O Corinthians, o próprio Grêmio e o Fluminense, espreitam um lugar, visto que ainda faltam quatro jogos, e estão todos bem próximos.

Seja como for, estas quatro jornadas finais do Brasileirão prometem alterações. Tanto ao nível da colocação de cada clube na tabela, bem como a própria questão do título de campeão. Está tudo em aberto.

 

Foto de Capa: Goal.com

O que será a mística?

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fc porto cabeçalho

O FC Porto decidiu, dentro da sua estrutura, promover João Pinto, o eterno capitão portista, a adjunto de Luís Gonçalves no futebol azul e branco.

Numa época em que o retorno da mística foi tão publicitado com o regresso de Nuno Espírito Santo, agora como treinador, esta promoção de João Pinto não fica atrás nessa estratégia da SAD portista de regresso aos triunfos, afastando este jejum que perdura há três anos.

A promoção de João Pinto a uma posição de maior proximidade ao plantel portista, mostra, na minha opinião, preocupação com o futuro e resultados do clube mas também que é preciso mostrar aos jogadores o que quer dizer e o que significa jogar pelo FC Porto.

É o elevar de patamar do capitão do Futebol Clube do Porto na final de Viena de ’87, dentro da estrutura dos dragões e só mostra que algo está a mudar. Porém, esta mudança de paradigma não pode partir apenas com a presença de um dos jogadores mais emblemáticos e marcantes da história portista, muito mais terá de mudar. Jorge Nuno Pinto da Costa também tem de mudar o seu estilo de comunicação que, nos últimos anos, tem sido na base de os problemas dos outros não são nossos, como se exemplifica no caso dos vouchers em que Pinto da Costa refere o seguinte: “Não me compete dizer nada, tenho de preocupar é com o FC Porto. Não temos ninguém a representar-nos nas televisões para fomentar esse tipo de discussão e conversa. Acho que isso nada traz de bom ao futebol, nem aos próprios clubes. O que se passa nos outros e as guerras entre comentadores ou dirigentes passam-me ao lado, estou apenas focado em pôr o FC Porto em primeiro lugar“.

João Pinto carrega também a mística do FC Porto Fonte: FC Porto
João Pinto carrega também a mística do FC Porto
Fonte: FC Porto

Esta foi uma postura a que os portistas não estavam habituados, onde o clube, na figura do seu presidente, se demarca deste tópico e isso, na pele de adepto, não pode acontecer porque mostra indiferença e façamos o exercício ao contrário e este caso acontecia com a oferta a partir do Futebol Clube do Porto e a mostrar que podia ser ilegal. Como reagiriam os outros clubes? Todos sabemos a resposta e, parafraseando José Maria Pedroto, “enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos.

A mística é o não baixar os braços, é o constante espírito de luta e combate (no sentido positivo), é um balneário e estrutura fortíssimos em que todos que chegam ao clube sentem que é um clube diferente e, agora, quem fala pelo clube e dá o peito às balas tornou-se o treinador, o que o desgasta perante a comunicação social e a massa adepta. Os primeiros a defenderem o clube têm de ser os órgãos máximos do clube, são eles que têm essa responsabilidade e que têm essa obrigação portanto, a vinda do eterno capitão é de salutar e faz todo o sentido no contexto em que o FC Porto vive, mas esta mudança tem de começar no topo da hierarquia para que, assim, o clube volte ao caminho da vitória.

Foto de capa: FC Porto

7 Jogadores que vão agitar o mercado de inverno

Olhamos para os melhores e para os piores, para a situação de cada um deles. Jogámos com possíveis saídas e possíveis regressos. Estes são sete jogadores que em janeiro vão fazer crescer cabelos brancos aos dirigentes desportivos.

Grimaldo

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

O defesa-esquerdo do Benfica tem sido uma peça chave no conjunto de Rui Vitória. A capacidade ofensiva – que impressiona com os seus cruzamentos telecomandados e livres cobrados ao nível de Cardozo e Talisca -, não deixa a sua posição defensiva em ‘check’, como acontece com Eliseu. O jovem espanhol tem sido associado a vários gigantes europeus. Não será um jogador fácil de segurar.