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Académica OAF 1-0 Leixões SC: Dívidas perdoadas

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Em Coimbra, havia dívidas emocionais para saldar com os adeptos, que não saboreavam uma vitória há três jogos. Um sentimento de culpa por três jogos seguidos sem marcar.

Os “credores” eram compreensivos, não deixariam de apoiar quem lhes devia boas sensações se, por algum motivo, no final do jogo, houvesse nova alegria por satisfazer. Isso acentuava a responsabilidade do devedor, que entrou em campo com vontade de agradar a quem tão bondoso tem sido com ele.

Os jogadores da Académica entraram, por isso, no Cidade de Coimbra completamente desinteressados em contrair novo empréstimo. Assumiram o jogo desde cedo, usando as laterais como via preferencial para corrigir os erros do passado. Traquina e Marinho, apoiados por Makonda e Nii Plange assumiram papel fundamental neste aspecto, tal como Pedro Nuno quando descaía do meio para uma das faixas. O problema é que essa vontade esbarrava num Leixões muito compacto e taticamente orquestrado pelo seu capitão, Bruno China, não permitindo grandes veleidades à Briosa nos instantes iniciais.

O jogo, porém, foi abrindo. O Leixões, embalado pelo dinamismo de Lamas, elo de ligação entre meio-campo e ataque,  sentiu capaz de conseguir mais que o simples pontinho e foi espreitando os espaços deixado pelo atrevimento academista, sem que, contudo, conseguisse criar situações de perigo. O problema é que esta exposição não teve noção das próprias limitações (que são muitas), e a equipa deixou muito espaço. Aproveitou a Académica. Traquina, depois de iniciativa sobre o lado esquerdo do ataque da Briosa, viu um cruzamento ser-lhe devolvido na área e, quando se esperava que disparasse forte para o fundo das redes, picou a bola sobre o guarda-redes leixonense numa execução sublime e inaugurou o marcador. 1-0.

A Académica não abrandou, foi à procura do segundo golo, mas a sorte não se casou com a audácia. Marinho (iniciativa individual) e Fernando Alexandre (cabeçada após canto) viram os seus intentos negados pelo guarda-redes leixonense, que salvou um prejuízo maior para a sua equipa na ida para os balneários.

Público leixonense fez-se ouvir no Cidade de Coimbra
Público leixonense fez-se ouvir no Cidade de Coimbra

A segunda parte começou na mesma toada. Toze Marreco, servido por Marinho, atirou por cima num remate acrobático. A Académica era senhora do jogo, estava no cadeirão. Mas ficou demasiado confortável e permitiu que o seu adversário crescesse no jogo.

Lamas conseguiu dar dinâmica à equipa, deu-lhe agressividade e querer. Mostrou que as limitações não podiam ser justificação para a falta de atitude. Deu o exemplo, e a equipa seguiu-o. O Leixões cresceu, com a movimentação entre linhas do seu número 9, e conseguiu povoar o meio-campo dos estudantes, porém, perante a crescente permeabilidade do meio-campo da Académica e a subida da “corrente” trazida pela bebes do mar, havia um eixo defensivo atento, capaz de controlar este contexto.

Assim, o Leixões foi-se tornando cada vez mais controlável e só assustou quando Rui Cardoso se isolou mas viu o seu remate ser prensado, num lance que gerou polêmica), a Académica ainda conseguiu espreitar o ataque (Toze voltou a desperdiçar uma oportunidade clamorosa patrocinada por Marinho), mas o resultado não iria sofrer alterações até final.

A Académica ascende ao sexto lugar, estando a seis pontos da zona de subida, ainda que de forma provisória. Porém, o facto de se aproximar do lugar de acesso ao regresso pode ser factor anímico importante.

Quanto ao Leixões, permanece debaixo da linha de água, com uma derrota somada mas deu mais um passo rumo a uma (tão necessitada) coesão da equipa.

Não se pode dizer que os adeptos de ambas as equipas tenham saído do Cidade de Coimbra plenamente satisfeitos, mas se havia dívidas por saldar, elas (ou parte delas) foram perdoadas por mais uma semana.

Cruzar ou Não Cruzar, Eis a Questão

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Na atualidade, e ainda que não tanto como num passado recente, o futebol tende a ser analisado, sobretudo por parte dos adeptos, com recurso substancial à estatística. Os treinadores são avaliados com base nos resultados desportivos que obtêm (esquecendo-se frequentemente a qualidade dos futebolistas que têm ao seu dispor), os avançados são avaliados com base no número de golos que marcam (esquecendo-se frequentemente a capacidade que a equipa apresenta para lhes fazer chegar a bola em boas condições para finalizar), os médios ofensivos são avaliados com base no número de assistências que fazem para golo (esquecendo-se frequentemente o número de lances de perigo potencialmente perdidos caso a decisão dos mesmos tivesse sido outra que não a procura pelo último passe).

Facebook Oficial de Ricardo Quaresma
Facebook Oficial de Ricardo Quaresma

É com base na sua qualidade de drible, mas também nas suas estatísticas, que os adeptos sempre tenderam a considerar, por exemplo, que Ricardo Quaresma é um excelente futebolista. As 56 assistências para golo realizadas em 216 jogos de dragão ao peito sempre foram apontadas como indicador de sucesso da passagem do atleta pelo FC Porto. Contudo, tende a subvalorizar-se o contexto no qual essas assistências são realizadas, sendo que tal apenas pode ser analisado observando atentamente o jogo. No caso particular de Ricardo Quaresma é irrefutável a sua qualidade nos duelos individuais, mas também é evidente que as 56 assistências para golo realizadas ao serviço do FC Porto resultaram mormente de cruzamentos para a área, arma da qual o futebolista usa e abusa levando, em alguns casos, à não criação de oportunidades flagrantes de golo caso a opção fosse outra que não cruzar a bola para a área.

Assimilando conceitos – as dinâmicas ofensivas do leão!

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Uma das grandes diferenças que se denotam entre o futebol apresentado pelo Sporting CP neste e no ano passado é, sem dúvida, a capacidade (ou falta dela) de finalizar. Eventualmente isto poderá ser explicado de várias formas. A razão que mais salta à vista, será porventura a falta de Slimani. Mas isso não explica obviamente tudo. Bas Dost não é o argelino, mas no que diz respeito a “meter a bola lá dentro”, o holandês não tem comprometido e já leva sete golos em onze partidas. Sendo que na última temporada em trinta encontros, marcou apenas dez golos.

A falta de golos dos leões, deve-se a meu ver, à dinâmica ofensiva da equipa, à falta de rotinas que, neste momento, os jogadores que ocupam o último terço do terreno vão apresentando. Podem obviamente dizer que este argumento apresentado não passa de um “cliché”, mas perder um jogador como João Mário tem, sem dúvida alguma, um enorme impacto na manobra ofensiva da equipa. João, era a meu ver, a “pedra de toque” que permitia ao Sporting criar constantemente situações de desequilíbrio nas defesas adversárias. Era o jogador que melhor sabia ler o jogo, e que tinha uma capacidade incrível de definir momentos de jogo, sabia sempre quando era altura de levar o jogo para as alas, ou de o trazer para o interior do terreno, causando perigo de qualquer uma das formas. Gosto de lhe chamar híbrido pois, sendo originalmente um jogador de pisar terrenos anteriores, quando Jorge Jesus o decidiu encostar no flanco, correspondeu de forma fenomenal. Transformou-se num jogador ainda mais completo, emprestando desta forma uma qualidade incrível à equipa.

A falta de João Mário ainda é sentida em Alvalade. Fonte: Sporting CP
A falta de João Mário ainda é sentida em Alvalade
Fonte: Sporting CP

Claro que podem afirmar que Gelson é também um jogador com muita qualidade, mas são dois jogadores completamente diferentes. O novo menino bonito de Alvalade é um jogador completamente vocacionado para jogar numa ala, encostado à linha, e devido à sua juventude não tem, a meu ver, ainda a capacidade de controlar os tempos e os ritmos de jogo, jogando maioritariamente através da “explosão” e do repentismo. Gelson tem um potencial imenso, mas ainda não oferece à equipa tanta qualidade como a que João Mário ofereceu. Tenho confiança que, com o tempo e com os ensinamentos de JJ, Gelson saberá também pisar terrenos mais interiores, tornando-se num jogador mais multifacetado e completo.

Outro dos factores para a fraca dinâmica ofensiva da equipa é obviamente a quebra de forma física do costa riquenho, Bryan Ruiz, este que tal como João Mário poderá ser considerado um génio táctico. Alguém que alia a sua brutal técnica às suas cultura e inteligência táctica como ninguém. Um jogador que entende de forma exímia o jogo, bem como os seus ritmos e tempos. Mas Ruiz é lento, técnica e atleticamente, e tem trinta e um anos de idade. Sem estar no topo da sua forma física, Bryan perde muita capacidade de entregar à equipa aquilo que pode e sabe. E o facto de há dois ou três anos estar a competir constantemente também durante o Verão, sendo o capitão da Costa Rica, não tem trazido benefícios à sua forma física.

Top 10: Golos Históricos do Sporting CP

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O futebol é feito de golos, da festa que é feita pelos adeptos, jogadores e treinadores quando a bola agita as redes da baliza. O Sporting Clube de Portugal já tem mais de 5000 golos marcados no campeonato nacional. Contudo, aqui vamos revisitar golos apontados nas mais variadas competições, nacionais e europeias.

1º – 1º golo do Sporting no Campeonato Nacional – 20 de Janeiro de 1935

Fonte: http://lusobarreiro.webnode.pt/glorias-lusofilas/
Fonte: http://lusobarreiro.webnode.pt/glorias-lusofilas/

A 20 de Janeiro de 1935, Manuel Soeiro marcou o primeiro golo da equipa verde e branca a contar para o campeonato nacional. A Académica de Coimbra foi batida categoricamente em casa por seis bolas a zero.

Internacional português decide jogo em Tomar

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Hoje fui assistir a mais um encontro de hóquei em patins no pavilhão municipal de Tomar, mas que não foi tão equilibrado como o discutido há duas semanas, entre o Sporting Clube de Tomar e o Futebol Clube do Porto. Desta feita, o adversário era o Sport Lisboa e Benfica e o resultado final foi contundente: 4-9 favorável às águias, num jogo sem grande história para contar. O Benfica, nos primeiros minutos, entrou bastante forte e rapidamente se adiantou no marcador, marcando quatro golos de rajada, da autoria do grande herói da partida, o internacional português, João Rodrigues, que foi o melhor marcador do jogo de hoje, com um total de seis golos.

Os leões ainda procuraram reagir, com um golo de Hernâni, mas este foi prontamente neutralizado com o quinto tento do Benfica, levando assim o jogo, praticamente decidido, para intervalo. A segunda metade mostrou a mesma toada, com os jogadores nabantinos a revelarem algum nervosismo, fruto de terem pela frente o campeão nacional e europeu em título, que mostrou o porquê de ter ganho a Liga Europeia na última época, não dando qualquer hipóteses, tendo inclusivamente relaxado nos minutos finais, deixando o Sporting marcar dois golos perto do fim para compor um pouco mais o resultado.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Ou seja, os encarnados nunca viram a sua vitória em perigo e por isso saem de Tomar com a sexta vitória em outros tantos jogos, ao passo que o Sporting segue com seis pontos em seis jogos, com duas vitórias e quatro derrotas, seguindo no sexto lugar mas com tendência para descer alguns postos pois ainda faltam disputar a maioria dos jogos da jornada. Tendo em conta o jogo de há duas semanas, esperava um Sporting de Tomar bem mais forte, que obrigasse o Benfica a gastar todas as suas energias para levar os três pontos. Assisti a um dia mau dos nabantinos que ditou uma vitória fácil dos comandados de Pedro Nunes, que dominaram a seu bel-prazer as incidências do encontro e ganharam com toda a justiça.

Quero deixar uma palavra ao apoio vindo das bancadas, muito bem compostas e algo divididas no apoio às duas equipas, como se percebia pelo elevado número de cachecóis e camisolas afetas ao clube forasteiro, e vou salientar o grande fair-play vivido na assistência, somente cânticos e palavras de incentivo, sem insultos mútuos como por vezes acontece em alguns estádios pelo país fora. É esta a beleza do desporto, que certamente assim irá atrair mais pessoas para ir ver os jogos ao vivo.

Foto de capa: SC Tomar

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Top 10: “Flops” campeões pelo FC Porto

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Existiu – e ainda continua a existir (ainda que venha a perder significado com o passar dos anos) – uma velha máxima que dizia o seguinte: “Qualquer treinador que vá para o FC Porto arrisca-se a ser campeão!”. Ora bem, em tempos de outrora glória este era, de facto, um dado que se podia dar quase como adquirido. Atrever-me-ia, também, a incluir neste lote de ‘felizardos’ não só treinadores mas também alguns jogadores que, não sendo verdadeiras estrelas do futebol mundial, acabaram por triunfar ao serviço dos dragões. Este é, pois, o momento de recordar algumas pérolas que passaram nos últimos anos pelo Estádio do Dragão. Veja se ainda se recorda de todos.

1. Mario Bolatti

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Fonte: Alchetron

O FC Porto investe cerca de 2,5 milhões de euros num jogador que nunca foi um acrescento de qualidade ao meio campo da equipa. Ofuscado por Fernando, Lucho e Meireles, Bolatti teve imensas dificuldades em afirmar-se no Dragão. Saiu com vinte presenças para amostra e, mais importante que isso, com dois títulos no currículo.

O inexplicável mundo dos festejos

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Quando no passado domingo no Dragão, aos 92 minutos, Lisandro López marcou o golo do empate viu-se uma equipa maioritariamente jovem a festejar como louca. Muitos deles estavam a fazer o 1.º jogo no Dragão, mas logo choveram críticas aos festejos: “Festejam como se tivessem ganho”; “O tricampeão festeja um empate”; “Ganharam o campeonato ou a UEFA Champions League”. Muitas críticas foram elaboradas, mas os jogadores sabiam porque festejavam daquela maneira.

Na 1.ª parte foram dominados, e correram atrás do prejuízo em toda a 2.ª parte. As substituições de Rui Vitória eram um sinal para dentro de campo de que tinham de dar tudo até ao fim. E eles deram! Aquele golo foi um descarregar de energias acumuladas e, por momentos, nos festejos, todos se esqueceram de onde estavam e encarnaram a criança que ainda existe dentro deles.

Um jornal local Sueco (incrível como o clássico chega a todo o mundo) perguntou a Victor Lindelöf que festejo era aquele; ele não soube responder. Decerto o mesmo se passaria se perguntassem ao veterano Luisão. No entanto, deveriam perguntar também a Guedes que mundo era aquele onde só ele entrou durante momentos, teriam de questionar Pizzi sobre a razão de festejar sozinho com os adeptos do… F.C.Porto. Teriam, também, de abrir os olhos perante as palavras do menino Horta. E tudo isso leva-nos a pensar o que vai, ou não, na cabeça dos jogadores quando marcam golos importantes, quando libertam a pressão toda que têm nos ombros em segundos.

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O festejo é algo natural no futebol
Fonte: SL Benfica

Thierry Henry, nos seus tempos de Arsenal, festejava golos como se nada se passasse, provavelmente um louco solitário. Marcava e nem um sorriso esboçava para os seus adeptos, mesmo que esse golo fosse marcado em pleno Old Trafford, casa do eterno rival, e quisesse explodir de alegria. No festejo de  golos importantes, assemelhava-se a um “cubo de gelo”, no pasa nada. Mas Henry pertencia a uma minoria neste mundo.

Em que mundo, então, terá entrado Andrés Iniesta quando em 2009, em pleno Stamford Bridge, contra o melhor Chelsea, com o jogo a terminar, marca o golo que dá acesso à final europeia? Será que se lembrou da sua calvície quando se foi meter no meio dos festejos com os colegas? E Kun Agüero? Será que naquela tarde em Maio de 2013 sentiu o mundo todo em cima dele, um pouco à imagem de Maradona, ou será que nem se lembra onde esteve durante 5 minutos? E Ivanovic? O homem dos golos importantes, estaria ele preparado para os festejos aos 92 minutos numa final europeia? E o próprio Kelvin? O que terá passado na cabeça de um menino de 19 anos, suplente, que entra para decidir uma época? Mais recentemente o nosso Edér? Será que Edér sabe onde esteve durante os largos 10 minutos de festejos da selecção portuguesa? Não, provavelmente não. Nem Éder, nem nenhum dos outros.

Fernando Gomes, ponta-lança português, justificou-se um dia: “Marcar um golo é como ter um orgasmo”. Talvez das melhores justificações de sempre.

O que sabemos é que desde meninos, no ringue, na rua, num torneio, todos sonham ser heróis, todos querem marcar o último penálti, o ultimo golo, e serem um sucesso junto do sexo oposto. Mas tudo se transforma quando esse momento acontece perante 80 mil pessoas, entra-se num mundo de egocentrismo e festeja-se como se não houvesse amanhã, num mundo só nosso. Nesse momento, não existe o querer agradar, apenas o festejo emotivo, louco, egocêntrico, mas ao mesmo tempo inexplicável, olvidável… por um momento muitas vezes inesquecível.

Foto de Capa: SL Benfica

 Texto revisto por: Carlos Valente

Primeiro balanço

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Disputado que está quase um terço do campeonato, e ao fim de 17 jogos oficiais, é tempo de um primeiro balanço. Destes 17 jogos, dez resultaram em vitórias, ocorreram cinco empates e duas derrotas.

O primeiro objetivo da época foi a dura eliminatória com a Roma, no acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, um primeiro objetivo superado com distinção, principalmente o jogo realizado na capital Italiana, onde o FC Porto se apresentou com muita personalidade e controlou completamente o rumo da eliminatória. Já na fase de grupos e com quatro jogos realizados os azuis e brancos estão na segunda posição do grupo, com o apuramento perfeitamente ao alcance e mesmo com o primeiro lugar ainda possível. Negativamente é de assinalar o empate caseiro com os Dinamarqueses do Copenhaga; não fosse esta fraca exibição e o apuramento já estava no bolso.

Na Taça de Portugal e com apenas uma eliminatória disputada a obrigação foi comprida e o Gafanha foi naturalmente ultrapassado.

No campeonato a equipa tem tido varias oscilações, excelentes exibições (Rio Ave, Guimarães, Boavista, Nacional, Benfica) e outras muito pálidas (Tondela, Setúbal). É normal que nesta altura da época uma equipa em construção, com um treinador e vários jogadores novos, tenha este tipo de alternâncias exibicionais; daqui por dois ou três meses já não será compreensível.

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A união é evidente
Fonte: FC Porto

Como fatores positivos do trabalho realizado por NES e pela equipa podemos destacar a consistência defensiva: mesmo com alguns jogadores novos no setor, a equipa tem estado consistente, Marcano tem uma nova vida, Felipe esta completamente integrado e Alex Telles demonstra muita qualidade. Um outro fator que do meu ponto de vista é interessante abordar é a coragem de NES de mudar o sistema tático, que era já quase institucional no clube. Na minha opinião este sistema tático, que no ponto de partida é um 4-1-3-2 com variante para um 4-4-2 ou mesmo um 4-3-3, é uma mais-valia tremenda: nos dias de hoje qualquer adversário tem dificuldade em antecipar como vai jogar o FC Porto, e a prova disso é o que se passou no último Domingo, em que Rui Vitoria foi completamente surpreendido com as movimentações de Oliver, Jota e Otávio. O balneário respira união e esse ponto é uma vitória do treinador, algo em que NES tem focado o seu trabalho; a recuperação de uma identidade tem sido uma das batalhas do treinador e penso que há unanimidade quanto a isto: NES tem ganho essa batalha. Outro dado que muitas vezes não é abordado prende-se com a metodologia de treino por oposição às lesões do plantel, e nesta época o FC Porto tem passado ao lado das lesões, o que está bastante relacionado com a forma de trabalhar da equipa técnica. Não me recordo de uma lesão muscular nesta equipa nesta época.

Negativamente podemos falar de algumas contratações que até ao momento não tiveram qualquer utilidade. Depoitre raramente sai do banco, João Carlos Teixeira ainda não se estreou, Boly só tem 90 minutos de utilização, e a juntar a isto existem outros jogadores que desapareceram completamente, como Evandro ou Sérgio Oliveira.

Na minha opinião o balanço ate ao momento é positivo, sem ser brilhante, atendendo a todas as circunstâncias: com novo treinador, muita juventude e vários jogadores novos a equipa já mostra alguma competência e tem muito para evoluir.

 Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Questão central

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Julgo que a maioria das pessoas concordará que as três épocas desportivas que antecederam a actual foram penosas para o FC Porto e os seus sócios e simpatizantes. Para além de maus resultados e da fatídica ausência de títulos, a qualidade de jogo da equipa principal de futebol raramente passou do medíocre. Processo ofensivo previsível e processo defensivo lento e desorganizado.

Ora, na nova época reparamos que, até ver, algumas das características associadas ao universo portista se mantêm. Os resultados estão longe de ser satisfatórios e as exibições, se retirarmos o jogo autoritário com final trágico que o FC Porto fez frente ao tricampeão nacional na jornada transata, têm sido pautadas pela inconstância. Já aqui critiquei alguns dos vícios da equipa, sendo que o que mais espécie me faz é a constante utilização do jogo direto, ao estilo do futebol dos pequeninos.

No entanto, embora este preâmbulo leve a crer que presente artigo se destina a mais um massacre à qualidade exibicional da equipa e à falta de resultados, que fique desde já claro que não é o caso. Haveria, é um facto, muito para dizer e criticar sobre a matéria e, porventura, poucos escapariam, desde dirigentes a técnicos ou jogadores, mas hoje isso são contas de outro rosário.

Se há algo que mudou radicalmente no presente em relação ao passado recente foi a consistência defensiva. Marcar golos ao FC Porto (vinha ameaçando tornar-se banal) voltou a ser um bico-de-obra. E, sendo certo que cada elemento da defesa e da equipa terá a sua quota parte de responsabilidade e de mérito neste facto, para aqui chegarmos muito e especialmente tem contribuído a dupla Felipe e Marcano.

Era, então, aqui que queria desaguar: no elogio a uma dupla de centrais que me tem surpreendido e que tem sido a base de sustento de toda a equipa.

Sejamos sinceros: melhorar a performance defensiva do Porto não era tarefa difícil. Aliás, arrisco-me a dizer que seria mais difícil piorá-la. O centro da defesa vinha sendo considerado, quase unanimemente, o elo mais fraco de uma equipa que, de si, já não era forte, e dizia-se que este era o setor que mais desesperadamente necessitava de reforços. Não obstante tudo isto, é sempre de salutar tamanha subida de rendimento em tão curto espaço de tempo.

Analisemos, então, a dupla propriamente dita. Sobre o lado esquerdo joga Iván Marcano, central espanhol de 29 anos que chegou ao clube no verão de 2014 pela mão do atual selecionador espanhol Julen Lopetegui e que teve duas primeiras épocas complicadas, alternando jogos aceitáveis com erros de palmatória que, para quem joga no FC Porto, são absolutamente proibidos (todos nos lembramos da final da Taça no Jamor). Houve sempre a ideia generalizada de que Marcano valia muito mais do que aquilo que vinha demonstrando e eis que, na terceira época de azul e branco, Iván se presta a dar razão àqueles que lhe auguravam melhores prestações. O espanhol tem protagonizado uma época irrepreensível. Impressiona, principalmente, pela sobriedade e pela calma com que executa todas as suas ações em campo.

Unidos rumo à estabilidade

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Cabeçalho modalidadesJá na temporada anterior escrevi um artigo onde me debrucei sobre a belíssima época que o Unidos Pinheirense vinha fazendo até então e, face ao bom arranque de temporada da turma de Valbom, sinto que está na altura de escrever uma crónica a felicitar os comandados de Pedro Henriques pelo bom começo nesta edição da Liga Sportzone, que marca o regresso aos grandes palcos após a época 2014/15, onde a formação gondomarense acabou no 13º lugar, levando à sua despromoção.

Ora bem, apesar de nem sempre ser fácil o regresso ao principal escalão, o certo é que começou de forma bastante interessante o campeonato, estando no quinto lugar ao cabo de cinco jornadas, com nove pontos em cinco jogos, fruto de três triunfos e duas derrotas. Mas, para além do que a tabela classificativa mostra, acho também pertinente abordar a forma aberta e descomplexada com que o Unidos se apresenta em todos os pavilhões onde atua, espelhada na estatística de golos marcados e sofridos, que mostram 19 tentos apontados e igual número de bolas concedidas.

Apesar da recente crise económica que teve como principal repercussão a saída de dois elementos fundamentais na estratégia da equipa (Israel e Tukinha), e que pode trazer alguma quebra no rendimento, a presente época serve de rampa de lançamento para aquilo que se pode tornar num processo de grande estabilidade no principal escalão do futsal português.

Na imagem vemos os dois jogadores que abandonaram o Unidos, por falta de patrocínios Fonte: Unidos Pinheirense
Na imagem vemos os dois jogadores que abandonaram o Unidos, por falta de patrocínios
Fonte: FC Unidos Pinheirense

Claro que esta temporada, o objetivo passa por assegurar a manutenção nesta divisão e só a partir do próximo ano se poderá, eventualmente, pensar em algo mais, como o apuramento para o play-off. Não digo que esta época não seja possível o apuramento para o top 8, mas creio que a ascensão do Futebol Clube Unidos Pinheirense tem que ser feita de forma faseada, com os pés bem assentes no chão. Desde a época passada que sigo a atualidade deste clube e penso que a equipa tem bastantes condições para poder almejar os lugares cimeiros.

As armas são bastante diferentes em relação ao Benfica e Sporting, mas é possível vermos a equipa de Valbom a lutar por lugares de topo e a ombrear com o Sporting de Braga e com a Burinhosa, entre outros, pelo menos por um lugar entre os quatro melhores. Não é fácil mas, num futuro próximo (dois ou três anos), podemos ter a equipa orientada por Pedro Henriques a pensar em lugares de topo, e talvez conquistar uma ou outra taça de Portugal ou da Liga.

Foto de capa: FC Unidos Pinheirense

Artigo revisto por: Francisca Carvalho