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Ressacas europeias e egos desmedidos

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Enquanto escrevi este texto, o Benfica colocou-se com cinco pontos de vantagem perante o Sporting no topo do campeonato nacional, isto num cenário muito pouco previsível ainda há poucas semanas, quando os leões se passeavam no topo da tabela e até já haviam vencido um dos seus principais rivais, em Alvalade, por 2-1.

Muitas podem ser as razões a apontar para esta queda abrupta da equipa verde-e-branca, sendo que alguns, com certa razão, lembrarão que o Sporting está a ter imensa dificuldade para reagir às saídas de João Mário e Islam Slimani. Afinal, por muito bom jogador que seja Gelson Martins, a verdade é que a pérola de origem cabo-verdiana não tem a mesma capacidade do agora jogador do Inter de Milão para gerir os tempos de jogo e para ajudar a equilibrar o centro do meio-campo.

Quanto ao argelino, e mesmo que este até seja inferior a Bas Dost nas funções específicas de um ponta de lança, a verdade é que “Super Slim” era importantíssimo na primeira zona de pressão, ajudando muitas vezes a sufocar imediatamente o início da zona de construção do adversário. Nisso, o internacional holandês está a anos luz de Slimani e quem o acompanha (André ou Markovic) tem colocado os adeptos leoninos a suspirar até pelo irascível Teo Gutiérrez.

O Sporting CP ainda sente muito a falta de Slimani e João Mário. Fonte: Sporting CP
O Sporting CP ainda sente muito a falta de Slimani e João Mário
Fonte: Sporting CP

Isto, aliás, leva-me a meditar sobre as mudanças no plantel do Sporting e sobre se os verde-e-brancos terão ficado com um plantel assim tão superior ao da época passada. Tirando Bas Dost, que me parece um claro upgrade a Slimani, isto mesmo com a nuance supracitada, será que algum dos segundos avançados contratados conseguirá esquecer Teo? Será o actual Elias, totalmente formatado para um meio-campo de três elementos, superior a Aquilani? Terá feito sentido trocar Naldo por Douglas? Jogando Markovic e Campbell preferencialmente pela direita, não teria feito mais sentido trazer só um deles e, numa fase em que Bryan Ruiz começa a entrar no crepúsculo da sua carreira, ter apostado num ala esquerdo?

A verdade nua e crua é que o investimento pode ter sido alto mas ficamos com a ideia que o plantel do Sporting continua a ter inúmeras lacunas na sua génese, o que acaba por tornar-se ainda mais notório quando os jogos exigentes se tornam frequentes e Jorge Jesus tem dificuldade em gerir o grupo sem clara perda de qualidade.

A ausência de Adrien Silva, que tem sido usada como desculpa para bater (excessivamente, diga-se) em Elias e para justificar a maioria dos desaires leoninos está longe de explicar os maus resultados, ou não tivesse estado o capitão no pior jogo da época do Sporting, o 1-3 em Vila do Conde, diante do Rio Ave.

Curioso, ou talvez não, é que o Sporting soma sete pontos perdidos no campeonato e todos eles na sequência dos jogos da “Champions”: 1-3 com o Rio Ave após o jogo com o Real Madrid (1-2); 3-3 com o V. Guimarães após o jogo com o Legia de Varsóvia (2-0); e 1-1 com o Tondela após o duelo com o Borussia Dortmund (1-2). Ou seja, sempre que foi necessário apelar à profundidade do plantel, o grupo não soube dar a devida resposta.

Esta consequência transporta-nos automaticamente para a época passada e talvez explique o porquê de Jorge Jesus ter colocado a Liga Europa em segundo (eu até diria terceiro) plano. O treinador do Sporting saberia que se espremesse em demasia os melhores valores do plantel verde-e-branco dificilmente teria capacidade para lutar pelo título até ao fim. Este ano, contudo, disputa-se a muito mais prestigiada Liga dos Campeões e, perante a impossibilidade de entrar com segundas linhas em tão importante competição, os resultados estão à vista.

Top 10: Eternas Promessas Portuguesas

Cabeçalho Futebol Nacional

Numa altura em que as camadas jovens voltam a ter mais impacto no futebol português, sobretudo nos três grandes, repare-se nos casos do Renato Sanches, João Mário e futuramente, quem sabe, Gelson, André Silva ou Gonçalo Guedes, entre outros.

A Seleção Nacional volta a ganhar outra dimensão. Com uma geração de tanta qualidade a pisar os palcos do futebol português com tamanha regularidade, prova disso foi a conquista do último Europeu. A verdade é que uma dúvida sempre prevalece e, hoje em dia, mesmo com uma maior cautela, a jovem promessa de hoje, pode ser o flop de amanhã. Por isso mesmo, apresento a lista das 10 eternas promessas que nunca atingiram o nível esperado nestes últimos 20 anos em Portugal.

Renato para totós

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Importa ressalvar que aqui, na palavra totós, leia-se: todos os adeptos do futebol – serão mesmo? – ligados sentimentalmente a qualquer clube que, por cegueira futebolística e por limitações no que concerne ao raciocínio lógico, colocaram em causa a honra, o valor, até mesmo a idade, de um jovem que vence agora o prémio mais importante do futebol europeu para jovens jogadores. Assim de rompante. Como o aparecimento de Renato. De rompante também foi embora a frustração desmedida dos haters. O mundo do futebol não precisa deles.

Se para todos os portugueses esta conquista é um orgulho, para nós, benfiquistas, tem um sabor especial. Não para nos vangloriarmos que temos a melhor formação em Portugal, nem para afirmar que agora tudo o que sai da fábrica de talentos do Seixal transforma-se em ouro. Muito menos para enumerar em catadupa, todos os méritos de Vieira naquilo que é o crescimento do Benfica enquanto instituição. Mas, ver o nosso clube e a nossa formação assim representada, deve-nos orgulhar.

Renato Sanches acaba por ser…o Benfica. Já não nos pertence, mas aquilo que ele está a conquistar, quer a nível desportivo, quer a nível “patrimonial” (já são muitas as conquistas” representa o benfiquismo no seu lado mais puro. Até porque Renato, com aquele estilo de quem parece que está no Bairro da Musgueira, a jogar contra os seus amigos, descomplexado, tem evidenciado como poucos essa pureza. Essa genuinidade que ´tão cara ao futebol de hoje em dia. O futebol, transformado por muitos num negócio de milhões, precisa de gente como Renato. O menino que levanta, apaixona e leva à loucura qualquer adepto (do futebol).

Renato tem sido obrigado a crescer depressa demais Fonte: SL Benfica
Renato tem sido obrigado a crescer depressa demais
Fonte: SL Benfica

Ele passa. Ele falha. Mas, imagine-se, logo a seguir, é o primeiro a tentar e, se falhar outra vez, vai tentar outra vez. De forma ainda mais difícil. O adepto esbraceja, desespera, mas logo a seguir está a aplaudir (de pé), quase rendido aos defeitos do miúdo. Pois são os defeitos que fazem sobressair (ainda) mais as qualidades. E é neste carrossel de personalidade que Renato ganhou o respeito dos benfiquistas. Porque o puto maravilha não se cinge a fazer correr o jogo. Muito menos é jogador para segurar tacticamente uma equipa. Aliás, ele abana as equipas. Qualquer equipa que se sinta presa, estagnada a nível táctico deveria ter um Renato à mão. Um jogador que parece estar sempre fora de contexto. Não por não entender o jogo. Mas porque parece sempre que quer mais, que pensa num patamar acima dos seus colegas todas as jogadas.

Renato não é consensual. Não pode ser. Nenhum jogador deve ser amado por todos. Senão, onde estariam as rivalidades (saudáveis) e como se alimentariam as tertúlias entre amigos? Mas Renato é sempre bom tema de conversa. Porque o que ele faz não deixa ninguém indiferente. Uns acham que ele roça o brilhantismo, outros ainda olham para ele com desconfiança – aqueles tais defeitos às vezes ajudam o adversário a marcar golos e coisas assim -, mas enquanto o respeito na discussão futebolística for mantido, o mundo estará bem. Enquanto limites não forem ultrapassados, como um adepto de um clube incitar ao ódio num minuto de silêncio de um gentleman do futebol português, a discussão futebolística continuará a ser uma arte nobre. O futebol precisa de menos totós e mais Renatos…

GP Estados Unidos: pontapé na crise

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Cabeçalho modalidadesO sol que pairou por cima de Austin iluminou não só o Grande Prémio dos Estados Unidos, bem como a prestação de Lewis Hamilton. O inglês disse adeus à seca de vitórias e conquistou pela quarta vez o GP americano.

O fim-de-semana correu de feição a Hamilton e isso foi notório desde o primeiro minuto. O piloto da Mercedes bateu o recorde do Circuito das Américas de forma espectacular, com o tempo surreal de 1m34.999s e garantiu assim a pole-position. Rosberg confirmou a dobradinha da Mercedes e os Red Bull voltaram a ser bem melhores que os Ferrari, tendo Ricciardo e Verstappen ficado na segunda linha do grid, à frente de Raikkonen e Vettel.

A dúvida permanecia no arranque de Lewis Hamilton. O inglês tinha vindo a vacilar nas partidas e a deitar tudo a perder, mesmo quando tinha conquistado a pole. Se arrancasse bem, a corrida estava practicamente por sua conta; se desse margem de manobra a Rosberg, o Campeonato do Mundo ficava já quase inatingível. Mas Hamilton estava ciente desde calcanhar de Aquiles e treinou-o especialmente durante a semana: “tenho treinado a partida, por isso, estou positivo para amanhã em relação a isso”. E só tinha de estar.

Lewis Hamilton conquistou a quarta vitória em Austin Fonte: Mercedes AMG Petronas
Lewis Hamilton conquistou a quarta vitória em Austin
Fonte: Mercedes AMG Petronas

Lewis Hamilton arrancou muito bem e segurou ali todo o Grande Prémio. Rosberg, por sua vez, deixou-se ultrapassar por Ricciardo. Para cumprir a tradição, a primeira curva da corrida foi caótica e causou um toque entre Perez e Kvyat e um pneu furado a Bottas. Verstappen, numa primeira fase, perdeu lugares para os Ferrari mas rapidamente voltou à ribalta e ao forte pressing a Rosberg.

CF “Os Belenenses” 0-2 SL Benfica: A intensidade das alas resolveu o dérbi

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Naquele que era o primeiro jogo do novo treinador do CF “Os Belenenses” em encontros a contar para a Liga Nos, Quim Machado tinha a dura tarefa de defrontar o líder do campeonato e de lutar contra a história dos anteriores 75 encontros realizados no Estádio do Restelo a contar para o principal escalão do futebol português onde apenas venceu  22, sendo que o último triunfo azul reporta a dezembro de 2007.

Quim Machado surpreendeu com a entrada para o 11 de Joel Pereira, no lugar de Ventura, e de Yebda apostando numa equipa mais defensiva, na tentativa de segurar o Benfica. Do lado dos tri-campeões, o 11 mais forte para esta partida. Antes do início, uma nota negativa para os adeptos do Belenenses que não respeitaram o minuto de silêncio em memória de Mário Wilson.

Quanto ao jogo, se o objectivo era travar o Benfica, a missão falhou. O Benfica entrou a todo gás, com vontade de se isolar ainda mais na frente do campeonato. Nélson Semedo culminou uma jogada fantástica com um remate para defesa de Joel Pereira. Estava dado o mote para uma grande exibição do lateral.

Com um Benfica a entrar forte, o golo não tardou em aparecer. Mitroglou voou mais alto do que toda a defensiva do Belenenses, aproveitando um canto superiormente executado por Pizzi, e marcou para festa dos imensos benfiquistas que marcaram presença no Estádio do Restelo. Sem nunca baixar o ritmo, o Benfica arrancou para uma primeira parte fantástica, onde dominou o jogo a seu bel-prazer. Sinal mais para Salvio e, principalmente, para Nelson Semedo, que carregaram a equipa. O lado direito dos encarnados foi sempre a parte mais activa em campo. Sempre que o Benfica partia para o ataque, colocava em sentido a defesa do Belenenses, que não conseguia travar a equipa encarnada. Fosse com remates ao lado, bolas ao poste ou defesas de Joel Pereira, o segundo golo parecia estar perto. No entanto o Benfica foi para intervalo a vencer só por um, um resultado muito magro para a boa exibição que estava a realizar.

Do lado do Belenenses, a equipa teve sempre muitas dificuldades em parar os ataques benfiquistas e o ataque foi quase inexistente. As tentativas de aproveitar um Benfica mais subido falharam sempre e só aos 24 minutos criaram a primeira e única oportunidade de perigo, por Yebda, mas que Ederson disse presente com grande classe. Quim Machado era um homem preocupado ao intervalo, por a sua equipa estar a ver jogar o Benfica.

A segunda parte começou mais equilibrada com lances de ataque rápidos mas com menos qualidade devido a forte chuva que se fez sentir em Belém. Os primeiros minutos foram de combate. Assistiu-se a um melhoramento substancial do jogo dos azuis e a ordem vinda do banco era para discutir o jogo, razão que levou à substituição de um apagado Yebda por Sturgeon ao minuto 49.

Com o jogo partido, as oportunidades sucediam-se com o Belenenses a dispor de um livre perigoso cobrado à entrada da área encarnada e o Benfica, pelos pés de Mitroglou, a fazer Joel Pereira brilhar novamente. Com a chuva a dar tréguas a partir do minuto 60, o Benfica conseguiu estabilizar o seu jogo e aumentar a vantagem no marcador por Grimaldo. Jogada pela ala esquerda de Gonçalo Guedes que, simulando o remate, liberta Grimaldo, com o espanhol a rematar cruzado, já dentro da área, para o fundo da baliza.

A partir desse momento, os encarnados controlaram o jogo e o resultado sem grandes dificuldades, excepção feita à jogada de perigo do Belenenses ao minuto 69 com falhanços de Camará que não acerta bem na bola e depois de Sturgeon na insistência, com Ederson a não agarrar à primeira.

Vitória justa de um Benfica superior em todos os momentos do jogo que soube gerir o resultado e as investidas de um Belenenses que terá muito trabalho pela frente para se intrometer na luta pela Europa.

Foto de capa: SL Benfica

Reportagem de André Conde e João Pedro Rodrigues

Moreirense FC 1-1 Rio Ave FC: Muita vontade, mas pouca frieza

Cabeçalho Futebol Nacional

A contar para a jornada oito da Liga NOS, Moreirense e Rio Ave encontraram-se este domingo, pelas 16h, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, para medirem forças numa partida ajuizada por Tiago Martins.

A formação caseira orientada por Pepa atravessava uma fase terrível, fruto de uma série de cinco derrotas consecutivas, e ocupava o último lugar da tabela classificativa. Em oposição, os vilacondenses, apesar de apresentar um histórico de três resultados desfavoráveis, não se encontrava numa situação aflitiva e procurava igualmente retomar uma onda vitoriosa.

Em caso de vitória, o Moreirense abandonaria os lugares de despromoção, deixando para trás Tondela e Arouca. Já o Rio Ave poderia, provisoriamente, ocupar o quinto lugar da tabela.

Apesar da expectável inclusão do internacional burquinense Bouba Saré na equipa de Moreira de Cónegos, a recente contratação dos cónegos não chegou a figurar no lote de convocados e, com isto, Francisco Geraldes, Cauê, Ângelo Neto e Danel Podence avançaram para o onze.

Os visitantes entraram pressionantes e confortáveis no jogo, com boa circulação de bola e com um reforçado setor intermédio. No entanto, a partida na primeira metade ficou repartida, intensa e faltosa, com o Moreirense a procurar algum jogo direto e o Rio Ave a ter visíveis dificuldades de construção.

Aos 25 minutos surge um lance polémico na grande área do Moreirense, no qual Tarantini é empurrado nas costas por Cauê. A formação de Nuno Capucho poderia mesmo ter nos pés uma oportunidade de inaugurar o marcador, mas o árbitro lisboeta não assinalou grande penalidade. Oito minutos depois, Pedro Rebocho rematou de meia distância, mas Cássio, atento, respondeu com uma grande defesa. Já no período de descontos, Ruben Ribeiro serviu Wakaso após um bom trabalho individual, que rematou colocado para uma intervenção apertada do georgiano Makaridze.

Escassa em lances perigosos, a segunda parte foi excessivamente batalhadora, mas, aos 74 minutos, Nildo Petrolina viria a mudar o rumo do jogo através de um livre perfeitamente executado e dirigido para a cabeça de Cauê, que enviou o esférico para o fundo da baliza do guardião rioavista. Três minutos depois, o ugandês Kizito é derrubado, num lance duvidoso, por Diego Galo, e, chamado a converter, Roderick Miranda restabeleceu a igualdade no marcador.

A formação de Vila do Conde acabaria, até, por ficar reduzida a 10 unidades após a expulsão de Heldon por acumulação de amarelos. Ao cair do pano, com nova assistência de Nildo Petrolina, Jander tem uma chance flagrante de dar os três pontos à sua equipa, mas o ex- Desportivo das Aves rematou por cima da baliza.

Inesperadamente, no último suspiro da partida, Davíd Ramirez sofre um toque de Roderick Miranda. Tiago Martins não hesitou em assinalar grande penalidade e, por acumulação de cartões amarelos, acabaria inclusive por expulsar o central. No duelo entre Pedro Rebocho e Cássio, o guarda-redes levou a melhor, assegurando o empate para a sua equipa.

Foto de capa: Moreirense FC

A Insustentável Leveza do 4-4-2 Losango

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A época futebolística 2016/2017 do FC Porto tem sido marcada, entre outros aspetos, pela inconstância exibicional e de resultados. Como tal, se por um lado são memoráveis exibições como aquela que o FC Porto conseguiu em Roma contra o clube local, não podem também ser esquecidos jogos menos conseguidos como o (mais recente) empate sem golos em Tondela.

Apesar da irregularidade que tem vindo a ser apresentada, o jogo na Madeira contra o CD Nacional parece marcar um momento de upgrade futebolístico do clube associado a uma revolução tática operada por Nuno Espírito Santo. Para que este “passo em frente” tenha sido possível parece essencial destacar quatro “fatores” (chamemos-lhes assim) primordiais:

1) Otávio: com 21 anos de idade é evidente que tem ainda algumas arestas a limar, mas a sua qualidade futebolística não engana nem o analista menos atento. Otávio tem uma qualidade técnica acima da média e, acima de tudo, muita criatividade. Procura invadir frequentemente espaços interiores (algo que faltava, por exemplo, ao FC Porto de Lopetegui) e, nestes espaços habitualmente exíguos, consegue ser rápido tanto a decidir como a executar. São dele muitos dos passes de rutura que ocorrem ao longo do jogo, embora se perceba que ainda precisa de perceber melhor quando é que o último passe se trata, efetivamente, da melhor opção;

2) André Silva: com 20 anos de idade e já um hat-trick pela Seleção Nacional, facilmente se percebe que aqui reside o futuro (e atual) guardião da camisola 9 do futebol português. A sua capacidade física impressiona e, aliada a ela, destaca-se sobretudo a sua capacidade de movimentação sem bola. Este trabalho de André Silva é frequentemente invisível, mas é precisamente a sua variedade de movimentos (dos quais se destaca o ataque à profundidade) que leva a que este consiga fazer a diferença no atual cenário tático do FC Porto. Parece claro que André Silva necessita ainda de progredir sob o ponto de vista técnico, sobretudo no que concerne ao gesto técnico da finalização, no sentido de melhorar a sua eficácia. Ainda assim, para que tal seja possível é necessário que este vá somando tantos minutos quanto possível para ir aperfeiçoando, pela repetição, o seu futebol com bola;

Otávio tem sido uma das revelações do FC Porto Fonte: FC Porto
Otávio tem sido uma das revelações do FC Porto
Fonte: FC Porto

3) Óliver Torres: com 21 anos de idade Óliver Torres tem tudo para ser um centrocampista de topo no futebol espanhol e mundial. Tal como outros grandes médios do futebol mundial, Óliver destaca-se porque vê sempre mais do que os seus colegas e, à forma inteligente como consegue ler o jogo, alia uma capacidade técnica que lhe permite executar de forma (quase) perfeita tudo aquilo que imagina. Em pequenos espaços o espanhol consegue, por vezes com apenas um toque, criar uma nova situação de jogo e, como tal, desequilibrar a defesa adversária. Com todos estes predicados, Óliver pode legitimamente aspirar a ser o melhor futebolista da época 2016/2017 da Liga NOS.

Top 10: Jogadores da formação do Sporting CP

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Este Top 10 da formação do Sporting Clube de Portugal é executado seguindo a minha própria perspectiva, intuição e conhecimento dos factos. Posso reforçar que qualquer um dos jogadores que se apresenta na lista, tem pelo menos dois anos de formação e um de sénior na equipa principal.

Os critérios que usei, e embora nem todos os atletas reúnam incondicionalmente todos os factores em si, foram de forma genérica, a mística sportinguista, a representação para o Sporting Clube de Portugal, a representação carismática no futebol europeu ou mundial e obviamente a qualidade do seu jogo. Reafirmo que é um orgulho imenso poder juntar numa lista de jogadores saídos da formação do Sporting, nomes com tamanha importância no panorama nacional ou internacional. A formação é uma das nossas maiores valias e não devemos ter receio de anunciar ao Mundo!

Um Hertha BSC à imagem de Pál Dárdai

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Cabeçalho Liga Alemã

Pál Dárdai é um nome incontornável na história do futebol húngaro e também, porque não dizê-lo, da Bundesliga. Aos 40 anos de idade, Dárdai vive aquele que, porventura, será o momento mais alto da sua ainda curta carreira como treinador principal. O seu Hertha BSC é seguramente uma das formações mais interessantes da presente edição da Bundesliga e nem o começo de temporada menos auspicioso serviu para minar aquela que, até ao momento, está a ser um época de sonho para a Velha Senhora (Die Alte Dame) do futebol alemão.

O passado dia 4 de Agosto foi de má memória para Pál Dárdai e para os seus homens. Após uma vitória por uma bola a zero no Friedrich-Ludwig-Jahn-Sportpark em Berlim, os comandados por Pál Dárdai partiam para a Dinamarca com uma vantagem que deveria ser suficiente para garantir um lugar na fase seguinte da Liga Europa, mas tal não aconteceu. O Brondby IF estava apostado em fazer a vida cara ao conjunto alemão e a sua perseverança levou-os a uma sofrida, mas merecida vitória sobre um Hertha BSC demasiado relaxado para um jogo com tamanha importância. O avançado finlandês Teemu Pukki foi o herói da partida ao apontar o hat-trick que resultou na vitória por 3-1 da sua equipa. De pouco valeu ao Hertha BSC, o golo de pontapé de bicicleta que Vedad Ibisevic marcou na partida da primeira-mão, e o conjunto alemão via-se assim fora de combate numa fase ainda prematura da competição.

Sem nunca deixarem de apoiar a equipa, o desencanto dos fervorosos adeptos do Hertha BSC adensou-se quando umas semanas mais tarde, os comandados por Pál Dárdai  necessitaram de recorrer às grandes penalidades para eliminar o SSV Jahn Regensburg do lendário goleador alemão Heiko Herrlich do DFB Pokal.

Pal Dárdai – O homem que mudou mentalidades num adormecido Hertha BSC Fonte: sportmenu.net
Pal Dárdai – O homem que mudou mentalidades num adormecido Hertha BSC
Fonte: sportmenu.net

Algo parecia não estar bem na equipa da capital da Alemanha, mas Pál Dárdai não se deixou intimidar e, com a exigência táctica e técnica que o caracteriza, reuniu as tropas em seu redor e fez com que o Hertha BSC arrancasse a presente edição da Bundesliga com três vitórias consecutivas, uma das quais diante do FC Schalke 04 por 2-0.

A Velha Senhora do futebol alemão começava a jogar bom futebol, muito à semelhança daquele que havia posto em prática na temporada passada, mas tinha na 4ª jornada da Bundesliga uma prova de fogo diante do poderoso do FC Bayern München na Allianz Arena. O Hertha BSC procurou jogar olhos nos olhos com o campeão alemão, mas uma série de erros defensivos, com a equipa a tentar sair a jogar a partir de trás, custaram-lhe uma pesada derrota por 3-0.

Benfica treme mas vence OC Barcelos

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Cabeçalho modalidades

Após duas semanas a jogarem para a Taça Continental, Benfica e Barcelos voltaram a encontrar-se, desta vez, para o campeonato nacional da 1ª divisão.

Equilibro foi a nota dominante, não só do início de jogo como durante todos os vinte cinco minutos. Nos primeiros instantes, tanto o Benfica como o Barcelos, conseguiram esboçar alguns ataques, embora sem qualquer perigo para as balizas adversárias.

Com o passar dos minutos, o equilibro mantinha-se, mas era o Benfica quem tinha a bola por mais tempo, assim como quem conseguia criar lances de perigo mais objetivos. No entanto, acaba por ser o Barcelos a inaugurar o marcador. Reinaldo Ventura enrola a bola de meio campo e Alvarinho, em cima da baliza, desvia em frente a Traball. Pouco depois, é anulado um golo a Nicolia, num lance em que vai da lateral para o meio e enrola a bola para o fundo da baliza de Ricardo Silva. O golo acabou por ser anulado, o que de certa forma é compreensível. No entanto, através da transmissão televisiva é claro que o esférico entrou.

A vantagem do Óquei não durou muito, visto que Luís Querido viu um azul que fez o Benfica beneficiar de um livre-direto que Nicolia desperdiçou, mas no seguimento do lance, o argentino esperou por João Rodrigues para o assistir para o 1-1. Após novo empate na partida, seguiu-se um período de oportunidades para ambas as equipas, mas Traball e Ricardo Silva responderam bem evitando, por várias vezes, o golo do conjunto adversário.

Faltavam cerca de cinco minutos para o intervalo e o Benfica vê mais um golo ser anulado, desta feita a Valter Neves, visto que já tinha sido assinalada uma grande penalidade a seu favor. Adroher atirou á barra. Com menos de um minuto para o intervalo, o espanhol viu um azul depois de uma falta sobre João Guimarães, ele que é conhecido como Joca no mundo do hóquei em patins. O especialista Reinaldo Ventura entrou para a marcação do penalti, mas não conseguiu bater Traball e o jogo foi empatado para o intervalo a 1-1, resultado justo pela produção das duas equipas. Todavia, com menos golos do que o espectado, muito devido ás boas exibições dos guarda-redes de ambos os conjuntos.

O segundo tempo começou com o Benfica a jogar em situação de underplay, ou seja, com menos um atleta de campo. Situação que transitava da primeira parte. Porém, o Barcelos não conseguiu aproveitar a superioridade numérica. Finalizado este período, o jogo mostrava um conjunto benquista mais determinado e conseguiu virar o marcador. No interior da área, Adroher recebe um passe de Diogo Rafael e com uma bola enrolada á meia volta fez o 2-1.

A melhor entrada do Benfica, nestes segundos vinte e cinco minutos, levou a que conseguisse virar o marcador, estivesse melhor no jogo e tivesse mais e melhores oportunidades. Por sua vez, o Barcelos não conseguia ter tanta bola, nem criar tanto perigo junto da baliza encarnada. As oportunidades sucediam-se e, aos trinta e cinco minutos de jogo, Tiago Rafael com uma grande seticada de meio campo aumentou para 3-1.