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Os desenhos de NES

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Um dos momentos marcantes da semana foi a conferência de imprensa de NES, a dada altura e em resposta a uma pergunta, que alias tem sido repetida varias vezes, se a equipa já é uma equipa à Porto? NES resolveu responder através de alguns desenhos e grafismos.

O que dizer desta atitude? Em primeiro lugar gostaria de referir a disponibilidade do treinador portista, que demonstrou um grande respeito pelo jornalistas, porque teria sido mais fácil e rápido dizer apenas algumas palavras usuais e terminar a conferência por ali, mas em vez disso tentou explicar de uma forma pouco usual o que para ele é muito importante, a união e o compromisso do grupo.

NES celebrizou a frase “somos porto” e também por isso os jornalistas repetem muitas vezes perguntas sobre esse tema, e o treinador portista não foge as questões e tem frisado esse fator como sendo um pilar para a sua ideia de FC Porto.

Agora avaliando a técnica de comunicação utilizada, eu deixo uma pergunta, se NES tivesse dito aqueles palavras, “ compromisso, cooperação, comunicação” sentado, calmamente no seu tom de voz sereno, alguém teria ficado com elas na cabeça? Alguém passado alguns dias conseguiria repetir essas mesmas palavras? Eu penso que não, por isso e mesmo com desenhos de fraco nível a mensagem passou, e esse era o objetivo.

Numa equipa onde nas ultimas três épocas os títulos desapareceram, em que o descrédito dos adeptos é grande, a instabilidade é evidente, um pilar para começar a construir algo tem de ser um grupo fortíssimo, com uma união inabalável, com muita atitude, e esse tem sido o ponto onde NES tem trabalhado afincadamente e penso que os resultados já estão à vista, talvez seja o plantel mais unido dos últimos anos.

Top 10: Melhores equipamentos da Europa

Cabeçalho Futebol Internacional

As camisolas são, historicamente, um dos mais apaixonantes símbolos de apoio dos adeptos por todo o universo futebolístico. Pelos quatro cantos do mundo é de todo impossível visitar uma arena e não vislumbrar um adepto envergando, orgulhosamente, as cores do seu coração.

É esta a pele com que, dentro de campo, os verdadeiros guerreiros derramam sangue, suor e lágrimas pelo símbolo que trazem ao peito. É a responsabilidade que carregam todos os domingos, perante o olhar atento de quem os ama. É o traje de gala para os melhores e piores momentos das suas vidas. É o orgulho presente nas grandes defesas, nos grandes golos, nas grandes conquistas, nos inolvidáveis festejos. É o manto protetor que lhes seca as lágrimas nos momentos de dor, desilusão e injustiça, e, que os enche de força, esperança e determinação no momento de superar as piores adversidades.

Como uma paixão dentro de outra paixão, as camisolas são um tremendo elo de ligação entre jogadores e massa adepta, porém, este fenómeno não se resume apenas ao fator emocional. Os equipamentos são, hoje em dia, uma das maiores fontes de receitas dos maiores clubes mundiais, sendo, atualmente, bastante fácil um gigante europeu chegar às centenas de milhões de euros de receitas anuais em vendas de camisolas.

Fonte: Arsenal FC
Fonte: Arsenal FC

O lado emocional e, essencialmente, o fator financeiro obrigam a uma exigência crescente por parte dos clubes, e, por conseguinte, a um rigor cada vez mais notório por parte das grandes marcas de equipamentos desportivos. Essa exigência e rigor contribuem, claro está, para a criação de autênticas obras de arte, que envaidecem adeptos e recheiam cofres ano após ano.

Foi com base no fator estética, nos pequenos mas deliciosos detalhes e na carga histórica e emocional, que, ao analisar todos os equipamentos dos conjuntos primodivisionários das várias ligas europeias, elaborei o meu Top 10 de Camisolas de Clubes Europeus para a época de 2016/2017.

Nike, Adidas, Umbro, Puma, Le Coq Sportif, Uhlsport, e, até a lusitana Lacatoni, surgem de mãos dadas num autêntico desfile de classe e beleza.

Foto de capa: Southampton FC

Inauguração da época 2016/2017: As grandes estreias… Ou nem tanto

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Cabeçalho modalidadesDia 25 de Outubro foi dia de inauguração da época 2016/2017 da melhor liga de basket do mundo.

A época abriu com os campeões a serem recebidos numa cerimónia em casa. E a noite não podia ter corrido melhor.

Os Knicks chegaram a Cleveland motivados e preparados para dar luta. A estreia de Rose e um grande jogo por parte Carmelo Anthony e Porzingis não foram, no entanto, suficientes para garantir a vitória dos Nova-Iorquinos. Após uma primeira parte equilibrada, em que a equipa visitante conseguiu 45 pontos, contra os 48 dos Cavaliers, a “máquina” começou a perder força. Na segunda metade do jogo os Cavs mostraram que em casa mandam eles e acabaram a ganhar por  29 pontos.

O jogo acaba em Cleveland com o trio Love, Lebron e Irving implacáveis e o último a ser o melhor marcador da equipa campeã (29 pontos). Assim, acaba a noite em Quicken Loans Arena, com um resultado de 117 – 88.

James começou a época com um triplo duplo Fonte: NBA
James começou a época com um triplo duplo
Fonte: NBA

Em Portland houve também uma estreia. Os Blazers fizeram o seu primeiro jogo oficial, recebendo os fragilizados Utah Jazz, no Moda Center.

Ainda assim foi um jogo algo equilibrado onde a equipa da casa levou a melhor e venceu por 113-104.

Já no Estado Dourado, as coisas não correram como se previa. Os Spurs visitaram a equipa favorita na corrida ao título de 2017 e saíram de lá com uma grande vitória. Se algo ficou provado no primeiro jogo oficial na Oracle Arena, é que uma super equipa às vezes não chega.

Os Warriors não conseguiram acabar nenhum dos períodos na frente do marcador, acabando por perder em casa, na sua estreia, por 100-129. Uma equipa com Kevin Durant, Curry, Thompson, Green e até um promissor rookie (McCaw) não é o suficiente para ser campeã  se não houver atitude. Para mim, esta derrota foi melhor para os Golden State que qualquer possível vitória. Talvez sirva para abrir os olhos aos homens de Steve Kerr, pois não importa a qualidade indívidual de todas as estrelas se estas não a passarem para o jogo coletivo.

Assim, os Spurs saem vitoriosos com um grande jogo por parte de Kawhi Leonard, que foi, inclusive, o melhor marcador da equipa de San Antonio.

Deixo aqui as 10 melhores jogadas da noite de terça feira!

Foto de capa: NBA

Jogadores que Admiro #58 – João Matos

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Sempre fui a adepta que dava um olhinho a todas as modalidades e que gostava de se manter a par dos resultados das diversas equipas do Sporting. Há cerca de seis anos, comecei a acompanhar a equipa de futsal com bastante regularidade. Foi a partir daí que percebi que as referências do mundo leonino estão espalhadas por todas as modalidades e que muitas delas sentem o clube da mesma forma que nós, adeptos.

Lembro-me do dia em que me desloquei ao pavilhão de Loures com a camisola vestida e o cachecol ao pescoço para apoiar pela primeira vez ao vivo a equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal. Já os tinha visto jogar pela televisão, mas ali tão perto a emoção vive-se de forma diferente. A partir daquele dia, o nome João Matos ficou na minha cabeça como o exemplo máximo daquilo que é ser sportinguista.

É incrível como o João sente o mesmo que os adeptos, como se fosse um deles. E na verdade, é. Na verdade, o segredo é sentir como nós sentimos. Não há explicação quando se vê um dos nossos deixar tudo em campo, como ele deixa, seja num jogo europeu ou num confronto com o último classificado da liga portuguesa. É fascinante e até contagiante a forma como o João festeja cada corte. Só isso, um corte. Nem falo dos festejos de golo ou das vitórias suadas, em que constantemente ergue e beija o símbolo que leva ao peito como se nos dissesse com os gestos e o olhar que podemos contar com ele até ao fim.

 

João Matos com os troféus conquistados pela equipa de futsal do Sporting CP na época 2015/16 Fonte: Facebook oficial de João Matos
João Matos com os troféus conquistados pela equipa de futsal do Sporting CP na época 2015/16
Fonte: Facebook oficial de João Matos

E até ao fim, devemos poder contar com os capitães. É por isso que de forma natural – e com a “reforma” do emblemático João Benedito – a braçadeira passou para o João Matos. Ele sempre esteve na lista de capitães, é certo, mas agora é-o de forma efetiva. É a primeira opção. E merece-o.

O pavilhão João Rocha está a meses de ser estreado. Este sonho antigo é um presente para todos os adeptos sim, mas ainda mais para jogadores como o João. Ele é daqueles que merece ter uma casa própria, onde toda a família sportinguista se possa reunir aos fins-de-semana para escrever a história. Ele dentro de campo e nós na bancada. Juntos. Tenho a certeza que o faremos.

A partir daquele dia, o primeiro ao vivo em Loures, voltei a cruzar-me muitas vezes com a equipa de futsal. No entanto, até hoje, ainda não consegui agradecer pessoalmente ao João tudo aquilo que ele faz pelo meu clube. Pelo nosso clube. Dentro e fora do campo. Em breve, espero que isso possa mudar. Até lá, aqui fica: obrigada por tudo, João.

Foto de capa: pt.uefa.com

Jonas, “O Pistoleiro” Da Luz

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Vamos começar este texto com uma pergunta. Quem é tem 85 jogos com a camisola do Benfica, 68 golos marcados em jogos oficiais, e no meio deste registo de loucos ainda conquistou 2 campeonatos, duas Taças da Liga, uma Supertaça, e prémios diversos a nível individual? Alguém sabe a resposta? Do outro lado da estrada, nada? Então? Vá, eu ajudo, foi Jonas.

Sim, o mesmo Jonas que já tinha demonstrado ser um atacante de classe mundial no Valência, mas que o actual treinador do Porto achou que não valia a pena ficar com ele. Nuno Espírito Santo, se por acaso estiveres a ler isto, mais uma vez, um muito obrigado. A sério, estás aqui só por esta, mas deixemo-nos disto e vamos voltar o tema que interessa.

Os benfiquistas ficaram, tal como a canção de Martinho da Vila diz, mal-habituados desde da chegada o brasileiro à Luz. Há muito tempo que não tínhamos um atacante que nos bajula-se tanto, por quem sentíssemos tanto a sua falta dentro dos relvados, a quem dessemos uma alcunha que fosse tão a condizer com a sua eficácia em frente às redes, “Jonas Pistolas”, que fosse tão bom que quase dá para ignorar a também boa média do seu companheiro de ataque, Mitroglou. Com isto quero dizer que não devemos pensar só em Jonas e ignorar o grego, é que o Barba-Negra da Luz também apresenta um registo de respeito.

A ausência de Jonas não se tem refletido a nível de resultados Fonte: SL Benfica
A ausência de Jonas não se tem refletido a nível de resultados
Fonte: SL Benfica

O problema aqui é que no começo desta nova temporada, Jonas lesionou-se com alguma gravidade e tem andado afastado dos relvados desde do jogo com o Nacional na Madeira, logo o Benfica tem feito menos golos. Atenção, não que isso implique o Benfica esteja a fazer uma má temporada. Lidera o campeonato, continua na Taça de Portugal, e ainda se encontra na luta pela passagem à próxima fase da Liga dos Campeões. Até ver é bem bom.

A forma que Rui Vitória encontrou para colmatar a ausência do melhor marcador da equipa tem um nome e é uma característica que deve ser inerente a todas as grandes equipas, estou a falar de pragmatismo. Não, não é bonito de se ver, e sim, é o completo oposto daquilo a que fomos habituados com o brasileiro, mas era o caminho a seguir. Traduzido para miúdos, o Benfica marcar menos, mas tendencialmente, marca os golos necessários para ganhar os jogos. Sim, sportinguistas e restantes que estiverem a ler isto, eu sei que perdemos por 4-2 em Nápoles, e que deixámos fugir a vitória contra o Besiktas, e que não conseguimos dar a volta frente ao Vitória de Setúbal, acontece e já não há nada a fazer. Mas, fora esses desaires, que como disse acontecem e fazem parte de uma época, o Benfica tem provado ser capaz de sobreviver sem o seu matador.

Com isto não estou a querer insinuar que Jonas pode passar o resto da época a ver os jogos do banco. Longe de mim, até porque se há pessoa que aprecia as qualidades dele sou eu, mas tive e tenho de sublinhar que mesmo sem ele estamos bem. Agora, sinto um arrepio na espinha só de pensar no rendimento deste Benfica com ele a jogar.

Ainda não sabemos ao certo quando é que o Butch Cassidy (Pistoleiro interpretado num filme com o mesmo nome por Clint Eastwood), do Benfica vai regressar, as saudades já apertam, sobretudo da parte das redes, mas tudo isto serve para dizer que o Benfica está bem, mas tem saudades de Jonas.

Foto de capa: SL Benfica

Brahimi: vítima ou réu?

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Quando o argelino Yacine Brahimi chegou ao Dragão, veio apelidado de fantasista, de um excelente jogador no um-para-um. Porém, todos pensavam como é que era possível tal jogador estar no Granada, uma equipa que luta para não descer na Liga espanhola e não tinha muitas ambições. Os seus primeiros jogos com a camisola azul e branca foram recheados de grandes momentos (quem não se lembra do playoff da Liga dos Campeões contra o Lille em que aquele lateral direito sofreu o jogo todo no Dragão).

Porém, Brahimi tinha algumas limitações no seu jogo. Individualizava demasiado as jogadas, demorava a libertar o esférico o que complicava o jogo coletivo. Ao mesmo tempo, estes defeitos conseguiam virar qualidades no espaço de um lance, onde criava jogadas do nada, saía do meio de três adversários com um facilidade invulgar e criando desequilíbrios nas defesas adversárias e conseguindo abrir espaços para os seus colegas terem oportunidades de golo. Sempre que nos lembramos de Brahimi, está associado a grandes momentos de futebol, seja através de golos ou de lances individuais estonteantes.

A massa adepta portista é exigente e já grandes jogadores foram assobiados e, mesmo assim, ícones do clube (lembrando-me mais recentemente de Quaresma e de Hulk) mas isso de nada os impediu de alcançarem sucesso no clube. O que tinham eles em comum? Tanto conseguiam perder num duelo individual onde podiam ter passado a bola como, no lance a seguir, conseguiam uma finta estonteante onde arrancavam aplausos da massa adepta portista.

Mas, será que Yacine Brahimi foi vítima ou réu em todo este processo? Relembrar que o FC Porto perdeu a sua hegemonia no futebol português e a estrutura, tão gabada e que funcionava tão bem, foi perdendo virtudes e poder. Mas voltando ao jogador, apesar de nem sempre os jogos correrem da melhor forma, não se escondia nunca do jogo, tentava pegar nele mesmo quando a equipa como coletivo não rendia da mesma forma, algo que aconteceu o ano passado, onde era constantemente o mais inconformado e, por diversas ocasiões, o desequilibrador  e criador de perigo do FC Porto.

Sousa e Gastão: aquilo que o ranking (ainda) reflete

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João Sousa e Gastão Elias são os símbolos dos tempos de ouro que o ténis português atravessa, com destaque natural para o vimaranense. Neste mesmo espaço, e por inúmeras vezes afirmei que Sousa é o melhor tenista português de todos os tempos. Ainda não mudei de opinião, ainda…

Todavia, e principalmente nos últimos seis meses, Gastão Elias tem vindo finalmente a concretizar todas as esperanças que nele eram depositadas. O sintrense ocupa atualmente o 57º lugar do ranking ATP. Desta forma, e se levarmos em linha de conta apenas o ranking, já é o segundo melhor tenista português de sempre.

Nesta temporada, os resultados falam por si: duas meias-finais em torneios ATP 250 (Umag e Bastad); mais dois quartos-de-final em torneios da mesma categoria (São Paulo e Estocolmo) e ainda dois títulos de categoria challenger (Turim e Mestre). No meio de tudo isto, conseguiu a sua primeira vitória perante um top10 – frente a Gael Monfils em Estocolmo – e ainda bateu, por exemplo, João Sousa.

João Sousa está, ainda, uns degraus acima de Gastão Elias Fonte: João Sousa
João Sousa está, ainda, uns degraus acima de Gastão Elias
Fonte: João Sousa

No entanto, e apesar da temporada de “afirmação” de Elias, João Sousa ainda está uns degraus acima do sintrense. No ranking, Sousa é 34º e Elias 57º. Em títulos, Sousa já conta com dois e Elias nenhum.

Poderia continuar e, de forma totalmente justa, o vimaranense levaria a melhor sobre Elias. Contudo, não é isso que quero colocar em causa.

Se esquecermos os rankings e olharmos apenas para o ténis que cada um apresenta, a diferença não é muita. Arrisco-me mesmo a dizer que, caso se defrontassem e estivessem ambos no seu pico de forma, Elias acabaria por vencer Sousa.

Nova loja encanta Lisboa

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Inevitavelmente os meus olhos encheram-se de brilho quando olharam para aquele símbolo. A beleza da baixa lisboeta incrementou de imediato quando cheguei à porta que leva à entrada da loja encarnada.

Fui jantar ao Cais do Sodré e decidi passear um pouco pela beira rio da capital. Ao subir pela rua Augusta deparei-me com a nova loja oficial do Sport Lisboa e Benfica. Inaugurada no coração de Lisboa, a capital veste-se de encarnado todos os dias que o edifício se abre para o público. É incrível como quem me acompanhava viu o meu sorriso abrir-se de orelha a orelha assim que entrei naquele ambiente benfiquista, ambiente este que a loja consegue fazer suscitar em nós de forma muito natural.

Assim que entramos temos o balcão de pagamento em círculo e somos completamente inundados com a avalanche de vermelho e branco. Por todo o lado temos acesso à imensidão de produtos que a marca Benfica disponibiliza aos sócios e simpatizantes. Os funcionários da loja vestem-se, obviamente, a rigor com o manto sagrado clássico da era Eusébio. Do lado direito existe o RED Café que conta com uma esplanada onde se pode relaxar após a visita com as costas de um campeão. As cadeiras da esplanada estão “vestidas” com camisolas com números e nomes de jogadores do clube.

Algo que encanta qualquer um é a parede das camisolas. Ao longo de uma parede inteira que se prolonga pelos dois pisos da loja, estão exibidas as costas das camisolas de todos os jogadores do futebol profissional do Glorioso. Ao centro da parede, com esplendor, estão apresentadas as duas camisolas oficiais, principal e alternativa, desta vez viradas de frente. Ainda na primeira zona da loja, e ao lado da parede das camisolas, temos um painel branco iluminado, onde está inscrito com letras vermelhas orgulhosas, o hino do Sport Lisboa e Benfica que nos faz visitar o resto da loja a cantarolar na nossa cabeça vezes sem conta a música que define o Glorioso.

O hino do Sport Lisboa e Benfica escrito de forma imperial na loja da baixa lisboeta. Fonte: Pedro Estorninho
O hino do Sport Lisboa e Benfica escrito de forma imperial na loja da baixa lisboeta.
Fonte: Pedro Estorninho

Antes de subir, parei um pouco para observar as estatísticas de um dos jogadores do plantel principal. Nas montras da loja, televisores altos exibem um vídeo que percorre todo o plantel encarnado e mostra alguns dos mais importantes números ao longo da campanha de águia ao peito. Decidi então subir ao segundo piso da loja e dei por mim a subir as escadas do Estádio da Luz. Feitas para relembrar o palco do clube, as escadas e as paredes que levam ao piso superior da loja, levam-nos, por momentos, de volta à escadaria de acesso às bancadas do maior estádio português.

Antes mesmo de chegar ao segundo andar, as paredes laterais relembram as glorias oficiais do Glorioso. Estão lá representados os 77 títulos: 2 Taças dos Campeões Europeus (atual Liga dos Campões), 3 Campeonatos de Portugal, 6 Supertaças de Portugal, 7 Taças da Liga, 25 Taças de Portugal e 35 Campeonatos Nacionais.

Finalmente no segundo piso da loja, o vermelho continua a predominar sem nunca enjoar. Conseguimos ficar de frente para o resto da parede das camisolas. Junto a uma janela, numa ponta, fui transportado para o banco de suplentes. Senti o peso na pele de estar a representar o clube no momento em que me sentei numa réplica das cadeiras do estádio. Só alguns têm a oportunidade de se sentarem numa destas durante um jogo pelo Benfica, mas a sensação e o conforto estão disponíveis na loja. Cabe a cada um imaginar-se na posição dos pupilos de Rui Vitória.

Levantei-me da cadeira e o sorriso ainda não tinha saído da minha cara. Prolongou-se durante o resto do dia e do fim de semana. Não só pela beleza e pela chama benfiquista que a loja fez aumentar, mas também pela tremenda vitória alcançada no Restelo. Acabei o fim de semana em primeiro lugar e satisfeito por, mais uma vez, o meu clube ter ajudado a enriquecer a paisagem lisboeta e embelezado a capital do nosso país.

Façam um favor a vocês próprios e ganhem algum tempo a visitar a loja. Não se vão arrepender.

Saudações Benfiquistas!

Muralha chinesa ou esburacada?

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Sebástian Coates. Rúben Semedo. Paulo Oliveira. Douglas. Quatro defesas centrais que Jorge Jesus tem à sua disposição para colocar na zona mais recuada do terreno. No entanto, é difícil perceber qual a dupla que serve melhor as opções do treinador neste defeso. Apesar de ter melhorado com as suas escolhas (Jesus chegou a testar pelo menos dez duplas de centrais na época passada), continuam a deixar algumas dúvidas na cabeça tanto do treinador como dos adeptos.

Pessoalmente, sempre me agradou ver Paulo Oliveira na defesa. Para além da sua envergadura (1,87m), o jogador sempre deu bastante segurança tanto a Rui Patrício como aos seus companheiros do meio-campo, como demonstrou recentemente no jogo frente ao Famalicão. No entanto, face à época estrondosa que fez no ano passado, não merecia ter tão poucas oportunidades nesta temporada. Principalmente porque Ruben Semedo ainda é bastante jovem e tem cometido alguns erros, apesar do seu potencial. Douglas, que jogou com Paulo Oliveira na Taça de Portugal, não mostrou capacidades suficientes para merecer um lugar sem discussão na equipa inicial do Sporting. Parece-me mais ser uma opção caso algo de errado se passe com um dos outros três jogadores.

Paulo Oliveira demonstrou sempre qualidade quando chamado a jogo Fonte: Sporting CP
Paulo Oliveira demonstrou sempre qualidade quando chamado a jogo
Fonte: Sporting CP

Em relação à dupla Coates e Semedo, uma coisa é inegável: eles, de facto, combinam, muito bem na defesa sportinguista. A experiência do uruguaio coaduna-se perfeitamente com a vertente mais arrojada do sub-21 português. No entanto, creio que esta vontade de arriscar de Ruben Semedo lhe traz alguns problemas, principalmente em jogos de vertente internacional. Geralmente, é nos jogos da Liga dos Campeões que o jovem português acaba por quebrar mais, cometendo erros que Coates nem sempre é capaz de colmatar.

Apesar de concordar que Ruben Semedo necessita de experiência, creio que dar oportunidade a Paulo Oliveira seria também bastante oportuno. Nunca se sabe (e espero que isto não aconteça) se os jogadores estarão sempre bem fisicamente para encarar os jogos e necessitamos de um jogador de qualidade e com ritmo de jogo para colmatar a falta de um dos dois. Trocaria Semedo por Oliveira apenas porque acredito que este é melhor na antecipação de jogadas e comete menos erros sob pressão, coisas que o jovem luso-caboverdiano ainda não domina na perfeição.

Assim, a dupla ideal seria mesmo Coates e Paulo Oliveira como base e Ruben Semedo a entrar em alguns jogos para ganhar consistência e potenciar o seu trabalho, aprendendo que não tem espaço para erros. A defesa leonina acabava por também ficar mais segura, sendo que o antigo central do Vitória de Guimarães tem a confiança dos restantes colegas.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

O que ganha o Chelsea com o novo sistema

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Cabeçalho Futebol Internacional

A época não começou da melhor maneira para o Chelsea de Antonio Conte. Fantasmas de um passado recente pareciam tomar conta dos jogadores e, apesar de nos quatro primeiros jogos oficiais (um para a Taça da Liga, três para a Premier League) ter somado vitórias, a verdade é que só uma tinha sido conquistada sem sofreguidão. Adivinhava-se uma escorregadela a qualquer momento, e ela não se fez esperar – no País de Gales, o Chelsea empatou a 2 com o Swansea e a esta igualdade seguiu-se uma derrota em casa, diante do Liverpool e uma humilhação diante do Arsenal, no Emirates, onde a equipa foi vulgarizada e derrotada por 3-0.

Não, assim não podia ser. Não eram resultados, muito menos exibições que dignificassem o estatuto de um candidato ao título. Conte fez alterações imediatas. Fugiu a um capricho que admitiu publicamente e que está bem documentado na tese apresentada, em 2006, na prestigiada escola de treinadores de Coverciano intitulada “Considerazioni sul 4x3x1x2 ed uso didattico del video” (“Considerações sobre o 4x3x1x2 e a utilização educacional do video”, tradução livre). O uso de uma linha de quatro deixou de existir e passou a trabalhar sobre uma forma táctica que parte em 3x4x3, mas que se desdobra para lá disto. Três jogos, três vitórias (incluindo os humilhantes 4-0 aplicados ao Manchester United), nove golos marcados, nenhum sofrido, 21 remates à baliza a favor, apenas 7 contra. A linha defensiva ficou com um homem a menos e a equipa passou a defender melhor. Contra-senso? Nem por isso.

Dois dos três homens mais recuados que Conte normalmente usa têm uma cultura táctica e uma inteligência posicional fora do comum, ambientando-se a novos contextos tácticos com relativa facilidade. Assim, os alas não tem preocupações ao arriscar subir no terreno. Têm as costas largas nas compensações que tanto Cahill como Azpilicueta conseguem e sabem fazer. E como só um de cada vez é que as tem de fazer, ficam dois homens de àrea a segurar as rédeas na àrea.

A notável acção sem bola destes dois não se fica por aqui, porque (sobretudo Azpilicueta… que o diga Pogba) ambos sabem como pressionar eficazmente o portador, normalmente condicionando a sua acção quando este a recebe de costas. Não o deixam virar e isso é meio caminho andado para que o processo ofensivo seja mais lento. Esta “subida” é sempre devidamente compensada por dois médios que, tacticamente, são da melhor coisa que há no mundo. Matic interpreta os momentos defensivos como ninguém e serve, muitas vezes de auxílio à linha mais recuada, sobretudo quando David Luiz (o terceiro elemento) faz incursões pelo meio-campo contrário na tentativa de baralhar a organização defensiva contrária.