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Suíça 2-0 Portugal: Entrada com o pé esquerdo

Foguetes lançados, canas apanhadas, e taça erguida. Tudo isto já passou; o tempo agora era de seguir em frente. St. Jacob Park, em Basileia, na Suíça, foi o palco escolhido para o arranque da fase de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2018, para as selecções da Suíça e de Portugal. Primeiro jogo oficial dos campeões europeus, sem Ronaldo, indisponível desde a final de Saint Denis, mas com Nani a envergar a braçadeira de capitão. Destaque para o meio-campo português, com Bernardo Silva a entrar para o lugar de João Mário, e ainda para o ataque, onde Éder foi titular, ao passo que Quaresma ficou-se pelo banco. Já do lado dos helvéticos, Seferovic foi a novidade, ao ser preferido em vez do habitual titular Derdiyok, numa Suíça que ainda tinha pelo banco o ex-Sporting Gelson Fernandes. Recordo que Shaquiri era a principal ausência.

Entrada a pressionar da Suíça. Uma equipa com mais bola mas que criava menos perigo, deixando essa vertente do jogo para a equipa campeã europeia. O primeiro remate foi aos três minutos de jogo: Éder, depois de um passe a rasgar de Moutinho, a rematar ao lado da baliza de Sommer. Portugal voltava a carregar, combinação entre Bernardo Silva e Cédric, Éder no passe, remate de Bernardo à figura.

Os suíços apostavam muito na projecção dos laterais, e destaque ainda para a disposição dos dois médios-centro. Sempre que o processo ofensivo era iniciado, um ficava mais recuado, o outro avançava.

Bernardo Silva foi uma das novidades Fonte: Facebook Oficial de Bernardo Silva
Bernardo Silva foi uma das novidades
Fonte: Facebook Oficial de Bernardo Silva

Primeiro remate com perigo da Suíça chegou aos 17 minutos, por intermédio de Ricardo Rodriguez. Na construção ofensiva, Portugal igual a si mesmo. William descia para vir buscar jogo fazendo quase de terceiro central. Golo da Suíça ao minuto 23. Na sequência de um livre muito bem executado por Ricardo Rodriguez, Embolo aparece na recarga e faz o golo, num misto de má reacção da defensiva portuguesa e hipnotismo de Cédric, que fica a ver o extremo suíço chegar como quer à bola.

À meia hora de jogo, Portugal, lançado no ataque, é apanhado em contrapé. A equipa suíça aproveitou a passividade da defensiva portuguesa, com Seferovic no cruzamento para um remate colocado de Mehmedi. Dois a zero com 30 minutos jogados.

Suíços a baixarem mais as linhas, a tornar o jogo mais lento para tentar chegar ao intervalo com a vantagem de dois golos. Aos 40 minutos, Mehmedi tenta enganar o árbitro mas acaba por ver amarelo, ao simular uma grande penalidade. O intervalo chegava com 2-0 no placard e com os campeões da Europa a passarem dificuldades.

Aleksandar Katai: Talento sérvio para frente de ataque dos Babazorros

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Cabeçalho Liga Espanhola

Foi talvez um dos nomes em maior destaque nos últimos dias da janela de transferências de Verão, que terminou, na grande maioria dos países europeus, no passado dia 31 de Agosto. Aleksandar Katai, extremo sérvio de 25 anos de idade, foi apresentado à última da hora como reforço do Deportivo Alavés e será, muito certamente, um dos nomes a ter em conta na liga espanhola esta temporada e será, muito certamente, um dos nomes a ter em conta na liga espanhola esta temporada onde o FC Barcelona e o Real Madrid CF são os favoritos à conquista do titulo espanhol, com os catalães a terem na bet365 1.61 de odds de futebol contra 2.50 de odds dos merengues.

O emblema basco terá pago um valor a rondar os 3 milhões de euros aos antigos campeões europeus FK Crvena zvezda (Estrela Vermelha de Belgrado) pelo passe de Katai, que assinou, por seu lado, um contrato válido por três temporadas com a equipa do município de Vitoria-Gasteiz.

De acordo com a imprensa sérvia e espanhola, o ex-futebolista do FK Crvena zvezda teria tudo acordado com o Celta de Vigo para a sua transferência para Los Balaídos e estaria apenas a aguardar a deslocação dos médicos do emblema galego a Belgrado para consumar a sua mudança para a Galiza. No entanto, desentendimentos de última hora entre os dois clubes (relativamente à forma de pagamento do passe de Katai) fizeram com que o negócio fosse por água abaixo. Posto isto, o Deportivo Alavés aparece em cena e consegue, com uma proposta financeira alegadamente mais baixa dos que as demais (o FC Lokomotiv Moscovo terá oferecido uma cifra a rondar os 4 milhões de euros), trazer o jogador para aquela que muitos consideram uma das melhores ligas de futebol do mundo.

Aleksandar Katai: talento sérvio para frente de ataque dos Babazorros Fonte: Deportivo Alavés
Aleksandar Katai: talento sérvio para frente de ataque dos Babazorros
Fonte: Deportivo Alavés

Forjado nas escolas do histórico FK Vojvodina, Aleksandar Katai deu nas vistas desde muito cedo no emblema de Novi Sad, mas uma transferência porventura prematura para o  Olympiacos FC em 2011 terá de certa forma condicionado os seus primeiros anos como futebolista profissional. Após passagens pelo OFI Creta FC, Platanias FC e novamente pelo FK Vojvodina, Katai chega ao FK Crvena zvezda na temporada de 2014-15 por empréstimo da actual equipa de Paulo Bento, mas a sua primeira temporada ao serviço do antigo colosso do futebol europeu não foi de todo brilhante. No entanto, sem que nada o fizesse esperar, Katai rescinde o contrato com o Olympiacos FC e alegadamente perdoa uma dívida de uns largos milhares de euros ao FK Crvena zvezda, referentes ao período no qual lá alinhou por empréstimo do clube grego, para uns dias mais tarde assinar contrato de dois anos com a formação de Belgrado.

Guerreiro que é Guerreiro está sempre pronto para a batalha

Após quatro jogos oficiais e o fecho do mercado de transferências, o Braga vai caminhando pé ante pé por entre os milhões do futebol com duas vitórias, um empate e uma derrota. Vinte e dois milhões e meio em caixa e com menos duas pérolas no plantel principal resumem o saldo final. Guimarães e Estoril cederam à avalanche bracarense e o Rio Ave conquista um ponto precioso. No primeiro encontro da época, o Benfica tirou o sono e depois o sonho. Entretanto, Rafa segue para os encarnados e Boly para o Porto. Bons negócios, mas contra nós vai custar.

Para equilibrar e dar concorrência ao plantel, chegaram vários reforços à equipa bracarense. Os que vieram no último charter foram mesmo Douglas Coutinho, Benítez e Rui Fonte. O primeiro vem tentar a sua sorte na Europa, mas para já inscrição na Liga Europa não é realidade. Os dois últimos vêm do Benfica, o primeiro no negócio de Rafa e o segundo sem espaço na Luz vem tentar reforçar o seu anterior posto de «joker» na equipa do Braga.

Com base em tudo isto, ao nível desportivo o Braga ficou carente de dois jogadores titulares e com um futebol acima da média. Vai ressentir-se, sem dúvida, mas para já as soluções internamente encontradas dão garantias mais que evidentes de que o plantel é rico em mais-valias e que sem lesões graves a atrapalhar, a época adivinha-se repleta de bons momentos.

Benitez chega envolvido no negócio de Rafa Fonte: SC Braga
Benitez chega envolvido no negócio de Rafa
Fonte: SC Braga

Assim sendo, com tanta mudança à mistura os Guerreiros do Minho vão tentar adaptar-se às várias competições em que estão inseridos, com um cofre bem «gordinho» e preparado para a crise. Com tanta precaução só faltou mesmo é ter tido outra postura face ao mercado. Digo isto, porque nem todas as posições estão a meu ver bem preenchidas. Falta ali qualquer coisa… No meio-campo sei lá… Um número oito capaz de dar concorrência a Vukcevic, Mauro e Tiba. Já me esquecia! O mercado já fechou… Esperem lá… Ainda existem alguns jogadores que bem precisam de colocação. São caros eu sei, mas com tanto milhão a entrar, um ou dois bem investidos podem dar frutos. Fica a dica e a opinião de um adepto crente e amante do desporto. Pois bem, um outro assunto que venho por este meio comunicar, é a saída de Boly e Rafa. O central com características únicas sai de Braga a troco de seis milhões e meio de euros deixando uma vaga em aberto na defesa bracarense. Ricardo Ferreira, Rosic, Velásquez e ainda Artur Jorge da equipa B podem bem acelerar o passo para ver se agarram lugar. Não vai ser fácil decidir pois todos parecem estar à altura, mas o futuro e Peseiro ditarão quem vai a jogo. Por fim, obrigado, Boly, por todos aqueles momentos de calafrio na defesa que bem soubeste resolver com essa finta que não sai de moda. E agora Rafa. Posso dizer que me custou bastante a tua saída. Não pelo facto de saíres, pois penso que tens futebol nas pernas para dar, vender, emprestar e até levantar estádios, mas por ter sido para um clube que irá jogar no nosso campeonato. Aceito e compreendo a tua escolha, pois também tenho os meus gostos e preferências. Só é pena a fina nata europeia não ter reparado mais em ti… Assim, tinha a certeza que não concorrerias com seis jogadores para a mesma posição nem jogavas contra o nosso Braga. O futebol é assim mesmo. Resta-me então desejar a ambos as maiores felicidades menos quando a final a disputar for Braga-Porto ou Braga-Benfica.

Para terminar, tenho ainda mais uns assuntos na manga. Então não é que o Pedro Santos está ligado à ficha! «Ó pra ele cheio de vontade!» É assim mesmo grande Pedro! Mas com calma que não é preciso bater em ninguém, ok? E o Marafona que está na comitiva da selecção nacional ah? E o André Pinto que a este ritmo para lá caminha? E o Wilson Eduardo que até já sua durante os jogos e marca uns golos? Para tanta pergunta só existe uma resposta. Guerreiro que é Guerreiro está sempre pronto para a batalha.

As guerras da comunicação nos três grandes

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Os departamentos de comunicação dos clubes de futebol são cada vez mais profissionalizados e cuidados nos seus desempenhos. Apesar de funcionarem com objetivos semelhantes, as estruturas utilizam estratégias bastante diferentes, um pouco condizentes, diga-se, com a tradição e história dos clubes.

Apesar de a guerra mais ríspida se notar entre Sporting Clube de Portugal e Sport Lisboa e Benfica, vou começar por um episódio recente entre os “leões” e o Futebol Clube do Porto. No mais recente clássico, disputado no último fim de semana de agosto. Os “dragões” alegam que foram prejudicados pela arbitragem, algo que não é partilhado pela esmagadora maioria da opinião pública. Durante e depois da partida, as contas oficiais dos dois clubes no twitter esgrimiram argumentos, com os dragões a partilharem imagens, “frames” de supostos erros de arbitragem no clássico, ao bom estilo do “paineleiro” Pedro Guerra. Tendo em conta a pessoa que os “azuis e brancos” estão a imitar, está tudo dito sobre a credibilidade dos argumentos. Já o Sporting, tendo ganhado, pôde responder com humor, tendo partilhado, por exemplo, uma imagem de Gelson Martins a festejar o golo da vitória. Ver o FC Porto a queixar-se de arbitragem é tão ridículo como um caloteiro acusar alguém de lhe dever dinheiro. Contudo, o Sporting até respondeu com alguma classe, não respondendo às acusações inúteis dos “azuis e brancos”. Nem sempre a resposta do Sporting CP é a mais adequada, mas desta vez podemos ficar satisfeitos com o resultado.

Já a luta com o SL Benfica atinge proporções estratosféricas, tanto pela rivalidade gigante entre os dois clubes da Segunda Circular, como pelas técnicas utilizadas pelos “encarnados” e a dualidade de critérios gritante da comunicação social no tratamento da informação relativa aos dois clubes. Sobre isto, existe tema para muita conversa.

Rio Ave FC: Uma equipa sem novidades e margem para inventos

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A época 2016/2017 do Rio Ave avizinha-se tranquila, sem sobressaltos e, à semelhança da temporada transata, talvez seja possível os vilacondenses almejarem novamente uma vaga europeia.

Com uma preparação naturalmente antecipada comparativamente à maioria dos clubes nacionais devido aos seus compromissos europeus, os orientados de Nuno Capucho, treinador estreante no escalão máximo do futebol profissional português, esboçaram frente ao Slavia de Praga aquilo que viria a ser a face dos rioavistas ao longo da época. Apesar da despedida precoce da competição e dos resultados desfavoráveis frente ao Porto e Braga a contar para a Liga NOS, o afortunado triunfo caseiro no período de descontos diante do Feirense motivou sorrisos no Estádio dos Arcos.

Desengane-se quem pensa que a elevação dos cantos da boca é sol de pouca dura, dado que o plantel rotinado e a manutenção dos pilares de épocas anteriores conferem condições suficientes para ambicionarem a conquista do número máximo de pontos em cada um dos seus futuros encontros.

Cássio permanece intocável na baliza, nesta que é a sua terceira época com o símbolo do Rio Ave ao peito, relegando Rui Moreira e o ex-júnior Carlos Alves para o banco de suplentes.

O quarteto defensivo conta com os indiscutíveis Roderick Miranda e Marcelo no eixo, Rafa Soares na lateral esquerda e Pedrinho na direita. Em adição às jovens soluções que são parte integrante da formação de Vila do Conde, o experiente André Vilas Boas, Aníbal Capela e o recém-regressado Lionn, que poderá assumir a curto prazo a titularidade, são igualmente opções válidas.

Nuno Capucho é o homem do leme
Nuno Capucho é o homem do leme

A mobilidade do meio campo promove ao 11 inicial Pedro Moreira, o elemento mais recuado no terreno que tem a árdua missão de fazer esquecer o bielorrusso Bressan, Wakaso, Tarantini e Rúben Ribeiro, que oscila entre as alas e frequentemente constrói o jogo ofensivo em zonas mais recuadas.

Na frente de ataque, a perda de Hélder Postiga enquanto referência fixa originou uma interessante luta entre os jovens Gil Dias e Ronan, ficando Guedes com escassos minutos em campo. Como suporte ao ponta-de-lança, o extremo cabo-verdiano Héldon ou Yazalde ocuparão uma das zonas laterais de acordo com as movimentações dos médios ofensivos da equipa.

A volubilidade do plantel potencia a utilização deste 4-4-2, não sendo de descartar, com as devidas modificações, a opção por um 4-3-3 mais rígido e de menor registo criativo.

Round 1: Besiktas

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Mais uma época e mais uma vez o Benfica está na fase de grupos da mais importante prova de clubes o mundo, a Liga dos Campeões, e o sorteio ditou que, este ano, os adversários dos encarnados fossem os turcos do Besiktas, os vice-campeões italianos, o Nápoles, e os ucranianos do Dínamo de Kiev, mas vamos primeiro aos turcos.

O ano passado foram a equipa mais regular no campeonato turco, e como tal, foram premiados com a conquista da prova, ficando à frente do Fenerbahçe e do Galatasaray, os principais candidatos à conquista da liga. Para além do título, a equipa dos ex-portistas, Ricardo Quaresma e Aboubakar, e do ex-benfiquista, Anderson Talisca, ganhou o direito a estar de regresso à Champions e com um objectivo em mente, passar a fase de grupos. A tarefa não será fácil, mas há argumentos para sonhar com isso.

A base campeã do ano passado está toda lá, e se a isso juntarmos a mística que uma prova como a Champions acarreta, é de esperar que os jogadores dêem tudo em campo. Em 2014/15 não passaram dos play-offs de acesso à fase de grupos, e a última campanha antes disso tinha sido na época de 2009/10, onde ficaram pela fase de grupos, no quarto lugar.

O registo é bem claro, com uma diferença de 28 jogos entre presenças na Liga Europa e na Liga dos Campeões, os turcos não são novos nestas andanças, mas o registo vitorioso na prova rainha dos clubes europeus não é dos melhores, contando apenas com 22 vitórias em 68 jogos.

Talisca e Aboubakar fortaleceram o atque do campeão turco; Fonte: Besiktas
Talisca e Aboubakar fortaleceram o atque do campeão turco;
Fonte: Besiktas

Sendo rara a sua presença numa fase mais adiantada da prova, os adeptos esperam que os já mencionados Quaresma, Aboubakar, e Talisca, a juntar à experiência dos centrocampistas, Hutchinson e Arslan, e ainda dos seus mais recentes reforços Gokhan Inler, proveniente do Leicester, Caner Erkin, vindo do Inter, e Antiç Nukan, que vem por empréstimo do Leipzig, possam ajudar a equipa a pontificar entre as 16 melhores da europa. O historial de confrontos dos turcos diante dos seus três adversários deste ano, não é favorável, e podemos dizer que a equipa com quem estão mais à vontade para jogar é o Benfica.

É de esperar que Quaresma e Aboubakar possam fornecer informações importantes sobre o funcionamento das águias dentro de campo, mas mais do que isso, há Talisca, jogador que até à pré-época fazia parte dos quadros do Benfica e que conhece bem a equipa que vai estar na Luz no próximo dia 13 de Setembro.

Circulação de bola lenta, saem, na maioria das vezes, a jogar pelo meio, mas com rápidas transições par as alas, na expectativa de que os extremos façam chegar a bola até ao homem da frente para o golo: esta é a forma mais comum de jogar da parte do Besiktas. Ainda assim, é preciso recordar que na época anterior, Sosa, antigo médio do Bayern de Munique, era o organizador de jogo da equipa, e na frente, havia um tal de Mario Gomez, também ex-jogador do Bayern, que foi responsável por 27 golos no campeonato turco, sendo de resto o melhor marcador.

Para este primeiro jogo os dados estão lançados. Cabe ao Benfica, com o seu favoritismo e melhor equipa, impor-se a uma formação que, apesar de ter bons argumentos, e de ainda estar no início da temporada, não apresenta mecanismos de jogo que possam superar o Benfica. Contudo, nunca fiar.

Braçadeira de Capitão

Parece que a tua frase suscitou uma acção académica, digna de estudo, onde se bifurcam as opiniões e se acende o debate. Pessoalmente devo confessar: não esperava. Ou melhor, percebo a ânsia pela caça do talento, mas não esperava o tempo em que a hipótese da tua saída surgiu. É que estávamos todos ainda a aguardar pelo desfecho quase certo do nosso argelino quando as capas dos jornais começaram a dar destaque ao teu nome.

Eu percebo essa vontade de progredir na carreira, discutir jornadas com as estrelas e ganhar em três meses o que se costumava ganhar numa época inteira. Não te condeno por isso. E como também não te acho imprudente, quase de certeza que, quando disseste aquela frase, sabias que tudo estava encaminhado. Não é que não queira a tua felicidade, mas ainda assim continuo a preferir a minha. E essa, enquanto Sportinguista, ainda passa pela tua permanência no nosso clube. Ouço muita gente dizer que apenas se adiou o inadiável. Que em janeiro se consumará a tua partida e que é melhor o Elias ir jogando aos poucos para ir tomando o gosto. Que seja.

Que esta imagem se repita muitas mais vezes, Capitão Adrien Fonte: Sporting CP
Que esta imagem se repita muitas mais vezes, Capitão Adrien
Fonte: Sporting CP

 

Para mim a questão é muito mais sobre o Sportinguismo do que sobre o estudo Técnico-Táctico. Numa anotação avulsa devo referir que admiro um jogador como o Elias, que trata a bola por tu e que, em circunstâncias normais, se assumirá como um elemento acima da média no nosso campeonato. A par disto também sei que se o nosso treinador o quis é porque sabe que te pode substituir. O problema é essa fita amarelada que levas para dentro do campo enrolada no braço. Embora haja quem a interprete apenas como símbolo de licença para coordenar as discussões junto do árbitro e ter lugar na escolha do campo ou da bola, eu sei que tu sabes que essa braçadeira significa muito mais, e que nunca, em momento algum, se a atribui sem o peso e a medida que são devidos.

Lembro-me de quando o teu nome era uma constante no futuro da nossa equipa, isto ainda nos teus tempos de Israel. Fizeste, portanto, o percurso natural que qualquer jovem tem de cumprir, tendo até a oportunidade de conhecer o gosto de sair vencedor contra o teu verdadeiro clube. É por isto que, quando te chamamos Capitão, estamos ao mesmo tempo a anunciar o teu passado e a enaltecê-lo como exemplo. Como exemplo também nos momentos onde se joga fora de campo. Depois da querela que envolveu todo o mistério da tua possível saída, era tão fácil bater o pé, exigir a saída e abrir a guerra final entre os protagonistas habituais. Mas agora não se passa nada. Não se pode passar nada. Há um campeonato para ganhar e uma braçadeira que só conhece uma medida exacta: a tua, Capitão. Depois disto não nos falta mais nada.

Um Porto de reinvenções!

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Fechado o mercado, ganha finalmente clareza a matéria prima que Nuno dispõe para atacar a liga NOS e as restantes competições. O FC Porto foi o pior dos “grandes” neste mercado de transferências, onde o Sporting CP foi claramente o melhor. Este plantel está claramente dependente da capacidade de NES em reformar e aprimorar certos jogadores.

Destes jogadores, Brahimi é claramente o caso mais expressivo, muito por conta da recusa em vender o jogador ao Everton por uma quantia bastante aliciante, mas também pelo seu avultado salário e potencial desportivo. O argelino chegou à Invicta há duas temporadas e apesar de ter deslumbrado os portistas e restantes adeptos de bom futebol na primeira época, a sua apurada técnica e os seus dribles fantásticos foram insuficientes para a manutenção do carinho dos adeptos e os elogios da crítica. O extremo foi revelando sérias limitações: a tentação de fazer tudo sozinho, a renitência em soltar a bola, as dificuldades de fazer bons cruzamentos aéreos entre outras coisas. Acima de tudo Brahimi tornou-se na pior coisa que um extremo se pode tornar: previsível. Com isso os seus dribles e artimanhas deixaram de surtir tanto efeito e tanto a crítica como o Dragão foram perdendo o encanto por ele. Agora cabe a NES e ao argelino entenderem-se e juntos poderem arranjar uma maneira de o tornar no valioso ativo que prometia ser. Creio que caso consiga polir as suas capacidades no cruzamento e aumentar o número de combinações que faz com os seus colegas de equipa, pode-se tornar num jogador extraordinário.

Será Brahimi um dos melhores "reforços? Fonte: Facebook Oficial de Brahimi
Será Brahimi um dos melhores “reforços?
Fonte: Facebook Oficial de Brahimi

Outro dos casos é Adrián. O espanhol apresenta melhorias claras em relação à sua época de estreia, ao que me parece sobretudo devido à melhoria do seu estado anímico e da sua confiança. Porém, a inexistência do papel de segundo avançado no esquema de NES sugere que o jogador oscilará por outras posições se quiser conquistar a titularidade e isso exige um trabalho profundo com o jogador no sentido de melhorar a sua adequação ao papel de avançado interior ou ao de avançado centro. Neste processo estão em jogo os 11M de euros investidos no jogador e a concorrência a Corona na extrema direita.

Silvestre Varela. O internacional português entrou neste plantel do FC Porto por ter aceite ser o que Ricardo Pereira foi umas épocas atrás: o 5º extremo e o 4º lateral. Além disso o facto de se tratar de um jogador formado em Portugal também deverá ter pesado. NES terá assim que trabalhar com Varela sobretudo em termos defensivos pois apesar de ser uma opção de recurso, com a lesão de Maxi Pereira este pode ser chamado ao serviço caso Layún seja requisitado para o flanco esquerdo.

Estes são os casos mais bicudos do plantel. Apesar de não ser tão recheado como o de SL Benfica e Sporting CP, se for bem trabalhado creio que pode ser o suficiente para voltar às vitórias.

Carta Aberta a: Slimani

Super Slim, escrevo-te com uma certa mágoa e profunda tristeza devido à notícia da tua saída mas, apesar disso, quero é agradecer-te por todos estes anos que estiveste a representar esta bela instituição leonina, por te teres tornado um ídolo a meus olhos. Fizeste-me recordar os tempos gloriosos de Acosta e do “Levezinho”, que tantas recordações trazem à nação sportinguista.

Assumo que fico triste por partires para outra aventura desportiva, porque a meu ver tu és um jogador à Sporting, és um jogador que nunca desistiu de uma bola, que nunca teve medo de arriscar e lutar em todos os jogos que disputou, foste um atleta que mostrou sempre enorme ambição e paixão pelo futebol…. Jogadores como tu, no futebol moderno, são raros.

Os sportinguistas torcem para que Slimani continue a voar alto Fonte: Sporting CP
Os sportinguistas torcem para que Slimani continue a voar alto
Fonte: Sporting CP

Nunca me irei esquecer dos teus cabeceamentos acutilantes, dos teus remates certeiros que ajudaram a resolver jogos decisivos (como o exemplo da final da Taça de Portugal), do teu posicionamento ofensivo e muito menos da tua persistência atacante que valeu bastantes alegrias a toda a família sportinguista. Nunca irei esquecer as 57 vezes que entrei em êxtase por tua causa.

Apesar de seguires outro rumo desportivo, vou estar sempre atento aos teus jogos, tão atento como quando estavas no Sporting Clube de Portugal… Slimani, nunca te esqueças: a família Sportinguista continuará sempre a torcer por ti como se ainda fosses da casa. Se continuares a ser aquele avançado com uma grande veia goleadora capaz de ultrapassar qualquer “Cabo das Tormentas” e com aquela ambição inabalável, irás ser bastante acarinhado e feliz em Inglaterra.

Para finalizar, quero dizer-te que a porta verde e branca estará sempre aberta para ti, serás sempre bem recebido no reinado leonino, porque todos nós sabemos que sabe sempre bem voltar a casa e principalmente onde fomos felizes.

João Mário para dar rumo aos nerazurri

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Dele se diz ter pés de veludo. João Mário é daqueles jogadores que qualquer treinador gosta de ter ao seu dispor. Tanto a atuar encostado a uma das linhas, como no centro do terreno, cumpre com grande rigor tático as suas funções, de uma forma até pouco habitual, para quem tem somente 23 anos. Com uma capacidade técnica acima da média, tem a inteligência necessária para não se perder em dribles e soltar o esférico quase sempre na hora certa.

Aquando da formação de um jogador, um dos pontos em que os treinadores mais insistem é em jogar de cabeça levantada. E nisso João Mário é exímio, dá a sensação que consegue fazer um jogo inteiro sem olhar para o relvado, sabe de cor onde cada colega de equipa anda. Dessa forma, como que percebe quais as zonas do terreno a pisar em função do que vai sucedendo em campo.

Depois de uma época fantástica ao serviço do Sporting, que culminou com a conquista do campeonato da Europa, onde foi das peças mais importantes ao serviço da seleção nacional, chega ao futebol italiano. Chega a um Inter que parece não descobrir o caminho para o título. Os nerazurri levam já 6 anos de jejum e esta época começaram com uma falsa partida. Apesar dos milhões gastos todos os anos (o fair play financeiro colocou mesmo em risco a transferência do português), o clube italiano parece andar meio à deriva e no meio de constantes tempestades. Prova disso é a troca de treinador ainda antes da época arrancar. Roberto Mancini fez toda a pré-época, mas foi Frank de Boer a iniciar as competições oficiais sentado no banco.

O técnico holandês chega ao comando da equipa sem qualquer experiencia em ligas mais poderosas (5 épocas completas no Ajax e uma breve passagem como adjunto pela seleção das tulipas). Não se adivinha uma tarefa fácil, o Inter na época passada ficou a 24 pontos da campeã Juventus e nunca apresentou um futebol que agradasse aos adeptos.