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Sporting CP 2-1 FC Porto: Banho tático

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A FIGURA:

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

 

Bruno César – Indiscutivelmente o melhor em campo. A partir do momento em que Jorge Jesus ajustou a sua posição no terreno, assumiu um papel preponderante no jogo ofensivo dos leões. Entrou para o clássico como uma das surpresas de Jorge Jesus e saiu, inegavelmente, como a peça fundamental. Xeque-mate.

GD Estoril-Praia 1-3 SC Braga: As invenções de «Zé Fabiano Carioca»

Cabeçalho Futebol Nacional

A FIGURA

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Pedro Santos – Que início de época absolutamente fantástico! Mais um golo de encher o olho! Soberba exibição e com muita classe. Excelente.

Carta Aberta a: João Mário

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Caro João Mário Naval da Costa Eduardo… Ou João Mário, como sempre te “conheci”:

Há paixões que nunca se esquecem, amores que perduram e memórias a relembrar. Pode parecer quase o início de uma carta de amor para ti mas, descansa, não é. O que nos une é o amor pelo nosso Sporting Clube de Portugal.

Diziam que te ias embora. Corriam rumores de que ias trocar Lisboa por Milão, de que ias mudar a tua casa de Alvalade para San Siro. Era bom que não fosse assim, não era? Era bom que ficasses a defender as riscas verdes e brancas em vez de ficares a defender as azuis e negras. Mas, como a todos os filhos, vamos ter de largar a tua mão e deixar-te voar.

Levantaste voo em França: jogo após jogo foste mostrando todas as valias a que nos habituaste tanto; a nós, sportinguistas, bem como aos adeptos de outros clubes, por muito que a maior parte não queira admitir. Gostavam de ti como o João Mário, o médio da seleção, aquele que espalhava magia e classe como há muito tempo não se via; já como o João Mário, aquele com as mesmas características que o da seleção, o que jogava de leão ao peito, havia melhores e com mais potencial, que fariam mais dinheiro para outros clubes e não para nós. A diferença entre nós e eles, João (trato-te assim pela facto de a nossa diferença de idades não ser assim tão grande e por pertencermos à mesma família), é que nunca te vimos como uma máquina de fazer dinheiro; para nós, João, sempre foste um dos nossos meninos de ouro, que tentámos proteger a todo o custo. Eu acredito em ti e defendo-te com garras e dentes quando falam mal de ti, porque tu, mais do que muitos que jogam no nosso clube, sempre o mereceste. Sempre deste tudo de ti dentro e fora do Sporting.

João Mário Sporting CP
João Mário foi ovacionado aquando da sua saída, aos 90 minutos, no último jogo
Fonte: Sporting CP

Diziam que te ias embora. Não sabia se era verdade ou mentira, se estava por horas, dias ou semanas. Mas a ti, João, quero fazer um pedido público, que fica registado, quer tenha a sorte de o leres ou não: mostra o que tens sido e nunca te movas nas redes do dinheiro, como acho que nunca o tens feito. Mostra que ainda tens a raça de leão dentro de ti e que sabes o que queres para o teu futuro. Eu, como sportinguista, vou acompanhar sempre o teu percurso. Decidiste que isto seria o melhor para ti, e eu aceito o facto de teres decidido voar. Não digo mais alto ou mais baixo, porque aí as opiniões divergem. Pode ser o começo da viagem da tua vida, tanto profissional como pessoal. Poderá ser uma nova experiência.

A minha voz é a última a contar, eu sei. Gostaria de te ver esta época a jogar com as nossas cores. Partiu-me o coração, e de certeza que a mais uns milhares, ver aquela ovação como uma espécie de despedida no fim-de-semana passado. Não quis acreditar. Ainda não quero acreditar que é uma realidade.

Eu acredito que vais continuar a torcer por nós. O bichinho ficou e de certeza que se vai manter. Só espero que nunca deixes de acreditar que querem o teu bem.

Sobretudo, quero ver-te como um jogador feliz. A fazer aquilo de que mais gostas e a defender as cores do clube que te recebe. Eu irei sempre ver como te está a correr a temporada; estarei a torcer para que sejas mais e melhor, para que superes os desafios que te propõem e para que nunca deixes de pensar no que poderás fazer.

Diziam que te ias embora mas, para mim, és e ficarás sempre leão.

De uma pessoa que espera que voltes a vestir um dia as nossas cores,

Marta Reis

 Foto de Capa: Sporting CP

Rio’2016: A culpa não é só deles, é de todos nós!

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O Rio’2016 acabou e Portugal não teve uma grande prestação, a verdade é esta. Partiu-se com boas esperanças mas os resultados, em alguns casos, não foram os melhores, apesar de algumas boas surpresas como José Carvalho no K1 Slalom.

Estivemos perto das medalhas em vários casos mas o facto é que apenas trouxemos uma medalha do Rio’2016, quando o objetivo seria duas, segundo o contrato-programa existente, logo não podemos dizer que tenha sido positiva a presença no Brasil.

Em Londres’2012 Portugal conseguiu uma prata e nove diplomas, enquanto este ano, no Rio’2016, conseguiu um bronze e 10 diplomas, um resultado que para as entidades oficiais é melhor e que tendo a concordar, apesar da medalha conquistada ser de um nível inferior. No entanto, no final saímos do Brasil como entrámos, uma medalha por edição, o que é manifestamente pouco, muito pouco, para um país como Portugal. A desculpa de país pequeno não pega, esta não é razão para tão poucas medalhas na nossa longa história olímpica.

Portugal ficou em último no ranking de medalhas Fonte: Google
Portugal ficou em último no ranking de medalhas
Fonte: Google

O certo é que agora a sociedade critica tudo e todos por apenas uma medalha, os Desportistas criticam tudo e todos pela falta de condições mas na realidade ninguém faz nada para mudar esta situação.

As expectativas saíram defraudadas mais uma vez, como saíram em 2012, mas porquê? A maioria culpa a falta de condições de treino e de apoios monetários, são importantes, sim, mas não são únicas, são talvez apenas uma das partes mais visíveis do problema, que, infelizmente, penso que agora só voltará a ser levantado no pós Tóquio’2020, quando nos voltarmos a perguntar porque não obtivemos bons resultados, esquecendo que não fizemos nada enquanto sociedade para mudar os resultados.

Fomos todos incompetentes

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O Arnold, desta vez, não chorou – e ainda bem que o destino lhe fez a vontade. Fico sempre constrangido, sem reacção e palavras, perante as imagens de um homem feito a desfazer-se em lágrimas (e este mês já me chegaram alguns olímpicos mais sensíveis). O Setúbal visitou a Luz, fez o seu joguinho, utilizou as suas armas, com faltas e faltinhas, cãibras e outras maleitas ligeiras, marcando um golinho – e nenhum tribunal reparou que, nesse lance, a bola é enviada para um atacante em fora-de-jogo de dois metros que, embora não se fazendo ao lance, é, no momento do passe (que define a aplicação da regra), o óbvio receptor do mesmo? –, abusando do useiro anti-jogo, beneficiando da complacência do juiz – que, sabe-se agora, é prova de coerência do novo paradigma de nomeações do futebol português – e, bem fechadinho lá atrás, conquistou, com o mérito que alguns especialistas lhe dão, um preciso ponto na luta pela manutenção.

Este empate é doloroso – é-o sempre quando a nossa equipa faz por ganhar. No entanto, importa compreender a posição adversária: as suas fragilidades e limitações. Cada qual dá aquilo que tem, faz aquilo que pode, e foi exactamente isso que o Setúbal fez; ao contrário do Benfica, que pode melhorar, tem de melhorar e, arrisco mesmo dizê-lo, vai certamente melhorar. O melhor, portanto, é deixar a vida acontecer, dentro e fora do campo, o mais rapidamente possível, esperando que a próxima jornada nos traga um Benfica mais competente e próximo daquele que – e como às vezes me adoro repetir! – conquistou três campeonatos consecutivos e oito dos últimos 12 títulos disputados em Portugal.

O (l)ouro, finalmente!

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Cabeçalho Liga Brasileira

A seleção brasileira de futebol venceu a medalha de ouro destes Jogos Olímpicos 2016. Era o único título que faltava à seleção canarinha. Os brasileiros, nos dias que correm, brincam e pedem para que seja inventado um novo torneio de futebol, pois o escrete já venceu todos aqueles que existem.

A campanha do Brasil foi, pode-se dizer, meritória. Em seis jogos (três na fase de grupos e mais três no “mata-mata”) sofreu apenas um golo – precisamente na final. E se é verdade que esteve em branco contra os modestos Iraque e África do Sul (ambos 0-0), a seleção de sub-23 do Brasil acabou por ser o melhor ataque da prova, com uns impressionantes 13 tentos, nessas mesmas seis partidas disputadas.

A festa ficou mesmo em casa Fonte: Liberal
A festa ficou mesmo em casa
Fonte: Liberal

É verdade que a FIFA nunca deixará que o Comité Olímpico Internacional (COI) ofusque os seus torneios. Se pensarmos que, não raras vezes, na maioria dos desportos como as provas de atletismo, natação, equitação, e até mesmo o andebol, vólei, ou basquetebol, existe uma maior projeção ao ser-se campeão Olímpico do que campeão Mundial, no futebol isso não acontece. Aliás, eu diria até que ser campeão continental (Europeu ou Americano, por exemplo), é muito mais importante do que ganhar uma “mera” medalha de ouro nas Olimpíadas. Até porque esse ouro é só um. Não é dividido pelo número de atletas que compõem essa seleção.

Sporting na Champions: Entre os melhores da Europa

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Quando ficaram definidos os potes para o sorteio, já se adivinhava vida difícil para o Sporting. Mesmo assim ainda havia uma réstia de esperança em podermos encontrar no pote 1 equipas como o Leicester, ou no pote 2 Sevilha e Bayer Leverkusen. Não que sejam equipas fáceis, mas são menos difíceis que as outras, teoricamente.

Como eu, muitos sportinguistas também tentaram encontrar as melhores opções para grupos acessíveis, como se isso fosse possível. Outros, pelo contrário, achavam que esse exercício não servia os intentos de um dos lemas do nosso clube: “Ser tão grande como os maiores da Europa”.

Ora bem, os deuses da Champions, como na maior parte das vezes, ouviram os desejos desses últimos e colocaram no caminho do Sporting duas das melhores equipas dos melhores e mais competitivos campeonatos de futebol do mundo, tanto em termos desportivos como financeiros.

O Real Madrid é só o clube mais rico do mundo, tem o melhor jogador do mundo, é o actual campeão europeu, e pouco mais será necessário dizer. Só falta dizer que tem 11 “canecos” desta competição nas suas vitrines.

O Borussia Dortmund é uma das melhores equipas alemãs. Não podemos dizer que é a melhor simplesmente porque à sua frente tem um super Bayern Munich, fruto da enorme capacidade financeira. Para apresentar um pouco melhor esta equipa basta dizer que nos últimos anos o Dortmund tem conseguido bater o pé a essa super equipa. Podemos ainda dizer que o Dortmund alia o poder físico do jogo alemão a um futebol mais tecnicista, com jovens valores.

Já agora aproveito para referir também que os orçamentos destas duas equipas ultrapassam largamente os 100 milhões de euros.

Olympiacos FC 2-1 Arouca FC: O fim de um início

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A FIGURA

Fonte: Arouca FC
Fonte: Arouca FC

Lito Vidigal – A sua equipa era tecnicamente mais modesta, o ambiente seria adverso e trazia da primeira mão uma desvantagem de 1-0. Não se atemorizou. E passou o estado de espírito para o esquema táctico, assente em maior ousadia ofensiva, mais exposto a riscos. Os seus jogadores absorveram a mensagem e bateram-se como se tivessem as mesmas responsabilidades do Olympiacos.

À descoberta de Campbell

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O universo sportinguista foi esta semana brindado com uma bela surpresa… O empréstimo do internacional costa-riquenho Joel Campbell, oriundo do Arsenal, e reforço para o sector ofensivo dos leões. Trata-se de um jogador que vem com “ganas” de se impor no clube e no futebol português para mostrar de uma vez por todas a Wenger que tem qualidade suficiente para jogar no clube londrino.

Para além de surpreso fiquei bastante agradado pela sua vinda porque me lembro do excelente Mundial que fez no Brasil, onde a equipa da Costa Rica chegou aos quartos-de-final pela primeira vez nesta competição. Vem-me à memória também a bela época que fez no Olympiakos, onde foi bastante consistente, e acima de tudo foi constante, tendo marcado 11 golos (sendo que o golo que marcou ao Manchester United foi um hino ao futebol).

Joel Campbell, apesar de não ter conseguido singrar no Arsenal (tendo sido emprestado quatro vezes), mostrou a sua qualidade no Mundial’2014 e no campeão grego Olympiakos, como já referi. Demonstrou que é um excelente atleta, um tecnicista veloz com uma grande visão de jogo e com um pé esquerdo de fazer inveja aos deuses do futebol. O costa-riquenho é bastante versátil no panorama ofensivo, podendo descair para as alas ou fazer de segundo avançado, jogando neste caso para Islam Slimani.

O Dossier Luisão

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Pelo título parece que estamos perante um caso jurídico de uma complexidade tal que daqui a uns anos um realizador de Hollywood vai pegar nisto e fazer um filme de suspense de nos deixar pregados à cadeira. Contudo, e apesar de ser um tema delicado, não é motivo para tanto filme.

O Capitão, como hoje em dia é conhecido pela massa associativa benfiquista, chegou à Luz no verão de 2003 a troco de um milhão de euros pagos ao Cruzeiro de Belo Horizonte. Ora nesta altura Luisão tinha 22 anos, já se tinha sagrado campeão no Brasil, e era uma opção para a selecção brasileira. No primeiro ano de águia ao peito teve algumas dificuldades em adaptar-se, mas no segundo ano começou a demonstrar o seu verdadeiro valor e a impor-se como o chefe da defesa encarnada, e recordar ainda que nesse ano marca golo do título frente ao Sporting, mas as melhorias de Luisão não ficaram por ali. A qualidade e importância do central brasileiro na manobra de jogo do Benfica era tanta, que, em 2006, foi lhe conferida a braçadeira de capitão.

O capitão encarnado a concentrar-se momentos antes de mais um jogo Fonte: SL Benfica
O capitão encarnado a concentrar-se momentos antes de mais um jogo
Fonte: SL Benfica

Daqui para a frente Luisão tornou-se naquilo que é hoje, um ícone. Um jogador que daqui a uns anos falaremos dele no mesmo tom que falamos de Coluna, Simões, Preud-Homme, entre outros. Só não tem o mesmo estatuto que Eusébio, porque não ganhou numa Liga dos Campeões pelo Benfica, senão, não haja dúvidas de que Luisão seria um jogador tão aclamado como o Pantera Negra.

Agora, coloquemos os campeonatos ganhos, os jogos ao serviço do Benfica, o carisma que ele tem porque, caso contrário, se não o tivesse jamais seria capitão, vamos pôr isso tudo de parte e vamos ao fundamental da discussão: Nestes últimos dois anos, Luisão rendeu tanto como nos anos anteriores? Não. Qual é o habitué do Benfica, e de outras equipas, em relação a jogadores que não rendem o que deviam? Vendê-los. Claro que me podem dizer que é a idade que não permite ao Luisão ter o mesmo tipo de rendimento que tinha há uns 3 ou 4 ou mais anos atrás, mas então aí a culpa é da SAD do Benfica, que quando teve a oportunidade de o deixar sair por 8 milhões para a Fiorentina, não o fez. Preferiu manter um jogador com estatuto, do que vendê-lo e ir à procura de outro, mais novo, que rendesse mais.

Contudo, o caso aqui nem é esse. O Benfica manteve Luisão, e pelo caminho, e à medida que ele foi perdendo algumas qualidades, foi ganhando jogadores capazes de suportar a saída do Capitão. Verdade que nenhum deles é tão bom como Garay o era, e digo isto porque esta semana voltou-se a falar de um eventual regresso do central argentino aos quadros da Luz, mas ainda assim o Benfica não está mal servido.

Lisandro Lopéz já deu a ideia de que é um miúdo com valor, Lindelof há-de ser nesta altura o central com mais créditos que o Benfica tem, ou não tivessem andado os tubarões do futebol europeu atrás dele o verão todo, e depois temos Jardel que é claramente o substituto de Luisão tanto na braçadeira como no papel de patrão da defesa, e que apesar dos seus 30 anos, ainda deve durar mais uns dois ou três anos de águia ao peito, tornando possível uma nova transição na defesa e no estatuto de capitão.

Dá a ideia de que toda esta situação está a ser tratada com um tom de ingratidão, mas se formos a ver é um processo perfeitamente natural na vida de um jogador de futebol. Eu também acho que dadas as circunstâncias o Luisão deve ser tratado com o devido respeito, agora, como adepto benfiquista, quero é ver esta situação resolvida o mais depressa possível e da melhor forma e isso, aparentemente, passa por uma renovação, definitiva, da defesa.