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Vilafranquense 0-4 Sporting: Estreias e confirmações na Amoreira!

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O Sporting iniciou hoje da melhor maneira a defesa da Taça de Portugal ganha em maio passado. A equipa leonina goleou o Vilafranquense e, além do bom resultado, foram os jovens o grande destaque da partida. Mas já lá vamos…

Jorge Jesus colocou em campo um misto de jogadores habituais com alguns menos utilizados. Na defesa, à frente do guarda redes Marcelo Boeck, Ricardo Esgaio e Jefferson cederam os seus lugares a João Pereira (mais um jogo abaixo das expetativas) e Jonathan Silva, enquanto Paulo Oliveira e Ewerton (ambos regressados de lesões) formaram a dupla de centrais. No centro do terreno, o capitão William Carvalho ocupou o seu “trono” habitual, mas desta vez teve à sua frente um estreante: Bruno Paulista. O jovem vindo do Bahia cumpriu os seus primeiros minutos de leão ao peito e mostrou algumas qualidades, principalmente na pressão sobre o adversário e na recuperação de bolas. A nível do passe, esteve um pouco trapalhão. Na frente, Aquilani jogou no apoio a Montero, enquanto as alas ficaram entregues a Carlos Mané e Matheus Pereira.

Foi precisamente o jovem brasileiro que começou a mexer com o jogo. Na sua segunda aparição a titular, depois de se ter estreado em Istambul, Matheus Pereira bisou em menos de 20 minutos. Com dois remates de pé esquerdo dentro da área (destaque também para o excelente cruzamento de Jonathan Silva no segundo golo), o jovem extremo desbloqueou o encontro a favor do Sporting, que dominou os 90 minutos de forma clara. A partida desenrolava-se maioritariamente no meio campo do Vilafranquense, com William Carvalho e os centrais a eliminarem todas as tímidas ameaças que a equipa do Pró-Nacional ia produzindo. Por isso, não foi surpreendente a chegada do terceiro golo ainda antes do intervalo. Após um canto de Aquilani, Bruno Paulista saltou mais alto que todos e cabeceou para as redes de Nélson Pinhão. Antes disso, o guarda redes negou o golo de uma vida a Carlos Mané. O “36” verde e branco tentou um chapéu do meio campo e a bola ia entrar perto do ângulo. Contudo, Pinhão recuperou rapidamente e evitou o festejo do internacional sub 21 português.

Bruno Paulista fez a estreia absoluta na equipa principal e coroou-a com um golo. Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal
Bruno Paulista fez a estreia absoluta na equipa principal e coroou-a com um golo.
Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal

À entrada para a segunda parte, Jesus colocou em campo um dos jogadores mais queridos entre os sportinguistas: Junya Tanaka. O japonês entrou para o lugar de William, fazendo assim com que Paulista recuasse para “6” e Aquilani para “8”. Sem surpresa, o Sporting continuou a dominar, mas sem acelerar muito. Contudo, a entrada de Gelson Martins para o lugar de Matheus veio dar outra alegria ao jogo e começou o festival de Nélson Pinhão. O guarda redes negou o golo várias vezes a Montero e a Gelson, deixando mesmo o avançado colombiano à beira de um ataque de nervos por não conseguir marcar.

Até ao fim, destaque para o 4-0, apontado por Gelson num remate rasteiro após assistência de Carlos Mané e para uma excelente mancha de Marcelo Boeck a evitar o golo de Luquinhas, o melhor jogador de campo da equipa da distrital.

Em suma, foi um jogo sem grande história e que valeu pelas boas prestações e golos dos jovens Matheus Pereira, Bruno Paulista e Gelson Martins e pela competição dada a Paulo Oliveira e Ewerton, que provavelmente farão dupla de centrais dentro de uma semana, no dérbi eterno.

A Figura:

Matheus Pereira – O jovem brasileiro apontou dois golos de rajada no início do jogo, desbravando caminho para a vitória leonina. Além disso, evidenciou muito bons pormenores técnicos em jogadas de 1×1. Numa altura em que Carrillo continua (quanto a mim, merecidamente) de fora, Matheus mostra que pode ser mais uma opção válida para a posição de extremo.

O Fora-de-Jogo

João Pereira – O lateral direito continua muito longe de uma forma aceitável para lutar pelo lugar de titular. Claro que a nível defensivo não teve muitos problemas hoje, mas a nível ofensivo esteve quase sempre mal. Em jogos mais renhidos e em que o Sporting esteja aflito para marcar, isto pode levar os adeptos leoninos ao desespero…

Foto de Capa: FPF

Futsal: Benfica 2-1 Sporting – Vitória da astúcia sobre o esforço leonino

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cab futsal

O derby começou de forma muito intensa, como já é habitual, com o Sporting Clube de Portugal a querer tomar conta das incidências da partida logo desde o início e consequentemente a criar algumas ocasiões, com Juanjo a demonstrar que é um guarda-redes de classe mundial. Apesar da intensidade verificada na partida, notou-se sobretudo a ausência de Rodolfo Fortino, expulso na jornada anterior, para o lado leonino, e de Chaguinha, a contas com uma lesão muscular, para o lado do Sport Lisboa e Benfica, assim como Rafael Hemni, expulso no reduto do Boavista por agredir um adversário. Após esse início mais forte dos leões, o Benfica equilibrou a contenda e conseguiu, através de Fábio Cecílio, o único golo da primeira parte, quando faltavam apenas 10 segundos para o intervalo.

A toada do jogo manteve-se na segunda metade, com o Sporting agora a correr atrás do marcador e a ter de assumir riscos, mas o certo é que aos 8 minutos da segunda metade Miguel Ângelo marcou o golo do empate, num lance em que o jogador leonino engana o guarda-redes espanhol do Benfica, que contava com um cruzamento e foi assim traído. Pouco depois, Alessandro Patias é expulso e os encarnados foram forçados a defender e a evitar o golo do Sporting, que jogava em superioridade numérica. O objetivo foi cumprido e logo no lance em que o Benfica fez entrar o seu 5º elemento, num rápido contra-ataque, Gonçalo Alves finalizou da melhor maneira e recolocou as águias no comando do marcador, quando faltavam cerca de 6 minutos para acabar o jogo.

Até ao fim, o Sporting arriscou no 5×4 mas não foi capaz de inverter o marcador, muito em parte graças ao jogo inspiradíssimo do guarda-redes encarnado Juanjo, que assinou uma exibição magnífica, a fechar a porta ao Sporting sempre que o perigo rondava a baliza benfiquista.

Quero aproveitar para felicitar também o técnico Joel Rocha, que provou mais uma vez que os treinos servem para criar mecanismos na equipa capazes de surpreender os adversários, e o 1º golo é um bom exemplo disso, conforme o jogador Fábio Cecílio admitiu na “flash-interview”, que o lance do golo foi preparado na pausa técnica.

                         Um dos grandes obreiros do triunfo suado do Benfica, Joel Rocha Fonte: facebook “ SLB-modalidades”
Um dos grandes obreiros do triunfo suado do Benfica, Joel Rocha
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Num jogo que, face ao peso que tinha, acabou por não ser muito bem disputado em alguns momentos, e a verdade é que o mais importante era ganhar, algo que o Benfica conseguiu. A “nota artística” fica para outros jogos, pois agora, isolados no comando, os encarnados irão ter outra confiança para continuar a disputar todas as competições em que as águias estão inseridas (campeonato, taça de Portugal e UEFA futsal Cup).

Liga Inglesa: Tottenham 0–0 Liverpool – Klopp começa a pôr mãos à obra!

cab premier league liga inglesa

O Liverpool empatou hoje 0-0 no mítico White Hart Lane, frente ao Tottenham. No jogo que marcou a estreia de Jürgen Klopp como técnico dos “reds”, o empate foi até um mal menor para o Liverpool, que se apresentou muito desfalcado.

Sem poder contar com elementos importantes na equipa, como Jordan Henderson, Benteke, Lovren ou Daniel Sturridge, Klopp montou uma equipa numa espécie de 4-3-3, com Lucas Leiva, Milner e Emre Can no meio  campo, e Lallana e Coutinho a tentarem apoiar Divock Origi, que foi a referência ofensiva da equipa. Na defesa, Alberto Moreno voltou a ser lateral esquerdo, depois de Brendan Rodgers ter preferido Joe Gomez no início da época.

O Liverpool até entrou bem no jogo, pressionante, sem deixar que o Tottenham entrasse nos últimos 40 metros com a bola devidamente controlada. À passagem dos 10 minutos, ocorreu aquela que viria a ser a melhor oportunidade dos “reds” ao longo de todo o jogo. Após um canto de James Milner, Origi cabeceou à barra da baliza de Lloris. Depois, o Tottenham foi subindo no terreno e pôs a nu uma das maiores fragilidades do Liverpool: a falta de uma referência, um portento físico, à frente do seu setor defensivo. Tendo em conta que estamos a falar do campeonato inglês e que Skrtel e Sakho são limitados tecnicamente, é necessário que o pivot defensivo seja, ao mesmo tempo, um jogador forte a nível físico e um elemento que saiba transportar e construir jogo ofensivo. Ora bem, é isso que o Liverpool não tem nesta altura. Lucas Leiva é um bom jogador, mas não é nenhum “tanque” e já vai deixando alguma coisa a desejar a nível construtivo. Como Milner e Emre Can também nunca se conseguiram destacar, o jogo do Liverpool “emperrou” constantemente no meio campo.

A equipa tinha garra e pressionava os “Spurs”, mas, quando ganhava a bola, não havia grandes ideias e assim não houve maneira de obrigar Hugo Lloris a ter muito trabalho. Quem teve esse trabalho foi Simon Mignolet. Tenho de tirar o meu chapéu ao guarda redes que tanto critiquei quando chegou a Anfield Road. O belga esteve impecável na tarde de hoje e começou a dar espetáculo na primeira parte. Primeiro perante uma trivela de Clinton Njie, depois perante Harry Kane. Em ambas as situações, Mignolet fechou a baliza com muita qualidade. Voltou a repetir o feito aos 84 minutos, com mais uma enorme defesa a negar as intenções de Kane.

: Mignolet disse “presente” no primeiro jogo de Klopp ao comando do Liverpool Fonte: Facebook oficial do Liverpool FC
: Mignolet disse “presente” no primeiro jogo de Klopp ao comando do Liverpool
Fonte: Facebook oficial do Liverpool FC

Como tinha muitas baixas, Klopp tinha vários jogadores menos utilizados no banco, entre eles o jovem português João Carlos. O médio formado no Sporting foi convocado pelo técnico alemão, mas acabou por não sair do banco de suplentes durante todo o encontro. Esperemos que João Carlos vá tendo mais minutos esta época, começando a cimentar o seu lugar na Premier League. Já Jürgen Klopp vai ter muito trabalho para colocar o Liverpool novamente na alta roda do futebol inglês, mas pelo menos a equipa mostra uma atitude mais positiva perante o jogo, tentando apagar a monotonia que se tinha instalado no consulado de Brendan Rodgers.

A Figura:

Simon Mignolet –  O guardião belga foi o jogador mais decisivo da partida, com três excelentes defesas a evitar golos do adversário. Mignolet atravessa uma ótima fase, sendo uma das principais figuras da sua equipa, e após ter substituído Thibaut Courtois na seleção do seu país, enqaunto este está lesionado.

O Fora-de-Jogo:

Harry Kane – O avançado inglês não conseguiu ainda chegar ao nível apresentado na época anterior, e hoje teve duas oportunidades. Se na segunda o maior mérito é de Mignolet, na primeira é mais demérito de Kane. O avançado inglês tinha de ter feito muito melhor: estava praticamente isolado mas apenas rematou à figura. Se o Tottenham quer fazer figura esta temporada, precisa de ter o seu ponta de lança na melhor forma…

Regressar em festa à festa do Futebol Nacional

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a norte de alvalade

Para atenuar os efeitos do síndroma de abstinência entretanto instalado, o futebol nacional regressa este fim-de-semana. Será, como convém nestas circunstâncias, servido em dose aligeirada, para que os adeptos não se ressintam, mas em volume suficiente para preparará-los para o grande embate que é o dérbi, que ocorrerá no fim-de-semana seguinte.

Não será apenas pelo respeito que é devido a todos os oponentes em qualquer competição desportiva, mas também por uma certa tradição que é a ocorrência de resultados inesperados praticamente em todos os anos da prova, que o Sporting deve encarar o embate com o Vilafranquense com seriedade. O dérbi só chegará depois desse jogo; é bom que isso esteja na cabeça dos jogadores. Com este aviso à navegação não se pretende agoirar um mau resultado mas tão somente lembrar como tudo é eventual no futebol até o árbitro apitar para o fim do jogo.

O Sporting tem a ambição de voltar a vencer a Taça... Mas não pode descuidar-se com o Vilafranquense.  Fonte: Facebook Oficial do Sporting CP
O Sporting tem a ambição de voltar a vencer a Taça… Mas não pode descuidar-se com o Vilafranquense.
Fonte: Facebook Oficial do Sporting CP

Para exemplificar o que acabo de dizer acima, e aproveitando para fazer uma pequena revisitação à nossa história, lembro um dos nossos piores desaires. Não foi vivido por mim, mas os diversos Sportinguistas que tiveram essa infeliz oportunidade e que fizeram o favor de a testemunhar fizeram-no com tal veemência que acabou por me marcar. Falo da derrota ante o Tirsense, ocorrida no dia 17 de Abril de 1949.

É difícil não imaginar que quando a equipa deixou Lisboa em direcção “à província” ninguém terá pensado por um minuto que fosse em quem era o Tirsense. A equipa de Santo Tirso militava então na longínqua 3.ª divisão nacional, e nós carregávamos a até aí inédita proeza de nos termos sagrado tri-campeões nacionais, onde pontificavam então os Cinco Violinos (Jesus Correia, Vasques, Albano, Peyroteo e Travassos).

Éramos considerados uma das melhores equipas da Europa e aprestávamo-nos para jogar a final da primeira edição da Taça Latina, com o Barcelona. Era provavelmente aí que estaria a cabeça dos jogadores e quiçá dos responsáveis. E foi por aí que ficámos nessa edição, onde havíamos chegado como titulares do troféu pela terceira vez consecutiva. Provavelmente foi por aí que começámos a perder também a final da Taça Latina, que a equipa da cidade catalã haveria de vencer por 2-1.

Mas deixemos cair a cortina do tempo sobre a história e centremo-nos na competição que este fim-de-semana começa e da qual somos novamente os vencedores em título. Porque, afinal, a Taça é também a festa do futebol nacional.

É impossível esquecer a alegria esfuziante que aquele momento significou para todos nós, em particular os que tivemos o privilégio de viver a montanha russa de emoções que culminou com o levantar do troféu e os dias que se seguiram. Não é demais também lembrar a importância daquele momento, por representar o regresso às conquistas importantes no futebol, reconquistando simultaneamente a vice-liderança na hierarquia dos vencedores da competição, que foi nossa por muitos anos e que havíamos deixado fugir paulatinamente.

Foto de capa: Facebook Oficial do Sporting CP

O cheiro a Taça e a mar

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cabeçalho fc porto

Antes de começar a percorrer as linhas deste texto, aqui fica o aviso, caro leitor: sou um fã ávido da Taça de Portugal. Por tudo aquilo que representa, mesmo que não tenha o encanto de outros tempos já há muito idos, continua a ser, no meu imaginário (e sei que no de muitos mais), a prova-rainha, a fonte das maiores surpresas e dos heróis inesperados. Vamos avançar?

Falando de coisas sérias: o FC Porto inicia a campanha deste ano na Póvoa de Varzim, cidade de futebol, e de tardes históricas. É ou não é o Varzim um dos clubes mais badalados e respeitados da esfera futebolística lusa? Teste de dificuldade média-baixa para os pupilos de Lopetegui, que vão defrontar um clube recém-promovido ao segundo escalão do nosso futebol, mas que vai entrar em campo cheio (não, repleto!) de “ganas”. Ou não fosse o visitante um rival histórico.

Oportunidade para o técnico basco dar minutos a nomes menos utilizados? Sim. E, acima de tudo, dar descanso aos mais rodados. A semana foi de seleções, e alguns passaram-na do outro lado do globo. O cansaço é inimigo certo, e, por muito que Lopetegui diga que “os jogadores estão prontos para jogar a qualquer momento”, sabemos que em termos práticos nem sempre funciona assim.

Conhecendo a convocatória, deteto imediatamente pecado capital – Sérgio Oliveira não integra a comitiva. Ora pois, que lógica tem? Logo numa altura em que tão elogiada tem sido a política de aposta pouco receosa nos jovens valores e afirmação, consumada ou iminente, dos próprios… O médio ex-Paços de Ferreira foi formado no Dragão e é de qualidade comprovada, conforme se viu no último Europeu de sub-21. Maturidade acima da média, noção tática e remate. Não vai jogar contra os poveiros. Outra oportunidade surgirá? Assim espero.

Sérgio Oliveira (à direita) não foi convocado e terá de esperar por nova oportunidade Fonte: Página do Facebook de Sérgio Oliveira
Sérgio Oliveira (à direita) não foi convocado e terá de esperar por nova oportunidade
Fonte: Página do Facebook de Sérgio Oliveira

Valerá ver Helton de regresso à baliza; é sempre um misto de saudosismo e garantia de qualidade ver o capitão entre os postes. Cissokho quererá agarrar segunda oportunidade depois de desastrada exibição nos Barreiros, já em agosto. Herrera e Varela voltarão com novo fôlego? E Bueno, que tempo de amostra teremos desta vez para avaliar o espanhol?

Importantíssimo: assegurar a concentração e consolidar processos de jogo. Se a vitória tem de ser uma certeza, pelo menos que venha acompanhada de laivos de brilhantismo, mesmo que o entrosamento seja pouco. O adversário é mais fraco, mas não há tempo para adormercer. “Nesta competição não há segunda vez”, disse o mister. E é para ganhá-la. No Jamor!

Uma nota final para a partida de terça-feira, já mais exigente, ou não fosse de Liga dos Campeões. FC Porto claramente mais valoroso a nível individual e coletivo, mas recomenda-se cautela frente a um Maccabi matreiro. Um avançado de tarimba internacional, bem conhecido de muitos portugueses (eles sabem quem são), Eran Zahavi. O experiente, mas duro de rins, Tal Bem Haim na defesa, e o homónimo na ala. Mas quem vence o Chelsea e empata em Kiev tem obrigação de vencer estes israelitas no covil do Dragão. Assim como à beira-mar, já amanhã. É a festa da(s) Taça(s)!

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Vianense 1-2 Benfica: Tanto golo ao lado dá em susto escusado

cabeçalho benfica

O jogo aparentava ser fácil. Fomos para o campo com a vitória tomada como garantida; o que queríamos era ver em acção os menos utilizados e perceber de que soluções dispomos no banco. Num jogo em que o Benfica foi superior, não houve intensidade e vontade de resolvê-lo; deixou-se o jogo andar e isso, mais uma vez, culminou num apertão. Este Benfica tem crescido, mas só começa a jogar e a resolver depois de apertões, e equipa grande dá apertões, não os recebe.

Todos esperavam ver mais figuras pouco utilizadas do que as que foram apresentadas em campo. Eu próprio estava muito curioso para ver Djuricic e Cristante, mas não tive oportunidade. No entanto, percebo Rui Vitória. Havia necessidade de dar minutos a titulares que não actuam em selecções, uma vez que no último fim de semana houve jogos de selecções e, no anterior, o jogo com o União da Madeira foi adiado.

O jogo foi um pouco chato. Mitroglou teve mais do que oportunidades para sentenciar o jogo e falhou categoricamente, tendo também enfrentado um dia abençoado do guarda-redes do Vianense. Pizzi e Talisca receberam uma segunda oportunidade na equipa titular e desperdiçaram-na, ausentes do jogo, passes falhados e remates descabidos. Dois jogadores que poderiam ter dado lugar a Cristante e Djuricic; com certeza que aproveitariam muito mais a oportunidade. A meu ver quem a aproveitou foi Carcela, com lances individuais decisivos e com um grande golo de primeira. Mostrou ser craque. Sílvio soube fazer o lugar de Nélson Semedo, subiu e defendeu bem. E, para mim, Nuno Santos esteve bem. Não brilhou, não, longe disso, mas não teve medo. Subiu, rasgou e tentou. Fez meia hora fora da sua posição e nunca pareceu desconfortável. Ainda falta muito, mas é uma aposta para o futuro.

Carcela com nota artística inaugurou o marcador Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Carcela com nota artística inaugurou o marcador
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Oportunidades falhadas, falta de intensidade… enfim, no cômputo geral, para mim foi falta de respeito pelo adversário. Em que deu? Num pontapé cheio de confiança de Coulibaly que resultou num tremendo golo. Um golo que poderia ter sido do tipo golo solitário e fantástico de honra perdido entre cinco ou seis da outra equipa. Mas não. Este foi o golo do empate, e o Benfica teve de correr, e correu. Tanto correu que, num lance de bola parada, Jardel concretizou de cabeça enquanto eu reclamava a inclusão de Lisandro Lopéz neste jogo. O tiro saiu-me pela culatra – defendia que o argentino devia estar no lugar do brasileiro.

A vitória acabou por ir para o Benfica. Ganhámos seguramente Carcela e pouco mais. Este Benfica altivo não é o Benfica que conheço. Podem dizer que o guarda-redes estava num grande dia, que a bola não queria entrar e por aí em diante. Mas foi só e unicamente falta de qualidade e, sobretudo, de vontade. Espero que estejam a guardar a pontaria para os turcos e para fazer mira à baliza do Sporting. É a única justificação que aceito.

A Figura:

Carcela – um grande golo e bons apontamentos individuais valeram-lhe o estatuto de surpresa e de jogador decisivo em campo.

O Fora-de-Jogo:

Pizzi/Talisca – Exibições fracas a cada jogo que passa. Retiraram a oportunidade a outros.

Robert Lewandowski – E se a Polónia fosse a Argentina?

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cab bundesliga liga alema

A pergunta pode parecer estranha, já que os dois países – aparentemente – nada têm em comum. O polaco Robert Lewandowski é o principal culpado desta trama. Se o avançado tivesse nascido na Argentina, a Bola de Ouro seria mais do que uma miragem?

Depois de brilhar no Dortmund – impossível esquecer o fantástico jogo frente ao Real Madrid para a Liga dos Campeões –, Super Lewa deu continuidade no Bayern e o início da segunda temporada no clube deu-lhe o estatuto de jogador em melhor forma na Europa. Como? A época de 2015/16 nem estava a prometer muito –  chegou a ser suplente – e foi numa saída do banco que acabou por virar a sua época para um nível estratosférico. A (pequena) adversidade foi o impulso negativo necessário para o seu melhor futebol e ousou marcar cinco golos em nove minutos! Quem sofreu com isto foi o Wolfsburgo, apenas um dos candidatos ao título, e a partir daí foi sempre a subir. São 22 golos em 14 jogos, simplesmente impressionante.

O seu rendimento na selecção acaba por ser um reflexo do que se tem passado no clube. Marcar é, para ele, o processo mais natural do mundo e ele encerra em si todas as qualidades que um avançado deve ter: astuto a procurar o espaço vazio, rápido nas transições ofensivas, tecnicamente evoluído, capaz de entender todos os momentos do jogo e com faro pelo golo. Apesar das selecções que encontrou na fase de apuramento, o jogador continuou a marcar e acabou por igualar o recorde de golos (13) numa qualificação para um Europeu. Não que seja um recorde impossível de bater – o recorde era do norte-irlandês David Healy (?) – mas continua a ser mais um apontamento para juntar aos feitos que tem conquistado. A Polónia está no Euro e 2016 poderá trazer ainda mais surpresas para uma selecção que junta alguns talentos como Kuba, Milik e Krychowiak.

lewandowski polonia
Lewandowski comandou a Polónia rumo ao Euro’2016
Fonte: Facebook Oficial de Robert Lewandowski

E a Argentina? O oceano separa o seu país de nascimento do território argentino. Messi e Ronaldo são indiscutíveis na luta pela Bola de Ouro – mesmo quando passam por momentos mais sombrios – e não parecia existir ninguém para ombrear com eles. Neymar e Suaréz vivem na sombra do super-astro argentino e Bale não consegue explodir na sua plenitude. E se Lewandowski tivesse nascido no país de Maradona?

A recta final de 2016 não terá Messi, já que o argentino está lesionado e 3 meses de fora seria o suficiente para deixá-lo desgastado na luta, mas há um trunfo chamado Liga dos Campeões. Apesar de as votações encerrarem algum tempo antes, sabemos que os meses que antecedem o anúncio do vencedor são cruciais – foi assim que Ronaldo ganhou a Bola de Ouro o ano passado. Maradona está nas costas de Lionel Messi e Eusébio nas de Cristiano Ronaldo. E Lewandowski? Quem o protege?

Foto de Capa: Facebook Oficial de Robert Lewandowski

Ainda bem que há Lopeteguis

hic sunt dracones

Na última semana, Portugal inteiro parou para ver a seleção nacional disputar o apuramento para o Europeu que se realizará na França, no próximo ano. Foram dois jogos, duas vitórias. Ambas pela margem mínima e, quiçá, com exibições além das expetativas. Orientada por Fernando Santos, a equipa das quinas não conhece o sabor da derrota em jogos oficiais. Foram sete jogos e sete vitórias alcançadas pelo “engenheiro do penta”.

Ora, devo confessar que menti no início deste artigo. Não foi Portugal inteiro que parou para ver a seleção nacional. Com conhecimento de causa, foi Portugal menos um português. A seleção nacional joga de uma forma entediante e previsível. Bem, talvez para ser mais correto poderei dizer que joga mal. E por mais orgulho que sinta já se tornou demasiado complicado conceder-lhe toda a atenção durante aqueles 90 minutos. No jogo frente à Dinamarca, fechei os olhos durante 45 minutos para não assistir a tamanha miséria. No jogo contra a Sérvia… tive mais que fazer.

Seleção azul-e-branca Fonte: Goal.com
Seleção azul-e-branca
Fonte: Goal.com

Por outro lado, se me pedirem para ver um jogo da seleção sub-21 sou o primeiro a sentar-me na fila da frente. Longe de querer discutir a transição do velho para o novo, devo confessar que me faz um pouco de comichão ver um conjunto com tanto potencial a jogar tão pouco. E problema é ainda maior do que a óbvia e natural falta de rotinas. Maior ainda do que o modelo de jogo castrador assumido por Fernando Santos. São, no fundo, as individualidades escolhidas por quem ainda vive no futebol dos anos 90. Dá resultado? Vai dando… sempre pela margem mínima e desprezando a espetacularidade que cativa os adeptos.

Chegamos então ao cerne deste artigo. Eu que já tanto “bati” no treinador espanhol, desta vez digo que ainda bem que há Lopeteguis que não têm receio em arriscar em Rúbens Neves ou Ólivers desta vida. E deverá arriscar em outros tantos caso continue no comando do FC Porto porque deverão surgir novos valores da formação a exigir tempo de jogo na primeira equipa. André Silva, Gonçalo Paciência, Francisco Ramos, Rúben Macedo, Podstawski, Rafa…

Futuros golos do FC Porto já têm nome Fonte: Facebook de André Silva
Futuros golos do FC Porto já têm nome
Fonte: Facebook de André Silva

Já não interessa a idade e não urge aqui dissertar sobre quem fica “queimado” por ser lançado demasiado cedo. Interessa aquilo que podem oferecer, neste momento, à seleção. E há diversas individualidades nos sub-21 que poderiam fazer bem mais do que aquilo que é oferecido, atualmente, na equipa AA. Apreciem-se valores como Rúben Neves ou Gonçalo Guedes que já se mostram como mais-valias na seleção orientada por Rui Jorge e mesmo nas equipas principais dos próprios clubes.

Um jogo não são jogos. Ninguém garante que se jogasse, por exemplo, Rúben Neves na vez de Danilo, a seleção iria ganhar à Dinamarca. Mas de uma coisa tenho a certeza… teria mais probabilidades de o conseguir e com um resultado bem mais avultado. Tal como acontece no FC Porto. Ainda bem que há Lopeteguis para que Rúben Neves tenha tido a oportunidade de subir à equipa principal. E sempre que o “menino” jogar, eu tenho a certeza que o FC Porto está sempre mais próximo de vencer.

O futuro a nós pertence Fonte: Facebook do FC Porto
O futuro a nós pertence
Fonte: Facebook do FC Porto

Sem medos, mister!

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Futebol

Este é o Sporting Clube de Portugal!

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Sempre fui do Sporting. Porquê? Porque o Sporting sempre foi mais que futebol.

Ser do Sporting é ser fanático do desporto, ser louco por qualquer coisa que meta competição… e nisso, em Portugal, não há rival! O Futsal, o Hóquei, o Rugby, o Atletismo, o Andebol,  o Basquetebol, o Ténis de Mesa, a Ginástica, a Natação, as inúmeras modalidades de combate, o Bilhar, o Corfebol, o Futebol de Praia, o Golfe, a Patinagem, a Pesca Desportiva, o Pólo Aquático, as inúmeras modalidades de Tiro, o Triatlo, o Xadrez… e tantas, tantas outras.

São as vitórias no patamar nacional e também no internacional:

– Clube português com mais medalhas olímpicas – 9 medalhas: 3 de ouro, 5 de prata e 1 de bronze

– Clube português com mais participações olímpicas – 24 presenças em 28 possíveis (desde que existe Comité Olímpico Português)

– 1º Atleta nacional a participar nos Jogos Olímpicos – António Stromp na prova dos 100 metros (Estocolmo, 1912)

– 1º Atleta nacional a ganhar a Medalha de Ouro (e a ouvir o Hino Nacional) – Carlos Lopes na prova da Maratona (Los Angeles, 1984)

– 2º Clube europeu com mais atletas olímpicos (110 atletas), somente ultrapassado pelo FC Barcelona

– Recorde olímpico da Maratona Carlos Lopes com a marca de 2.09.21 (Los Angeles, 1984)

E no último fim-de-semana, o Sporting voltou que é possível rivalizar com qualquer clube mundial e a “mística” está de volta.

Os jogadores do Sporting comemoram mais um golo frente ao todo poderoso Barcelona. Fonte: Sporting Clube de Portugal
Os jogadores do Sporting comemoram mais um golo frente ao todo poderoso Barcelona.
Fonte: Sporting Clube de Portugal

A vitória do Hóquei em Patins sobre o todo poderoso Barcelona, mostrou a raça e o querer que caracterizam aquilo que todos os Sportinguistas acham que o Sporting é e se concretizem as palavras de José Alvalade : “Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa”

Diante do bicampeão europeu e espanhol em título, o Sporting conseguiu uma estrondosa vitória no Livramento, por 2-0, na primeira mão da Taça Continental. Está consumado o casamento entre as exibições das equipas do Sporting Clube de Portugal (o crer e o querer vencer) e a torcida verde-e-branca! Venham de lá todos os títulos que o Sporting luta e merece pelo seu “Esforço, Dedicação e Devoção”… no final virá a “Glória”!

Fonte da foto de capa: corredoresanonimos.pt

Moto GP: Dani Pedrosa foi o protagonista do primeiro episódio da batalha entre Lorenzo e Rossi

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cab desportos motorizados

Depois da corrida no circuito de Aragón, ganha pelo espanhol Jorge Lorenzo, o Mundial de Motociclismo deslocou-se, este fim-de-semana, ao Japão, naquela que é a primeira de três provas no continente asiático.

O duelo entre o veterano Rossi e Lorenzo era a atração do grande prémio do Japão, e toda a gente esperava que a vitória se decidisse entre os dois companheiros de equipa, visto que estão ambos a disputar o título mundial.

Em Motegi e no dia em que se criou a hashtag #RossiVsLorenzo, que será usada até ao final da presente época, quem ganhou foi Dani Pedrosa, numa clara demonstração do quão imprevisível é o Mundial. Foi uma vitória moral para o piloto da Honda Repsol, que já não ganhava desde o grande prémio da República Checa do ano passado.

O espanhol Jorge Lorenzo liderou a corrida desde a primeira volta e tentou distanciar-se dos seus rivais directos. Tanto Valentino Rossi como Dani Pedrosa foram aumentando o seu ritmo ao longo da corrida, e Jorge Lorenzo dava sinais de não conseguir acompanhá-los. O espanhol da Honda, depois de estar confortavelmente na segunda posição, atacou Lorenzo, que não teve argumentos para lutar face-a-face com Dani Pedrosa.

Outro dos protagonistas deste fim-de-semana foi a chuva que caiu durante toda a manhã de domingo e que condicionou, de alguma forma, a escolha dos pneus a utilizar. Aliás, foram os pneus que ditaram as diferenças entre os três pilotos da frente. E Dani Pedrosa soube aproveitar com mestria as falhas dos pilotos da Yamaha e cruzar a linha de meta em primeiro lugar.

"(…)no dia em que se criou a hashtag #RossiVsLorenzo quem ganhou foi Dani Pedrosa" Fonte: Facebook piloto
“(…) no dia em que se criou a hashtag #RossiVsLorenzo quem ganhou foi Dani Pedrosa”
Fonte: Facebook de Dani Pedrosa

Com esta vitória, Dani Pedrosa provou aos críticos o porquê de continuar a ser aposta por parte da Honda. Apesar de não ser um dos pilotos que mais vitórias têm conquistado nos últimos tempos, o espanhol continua a incutir no seio da equipa Honda uma enorme consistência de pilotagem e continua a ser o piloto com maior número de vitórias da marca japonesa. Aliás, era importante que um dos pilotos da Honda ganhasse na casa da marca, e, visto que Marc Marquez está longe de igualar a época passada, Dani Pedrosa chegou, mostrou serviço e provou que podem contar com ele.

A quatro corridas do final do campeonato, a disputa pelo título mundial ficou restringida ao duelo Rossi x Lorenzo, já que Marc Marquez, ao terminar a corrida em quarto lugar, ficou completamente afastado das contas do título.

Este grande prémio ficou, também, marcado por mais um pódio para o piloto português Miguel Oliveira, na categoria de moto3, que conseguiu assim alcançar o terceiro lugar na classificação geral do mundial.

A próxima prova é já no próximo fim-de-semana, em Philip Island, e prevê-se mais um episódio da batalha Rossi x Lorenzo.

Fonte foto de capa: Facebook MotoGP