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Ténis: Montreal Masters 1000 – Andy Murray campeão no Canadá pela terceira vez

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cab ténis

Andy Murray venceu a edição de 2015 do Masters 1000 do Canadá, disputada em Montreal. O escocês venceu Robredo, Muller, Tsonga (o campeão de 2014), Nishikori e por fim Novak Djokovic para capturar o seu quarto título da temporada (segundo Masters 1000 depois de Madrid) e 11º título Masters 1000 da sua carreira, o terceiro no Canadá após 2009 e 2010.

Murray não encontrou grande resistência até à final, com Tsonga longe do nível que exibiu o ano passado e um Nishikori sem energia após um título em Washington e uma grande primeira vitória da carreira contra Nadal. O Japonês, diga-se, desistiu do torneio de Cincinnati para recuperar para o US Open.

Andy Murray com o troféu Fonte: Facebook de Andy Murray
Andy Murray com o troféu
Fonte: Facebook de Andy Murray

Na final, porém, assistiu-se a um duelo titânico entre Murray e Djokovic, que durou 3 horas. A qualidade não foi a melhor, mas a intensidade foi absolutamente brutal; o momento-chave do encontro foi o quinto jogo do terceiro set com Murray a liderar 3-1 e a servir. O jogo levou quase 30 minutos, com Djokovic a ter 6 pontos de break para restabelecer a igualdade mas Murray a salvar todos com grandes serviços. Djokovic ainda teve mais dois pontos de break no último do encontro, mas foram de novo salvos com grandes serviços de Murray.

Com esta vitória, Murray ultrapassou Federer e é agora #2 do ranking mundial. O escocês garantiu também já a participação no World Tour Finals em Novembro em Londres, sendo o segundo jogador a fazê-lo a seguir a Djokovic. Murray estará seguramente optimista quanto às suas chances no US Open após ter conquistado este título e, quiçá mais importante, ter posto fim a uma série de 8 derrotas consecutivas contra Djokovic.

Quanto a Djokovic, não se exibiu ao seu melhor esta semana e teve alguma sorte em chegar à final, com Gulbis a ter tido a vitória nas mãos no encontro dos quartos-de-final. Mas é também por isso que Djokovic é #1 do mundo, mesmo quando não está no seu melhor consegue atingir finais de grandes torneios; não há dúvida nenhuma de que o sérvio é o principal candidato ao título em Nova Iorque.

Outros destaques:

-Nishikori conseguiu a primeira vitória sobre Nadal da sua carreira, tendo agora vitórias sobre todos os jogadores de topo da sua geração (menos del Potro) no seu palmarés;

-Chardy obteve o melhor resultado da sua carreira com a sua presença nas meias-finais; salvou 7 match points contra Isner nos quartos para o fazer

-a grande história desta semana foi Nick Kyrgios, que durante o seu encontro da segunda ronda contra Wawrinka (que venceu) foi captado pelos microfones a dizer algo… controverso e foi multado pelo ATP em 10 mil euros, com a ameaça de que outras sanções podem eventualmente estar a caminho.

Foto de capa: Facebook de Andy Murray

CSKA Moscovo – Um Olhar Sobre uma Equipa com Nervos de Aço

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internacional cabeçalho

Resta muito pouco ou quase nada daquela equipa do CSKA Moscovo que a 18 de Maio de 2005 deixou um enorme amargo de boca às hostes sportinguistas em pleno Estádio de Alvalade, levando para a capital russa a tão ambicionada Taça UEFA. Igor Akinfeev, Sergei Ignashevich e os irmãos Berezutskiy são os últimos resistentes de uma equipa que, pela mão do carismático Valeri Gazzaev, surpreendeu meia Europa e arrebatou o primeiro troféu internacional de sempre para um emblema russo.

Na próxima terça-feira, 18 de Agosto, o emblema moscovita regressa a Lisboa para novamente enfrentar o Sporting CP, mas desta vez numa partida a contar para os playoffs de acesso à Liga dos Campeões. O CSKA Moscovo chega a esta fase da competição já com vários jogos oficiais disputados, quer na Liga Russa, quer na própria fase de acesso à Liga Milionária. Os Militares (Армейцы) estão a atravessar um bom momento nas competições internas e vêm de uma vitória altamente moralizadora na Otkrytie Arena contra os rivais Spartak Moscovo, na passada sexta-feira. Com cinco vitórias em cinco jogos e oito golos marcados contra apenas um sofrido, o CSKA Moscovo lidera, isolado, a liga do seu país, uma vez que o FC Zenit, de André Villas-Boas, deixou-se surpreender em casa pela FC Krasnodar este Sábado.

A saída do estratega Valeri Gazzaev em 2008 deixou a equipa moscovita algo à deriva, e a tentativa da direcção em entregar o comando do CSKA a um treinador estrangeiro provou ser um erro crasso. Nem Zico nem Juande Ramos foram capazes de fazer marchar as tropas na direcção certa, e foi já em desespero de causa que, em Outubro de 2009, o chairman do CSKA, Yevgeny Giner, entregou o comando da equipa a um treinador sem grande currículo na altura, de seu nome Leonid Slutsky.

Leonid Slutsky – O timoneiro do emblema moscovita  Fonte: sportxl.org
Leonid Slutsky – O timoneiro do emblema moscovita
Fonte: sportxl.org

O treinador, de 44 anos, natural de Volvogrado, é, desde essa altura, o homem forte do CSKA e tem como adjuntos dois nomes bem conhecidos do futebol europeu, os antigos internacionais russos Viktor Onopko e Sergei Ovchinnikov.

Leonid Slutsky, que de algumas semanas a esta parte ocupa também o cargo de seleccionador da Rússia, é aquilo a que podemos chamar um treinador conservador. As manobras da equipa do CSKA são feitas a partir de processos bastante simples, com trocas de bola rápidas e raramente feitas a partir de trás. Os Militares (Армейцы) jogam já há alguns anos num rígido 4-2-3-1, no sentido posicional, com quatro homens no quarteto defensivo, um médio defensivo e um armador de jogo mais recuado em frente da linha de defesa, três homens altamente versáteis na linha intermédia com funções mais ofensivas e um avançado móvel na frente.

Na baliza, reside um dos principais esteios da equipa – Igor Akinfeev. O experiente guarda-redes russo anda longe dos melhores momentos da sua carreira, mas aos 29 anos, e após vários rumores sobre a sua saída para algum gigante do futebol europeu, Akinfeev é, não só o capitão de equipa, mas também um elemento de elevada importância na estrutura do CSKA.

A zona central da defesa está entregue a dois homens que contam já nas pernas com muitos minutos de futebol ao mais alto nível. Sergei Ignashevich e Vasili Berezutskiy são defesas bastante experientes e são ambos vozes de comando de uma defesa que, por tendência, não sofre muitos golos (pelo menos nas competições internas), mas que por vezes é acusada de algum excesso de confiança e também de uma certa complacência na forma como aborda as partidas. O lado direito da defesa é geralmente entregue ao brasileiro Mário Fernandes, um lateral com vocação ofensiva, que não poucas vezes descura as suas tarefas defensivas. Do lado esquerdo, Slutsky tem apostado esta época em Kirill Nababkin, um antigo internacional russo de 28 anos bastante discreto mas competente, que ficou com o lugar que o talentoso lateral Georgi Shchennikov, também ele internacional pelo seu país, ocupou durante a temporada passada.

O meio-campo é, por ventura, o motor do CSKA, e é a sua inspiração ou falta dela que pauta de forma positiva ou negativa o jogo da equipa. O sueco Pontus  Wernbloom é o parte pedra, o recuperador de bolas e aquele que presta auxílio aos defesas centrais para compensar as subidas dos laterais. O internacional sueco e antigo jogador do AZ Alkmaar é um elemento essencial no equilíbrio táctico da equipa. A seu lado joga o israelita Bibras Natkho, um jogador com elevada qualidade de passe e excelente visão de jogo, que marca o ritmo da equipa jogando como uma espécie de armador de jogo em zonas mais recuadas do terreno.

O onze habitual do CSKA Moscovo esta época Fonte: cskanews.com/
O onze habitual do CSKA Moscovo esta época
Fonte: cskanews.com/

O restante trio que compõe o meio-campo representa uma ameaça constante a qualquer adversário. Alan Dzagoev, aquele que outrora foi visto como um dos maiores prodígios do futebol russo na última década, está a atravessar um excelente momento e ocupa geralmente a posição de extremo direito ou avançado interior, tendo também um papel de organizador de jogo do meio-campo para a frente. A seu lado joga um atleta que deve merecer a maior das atenções por parte da equipa do Sporting CP. Roman Eremenko, jogador finlandês nascido em Moscovo, é o estratega da equipa e um desequilibrador nato. Sempre de cabeça bem levantada, é por ele que passam a maioria dos rápidos movimentos ofensivos dos moscovitas e, se a isso juntarmos a extraordinária capacidade de remate que possui, Eremenko torna-se um elemento vital ao qual não pode ser dada liberdade de movimentos. Do lado esquerdo do ataque temos Zoran Tosic. O internacional sérvio, que teve em tempos uma passagem algo fugaz pelo Manchester United, encontrou no CSKA a sua segunda casa e é actualmente um dos jogadores mais importantes da equipa. Tosic é um extremo nato, com um drible e uma velocidade muito acima da média e cujo pé esquerdo constitui uma ameaça constante à defensiva adversária.

Por fim, lá na frente, temos o jovem nigeriano Ahmed Musa. Até ao regresso de Seydou Doumbia, na passada semana, Musa era o único avançado de renome do emblema moscovita, mas foi, ainda assim, dando conta do recado. O avançado nigeriano de 22 anos tem estado em grande destaque esta temporada e já apontou vários golos, quer a nível interno, quer no jogo anterior da fase de apuramento da Liga dos Campeões, marcando por duas vezes em Praga frente ao Sparta local. Contudo, a chegada de Doumbia pode fazer recuar Musa para a posição de extremo, sacrificando para isso Tosic ou até Bibras Natkho e, em simultâneo, fazendo passar Alan Dzagoev ou Roman Eremenko para uma posição interior mais recuada.

Roman Eremenko – O cérebro da equipa russa Fonte: sport-express.ru
Roman Eremenko – O cérebro da equipa russa
Fonte: sport-express.ru

O CSKA Moscovo, ao contrário do que fazia na era de Valeri Gazzaev, baseia muito do seu jogo em rápidos contra-ataques e procura quase sempre o erro do adversário em áreas de transição para aplicar o golpe final.

Leonid Slutsky criou uma equipa com nervos de aço (algo que contrasta com a sua muito pouco usual forma de estar no banco de suplentes), capaz de criar mossa em qualquer adversário e que tem conseguido retirar dos seus jogadores prestações por vezes notáveis em vários jogos internacionais recentemente.

Há um provérbio russo que diz: “aquele que recorda o passado perde um olho, mas aquele que o esquece perde os dois”. Jorge Jesus e o Sporting CP, que são por muitos considerados favoritos para esta eliminatória, não devem esquecer o que aconteceu em 2005 e muito menos menosprezar a actual equipa do CSKA; caso contrário, não conseguirão certamente marcar presença na fase de grupos da Liga Milionária esta época.

Foto de Capa: rsport.ru

Liga Francesa: O candidato do costume já se destaca

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cab ligue 1 liga francesa

O candidato PSG cada vez mais primeiro e o candidato Marselha cada vez mais em crise. Um Mónaco com um grão na engrenagem e um Lyon a afinar o motor. Um jogo de loucos em Troyes numa jornada parca em golos. Eis o rescaldo da segunda jornada do Championnat.

Mónaco 0-0 Lille – Enyeama primeiro e as lesões depois a emperrarem a máquina de Jardim

Diminuído. No início da segunda parte, pelas lesões de Moutinho e Kurzawa, que irão provavelmente falhar o importante play-off de acesso à Liga dos Campeões com o Valência, o Mónaco não conseguiu dar seguimento à excelente primeira parte, em que o guarda-redes do Lille foi muro intransponível.

Já autor de uma exibição muito segura frente ao PSG na primeira jornada, apesar da derrota do LOSC, Enyeama conseguiu ser ainda melhor no estádio Louis II. Decisivo aos 12 minutos frente a Nabil Diar, o internacional nigeriano foi imperial quando, mesmo a acabar o primeiro tempo, conseguiu desviar para canto um livre de Moutinho, que se dirigia ao ângulo da baliza à sua guarda.

O Mónaco, dominador até então, e aproveitando muito bem os corredores, principalmente o esquerdo pelo omnipresente Cavaleiro, teve depois de enfrentar duas contrariedades com as lesões de Kurzawa e Moutinho no segundo tempo. O jogo dos monegascos tornou-se muito menos esclarecido, e o Lille equilibrou a contenda acabando mesmo a partida muito por cima do seu oponente.

Os homens de Leonardo Jardim não conseguiram dar seguimento às boas exibições protagonizadas frente ao Young Boys e ao Nice e perdem dois pontos, em casa, na véspera de uma importante deslocação a Valência, num encontro que poderá ser decisivo para a época dos monegascos.

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Enyama em grande forma neste início de Championnat
Fonte: Eurosport.com

Saint-Étienne 1 – Bordéus 1 (Hamouma 58’ ; Saivet 90’). Justiça ao cair do pano.

Face a uma das suas bestas negras na Ligue 1 (apenas 3 vitórias nos últimos 23 encontros), o Saint-Étienne teve muitas dificuldades, na primeira parte, para encontrar soluções atacantes frente a um Bordéus muito bem organizado e disciplinado. Abusando do jogo longo e lançamentos em profundidade, os Verts foram presa fácil para os homens de Willy Sagnol.

No segundo período, a fisionomia da partida alterou-se por completo. Depois de aos 53 minutos Roux ter estado muito perto de marcar um fantástico golo “à Madjer”, Hamouma abriu mesmo o marcador após uma brilhante jogada coletiva. Contudo o Bordéus reagiu rapidamente e tomou conta das operações. Diabaté acertou na barra transversal aos 62 minutos, algo que Saivet repetiria quatro minutos depois. Mas só no período de descontos é que a reação bordelesa seria compensada, com Saivet a aproveitar um buraco na barreira do Saint-Étienne e marcar o golo do empate de livre, que proporciona o primeiro ponto para ambas as equipas nesta Ligue 1.

Amgers 0-0 Nantes – Mais cartões do que lances perigosos

Um jogo nulo sem emoção, aquele que aconteceu no estádio Jean-Bouin. Mesmo se o Angers tentou fazer a diferença nos minutos finais do encontro, o resultado final ajusta-se perfeitamente àquilo que se passou em campo. Uma partida muito aguerrida e disputada em que as faltas e os cartões amarelos se multiplicaram num ritmo muito mais sustentado do que os lances de golo das equipas.

Depois de ambos os conjuntos terem vencido na primeira jornada continuam a seguir lado a lado com quatro pontos cada uma.

Caen 1-0 Toulouse (Damien da Silva 69’) – Mesmo dominado em grande parte do encontro, Caen segue no grupo dos líderes.

Depois de uma grande vitória alcançada no Vélodrome, ofuscada em grande parte pela saída de Bielsa do Marselha, Caen começa agora a atrair os olhares com um segundo sucesso consecutivo a contrastar com a aflição da época transata. E bem que pode agradecer a Damien da Silva, que correspondeu da melhor forma a um livre batido pelo seu capitão, Julien Féret, a pouco mais de 20 minutos do fim do encontro. Toulouse dominou grande parte do encontro e mesmo depois da expulsão de Spasic, aos 90 minutos, teve uma grande oportunidade para chegar ao empate quando Bem Yedder, de cabeça, acertou na barra transversal da baliza à guarda de Vercoutre.

Guingamp 0-1 Lyon ( Claudio Beauvue 79’) – Lyon a arrancar com uma jornada de atraso.

Depois da sua falsa partida, em casa, na primeira jornada (0-0 contra o Lorient), Lyon corrigiu o tiro na sua deslocação ao sempre difícil terreno do Guingamp. Mas precisou da ajuda do banco, nomeadamente de Beauvue, que defrontava a sua antiga equipa e consequentemente não festejou o golo, e do seu guardião, o português Anthony Lopes.

Lyon permanece invencível mas também órfão de ideias e com muito trabalho pela frente pois apresentou um futebol ainda mais pobre do que no jogo anterior. Mas estes três pontos poderão fazer um bem precioso aos vice-campeões franceses que muito sofreram durante a primeira meia-hora. O Guingamp, esse, conta agora com duas derrotas; bem que merecia um ponto mas nada lhe sorriu e teve de enfrentar um excelente Anthony Lopes, principalmente aos 94 minutos, quando o guardião do Lyon saiu muito bem frente a Briand para ver depois Bisevac afastar o remate de Salibur em cima da linha.

Este jogo também marcou a estreia de Valbuena pelo Lyon. O antigo jogador do Marseille foi o jogador mais perigoso dos Lioneses no seu primeiro jogo do Championnat, após passagem pela Rússia. Poderá ser um elemento fundamental para as aspirações da equipa orientada por Fournier.

Valbuena estreou-se a grande nível pelo outro Olympique Fonte: Site Oficial Olympique Lyon
Valbuena estreou-se a grande nível pelo outro Olympique
Fonte: Site Oficial Olympique Lyon

Rennes 1-0 Montpellier (Grosicki 86’) – Grosicki encontra a chave de jogo fechado.

Foram duas equipas à procura dos primeiros pontos na Ligue 1 e que se anularam completamente taticamente, aquelas que se encontraram no Roazhon Park. Depois de uma primeira parte completamente fechada, e de uma segunda parte que seguiu os mesmos trâmites, ficou claro que só um lance de génio poderia desbloquear a partida. E foi o que o recém entrado Grosicki conseguiu, quando, aos 86 minutos, alojou a bola mesmo na esquina da baliza defendida por Jourdren. Um fantástico remate a dar a primeira vitória ao Rennes e a deixar o Montpellier no fundo da tabela, ainda sem pontuar.

Troyes 3-3 Nice – (Corentin Jean 3’, Fabien Camus 77’, Thiago Xavier 94’ ; Ben Arfa [pen] 6’, Plea 16’, Le Marchand 46’) – Troyes alcança empate inesperado em jogo de loucos.

Quando o árbitro apitou para o intervalo em Troyes, poucos seriam os adeptos locais que esperariam que a sua equipa alcançasse algo de positivo nessa noite. Na verdade, estando reduzidos a dez desde o minuto 32, depois da expulsão de Mavinga, e perdendo por 3-1, não era fácil acreditar noutro desfecho que não a derrota. Mas esse não era o pensamento da equipa de Jean-Marc Furlan. Depois de terem aberto o marcador, logo aos 3 minutos, tiveram de enfrentar um fantástico Plea, que está nos três golos da reviravolta do Nice e na origem da expulsão de Mavinga, mas isso não foi motivo para deitar a toalha ao chão. Após reduziram aos 77, por Camus, a equipa do Troyes chegaria mesmo, em cima da hora, ao empate milagroso por intermédio de Thiago Xavier. Nenhuma equipa ainda conseguiu vencer nesta Ligue 1, mas para o Troyes o empate terá um sabor mais agradável.

Reims 1-0 Marselha (Traoré 14’) – Marselha não se levanta e crise agudiza-se.

Ainda na ressaca da despedida de Bielsa, logo na primeira jornada, o Marselha até entrou relativamente bem no terreno do Reims. Contudo, Traoré, aos 14 minutos, beneficiou de uma falha de Batshuayi na marcação de um canto e aproveitou para inaugurar o marcador, fazendo o seu primeiro golo em campeonatos, e acordar os fantasmas do OM.

Os marselheses tentaram reagir ainda na primeira parte e foram tendo mais posse de bola mas evidenciaram muita intranquilidade nas suas ações ofensivas. Já na segunda parte, quando se esperava um Marselha mais incisivo, foi De Preville que poderia ter sentenciado a partida ao aparecer isolado na cara de Mandanda mas a permitir a defesa do guarda-redes congolês. Mas quando, aos 74 minutos, Romao foi expulso, ficou claro que o Reims iria conseguir a sua primeira vitória caseira sobre o Olympique deste 1976.

Um Marselha em crise, que precisa rapidamente de organizar uma casa que parece um baralho de cartas tombado. Urge definir uma equipa técnica para dar tranquilidade ao plantel. Para já, duas derrotas e nenhum golo marcado, contrastando com o Reims, que vai partilhando a liderança com duas vitórias.

Traoré deu a vitória e a liderança ao Reims Fonte:20minutes.fr
Traoré deu a vitória e a liderança ao Reims
Fonte:20minutes.fr

Lorient 1-1 Bastia (Moukandjo [pen] 91’ ; Ayite 4’) – Un forcing que só pagou a metade.

Em desvantagem desde o quarto minuto, o Lorient carregou para recuperar e evitar uma derrota caseira. Face a um corsos completamente recolhido no seu meio-campo e a tentar (sem sucesso) explorar os contra-ataques, os jogadores de Sylvain Ripoll viram os seus esforços recompensados na marcação de uma grande penalidade, já nos descontos, por intermédio de Moukandjo. As duas equipas permanecem assim invictas.

Paris Saint-Germain 2-0 Ajaccio – (Matuidi 11’, Thiago Silva 21’) – Resolver rapidamente para descansar.

O PSG, ainda sem o lesionado Ibrahimovic e o reforço Di Maria, apresentado apenas ontem na companhia dos quatro troféus conquistados este ano, mas com a jovem pérola Augustin no lugar de Pastore, rapidamente tratou de resolver a partida face a um modesto Ajaccio, que demonstrou ainda não ter a tarimba necessária para encontros desta envergadura.

Matuidi, logo aos 11 minutos, definiu o rumo da partida, com um violento remate cruzado a encontrar o fundo das redes à guarda de Maury. Aos 21 minutos, o capitão Thiago Silva sentenciou, logo ali, a partida ao corresponder da melhor forma a um canto batido por Motta (que recuperou a confiança de Blanc para a titularidade). Enfrentando um Ajaccio muito tenro e que só protagonizou tímidas iniciativas, os parisienses aproveitaram a diferença produzida na primeira parte para gerir na segunda.

Os campeões nacionais continuam na liderança e começam desde já a ganhar pontos aos seus mais diretos adversários, ameaçando tornar esta Ligue 1 num passeio.

Matuidi iniciou a vitória fácil do PSG Fonte: Site Oficial do PSG
Matuidi iniciou a vitória fácil do PSG
Fonte: Site Oficial do PSG

A Figura da Jornada: Alassane Plea

Resumidamente, Plea fez tudo. O atacante de 22 anos do Nice esteve envolvido em todos os golos da sua equipa, no empate 3-3 em Troyes. Obteve primeiro o penálti que Ben Arfa viria a converter, marcou de seguida o segundo dando a vantagem ao Nice e ainda fez ainda a assistência para o terceiro marcado por Le Marchand. Como se ainda não bastasse, sacou a expulsão a Mavinga entregando de bandeja a vitória à sua equipa, algo que esta não conseguiria pois desbaratou a superioridade numérica e a vantagem no marcador. Mas isso já não foi culpa de Plea.

O Momento da Jornada: Marselha de mal a pior

Depois de uma pré-época a meio-gás e das saídas em catadupa de jogadores que foram fundamentais, na época passada, já seria de esperar que o Olympique de Marseille tivesse um início de Ligue 1 complicado. Mas nada fazia antever que, à segunda jornada, já se falasse em crise, agudizada pela saída de Bielsa logo no primeiro jogo. Os resultados, esses, só correspondem ao paupérrimo futebol apresentado em campo. Os dirigentes do Marselha têm menos de duas semanas para fazer um trabalho que demora meses a preparar: dar um equipa capaz a um treinador que ainda não contrataram.

 Foto de Capa: Facebook Oficial do PSG

Benfica 4-0 Estoril: Ainda há um longo caminho a percorrer

cabeçalho benfica

Desengane-se quem apenas viu o resultado. O Benfica goleou e conseguiu a primeira vitória na era Rui Vitória mas ainda há tanto para fazer para meter o Benfica a jogar de acordo com a qualidade que tem no plantel.

Num Estádio da Luz com cerca de 50 mil que quiseram mostrar que estão com a equipa, o Benfica demorou a pegar no jogo. Rui Vitória tem muito ainda que trabalhar tendo em conta o que foram os primeiros 45 minutos. Os mesmos problemas da pré-época e da Supertaça voltaram a ser visíveis, o Benfica não consegue criar oportunidades de perigo e com um estilo de jogo ainda muito confuso, muita bola pelo ar e poucas ideias. Do outro lado um Estoril inteligente, a explorar o contra-ataque aproveitando as dificuldades de Nelson Semedo e Eliseu em fechar as laterais. A primeira parte resume-se a isto. O Benfica tinha bola, tinha iniciativa mas faltava sempre o toque final para concluir a jogada. Gaitán e Jonas eram os únicos que iam aparecendo para dar outra imagem ao pálido jogo benfiquista. Com o passar do tempo e tendo como mote o golo bem anulado a Mitroglou, o Benfica foi melhorando, mas ainda longe do que pode fazer. Do lado do Estoril apareceu a melhor oportunidade da primeira parte. Num lance onde Luisão não fica isento de culpas, Bonatini ficou isolado e foi Júlio César, com uma grande mancha, a impedir o pior. Um golo a terminar a primeira parte era o pior que podia acontecer a um Estádio da Luz já de si bastante impaciente com a forma de jogar do Benfica. Ola John era a imagem de um jogo sem fio. O holandês continua a ser um 0 e se não fosse Nelson Semedo a ajudá-lo no ataque pior ainda seria.

Que continues assim, miúdo! Fonte: Facebook do Benfica
Que continues assim, miúdo!
Fonte: Facebook do Benfica

Se ao intervalo, o Estoril estivesse a ganhar, não seria surpresa nenhuma. E o inicio da segunda-parte voltou a mostrar o mesmo filme da primeira até ao momento em que Rui Vitória percebeu o que tinha de mudar. Pizzi (dos piores jogos com a camisola do Benfica) e Ola John estavam a mostrar 0 e para os seus lugares entraram Talisca e Victor Andrade(prémio justo depois de boas exibições na equipa B), respectivamente. E o jogo do Benfica melhorou. O Estoril fez entrar Mattheus e Bruno César(aplaudido no regresso à Luz), mas as opções tomadas não mexeram com o jogo e apenas contribuíram para a vitória do Benfica, que começou a ser construída aos 71 minutos por Mitroglou (que venham muitos mais). Depois foi Jonas Pistolas a fazer aquilo que sabe tão bem (que saudades que eu já tinha de te ver a marcar) e o miúdo Nelson Semedo a marcar o seu primeiro, numa estreia muito positiva.

Um resultado enganador, o Estoril não merecia a goleada e ainda há muito por onde trabalhar. A falta de oportunidades de perigo e de ideia de jogo ainda é gritante. No entanto nem tudo são coisas más e há a destacar a entrada de 2 miúdos que vão dar que falar. Victor Andrade mexeu com o jogo e conta já com uma assistência e de Nelson falarei na figura do jogo. De resto, os magos Gaitán, Jonas e Júlio César continuam a mostrar aquela classe já habitual. Uma palavra para a arbitragem, que esteve mal, com 2 lances na área do Benfica que merecem discussão. Ainda só estamos na primeira jornada e já vemos vários casos. Para quando a ajuda tecnologia?

O Benfica venceu hoje porque tem melhores jogadores, mas Rui Vitória ainda tem um longo trabalho pela frente. No entanto, fica aqui o meu voto de confiança ao treinador. Hoje as suas mexidas foram determinantes para a vitória. É certo que estamos habituados a entrar fortes em casa, foram 6 anos disso, foram 6 anos de futebol espectáculo, mas os benfiquistas precisam de fazer o (não tão fácil) exercício de esquecer o que foram esses 6 anos e não pedir já o mundo a um treinador que está agora a chegar a uma nova realidade. Rui Vitória tem falhado (não é o único) mas continuo a acreditar que podemos fazer coisas boas com ele. Só precisa de não ter medo de acreditar nas suas ideias.

A Figura:

Nelson Semedo – O jovem jogador já tinha mostrado que pode agarrar o lugar e hoje voltou a confirmar isso. Muito bom a atacar, ainda precisa de melhorar a defender mas é jogador para podermos contar com ele e acredito que crescerá durante a época. Não podia pedir estreia melhor

O Fora-de-jogo:

Ola John – Quando não dá, não dá. As oportunidades que o holandês teve com Rui Vitória já foram demasiadas e até agora mostrou muito pouco. Juntando a isto os restantes anos que já tem no Benfica, Ola John não esteve só desaparecido no jogo de hoje como está desaparecido desde que chegou à Luz. Se a titularidade tem como objectivo valoriza-lo para o vender, mais só faz com que os pretendentes desistam do jogador. O seu tempo no Benfica acabou (será que alguma vez começou?) e tem de sair o mais rápido possível.

Liga Inglesa: Manchester City 3-0 Chelsea – Desta vez sem (Eva) Carneiro expiatório

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cab premier league liga inglesa

A semana da imprensa desportiva inglesa teve o Chelsea no centro das atenções. A médica do clube, Eva Carneiro, fora insultada por José Mourinho por ter entrado em campo quando Hazard estava caído, “perdendo” tempo na busca dos três pontos no encontro caseiro do campeão frente ao Swansea. Falou-se do desagrado de Abramovich pela atitude do português, do pedido desculpas público exigido pela Dra., do apoio dos médicos da Premier League à mesma, e de um pedido singular de vários adeptos do Arsenal – era em Eva Carneiro que se devia apostar para reforçar o plantel, e não em Benzema.

Viram-se, por isso, livres do peso mediático da péssima diante do Swansea, os jogadores do clube londrino, mas isso não foi suficiente para encararem o jogo com maior tranquilidade. Pelo contrário, cederam muito espaço ao Manchester City, que entrou cheio de ganas em afirmar a sua superioridade face a um rival na luta pelo título e que em meio minuto de jogo já tinha criado duas oportunidades, a primeira por Aguero, a obrigar Begovic a aplicar-se, a segunda por Navas, que rematou perto do poste esquerdo da baliza do Chelsea, na recarga.

A passividade dos blues, sobretudo no meio campo, onde Ramires esteve em destaque pela negativa, fez crescer o City e permitiu um duelo intenso entre  a referência ofensiva dos citizens (Aguero) e o guarda-redes bósnio do Chelsea, que travou as primeiras duas tentativas do argentino com muito brio, sendo auxiliado pela falta de equilíbrio do rival, à terceira. À quarta, porém, não conseguiu evitar que a bola cruzasse a linha de golo. Aguero beneficiou da passividade do sector defensivo do Chelsea e, depois de combinar com Touré, fez gato-sapato dos seus adversários, dentro da grande àrea, antes de finalizar, colocadíssimo para um golo mais do que merecido.

O Etthiad engalou-se (perto de 55 mil adeptos) para receber um fantástico jogo de futebol Fonte: Facebook do Manchester City
O Etthiad engalou-se (perto de 55 mil adeptos) para receber um fantástico jogo de futebol
Fonte: Facebook do Manchester City

O Chelsea não conseguia sacudir a pressão dos citizens e ia-se rendendo às evidências da supremacia táctica do seu adversário, alicerçada num posicionamento defensivo irrepreensível (Mangala vai crescendo), que dá mais segurança à equipa e lhe permite, de forma mais desinibida, praticar um futebol mais horizontal no último terço do terreno, essencialmente levado a cabo pelos alas, ainda que os desequilibradores maiores continuem a ser David Silva e Sergio Aguero.

Até final da primeira parte, o Chelsea conseguiu ganhar terreno, mas isso não se manifestou em situações de grande perigo para além de um remate de longe de Fabregas que passou perto da baliza de Joe Hart.

Para a segunda parte, o City conseguiu fechar-se de forma eficaz e o jogo, não perdendo a intensidade da primeira parte, não teve tantas oportunidades de golo, até porque quem dominava era quem estava a vencer e só saia para o ataque pela certa, mas com perigo. Aguero, novamente, rematou ao lado, servindo esta ocasião de golo para despertar um pouco o Chelsea que foi ocupando o meio-campo contrário, ainda que isso só lhe valesse uma situação de golo – Hazard, beneficiando do trabalho físico de Diego Costa dentro da àrea, tirou um adversário do caminho e obrigou Joe Hart a esforçar-se.

Mourinho via a sua equipa impotente perante tamanha organização posicional contrária e decidiu arriscar, fazendo entrar Falcao para o lugar de Willian… mas no minuto a seguir, o City amplia a vantagem, com Kompany a responder, de cabeça e da melhor maneira a um canto batido por David Silva.

Um golpe tremendo nas aspirações de um Chelsea já partido, no espírito e no campo, e que permitiu que uma saída para o ataque ficasse frustrada pela audácia de David Silva (outra vez ele), que se antecipou a Ivanovic e ofereceu a Fernandinho o golo que viria a fixar o resultado final.

Até ao último apito do àrbitro, apenas se realça um lance em que Diego Costa atira ao poste no lance de maior perigo do Chelsea.

O Chelsea voltou a desiludir e desta vez não se podem usar bodes… ou carneiros (trata-se de uma mulher, por sinal lindíssima!), vá, expiatórios que escondam uma exibição pouco imaginativa dos jogadores ou a superação estratégica do técnico adversário.

Figura do jogo:

David Silva – Que grande jogo do espanhol dos citizens. Não marcou, mas esteve em todos os lances de golo da sua equipa. No primeiro, foi ele a descobrir Aguero, que tabelou com Touré, antes de marcar. No segundo e terceiro, são passes dele que dão os golos que sentenciaram a direcção dos três pontos.

Para além disto, teve ainda papel importante a nível posicional, auxiliando Fernandinho nas subidas de Touré, e servindo quase como segundo avnaçado na hora de pressionar a construção de jogo do adversário. Como se não bastasse, aindda foi municiador de grande parte dos outros lances de perigo.

O Fora de jogo:

José Mourinho – O treinador português, pela terceira vez (uma das duas anteriores fora em Leiria) na sua carreira, entra sem vencer nas primeiras duas jornadas do respectivo campeonato.

Estudou, porventura, mal, o seu adversário, que o surpreendeu pela organização táctica e pela largura ofensiva que emprestou ao jogo. O meio-campo foi muito macio e permitiu demasiadas situações de contra-ataque para uma equipa com o estatuto do Chelsea e que teve na organização defensiva o seu ganha-pão (campeonato) no ano passado.

Foto de capa: Facebook do Manchester City

Atl. Bilbau 4-0 Barcelona: Sextequê?

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cab la liga espanha

As antevisões a este jogo, feitas um pouco por todo o mundo (o confronto viria a ser transmitido para todos os continentes), centravam a sua atenção na proximidade (a dois títulos de distância) do “sextete”, repetindo a façanha alcançada em 2009, quando Guardiola ganhou tudo o que havia para ganhar nesse ano. Também era dado relevo ao facto de Messi poder destacar-se ainda mais como artilheiro máximo da Supertaça Espanhola (10 golos), ampliando a diferença para nomes como os de Raúl González ou Hristo Stoichkov, e ainda se falava muito da inclusão de Pedro no onze, na ausência de Neymar do jogo e… da lista de 3 finalistas candidatos a melhor jogador a actuar na europa.

No espaçozinho dedicado ao Athletic, referiam-se as muitas ausências da equipa de San Mamés – Iñaki Williams e Iker Muniain, grande desequilibradores na estratégia habitual de Ernesto Valverde à cabeça. Mas pouco ou nada mais para além disto, afinal, também se referia, o Atlethic apenas tinha vencido duas Supertaças, contra onze do Barcelona, a última das quais em 1984/1985… numa edição que nem sequer foi disputada pelo facto de Los Leones terem vencido Campeonato e Taça no ano anterior. Essa, aliás, era a última conquista do conjunto de San Mamés. 31 anos passaram, e durante este período o Barcelona vencera nada menos que 45 (!!!) títulos.

Athletic muito perto de voltar a conquistar um titulo Fonte: Facebook oficial da Liga BBVA
Athletic muito perto de voltar a conquistar um titulo
Fonte: Facebook oficial da Liga BBVA

Vistas bem as coisas, era legítimo o foco no Barcelona, mas isso não lhe dava o direito de entrar com sobranceria no jogo, por mais desgastante que tivesse sido o embate contra o Sevilha, a meio da semana. Começando no treinador, Luís Enrique, que optou por deixar no banco nomes como Iniesta, Piqué ou Rakitic, essenciais no equilíbrio da equipa e avançou com uma dupla de centraiscom poucas rotinas (Bartra e Vermaelen) e um meio-campo com pouco poder de rasgo (Rafinha-Mascherano-Sergi Roberto). Abriu-se um fosso enorme na construção de jogo e foi com naturalidade que se viu um Barcelona pouco criativo (Messi com muita dificuldade em vir buscar jogo atrás, bem “tapado” por Balenziaga) face à enorme pressão do Bilbao. Até ao intervalo, só de bola parada o Barcelona conseguiu criar perigo, depois de um rasgo individual (só mesmo dessa forma se imaginariam desequilíbrios) de Pedro Rodríguez, ganhando uma falta, bem cobrada por Messi mas com correspondência na defesa de Iraizoz. Nesta altura, já o Barça se via a perder, graças a um golaço de San José que aproveitou um mau alívio de cabeça, de Ter Stegen, e o adiantamento do guarda-redes alemão para fazer um chapéu desde o meio-campo.

Na segunda parte, as coisas pioraram ainda mais. A equipa entrou bem, é certo – Pedro atirou à trave e Messi esteve perto do golo logo a seguir – mas Dani Alves hipotecou as hipóteses e remeteu a sua equipa para a “execução” do sonho do sextete com três erros. O primeiro logo a seguir à entrada de Iniesta, proibindo a equipa de se sentir mais cómoda com a entrada do 8 – deixou Sabin fugir para cruzar para Iraizoz assinar o 2-0. Passados 10 minutos, foi ele a assistir o goleador de San Mamés para o 3-0 e, não satisfeito, cinco minutos mais tarde, cometeu uma grande penalidade infantil ao cair sobre Etxeita, quando este não representava perigo e o lance estava quase controlado. 4-0, hat-trick de Aduriz.

O Barcelona, “condenado” à morte, não se conseguiu levantar e não criou mais perigo. A pressão exercida pelo Athletic levaram os culé ao cadafalso. Dani Alves e Aduriz, foram os carrascos.

A Figura do jogo:

Aritz Aduriz – Marcar três golos num jogo desta importância (sobretudo para o Athletic, que não vence um título há 31 anos), contra o campeão espanhol e europeu e vencedor da Copa do Rei e da Supertaça Europeia, ficará, sempre, marcado na vida de qualquer futebolista e de qualquer jogo. Fez 3 dos quatro golos da sua equipa e foi importantíssimo na primeira fase de pressão à construção do Barcelona.

O Fora-de-jogo:

Dani Alves – Exibição desastrosa do defesa-direito brasileiro. Foi ele o principal responsável pelo descalabro culé, em San Mamés, estando directamente ligado, de forma infantil, aos três golos apontados pelo Athletic na segunda parte.

Foto de capa: Facebook oficial do Barcelona

A técnica da força ou a força da técnica?

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Num dos campeonatos mais quentes dos últimos anos, é caso para dizer que dificilmente o FC Porto poderia ter entrado de melhor forma. Com uma exibição segura, consistente e de grande qualidade, a vitória robusta por 3-0 frente ao V. Guimarães foi curta para tanta produção ofensiva. De destacar, pois claro, a exibição enorme de Aboubakar, um avançado que na época transata andou a reboque de Jackson mas que, pelo que se viu frente aos vimaranenses, quer mostrar credenciais na nova época. Varela, Imbula, Danilo Pereira e Maxi Pereira foram outros destaques de uma primeira jornada que trouxe um FC Porto assertivo perante uma boa equipa.

Como acontece frequentemente nesta fase da época, os exageros emocionais são uma constante. Ao longo das últimas semanas, bastava entrar nas páginas oficiais do clube nas redes sociais para se perceber a enorme quantidade de treinadores de bancada que, por alturas do verão, aparecem dando palpites sobre a suposta formação do plantel. Há aqueles que acham que o plantel está completo e pronto para a maratona que se avizinha; e há os outros que nunca estão totalmente satisfeitos e que consideram que faltam sempre jogadores. Depois de uma exibição como a deste sábado, creio que o risco maior que pode acontecer ao FC Porto é ficar paralisado no mercado. Ou seja, é certo que o jogo contra o Vitória trouxe coisas muito positivas à equipa e aos adeptos, mas a realidade mostra-nos que nem sempre será assim. No final do jogo, os mais eufóricos – fossem adeptos de bancada ou jornalistas – já começavam a “esquecer” Jackson Martinez, fazendo desde já de Aboubakar a última “bolacha do pacote”. Até há bem pouco tempo, todos diziam que Lopetegui precisava de um médio criativo como de pão para a boca. Ao ver as exibições de Danilo Pereira, Imbula ou André André, esse é um capricho que parece, à luz dos mais emocionais, já não fazer sentido nas contas da direção portista.

Bom, como já deve ter percebido, esta é uma visão com a qual não estou minimamente de acordo. Tal como referi no meu artigo da última semana, creio que este plantel do FC Porto ainda tem pontas soltas que precisa de rever nas últimas duas semanas de mercado. Relativamente à composição do plantel, a meu ver a posição de médio criativo, ou médio de “último passe”, é aquela que ainda pede um novo jogador. Senão vejamos: da exibição frente ao Vitória de Guimarães, sobraram elogios para a suposta nova ideia de jogo de Julen Lopetegui. Ao ver a exibição portista na estreia do campeonato, ficou a ideia de uma equipa mais rápida, intensa e sobretudo vertical na exploração do jogo ofensivo. Para a confirmação destas premissas, em muito contribuiu a composição do meio campo portista e as caraterísticas dos seus jogadores. Olhar para Danilo Pereira, Herrera e Imbula é quase como olhar para um meio campo com rotação máxima do primeiro ao último minuto. Aliás, as semelhanças táticas destes três jogadores fazem com que o meio campo do FC Porto tenha sido mais de combate do que imaginação, resultando no primeiro capítulo da luta entre a técnica da força e a força da técnica.

Imbula é o “espelho” da agressividade tática portista
Fonte: Futebol Clube do Porto

Quando comparamos este meio campo com o da época passada (Casemiro, Herrera e Oliver Torres), percebe-se claramente onde é que os defensores da nova ideia de jogo portista querem chegar. Bem vistas as coisas, por exemplo, não se pode pedir ao ex-jogador do Marítimo que tenha a mesma qualidade com bola que tinha o agora jogador do Real Madrid. Aliás, essa é talvez uma das razões para Lopetegui ter preferido Danilo Pereira a Rúben Neves, numa clara opção pela “agressividade tática” em detrimento da qualidade na primeira fase de construção. No caso de Danilo, ninguém pode esperar que o internacional português faça um passe de 50 metros como fazia Casemiro ou como faz Rúben Neves; o que podem esperar é que, na sombra da “sala de máquinas” portista, ele seja sempre o pronto-socorro nos momentos de desposicionamento defensivo. No caso de Imbula, as diferenças do internacional francês para com Oliver Torres são tão evidentes que saltam à vista de todos. Quem via em campo o atual médio do Atlético de Madrid sabia que, do seu magnífico pé direito, vinha quase sempre uma bola “com selo” de golo. Com uma inteligência posicional invulgar para alguém tão jovem, Oliver foi sempre um dos principais faróis da estratégia de Lopetegui. Nada surpreendente, tal a qualidade do médio espanhol. No caso de Giannelli Imbula, as diferenças são gritantes: o médio que proporcionou a contratação mais cara da história do futebol português é um verdadeiro “box-to-box do futebol moderno”. Com uma passada larga e uma dimensão física acima da média, Imbula dá algo pelo qual o futebol portista desesperava há anos: agressividade tática. Uma das principais lacunas apontadas ao FC Porto na última época era a de ser uma equipa demasiado “macia” em termos táticos. Para que isso tivesse sido uma realidade, em muito contribuiu a ideia imaginada por Lopetegui, que nunca pareceu ter um “Plano B” para contrapor à ideia de posse que o perseguiu durante a última época.

É nesta diferença entre a “técnica da força e a força da técnica” que reside a minha principal dúvida à partida para a nova época portista. Durante a última época, fui criticando o treinador espanhol por não raras vezes “não perceber o futebol português”, nas suas dimensões física e tática. Com um campeonato tão longo, é preciso perceber os vários momentos da competição e, para isso, é preciso ter um plantel eclético que permita à equipa poder ter várias caras durante a mesma época, sem que com isso a ideia tática mude. Ao olhar para a composição atual do meio campo portista, e tal como já referi na última semana, vejo diversos médios “iguais” em termos de caraterísticas. Apesar de cada um ter as suas especificidades, a verdade é que olhar para Danilo Pereira, Rúben Neves, Herrera, André André, Sérgio Oliveira, Imbula e Evandro é ter a perceção de estarmos perante um conjunto de médios com mais “coração do que cabeça”.

Futebolisticamente falando, creio que a grande lacuna do miolo portista é a falta de criatividade que ainda demonstra. Quando me refiro a criatividade, esta não tem que estar atrelada àquele médio ofensivo que, no século XX, pouco ou nada defendia. No futebol moderno, esse tipo de comportamento já não é permitido e tendo em conta a exigência competitiva da época portista, esse “médio de valor acrescentado” terá que ser alguém com a capacidade de juntar a capacidade criativa à de trabalho defensivo. Bem sei que, no mercado, encontrar um jogador com estas caraterísticas obrigará a um exercício financeiro que não sei até que ponto o FC Porto poderá fazer. Ainda assim, parece-me claro que, e tendo em conta aquilo que vimos na última época, é essencial para responder a tantos momentos competitivos ter um plantel suficientemente elástico .

Ao olhar para o meio campo que ajudou a derrubar o Vitória de Guimarães, a ideia que me deu é que Lopetegui não tem nem quer ter uma ideia diferente de jogo. A qualidade na posse de bola é e será sempre a sua bandeira e, talvez por isso, é que no seu discurso se percebe que ele próprio ainda espera por esse médio criativo. A meu ver, a composição do meio campo com Danilo, Herrera e Imbula é só a evidência do treinador em mostrar que os médios que tem ao seu dispor são todos “demasiados parecidos”. Como analista, creio que seria essencial aliar a esta capacidade de trabalho a imaginação que, por vezes, tanta falta faz a uma equipa. É que, bem vistas as coisas, nenhuma das fórmulas está totalmente certa e totalmente errada. O segredo é juntar as duas componentes num equilíbrio perfeito para dar resposta a tantos desafios e a tantas competições. Resumidamente, trata-se de aliar a técnica da força à força da técnica.

Belenenses 3-3 Rio Ave: O futebol ficou a ganhar

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Belenenses e Rio Ave encontraram-se no Restelo dispostos a somarem os primeiros três pontos da temporada. E ambas as equipas fizeram por isso, em diferentes períodos da partida. A equipa da casa, disposta num 4-2-3-1 com Rúben Pinto e André Sousa nas costas do endiabrado Carlos Martins (esteve em todos os golos da sua equipa) e com Sturgeon e Dálcio a servirem Abel Camará, entrou melhor e tentou mandar na partida. Mesmo com Miguel Rosa no banco (provavelmente a ser poupado para o duelo europeu, mas quando foi lançado ajudou a virar o jogo), os azuis tentaram empurrar o Rio Ave para o seu meio-campo. Os homens de Pedro Martins, contudo, são uma equipa muito serena e bem organizada e foram, pouco a pouco, impondo o seu jogo.

Os vila-condenses, de resto, apresentaram-se num 4-4-2 já bastante trabalhado, com Wakaso e Tarantini a segurar o meio-campo e Hassan e Yazalde na frente, apoiados por Bressan na esquerda e Novais a pender um pouco mais sobre a direita. Foi precisamente Novais quem começou por dar trabalho ao guardião Ventura, que se viu obrigado a defender um remate para canto e, na sequência, tirou uma bola em cima da linha de golo. Contudo, à precipitação do Belenenses, que redundava em jogadas perdidas, respondia o Rio Ave com mais ponderação e maturidade. E Ventura, até aí com duas boas intervenções, largou uma bola fácil para a zona onde estava Bressan, que empurrou para o 0-1. Começava aqui a odisseia de golos de um jogo épico.

Se já antes do golo o Rio Ave pareceu sempre a formação mais organizada, após o 0-1 os forasteiros passaram a controlar ainda mais, perante a incapacidade azul na construção. A equipa de Sá Pinto tentava atacar mais pelo flanco direito mas, curiosamente, era quando se aventurava pelo lado contrário que criava mais perigo. É que, à direita, Dálcio teve um jogo para esquecer, ao passo que Sturgeon, no flanco canhoto, ia aparecendo a espaços. Quando já se esperava o apito para o intervalo, eis que surgiu o empate. Na sequência de uma falta duvidosa, Carlos Martins cobrou o livre da esquerda e Gonçalo Brandão, solto, marcou de cabeça. 1-1, mas o melhor estava para vir.

Belenenses Rio Ave Bola na Rede
Esperava-se um grande jogo e foi isso mesmo que acabou por acontecer

Na segunda parte (que iria ser frenética), a toada do jogo manteve-se nos minutos iniciais. Um Rio Ave mais organizado e um Belenenses sem conseguir construir jogo. Dálcio continuava igual à primeira-parte e Sá Pinto percebeu que o jogador já não acrescentava nada de útil ao jogo. Substituiu-o por Miguel Rosa e o Belenenses mudou do dia para a noite. Aos 55 minutos, Ruben Pinto cabeceou à entrada da área, a bola não tocou em ninguém e entrou, surpreendendo Cássio. Estava feita a reviravolta e o Belenenses acordou, a construção de jogo melhorou e Miguel Rosa era o homem responsável. É graças a ele que nasce o penalty que faz o 3-1. Finta e arrancada fenomenal do jovem jogador e a jogada a terminar com Abel Camará a cair dentro da área e a ser bem marcado o penalty que deu o 3-1 para os homens de Sá Pinto.

Mas o Rio Ave não tinha baixado os braços. As alterações de Pedro Martins fizeram bem à  equipa, com Ukra e Guedes a entrarem bem. Se Miguel Rosa foi o homem que mexeu com o jogo para o lado do Belenenses, do lado dos vila-condenses, Guedes (que substituiu o apagado Yazalde) teve o mesmo efeito. Aos 70 minutos, cruza e a bola bate em Gonçalo Brandão que tem a infelicidade de a desviar para dentro da baliza e aos 74 marca o golo que dá o empate merecido a uma equipa que nunca desistiu.

A partir dai o jogo voltou ao ritmo da primeira parte. Os visitantes procuravam o golo de forma organizada, os homens do Restelo tentavam mais com o coração do que com a cabeça. Ventura voltou a gelar as bancadas, falhando num lance que por sorte não deu golo. O final do jogo foi electrizante, com ambas as equipas a terem um golo anulado. 2 lances duvidosos e que parecem mal ajuizados.

No final, um electrizante empate a 3 bolas mostra bem como foi a partida. Se o Altach observou este jogo, terá visto um Belenenses ainda em fase de construção, com bastante dificuldade para criar jogadas de perigo. No entanto, os austríacos devem estar atentos a Miguel Rosa. A entrada do jogador mudou a forma de jogar do Belenenses. Foi quem levou a equipa para a frente (juntamente com Carlos Martins) e Quinta-feira tem de ser titular. Do lado do Rio Ave, Pedro Martins é um homem satisfeito com o seu grupo de trabalho e com os reforços, tal como afirmou no final. A equipa do Rio Ave mostra ser organizada, inteligente em campo e além disso já tem bastante assimiladas as ideias de Pedro Martins. Será interessante ver o que podem fazer esta temporada.

A Figura:

Miguel Rosa e Guedes – As entradas dos 2 jogadores mexeram com as respectivas equipas. Miguel Rosa mostrou porque é uma peça fundamental na equipa do Belenenses e Guedes apresentou-se como um optimo reforço. Uma menção também para Carlos Martins, que esteve em todos os golos e voltou a mostrar que em Belém pode voltar a ser feliz.

O Fora-de-Jogo:

Ventura – Até começou bem, com duas grandes defesas, mas falhou no primeiro golo e voltou a causar calafrios nas bancadas num lance fácil na segunda parte. Os adeptos do Belenenses esperam que quinta-feira o guarda-redes esteja em melhor forma.

Artigo de André Conde e João V. Sousa

Olheiro BnR – Kostas Mitroglou

olheiro bnr

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Without any doubt Kostas Mitroglou, nicknamed Mitrogoal or Pistolero is one of the finest greek strikers of the decade He is a prolific goalscorer with great perception and vision on the box. Thanks to his height (1.88 m) he is a good header and also a reliable finisher. Mitroglou was raised in Germany.

He first came to Greece at the age of 19 after Olympiacos trusted. He had two spells at Panionios and Atromitos before returning to greek giants. Spaniard coach Ernesto Valverde, who still is very popular to Olympiacos ranks didn’t believe at him. So, when Valverde returned to La Liga, the greek international striker was called again to Olympiacos after a productive season on loan with Atromittos (2011/2012). Mitroglou reached the peak of his career at the first half of the season (2012/13). Initially he had big competition from Algerian attacker, Rafik Djebbour.

In the beginning of that season was used as substitute by Leonardo Jardim. With Djebbour absent due to injury, Mitroglou was a starter for the second group game of the UEFA Champions League against Arsenal in the Emirates Stadium, where he scored the equalizer in an eventual 3–1 loss. He next scored a goal in a 2–0 home win against OFI Crete. He scored again in the Champions League by netting the winning goal in a 2–1 away win against Montpellier. He also added another goal against Montpellier in the return fixture on 6 November as Olympiacos claimed a 3–1 victory.

His scoring streak continued as he next scored in greek Super League consecutive goals. He scored his fourth Champions League goal at the 2–1 home win against Arsenal. He was already in the notebooks of many European clubs but he chose to stay for another season to Olympiacos. On 1 September 2013, he scored his first career hat-trick in a 5–0 away win against Levadiakos. He scored his second hat-trick on the next fixture in a 4–0 home win against Skoda Xanthi, becoming the first player in Olympiacos’ history, as well as the Greek League in general, to score two consecutive hat-tricks. He got his third hat-trick of the season on 2 October, scoring all three goals in a 3–0 away win against Anderlecht.in the Champions League group stage. His scoring streak continued, as he scored yet another hat-trick four days later, in a comfortable 6–0 home win against Veria.On October 24, he assisted Domínguez’s goal against Benfica in a 1–1 draw in the Champions League.

On 27 November, Mitroglou suffered an injury in a 2–1 away loss against PSG keeping him on the sidelines for over a month. That was the turning point in his career. On 31 January 2014, Mitroglou signed a four-and-a-half-year contract for a fee in the region of 15 million euros with Fulham It was a setback for Mitroglou besides he was the highest transfer fee in Fulham’s history. He completely failed to show his skills at Craven Cottage while was suffering from various injuries and fitness problems. Mitroglou played in only two further Premier League matches before the end of the 2013–2014 season, starting only one of these games! He was disappointed after the relegation of Fulham, and eager to revive his career.

He get back to Olympiacos on loan. He made his debut on 13 September. Three days later he scored what proved to be the game winner in a 3–2 win over Atletico Madrid in the group stages of the Champions League. He finished the last season scoring 16 goals while having 24 league appearances, but sometimes numbers don’t tell the truth. He scored some easy goals and he wasn’t so fast like before. He missed a lot chances. He lost his explosiveness. In general he wasn’t the same player despite he scored 16 goals. The fans were sceptical on him. Additionally he scores his last goal with Greek NT at 19 November 2013 against Romania. He failed to contribute to greek NT being disappointing.

For Mitroglou Benfica’s offer was the best that he could have in this period of his career. Sporting, Palermo, Besiktas were interested for him but Benfica maybe can rejuvenate his career. My opinion is that Benfica took a big risk by hiring Mitroglou. It’s difficult to replace Lima and I am not sure that he might co-operate effectively with Jonas. It’s a big question for me. To be honest I am not convinced at all about the recent shape of Mitroglou.

Actually he never get rid of his injuries. He scored last season but he didn’t perform with the same quality like he did in Champions League matches. So, there is a golden opportunity for him remaining with Benfica in the highest level of European football by justifying his reputation or reassess his scoring instinct. I am sure that Samaris will help him to adjust on his new environment and he will avoid the problems he faced while at Fulham. If he is fit he can contribute to Benfica, but I repeat his move it’s kind of puzzle…[/acc][/accordion]

Não há dúvidas de que Kostas Mitroglou, conhecido também como Mitrogoal ou Pistolero, é um dos melhores avançados da última década na Grécia. É um matador com grande inteligência e visão de jogo dentro de área. Graças à sua altura (1.88m), é dono de um bom jogo de cabeça e é um ótimo finalizador.

Mitroglou nasceu na Alemanha e chegou à Grécia aos 19 anos, depois de ter sido aposta do Olympiacos. Antes de se afirmar na equipa grega foi emprestado ao Panionios e ao Atromitos (ambos da Liga Grega). Ernesto Valverde, treinador espanhol que ainda é muito popular no Olympiacos, nunca acreditou no jogador. Só quando o técnico abandonou o clube rumo à Liga Espanhola é que o ponta-de-lança internacional grego foi chamado para o clube (depois de uma época produtiva no Atromitos em 2011/12 – 19 golos em 39 jogos).

Em 2012/13 chegou ao pico da carreira, com Leonardo Jardim no comando técnico. Mitroglou teve a competição de Rafik Djebbour e, no início da temporada, começou como suplente. No entanto, com a lesão do avançado argelino, Mitroglou foi aposta a titular no segundo jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões frente ao Arsenal, no Emirates Stadium (marcou o golo na derrota por 3-1).

Nos jogos seguintes voltaria a marcar: mais um golo na vitória caseira (2-0) frente ao OFI Creta e outro no terceiro jogo da Champions League, frente ao Montpellier (vitória fora de portas por 2-1).

Mitroglou continua imparável e voltaria a marcaria novo golo na vitória frente ao Montpellier, no quarto jogo da Liga dos Campeões (vitória por 3-1) e frente ao Arsenal (triunfo caseiro por 2-1).

As exibições começaram a chamar a atenção de vários clubes europeus, mas Mitroglou preferiu ficar mais uma temporada no Olympiacos. No dia 1 de setembro de 2013 marcou o primeiro hat-trick da carreira na vitória fora de casa frente ao Levadiakos (5-0). No jogo seguinte, Mitroglou voltaria a encantar os adeptos com novo hat-trick na vitória caseira sobre o Skoda Xanthi (4-0). Este registo fez com que se tornasse no primeiro jogador do Olympiacos – bem como da Liga Grega – a marcar dois hat-tricks consecutivos. Pouco tempo depois, novo hat-trick, desta vez na Liga dos Campeões, frente ao Anderlecht, na vitória fora de casa por 3-0.

A série de golos não parava e Mitroglou viria a marcar novo hat-trick, apenas quatro dias depois, na vitória por 6-0 frente ao Veria. No dia 24 de outubro de 2013 assistiu Domínguez para o golo frente ao Benfica (1-1), em jogo da Liga dos Campeões.

Mitroglou foi oficializado como reforço do Benfica no dia 8 de agosto Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Mitroglou foi oficializado como reforço do Benfica no dia 8 de agosto
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

No dia 27 de novembro, Mitroglou sofreu uma lesão na derrota por 2-1 frente ao PSG e ficou afastado dos relvados durante um mês. Este momento acabou por ser decisivo na reviravolta da carreira do jogador. No dia 31 de janeiro de 2014, Mitroglou assinou por 4 anos e meio com o Fulham, a troco de 15 milhões de euros.

A transferência foi a mais cara de sempre na história do clube inglês e Mitroglou iria acusar esse valor. O avançado grego não foi capaz de mostrar as suas qualidades no Craven Cottage, até porque sofreu várias lesões. Mitroglou participou em apenas 2 jogos na temporada 2013/14, sendo que apenas num encontro é que foi titular!

As coisas com Mitroglou não corriam bem e a despromoção do Fulham não ajudou na situação Decidido a relançar a carreira, o avançado voltou para o Olympiacos, desta vez a título de empréstimo. Estreou-se no dia 13 de setembro de 2014 e três dias depois marcou o golo da vitória (3-2) sobre o Atlético de Madrid, na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Na última época marcou 16 golos em 24 jogos na Liga Grega, mas às vezes os números não contam a verdade. Mitroglou marcou golos muito fáceis (apenas de encostar) e já não estava tão rápido como antes. O avançado grego estava também mais perdulário e tinha perdido toda a capacidade de explosão dos velhos tempos. No fundo, ele já não era o mesmo, apesar dos 16 golos.

Os adeptos gregos estavam céticos em relação a Mitroglou, até porque o último golo ao serviço da seleção grega foi no dia 19 de novembro, frente à Roménia.

Para Mitroglou, esta oferta do Benfica surge na melhor altura da carreira. O Sporting, o Palermo e o Besiktas também estavam interessados, mas os encarnados podem ser a melhor opção para relançar a carreira. Continuo a achar que este negócio é de alto risco para o Benfica. Vai ser muito difícil substituir Lima e não tenho a certeza de que Mitroglou consiga fazer dupla na frente de ataque com Jonas. Esta é a grande dúvida, neste momento.

Para ser honesto, não estou convencido com a forma física de Mitroglou. Ele nunca mais se conseguiu livrar das sucessivas lesões e as exibições na última época não foram positivas. Portanto, esta é uma oportunidade de ouro para o jogador. O Benfica joga ao mais alto nível na Europa e o avançado tem a hipótese para justificar a sua reputação e reacender o instinto matador.

Tenho a certeza de que Samaris vai ajudá-lo neste novo ambiente estranho, de forma a evitar os mesmos problemas de adaptação que teve ao serviço do Fulham. Se correr bem, pode ser um bom contributo para o Benfica. Mas repito… esta transferência pode ser um autêntico quebra-cabeças para os encarnados.

Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica

FC Porto 3-0 Vit. Guimarães – Jackson? Não, Aboubakar!

cabeçalho fc porto

O FC Porto entrou na Liga NOS com o pé direito… de Aboubakar. Como assim? Frente ao Vitória de Guimarães, o camaronês bisou e ofereceu os primeiros três pontos da nova estação futebolística aos azuis e brancos. O 3-0 é um resultado que não deixa margem para dúvidas sobre qual foi a melhor equipa em campo e permitiu aos espectadores tirar diversas ilações sobre a equipa da casa e sobre o Vitória.

Com mais de 48 mil a lotarem o Dragão, Lopetegui fez entrar o onze esperado face à lesão que apoquentou Brahimi durante toda a semana. Apesar de ter convocado o argelino, o timoneiro dos dragões preferiu não arriscar e apostou em Varela a titular (que também fez o gosto ao pé), assim como em Danilo Pereira, que, com Imbula e Herrera, completou o trio de meio campo. Por sua vez, a equipa de Armando Evangelista procurava redimir-se da humilhação europeia e entregou as despesas atacantes a Henrique Dourado, que, apoiado por Tozé (nas costas) e Tomané e Alex nas alas, pareceu sempre insuficiente para fazer tremer a defesa portista.

O FC Porto controlou desde cedo o rumo dos acontecimentos. Com trocas de bola seguras entre a defesa e o setor intermediário e face ao bloco médio-baixo que o Vitória de Guimarães dispôs, o golo surgiu logo aos oito minutos: bom entendimento entre Varela e Alex Sandro no flanco esquerdo, com o último a cruzar para Aboubakar, que rematou para o primeiro tento da partida (a bola ainda sofreu um desvio em João Afonso).

Com o passar do tempo, o reforço francês Imbula foi mostrando a sua apetência ofensiva com aproximações constantes à grande área vimaranense e apoio direto ao ponta-de-lança Aboubakar. Num resto de primeira parte tranquilo, nota negativa para Héctor Herrera, que denotou demasiada lentidão no processo ofensivo e tomada de decisões. Varela procurou sempre jogar simples e rapidamente, algo que alcançou de forma positiva, e combinou quase sempre bem com o parceiro de flanco, Alex Sandro, e os dois companheiros da frente. Danilo Pereira jogou de cabeça erguida e nunca ficou sobressaltado perante a pressão de adversários.

Do lado do Vitória, sempre muito expectante, foi Bouba Saré a evidenciar-se, já que procurou transformar o momento de recuperação do esférico no primeiro instante ofensivo da equipa. Dourado e Tozé tentaram segurar a bola, mas a ajuda dos homens das alas demorou quase sempre a chegar. Sinal menos para Luís Rocha, muito desapoiado e impotente perante as mudanças de velocidade de Cristian Tello.

No entanto, a segunda parte iniciou-se com a mudança de filosofia da equipa de Guimarães. Evangelista fez o bloco subir e a pressão resultante dessa ação começou a dar frutos. A defesa dos dragões começou a sentir-se apertada, o meio-campo não conseguiu sair a jogar e Tozé podia mesmo ter faturado, não fossem a atenção e os reflexos de Iker Casillas. Julen Lopetegui soube ler o jogo, substituindo Herrera (apagadíssimo) por André André, de modo a contrariar o ascendente vitoriano e conferir maior intensidade ao miolo.

Varela foi feliz e faturou, no regresso ao Estádio do Dragão Fonte: Página do Facebook do FC Porto
Varela foi feliz e faturou, no regresso ao Estádio do Dragão
Fonte: Página do Facebook do FC Porto

Aos 53 minutos, Tello protagonizou um falhanço escandaloso à boca da baliza de Douglas. Com o guarda-redes batido, o espanhol conseguiu não aproveitar a oportunidade clamorosa (resultante de mais um bom cruzamento de Varela) e permitiu o desvio de João Afonso em cima da linha de golo. À passagem da hora de jogo, surgiu o golo da tranquilidade, e mesmo no momento certo: Maxi Pereira, com o auxílio de André André, recuperou o esférico no meio-campo e entregou para Aboubakar, que após um sprint rematou forte e sem hipótese para o keeper dos vimaranenses. “Abombakar” estava de regresso ao Dragão, com o segundo golo da sua conta pessoal, festejado efusivamente pelos portistas.

A partir deste momento, o FC Porto limitou-se a gerir o resultado e a rotação do jogo, atacando apenas pelo seguro e evidenciando grande tranquilidade no reduto defensivo. Evandro entrou para o lugar de Imbula, que esteve mais discreto na etapa complementar, e a partir daí o Vitória não mais ameaçou a baliza de Casillas. Aos 84 minutos, Silvestre Varela fixou o resultado final, depois de combinar com Maxi e tirar Luís Rocha do caminho; num remate fulminante, o internacional português voltou a marcar no Dragão, depois de uma época “fora de casa”. O extremo luso foi bastante aplaudido quando foi substituído por Brahimi.

Apito final, e o FC Porto vitorioso a confirmar o favoritismo. Bons apontamentos dos comandados de Lopetegui, que, em termos gerais, realizaram uma exibição francamente boa e, acima de tudo, competente. Para o Vitória de Guimarães adivinham-se tempos difíceis. Em três jogos oficiais, o saldo é de três derrotas e ainda não foi desta que se viram ideias de jogo positivas do lado da turma de Armando Evangelista. No Dragão, o speaker voltou a gritar “golo” e a entoar o nome de um matador: Jackson Martí… Perdão. Vincent… Aboubakar! A máquina já parece estar oleada, e agora… venha o Marítimo no tão malfadado “Caldeirão dos Barreiros”.

A Figura

Aboubakar – Osvaldo que se cuide. O camaronês está em alta e abriu a época com dois golos, um dos quais à entrada da área, num pontapé fulminante, sem dó nem piedade. Numa altura em que a nação azul e branca (ainda) está apreensiva com a saída de Jackson Martínez, Vincent Aboubakar picou (e bem!) o ponto e deve ter garantido a titularidade, pelo menos no futuro próximo. Mas não foram só os golos: as movimentações, saídas da área e decisões foram quase sempre perfeitas e tomadas na altura certa. Saudades do ‘Cha Cha Cha’? Para já, estão esquecidas.

O Fora-de-jogo

Herrera – Sempre em ritmo lento, foi substituído pouco depois do início da segunda parte. E sem surpresa. Más decisões, passes errados e pouca desenvoltura foram as falhas do mexicano, coroadas por um falhanço imperdoável na cara de Douglas, ainda na primeira parte. O ‘Tribunal do Dragão’ não perdoou, e Herrera foi brindado com muitos assobios no primeiro jogo oficial da temporada azul e branca.

Foto de Capa: Página do Facebook do FC Porto