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Futsal: Leão de garras afiadas na pré-época

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Enquanto a bola não começa a rolar oficialmente, é hora de dar uma vista de olhos à pré-época dos grandes clubes portugueses, com a realização da já habitual Taça de Honra da AF Lisboa, que reuniu os principais clubes da capital portuguesa, entre os quais o Sporting CP, o Benfica, os Leões de Porto Salvo, o Belenenses, a Quinta dos Lombos, a AM Portela, o SL Olivais e o UPVN.

É certo que, destas 8 equipas, no meu entender só 4 (SCP, SLB, LPS e Belenenses) tinham reais hipóteses de conquistar o troféu, mas o nível apresentado foi bastante elevado, uma vez que neste torneio o equilíbrio foi nota dominante em praticamente todos os jogos. Esta prova jogou-se em fase de eliminação direta, com quartos-de-final e apenas 1 jogo para as equipas que perdessem à primeira. Na fase inicial da competição, as 8 equipas ficaram assim distribuídas:

SL Benfica 5-0 Belenenses
Sporting CP 4-1 Quinta dos Lombos
Leões de Porto Salvo 2-2 (6-5 após g.p.) UPVN
SL Olivais 0-1 AM Portela

Destes 4 jogos, há que referir que o Benfica e o Sporting venceram confortavelmente os seus jogos, como já seria de esperar, embora no jogo do Benfica eu esperasse um pouco mais de equilíbrio no marcador final. Os Leões de Porto Salvo sentiram muitas dificuldades no seu encontro perante uma equipa de escalão inferior, que foi batida apenas após a marcação de grandes penalidades. Finalmente, tivemos a eliminação de uma equipa primodivisionária perante uma equipa do 2º escalão do futsal português, num jogo extremamente equilibrado, como o parcial indicia.

Assim sendo, as equipas ficaram assim distribuídas nas meias-finais:

Leões de Porto Salvo 4-1 AM Portela
Sporting CP 4-4 (3-2 após g.p.) SL Benfica

Nas meias-finais tivemos um jogo que caiu previsivelmente para o lado do LPS, perante a tal equipa de escalão inferior, e uma verdadeira final antecipada que opôs o SL Benfica ao Sporting CP e que, apesar de ser um jogo de pré-época, deixou antever aquilo que poderemos assistir ao longo da época, quando os jogos começarem a contar. Um jogo pleno de equilíbrio, onde qualquer uma das equipas podia ter ganho mas, desta vez, calhou ao Sporting a sorte do jogo, através da lotaria das penalidades.

Final:
Sporting CP 3-1 Leões de Porto Salvo

Vitória difícil, mas inteiramente merecida do Sporting, que cedo no jogo já vencia por 2-0. Ainda reduziu a equipa de Porto Salvo aos 26 minutos por Fonseca, mas logo de seguida Diogo sentenciou o jogo e deu o troféu ao Sporting. É um torneio de pré-época, é certo, mas bateu o seu eterno rival no torneio (Benfica, nas meias-finais) e isso pode dar alguma motivação ao conjunto leonino para a época que se avizinha.

Foto de Capa: Facebook do Sporting

Liga Portuguesa: Nunca mais é Sexta-Feira!

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futebol nacional cabeçalho

A espera acabou! Começou, finalmente, o campeonato português. Um dos mais esperados dos últimos anos e que, pela primeira jornada, deixou indicadores positivos de que poderá corresponder às expectativas de adeptos e dirigentes.

O número de adeptos nos estádios ascendeu aos 150 mil, um número recorde numa jornada da Liga, desde, pelo menos, 2007/2008 (época em que se iniciaram  os registos oficiais) e nenhum deles terá ficado desiludido com o preço pago pelo bilhete, pois houve espectáculo e muitos golos em quase todas as partidas.

A mais espectacular e emocionante terá acontecido em Belém, onde, no Restelo (o Bola na Rede esteve lá), o Belenenses empatou com o Rio Ave num encontro em que começou a perder (0-1), deu a volta ao marcador (2-1), ampliou a vantagem (3-1), mas não foi capaz de a segurar (3-3) perante um Rio Ave atrevido e com substituições (Guedes foi o principal impulsionador e Heldon o “ajudante”) que deram frutos, após a saída do maestro e figura maior dos azuis (Carlos Martins)… que não foram os únicos a ceder dois pontos, em casa, depois de terem estado em vantagem – no Bonfim, um Setúbal de duas faces entrou bem no duelo frente ao Boavista, foi para o balneário satisfeito com a vitória por 2-0, pensou tudo estar resolvido após ver o adversário reduzido a 10 unidades, mas há coisas que não mudam e a garra de Petit continua a contagiar os seus jogadores que não desistiram e, por intermédio de Afonso Figueiredo e Luisinho, repuseram a igualdade e voltaram para o norte com pontos.

Ainda assim, houve equipas que conseguiram melhor que apenas um ponto nas deslocações a terreno alheio – o Arouca, por exemplo, revelou-se uma equipa muito bem organizada e paciente, esperando pelo melhor momento de forma a surpreender o Moreirense, que se viu impotente para travar Nuno Coelho e Maurides, autores dos golos arouquenses que fixaram o placard final em 0-2 para os visitantes, num duelo entre repetentes, no Minho… coisa que não foi única nesta jornada, pois também Sporting de Braga e Nacional, presentes na edição transacta da Liga NOS, se defrontaram na região do extremo noroeste do país, onde os madeirenses até conseguiram surpreender o seu adversário ao marcar cedo no encontro (Tiquinho inaugurou o marcador aos 2 minutos), mas falharam na materialização do factor surpresa e cedo o jogo foi igualado (11 minutos, por Pedro Santos, de penalti) para, mais tarde, e após uma exibição brilhante de Gottardi, “virar” a favor dos bracarenses, que tiveram em Román a arma secreta para fixar o resultado final em 2-1… o mesmo do derby da Madeira, onde o União levou a melhor sobre o Marítimo, numa das surpresas da jornada.

A formação orientada por Norton de Matos entrou forte no jogo e chegou a vantagem por Breitner, ampliou a vantagem pelo goleador Élio Martins (não perdeu o faro do golo) e manteve o Marítimo controlado até aos 84 minutos, altura em que os verde-rubros reduziram por Dyego Souza, porém, já era tarde para estragar a festa dos recém-promovidos à Primeira Divisão portuguesa.

Aboubakar foi a figura da jornada Fonte: Facebook do FC Porto
Aboubakar foi a figura da jornada
Fonte: Facebook do FC Porto

O mesmo, porém, não poderá dizer o “companheiro de subida” do União, o Tondela, que, a jogar em casa, emprestada, foi derrotado por 1-2, ainda que obrigando o Sporting a suar para sair do Municipal de Aveiro com os três pontos – os leões estiveram em vantagem, viram a formação do distrito de Viseu empatar o encontro e só na compensação, graças a uma grande penalidade convertida por Adrien Silva, conseguiram respirar fundo… uma imagem semelhante à que aconteceu no Estádio da Luz, onde o Benfica, apesar da folgada vitória por 4-0, teve de suar e muito para levar de vencido o Estoril que só aos 74 minutos “caiu” com uma cabeçada de Mitroglou que abriu caminho à goleada encarnada, carimbada pelo miúdo (em evidência) Nélson Semedo, que lhes dá ânimo na defesa do título…

… ainda que tenha os rivais à espreita. O FC Porto é uma ameaça séria e comprovou-o no Dragão, perante 50 mil espectadores, ao bater o Vitória de Guimarães por claros 3-0. A estrela da companhia foi Aboubakar numa equipa que vai impondo o seu domínio e que se exibiu em excelente plano, lançando um claro aviso à concorrência.

A terminar a jornada, o Paços de Ferreira recebeu a Académica (1-0, marcou Roniel), num jogo menos animado que os restantes, mas onde ficaram boas indicações da equipa agora orientada por Jorge Simão e que fazem antever uma luta pela Europa com a competitividade da do ano passado.

Estão lançados os primeiros dados. Se o início da Liga era aguardado com enorme expectativa, depois de uma jornada destas, só se pode pedir que o tempo passe rápido até ao próximo fim-de-semana!

Treinador da Jornada: Lito Vidigal (FC Arouca)

Para uma equipa que luta para a manutenção, assegurar os três pontos fora de casa no terreno de um rival alheio… vale seis. A caminhada tranquila que se deseja começou a ser trilhada da melhor forma, com uma vitória em Moreira de Cónegos que deixou bem vincada a superioridade arouquense em todos os aspectos do jogo e isso, claro, tem dedo do treinador, principalmente se atendermos à importância de jogadores como Nuno Coelho (um golo e muita segurança defensiva) e Roberto (jogo de sacrifício, mas foi crucial na gestão do processo ofensivo).

Jogador da Jornada: Vincent Aboubakar (FC Porto)

Fazer esquecer uma grande relação de amor não é para todos, mas Aboubakar conseguiu-o no jogo diante do Guimarães ao assinar os dois primeiros golos (subsiste, ainda assim, a dúvida sobre a atribuição do primeiro tento do camaronês) dos Dragões na Liga NOS e ao acrescentar algo ao processo ofensivo dos dragões – dimensão física.

Foto de Capa: Facebook Oficial do Tondela

Rui Vitória: O Último (Grande) Treinador Bondoso

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A História está recheada de homens bons que, inevitavelmente, acabaram engolidos pela sombra dos seus adversários. A experiência ensina-nos que a polidez do gesto e do discurso – mesmo que isso contrarie toda e qualquer lógica – nem sempre destrinça aquilo que um grupo pode fazer de melhor; por outro lado, uma postura guerrilheira fortalece o ânimo, muitas vezes relegando para segundo plano os aspectos técnicos e tácticos, no caminho para a vitória. Esta breve introdução poderia versar sobre as artes da guerra ou da política: nesse caso, concluiria o texto afirmando que os cemitérios estão cheios de pacifistas. Porém, o assunto é futebol; apenas o futebol português e a sua actualidade. Basta-me, portanto, recordar que este jogo não é para meninos.

1. Rui Vitória merece treinar o Benfica – é o mínimo que, neste momento, se poderá dizer. Provou-o junto à relva, graças a um percurso ascendente, sem atalhos, cumprido com a paciência dos humildes e uma competência eficiente. Triunfou e, com naturalidade, chegou ao topo. Na casa de partida, Rui Vitória inverteu radicalmente o discurso do seu antecessor (na forma e no conteúdo), evitando o feitio e as palavras truculentas. Das suas lições de cavalheirismo notou-se, essencialmente, a ausência do que ficou por dizer – recados fundamentais para fora, e alguns também para dentro.

Rui Vitória cumpriu a sua era do optimismo ingénuo e da crença; é quando confiamos na bondade alheia e supomos que nos chegará, naturalmente, o que julgamos merecer por mérito próprio e justiça. Rui Vitória calou publicamente. E fê-lo durante um mês, perante todos os temas importantes: a pré-época (poucos se recordam que foi o próprio Julen Lopetegui a abdicar de participar na International Champions Cup, evitando ter uma equipa impreparada para o início das provas oficiais), os reforços (com o campeonato em andamento, é ainda fundamental contratar) e, sobretudo, as questões que surgiram antes e depois da Supertaça, envolvendo Jorge Jesus. Rui Vitória fugiu ao confronto – com a estrutura e com os rivais – desconhecendo, à altura, que são raros os caminhos para a glória feitos de paz e tranquilidade.

Rui Vitória merece treinar o Benfica Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Rui Vitória merece treinar o Benfica
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

2. Com as primeiras desilusões – o resultado da Supertaça foi, na verdade, o mal menor desse jogo – surge-nos um novo sentido do real. É quando dolorosamente nos apercebermos de que o (nosso) mundo nem sempre gira de forma regular e em crescendo. E que, por vezes, é injusto. Se Rui Vitória quer, de facto, ver o Benfica “a entrar nos eixos” tem de arregaçar as mangas e, ao jeito da sua terra, pegar o toiro pelos cornos. E compreender – mais cedo que tarde – que, por muitos conhecimentos que tenha, para triunfar neste patamar é necessário, primeiro que tudo, abdicar de ser ele próprio, tornando-se muito mais com aquilo que se espera de si aos olhos do grupo de trabalho que lidera e, consequentemente, do universo de adeptos. Este mundo não é para os bondosos e simpáticos: é para os Brian Clough e os José Mourinho (e sim, para os Jorge Jesus!). É para os que podem porque falam e falam porque podem. Rui Vitória tem de o perceber rapidamente e começar a falar e agir em conformidade.

P.S.: O 4-0 ao Estoril é enganador. No entanto, Rui Vitória já começa a dizer qualquer coisa, tal como se viu na antevisão da partida. Se já falasse tudo, porém, diria no final deste jogo, para que todos o ouvissem: há seis anos que o Benfica não ganhava um jogo a partir do banco. Sem medos e com toda a confiança.

Foto de Capa: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Liga Alemã: Heavy metal, estreias memoráveis e muitos golos

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A liga alemã está de volta e o futebol espectáculo não desiludiu. O campeão voltou a atropelar o Hamburgo, o Dortmund deu provas de que a época passada foi um acidente e os recém-promovidos mostraram que não estão para brincadeiras.

Comecemos pela Baviera. O Bayern voltou igual a si mesmo: imponente, goleador e com a mesma vontade de ganhar. Arturo Vidal e Douglas Costa são duas peças novas neste tabuleiro, mas estiveram longe de mostrar nervosismo ou pouco à vontade com o estilo de jogo de Guardiola. A estrela chilena foi o jogador com o maior número de passes na partida contra o Hamburgo e revelou-se um jogador capaz de encaixar em qualquer sistema de jogo; o internacional brasileiro foi o melhor jogador em campo e trucidou a defesa adversária, sendo responsável por uma assistência fantástica com a parte exterior do pé para o golo de Thomas Müller e um golo de fora de área para mais tarde recordar. A vitória por 5-0, com golos marcados por Mehdi Benatia, Thomas Müller (2x), Robert Lewandowski e Douglas Costa, foi o começo perfeito para os pupilos de Pep.

Borussia Dortmund sem Jürgen Klopp? Ideia estranha e com capacidade para causar náuseas a muitos adeptos habituados a um futebol heavy metal que levou uma equipa a outro reconhecimento por parte de todos. O primeiro jogo demonstrou uma coisa: Thomas Tuchel é o homem certo para trazer de volta esse futebol vertiginoso e vergou o terceiro classificado da época passada com uma facilidade assustadora. A prova de força deu-se através do entrosamento quase perfeito dos jogadores da frente. Henrikh Mkhitaryan foi o homem do jogo e promete finalmente mostrar todo o seu talento. A sua inteligência posicional levou a que estivesse sempre no sítio certo à hora certa e isso materializou-se em dois golos nas contas finais. O colectivo foi importante para exponenciar a capacidade individual e isso traduziu-se em grandes exibições de Mats Hummels – irrepreensível em todos os momentos do jogo -, Julian Weigl – grande estreia da nova coqueluche dos amarelos e pretos – e Pierre-Emerick Aubameyang – a dar imenso trabalho à defesa adversária. O Gladbach tem muito que reflectir mas existe um ponto importante a retirar desta derrota por 4-0: Kruse e Kramer fazem muita falta.

Douglas Costa teve uma estreia prometedora Fonte: Facebook de Douglas Costa
Douglas Costa teve uma estreia prometedora
Fonte: Facebook de Douglas Costa

Cristoph Kramer voltou a Leverkusen e iniciou o seu percurso com a nova camisola da melhor forma. O Bayer teve que suar para vencer o Hoffenheim, equipa que perdeu a sua referência Roberto Firmino, e a vitória foi conquistada a partir do banco. Zuber marcou logo aos cinco minutos pela equipa derrotada mas Kiessling e Brandt acabaram por estabelecer a reviravolta e dar os três pontos aos farmacêuticos. O Schalke, outra das equipas que aspiram pelos lugares mais cimeiros, ganhou com facilidade em casa do Werder Bremen por 0-3. Huntelaar voltou a começar o campeonato a marcar, Sané mostrou ser um talento em crescendo e a equipa assumiu uma postura que promete causar estragos ao longo do campeonato. Por fim, o Wolfsburgo, terceiro classificado da temporada transacta, foi vencer o Frankfurt por 2-1 e Bas Dost começou o campeonato com a mesma veia goleadora.

As equipas que subiram este ano à Bundesliga demonstraram na primeira jornada que não vieram para ser alvo de chacota. O Darmstadt empatou contra o Hannover e teve em destaque Marcel Heller, jogador responsável pelos dois golos da equipa da casa. O Ingolstadt foi mais longe e começou o campeonato a ganhar fora contra o Mainz por 0-1, através de um golo do interessante Lukas Hinterseer.

Nos restantes resultados, o Hertha de Berlim foi ganhar a casa do Augsburgo por 0-1 e o Colónia, que se reforçou bastante bem, venceu fora o Estugarda por 1-3. Veremos se não será mais um ano com a corda ao pescoço para o histórico emblema patrocinado pela Mercedes.

O futebol alemão demonstrou na primeira jornada os argumentos que levam a que muitos o considerem um dos melhores campeonatos do mundo: ideias de jogo ambiciosas, golos em catadupa e craques a desfilar por todos os campos.

Jogador da semana: Douglas Costa (Bayern Munique)

Quem diria que o jogador em destaque no primeiro jogo do Bayern Munique seria o internacional brasileiro? Muita velocidade, técnica muito acima da média e um golo e uma assistência para começar a sua estadia por terras alemãs da melhor maneira.

Treinador da semana: Thomas Tuchel (B.Dortmund).

O treinador alemão chegou e já criou riffs poderosos para o futebol dos amarelos e pretos. Futebol fantástico a fazer lembrar os tempos áureos de Klopp. Melhor estreia era impossível.

Foto de Capa: Facebook do Borussia Dortmund

Liga Inglesa: Visitas Incómodas numa Jornada Skyblue

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Por mais solene que seja a ocasião, há visitas que não desejamos ter em nossa casa. Podem ser incomodativas, levar-nos à hipocrisia de sermos simpáticos à força para, no fim, isso nem sequer nos valer nada. Nem um ponto sequer.

Que o digam Aston Villa, Crystal Palace, Southampton, Sunderland e West Ham, equipas derrotadas em jogos da segunda jornada da Premier League, no seu próprio reduto. Os dois primeiros conjuntos, porém, tiveram a atenuante de se terem batido bem frente a candidatos ao título, com os villains a obrigarem o Manchester United a sofrer para sair de lá com mais três pontos (um golo de Januzaj chegou para a vitória mas foi insuficiente para uma passagem tranquila pelo Villa Park), e os eagles, também em bom plano, forçaram o suor dos jogadores do Arsenal, que, depois de terem inaugurado o marcador num golaço de Giroud, viram Ward empatar, e foi preciso um infortúnio de um adversário (Delaney) para os gunners voltarem à liderança de um marcador que não voltaria a sofrer alterações, apesar da pressão sufocante imposta pelos homens da casa.

Os outros três emblemas não tiveram tantas desculpas: o Southampton só pôde queixar-se de si mesmo na derrota frente ao Everton (3-0), num jogo em que muito desperdiçou até ao adversário inaugurar o marcador e servir-se do contra-ataque para aplicar as estocadas finais – Lukaku bisou, Barkley marcou o outro, depois de já ter assistido o belga para um dos seus golos; o Sunderland pagou caro pelo menosprezo a um Norwich que conseguiu gerar um enorme caudal ofensivo, indo para o intervalo a vencer por 2-0, vencedo por 3-1 no final dos 90 minutos; o West Ham revelou-se demasiado permissivo, depois da excelente prestação no Emirates, e acabou por ser derrotado por um Leicester em alta, que voltou a ter em Mahrez a figura de destaque – o argelino assinou o segundo golo da sua equipa, no 2-1 que dá à equipa de Claudio Ranieri um lugar na liderança partilhada da Premier League.

Pellegrini saiu claramente vencedor no duelo de treinadores do grande jogo da jornada e merece a distinção de treinador da jornada Fonte: Facebook do City
Pellegrini saiu claramente vencedor no duelo de treinadores do grande jogo da jornada e merece a distinção de treinador da jornada
Fonte: Facebook do Manchester City

As visitas incómodas, porém, não ficam por aqui nesta segunda ronda da Premier League, já que o West Bromwich Albion e o Stoke também foram capazes de ir “roubar” pontos a terreno alheio. Os primeiros, não brilhando, conseguiram aproveitar a falta de eficácia do Watford e saíram do Vicarage Road sem golos sofridos (0-0); os segundos demonstraram uma enorme capacidade de reacção e, depois de estarem a perder, ao intervalo, por 2-0, foram capazes de empatar o encontro, saindo de White Hart Lane com os primeiros pontos da época, graças à inspiração de Diouf e a alguma permissividade do Tottenham, outra das equipas que não conseguiram averbar os três pontos em casa…

…feito raro, nesta segunda ronda do principal campeonato inglês, mas do qual foram capazes Swansea, Liverpool e Manchester City, No País de Gales, os “swans”, depois de conseguirem ganhar um ponto na deslocação ao terreno do campeão, prolongaram o estado de graça com uma vitória por 2-0 sobre o Newcastle, onde voltaram a estar em evidência as duas figuras da primeira jornada: Bafetidis Gomis e Andre Ayew, novamente os autores dos golos dos galeses. Em Anfield Road, os reds venceram por 1-0 o Bournemouth, embora a equipa recém-promovida se possa gabar de ter feito suar os orientados por Brendan Rodgers, num encontro em que Chris Benteke se estreou a marcar pelos reds; no Etthiad, o jogo da jornada, o vice-campeão e o campeão prometiam um duelo renhido mas, ao invés, tratou-se do resultado mais desnivelado da jornada, com o City a derrotar o Chelsea por 3-0, num duelo em que ficou bem vincada a fragilidade dos campeões em título e a superioridade da estratégia implementada pelo técnico dos skyblue…

…que lideram, com uma diferença de golos de +6, a Premier League, a par de Leicester, Liverpool e Manchester United. Destaque negativo para o Chelsea, que ainda não venceu, e para o Sunderland, que alia, agora, duas derrotas consecutivas a exibições pouco convincentes.

Treinador da Semana: Manuel Pellegrini (Manchester City)

Um treinador que deixa bem patente, no campo e no resultado, a sua superioridade sobre o colega de profissão, que foi campeão na época passada, merece sempre esta distinção.

O técnico chileno já consegue passar para os seus jogadores a ideia que tem em mente para este ano e colocou a equipa a jogar um futebol mais amplo na frente de ataque e seguríssimo desde o meio-campo, que lhe valeu três pontos bastante relevantes na luta pela reconquista da Premier League.

Jogador da Semana: David Silva (Manchester City)

Dinamizou o meio-campo do City e empurrou-os rumo a uma grande exibição frente ao campeão em título. Esteve no lance dos três golos que deram a vitória aos citizens e fez sobressair toda a importância do seu papel no modelo de jogo de Pellegrini.

Basquetebol: Cook(ing) mais um título?

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– Ouh, já sabes que o vencedor dos triplos no All Star da NBA de 2009 vem jogar para o Benfica?
– Poh, já não bebes é mais nada hoje que isto já te está a fazer mal.

Este diálogo não aconteceu comigo, mas pode bem ter acontecido com alguém que tenha estado num dos muitos festivais de verão que o nosso país tem por estes dias. Afinal não estamos habituados a ter jogadores deste calibre entre nós.

Mas para os mais distraídos, é verdade, o Benfica anunciou na sexta feira a entrada de Daequan Cook para o seu plantel. Trata-se de um jogador que, além de ter vencido o concurso de triplos já citado antes, conta ainda com um vice campeonato da NBA em 2011 e pode dizer que já foi colega de equipa de Wade, Durant, Rose ou Harden, por exemplo.

Apesar de nunca ter sido um jogador de topo na NBA e de não apresentar grandes números, não deixa de ser estranho ver este jogador vir parar a Portugal, mas a verdade é que cá está e pode ser o motivo para um renascimento do basquetebol masculino português, que mais morto do que atualmente só se não existisse. Isto faz com que, apesar de não ter grandes números, em Portugal terá capacidade de ser “o pai de todos”, como já li por aí.

Cook com o troféu de vencedor dos triplos em 2009 Fonte: serbenfiquista
Cook com o troféu de vencedor dos triplos em 2009
Fonte: serbenfiquista

A atenção mediática que pode vir com a chegada do jogador – assim como o regresso do Porto à Liga – é muito importante para o desenvolvimento do nosso basket, que nos últimos anos se viu ultrapassado a nível de popularidade pela grande maioria das modalidades de pavilhão.

Mas voltemos ao tema principal deste artigo, a chegada de Daequan Cook ao Benfica e ao basket português. Neste momento vai com 28 anos e vem de França, onde vem do Rouen Basket, uma das equipas mais fracas da primeira divisão francesa, mas de onde saiu como terceiro melhor marcador com uma média de 15,9 pontos/jogo. Para os menos habituados a estas andanças estes números até parecem bons e, de facto, são, mas para um jogador com este currículo e que foi escolhido em 21.º no Draf da NBA (2007) espera-se sempre mais além, que seja realmente o motor da equipa.

Cook vem com a tarefa de substituir Jobey Thomas, o anterior “pai de todos” do Benfica, e deve conseguir cumprir esta tarefa, já que qualidade não lhe falta. Mas vamos ao passado na NBA da nova estrela do campeonato português. Como já está em cima, foi escolhido no Draft de 2007 pelos Philadelphia 76ers em 21.º. Apesar disso, nunca jogou pelos 76ers e rumou aos Miami Heat, na altura uma equipa sem grande rumo na ressaca do título de 2006 e na antecâmara dos Big Three (Wade, James e Bosh) de 2010.

Na Florida, durante os três anos em que esteve – saiu precisamente quando chegaram os Big Three – participou em 179 jogos na fase regular e em sete nos Playoff em 2009, em que conseguiu 5.3 pontos/jogo. Foi em Miami que teve os seus melhores anos na competição, com destaque para o seu ano de Rookie, em que conseguiu 8.8 pontos, três ressaltos e 1.3 assistências por jogo, apesar de no seu segundo ano (08-09) ter conseguido chegar aos 9.1 pontos.

O vermelho e branco já faz parte dos equipamentos à muito Fonte: si.com
O vermelho e branco já faz parte dos equipamentos há muito
Fonte: si.com

Foi também em 2009 que atingiu o seu ponto alto a nível individual, ao vencer o concurso de triplos com 19 marcados em 30. De Miami foi para Oklahoma, onde viveu os seus melhores anos a nível coletivo. Nos Thunder atingiu a final da NBA em 2012, que a sua equipa viria a perder para a sua antiga equipa.

Na temporada seguinte mudou-se para Housten mas ficou pouco tempo nos Rockets, tendo-se mudado em janeiro para os Chicago Bulls, onde terminou a época e a sua passagem pela NBA. Em 2013 mudou-se para a Europa e foi para a Ucrânia, seguindo para a Alemanha em 2014, e a temporada passada esteve então em França.

Esta temporada, que no basket ainda não começou, o Benfica parte novamente como favorito. Mas se andar a brincar como o ano passado pode ser que seja surpreendido por um Porto que também está a reforçar-se muito bem. Relembro que os dois vão participar na nova competição europeia, a FIBA Europe Cup. Esta competição quer ser a “Liga Europa” do basket, mas para os principais clubes europeus é mais vista como a terceira competição europeia.

Imagem de capa: ESPN

Sporting 2-1 CSKA: vingança pela metade

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O Sporting nunca tinha derrotado uma equipa russa nas competições europeias, mas conseguiu-o, em Alvalade, ao bater o CSKA por 2-1. O objectivo primordial – a vitória – foi alcançado, mas o golo sofrido coloca as ambições leoninas em causa. A grande exibição de Carrillo não foi suficiente para a turma verde e branca levar uma vantagem mais confortável para Moscovo, até porque do outro lado estava um adversário com qualidade e com maior ritmo competitivo, para além de uma equipa de arbitragem que, como já vem sendo frequente, não foi propriamente amiga dos pequeninos portugueses.

Com os olhos postos nos milhões e no prestígio que a Champions traz, o Sporting entrou bem e rapidamente assumiu o controlo da partida. Os leões mantiveram o 11 habitual e demonstraram uma excelente dinâmica ofensiva nos primeiros minutos, com Ruiz e Carrillo em destaque e Teo muito participativo. O primeiro golo nasce de um entendimento notável entre os três jogadores leoninos, com o peruano a isolar o costa-riquenho de forma soberba e o colombiano a finalizar de baliza aberta. A primeira explosão de alegria dos quase 42 mil espectadores que estiveram em Alvalade.

Depois de chegar ao golo, a equipa leonina baixou a agressividade e permitiu que o CSKA equilibrasse a partida. Os russos perceberam que podiam explorar as fragilidades do lado direito da defesa leonina e demonstraram muita preocupação em fazer a bola chegar a Musa após a recuperação. O nigeriano, que descaiu para uma ala para permitir a entrada no 11 do regressado Doumbia, fez o que quis de João Pereira e foi decisivo na obtenção do empate. A defesa leonina ia tendo muitas dificuldades no controlo da profundidade, sofrendo com a velocidade dos dois atacantes africanos, bem servidos por Eremenko. Patrício ainda defendeu com categoria um penalty do ex-Roma, após falta de Jefferson sobre Tosic, mas nada pôde fazer quando o costa-marfinense surgiu isolado para fazer o 1-1 pouco antes do intervalo. Foi a primeira vez que a linha defensiva de Jesus foi testada a sério nesta época.

O início da segunda parte trouxe o que se esperava após o golo do CSKA. Os russos estavam satisfeitos com o resultado e recuaram as linhas, permitindo que o Sporting assumisse de novo o controlo do jogo. Mas esta não foi, de todo, a melhor fase da equipa de Jesus. O meio campo ia tendo pouca preponderância, com João Mário bem abaixo do que tinha mostrado nos dois primeiros jogos, e Bryan Ruiz ia demonstrando alguma displicência, o que tornou o jogo leonino excessivamente dependente do que o inspirado Carrillo conseguia fazer. Como conjunto experiente que é, o CSKA revelou inteligência na gestão do resultado e ia ganhando a luta a meio campo, com Dzagoev (baixou no terreno em relação ao que é habitual na turma de Slutsky) e Wernbloom a superiorizarem-se aos médios adversários.

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Slimani marcou o golo do triunfo leonino
Fonte: Facebook do Sporting

As mexidas do técnico verde e branco tiveram um impacto positivo na equipa. Aquilani, que se colocou à frente da defesa, libertando Adrien, veio trazer maior critério no passe e deixou excelentes indicações na estreia de leão ao peito. Gelson, sobretudo, e Carlos Mané acrescentaram velocidade e irreverência a um ataque que ia perdendo gás. O golo da vitória acabaria por surgir de forma merecida, num lance em que Carrillo deixou mais um apontamento de génio. La Culebra assistiu Slimani de calcanhar e o argelino, que desperdiçou várias ocasiões claras durante a partida, bateu Akinfeev para o 2-1 nesta reedição da final da Taça UEFA de 2005.

O Sporting parte em vantagem (escassa, é certo) e terá certamente uma abordagem cautelosa na segunda mão, tentando retirar espaço a uma equipa fortíssima nas transições e com duas ameaças claras (especialmente Musa, nesta altura a grande figura do CSKA). Como Jesus disse na antevisão da partida e como se esperava, a eliminatória só ficará decidida em Moscovo. A vingança, por enquanto, fica-se pela metade.

A Figura:

André Carrillo – Todo o jogo do Sporting passou pelos pés do peruano, que vai mostrando neste início de época a dimensão que pode atingir com Jorge Jesus. Desequilibrou no corredor central, fez o que quis do lateral esquerdo Nababkin e, para além da assistência fantástica para o golo de Slimani, fez um passe magistral no 1-0. Se a entrada na Liga dos Campeões for o motivo que falta para Carrillo renovar pelo Sporting, ficou claro que o extremo quer continuar em Alvalade.

O fora-de-jogo:

Adrien – Exibição desastrada do português e a confirmação de que não é uma solução válida para o papel de médio mais recuado. Com a estreia positiva de Aquilani e o regresso de William Carvalho (ainda sem data prevista), terá de melhorar muito para não perder o lugar na equipa titular. Uma possível venda também não seria de descartar.

Foto de Capa: Facebook do Sporting

Top 10: As principais desilusões neste século no Futebol Português

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Nunca é fácil escrever um artigo ou uma rubrica sobre coisas negativas. Mas também são estas situações que fazem a história ficar mais completa. Nem sempre tudo serão boas recordações, mas as más também servem para servir de lição futura. Ainda assim, ninguém gosta de assistir a estas situações, que, infelizmente, não são poucas no que toca ao futebol português. Com base no parâmetro de ser apenas neste século XXI, juntamente com o facto de, no que diz respeito aos clubes, ter considerado apenas jogos internacionais, visto que, em termos nacionais, as desilusões são mais para quem é desse mesmo clube, apresento-vos aquelas que são para mim as 10 principais desilusões vividas no Futebol Português:

[tps_title]10.º Eliminatória da Liga dos Campeões 2008/2009 para o Sporting[/tps_title]

Fonte: Uefa
Fonte: photobucket.com

A presença nos oitavos de final da Liga dos Campeões por parte do Sporting era histórica. Histórica também se veio a tornar, no final, essa eliminatória. Em Alvalade, o maior desaire em casa, até então, por 0-5 e, na casa do Bayern, 7-1 foi o resultado final. O agregado das duas mãos, 12-1, era um máximo histórico verificado na Champions até àquela altura. A verdade é que a passagem frente ao Bayern já era de si muito difícil, mas o que faz este acontecimento estar nesta seleção, é mesmo o resultado em si, algo que não era, de todo, esperado, mas acabou mesmo por acontecer.

Supertaça Espanhola’15: Barcelona 1–1 Athletic Bilbau: A missão foi mesmo impossível…

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Depois da derrota por 4-0 na sexta feira passada em Bilbau, a missão do FC Barcelona era muito difícil e isso confirmou-se com o desenrolar dos minutos, esta noite, em Camp Nou.

Luis Enrique fez alinhar a equipa normal do Barça, apenas com duas exceções: Jordi Alba e Neymar, lesionados, foram substituídos no onze inicial por Mathieu e Pedro Rodríguez. Os “culés” entraram em alta rotação, tentando empurrar os bascos para dentro da sua área. Contudo, Ernesto Valverde montou uma equipa muito agressiva a meio campo, com Gurpegi, Javier Eraso e até Beñat a fecharem no meio, à frente da dupla de centrais formada por Laporte e Etxeita. Susaeta e De Marcos funcionaram na primeira parte como “segundos laterais”, ficando apenas Aduriz na frente, sempre muito combativo a segurar a bola quando esta lá chegava em boas condições.

O jogo decorreu maioritariamente no meio campo do Athletic, com o Barcelona a tentar de tudo para chegar ao golo. Vimos mudanças de flanco, incursões pelas alas, futebol apoiado à entrada da área, mas Gorka Iraizoz não teve muito trabalho na primeira parte. Após uma primeira ameaça de Piqué, com um remate ao ferro da baliza basca, o golo apenas chegou no final da primeira metade, no melhor momento do encontro. Ivan Rakitic cruzou e Suárez tem uma assistência primorosa com o peito, para Messi finalizar na cara de Iraizoz.

Piqué esteve perto de marcar no início mas foi para o banho mais cedo. Fonte: Facebook oficial da Real Federación Española de Fútbol
Piqué esteve perto de marcar no início mas foi para o banho mais cedo.
Fonte: Facebook oficial da Real Federación Española de Fútbol

Esperava-se que o Barcelona viesse revitalizado para a segunda parte, mas o que se viu foi o Athletic Bilbau a chegar perto da baliza do Barcelona. A equipa de Valverde conseguiu estender-se mais em campo, com Eraso e Aduriz a darem trabalho a Claudio Bravo, que foi hoje o titular, em detrimento de Ter Stegen. Aos 56 minutos, Gerard Piqué foi expulso, aparentemente por palavras, e as derradeiras esperanças do Barcelona ficaram ainda mais esfumadas. O jogo ficou praticamente sentenciado a cerca de um quarto de hora do seu término. Aduriz ficou isolado na cara de Bravo, o guardião chileno ainda defendeu a primeira tentativa mas foi impotente para evitar o golo, o quarto do jogador nesta Supertaça Espanhola.

Até ao fim, o jogo foi um longo bocejo, com as equipas à espera do apito final do árbitro. Fazendo as contas, o Barcelona fica impossibilitado de repetir o feito alcançado na era de Pep Guardiola, onde ganhou o “Sexteto”, e a festa foi do Athletic, um clube que granjeia carinho, respeito e admiração por todo o mundo. Os “Leões de San Mamés” vergaram o Barcelona em casa e hoje seguraram bem a vantagem na Catalunha. Uma palavra final para a festa basca em Camp Nou, num clima de grande respeito dos adeptos do Barcelona. Oxalá fosse sempre assim…

A Figura :

Aritz Aduriz – O avançado basco foi o melhor jogador da Supertaça com um “hat-trick” na primeira mão e o golo que sentenciou a eliminatória nesta segunda feira. Além dos golos, Aduriz notabilizou-se pelo seu inexcedível trabalho na luta com os centrais catalães e foi o homem que decidiu a Supertaça.

O Fora de Jogo:

 Gerard Piqué – O central começou bem o jogo, tendo atirado uma bola ao ferro da baliza de Iraizoz e sendo um dos elementos mais inconformados com a situação do Barcelona na eliminatória. Contudo, se a situação já estava difícil, a expulsão de Piqué deitou tudo a perder.

Foto de capa: Facebook oficial da Real Federación Española de Fútbol

Ténis: Masters 1000 Cincinnati – o último ‘ensaio’ para o US Open

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cab ténis

Montreal acabou no domingo com a vitória de Andy Murray, mas não há tempo para descanso para os tenistas de topo do ATP com o sétimo Masters 1000 da temporada a ter lugar em Cincinnati esta semana. Este torneio servirá também como a última oportunidade para os jogadores afinarem a sua forma antes do último torneio do Grand Slam da temporada em Nova Iorque.

O favorito ao título é, como vem sendo habitual este ano, Novak Djokovic. Contudo, o jogador sérvio vem duma derrota – num encontro titânico – contra Murray na final de Montreal e Cincinnati é o único torneio Masters 1000 que nunca conquistou, tendo perdido já quatro finais: duas contra Federer (2009 e 2012) e duas contra Murray (2008 e 2011). Como se isso não bastasse, Djokovic tem um quadro bastante complicado; Muller ou Paire são adversários difíceis para uma segunda ronda e nos oitavos, Djokovic poderá ter de enfrentar Tsonga, um jogador que como se sabe pode bater qualquer um em ‘dia sim’. Nos quartos, perspectiva-se uma reedição da fatídica (para Djokovic) final de Roland Garros contra Wawrinka – se bem que o Suiço seja notoriamente inconsistente, não surpreendendo ninguém se for eliminado cedo no torneio, com Simon, Karlovic ou mesmo o vencedor do duelo de jovens promessas entre Coric e Zverev a chegar aos quartos de final.

Roger Federer costuma-se dar bem neste torneio Fonte: Facebook de Roger Federer
Roger Federer costuma-se dar bem neste torneio
Fonte: Facebook de Roger Federer

Nas meias finais, projectava-se inicialmente uma reedição das meias finais do US Open do ano passado, mas Nishikori desistiu do torneio citando fadiga e dores, sendo o seu lugar no quadro agora ocupado pelo talentoso ucraniano Dolgopolov. O jogador mais cotado nesta secção do quadro – e favorito a atingir as meias-finais – é agora Berdych. O checo foi surpreendido em Montreal no seu primeiro encontro contra Donald Young, pelo que o seu momento de forma não parece ser o melhor e há vários jogadores nesta secção com excelentes chances de atingir as meias finais: Isner, Monfils, Tomic, Dolgopolov… é sem dúvida a secção mais aberta do quadro à partida.

Na metade inferior do quadro, a possível fadiga parece ser o principal obstáculo no caminho de Murray para as meias finais; Dimitrov está em péssima forma, Cilic não está muito melhor e Gasquet tem estado a combater lesões desde Wimbledon. Kyrgios não estará decerto num bom estado psicológico com toda a polémica que o tem envolvido… Salvo uma grande surpresa, Murray estará nas meias finais.

Na última secção do quadro, Raonic parece ser o principal obstáculo a um clássico duelo entre Federer e Nadal nos quartos de final; se é verdade que Nadal está a ter um ano muito fraco para aquilo que nos habituou, a forma de Raonic também não é a melhor desde que foi operado ao pé em Maio. Espera-se um duelo entre Federer e Nadal e apesar do 23-10 a favor de Nadal o Suiço tem de ser considerado favorito considerando a superfície e especialmente os respectivos momentos de forma.

Previsão a partir dos quartos de final:

Djokovic 2-0 Wawrinka

Berdych 2-0 Monfils

Murray 2-1 Gasquet

Federer 2-0 Nadal

Meias finais:

Djokovic 2-0 Berdych

Federer 2-1 Murray

Final:

Federer 2-1 Djokovic

Federer venceu este torneio 6 vezes no passado, incluindo 2014; é claramente o seu Masters 1000 preferido e apesar de ter completado 34 anos recentemente é ainda bem capaz de vencer torneios importantes.

Foto de capa: Facebook de Djokovic