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Sporting 2-2 SC Braga (3-1 gp): Vitória ao leme do lema do leão

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Esforço, Dedicação, Devoção e Glória: provavelmente as quatro premissas que guiam o leão nunca fizeram tanto sentido como depois do jogo de hoje. Numa glória titânica, com 120 minutos e tantos capítulos para contar, foi o Sporting quem procurou mais a felicidade de ser feliz. E no final, a Taça acabou mesmo por lhe sorrir. E com todo o mérito.

Mas vamos por partes: esta final da Taça de Portugal tem tudo para ser recordada como uma das melhores da história. Em primeiro lugar, porque as equipas deram tudo; em segundo, porque houve emoção até ao último instante e por último, porque no fim, acabou por vencer quem mais fez por isso. Ainda assim, no meio do enredo desta final absolutamente imprevisível, é impossível não olhar para esta batalha entre leões e bracarenses como um jogo onde a sucessão de erros de parte a parte foi evidente em toda a linha. Do lado sportinguista, Marco Silva optou pelo seu onze de gala, colocando Cédric a titular, remetendo Miguel Lopes e colocando Islam Slimani em vez de Montero na frente de ataque. No SC Braga, Sérgio Conceição optou pelo clássico 4x2x3x1, colocando Mauro e Luiz Carlos à frente do quarteto defensivo, procurando reduzir ao máximo um dos pontos mais fortes dos leões: o jogo entre linhas. No ataque, Pardo e Rafa procuravam sempre que possível a transição, deixando Rúben Micael como a principal muleta de apoio ao ponta de lança Éder.

Ainda assim, e apesar da estratégia previsivelmente defensiva, o que é facto é que coube ao Sporting as rédeas da partida nos primeiros minutos. Com uma pressão alta e um bloco subido, os instantes iniciais trouxeram um Braga claramente apostado a jogar em transições rápidas. E foi dessa forma, a apostar mais no erro do adversário do que a procurar criá-lo, que o Braga chegou à vantagem: do lado esquerdo, Djavan ultrapassou tudo e todos e deixou Cédric com a única opção de o derrubar. Dentro da área, Marco Ferreira não teve outra oportunidade que não a expulsão do lateral leonino. Na conversão do castigo máximo, Éder não falhava perante Rui Patrício e na primeira bola que enviava à baliza, o Braga adiantava-se no marcador. O golo mexeu com o jogo e com as equipas: o Braga tranquilizou-se, assentou jogo e o Sporting, sem nada que o fizesse prever, reduziu a intensidade do seu jogo. No banco, Marco Silva cometeu um erro primário, ao colocar Miguel Lopes no relvado para retirar João Mário do miolo. Do meu ponto de vista, o treinador sportinguista cometeu um erro primário em termos táticos. Quando mais precisava do meio campo, Marco Silva perdeu-o ao retirar o único elemento capaz de desmontar o duplo pivô adversário e de jogar entre linhas. Apenas nove minutos depois do primeiro golo da final, o Braga acabou por dar a segunda machadada no sonho leonino: novamente do lado esquerdo do ataque, Miguel Lopes (exibição medíocre) deixou-se antecipar por Rafa que depois, perante Rui Patrício, fez o 0-2 para a equipa de Conceição.

Bom, possivelmente a esmagadora maioria dos adeptos acreditaria que com uma vantagem folgada no marcador e com uma vantagem em termos numéricos, o resto da final da Taça de Portugal seria um mero exercício de confirmação de algo que parecia evidente, de que o Braga acabaria por conquistar a segunda Taça de Portugal da sua história. Bem vistas as coisas, e apesar do Sporting ter criado algumas ocasiões de perigo – com Nani e Slimani sempre a empurrarem a equipa para a frente – a verdade é que, até bem perto do minuto 90, a estratégia do Braga estava a correr de forma perfeita. No segundo tempo, a equipa de Sérgio Conceição havia entrado taticamente mais equilibrada, perdendo menos bolas e sobretudo ganhando o controlo do jogo, deixando-o correr ao ritmo que mais lhe interessava. Mesmo que Marco Silva tenha procurado emendar a mão, ao colocar Montero e Mané nos lugares de Miguel Lopes e Carrillo, a tarefa de recuperação do Sporting parecia um exercício demasiado difícil, até para o mais fanático dos adeptos leoninos.

A verdade é que, depois de lances de perigo de um e de outro lado, o Sporting acabou por arrancar para dez minutos finais de uma alma absolutamente impressionantes. Por um lado, culpa do Sp. Braga, que decidiu jogar com o relógio – as perdas de tempo dos seus jogadores foram demasiadas durante a segunda parte – cedo demais. Mas mais do que o demérito do Braga, houve foi muito crer e vontade do Sporting, que acabou por aproveitar dois brindes da defesa contrária para chegar a um prolongamento absolutamente merecido. Neste jogo de lotaria, primeiro foi Baiano que decidiu dar de mão beijada a Slimani a oportunidade de reduzir o marcador; depois, aos 90 + 2 minutos, foi Aderlan Santos que cometeu um erro primário ao deixar passar a bola por cima de si, deixando Montero perante Kritciuk, que pouco pôde fazer.

O Sporting somou a 16.ª Taça de Portugal da sua história Fonte: FPF
O Sporting somou a 16.ª Taça de Portugal da sua história
Fonte: FPF

O Jamor estava ao rubro: quando nada o fazia prever, o Sporting renascia das cinzas. Mesmo que as forças tivessem caído progressivamente ao longo do segundo tempo, até devido à inferioridade numérica, o que é facto é que a alma leonina acabou por superar o cansaço físico. Com o empate, a componente psicológica foi totalmente para o lado sportinguista. Do lado bracarense, a desolação do treinador e dos jogadores parecia sinónimo de que só faltava mesmo o golpe final para que o Braga visse a Taça de Portugal decididamente fugir-lhe da mão. No prolongamento, como seria expectável, o medo de perder acabou por se superiorizar à vontade de ganhar. Com menos um homem em campo, o Sporting optou por recuar o bloco e deixar o ritmo da partida no controlo do adversário. Um adversário que, mesmo jogando com mais um elemento durante quase toda a partida, raramente mostrou armas para desmontar uma estratégia que foi crescendo à medida que a alma do leão crescia.

Nos trinta minutos de prolongamento, apenas Nani e Salvador Agra estiveram perto de decidir a final. Do lado leonino, a bola do internacional português passou a centímetros do poste esquerdo da baliza do Braga; do lado bracarense, Agra acabou por ver Rui Patrício fazer uma defesa enorme a salvar o terceiro e decisivo golo da equipa da cidade dos arcebispos. Até ao final dos 120 minutos, Mauro ainda foi expulso, por falta sobre Adrien, colocando os dois tabuleiros em igualdade. E isso acabou por levar com que até final, as equipas tenham procurado mais as grandes penalidades do que outra coisa. Na decisão da marca dos onze metros, a história acabou por não falhar e a vitória acabou por sorrir a quem fez mais por isso: em quatro grandes penalidades, o Braga falhou três, levando a que apenas três golos leoninos tenham sido suficientes para que, sete anos depois, a alegria pela conquista de um troféu tenha voltado aos rostos leoninos. E diga-se, caro leitor, que possivelmente nenhum adepto sportinguista poderia ter pensado em melhor forma de o conseguir.

Sem nunca desistir, o Sporting foi sempre à luta e acabou por ganhar uma das finais mais épicas da história da Taça de Portugal. Com um Patrício enorme, uma defesa onde os centrais foram de betão, um meio-campo inconstante e um ataque intenso – com Nani e Slimani em destaque – Marco Silva acaba por conseguir algo pelo qual lutou durante toda a época. E isto porque bem vistas as coisas, talvez ele seja mesmo o homem que mais mereça tudo o que aconteceu esta tarde. Com esforço, garra, devoção e glória. Uma vitória à Sporting. Tão simples quanto isso.

Figura do Jogo: Rui Patrício/Nani/Slimani – Depois de uma exibição como a de hoje, possivelmente seria justo que a equipa do Sporting fosse colocada toda em ponto de igualdade como figuras do jogo. Ainda assim, permita-me que destaque a exibição enorme de Rui Patrício – que segurou a equipa no prolongamento – de Nani, que empurrou a equipa para a frente do primeiro ao último momento; e para Slimani, que foi provavelmente a face mais visível da garra e determinação com que o Sporting disputou esta final da Taça.

Fora de Jogo: Sp. Braga – A estratégia era simples: aproveitar o erro contrário e em transição decidir o jogo a seu favor. Até aos 80 minutos, tudo parecia perfeito. A vantagem de dois golos era o espelho de um jogo que corria de feição ao Braga, mesmo que a equipa nunca tenha estado totalmente equilibrada taticamente durante a partida. Os dois golos sofridos em dez minutos e a derrota nas grandes penalidades acaba por ser um castigo merecido para uma equipa que julgou-se vencedora bem antes do que seria suposto.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Futebol

Libertadores: uma pré-Copa América?

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Jogaram-se, há bem pouco tempo, as respetivas duas rondas dos quartos-de-final da Copa dos Libertadores da América. Isto permite-nos tirar algumas conclusões: o domínio brasileiro já não é tão evidente (resta apenas uma equipa em prova); a tradição argentina também já não é o que era mas, apesar disso, conseguiu colocar o histórico River Plate nas meias-finais; as equipas uruguaias há muito que andam afastadas destas contendas.

O Cruzeiro venceu o River Plate, por 1-0, em pleno Estádio Monumental, em Buenos Aires, capital argentina. Grande resultado, que os mineiros não conseguiram gerir em casa. Foi uma derrota humilhante por 0-3. Perder com um grande do futebol argentino e mundial como é o River nunca foi nem será uma vergonha. Mas neste contexto, onde os cruzeirenses tinham muito melhor equipa – vindo embalados de um bicampeonato conquistado no Brasil –, poderiam e deveriam ter feito bem melhor. Até porque ao River Plate, no que parece faltar em talento, não falta em força de vontade. E muitas vezes é assim que se vencem jogos. Foi essa garra que fez com que os alvi-rubros subissem de divisão e ganhassem a Copa Sul-americana (equivalente à liga Europa). É uma equipa a ter em conta, até pelo emblema que carrega no peito. Recorde-se que os “Milionários”, como são conhecidos, passaram com o Boca Juniors, num super-clássico vergonhoso para todos os argentinos, onde imperou a violência no La Bombonera.

O Internacional de Porto Alegre, outro dos times brasileiros em prova, não logrou mais que uma derrota por 1-0 no terreno dos colombianos do Santa Fé. Só que em casa, num ambiente infernal, o Colorado venceu por 2-0, num autêntico massacre e numa partida em que se verificaram duas expulsões para os forasteiros. O Inter, para já, assume-se como o grande candidato a vencer o troféu. Não menos candidato é o Tigres, do México: uma vitória convincente sobre o Emelec, do Equador. Três golos marcados e nenhum sofrido. Ao discreto Guaraní, do Paraguai, bastou marcar apenas um golo em 180 minutos de eliminatória, pois o Racing (Argentina) foi incapaz sequer de o fazer no mesmo número de minutos.

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Juan celebra o 1-0 diante dos colombianos do Santa Fé
Fonte: ndonline.com.br

Ou seja, há uma grande probabilidade de haver um clube que nunca antes havia levantado a pesada taça de campeão das Américas a conseguir fazê-lo. O que não é necessariamente mau. Lembremos o caso do S.Lorenzo – o clube do papa –, que venceu pela primeira vez no ano passado. A tradição ganha-se na atualidade. No triunfar e no passar dos anos.

Como fazer o paralelismo com a Copa América de Nações, jogada proximamente no Chile? A meu ver, penso que poderá haver surpresas. A Colômbia, por exemplo, tendo uma boa seleção, terá uma palavra a dizer. Já o Uruguai… não me parece. Os celestes encantaram o mundo entre 2010 e 2012, sensivelmente, quando atingiram o quarto lugar no Mundial da África do Sul e, no ano seguinte, se sagraram, na Argentina, campeões continentais. É preciso lembrar os mais esquecidos de que o Uruguai é a seleção mais titulada do mundo: Copas América, Campeonatos do Mundo e medalhas de ouro olímpicas figuram entre os principais títulos. A Argentina vem de um vice no Mundial e não ganha nenhum título desde 1993. O Brasil parece ter rejuvenescido no déjà-vu de Dunga. O próprio Chile terá a força extra de jogar em casa… A Bolívia e o Perú são outsiders. A Venezuela acordou para a febre do futebol e coloca mais dificuldades aos adversários. O Paraguai… depois de anos com classificações tranquilas para os Mundiais, é agora uma incógnita.

Espetáculo não faltará, certamente. Resta saber quem levará o caneco para casa. A Copa América é a competição de seleções mais antiga do mundo. Foi criada em 1916. Quem a vence ostenta o título de campeão sub-continental, visto que o México e a Jamaica, fora da América do Sul, são os únicos intrusos na competição. Até já se pensou nos nomes de Portugal e Espanha, pelas óbvias relações dos ibéricos com aquela região… Para o ano, em 2016, vai-se jogar uma Copa América especial, de modo a celebrar o centenário da competição. Esta contará com todos os países do continente americano e será jogada… nos Estados Unidos. Ver para crer, ou talvez não.

 Foto de capa: spfc.terra.com.br

Mundial Sub-20 – Portugal 3-0 Senegal: De pés na terra e asas abertas

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A Seleção Nacional de Sub-20 entrou da melhor maneira no Mundial da Nova Zelândia, com uma vitória clara, por 3-0, frente ao Senegal, vice-campeão africano da categoria. Apesar dos números expressivos, é importante realçar que os comandados de Hélio Sousa só atingiram a tranquilidade em cima do minuto 90, naquele que foi um jogo marcado pelo desperdício de oportunidades lusas.

No entanto, a vantagem portuguesa começou a desenhar-se bem cedo. Ainda os adeptos se sentavam nas bancadas e já Gelson Martins correspondia da melhor maneira a um belo passe de André Silva. Primeiro minuto de jogo, 1-0 para Portugal. Na cara de Ibrahima Sy, guarda-redes senegalês, que ainda tocou na bola, o jogador do Sporting não tremeu e apontou o quarto golo mais rápido da história dos Campeonatos do Mundo de Sub-20.

A vantagem não fez a equipa das quinas baixar o ritmo de jogo, e os primeiros dez minutos da partida foram marcados por intensa pressão sobre a saída de bola do Senegal, que procurou sempre construir jogo desde o seu reduto defensivo. Mas a congénere africana acabou por se libertar e, com um estilo descomplexado, criou, aos 14 minutos, a melhor oportunidade de que dispôs em todo o jogo: Koné isolou-se e rematou para defesa apertada de André Moreira. O guarda-redes do Moreirense foi o escolhido de Hélio Sousa para a baliza portuguesa, em detrimento de Tiago Sá (Sp. Braga).

O resto da primeira parte manteve a toada ofensiva das duas equipas, com Portugal a tentar sair para o ataque em transições rápidas através de Gonçalo Guedes, que rubricou uma boa exibição, e Rony Lopes, mais infeliz nas suas ações durante o jogo. Pelo meio, André Silva ainda falhou uma boa oportunidade, quando na ressaca de um pontapé de canto rematou frouxo para a defesa de Sy. Ao intervalo, vantagem mínima para Portugal. De destacar o acerto da dupla de centrais portuguesa, composta por João Nunes e Domingos Duarte, e os laterais Riquicho e Rafa, que souberam sempre equilibrar as ações ofensivas com as funções defensivas.

Foi, aliás, com base nesse equilíbrio que a Seleção Nacional começou a segunda parte a explanar melhor o seu jogo, do modo que lhe é mais característico. Com um futebol mais apoiado, a ideia de jogo do Senegal foi completamente “engolida”, chegando apenas esporadicamente à baliza de André Moreira, e cedo se percebeu que seria só uma questão de tempo até Portugal alargar a vantagem. Mas o que se seguiu foi um festival de oportunidades desperdiçadas. Raphael Guzzo foi o primeiro: levou a bola a bater na barra com um remate à entrada da área, após passe de Rafa. Seguiram-se Gelson Martins (por duas vezes), Rony e André Silva, tendo este último travado um duelo particularmente interessante com o guarda-redes Sy.

Face à incerteza no resultado, Hélio Sousa fez a primeira substituição aos 73 minutos de jogo. A entrada de Francisco Ramos para o lugar de Gonçalo Guedes entregou por completo o jogo a Portugal, que dominou o meio-campo a seu bel-prazer a partir desse momento. Mas seria a última substituição a traduzir o domínio luso em golos: Nuno Santos, no espaço de três minutos, cruzou para André Silva corresponder com uma cabeçada certeira (aos 90) e, de seguida, encarregou-se de picar a bola por cima de Sy, já na compensação, concretizando um golo de belo efeito para fixar o 3-0 final. O derradeiro apito surgiria segundos depois.

Gelson Martins e André Silva marcaram dois dos três golos que derrotaram o Senegal Fonte: Página do Facebook das Seleções de Portugal
Gelson Martins e André Silva marcaram dois dos três golos que derrotaram o Senegal
Fonte: Página do Facebook das Seleções de Portugal

Três pontos amealhados e o primeiro lugar do grupo assegurado. A Colômbia venceu o Qatar por 1-0, deixando Portugal em vantagem à conta dos golos marcados. As ilações a retirar deste jogo assentam na excelente segunda parte que a turma de Hélio Sousa realizou. Com um modelo de jogo bem definido, esta equipa alia a solidariedade entre os setores ao valor individual dos jogadores, uma mistura que pode dar muitas alegrias aos portugueses nas próximas três semanas. Não foi uma exibição deslumbrante.

Foi antes uma exibição segura, com os pés bem assentes na terra. Segurança essa que foi embalada por alas dinâmicas e que deixam antever um percurso promissor para a seleção portuguesa. Segue-se o Qatar, na quarta-feira. Em caso de vitória, Portugal assegura desde logo a passagem aos oitavos de final. Por agora, fica a ideia de que… temos equipa.

Figura(s) do jogo:

Laterais portugueses – Mauro Riquicho e Rafa deram a entender desde cedo que iam causar muitas dores de cabeça aos adversários. Sempre inteligentes nas decisões que tomaram, subiram no terreno sempre que puderam (principalmente Rafa), sem nunca descurar as tarefas defensivas, onde se mostraram sempre pragmáticos e autoritários. Foram as “asas” que elevaram o jogo de Portugal para um patamar mais elevado.

Fora-de-jogo:

Rony Lopes – A “estrela” da companhia desiludiu neste primeiro certame. Apesar da vontade que demonstrou de pegar na bola e conduzir os contra-ataques portugueses, nunca se conseguiu libertar verdadeiramente das marcações senegalesas e não acertou com os tempos de passe. A equipa precisa de que o médio do Man. City (emprestado ao Lille) mostre mais, de modo a ganhar imprevisibilidade e magia.

Foto de Capa: Página do Facebook das Seleções de Portugal

Borussia Dortmund 1-3 Wolfsburgo: Pragmatismo dá direito a taça

cab bundesliga liga alema

Saída inglória de Klopp e Kehl. Um Wolfsburgo pragmático levou a melhor sobre um Dortmund inconsequente e sem ideias e conquistou a sua primeira Taça da Alemanha. A turma de Dieter Hecking começou a perder, mas deu a volta e mostrou-se melhor perante os 75 mil espectadores que criaram um ambiente fantástico em Berlim. 

Uma entrada pressionante do Dortmund proporcionou o primeiro golo, marcado pelo gabonês Aubemayang, que servido de forma excelente por Kagawa bateu o guarda-redes Diego Benaglio. Aos 22 minutos, o Wolfsburgo ganhou um livre à medida de Naldo, que com um tiraço de fora de área obrigou Langerak a largar a bola para a frente, aparecendo Luiz Gustavo de forma rápida a repor a igualdade. O Dortmund tentava impor o seu futebol mas acabou por sofrer o segundo golo numa jogada vistosa, onde Caligiuri serviu de peito o belga De Bruyne, que desferiu um remate colocado, deixando o Wolfsburgo em vantagem no Olympiastadion. Passados cinco minutos, numa jogada de envolvimento da turma de Dieter Hecking, Perisic tirou um cruzamento com régua e esquadro que foi teleguiado para a cabeça de Bast Dost, que não perdoou e colocou o Wolfsburgo com uma vantagem de dois golos antes do intervalo.

Luiz Gustavo deu o empate ao Wolfsburg Fonte: Facebook do Wolfsburg
Luiz Gustavo deu o empate ao Wolfsburg
Fonte: Facebook do Wolfsburg

A segunda parte começou com o Wolfsburgo a aproveitar as constantes perdas de bola do Dortmund, e, com um passe fantástico de De Bruyne, Caligiuri apareceu isolado e proporcionou uma defesa preciosa de Langerak. A luta a meio-campo continuou e foi o Dortmund que conseguiu uma grande oportunidade, com Kagawa a tirar tinta ao poste. Aos 65 minutos, Hummels perdeu uma bola no meio-campo e deixou a sua equipa em contrapé. Caligiuri surgiu frente a frente com o guarda-redes Langerak e conseguiu fazer a bola passar por ele, mas Durm salvou o lance e deu esperança à sua equipa. O jogo continuava a favor do Wolsfburgo e, apesar de Benaglio ter que dizer “presente” algumas vezes, não existiram razões que levassem a crer que o Dortmund ia conseguir superar-se.

A equipa de Hecking mostrou-se sempre mais eficaz e conquistou um título bastante desejado para concluir uma época fantástica. Dos pupilos de Klopp pode dizer-se que este é o fim de uma linha para muitos. Uma despedida fraca para um treinador que marcou uma época na Alemanha e voltou a dar vida a uma equipa que andava moribunda.

A figura:

Kevin De Bruyne – Mourinho nem sabe o jogador fantástico que perdeu. O melhor jogador da Bundesliga é claramente um elemento “mais” nesta equipa, que joga e faz jogar. Marcou mais um golo e deixou a sua marca neste título.

O fora-de-jogo:

Marco Reus – O fantástico jogador alemão não esteve à sua altura. A equipa não esteve bem e o craque não conseguiu impor o seu jogo e desequilibrar como é seu costume. Terá sido o último jogo de Reus?

Foto de capa: Facebook do Wolfsburg

Arsenal 4-0 Aston Villa: Fazer história parece e foi fácil

cab premier league liga inglesa

Não se tratava da final do Campeonato do Mundo, mas o ambiente que se vivia no Estádio de Wembley, instantes antes do início da final da Taça de Inglaterra, assim fazia parecer. As 90 mil almas que lotaram o mítico palco acalentavam a esperança de ver o respectivo clube erguer um dos troféus com mais mística no mundo do futebol e deixavam-se contagiar por essa ilusão, que se propagava em sorrisos, cânticos ou danças de crianças, adolescentes, adultos e idosos, que iam comprovando que a boa disposição não escolhe idades e que o futebol ainda é uma das coisas mais agregadoras que temos neste mundo.

A atmosfera era, portanto, um factor que condicionava os corações de todos os 25 homens (22 jogadores + três árbitros) que subiram ao relvado de Wembley. Felizes por estarem num dos jogos mais emblemáticos do calendário futebolístico, mas nervosos e acelerados pela responsabilidade que isso acarreta.

Assim se explicam as sucessivas oportunidades falhadas pelo Arsenal e a permissividade do Aston Villa nos primeiros 30 minutos do encontro – Koscielny, Ramsey por duas vezes e Walcott, explorando sobretudo o lado direito da defesa do Aston Villa, tiveram a seu dispor oportunidades flagrantes e desperdiçaram-nas com algum demérito próprio, mas também com algumas responsabilidades de Shay Given, que esteve à altura do jogo, nomeadamente com uma defesa enorme ao cabeceamento do defesa-central dos londrinos.

Iam apertando os gunners, quase sufocando o Aston Villa, que só ia respirando (vulgo “disputar o jogo”) graças à concentração e ao posicionamento da sua dupla de centrais (Ron Vlaar e Jores Okore), muitas vezes testada pelos passes à procura da velocidade de Walcott, quase sempre neutralizada pela organização defensiva dos Villains.

Walcott abriu o marcador Fonte: Facebook da Premier League
Walcott abriu o marcador
Fonte: Facebook da Premier League

Por volta da meia hora de jogo, as coisas pareciam estar a ficar mais calmas para o lado dos Villains. O Arsenal deixou de criar perigo e de conseguir penetrar o último terço do terreno dando a impressão de que os gunners tinham ficado com pólvora seca. Puro engano. Estavam apenas a recarregar. Walcott lançou Nacho Monreal na ala (outra vez a exploração do lado direito da defesa dos villains), este cruzou para Alexis, que cabeceou para Walcott finalizar o que havia começado. Estava feito o golo inaugural e, até ao final do primeiro tempo, foi uma questão de gerir o jogo.

A segunda parte iniciou-se com uma toada diferente. O Aston Villa parecia ir atrás do resultado e mostrava-se seguro no controlo do encontro. Parecia, outra vez, que o Arsenal tinha ficado sem pólvora, mas mais uma vez estava apenas a recarregar. E o disparo que dilatou a vantagem foi dos bons: um “tiro” poderosíssimo de Alexis Sanchez desde o meio da rua para as redes defendidas por Shay Given (poderia ter feito mais). Estava feito o 2-0, e a partir daí o Aston Villa, estranhamente, rendeu-se. Estavam 40 minutos para jogar, para inverter a tendência, mas os Villains terão achado que não valia a pena lutar pelo resultado e conformaram-se, revelando uma permeabilidade defensiva enorme perfeitamente ilustrada no lance do terceiro golo: Mertesacker apareceu, sem oposição, a responder de uma maneira pouco ortodoxa (com o ombro!) ao canto batido por Cazorla para praticamente sentenciar o encontro.

Até ao final, parece ter havido um pacto de não-agressão e houve poucos motivos de interesse até ao golo que fechou o resultado: assistido por Oxlade-Chamberlain, Giroud “molhou a sopa”, fugido da marcação.

Apesar das facilidades com que se deparou, o Arsenal e Wenger atingiram números históricos: os gunners tornaram-se no clube inglês com mais Taças de Inglaterra (12), ultrapassando o United, e o treinador francês igualou George Ramsay no número de “Fa Cup” conquistadas, sendo agora, a par do escocês, o técnico mais titulado nesta competição.

 

Figura do jogo:

Alexis Sanchéz – O chileno tem o privilégio de jogar ao lado de atletas comparáveis a ele no que ao talento diz respeito, mas isso não invalida que não possa ter mérito na forma como consegue mexer no encontro. Sempre que pegava na bola, dava a sensação de que algo de novo estaria próximo de acontecer, e, por duas vezes, aconteceu mesmo: assistiu o Walcott para o primeiro golo e marcou, ele mesmo, o segundo.

Fora-de-jogo:

Alan Hutton – O lado esquerdo do ataque do Arsenal foi o mais explorado pelos gunners, e por lá surgiu o golo que desbloqueou o encontro. É certo que o poder de fogo do Arsenal assusta, mas isso não justifica tudo. A passividade da defesa do Aston Villa também, nomeadamente de Alan Hutton, frequentemente desposicionado e desconcentrado, permitindo o avolumar de oportunidades criadas (e consequente “crescimento” no jogo) pelos londrinos.

Foto de capa: Facebook do Arsenal

O até já da lenda

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cab la liga espanha

Está prestes a terminar uma era em Barcelona. Xavi Hernández anunciou a saída do clube, que acontecerá no final da presente época, para abraçar uma nova aventura no Al-Sadd, do Catar. Porém, não será um adeus, mas somente um “até já” aos blaugrana por parte desta lenda viva do futebol. Não será aqui que termina a bela história que liga o médio ao clube da Catalunha. Na hora de anunciar a saída do Barça, no qual passou toda a sua carreira, jurou-lhe amor eterno e deixou a promessa de regressar, seja como treinador ou dirigente, algo que, certamente, deixa um sorriso nos lábios de todos os simpatizantes do atual campeão espanhol.

Com 35 anos, o jogador com mais partidas oficiais pelos blaugrana (765) teve uma carreira repleta de conquistas, contando, mais precisamente,  27 títulos no total (que esta época podem ainda chegar a 29): oito ligas espanholas, duas Taças do Rei, seis Supertaças de Espanha, três Liga dos Campeões, duas Supertaças Europeias e dois campeonatos do mundo de clubes – todos estes pelo Barcelona -; um Campeonato do Mundo, dois Europeus e um Mundial Sub-20 – pela seleção espanhola, na qual conta 133 internacionalizações. A nível individual foi, ainda, três vezes finalista na eleição do Bola de Ouro.

A sua estreia oficial remonta a 18 de agosto de 1998, pelas mãos do holandês Louis van Gaal, na primeira mão da Supertaça de Espanha, ante o Maiorca, na qual jogou ao lado do seu atual treinador, Luis Enrique, tendo coroado a exibição com um golo.

Com um toque de bola sem igual e deslumbrando todos os amantes do desporto-rei, nos últimos 17 anos, com o perfume do seu futebol, Xavi alcançou o que poucos conseguiram. Personificou um estilo de jogo, o tão aclamado tiki-taka (visionado pela mente de Pep Guardiola), que teve como base fundamental a sua capacidade, acima da média, de passe e circulação de bola, aliadas a uma elevada clarividência em campo e noção de todos os tempos e ritmos pelos quais uma partida passa. É um verdadeiro líder dentro e fora de campo, um jogador com um entendimento tático que a todos os demais deixa inveja, que lhe permite controlar a construção ofensiva da sua equipa a seu bel-prazer, sempre disponível para receber a bola por parte dos seus colegas.

O capitão disse um "até já" ao clube do coração Fonte: Facebook do Barcelona
O capitão disse um “até já” ao clube do coração
Fonte: Facebook do Barcelona

A sua baixa estatura e fraco portento físico, ao contrário do que muitos lhe disseram no início da sua carreira, nunca foi um problema para um médio de tamanha qualidade, que fez da inteligência uma das principais armas para o seu sucesso no desporto-rei. “A velocidade do cérebro é mais importante que a das pernas”, frase dita por Xavi e que descreve bem o tipo de jogador que é, um génio não só dentro, como também fora das quatro linhas, que protagonizou uma carreira de jogar e fazer os outros jogarem. Ele e Andrea Pirlo, por quem sempre demonstrou uma elevada estima, cada um ao seu estilo, marcaram uma geração no que à construção de jogo diz respeito.

“Fico mais feliz por fazer uma assistência do que um golo”, foi outra das frases que proferiu e que marcam bem a sua mentalidade. Fosse através de passes curtos, longos, desmarcações, ou passes a rasgar a defensiva adversária, foram inúmeras as assistências que o vimos dar a Ronaldinho Gaúcho, Samuel Eto’o, Thierry Henry, Lionel Messi e, em termos recentes, a Neymar e Luis Suárez.

Foram vários os rumores da imprensa que deram conta da saída de Xavi no mercado de verão de 2014, mas o mesmo optou por permanecer nos blaugrana. E embora não tenha sido uma escolha regular de Luis Enrique para o onze inicial do Barça nesta temporada, entrando muitas vezes a escassos minutos do final dos encontros, somou ainda nove assistências na La Liga e fez denotar, sempre que entrou em campo, que ainda tem tanto para dar ao futebol do mais alto nível mundial.

No passado sábado, no seu último jogo para o campeonato espanhol, face ao Deportivo, teve uma bela homenagem dos companheiros, que usaram o lema «6ràcies Xavi» na camisola, e adeptos, que executaram uma bonita coreografia para o jogador que, a par do compatriota Iker Casillas, detém o recorde de jogos disputados na Champions (150). A tarde contou, ainda, com um discurso emocionado do capitão blaugrana. Quem o viu, decerto que não esquecerá tal momento, que fica gravado na memória de qualquer amante do futebol.

A 6 de junho, fará o último jogo pelo Barcelona, na final da Liga dos Campeões, contra a Juventus, sendo que pode juntar este título à liga espanhola (já vencida) e à Taça do Rei (final no sábado com Athletic Bilbao), conquistando, assim o triplete. Seria, de facto, um “até já” à medida do estatuto e da carreira protagonizada por esta lenda vida, Xavi Hernández, que certamente deixará saudade pela Catalunha. 6ràcies Xavi! 

Foto de Capa: Facebook do Barcelona

Benfica 2-1 Marítimo: Coimbra e Benfica dão-se bem

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Coimbra voltou a ser amiga do Benfica. Pela quarta vez, a cidade dos estudantes recebeu a final da Taça da Liga. Os encarnados marcaram a terceira presença no Estádio Cidade de Coimbra, e venceram outras tantas vezes, vincando a supremacia que têm tido sobre os seus adversários nesta competição – venceu seis das oito edições já disputadas.

O resultado voltou a registar a margem mínima e, curiosamente, foi exactamente o mesmo das outras finais ganhas: Paços de Ferreira e Gil Vicente também foram derrotados por 2-1.

À semelhança destes encontros, o Benfica também teve de sofrer para levar o “caneco” para Lisboa. Até ao primeiro golo, esbarrou numa organização irrepreensível da equipa do Marítimo, que teve como “coordenador principal” Danilo Pereira, sempre exemplarmente colocado de forma a impedir o ataque organizado do Benfica.

A zona central estava, por isso, impedida. Posto isto, apostou-se nas laterais, com uma maior envolvência dos defesas das alas encarnadas no momento ofensivo. Essa maior presença nos corredores trouxe frutos ao dispersar a zona defensiva do Marítimo, pois tornou a mesma mais permeável no centro do terreno, permitindo a primeira oportunidade do jogo aos encarnados à passagem do minuto 19 – Lima isolado, atirou ao lado da baliza de Salin.

Isto parece ter feito acordar os jogadores maritimistas, que voltaram a compactar-se, tapando as vias de acesso à baliza defendida por Salin, não se coibindo de recorrer à agressividade para o fazer (três amarelos em três minutos ilustram-na), porém, talvez amedrontados pelos amarelos de Carlos Xistra, esqueceram-se de marcar Jonas, que, num lance de insistência, aproveitou um cruzamento de Jardel para cabecear com algum à vontade para o golo inaugural da partida.

O Marítimo entrou determinado em busca do sonho, do golo do empate que lhe permitisse averbar aquele que seria o seu primeiro troféu na era moderna do futebol português. Criou perigo por Rúben Ferreira, que fugiu a Maxi Pereira e quase conseguiu restabelecer a igualdade. Porém, a determinação em vencer não pode ser engolida pela emoção sob pena de a vitória ser hipotecada, e só assim se pode entender a atitude de Raul Silva (ver momento do jogo e fora-de-jogo), ao ser expulso de forma infantil.

O Benfica podia ter tirado partido disso e sentenciado o encontro, com duas boas oportunidades desperdiçadas por Jonas e Maxi, porém, o Marítimo não desistiu e, numa diagonal fantástica, assistido por Fransérgio, João Diogo ganhou, em velocidade, as costas aos centrais do Benfica, fintou Júlio César e fez reacender a incerteza sobre o resultado final.

Ola John desbloqueou o jogo Fonte: Facebook do Benfica
Ola John desbloqueou o jogo encarnado
Fonte: Facebook do Benfica

O Benfica, com o estatuto de favorito, amplificado pelo facto de jogar em superioridade numérica, fez o que lhe competia. Procurou o golo de forma incessante, ainda que esbarrando na organização defensiva do Marítimo, que se manteve inatacável, revelando uma enorme racionalidade. Prova desta é o facto de a primeira grande oportunidade de perigo do Benfica após o golo sofrido ter acontecido apenas 13 minutos depois do tento encaixado, e de bola parada – Gaitán, numa execução lindíssima de um livre directo, atirou a poucos centímetros da baliza de Salin.

Depois disto, saiu Pizzi, entrou Talisca e a equipa “ganhou criatividade” (conforme afirmou Jorge Jesus). As coisas mudaram, de facto. Antes de Maxi estar perto do golo, aos 76 minutos, Jonas teve a possibilidade de fazer o segundo da conta de pessoal mas falhou como não costuma fazer (aos 70 e aos 72 minutos) mas os adeptos viriam a perdoar o brasileiro, que mais tarde fez um trabalho magnífico (três toques, três adversários fora do lance) antes de assistir Ola John para aquele que seria o golo da vitória.

Até ao final, o Marítimo ainda tentou a sua sorte, mas já jogava com mais coração que cabeça. Esteve irrepreensivelmente organizado durante 80 minutos, mas contra uma equipa com o ataque do Benfica, isso é insuficiente para lhe “roubar” um troféu.

A Figura do Jogo:

Jonas – Marcou o primeiro e metade do segundo golo dos encarnados. É legítimo dizer que o Benfica lhe deve esta Taça da Liga. Não só pelo que marcou mas pelo que fez jogar, desde o meio-campo encarnado até ao contrário, de um lado para o outro. A mobilidade de Jonas é impressionante, quase tanto como o seu sublime toque de bola.

O Fora-de-jogo:

Raúl Silva – Esqueceu-se de marcar Jonas no golo inaugural e agarrou o brasileiro quando este não apresentava perigo especial no lance em causa. Levou o segundo amarelo por isso. Um erro infantil que pode ter sido decisivo para o fim do encontro.

O Momento do jogo:

Minuto 48 – “Se jogar contra o Benfica, contra 11, já é difícil, fazê-lo contra 10 ainda é mais” é uma frase muito repetida ao longo da época. Não deixa de ser verdade, e apesar de o Marítimo ter conseguido empatar jogando em inferioridade numérica e de ter sustido o ataque do Benfica até aos 80 minutos, aquilo que se jogou nos 10 minutos finais podia ser diferente (Marega poderia ainda estar em jogo, pois Ivo Vieira poderia não necessitar de tirar do campo a sua referência ofensiva ou de, pelo menos, deixar de ter uma no relvado).

Foto de capa: Facebook do Benfica

À procura do tri na terra dos kiwis

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A selecção nacional de sub-20 prepara-se para fazer a sua décima participação num Campeonato do Mundo da categoria, procurando, na Nova Zelândia, assegurar o seu terceiro título mundial, isto depois das conquistas de 1989, na Arábia Saudita, e de 1991, em Portugal.

Não podendo considerar-se a grande favorita, distinção que terá de ficar para selecções como a do Brasil, Argentina e Alemanha, a verdade é que a equipa das quinas apresenta-se na “terra dos kiwis” pelo menos como candidata a chegar longe na competição, devendo os quartos-de-final serem vistos como uma espécie de fasquia mínima para a nossa selecção.

A história

A selecção nacional de sub-20 já participou em nove edições do Mundial, somando dois títulos (1989 e 1991), um segundo lugar (2011) e um terceiro lugar (1995), isto para além de uma eliminação nos quartos-de-final (1979) e três eliminações nos oitavos de final (1999, 2007 e 2013).

Aliás, apenas por uma vez Portugal não passou a fase de grupos da competição, mais concretamente em 1993, quando somou por derrotas os três jogos realizados, com Alemanha (0-1), Uruguai (1-2) e Gana (0-2). Curiosamente, essa competição foi disputada igualmente na Oceânia, mas na Austrália, esperando-se outra sorte no regresso ao referido continente.

Os nossos 21

Podendo escolher apenas 21 jogadores para a viagem até à Nova Zelândia, certamente que o seleccionador Hélio Sousa teve dificuldade em fazer a convocatória, sendo de salientar a ausência de Rafael Ramos (Orlando City), até porque só foi chamado um lateral-direito de raiz (Mauro Riquicho), e a de Francisco Geraldes (Sporting), sendo Rony o único “dez” do grupo.

De qualquer maneira, e atendendo à limitação de vagas, pode dizer-se que Hélio Sousa teve o cuidado de escolher um grupo minimamente abrangente, composto pelos seguintes elementos: os guarda-redes André Moreira (Moreirense – emprestado pelo Atlético de Madrid), Guilherme Oliveira (Sporting) e Tiago Sá (Sp. Braga); os defesas Nélson Monte (Rio Ave), Domingos Duarte (Sporting), João Nunes (Benfica), Mauro Riquicho (Sporting), Rafa (FC Porto) e Rebocho (Benfica); os médios Estrela (Orlando City), Tomás Podstawski (FC Porto), Janio Bikel (Heerenveen), Raphael Guzzo (Chaves – emprestado pelo Benfica), Francisco Ramos (FC Porto) e Rony (Lille – emprestado pelo Manchester City); e os avançados André Silva (FC Porto), Gelson Martins (Sporting), Gonçalo Guedes (Benfica), Nuno Santos (Benfica), João Vigário (Vitória de Guimarães) e Ivo Rodrigues (Vitória de Guimarães – emprestado pelo FC Porto).

Os jogadores às ordens de Hélio Sousa estão no grupo com Colômbia, Qatar e Senegal Fonte: Seleções de Portugal
Os jogadores às ordens de Hélio Sousa estão no grupo com Colômbia, Qatar e Senegal
Fonte: Seleções de Portugal

Rony é a principal figura

Apesar de a equipa das quinas apresentar boas opções em todos os sectores do terreno, é justo admitir que é no ataque que surgem as principais figuras, sendo importante chamar a atenção para a capacidade de desequilíbrio de Nuno Santos e Gelson Martins, para a polivalência de Gonçalo Guedes e Ivo Rodrigues e para o goleador André Silva.

Ainda assim, a referência principal desta selecção é o médio-ofensivo Rony, futebolista que está vinculado ao Manchester City desde 2011/12 e que na actual temporada, aos 19 anos, já somou 27 jogos (três golos) pela equipa principal do Lille. Afinal, trata-se de um jogador tecnicista e que se destaca pela sua grande visão de jogo, capacidade de desequilíbrio e qualidade no passe, prometendo ser o maestro do jogo ofensivo da selecção nacional.

Grupo C obrigará a suar

Portugal, que chega a este Mundial como vice-campeão europeu, estará na primeira linha dos outsiders a ganharem o certame, isto logo após o Brasil, Argentina e Alemanha, mas é certo que a tarefa da selecção nacional de sub-20 começará a ser complicada logo na fase de grupos da competição.

Afinal, integrada no Grupo C, juntamente com Colômbia, Senegal e Qatar, a equipa das quinas defrontará nada mais nada menos que o vice-campeão sul-americano, o vice-campeão africano e o campeão asiático, isto num agrupamento que é de longe um dos mais fortes da competição.

De qualquer maneira, pelo seu valor colectivo e individual, Portugal terá todas as condições de discutir o primeiro lugar com a selecção colombiana, sendo que uma eventual eliminação na primeira fase do Mundial será sempre uma enorme surpresa.

Foto de Capa: Facebook das Seleções de Portugal

Está despedido!

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cab basquetebol nacional

A vida dos treinadores de basquetebol dos escalões de formação não está fácil. O campo de recrutamento em Portugal é cada dia mais diminuto, a modalidade perdeu muito do seu espaço e o futebol cedo recruta “tudo e todos”. Em grandes dificuldades económicas, os clubes, na sua maioria falidos, recorrem ao patrocínio dos pais, que suportam a maioria das despesas. Não surpreende pois que cada vez mais a interferências da maioria deles seja maior, sem entenderem bem o seu papel e complicando a vida aos treinadores, na sua grande maioria jovens. Alguns assumem a figura de pais/treinadores e na maior parte das vezes não conseguem despir a farda de pais. Outros sem conhecimentos da modalidade e do desporto vão para diretores ou seccionistas. Ambos, muitas vezes, desligam-se da modalidade quando os filhos acabam a formação.

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O problema não é obviamente exclusivo nacional. Encontrei no site Pro Shot Shooting System uma boa reflexão do tema. Relatava Paul Hoover, o responsável do sistema, que nas últimas duas semanas tinham sido despedidos dois dos seus amigos treinadores (um estava no “High School” de New Jersey e outro estava na “NAIA”). A razão justificativa de tais despedimentos era: “Os pais não estavam contentes com o tempo de jogo dos seus filhos na equipa.”

Isto é muito preocupante e, infelizmente, está a ser cada vez mais frequente no desporto. Sempre acreditámos que o tempo de jogo de cada atleta é uma decisão apenas e só do treinador, que coloca a jogar quem bem entende. Então, por que razão são os treinadores demitidos por causa do tempo de jogo? Vivemos na era dos direitos. Assim, muitos pais e atletas acreditam que têm direito a jogar o tempo todo. De onde vem essa noção? Provavelmente tudo começa em casa, e o facto de em Portugal a maioria pagar uma mensalidade leva-os a pensar assim.

Recordo um episódio recente em que uma mãe reivindicava um treino suplementar porque a filha não tinha sido convocada para o jogo do fim de semana, logo tinha direito a uma “aula” suplementar seguindo a regra em vigor nas escolas. Os regulamentos definem em alguns escalões o tempo mínimo para a participação de cada jovem. Para jogarem mais tempo, os jovens têm de conquistar minutos com trabalho e disciplina.

Os pais não estão nos treinos todos os dias e não sabem o que realmente lá se passa. Mas o que realmente preocupa a maioria é saber se os seus filhos jogam ou não. E se não jogam a “vingança” pode colocar o lugar do treinador em perigo. Temos notado que ultimamente houve uma mudança radical na forma como muitos pais olham para o basquetebol. No passado, a crença era a de que o basquetebol e os desportos em geral ajudavam a compreender e a suplantar as adversidades. Muitos de nós crescemos com o ditado “quando as coisas ficam difíceis, o trabalho duro vai recomeçar.”

O basquetebol também ajudou muitos jovens a desenvolverem uma ética de trabalho. Os que eram melhores jogadores eram assim porque trabalhavam muito mais e de forma muito intensa as suas habilidades. Como dizia Michael Jordan, “com o fracasso também se aprende”. Nos velhos tempos, jogar não era um direito. Era algo que se conquistava com trabalho e dedicação. E quando os jovens se queixavam aos pais estes diziam: “Tu precisas é de trabalhar muito mais.

basquetebol pai e fillho

Recentemente um treinador comentou: “o problema que vejo é que a criança, mal entra no carro após o treino ou jogo, a primeira coisa que ouve dos pais é: divertiste-te, filho?” Os treinos no basquetebol devem ser intensos, disciplinados e servir de experiência para as aprendizagens; não têm necessariamente de ser divertidos. A diversão deve vir só depois dos treinos ou dos jogos, como experiências de uma equipa que é bem sucedida e trabalha com uma direção e objetivo concretos. Não é assim que pensam muitos pais e “treinadores”, que acreditam que o desporto deve ser divertido ao longo de cada treino e dos jogos. “E se o pequeno “Johnny” ou a “Susie” não se estão a divertir com o basquetebol, então há algo de errado com esse treinador”.

Finalmente, quando um Diretor despede um treinador com base no tempo de jogo, devia ser também imediatamente demitido. Preocupam-se mais em agradar os pais do que com o que é realmente importante. Os treinadores nunca deviam estar preocupados com quem joga ou não e com o facto de isso irritar um certo grupo de pais, apenas porque o seu trabalho pode estar em perigo.

Razões para demitir um treinador devem incluir apenas e só mau comportamento, apatia, fraco motivador ou falta de compreensão de como ensinar o jogo. Em nenhum momento o treinador deve incluir o tempo de jogo como sua preocupação.

Hábitos velhos, Dragão novo?

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A época ainda agora terminou para o Dragão. No entanto, os sócios e simpatizantes portistas já tiraram todas as ilações que tinham a tirar da temporada 2014/15: com um dos plantéis mais prolíficos a nível de qualidade técnica e star power que o FC Porto já teve na sua história, Lopetegui não conseguiu conquistar um único título, o que traduz o trabalho de um ano em quocientes nulos.

Mas eu gosto de pensar que esta é uma visão demasiado linear e extremista. Como adepto do FC Porto, quero, acima de tudo, acreditar que os títulos vão voltar e que tal acontecerá já na próxima época. Porque uma época sem títulos é, para mim, algo anti-natural; vejamos: nasci em 1993, o que significa que, em 21 anos de existência, “festejei” 14 títulos do meu clube. E se for feita uma análise mais detalhada daquilo que foi o FC Porto ao longo da estação que agora finda, há pontos positivos a ter em conta:
– Praticou-se o futebol mais atrativo das últimas 4 épocas;- O estilo e filosofia de jogo “tiki-taka” já estão implementados;
– Desde 2008/09 que o FC Porto não atingia os quartos de final da Liga dos Campeões;
– O Bayern de Munique (indiscutivelmente, uma das melhores equipas da atualidade) foi vulgarizado no Dragão;
– “Explosão” definitiva de Jackson, Danilo e o regresso do melhor Quaresma.

Não, caro leitor. Nenhum destes tópicos apaga o facto do FC Porto ter acabado a Liga em segundo, atrás do seu maior rival. Não apagam a goleada sofrida em Munique. E muito menos apagam os momentos de displicência (viagens à Madeira e empate no Restelo) que custaram o campeonato ao clube. Estes momentos são, aliás, aqueles que julgo serem as maiores falhas do FC Porto ao longo de toda a época. Quando o Benfica escorregou, o Porto não soube aproveitar. E, com isso, qualquer argumentação baseada em “colinho” e ajudas ao Benfica caiu por terra.

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Danilo sai do FC Porto rumo ao Real Madrid
Fonte: Página de Facebook do FC Porto

Agora, e como já referi anteriormente, há que acreditar. Num futuro mais risonho. Mas, em termos concretos, como vai ser forjado esse futuro? O jornal O JOGO dá conta da continuidade de Lopetegui e de que o basco já planeia a nova época. Esta continuidade parece-me fulcral, tendo em conta que o “Projeto Lopetegui” foi desenhado para três anos e desistir agora seria dar um tiro nos alicerces que a estrutura do FC Porto quer cimentar. Quer queiramos quer não, Lopetegui acabou por conseguir implementar o “seu” modelo de jogo no Dragão. O futebol praticado pelos azuis e brancos já não era tão atrativo desde Villas-Boas, e será crucial que o estilo não se desvaneça. Porque todos gostamos de ver o nosso clube ganhar, mas, se o puder fazer jogando bem, ainda sabe melhor. E agora toco num ponto mais pessoal: já não havia um treinador no FC Porto que inflamasse tanto a relação com o Benfica. Podem acusar-me de críticas, mas acho que este constante despique e trocas de galhardetes entre os dois clubes são fundamentais para a criação de faísca que alimente a chama do Dragão. Era quando se sentia picado que o FC Porto se dava melhor. Não vejo porque não possa voltar a ser assim. Por tudo isto, prefiro pôr de lado as conversas que envolvem a vinda de Marco Silva ou de qualquer outro treinador para o Olival. Prefiro continuar com um Lopetegui mais consciente da realidade do clube e do campeonato em que se insere. E com uma pressão extra, a de (desta vez) estar mesmo obrigado a ganhar.

Para ganhar, o plantel tem de, pelo menos, manter a qualidade e diversidade que teve este ano. A tarefa não se adivinha simples. Danilo já tem a sua saída consumada (para o Real Madrid) e é natural que Jackson também tenha as malas feitas; o próprio jogador já admitiu que esta seria a sua última época de dragão ao peito e, convenhamos, será a sua última oportunidade para “dar o salto”. A grandeza do FC Porto é imensurável, mas o chamamento de campeonatos mais apelativos parece incontornável. Depois, temos as mais que prováveis saídas de Casemiro, Óliver e, quiçá, Brahimi. Muitas baixas de vulto, que parecem quase impossíveis de colmatar. Ainda assim, o FC Porto já nos habituou a arranjar soluções ano após ano, e creio que a tendência não se vai alterar neste defeso. O foco da estrutura portista terá de se orientar para o reforço de três posições: a de lateral direito, de médio defensivo e de ponta de lança. Ricardo Pereira pode ter muito boa vontade, mas as fragilidades a defender ainda são por demais óbvias e o Porto precisa de alguém que se possa assumir como titular de imediato, para minimizar ao máximo a ausência da locomotiva que Danilo é. Nomes? Atrevo-me a dizer os de Fabinho (do Mónaco – um cenário muito hipotético, visto que o Mónaco acabou de comprar os seus direitos desportivos ao Rio Ave) e Santiago Arias (ex-Sporting), que se assumiu como titular no PSV Eindhoven, onde se sagrou campeão holandês. Não vou falar sobre Marcos Rocha do Atlético Mineiro (já apontado aos dragões), visto que nunca vi o brasileiro em ação.

Para o lugar de Casemiro, o mercado é, neste momento, algo escasso. Não é fácil encontrar um jogador que seja incisivo na hora de destruir jogo adversário e que, simultaneamente, dê fluidez às transições ofensivas da equipa. Fala-se muito em Sergi Darder, do Málaga, mas não me parece que seja a solução ideal. O espanhol não é trinco de origem e a equipa pode-se ressentir disso mesmo, tendo em conta que joga apenas com um médio mais recuado. André André e Sérgio Oliveira (já contratados, segundo O JOGO) não são médios defensivos. Sugeriria outro espanhol para a vaga: Oriol Romeu. Ainda contratualmente ligado ao Chelsea, é trinco de raiz, e, tendo sido formado no Barcelona, a sua qualidade na saída de jogo parece ser um dado adquirido. Aos 23 anos parece estar na idade certa para se afirmar num grande clube, e o facto de ter uma comunidade espanhola à espera no Dragão pode facilitar a sua adaptação, após sucessivos empréstimos.

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Alberto Bueno é uma das caras novas do FC Porto
Fonte: Página de Facebook de Alberto Bueno

Por fim, para o lugar do capitão Jackson Martínez, há que encontrar alguém que saiba, em primeiro lugar, assumir a responsabilidade de carregar às costas uma herança pesadíssima. É que com Jackson não contaram apenas os (muitos) golos. Contaram as rotações, as assistências, o jogo de costas para a baliza. Avançados como o colombiano estão em vias de extinção e, como tal, não me vou alongar muito nem avançar o nome de possíveis substitutos. Apenas escrevo o seguinte, direcionado ao substituto do ‘Cha Cha Cha’: sejas quem fores, lembra-te que Jackson veio depois de Falcao e conseguiu dar conta do recado. Consegues esconder essas duas sombras? E não, não estou a colocar esta questão ao Alberto Bueno.

Treinador e jogadores. Falta o topo da pirâmide e, ao mesmo tempo, a base de tudo. Não tenho qualquer tipo de autoridade ou conhecimento para falar do que se passa na SAD e direção do FC Porto, mas acho que é seguro dizer que quase todos os verdadeiros portistas sentem que se passa algo de anormal no topo da “cadeia alimentar” azul e branca. Há que recuperar a firmeza de outros tempos e o cariz de “caixa forte” que a tão badalada “estrutura” sempre transmitiu cá para fora. É por aí que o FC Porto 2015/16 tem de começar. Para voltar a ser campeão, o FC Porto tem de dar apoio ao seu treinador, ter um bom plantel e, primeiramente, mostrar aos seus adeptos que quer mesmo ser campeão e que a sua identidade não se perdeu. Os jogadores podem ser de 15 nacionalidades diferentes, mas a mística… Essa aprende-se em qualquer língua, tem é que se saber onde está e quem a carrega tem de saber transmiti-la. Não vamos varrer da memória o que se passou esta temporada. O FC Porto tem de aprender com os erros. Mas agora… Venha lá essa nova época.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto