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San Lorenzo 1-0 Nacional: São loucos e os reis da Libertadores!

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O RESCALDO

Foi no Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, que na última noite se voltou a escrever uma página dourada da história de um dos clubes mais apaixonantes da América do Sul. Depois do empate a 1 em casa do Club Nacional Assunción, do Paraguai, na primeira mão da final da mais importante competição de clubes da América, o San Lorenzo confirmou o seu favoritismo e bateu em casa o conjunto paraguaio por 1-0, conquistando, pela primeira vez, a Taça Libertadores da América.

Como não podia deixar de ser, os adeptos da equipa azul grená deram mais um exemplo daquilo que é o verdadeiro espectáculo de futebol: colorido, apaixonado e com doses desmesuradas de uma loucura saudável. Tudo em prol de um só objectivo: a conquista da história. Empurraram a equipa e a equipa deu-lhes a maior das alegrias. Como?

Esquema táctico das equipas no jogo da 2ª mão da final  Fonte: soccerway.com
Esquema táctico das equipas no jogo da 2ª mão da final
Fonte: soccerway.com

Ao contrário do que era expectável, não foi o San Lorenzo que entrou mais forte na partida. O conjunto paraguaio, sempre muito organizado, surpreendeu a equipa argentina e podia ter inaugurado o marcador logo na madrugada do jogo, se o remate de Derlis Orué não tivesse embatido caprichosamente no poste. Ao contrário do que evidencia a figura, o San Lorenzo dispôs-se de forma mais próxima de um 4-2-3-1, com Romagnoli como nº 10, Cauteruccio a partir da esquerda (no lugar do recentemente transferido Piatti) e Matos a surgir na posição ‘9’. De todo em todo, o maior dos problemas estava atrás: a dupla de centrais Cetto e Gentiletti evidenciou uma ‘tremideira’ jamais vista e o duplo pivot composto por Mercier e Ortigoza, na tentativa de proteger o eixo central, recuava em demasia, abrindo brechas e possibilitando que os jogadores paraguaios aplicassem, por mais do que uma vez, a meia distância.

De facto, a equipa do Nacional apresentou-se sempre muito compacta e organizada, segura de si (ao contrário do que apresentou na primeira mão), dando poucos espaços e controlando as unidades mais perigosas do San Lorenzo – excepção, talvez, a Romagnoli, que teve sempre o condão de se libertar e tomar as melhores decisões. Um conjunto que se pauta por processos ofensivos simples, muitas vezes através de jogo directo, e que tem em Juilán Benitez um jogador com características muito interessantes – rápido, objectivo e com qualidade técnica – em Mendoza um defesa sólido e em Brian Montenegro (apenas entrou na 2ª parte) um elemento com potencial. Se estes elogios me parecem merecidos, já a palavra a Ramón Coronel só poderá ser negativa – o defesa direito da equipa paraguaia cometeu um penalty infantil à passagem do minuto 35 e foi isso que permitiu a Ortigoza fazer avançar o San Lorenzo rumo à conquista do ceptro.

Ortigoza, de penalty, assinou o tento da noite  Fonte: jornaldebrasilia.com.br
Ortigoza, de penalty, assinou o tento da noite
Fonte: jornaldebrasilia.com.br

A partir de então, o jogo foi mudando gradualmente: o San Lorenzo tentou assentar mais o seu futebol (ainda que longe das exibições que chegou a rubricar em eliminatórias anteriores) e o Nacional foi perdendo a crença nas suas acções e no atingir do seu propósito. As excepções, aqui e ali, eram as incursões de Benitez (sobretudo pela esquerda) como aconteceu ao minuto 44 – remate em jeito que não deu golo por centímetros – e as tentativas, sempre infrutíferas, de aplicar a meia distância. Mesmo com um jogo menos largo e profundo do que o habitual – Cauteruccio não é Piatti e a asa direita esteve longe do fulgor de outras partidas –, o San Lorenzo soube controlar a partida muito graças à acção de Romagnoli. O argentino – lento, é certo – é o playmaker da equipa, joga e faz jogar, raramente tomando uma má decisão. Foi ele que agarrou na equipa, vulgarizou a impossibilidade da omnipresença e trouxe o San Lorenzo para um nível mais próximo dos padrões habituais. Ainda que não imune ao sofrimento, como ao minuto 78 – explorando o futebol directo, o Nacional teve a melhor das oportunidades para igualar o jogo, algo que só não aconteceu porque o remate de Bareiro encontrou a (milagrosa) perna de Gentiletti.

Até ao seu desenlace, ainda que vivo e intenso, o jogo não ofereceu mais situações de iminência de golo, sobretudo porque a ansiedade e o nervosismo tomaram conta das acções de ambas as equipas (mais da paraguaia), e também porque o San Lorenzo, apesar de tudo, soube ter mais discernimento e capacidade de gestão da bola e dos tempos de jogo. A consagração colectiva estava cada vez mais próxima mas haveria ainda lugar à consagração individual: ao minuto 88, Romagnoli foi substituído por Kannemann, com todo o estádio de pé a reverenciar Pipi e com o pequeno astro ex-Sporting a não controlar as lágrimas. Um momento que espelha a forma intensa como o San Lorenzo é vivido, num verdadeiro espectáculo da essência do jogo.

Pipi Romagnoli foi a maior figura da partida  Fonte: Yahoo.com
Pipi Romagnoli foi a maior figura da partida
Fonte: Yahoo.com

O apito final do árbitro Sandro Ricci foi apenas o catalisador da implosão do Novo Gasómetro. Numa noite gélida na capital argentina, novos, velhos, gordos, magros, com e sem frio… todos festejaram, todos cantaram, (quase) todos choraram, todos eles imbuídos do mesmo espírito e do mesmo sentimento de pertença a uma causa e a um clube tão especiais. Um clube que, tão grande que é, se tornou agora ainda maior.

O TRAJECTO

O trajecto do San Lorenzo até à vitória final na Libertadores terá de ser, obrigatoriamente, dividido em duas fases. Enquadrada no Grupo 2, junto de Botafogo (Brasil), Unión Española (Chile) e Independiente del Valle (Equador), a equipa argentina sofreu para passar, apenas o fazendo em 2º lugar, fruto de duas vitórias, dois empates e duas derrotas – somando, por isso, 8 pontos. A partir de então, e entrando na fase do ‘mata-mata’, a equipa demonstrou outra capacidade.

Os oitavos-de-final trouxeram-lhe o primeiro dos testes de fogo, diante do Grémio de Porto Alegre (Brasil). Dois jogos muito equilibrados, com vitórias tangenciais de cada uma das equipas (1-0), levou a que a passagem à fase seguinte fosse decidida através de grandes penalidades – aí, o San Lorenzo foi mais competente, convertendo quatro e vencendo por 4-2. A etapa seguinte prometia ser ainda mais complicada; o adversário era o Cruzeiro, a melhor equipa brasileira da actualidade. Com um golo do central Gentiletti, os argentinos venceram, em casa, por 1-0, resultado interessante mas curto. A 2ª mão, em Belo Horizonte, foi, todavia, a maior prova da fibra e consistência desta equipa argentina: entrou muito forte no jogo e marcou cedo por Piatti, numa belíssima jogada colectiva. Depois disso soube ser uma verdadeira equipa: coesa, organizada e agressiva, criando muito perigo nas transições ofensivas (sobretudo pelo lado direito). Nem mesmo o golo do Cruzeiro e a expulsão de Romagnoli num espaço de cinco minutos deitaram por terra o sonho da equipa (tão bem) comandada por Edgardo Bauza. Neste sentido, eliminar o Cruzeiro foi a assunção da candidatura ao título, plenamente confirmada na eliminatória diante do Bolívar (Bolivia) – numa exibição irrepreensível, o San Lorenzo derrotou a equipa boliviana por 5-0 (!) em casa, dando-se ao luxo, na 2ª mão, de jogar de forma tranquila e, até, de perder (1-0 foi o resultado).

A festa dos argentinos depois do desempate por grandes penalidades frente ao Grémio  Fonte: zimbio.com
A festa dos argentinos depois do desempate por grandes penalidades frente ao Grémio
Fonte: zimbio.com

A EQUIPA

Vencedora do Torneio Apertura em 2013/2014 pela mão de Juan Antonio Pizzi (imediatamente antes de sair para o Valência), Edgardo Bauza tomou as rédeas da equipa e levou-a à mais importante conquista da sua história. Não será difícil destacar as figuras individuais que fizeram desta uma equipa maior; todavia, o San Lorenzo é também a prova de que o conjunto é superior à soma das individualidades.

De facto, Bauza ficou, em variados momentos, privado de vários elementos: a dupla de centrais teve quase sempre Gentiletti mas o seu parceiro foi alternando entre Carlos Valdés (colombiano que esteve presente no Mundial mas que teve de regressar ao clube de origem, Philadelphia Union), Cetto (jogou a 2ª mão da final mas esteve lesionado durante bastante tempo) e Fontanini; Ángel Correa, jovem médio de 19 anos, foi um dos pilares da equipa na fase inicial da campanha mas acabou por sair antes da meia-final para o Atlético de Madrid; e, por fim, Ignazio Piatti, titular indiscutível no lado esquerdo do ataque, e que, por ter sido vendido ao Monreal Impact, acabou por falhar o jogo decisivo. Mesmo com todas estas contrariedades em elementos importantes do plantel, Bauza montou um conjunto muito sólido e organizado, com uma grande quantidade de elementos experientes e com as pitadas certas de irreverência no jogo.

Edgardo Bauza venceu pela segunda vez a Taça Libertadores  Fonte: am950belgrano.com
Edgardo Bauza venceu pela segunda vez a Taça Libertadores
Fonte: am950belgrano.com

Ao longo da competição, o San Lorenzo dispôs-se, como nos dois jogos da final, quase sempre em 4-2-3-1. A equipa raramente se desposiciona e assenta num duplo pivot muito interessante: Ortigoza e Mercier, jogadores experientes, ocupam muitíssimo bem os espaços, têm pulmão e intensidade, e equilibram a equipa, permitindo aos dois laterais (Buffarini pela direita e Más pela esquerda) subirem no terreno com grande à-vontade – o primeiro, aliás, destaca-se pela fibra e energia que coloca no jogo, é veloz, agressivo, com grande capacidade técnica e de cruzamento. Para além de tudo mais, combina perfeitamente com Villalba: o ‘miúdo’ do San Lorenzo (19 anos) tem recursos técnicos infindáveis, um poder de explosão assombroso e é o homem certo para desmantelar defesas mais profundas, através do um para um; quando maturar e melhorar os índices de tomada de decisão, só continuará na Argentina se não houver companhias aéreas na América do Sul. No último terço do terreno emergiram ainda Romagnoli e Correa: o primeiro, que todos nós conhecemos, mantém as qualidades técnicas intactas e é hoje um jogador mais refinado; Correa é, a par de Villalba, o projecto de jogador mais interessante – o ‘Atleti’ não perdeu tempo e assegurou este jovem muito móvel e oportuno, que pode actuar como nº 10 ou como segundo avançado. Por último, uma referência a Matos – o nº 26 do San Lorenzo não é um ponta-de-lança exuberante; todavia, tem uma enorme qualidade de movimento (sabe abrir espaços para os companheiros), segura a bola e tem índices de finalização interessantes. A menção final cabe a Edgardo Bauza: depois de vencer a competição em 2008 pela LDU de Quito, este técnico argentino construiu uma equipa muito interessante do ponto de vista da organização – europeia, num certo sentido – e que não padece de alguns vícios típicos da equipa sul-americana, como a lentidão, a falta de agressividade e a velocidade. Pelo contrário, a equipa do San Lorenzo, ao longo desta caminhada, surpreendeu muitos dos seus adversários pela forma rápida e imprevisível como no último terço decidia e definia as jogadas. Uma boa ideia de jogo consolidada e corporizada por várias individualidades interessantes. No fim? Eles são loucos da cabeça e são os campeões dos campeões!

 

Que FC Porto em 2014/15?

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Estamos na véspera do início de mais um campeonato nacional e toda a nação portista, após o desempenho considerável do novo plantel do FC Porto e de Lopetegui, anseia por ver estes “guerreiros” e este treinador nas competições oficiais. As expectativas são elevadas! Estamos todos esperançados de que esta seja uma época memorável para o Porto e de que tenhamos a oportunidade de apreciar o invencível Porto de outrora, que parece adormecido nas últimas épocas. Por conseguinte, será apresentada uma análise individual dos jogadores do plantel azul e branco, bem como os aspetos técnicos e táticos mais relevantes.

É notório e indiscutível que toda a equipa principal foi alvo de grandes mudanças (quase inéditas) no que concerne ao tipo de contratação. As alterações são visíveis nas demais posições e, em todas estas, os novos contratados são jogadores de grande qualidade.

Iniciando pela baliza, encontramos “os sobreviventes” da última temporada: Fabiano e a Helton. Para além destes, Ricardo, que grandes épocas fez pela Académica, foi um dos dois reforços para esta posição. No entanto, ainda que seja um bom guarda-redes, poderá ser emprestado a outra equipa, uma vez que também não terá lugar na equipa B, já que a baliza está ocupada por Kadu (que merece a oportunidade de mostrar o seu potencial e o porquê de aos 16 já ter jogado pela seleção A Angola). Andrés Fernández, um guarda-redes espanhol, foi o último reforço para a baliza, sendo este o principal motivo que leva Ricardo a ficar de fora. No que diz respeito a Andrés, a sua contratação deveu-se principalmente à sua agilidade/rapidez e um muito razoável jogo de pés (mais à frente explicarei esta real necessidade), que foi evidente neste último teste de pré-época. Ainda neste jogo, usando linguagem de futsal, foi também responsável pela fantástica “mancha” num lance de enorme perigo. Este guarda-redes provém do Osasuna e foi muitas vezes responsável por defesas que, ainda que não impedissem a descida de divisão do clube, evitaram o aumento do marcador da equipa adversária. Por todas estas razões, crê-se que será ele o “dono da baliza” na maior parte dos jogos da temporada.

Andrés Fernández tem melhor jogo de pés do que Fabiano. Será o titular?  Fonte: O Jogo
Andrés Fernández tem melhor jogo de pés do que Fabiano. Será o titular?
Fonte: O Jogo

Na defesa, as laterais estão “apetrechadas” com dois grandes e intocáveis jogadores brasileiros, Danilo e Alex Sandro. Sem dúvida que uma das grandes falhas da última época foi a ausência de soluções para as laterais. Fucile, por motivos extra-futebol, não era opção, e na equipa B não havia qualidade suficiente para uma alternativa viável. Ricardo, um jovem extremo, foi quem muitas vezes fez essas duas posições. Opare é uma promessa do futebol mundial que tarda a assumir-se como uma “certeza”. (trabalhou com Lopetegui na equipa B do Real Madrid e mais tarde acabou vendido ao Standard de Liége). José Ángel, um lateral-esquerdo de grande qualidade, que grandes épocas fez ao serviço de Espanhol, Roma e Real Sociedade. Todavia, ainda que Opare e Ángel sejam bons reforços, será difícil (ou quase impossível) que sejam opção principal de Lopetegui, substituindo a dupla brasileira.

No que diz respeito ao centro existe um conjunto vasto de opções; no entanto, nem todas estas têm lugar na equipa principal – começando por Igor, um jovem chileno que despertou atenção do clube no torneio de Toulon mas que certamente irá jogar na equipa B; Maicon, um central muito seguro que normalmente não corre riscos em situações difíceis; Reyes, um jovem mexicano que ainda tem de amadurecer taticamente; Bruno Martins Indi, o luso-holandês que acaba de fazer um enorme Mundial e que será o substituto natural (também pelas características físicas) de Mangala. Por último, o mais recente reforço, Marcano, um espanhol que esteve emprestado ao Olympiacos pelo Rubin Kazan na última temporada e que seguramente será o quarto central do plantel.

Opare será a alternativa a Danilo ao longo da época  Fonte: fcporto.pt
Opare será a alternativa a Danilo ao longo da época
Fonte: fcporto.pt

No meio-campo, assistimos à saída de Fernando, “o polvo”, um pilar do clube nos últimos anos, e à chegada de Casemiro, que outrora foi contratado por Mourinho ao serviço do Real Madrid. Fazendo uma análise comparativa entre estes dois, verificamos que Casemiro difere de Fernando na posição que ocupa em campo, sendo mais um 8 do que um 6. Casemiro poderá ser médio defensivo, assumindo também a função de construtor de jogo, diferenciando-se de Fernando, que era um “corta-bolas”. Rúben Neves é um caso de sucesso da formação azul e branca que muito tem dado que falar à imprensa. No entanto, apesar dos seus 17 anos, e seguindo o percurso de Lopetegui no passado, este jogador poderá ser uma aposta do treinador para o onze inicial (pelo menos numa fase inicial). As suas qualidades são evidentes, possuindo uma excelente interpretação do jogo, um ótimo passe e grande poder de decisão em situações de “perigo”. Para além disso, podemos estar perante um jogador “à Porto”. Herrera, o craque mexicano que tardava em voltar à forma que mostrou durante os JO2012 e ao serviço do Pachuca, foi uma das revelações do último Mundial, podendo ser considerado, a par de James, um dos melhores médios do torneio. Quintero, uma jovem estrela colombiana, terá à sua espera um ano de afirmação no futebol europeu. Certamente, todos esperam que ele esteja em lances decisivos, como tantas vezes ao serviço da seleção. Óliver é “um amigo” e fiel selecionado de Lopetegui nas seleções jovens espanholas e, como Quintero, demonstra uma enorme maturidade para a sua idade – poderá ser um 10 com muito futuro. Evandro e Carlos Eduardo, os ex-Estoril., também podem ser opção em vários momentos da temporada. Ainda que exista um conjunto de jogadores com grandes aptidões, daquilo que se analisou da pré-época, inicialmente o meio-campo será entregue a Rúben/Casemiro, Herrera e Ólivier.

Por último, na frente, o FC Porto reforçou-se de forma extraordinária (comparando com aquilo a que nos tem habituado)! Jogadores como Adrián, Tello e Brahimi fazem parte do novo plantel azul e branco e os adeptos têm grandes expectativas para o seu despenho em campo, esperando, naturalmente, muitos e grandes golos! Começando por Ádrian, este jogador pode ser comparado a Villa; todavia, marca menos golos. Ádrian teve um excelente percurso nas seleções jovens espanholas, tendo passado pelo Corunha e pelo Atlético de Madrid. Num sistema 4-4-2 poderá jogar como avançado, enquanto num sistema do Porto 4-3-3 deverá jogar numa das alas, aparecendo frequentemente em zonas de finalização. Cristián Tello é um “miúdo-maravilha” da escola do Barcelona que tem como principais “armas” a grande velocidade, a eficácia no 1×1 e, tal como Ádrian, a facilidade com que descai das alas para dentro para finalizar. Jackson Martinez dispensa qualquer apresentação. Foi o melhor marcador nas duas últimas edições do campeonato português. Apenas referir que é o novo capitão de equipa.

Tello será dragão por dois anos  Fonte: A Bola
Tello será dragão por dois anos
Fonte: A Bola

Kelvin, a eterna promessa, a “mascote” do clube, será eternamente lembrado no museu. Porém, é pouco provável que tenha muitas oportunidades durante a temporada, assim como Ricardo, o jovem polivalente internacional sub-21. Sami veio também reforçar o ataque, fazendo uma bela temporada ao serviço do Marítimo mas existem dúvidas quanto à sua permanência no plantel. Um outro reforço, Brahimi, o “mágico das fintas argelino”, jogou no Granada na última temporada, sendo considerado o melhor “driblador” da liga espanhola, com uma estatística de 5,1 fintas por jogo! Em campo, Brahimi poderá jogar ou como extremo ou como número 10. Destaca-se ainda pela grande velocidade de execução no 1×1, bem como por uma grande qualidade no transporte da bola para zonas ofensivas (no Mundial foi uma das principais figuras da Argélia). Para terminar esta “receita” para o sucesso no ataque, não podia faltar o “Harry Potter” e também novo capitão de equipa, Ricardo Quaresma!

No que concerne a outros jogadores, a entrada de um novo médio e de um ponta-de-lança é há muito anunciada A saída de Defour para o Anderlecht é mais uma prova de que um novo médio virá a caminho. Veremos o que acontece até dia 1 de Setembro (data do fecho do mercado de transferências em Portugal) para perceber que mais alterações irão surgir no plantel 2014/15.

Abordando agora o esquema técnico e táctico do jogo, o Porto de Lopetegui, em contraste com o Porto de Fonseca, vai voltar ao sistema tático que Pedroto introduziu: o 4-3-3 com um triângulo 1-2, dois extremos e um ponta-de-lança.

Relativamente à mudança de estratégias, segundo as ideias de Lopetegui, podemos concluir pelo que se observou até ao presente que o trinco será diferente dos últimos anos (com o Polvo, Fernando) para passar a ter um jogador como Casemiro/Rúben, que será mais um médio defensivo do que um trinco e que sabe construir jogo (após a saída do jogo pelos centrais, deverá passar por ele o início da construção do processo defesa-ataque). Nos extremos, em contraste com o que era regra nas últimas temporadas, em que existia um extremo aberto e um “falso extremo” que caía para dentro, Lopetegui apostou em dois extremos abertos que descaem para dentro e aparecem a finalizar e num ponta-de-lança. Nas outras duas posições do meio-campo, haverá um “puro” número 10, por quem passará todo o “desenho” do ataque. Para além disso, haverá um jogador que substitui o habitual box-to-box, jogando numa posição mais à frente na área de jogo, perto do 10. Este é responsável pelo transporte da bola para o ataque, e aparece também na zona de finalização (possivelmente Herrera).

Lopetegui trouxe novos métodos de trabalho para o Olival  Fonte: VAVEL
Lopetegui trouxe novos métodos de trabalho para o Olival
Fonte: VAVEL

Na defesa existem ainda algumas incógnitas. Será que os laterais vão ter a mesma liberdade ofensiva da última época? Ou será esta diminuída? Se Lopetegui mantiver o estilo de jogo praticado em Espanha/Barcelona, os laterais vão continuar muito ofensivos. Este estilo foi já praticado nos jogos da pré-época, jogando o Porto com uma defesa alta (os centrais em cima do meio-campo!), situação que poderá levar a lances de contra-ataque perigosos. Em relação aos centrais, parece que será o Bruno Martins Indi o companheiro de Maicon. Indi é um central forte e que sabe “sair a jogar”, um pouco à imagem do que fazia Mangala (mas talvez um pouco mais lento).

No que diz respeito à construção do jogo, a estratégia de Lopetegui baseia-se em muita posse e circulação rápida da bola, procurando sempre o “lado vazio” com desmarcações rápidas e transição em posse. No processo defensivo a equipa procura recuperar rápido a bola, em zonas avançadas do terreno com o trio da frente a fazer uma pressão grande e, seguidamente, sair em construção de posse. No entanto, neste atual sistema, devido à defesa alta, haverá a necessidade de o guarda-redes ser um pouco (à imagem de Neuer na seleção alemã) um 11º jogador de campo. Este terá como missão, muitas vezes, intercetar bolas longe da sua área de conforto. Destaca-se ainda o facto de, no momento de finalização, o Porto procurar ter seis homens na zona de ataque/finalização.

Concluindo, é notório que existiu um grande investimento no plantel portista e que muitos destes jogadores poderão vir a ser estrelas no mundo do futebol. São de facto desportistas de enorme qualidade e que têm levantado o ânimo e as expetativas dos adeptos do clube. Também Lopetegui, pelo seu método exigente e peculiar, tem motivado e alegrado a nação portista. Novo treinador, novos jogadores, novos pensamentos e técnicas de jogo: eis a “receita” para a nova época que está prestes a iniciar-se! A partir de amanhã, estes jogadores darão os primeiros passos no campeonato português e, não tardará, chegarão também as competições europeias. Apesar de um bom desempenho na pré-época, existe a dúvida sobre se este desempenho se manterá ao longo da temporada! Facto é que dificilmente se aproximará do sucedido na última época. Viva o FC Porto! Viva a nação portista!

Manchester City: Campeão inglês com fome de Europa

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Está a chegar aquela que se espera ser a Premier League mais competitiva dos últimos anos. Com contratações sonantes e planteis recheados de opções, os gigantes ingleses prometem uma época de nervos para os adeptos, com uma disputa até à última jornada. Entre os gigantes, um assume-se com maior responsabilidade: o Manchester City. Esta responsabilidade advém do facto de serem os detentores do titulo e da necessidade de conquistas para os manter no topo do futebol inglês. Plantel com qualidade para tal não falta. O que poderá então atrapalhar o City nesta nova época?

Assim como aconteceu com o Chelsea desde o início da era de Abramovich, a necessidade de se afirmar no plano europeu tornou-se uma obsessão e eu acho que isso pode vir a afectar a cabeça do azuis de Manchester. Ao fim de 51 anos conquistaram dois títulos da Liga Inglesa e contam com um plantel cheio de estrelas. Mas será que isso chega? Não começará a subir à cabeça dos jogadores a vontade de erguer o “caneco” da Liga dos Campeões? O City assumiu-se como “grande” inglês depois um longo período de jejum. A meu ver, penso que poderá começar a criar-se uma necessidade, grande, de vencer um troféu a nível europeu. E esse é o grande obstáculo dos citizens para esta época. Não é só o corpo que joga, e as pressões internas do clube assumem-se cada vez mais como factores decisivos no desempenho desportivo de um jogador.

Este City está praticamente igual ao da época passada. Reforçou o meio-campo, com Lampard e Fernando; viu o sector mais recuado a receber Sagna e um dos centrais mais promissores da actualidade, Mangala e adquiriu Caballero. As saídas? Rodwell e, provavelmente, Javi Garcia. Uma equipa com poucas mexidas, mantendo a base e o treinador. Tudo o que se quer para manter a tranquilidade e o espirito de vitória numa equipa. Começando pela baliza, temos Joe Hart – o guarda-redes inglês é um dos melhores e estará certamente preparado para defrontar os grandes artilheiros da Liga. Como alternativas, temos as “luvas da experiência”: Caballero e Richard Wright. Boas soluções e boas vozes de balneário.

Joe Hart deverá manter a titularidade na baliza  Fonte: thefa.com
Joe Hart deverá manter a titularidade na baliza
Fonte: thefa.com

No centro da defesa temos três grandes promessas: Boyata, Mangala e Nastasic. Dos três, destaco Mangala pelo impressionante poder de salto e de finalização. É um central goleador e que promete vir a impor-se entre os melhores do mundo. Depois, há Demichelis e Kompany. Demichelis é pupilo de Pellegrini desde os tempos do Málaga e esta relação de conhecimento mútuo é muito benéfica, apesar de alguns momentos menos bons do argentino na época passada. A outra grande voz é a do capitão Kompany, um dos melhores na sua posição, um central cheio de garra, que está a cumprir a sétima época no clube e é imprescindível na equipa.

Nas alas temos grandes e bons nomes: Sagna, Richards, Clichy, Zabaleta e Kolarov. As laterais estão recheadas de opções. E que boas opções! Laterais experientes, rápidos e que cruzam bem sem negligenciar o sector mais recuado. Cinco grandes laterais para apoiar os extremos no ataque e para anularem os extremos da equipa oposta.

Passamos ao meio-campo e rebenta tudo. Tanta solução, tanta qualidade, tanta técnica! Fernandinho, contratação da época passada que se afirmou como um bom motor de jogo, tem mais uma época para mostrar que não foi apenas fogo-de-vista. O brasileiro apresenta uma grande qualidade de passe e grande visão de jogo, que fazem dele uma mais-valia. Por falar em mais-valia, o City tem, a meu ver, o melhor médio da actualidade: Yaya Touré. O costa-marfinense tem um excelente pontapé, grande qualidade de passe e uma grande estrutura, o que faz com que se imponha a qualquer adversário. Espero mais uma grande época do experiente médio. Mas isto não acaba aqui. Temos ainda David Silva, o espanhol que recentemente renovou com o City até 2018 e que é um dos melhores do mundo, um verdadeiro craque. Além da qualidade técnica, a polivalência – tanto pode actuar nas extremidades do campo como no interior do terreno de jogo – é uma das suas grandes virtudes.

Outro grande nome é Lampard. Ninguém esperava, certamente, esta mudança do histórico do Chelsea para um dos seus rivais, mas a verdade é que aconteceu. Não esquecer ainda dois jogadores que, assim como David Silva, oferecem soluções tanto nas laterais como no interior do terreno: Milner, um puro e duro jogador inglês, e Nasri, que está farto de ser relegado para o banco e vai certamente intrometer-se na luta pela titularidade. Por último, temos Fernando. O médio brasileiro contratado ao Porto neste defeso é o escolhido pelo treinador chileno para colmatar a provável saída de Javi Garcia e o reforço do sector mais recuado do meio-campo. Fernando esteve muito bem ao serviço do Porto nas últimas épocas, oferecendo solidez defensiva e qualidade de passe.

yaya
Yaya Touré é um dos melhores – senão o melhor – médios do mundo
Fonte: blogs.voanews.com

Chegamos ao sector mais avançado do terreno e o que temos? Uma panóplia de estrelas. Começemos por Agüero. O argentino pode actuar nas alas ou como ponta-de-lança. É um finalizador e um desequilibrador nato. É um jogador decisivo em qualquer equipa e isso viu-se na última época, quando o argentino esteve lesionado e o City quase viu escapar o titulo para o Liverpool. Há ainda Dzeko e Negredo, dois artilheiros natos. O bósnio é mais senhor da casa, mas Negredo conseguiu conquistar o seu espaço, com 23 golos em 49 jogos na temporada transacta. Mais um espanhol para jogar nas laterais: Jesus Navas. A velocidade e a qualidade de passe e cruzamento do internacional espanhol não passaram despercebidas na última época e certamente vai ter muito peso nesta. Por último temos Jovetic, o montenegrino que infelizmente não teve grandes possibilidades de mostrar os seus dotes na época passada. Com apenas 24 anos continua a ser uma grande esperança. Esperemos que conquiste o seu espaço na equipa e que não fique apenas por aí, por uma “esperança”…

O campeão inglês tem um grande plantel. E espero uma grande época dos citizens tanto a nível interno como nas competições europeias. A verdade é que no primeiro teste oficial desiludiu, acabando derrotado pelo Arsenal por 3-0. Mas jogos não são jogos e vamos esperar para ver o que o campeão inglês tem para nos oferecer nesta nova época que se avizinha. Espero um City a lutar pelo campeonato e a fazer uma boa campanha europeia. Só espero que a dada altura não fiquem hipnotizados pela Liga dos Campeões.

Liga Portuguesa 2014-2015: Maratona com destino europeu

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Esta sexta feira começa o campeonato nacional da I Liga. O FC Porto-Marítimo dará o pontapé de saída para um campeonato envolto em polémica, em virtude das dificuldades vividas pelo organizador da competição, a Liga. Apesar das dúvidas em torno da prova, o Estádio do Dragão funcionará como ponto de partida para uma maratona de 34 jornadas que consagrará em maio o novo campeão nacional. O Bola na Rede traz-lhe agora o segundo de três artigos de antevisão ao campeonato português. No que à luta pela Europa diz respeito, são seis as equipas que apontamos como tendo por principal objetivo o apuramento para as competições europeias: Estoril-Praia, Sp. Braga, Vit. Guimarães, Marítimo, Nacional e Rio Ave.

 

Estoril – Praia

O quarto lugar alcançado na última temporada pela equipa canarinha não surpreendeu o futebol português. Isto porque a época 2013-2014 foi o terceiro capítulo de uma história dourada escrita por Marco Silva à frente da equipa de Cascais. O apuramento direto para a Liga Europa, contemplado no campeonato por duas vitórias históricas no Dragão e em Alvalade, fizeram dos estorilistas uma das melhores equipas da I Liga. Para a nova temporada, os canarinhos não podem contar com Marco Silva, treinador que rumou ao Sporting CP, tendo escolhido para a sucessão o experiente técnico José Couceiro, que havia estado na última temporada no Vitória de Setúbal. O plantel estorilista sofreu também algumas alterações, destacando-se a saída de Yohan Tavares, Gonçalo Santos, Evandro, Carlitos e Gerso. Para colmatar estas importantes saídas, o presidente Tiago Ribeiro trouxe o regressado Bruno Nascimento, que havia abandonado o Estoril em 2013, bem como Anderson (médio promissor, que atuava no Leixões), Tozé (ex- FC Porto B) e Arthuro, um avançado experiente que já passou por clubes como o Middlesbrough, Steaua de Bucareste, Celta de Vigo e União de Leiria. Do plantel que transita da última época destacam-se as presenças de Vagner, Filipe Gonçalves, Sebá e João Pedro Galvão, que prometem recolocar o Estoril na luta pela Europa.

Sp. Braga

O autoproclamado “quarto grande” surge de cara lavada para a nova temporada. Ainda que numa dimensão naturalmente diferente, o Sp. Braga prometeu, à semelhança do FC Porto, uma revolução para a época que se aproxima. Para esta revolução, os responsáveis bracarenses operaram uma grande mudança ao nível dos jogadores do plantel, acompanhada pela mudança de treinador por parte de António Salvador para a época 2014-2015. A escolha de Sérgio Conceição para liderar o destino da equipa bracarense revela-se, à partida, acertada, tendo em conta a experiência e a capacidade de liderança do antigo internacional português. Para voltar a colocar o Braga no caminho europeu (relembre-se que a equipa bracarense ficou no nono lugar na última época, ficando fora do apuramento para a Liga Europa), a Direção fez contratações sonantes, tais como são o caso do guarda-redes Matheus (ex-América), Marcelo Goiano (ex-Académica), Djavan (ex-Benfica), Wallace (central que custou 9,5 milhões, ex-Cruzeiro), Pedro Tiba (ex-Vitória de Setúbal), Danilo (médio ex-Vasco da Gama e que custou aos cofres bracarenses 4,5 milhões), Salvador Agra, Zé Luís e Pedro Santos, que haviam estado emprestados à Académica, Videoton e Belenenses, respetivamente. As saídas de Eduardo, Nuno André Coelho, Paulo Vinícius, Joãozinho, Rusescu, Erick Moreno e Hélder Barbosa são o espelho da revolução que Sérgio Conceição pretende operar no Braga e, assim, liderar uma revolução rumo à Europa. O investimento foi avultado, e, olhando para o plantel bracarense, Sérgio Conceição tem tudo para liderar uma equipa que pode fazer perigar pelos primeiros lugares do campeonato nacional.

Vit. Guimarães

Os anos passam e, a cada época que se inicia, é quase “obrigatório” colocar o Vit. Guimarães no lote das equipas que lutam pelas competições europeias. Ainda assim, fruto das fortes dificuldades financeiras que o clube de Júlio Alves vive, parece que só uma grande capacidade de superação da equipa de Rui Vitória poderá permitir aos vimaranenses regressar à Liga Europa. Relativamente ao plantel para esta época, destaque para as saídas de Paulo Oliveira para o Sporting, Marco Matias para o Nacional, André Santos para o Balikesirspor, Maazou para o Marítimo e Leonel Olímpio para o Sheriff da Moldávia. Quanto a entradas, destaque para a chegada de David Caiado do Tavria da Ucrânia, de Defendi, que regressa a Guimarães, e de Gui, que chega proveniente do Sporting da Covilhã. O investimento é muito reduzido, e os resultados da pré-época não fazem prever quaisquer facilidades para Rui Vitória, que mantém como principais figuras no plantel o guarda-redes Douglas, os defesas Moreno e Luís Rocha, os médios Crivellaro e André André e o avançado Tomané.

Marítimo

O sexto lugar alcançado na última época não foi suficiente para que Pedro Martins se mantivesse no comando técnico da equipa verde-rubra. Por isso, o treinador rumou a Vila do Conde para substituir Nuno Espírito Santo à frente do Rio Ave, tendo sido substituído pelo estreante Leonel Pontes, ex-adjunto do selecionador nacional, Paulo Bento. Relativamente ao plantel da época passada, destaque para as saídas de Artur para o Arouca, de João Luiz para o Adanaspor da Turquia, de Sami para o FC Porto, de Danilo Dias para o Karabakh do Azerbaijão e de Derley para o Benfica. Quanto a entradas, destaque para a chegada de Maazou, proveniente do Vitória de Guimarães, de Edgar Costa, vindo do Nacional, e de Dyego Sousa, do Portimonense. Salin, Briguel, Rúben Ferreira, Bauer e Danilo continuam como figuras da equipa madeirense.

Nacional

A equipa da Choupana chega a mais um campeonato com o objetivo de sempre: lutar por um lugar nas competições europeias. Com o início da I Liga chega também o playoff da Liga Europa frente aos bielorussos do Dínamo Minsk, num duplo duelo que não se antevê fácil para os comandados de Manuel Machado, que se mantém mais uma temporada à frente aos madeirenses. No plantel do Nacional, destaque para as saídas de Mexer para o Rennes, de Diego Barcellos para o AEL Limassol, de Candeias para SL Benfica e de Djaniny para o Santos Laguna. Apesar da perda de grande parte do poderio ofensivo, a equipa de Machado foi ao mercado buscar jogadores como Marco Matias, ao Vitória de Guimarães, Suk, que já havia passado pelo rival Marítimo, e Sebastian Ayala, que atuava no La Equidad da Colômbia. Com Gottardi, Miguel Rodrigues, Marçal, Ali Ghazal, Gomaa e Mário Rondón como principais figuras do plantel, a equipa madeirense promete voltar a fazer da Choupana um “inferno” para os adversários.

Rio Ave

A presença do Rio Ave no lote das equipas apontadas pelo Bola na Rede como candidatas à Liga Europa demonstra bem o crescimento sustentado que o clube de António Silva Campos tem revelado nas últimas épocas. Depois das presenças nas finais da Taça de Portugal e Taça da Liga, nova derrota frente ao Benfica na Supertaça não parece fazer desvanecer as pretensões do novo técnico, Pedro Martins, em tornar o Rio Ave uma das equipas revelação do campeonato que na sexta-feira se inicia. Para isso, a equipa de Vila do Conde sofreu algumas alterações no plantel, onde podemos destacar as saídas de Alberto Rodriguez (cujo regresso ainda pode acontecer até 1 de setembro), Braga, que rumou ao Benfica de Luanda, Rúben Ribeiro, que regressou a Paços de Ferreira, e Pedro Santos, que regressou a Braga após empréstimo. Filipe Augusto está, ao que tudo indica, de saída do clube, e o central Marcelo, uma das principais figuras do plantel vila-condense, poderá ser o próximo elemento a sair da equipa. Relativamente a entradas, destaque para as compras de Cássio ao Arouca, de Prince ao Atalanta, de Pedro Moreira ao FC Porto B e de Del Valle, que regressa a Vila do Conde depois do empréstimo na última época ao Paços de Ferreira. A manutenção de jogadores como Lionn, Tarantini, Diego Lopes, Ukra e Hassan prometem fazer aumentar a qualidade de uma equipa que procura na época 2014-2015 fazer nova surpresa no panorama nacional.

Leiam também:

Liga Portuguesa 2014-2015: Que comece a batalha! – sobre a luta pelo título
Liga Portuguesa 2014-2015: O mesmo objetivo com os protagonistas de sempre – sobre a luta pela manutenção

FC Porto: Dúvidas no arranque da época

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atodososdesportistas

Se existem inícios de época exigentes, o do Futebol Clube do Porto é um deles! E começa já esta sexta-feira, dia 20. Os comandados de Lopetegui poderão demonstrar aos seus adeptos in loco aquilo que fabricaram em laboratório. E não se avizinha tarefa fácil! O Marítimo, uma equipa tradicionalmente complicada e que mudou de treinador esta época, promete vir ao Dragão disputar os três pontos. Volvidos apenas cinco dias os azuis-e-brancos têm, em França, um jogo que ajudará a determinar o (in)sucesso do grande investimento feito esta época. E não é contra uma equipa qualquer, é contra o campeão “do seu campeonato” francês (sabendo que PSG e Mónaco estão numa liga “à parte”): o Lille. Como se não fosse suficiente, entre as duas mãos da eliminatória com os franceses, temos ainda uma sempre complicada deslocação à capital do móvel, Paços de Ferreira, para defrontar a equipa do ex-timoneiro dos Dragões, Paulo Fonseca, que está de regresso a uma casa de onde nunca deveria ter saído.

Estes quatro jogos irão certamente determinar em que ponto de organização e concentração (principalmente defensiva) se apresentará o Porto sob o comando de Lopetegui. E é precisamente nesse sector que estou um pouco preocupado: ainda não vejo um quarteto defensivo que apresente todas as garantias que o meio-campo e ataque dão. A chegada de Marcano, sobre quem sinceramente não posso opinar por apenas saber que vem rotulado de “central goleador e muito forte no jogo aéreo”, é mais uma escolha de Lopetegui e supostamente irá trazer a experiência que tem faltado ao onze azul-e-branco. Com isto, Maicon será certamente relegado para o banco de suplentes (não acredito que o espanhol venha para ser segunda escolha) e a defesa será composta por Alex Sandro, Martins Indi, Marcano e Danilo.

Marcano chegou para lutar pela titularidade  Fonte: Lusogolo
Marcano chegou para lutar pela titularidade
Fonte: Lusogolo

Marcano, apesar de ainda jovem para adquirir a maturidade máxima para a posição, é um jogador que já disputou a Liga dos Campeões e de quem só posso esperar muito. Com muita pena minha, até porque gosto do jogador, Maicon terá o destino que lhe antevi num texto anterior: o banco de suplentes. Ao brasileiro faltam-lhe ainda pequenas coisas que um central do Porto necessita: concentração durante os 90 minutos e assertividade na forma de sair a jogar. Insiste em jogar longo quando já se viu que não tem a capacidade técnica para fazer um passe em profundidade em condições (isso contra o WBA foi por demais evidente) e cada vez que tenta fazer um passe interior arrepia. A incursão de mercado por mais um central não podia vir mais ao encontro daquilo que acabei de dizer. Martins Indi será o nosso grande esteio defensivo (o “Mangala do Barreiro”, uns centímetros mais baixo) e só espero que lesões não o atormentem, como o têm feito nesta pré-epoca. Não sei até que ponto jogará com o Marítimo, de forma a estar a 100% para o primeiro jogo europeu.

Por outro lado, gostava muito de saber o que vai na cabeça de Lopetegui quanto à posição mais recuada no terreno: Fabiano ou Andrés? Gostei muito do que vi do espanhol no jogo com o WBA – um grande sentido posicional, certo no jogo com os pés (uma das virtudes que o técnico exige dos guarda-redes) e muito rápido a sair dos postes que lhe valeram duas excelentes intervenções. Mas Fabiano tem estatuto no plantel e fez toda a pré-época com os restantes companheiros, o que lhe poderá valer a titularidade, pelo menos inicialmente. Certo é que o brasileiro tem um défice no jogo de pés, e veremos até que ponto isso não lhe custará o lugar no onze. Parece-me que mesmo com a anunciada saída de Helton estamos na presença de dois grandes guarda-redes, e que podem oferecer diferentes coisas, consoante o tipo de jogo.

Andrés Fernandez também pode espreitar um lugar no onze de Lopetegui  Fonte: fcporto.pt
Andrés Fernandez também pode espreitar um lugar no onze de Lopetegui
Fonte: fcporto.pt

Para zonas mais avançadas do terreno, ainda que me pareça que falta um ponta-de-lança para a fazer sombra a Jackson (Ghilas não conta, Gimenéz já foi para Madrid e Sami, que gosto muito, parece não convencer Lopetegui) penso que as dores de cabeça do timoneiro dos dragões passam apenas pelo posicionamento de Brahimi e a inclusão de Quaresma ou Oliver, isto porque o argelino tem demonstrado ser mais útil na zona central do terreno e, caso jogue ai, não me parece que o jovem espanhol seja mais adequado que Quaresma para jogar numa das alas do ataque. Ainda assim, penso que jogaremos com Oliver no apoio aos consolidados Rúben Neves e Herrera, com o Mustang a começar de início em detrimento de Brahimi e este a ser a primeira “arma secreta” a saltar para o xadrez dos azuis quando o treinador assim o entender.

Bem, levante-se a cortina do futebol português novamente e dê-se início a mais uma época desportiva. Somos Porto, somos uma equipa guerreira e vamos vencer!

Arsenal: os títulos estão de volta!

Depois de um jejum de quase 10 anos, os homens de Arsene Wenger voltaram aos títulos na época passada e já o demonstraram no início desta que não foi algo que surgiu por acaso. A vitória por 3-0 sobre o Manchester City e também os 5-1 impostos ao Benfica serviram para marcar uma posição em Inglaterra. Será cedo demais para ter em conta o Arsenal como um dos principais candidatos ao título de campeão?

Na época passada chegou Özil. O alemão trouxe com ele a magia que poucos têm, mas não deixou para trás a sua irregularidade. O Arsenal viveu um período muito bom enquanto Özil também esteve bem; quando o médio desceu de forma levou a equipa consigo. Este é um problema que Wenger quer resolver, e para isso tem de construir uma equipa que não esteja demasiado dependente de um só jogador.

Começando por trás, a baliza tem sido uma dor de cabeça para o técnico francês. Szczesny é um guarda-redes que no mesmo jogo tanto faz a defesa da sua vida como no minuto a seguir é muito mal batido. As alternativas não têm sido as melhores – Fabianski ou Mannone estão longe de ter a qualidade necessária para representar um clube com a qualidade do Arsenal – e portanto os londrinos foram, e bem, ao mercado buscar o colombiano David Ospina. Será difícil escolher um dos dois, mas creio que apesar de o polaco ser o titular há já algumas épocas, acabará eventualmente por perder o lugar para o ex-Nice.

O centro da defesa, esse sim, vai ser um problema. Defesas centrais de raiz só estão Koscielny e Mertesacker. O Arsenal perdeu Vermaelen para o Arsenal e Sagna, que fazia muitas vezes a posição quando necessário, para o Manchester City. Sobram as adaptações Nacho Monreal, Ignasi Miquel e Calum Chambers, um jovem jogador contratado ao Southmapton neste Verão. Neste momento é curto demais para uma equipa que aspire algo mais alto do que um 4º lugar na Premier League. Aconselhava os responsáveis do clube do Norte de Londres a comprar alguém urgentemente para a posição.

Koscielny e Mertesacker formaram uma muralha muito difícil de ser penetrada no ano passado  Fonte: Getty Images
Koscielny e Mertesacker formam uma muralha muito difícil de ser penetrada 
Fonte: Getty Images

Para as laterais, na minha opinião, continuam bem servidos como sempre. Perderam Sagna e Jenkinson foi emprestado ao West Ham. Sobram então Debuchy, que chegou esta temporada vindo do Newcastle, Chambers, o tal ex-Southampton, e ainda Bellerín, um produto da cantera londrina que pode ocupar as duas laterais e está pronto a explodir com Wenger. Mais um. Do lado esquerdo há Gibbs, Nacho Monreal e o tal Bellerín polivalente.

Chegamos ao centro do terreno e não faltam bons jogadores para ocupar esta zona. Sem grandes mexidas, encontramos jogadores de extrema qualidade como Ramsey, Arteta, Wilshere, Rosicky, Flamini e ainda o jogador feito de cristal – Abou Diaby. Para médios mais ofensivos a qualidade aumenta ainda mais. Cazorla e Özil, quando querem, rebentam sozinhos com qualquer defesa, mas a irregularidade dos dois é mesmo um factor a ter em conta. Muito do jogo (bom ou mau) do Arsenal passa pelos pés destes dois.

Os extremos serão mesmo o melhor que este plantel tem. Walcott, Oxlade-Chamberlain e Podolski já faziam tremer qualquer defesa lateral com a sua velocidade e com a sua facilidade de remate, mas agora há ainda mais soluções. Joel Campbell regressa de empréstimo do Olympiakos, depois de uma temporada e de um Mundial absolutamente fantásticos, e tem tudo para agarrar um lugar no plantel e ser muito utilizado por Wenger. E, numa das maiores e mais sensacionais contratações deste Verão, Alexis Sánchez chegou do Barcelona, trazendo aos gunners velocidade, técnica, visão de jogo e um remate potente e colocado. Será certamente um dos melhores jogadores da Premier League e promete dividir com Özil o título de ‘estrela da equipa’.

A febre Alexis quando o chileno chegou ao Emirates <br> Fonte: gunnerthailand.com
A febre Alexis quando o chileno chegou ao Emirates
Fonte: gunnerthailand.com

Para o centro do ataque, Giroud parece, após duas épocas medíocres, estar de volta à qualidade que tinha demonstrado no Montpellier. Faz da força, do poder de antecipação e do remate as suas mais-valias e os adetos do Arsenal parecem estar finalmente do seu lado. O seu compatriota Yaya Sanogo é que também tem demonstrado muita qualidade na pré-época e promete ser uma alternativa credível a Giroud. Os dois gauleses têm estaturas semelhantes, mas formas de jogar algo diferentes.

Será suficiente para conquistar a Premier League ao fim de 11 épocas? Só o tempo o dirá. Olhando para o plantel, parte em desvantagem em relação a Chelsea, Liverpool, Manchester City e United, mas se há coisa que Àrsene Wenger nos provou ao longo dos anos foi que consegue fazer grandes equipas e praticar um excelente futebol com recursos menores do que os seus rivais.

Bruno de Carvalho e os 7 mandamentos do futebol

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Escolhi díficil. O fácil é de todos

O primeiro mandamento – e o mais importante, portanto – é que o futebol é um jogo colectivo e essa deve ser sempre a primeira preocupação: o colectivo. O todo tem de ser invariavelmente maior e mais importante do que a soma ou qualquer uma das partes. E este exercício de hierarquias em que o todo se sobrepõe às partes é fácil de se fazer: no dia em que o colectivo se sente incomodado ou, pior, injustiçado, é hora de repensar a forma como se tratou uma ou mais individualidades. Para evitar esse (grande) problema existe uma medida simples, tratar todos de acordo com um conjunto de regras aceites e iguais para todos… a que também se chama regulamento interno.

Posto isto, há a esclarecer e sublinhar o perigo de qualquer tipo de seguidismo. Bruno de Carvalho tem feito, de forma geral, um trabalho muito positivo mas isso não lhe confere um estatuto que lhe permita deixar de ser posto em causa… sempre que assim se justifique. O que mais importa em qualquer tipo de comunidade é saber que debater ideias é sempre mais proveitoso do que debater pessoas. Assim devem fazer os Sportinguistas.

Na última semana, tem-se assistido na praça pública a dois casos internos em que se encontram dois mundialistas no epicentro da questão. Duas individualidades, leia-se. Slimani e Rojo são dois casos com muito em comum mas ainda assim distintos em pontos suficientes para que se avaliem de forma separada.

Slimani, ao que indica, pretende sair ou ver o contrato revisto de acordo com aquilo que lhe foi oferecido noutro clube. Acredito que, pelo estatuto com que chegou no ano passado, o argelino não tenha um salário de acordo com a importância que mostrou ter na época anterior. Mesmo tendo noção de que a revisão salarial é normal no futebol quando os jogadores o justificam, o avançado assinou o actual contrato de livre e espontânea vontade e por isso não está no direito de desrespeitar os regulamentos e, por consequência, o grupo com que trabalha. O todo, portanto. 

Tendo em conta as características do jogador e o modelo de jogo que Marco Silva pretende implementar no clube, tenho sérias dúvidas de que Slimani fosse assumir a preponderância que tantos lhe atribuem. O 9 do Sporting é um jogador muito bom naquilo em que é forte mas muito limitado em tudo o resto. Forte no ar, no contacto, nas bolas divididas e razoável a segurar entre os centrais e a finalizar com os pés. Banal em tudo o resto: apoios frontais, tabelas, capacidade de servir os colegas, progressão com bola, drible, procura de espaços na profundidade. É um ponta-de-lança que assenta num futebol de muitos cruzamentos, de chuveirinho, como era o de Leonardo Jardim a partir dos 70 e poucos minutos quando os jogos não estavam desbloqueados. Admito que nesse contexto pode vir a fazer falta. Mas se o Sporting estiver neste contexto muitas vezes, dificilmente lutará pelo título. Será sinal de que colectivamente não foi capaz de ultrapassar os adversários e precisou de recorrer ao recurso para os resolver. Com o dinheiro que se encaixaria com a venda de Slimani, encontrar-se-ia outro avançado com características mais úteis ao modelo de Marco Silva. Solução: não abrir uma excepção a uma individualidade e refortalecer o todo com um exemplo forte.

Rojo e Slimani são dois jogadores que não podem ser postos à frente do grupo  Fonte: chuto.pt
Rojo e Slimani são dois jogadores que não podem ser postos à frente do grupo
Fonte: chuto.pt

Marcos Rojo, por outro lado, é um indiscutível há dois anos e em 2013/2014 fez uma época muitíssimo boa. A juntar a isso tem a desvantagem de quase nada render monetariamente com a sua venda, dada a diminuta percentagem do passe que o clube detém e ainda uma outra percentagem do lucro que se deve ao Spartak. Por fim, a saída de Dier torna a presumível saída de Rojo ainda mais preocupante. Por tudo isto e porque o jogador se mostrou sempre correcto nos anos de Sporting, sendo inclusive um daqueles em que mais se sentia a garra e vontade de lutar pela camisola verde-e-branca, a melhor solução passaria sempre por uma reconciliação. Mas esta só deve acontecer se o jogador tiver noção de que errou na forma como pressionou para a saída, sob pena de perder o todo em detrimento de uma individualidade. Neste caso é importante perceber que em questão não está apenas dinheiro: o argentino “só” mostrou uma atitude incorrecta quando surgiu uma proposta de 20 milhões de euros do Manchester United. Ou seja, o central só quis sair quando um clube de topo apresentou uma boa proposta ao Sporting. 

De forma a finalizar toda esta questão do todo e das individualidades, nada melhor do que recorrer à história para verificar a sua veracidade. A melhor equipa do presente século – se não de toda a história – foi o Barcelona de Guardiola… cuja primeira medida foi dispensar Ronaldinho, Deco e Eto’o (embora este último só tenha saído no final da época por razões distintas), três das principais estrelas do conjunto catalão. No entanto, três individualidades que na opinião de Guardiola colocavam o conjunto em risco. Os resultados são conhecidos por todos. Com as devidas distâncias ressalvadas, aqui não está em questão mais do que o primeiro mandamento do futebol, por que comecei a falar neste artigo.

Bruno de Carvalho, com a entrevista que deu ontem, mostrou ser aquilo que tanto faltou ao Sporting e que falta um pouco por todo o universo futebolístico: um dirigente que percebe como se vive no futebol! Mostrou, pelo menos, que sabe que se o primeiro mandamento do futebol for violado todos os restantes são completamente irrelevantes.

Real Madrid 2-0 Sevilha: Uma superioridade que encanta

internacional cabeçalho

Afinal, tudo vai bem na casa Real. Em Cardiff, o Real Madrid fez jus ao título de campeão europeu e levou de vencida o Sevilha, por 2-0, com dois golos de Cristiano Ronaldo, igualando, com a conquista da segunda Supertaça Europeia da sua ilustre história, o rival Barcelona no número de troféus conquistados (78).

Depois de, na pré-época (devido à prestação envergonhada na Internacional Champions Cup), terem sido lançado dúvidas sobre a força e o poder do actual detentor do título de Rei da Europa para esta época, estas ficaram dissipadas com uma exibição tão repleta de carácter que fez transbordar a confiança e a segurança de que só parecem dispôr as gentes (clubes) da alta sociedade (elite europeia).

O início desta cimeira entre campeões na Europa não fugiu ao protocolo seguido nestas ocasiões, e ambas as equipas passaram os primeiros minutos do encontro a estudar-se. O Real procurava saber por que lado deveria atacar, sabida a ausência de Moreno (lateral-esquerdo) do onze titular sevilhano, enquanto que o Sevilha procurava saber o que significava a escolha de Casillas para a baliza merengue e testava o entrosamento de um meio-campo contrário composto por três unidades que nunca tinham disputado um único encontro em simultâneo.

Cristiano Ronaldo, com dois golos, foi o grande destaque da Supertaça Europeia  Fonte: UEFA
Cristiano Ronaldo, com dois golos, foi o grande destaque da Supertaça Europeia
Fonte: UEFA

Terminado o período de reconhecimento,  começou a sobressair o melhor dos campeões. Cada toque de bola, cada drible, cada passe e desmarcação deixava transparecer a segurança do Real Madrid nos seus processos, bem assimilados por todo o onze, inclusivé pelos reforços. Os remates de Bale ilustraram a superioridade dos vencedores da Champions e prepararam as vozes da afición merengue para o golo que se adivinhava – Ronaldo começa a jogada, ela passa por James antes de chegar a Bale, que “devolve” para o português marcar.

O Sevilha ia mostrando vontade em restabelecer a igualdade no resultado, mas, fora alguns fogachos levados a cabo por um incansável e virtuoso Dennis Suárez (um substituto à altura de Rakitic, sem medo de assumir a batuta de organizador do processo ofensivo e com uma importante contribuição na zona defensiva na equipa), a equipa não conseguiu ter situações de perigo, para além daquelas que o Real lhe ofereceu (foram duas, na primeira parte), com maus alívios e passes defeituosos.

A segunda parte não trouxe nada de novo. Domínio madrileño por todo o terreno, o Sevilha a tentar organizar-se perante os estragos que se iam fazendo, mas sem tempo para o fazer, pois o segundo golo chegava volvidos quatro minutos.

Ronaldo bisava. Traduzia em golos a superioridade merengue, era o ponto “chegada” de um caminho maravilhoso trilhado por todo um conjunto de virtuosos, onde ele também estava incluído, e iniciado na amplitude de movimentos de Toni Kroos (“o” exemplo da inteligência num jogador de futebol) e Modric.

Gareth Bale contribuiu decisivamente para a vitória do Real na sua cidade-natal  Fonte: UEFA
Gareth Bale contribuiu decisivamente para a vitória do Real Madrid na sua cidade-natal
Fonte: UEFA

A envolvência ofensiva do Real continuou a dar cartas, mesmo depois do 2-0. Bale, Benzema e Ronaldo pareciam ter bichos carpinteiros, tal a forma como se iam movimentando a toda a largura do terreno; James lia a “dança” dos companheiros, às vezes acompanhada pela subida dos laterais (Coentrão e Carvajal), e muitas vezes entrava nela, também. Uma dança de futebol ofensivo absolutamente encantadora e que só esbarrava num Sevilha irrepreensívelmente posicionado (apesar de estar a perder por 2-0).

Nos descontos, os andaluzes, embalados pela honra e pela dignidade, tentaram marcar e estiveram perto de o conseguir fazer, mas não foram capazes de atenuar um resultado que já foi escasso perante a superioridade merengue. A encantadora superioridade merengue.

A Figura

Cristiano Ronaldo – banhou-se em confiança antes do começo da temporada. A denunciá-lo, as arrancadas pelo flanco “abaixo”, a forma como partiu para o um-para-um… e os golos. O segundo foi o melhor dos dois. Foi o elemento mais vistoso (talvez pelos golos) da “dança” ofensiva dos merengues.

O Fora-de-Jogo

Sérgio Ramos – tem 28 anos, está há nove no Real Madrid e soma 120 internacionalizações. Tem experiência mais do que suficiente para que não lhe seja desculpada a frequência com que se envolve em quezílias sempre que pisa o relvado. Com o Sevilha, voltou a acontecer, num lance com Krychowiak.

O perigo do abismo, segundo os franceses

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eternamocidade

A próxima sexta-feira traz ao Estádio do Dragão muito mais do que o início do campeonato 2014-2015. A partida frente ao CS Marítimo é também o início de uma maratona que o FC Porto não pode voltar a perder. Mês e meio depois do arranque da pré-época, são já 13 os reforços anunciados, que, juntamente com a nova equipa técnica, confirmam aquilo que todos esperavam antes do arranque dos trabalhos: que o FC Porto ia mesmo sofrer uma revolução.

Ricardo, Andrés Fernández, Opare, Marcano, Indi, J. Ángel, Casemiro, Rúben Neves, Evandro, Brahimi, Oliver, Tello, Adrián e Sami são os nomes que trazem a mudança anunciada para os lados do Dragão. Mas, mais do que nomes, a pré-temporada mostrou aos adeptos portistas que não se trata apenas da substituição de protagonistas. Com a aposta em Julen Lopetegui, Pinto da Costa quer uma mudança de paradigma e de pensamento nas hostes portistas. Para isso, decidiu apostar num treinador consagrado de seleções jovens mas com um currículo muito baixo no que a clubes diz respeito. A mera nacionalidade de Lopetegui faz regressar a fúria espanhola ao banco do Dragão, depois da má experiência de Victor Fernández. Para os optimistas, a aposta num treinador do país vizinho é comprovativo suficiente para acreditar que estarão de volta os grandes espetáculos de futebol ao Dragão, três anos depois da saída de André Villas-Boas. Para os mais receosos, escaldados da péssima escolha de Paulo Fonseca na última época, a aposta em Lopetegui traz um risco demasiado alto para uma equipa que, tal como já afirmei, não pode voltar a perder esta maratona.

As alterações foram muitas no plantel e sem dúvida que, olhando de forma geral, este melhorou claramente em qualidade e quantidade. É certo que continua a especulação relativamente à posição 6, depois da saída de Fernando. Apesar do empréstimo de Casemiro, proveniente do Real Madrid, e da ascensão do talento Rúben Neves, os adeptos ainda suspiram por Jordy Clasie, um holandês de qualidade inegável e que assentaria que nem uma luva no onze de Lopetegui. O outro grande ponto de interrogação no plantel prende-se com a posição de Jackson Martinez. Com pouco mais de uma semana de treinos e três golos já apontados, o colombiano provou no estágio em Inglaterra que a sua manutenção foi talvez a melhor notícia para a nação portista. Contudo, a saída (incompreensível, na minha opinião) de Ghilas e a não adaptação de Adrián López à posição de ponta-de-lança fazem com que seja necessário que os responsáveis portistas gastem uns euros e façam com que o colombiano tenha concorrência.

A posição ocupada por Jackson Martinez precisa de mais um jogador Fonte: Zerozero/ Catarina Morais
A posição ocupada por Jackson Martinez precisa de mais um jogador
Fonte: Zerozero/ Catarina Morais

Depois de uma temporada onde tudo correu mal, não creio que o FC Porto tivesse outra opção que não fosse apostar forte no mercado. Tanto quanto foi possível ver nos jogos contra Everton e West Bromwich Albion, há reforços de qualidade inegável e cuja entrada no onze parece ser uma questão de tempo, pois Indi, Casemiro, Oliver, Tello e Brahimi ameaçam a titularidade imediata. Fazendo a previsão daquilo que poderá ser o primeiro onze do treinador espanhol, até já se consegue fazer uma equipa em que Quaresma não é titular, em que um jogador de 11 milhões fica no banco e onde um central de quase 10 milhões de euros parece estar destinado à equipa B. Sem dúvida que, apesar de ainda achar que faltam dois reforços aos Dragões, o plantel está mais rico e variado. Para um campeonato de 34 jornadas, a que se devem adicionar mais uma dezena de jogos nas competições europeias e outra dezena para as taças internas, é óbvio que todos terão a sua oportunidade, sem que com isso, ao que tudo indica, a equipa perca qualidade.

Todos os jogadores, com a exceção de Jackson, têm concorrência à altura, e só por isso acredito que na próxima sexta-feira o FC Porto terá tudo para começar da melhor maneira o campeonato nacional. Ainda assim, e porque não sou daqueles que acreditam que o campeonato tem de estar acima de todas as coisas, é, por esta altura, tempo de pensar que nos dias 20 e 26 de agosto o FC Porto terá os primeiros grandes desafios da época. E, sim, porque todo este investimento apenas terá justificação para sócios e adeptos se o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões for conseguido. O terceiro lugar alcançado na última época no campeonato francês faz acreditar que o Lille, com Origi, Salomon Kalou e Mavuba à cabeça, será um osso muito duro de roer para a equipa portista.

Desta forma, os novos jogadores portistas – a grande maioria deles jovens e de qualidade inegável – têm nas próximas duas semanas dois testes decisivos para aferir a capacidade deste FC Porto de escrever, nesta temporada, uma história dourada. Matéria-prima parece não faltar, mas a grande questão é perceber se a revolução feita por Lopetegui poderá ter efeitos tão rápidos quanto se deseja. É que, por mais que os adeptos sonhem com o céu esta época, rapidamente a equipa de “sonho” portista pode descer à terra, o que, tendo em conta o investimento este ano, será o inferno. E porque bons jogadores não fazem uma boa equipa, só a revolução de Lopetegui dará a resposta. E isto porque o perigo do abismo está mesmo aí.

Liga Portuguesa 2014-2015: O mesmo objetivo com os protagonistas de sempre

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Esta sexta feira começa a principal prova do futebol português, o campeonato nacional da I Liga. O FC Porto-Marítimo dará o pontapé de saída para um campeonato envolto em polémica, em virtude das dificuldades vividas pelo organizador da competição, a Liga. Apesar das dúvidas em torno da prova, o Estádio do Dragão funcionará como ponto de partida para uma maratona de 34 jornadas que consagrará em maio o novo campeão nacional. O Bola na Rede traz-lhe agora o primeiro de três artigos de antevisão ao campeonato português. No que à luta pela manutenção diz respeito, são nove as equipas que apontamos como tendo por principal objetivo a fuga aos lugares de despromoção: Vitória de Setúbal, Académica, Arouca, Gil Vicente, Belenenses, P. Ferreira, Penafiel, Boavista e Moreirense.

Vitória de Setúbal

O sétimo lugar alcançado pelos sadinos na última temporada não parece argumento suficiente para levar a equipa vitoriana a alterar os objetivos para a nova época. José Couceiro trocou os sadinos pelo Estoril-Praia, levando o presidente Fernando Oliveira a escolher Domingos Paciência para comandar a equipa. No plantel vitoriano, destaque para as entradas de Lukas Raeder, ex-guarda redes do Bayern de Munique; Hélder Cabral, que regressa ao futebol português, proveniente do APOEL; e ainda Diego Maurício, avançado internacional sub- 20 pelo Brasil que promete ser uma das revelações da equipa do Sado. Relativamente a saídas, destaque para Kieszek, que rumou também até Estoril; Ramón Cardozo, atualmente no Moreirense; João Mário e Betinho, que regressaram a Alvalade; Ricardo Horta, que foi para o Málaga; Rafael Martins, que foi para o Levante; e ainda Pedro Tiba, contratado pelo Sp. Braga.

Académica de Coimbra

Depois de uma temporada tranquila, os estudantes procuram igualar ou até melhorar o 8.º posto alcançado em 2013-2014. Ainda assim, a mudança de técnico (Sérgio Conceição foi para Braga, tendo chegado para o seu lugar o ex-técnico do Sporting, Paulo Sérgio) e a saída da espinha dorsal da equipa da última época fazem adivinhar um início de campeonato complicado para os estudantes. Destaque para as saídas de Ricardo (FC Porto), Djavan (Benfica e posteriormente Sp. Braga), Salvador Agra e Marcelo Goiano (Sp. Braga), Halliche (Catar) e Makelele (Kuwait). A entrada mais sonante foi a de Rui Pedro, ex-Cluj, que procura melhorar um plantel que tem em João Real, Fernando Alexandre e Marinho as principais referências.

Arouca FC

O regresso à I Liga na última época não representou um sobressalto tão grande como se esperava para a equipa arouquense. A experiência de Pedro Emanuel foi decisiva para o 12.º lugar em 2013-2014 e esta época o Arouca procura novamente fazer um campeonato tranquilo, sempre dentro das limitações financeiras do clube. Por isso, foram poucas as alterações no plantel, com destaque para as chegadas de Dabó (Sp. Braga), Artur (Marítimo) e Nildo (Videoton) e as saídas de Cissé (Sporting), Ceballos (Tottenham) e Cássio (Rio Ave). David Simão, Bruno Amaro, Rui Sampaio e André Claro são as principais figuras do plantel.

Gil Vicente FC

Depois de na época passada ter feito um excelente primeiro terço de campeonato, com 17 pontos em 30 possíveis, a equipa de João de Deus apenas conseguiu garantir a manutenção na antepenúltima jornada, terminando a época com 31 pontos. O plantel sofreu poucos reajustes e, da espinha dorsal da equipa, destaque apenas para as saídas de Hugo Vieira, cujo empréstimo terminou, e de Danielson, que rumou a Moreira de Cónegos. Nas entradas, destaque para os regressos ao futebol português de Evaldo (ex-FC Porto e Sporting) e Gladstone (ex-Sporting), bem como para a contratação sonante de Diogo Valente, emprestado pelo Cluj depois de ter atuado na última época na Académica de Coimbra. Diogo Viana, César Peixoto, João Vilela e Gabriel continuam como referências dos gilistas.

CF Belenenses

As dificuldades no clube do Restelo são muitas e, por isso, apesar de ser uma das cinco equipas que já se sagraram campeãs nacionais de futebol, as exigências não são muitas para a equipa de Lito Vidigal. A manutenção é o único objetivo realista para uma equipa com limitações orçamentais e que na última época apenas na derradeira jornada conseguiu fugir à II Liga. As alterações no plantel da equipa do Restelo não foram muitas, apesar das saídas de jogadores de destaque da última época, como André Geraldes, que rumou a Alvalade; João Pedro, que rumou ao Moreirense; Duarte Machado, atualmente no Olhanense; e Fernando Ferreira, que foi para o Marítimo. Quanto a entradas, apenas realce para a chegada do central Palmeira (ex-Sp. Braga e Tondela), bem como para o regresso de Abel Camará, após empréstimo. Miguel Rosa continua a ser a principal esperança da equipa do Restelo para a nova época.

FC Paços de Ferreira

Depois de na época 2012-2013 a equipa pacense ter atingido o impensável, com o apuramento para o play-off da Liga dos Campeões após o terceiro lugar no campeonato, a última época quase trouxe o Paços do “céu ao inferno”, com o modesto 15.º e penúltimo lugar na I Liga. O play-off frente ao D. Aves foi a bóia de salvação dos “castores”, que conseguiram dessa forma garantir a presença na I Liga deste ano. Para a nova época, a grande novidade prende-se com o regresso de Paulo Fonseca ao comando técnico, depois de uma época de pesadelo do treinador revelação no FC Porto. O plantel sofreu várias saídas importantes, como as de Tony (Penafiel), André Leão (Valladolid), Del Valle (Rio Ave), Bebé (SL Benfica) e Tiago Valente (Legia Gdansk). Nas entradas, destaque para as chegadas de Rúben Ribeiro, após empréstimo ao Rio Ave; de Cícero e Hurtado, que haviam estado emprestados ao FC Astana e Peñarol, respetivamente; bem como as contratações de Nélson Pedroso (ex-Vitória de Setúbal) e Rodrigo Galo, que já havia atuado no Gil Vicente. Boaventura, Filipe Anunciação, Sérgio Oliveira e Manuel José continuam no plantel e prometem ser figuras importantes numa época de transição para a equipa da capital do móvel, que nas duas primeiras jornadas defronta o Benfica no Estádio da Luz e o FC Porto na Mata Real.

FC Penafiel

O terceiro lugar alcançado na última época foi suficiente para fazer regressar os penafidelenses ao convívio com os grandes do futebol português, oito anos depois. Miguel Leal, o timoneiro da última época, abandonou a equipa para rumar a Moreira de Cónegos, tendo sido substituído por um dos treinadores revelação da última II Liga, Ricardo Chéu, que treinava o Académico de Viseu. Em Penafiel, o objetivo é garantir a manutenção o mais rapidamente possível, e os jogos da pré-época revelaram bons sinais da equipa de Chéu. No plantel do FC Penafiel, destaque para as saídas Mauro Caballero e de Fábio Ervões, e para as entradas de Bura (ex-D. Chaves), Tony (ex-Paços de Ferreira) e Rabiola (ex-Sp. Braga). As figuras da equipa – que transitam do plantel da última época – são Romeu Ribeiro, Aldaír e Mbala.

Moreirense FC

O atual campeão da II Liga regressa ao principal campeonato do futebol português depois de apenas uma temporada de ausência. A equipa de Moreira de Cónegos não continuou com Vítor Oliveira no comando técnico, optando por ir buscar Miguel Leal ao Penafiel. No plantel do Moreirense, destaque para as saídas de Miguelito (D. Chaves) e Edgar Costa, que rumou ao Nacional da Madeira. Quanto a entradas, a equipa recém-promovida tem sido uma das agradáveis surpresas do defeso, com vários nomes sonantes já contratados. Danielson (ex-Gil Vicente), André Marques (ex-Sion), Gerso (empréstimo do Estoril), Ramón Cardozo (ex-Vitória de Setúbal), João Pedro (ex-Belenenses) e Ricardo Ribeiro (ex-Estoril-Praia). Para além dos reforços de renome, a equipa de Miguel Leal conta no plantel com a experiência de jogadores como Marafona, Anílton Júnior, Diogo Cunha e Luís Aurélio.

Boavista FC

Longe vão os tempos em que os boavisteiros saíram à rua para festejar a conquista do campeonato, em 2001. Passaram 13 anos desde essa mítica vitória frente ao Desportivo das Aves que colocou os boavisteiros para sempre na história do futebol português. Desde essa altura que muito mudou no clube axadrezado, que, apesar de presenças na Liga dos Campeões e na meia-final da Taça UEFA em 2003, num ápice bateu no fundo após o processo Apito Final, que levou a equipa portuense até aos campeonatos não profissionais de futebol. A 16 de abril de 2013, a Liga Portuguesa aprovou o alargamento do campeonato de 16 para 18 equipas, fazendo o Boavista regressar a um lugar que nunca deixou de ser seu. As mudanças foram muitas, desde a presença de relvado sintético no Estádio do Bessa até à presença de Petit, campeão nacional em 2001, no atual comando técnico do Boavista. Com um dos orçamentos mais baixos da I Liga, os axadrezados apenas sonham com a manutenção neste regresso à I Liga. Para isso, foram inúmeras as contratações, muitas delas de jogadores desconhecidos, mas que nos permitem ainda assim destacar as entradas de Mika (ex-Benfica), Brito (ex-GilVicente) e Tengarrinha, defesa da formação do FC Porto. A tarefa não se adivinha fácil, mas a presença de jogadores como Pedro Costa, Fary e Bobô prometem trazer de novo as grandes noites de futebol de I Liga ao Estádio do Bessa.

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